01 agosto 2021

[RASCUNHO] Space Jam: Um Novo Legado

 Publicado originalmente em redes sociais. Apenas um pequeno comentário sem muito desenvolvimento sobre o filme.


Cansativo e pouco proveitoso de seu potencial, essa nova versão deixa a desejar. Fruto de seu tempo, tudo aqui é mais exagerado, mas não por isso melhor. A ideia de tudo ser tecnológico, virtual e o caramba representa demais a nova geração, mas sacrifica aquele clima mais conflituoso entre realidade e animação que o original possuía. Não falo por nostalgia. A antiga trama viajada e sem noção faz tanto sentido quanto a nova (ou seja, zero). Os dois são filmes infantis e possuem vários momentos bobos, mas... Em diversos quesitos, o original é mais empolgante.

Quando finalmente adentramos o Warnerverso, as aventuras de LeBron e Pernalonga e as viagens pelas franquias da Warner, as melhores coisas do longa, duram tão pouco que não compensa o tanto que o próprio filme "promete". Somos bombardeados mais com propagandas de que a Warner é dona da parada toda que com conteúdo.

E quando chegam na hora do basquete, tacam referências pra caramba e esquecem de fazer uma partida empolgante. Dava pra colocar qualquer um da plateia da Warner ali que seria mais interessante que os "vilões". Os Looney Tunes pelo menos estão demais, divertem muito, principalmente antes e durante os treinos e numa das partidas.

Não dá pra dizer que o filme é bom só por causa de referências. Detona Ralph tá aí pra provar. Outros conseguem fazer melhor, seja Jogador Número Um, seja Uma Aventura Lego ou Lego Batman. O foco de Space Jam é a bizarrice de unir basquete com Looney Tunes e conseguem em parte, ainda rendem momentos muito bacanas, mas o filme em geral é chato.

[RASCUNHO] Guerra Civil (Marvel) (hq)

 Publicado originalmente me redes sociais. Publico aqui apenas um rascunho, um pequeno comentário que andei formulando sobre, nada demais.


Depois de mais de um mês encerrei a releitura da Guerra Civil da Marvel, dessa vez lendo os adicionais. Uns jovens heróis tão gravando um reality e numa luta explodem e matam centenas de pessoas. O governo então obriga os heróis a se registrarem. O babaca do Homem de Ferro é a favor e o ultrapassado do Capitão América é contra e isso vira uma grande guerra. Ao todo foram pouco mais de 100 edições que li. Alguns pulei mesmo porque ninguém merece enrolação, mas uma boa parte foi satisfatória.

Como de costume, a saga principal conta apenas... O principal. (he) Mas há muita coisa acontecendo em paralelo. Destaque importantíssimo pro título Frontline. Sério, é um paralelo que acrescenta demais e até melhora a saga, principalmente pela visão do acusado e dos jornalistas. A trama se aprofunda bem mais que apenas um jogo político de registro.

A maioria dos títulos envolvidos pouco impactam no foco, embora seja interessante acompanhar o que acontecia dentro do universo Marvel enquanto rolava a grande Guerra Civil. Alguns são totalmente dispensáveis, outros até se encontram em alguns pontos, outros estão diretamente ligados e alguns chegam a ter tudo isso que citei dependendo da edição. Pra quem gosta, é bom saber como, por exemplo, o Quarteto Fantástico, o Pantera Negra, os X-Men, os Heróis de Aluguel, entre outros, reagiram a tudo isso. O Homem-Aranha tem bastante destaque pela revelação e suas consequências.

As consequências da Guerra Civil, adicionados ao que aconteceu na Queda e na Dinastia M, levaram a ganchos como a Iniciativa (que formou Novos Vingadores), ao assassinato do Capitão América, ao Norman como líder dos Thunderbolts, ao Aranha e toda sua saga de retorno ao uniforme negro e o caramba. Muito disso levou até a Invasão Secreta e ao Reinado Sombrio que a Marvel deve estar adaptando nos próximos anos pro cinema. Obviamente sem qualquer peso dos quadrinhos assim como foi no caso da própria Guera Civil, mas ainda mantendo a essência. Pretendo ler e reler alguns.

29 maio 2021

Comentário rápido sobre o curta "Noite Macabra"

Curta "Noite Macabra", de Felipe Lesbick.

Sinopse: "À noite, durante uma transferência, os prisioneiros de uma prisão de segurança máxima escapam e vão em direção a uma cidade pequena. As autoridades pedem aos cidadãos ajudarem a capturarem os fugitivos de qualquer forma necessária, oferecendo recompensas em dinheiro. Em meio ao caos, um jovem casal em crise tenta permanecer vivo."

Projeto apoiado via Catarse. 

Exibição para apoiadores: 29/05/21.

Comentário rápido: "Curta com uma ótima ideia, unindo terror e gore com um leve toque de musical e comédia. Tem uma vibe estilo Uma Noite de Crime só que meio retro. O curta é acompanhado de uma instrumental sensacional. Fiquei com vontade de ter visto mais cenas musicais e cômicas, mas entendo que pela curta duração talvez desequilibrasse o clima, cujo foco é a tensão da busca dos protagonistas pela sobrevivência em meio ao caos. As atuações variam. Dentro das limitações, fizeram algo bem feito e com potencial pra mais. Sucesso."

22 maio 2021

[O VÓRTICE] Frankenstein - As origens de King Kong vs Godzilla

Após Godzilla, Kong: Skull Island e Godzilla II: Rei dos Monstros, está chegando ao Monsterverso o tão esperado crossover Godzilla vs Kong. Inspirado na ideia do antigo longa da Toho, a versão da Legendary também trará uma batalha entre os dois populares personagens.

King Kong vs Godzilla vs Frankenstein

Em 1933, King Kong foi apresentado ao mundo em seu filme estadunidense, numa trama onde um gorila gigante que morava numa ilha com dinossauros se apaixonava por uma mulher e era levado para a cidade grande. Muito depois, em 1954, o mundo conhecia Godzilla em seu filme japonês, trazendo um imenso dinossauro modificado por radiação destruindo o país.

Eis que, em 1962, King Kong vs Godzilla uniu os dois personagens. O terceiro longa da franquia Godzilla foi o retorno do rei dos monstros aos cinemas após alguns anos inativo, visto que a continuação saiu no ano seguinte ao original. A trama inicialmente acompanha uma equipe tentando capturar Kong para fins próprios, até que Godzilla retorna e, no decorrer, os dois titãs acabam se encontrando e lutando um contra o outro. O filme foi um enorme sucesso.

O que muitos não devem saber é que o longa King Kong vs Godzilla foi baseado num esboço escrito no começo dos anos 60 por Willis H. O'Brien, o cara responsável pelo stop-motion do King Kong original de 1933 e outros clássicos. No esboço de King Kong vs Frankenstein, O'Brien colocava Kong para enfrentar uma versão gigante de Frankenstein. A ideia foi parar nas mãos do produtor John Beck, que a levou adiante, mas o projeto acabou sendo cancelado devido ao alto custo do stop-motion. Entretanto, a Toho ficou sabendo do filme e, sem O'Brien saber, Beck vendeu o roteiro. A Toho por sua vez alterou o roteiro e trocou o Frankenstein pelo Godzilla e assim surgiu King Kong vs Godzilla. O'Brien nunca ganhou o crédito pelo projeto.

Frankenstein vs Human Vapor vs Baragon

O Prometeus Moderno, outro título de Frankenstein, é um livro de 1918 escrito por Mary Shelley. Na trama, o cientista Victor Frankenstein cria um ser em seu laboratório, mas o considera abominável e o abandona. Chamado apenas de "monstro/criatura do Frankenstein", o ser busca entender a si mesmo e busca vingança contra seu criador. 

Embora Frankenstein seja o nome do cientista, na cultura popular tal nome acabou sendo associado também ao monstro, já que ele não tinha nome. Com o tempo, filmes sobre a obra foram feitos. O mais famoso foi lançado em 1931, que rendeu toda uma franquia de filmes para a Universal.

Em 1965, a Toho lançou sua própria versão do personagem em Frankenstein Conquers the World. Na trama, o coração de Frankenstein é bombardeado pela explosão da bomba atômica em Hiroshima. Desse ocorrido nasce um novo Frankenstein, que vai crescendo ao longo dos anos até se tornar um gigante. No filme, o monstro enfrenta o kaiju Baragon, que mais tarde seria adicionado ao universo do Godzilla. O longa do Frankenstein gigante ainda rendeu uma aclamada sequência chamada The War of the Gargantuas.

Inicialmente, a Toho queria fazer uma continuação para seu filme The Human Vapor, de 1960, onde um detetive investiga os crimes cometidos por um bibliotecário que pode se alterar para a forma gasosa. Na continuação cancelada, Frankenstein vs the Human Vapor, o Frankenstein seria revivido pelo bibliotecário. 

Em 1963, a Toho planejou uma continuação para King Kong vs Godzilla intitulada Frankenstein vs Godzilla. Inspirado na ideia de King Kong vs Frankenstein, o longa apresentaria um Frankenstein gigante devido a radiação enfrentando um Godzilla libertado pelos humanos para deter a criatura. Em 1965, o roteiro foi alterado e Godzilla foi trocado por Baragon, surgindo assim Frankenstein Conquers the World. Tal projeto também deu origem a Mothra vs Godzilla, de 1964. Assim como o crossover anterior, o quarto filme de Godzilla trouxe o rei dos monstros enfrentando Mothra, vindoura de outra produção da Toho, Mothra, de 1961.

Adicionais: King Kong vs Ebirah e Godzilla vs Batman

Em 1966, a Toho pretendia lançar Operation Robinson Crusoe: King Kong vs. Ebirah, onde, como o nome já diz, Kong enfrentaria o kaiju Ebirah. Com o projeto cancelado, o roteiro foi reformulado e Kong foi substituído por Godzilla, dando origem ao filme Ebirah, Horror of the Deep. Kong, por sua vez, ganharia seu filme solo no ano seguinte com King Kong Escapes.

A versão de Kong para seus filmes japoneses é diferente de sua versão original. A japonesa apresenta um Kong do mesmo tamanho do Godzilla e ainda possui poderes elétricos, por exemplo. King Kong Escapes saiu em 1967. No filme, o gorila chega a enfrentar sua versão robótica Mechani-Kong, fruto do desenho The King Kong Show, do qual o filme teve seu projeto baseado. Ele também enfrenta o kaiju Gorosaurus, que posteriormente, assim como Mothra e Baragon, adentrou o universo de Godzilla.

E só não tivemos mais longas com o Kong devido ao fim do contrato entre as produtoras dos respectivos personagens. Ele apareceria por exemplo em Destroy All Monsters, nono filme do Godzilla, onde reúnem outros kaiju da franquia. Isso não impediu a Toho de reciclar a fantasia de Kong posteriormente em pequenas ocasiões, utilizando outros nomes em episódios das séries Toho Go! Greenman e Toho Go! Godman.

Pra finalizar, sabiam que quase tivemos Batman vs Godzilla? O projeto seria lançado em 1966, mas acabou cancelado. No lugar, tivemos o já citado Ebirah, Horror of the Deep, sétimo filme da franquia Godzilla. No mesmo ano também lançava a clássica série do Batman.

[Os nomes dos filmes foram citados pela tradução em inglês. Os nomes japoneses podem possuir diferenças nos originais.]

[As informações sobre os projetos podem ser encontradas na Wikizilla e na Gojipedia.]

[O VÓRTICE] Documentários sobre a Disney disponíveis no Disney+

Com quase um século de existência, a Walt Disney Company é talvez a empresa mais famosa do mundo quando o assunto é animação e conteúdo infantil. Ao longo de todas essas décadas, muitas coisas aconteceram nos parques e estúdios e afins criados pelo seu fundador que deu nome a tudo, Walt Disney.

Com a chegada do Disney+, o serviço de streaming da Disney, tivemos acesso a muitos conteúdos de anos passados que ficaram na história do entretenimento, seja por filmes, séries, curtas ou documentários. Aqui, listei, em ordem de lançamento, documentários que mostram a história da Disney ao longo do tempo. Boa viagem.

[MENÇÃO] O Dragão Relutante (The Reluctant Dragon, 1941)

Abro a matéria já com uma menção especial. O Dragão Relutante é um longa dos anos 40 que une o estilo de documentário com uma narrativa cinematográfica. Na trama, o comediante de rádio Robert Benchley passeia pelos estúdios Disney a caminho de uma reunião com o próprio Walt Disney, onde ele pretende apresentar, a pedido de sua mulher, a ideia de um novo longa animado baseado no livro O Dragão Relutante, que dá nome a esse longa que vos descrevo. No caminho, Benchley conhece diversas etapas do processo de criação de uma animação, como os storyboards, a trilha sonora, a colorização, etc. Durante a jornada, alguns curtas são mostrados de acordo com a etapa em que o protagonista está. Vale observar que o filme começa preto e branco e só depois passa a colorir, referenciando e reforçando a tecnologia da Technicolor.

The Boys: A História dos Sherman Brothers (The Boys: The Sherman Brothers' Story, 2009)

Parte fundamental da Disney nos anos 60, os irmãos Sherman foram os responsáveis pelas canções de diversos clássicos, em especial de Mary Poppins. O doc explora a vida e o trabalho de Robert e Richard desde a infância até a velhice, mostrando suas semelhanças e diferenças, suas famílias, inspirações e conflitos. [Para quem tiver interesse, os irmãos foram personagens recorrentes no filme "Walt nos Bastidores de Mary Poppins" (Saving Mr. Banks, 2013)].

Acordando a Bela Adormecida (Waking Sleeping Beauty, 2009)

Os anos 80 foi um período de grandes mudanças para a Disney. Caindo na qualidade de suas animações nos últimos anos, o documentário acompanha os conturbados bastidores do estúdio de animação Disney em busca de salvar a empresa. Em meio a toda uma crise criativa e financeira, vemos novos executivos tomando posse, assim como novos artistas adentrando e novas tecnologias surgindo. Foi o retorno a grandes animações, mas por trás das câmeras as coisas não eram belas igual nas telas.

Howard: Sons de um Gênio (Howard, 2018)

Acompanhando a curta vida do dramaturgo e compositor Howard Ashman, o documentário busca traçar toda sua trajetória artística e pessoal, desde seus tempos no teatro até passar para o cinema. Numa época em que ser gay era tabu e o surto de AIDS explodia, vemos um artista que lutou contra sua doença enquanto influenciava na criação de algumas das maiores animações da Disney. Para se ter ideia, Ashman esteve envolvido em obras como A Pequena Sereia, A Bela e a Fera e Aladdin.

A História do Imagineering (The Imagineering Story, 2019)

A construção da Disneylândia e os demais parques e atrações da Disney são foco dessa série-documentário de seis episódios.

Um Dia na Disney (One Day at Disney, 2019)

O documentário mostra o dia de trabalho de várias pessoas envolvidas nas mais diversas divisões da Disney. Além do longa, uma série de dezenas de curtas também expande a ideia.

Por Dentro da Disney (Disney Insider, 2020)

A série-documentário acompanha ao longo dos episódios os bastidores dos parques e filmes da Disney.

Conhecendo as Esculturas e Modelagens dos Filmes Disney (Prop Culture, 2020)

Através do colecionador Dan Lanigan, a série-documentário apresenta objetos de famosos filmes da Disney e revive suas histórias.

Para a matéria, busquei me focar apenas na Disney em si, e não em outras empresas que fazem parte dela, como a Pixar, a Marvel Studios, a Lucasfilm, etc. Inicialmente busquei me focar também apenas na parte de animações, mas acabei adentrando aos poucos os parques. Já viu os documentários citados? Sentiu falta de algum? Deixe um comentário.


Sobre Mim

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Ninguém importante. Formado em jornalismo. Ex-colunista de cinema, quadrinhos e k-pop por aí.