Websérie do mesmo criador da websérie mais famosa sobre Backrooms. São 6 episódios. O grande foco está no episódio 3. Um youtuber descobre uma passagem até um shopping e lá encontra um boneco gigante.
Aqui publico matérias que escrevi ao longo dos anos para sites e blogs e também rascunhos de publicações e outras aleatoriedades. Um espaço pessoal para textos diversos. Espero que gostem.
Websérie do mesmo criador da websérie mais famosa sobre Backrooms. São 6 episódios. O grande foco está no episódio 3. Um youtuber descobre uma passagem até um shopping e lá encontra um boneco gigante.
Voltei a perguntar para o ChatGPT sobre estéticas de internet e um pouco além. Seguem trechos editados. Ele destacou duas palavras, fez uma conclusão, e ao fim acrescentei outra parte de outro momento da conversa.
[ChatGPT]
(...) Hauntology: ser assombrado por futuros perdidos
A palavra vem do filósofo Jacques Derrida, em seu livro Specters of Marx. Mais tarde, o crítico cultural Mark Fisher a popularizou para falar sobre música, arte e cultura contemporânea.
A ideia original é complexa, mas pode ser resumida assim: o presente é assombrado por possibilidades que nunca se realizaram. Não sentimos saudade apenas do passado. Sentimos saudade de futuros imaginados.
Por exemplo: Nos anos 1990 e 2000, havia uma expectativa de que a internet tornaria o mundo mais aberto, criativo e humano. O design do Frutiger Aero transmitia essa promessa: natureza + tecnologia + harmonia. O futuro chegou, mas não exatamente daquela forma.
Então, quando você vê aquelas interfaces brilhantes do Windows Vista, aqueles comerciais otimistas ou aqueles conceitos de "cidade do amanhã", você pode sentir tristeza. Não porque aquilo existiu plenamente. Mas porque: aquilo poderia ter existido. É o luto por um futuro cancelado.
Por isso a hauntologia aparece em: Vaporwave; Frutiger Aero; Retrofuturismo; Mallsoft; algumas leituras das Backrooms; nostalgia da "internet antiga". A sensação típica da hauntologia é: "Era para termos chegado a algum lugar diferente."
(...) Anemoia: saudade do que nunca vivemos
Anemoia é um termo bem mais recente e menos acadêmico. Ficou conhecido a partir do projeto The Dictionary of Obscure Sorrows, criado por John Koenig. Ele define anemoia como: nostalgia por um tempo que você nunca experimentou.
É diferente da hauntologia. Na anemoia, você não lamenta um futuro perdido. Você sente afinidade emocional com um passado que não foi seu.
Por exemplo: alguém nascido em 2007 sente saudade do Windows XP; uma pessoa que nunca frequentou um shopping dos anos 90 sente conforto vendo fotos deles; alguém que jamais usou VHS acha aquelas distorções aconchegantes; Dreamcore parece uma lembrança de infância, embora retrate lugares inexistentes.
A sensação típica da anemoia é: "Sinto falta disso... mas não sei por quê."
(...) Se eu tivesse que resumir tudo o que você trouxe, diria algo assim: A internet transformou o passado em arquivo permanente e o futuro em promessa frustrada. Por isso, grande parte das suas estéticas mais marcantes oscila entre dois sentimentos.
(...) E talvez seja por isso que corredores vazios, vídeos em VHS, interfaces do Windows Vista, shoppings desertos, piscinas impossíveis e cidades silenciosas conseguem provocar emoções tão fortes. Eles parecem dizer, ao mesmo tempo: "Você já esteve aqui antes." e "Você deveria ter chegado a algum outro lugar."
É nesse intervalo entre o que nunca foi vivido e o que nunca aconteceu que boa parte do imaginário das "estéticas da internet" parece existir.
[...]
(...) A metáfora que mais gosto: Penso nessas estéticas como se fossem um mapa multidimensional. Não são caixas. São coordenadas.
Imagine que cada estética recebe valores em vários eixos: tempo; lugar; emoção; tecnologia; filosofia; narrativa; moda; natureza; medo; nostalgia. Cada uma ocupa uma posição própria nesse espaço.
Por isso elas parecem infinitas. Porque, matematicamente, quase qualquer combinação desses eixos pode gerar uma nova estética reconhecível. E talvez exista um nível ainda mais profundo.
O que mais me impressionou pesquisando é que essas comunidades não estão apenas catalogando imagens bonitas. Elas estão tentando fazer algo muito humano: dar nome a atmosferas.
Nem sempre temos palavras para certos sentimentos: o vazio de um corredor de escola nas férias; a saudade de um futuro otimista; o conforto estranho de uma biblioteca antiga; o medo do oceano à noite; a melancolia de um shopping abandonado; a sensação de estar acordado tarde demais navegando na internet em 2009.
As "internet aesthetics" transformam essas atmosferas em objetos compartilháveis. Por isso o universo parece inesgotável.
Não é porque existem "muitos -cores". É porque o objeto real dessa catalogação é praticamente infinito: todas as maneiras pelas quais seres humanos podem experimentar o mundo, a memória, o medo, o desejo, a identidade e a imaginação — traduzidas em imagens, sons e narrativas que circulam pela internet.
Nesse sentido, as estéticas da internet talvez sejam uma espécie de enciclopédia emocional coletiva da era digital. Elas não catalogam apenas estilos; elas catalogam formas de sentir.
(...) .
[As demais coisas já postei anteriormente ou são apenas repetições do que já foi desenvolvido aqui.]
Publicado em redes sociais.
Backrooms (2026)
Conheci o conceito de backrooms logo quando começou a ganhar força na internet, mas apenas esse ano fui me interessar mesmo. Lembro de estar lendo sobre estéticas de internet, sobre espaços liminares, sobre o horror digital e afins e as Backrooms entraram nesse meio. Talvez eu tenha ignorado pela imagem que isso era vendido, como se fosse uma creepypasta qualquer. Mas não é. Backrooms é realmente interessante.
Salas infinitas, coisas fora do lugar, ambientes vazios, paredes aleatórias, cenários confusos, ambientes fechados, criaturas perigosas, clima de claustrofobia e de tensão, ao mesmo tempo de uma curiosa calmaria até certo nível. Vale reforçar, porém, que o filme em questão foi feito pelo Kane com base em sua lore criada na série de vídeos no YouTube. As pessoas na internet criaram várias versões, mas o filme, dirigido pelo próprio Kane, com o selo A24 e contando com elenco principal de renome, segue todo pelo universo do diretor.
Tenho muitos elogios e críticas para a tal "série", desde elogios a ambientação até críticas ao pouco avanço narrativo, mas ver como as coisas foram ganhando forma pra um longa, e ver o longa se sustentando como longa mesmo, foi prazeroso. Particularmente, gostei muito mais dos vídeos "found footage" do que dos vídeos dos funcionários trabalhando. E para o filme também seguiram isso, felizmente (para mim rs). Tanto que temos o começo mostrando algo e depois meio que jogam isso de lado.
Depois de uma boa abertura padrão estilo found footage (algo que o filme alterna em algumas cenas), mostrando o perigo daquele misterioso lugar, ou melhor, não-lugar, logo vamos sendo apresentados aos personagens e a todo um contexto dramático envolvendo terapia, reflexões sobre a vida, ciclos, vícios, traumas. Não conseguir ir adiante e se apegar ao que já sabe o resultado, mantendo o loop, se torna uma metáfora junto ao que é apresentado das esperadas Backrooms, assim como paralelos com cenários reais. O que funciona demais.
Explorando as Backrooms, o longa entrega e alterna entre momentos de tranquilidade, de mistério, de curiosidade, de desespero, de humor, de pavor. E sem ficar tão repetitivo. Mas falando de ciclos, o mesmo não pode ser totalmente dito do próprio filme. Não sei o quão intencional foi, mas ele guarda surpresas que arriscam o que foi apresentado até então, justamente como uma quebra. Pra mim, apesar do estranhamento inicial, funcionou muito bem conforme fui absorvendo a ideia.
E falando em absorver ideias, notei que o filme anda dividindo bastante opiniões, apesar das médias gerais estarem boas. Creio que quem acompanhou a série de vídeos do Kane ou que conheça a ideia proposta vá apreciar mais. Ou não (rs). Não vale se encher de teorias de fãs quando a premissa é outra. Ainda assim, é um longa que funciona completamente isolado, e muito bem. É uma ideia que precisa ser maturada. A diferença está em detalhes. Por mais que o que tenha na série também tenha nos filmes, em parte, ainda é em profundidade muito menor. O filme tem que cuidar de ambos os públicos, os que nunca ouviram falar disso aqui e os que acompanhavam o trabalho do diretor, e, ao meu ver, conseguiu muito bem.
Com cenários de chamar a atenção e uma trama que funciona mesmo parecendo batida, junto a momentos tanto melancólicos quanto assustadores, seja na vida real, seja nos espaços além, o filme de Backrooms, que no Brasil ganhou o subtítulo de "Um Não-Lugar" entrega o que se espera de uma obra do gênero. Pouco se explora, sim, e ainda inserem alguns elementos que mal tocam a superfície, mas tá tudo lá. O básico tá lá. E funcionando. O mistério faz parte da experiência. A jornada é o que vale. Espero que façam mais filmes no estilo. Além da própria narrativa deixar ganchos pra mais aqui e ali, alguns cenários explorados mostram a lasca da vastidão desse espaço.
(publicado originalmente em redes sociais / pode conter linguagem de internet)
Um cara viu um filme muito mal recebido por crítica e público e achou perfeito, obra-prima. Ok. Eu disse que gosto é gosto (eu mesmo curto alguns filmes considerados ruins). Só que ele disse que não é questão de gosto, e sim de entender a mensagem. Isso que complica. Respondi que existem formas melhores de contar uma mensagem, listei os problemas do filme, etc, mas ele continuou insistindo que o importante é a essência. Papo vai, papo vem, nada adiantou e ficou tudo na mesma (rs).
Se for olhar por esse ângulo de que "passou a mensagem, teve uma boa ideia, logo é bom", então tudo é bom. Qualquer obra se torna boa. Creio que a mensagem não é o principal elemento numa produção de entretenimento, a não ser que a pessoa não ligue pro filme em si (ou música ou livro ou o que for), e sim apenas (e exclusivamente) para sua mensagem, porque daí tanto faz qualquer coisa, tanto faz a parte técnica, tanto faz a forma como a mensagem é contada, tanto faz a qualidade, etc, porque no fim dará tudo na mesma.
Lembrei do pessoal que curte música apenas pela letra, que também foi assunto de discussão numa outra ocasião com outra pessoa e também de nada adiantou. Nada disso faz sentido pra mim. Se eu não gostar do ritmo, de que adianta uma boa letra? Defendo que o ritmo é mais importante que a letra sim. Se não fosse, músicas de letras vazias ou rasas não fariam sucesso, e tem sim muitas muito boas nesse padrão (rs).
O papo recorrente de "agregar valor" também é pura falácia. As pessoas se prendem muito a repetir a ideia de consumir o que "alimenta/edifica a alma", sendo que nada disso importa no final. Pior que isso apenas o tal do "gosto refinado", "arte de verdade", o que é apenas inflar o ego. Mas cada um tem sua visão de mundo, sua forma de ver as coisas. Eu busco entender os motivos de gostar do que eu gosto e de não gostar do que eu não gosto, assim como de entender os elogios e as críticas que fazem a tudo isso, concordando ou discordando. Ainda assim, no final, tanto faz, gosto é gosto (rs).
Reuni várias conversas que tive com o ChatGPT ao longo do tempo sobre estéticas da internet e pedi para ele analisar e comparar tudo. Reduzi o espaçamento de algumas linhas. Segue.
~ 1 [Pedi para analisar todas as conversas e explorar o tema]
# 🌌 1) Ideia central que atravessa tudo
Se fosse reduzir todas as conversas a uma única tese, seria:
> **As estéticas da internet são uma linguagem coletiva para organizar emoções, identidade e percepção do tempo em um mundo digital fragmentado.**
Elas não são só estilos visuais — são:
* formas de sentir
* formas de pensar o tempo
* formas de construir identidade
* formas de lidar com a realidade contemporânea
# 🧠 2) O que você foi construindo ao longo das conversas
Há uma evolução clara nas suas perguntas — e isso revela um raciocínio crescente:
### 🔹 Fase 1 — descoberta
Você começa entendendo:
* o que são estéticas
* exemplos (cyberpunk, vaporwave, dreamcore)
👉 Aqui o foco é **catalogar e reconhecer**
### 🔹 Fase 2 — organização
Depois você pergunta:
* como agrupar (famílias, movimentos)
* diferenças entre “core”, “wave”, “punk”
👉 Aqui o foco vira **estrutura e taxonomia**
### 🔹 Fase 3 — fenômeno cultural
Você começa a perceber:
* mistura de passado/presente/futuro
* explosão recente na internet
👉 Aqui surge o insight mais importante:
> isso não é só estética — é um fenômeno cultural
### 🔹 Fase 4 — filosofia
Você pergunta:
* o que isso significa filosoficamente
* o que essas estéticas dizem sobre o mundo
👉 Aqui você chega no nível mais profundo:
**interpretação da realidade contemporânea**
# 🧩 3) Estrutura conceitual que emerge
As conversas convergem para um modelo muito consistente:
## 🔧 Punk → mundo
* sistemas
* política
* tecnologia
* narrativa
## 🌊 Wave → tempo
* nostalgia
* retrofuturismo
* atmosfera
## 🧸 Core → emoção
* sensação
* identidade
* experiência subjetiva
👉 Síntese perfeita que aparece várias vezes:
* **Punk = como o mundo funciona**
* **Wave = como o mundo parece**
* **Core = como o mundo se sente**
# 🔁 4) Semelhanças entre todas as estéticas
Apesar das diferenças, todas compartilham uma base comum:
## 🧠 1. São linguagens emocionais
* nostalgia
* melancolia
* estranhamento
* conforto
👉 Elas traduzem sentimentos em imagens
## 🕰️ 2. Trabalham com o tempo
* passado reciclado
* futuro imaginado
* presente confuso
👉 resultado:
**tempo não-linear**
## 🧬 3. São remix
Nada é “novo puro”:
* tudo é recombinação
* referências cruzadas
* colagem cultural
## 🌐 4. Nascem da internet
* comunidades
* algoritmos
* compartilhamento visual
👉 cultura participativa, não institucional
## 🧍 5. Servem para identidade
* “quem eu sou”
* “quem eu quero ser”
* “qual mundo eu habito”
# ⚔️ 5) Diferenças fundamentais
Aqui estão as tensões reais entre elas:
## 🌍 Escala
* Punk → macro (sociedade)
* Wave → médio (clima cultural)
* Core → micro (emoção individual)
## 🧠 Complexidade
* Punk → complexo, narrativo
* Wave → intermediário
* Core → simples, sensorial
## 💓 Subjetividade
* Core → extremamente subjetivo
* Wave → moderado
* Punk → mais estrutural
## 🖥️ Dependência da internet
* Core → depende totalmente
* Wave → parcialmente
* Punk → quase independente
# ⚡ 6) Conflitos internos (muito importantes)
As conversas revelam várias contradições:
## 🧿 1. Nostalgia vs crítica
* Vaporwave critica o consumo…
* …mas usa estética do próprio consumo
👉 crítica feita com o próprio objeto criticado
## 🌿 2. Escapismo vs realidade
* Cottagecore → fuga da vida moderna
* Cyberpunk → confronto com ela
👉 fuga vs enfrentamento
## 🤖 3. tecnologia: fascínio vs medo
* Frutiger Aero → otimismo tecnológico
* Cyberpunk → distopia
* Weirdcore → estranhamento
👉 mesma tecnologia, três leituras
## 🧠 4. identidade vs superficialidade
* São ferramentas de identidade…
* …mas também podem ser superficiais e efêmeras
## ⏳ 5. novo vs repetição
* parecem inovação constante
* mas são recombinação do passado
👉 inovação baseada em reciclagem
# 🌫️ 7) Temas emocionais universais
Quase todas as estéticas orbitam os mesmos núcleos:
## 😔 Melancolia
* tempo perdido
* memória
## 🧍 Solidão
* espaços vazios
* indivíduos isolados
## 🌫️ Estranhamento
* familiar + errado
* liminalidade
## 🌿 Escapismo
* mundos ideais
* fantasia
## 🤖 Alienação
* tecnologia
* identidade fragmentada
# 🧠 8) O grande insight das conversas
O ponto mais importante que emerge é este:
> **Essas estéticas não são sobre objetos — são sobre estados mentais.**
Exemplos:
* não é “um shopping” → é “a sensação de um shopping vazio”
* não é “tecnologia” → é “a sensação da tecnologia”
* não é “infância” → é “a memória da infância”
# 🌍 9) O que isso diz sobre o mundo atual
As conversas apontam para um diagnóstico claro:
## 🌐 1. Cultura fragmentada
* fim da monocultura
* infinitos microgêneros
## ⏳ 2. Colapso do tempo
* tudo coexistindo
* passado sempre presente
## 🧍 3. Solidão conectada
* interação digital massiva
* experiência individual isolada
## 🧬 4. Identidade modular
* múltiplas estéticas coexistindo em uma pessoa
## 🧠 5. Realidade mediada
* vivemos através de imagens
* percepção filtrada
# 🔮 10) Síntese final (a mais importante)
Se todas as suas conversas virassem uma única ideia:
> **As estéticas da internet são um sistema simbólico que transforma imagens em emoções, emoções em identidade e identidade em cultura — dentro de um mundo onde o tempo colapsou, a realidade é mediada e o indivíduo precisa constantemente se reconstruir.**
# ✨ 11) Um jeito ainda mais simples de ver tudo
* **Punk** → imagina mundos
* **Wave** → imagina tempos
* **Core** → imagina sentimentos
E todos juntos fazem:
> **uma mitologia contemporânea da internet**
~ 2 [Pedi para ampliar, analisando os elementos, as sensações, os objetivos, os significados, os temas.]
# 🌌 1) O que são, no nível mais profundo
Se antes a gente definiu como linguagem emocional, aqui dá pra refinar:
> **Estéticas da internet são sistemas simbólicos que condensam experiências complexas (tempo, memória, identidade, tecnologia) em formas sensoriais simples e compartilháveis.**
Elas fazem algo muito específico:
* pegam coisas abstratas (solidão, nostalgia, ansiedade…)
* transformam em imagens, sons e “vibes”
* e tornam isso comunicável sem precisar explicar
👉 São uma espécie de **atalho emocional coletivo**
# 🎨 2) Elementos fundamentais (a “gramática” das estéticas)
Todas as estéticas que aparecem nas conversas são construídas com os mesmos blocos básicos:
## 👁️ 1. Elementos visuais
São o núcleo mais forte.
### Tipos principais:
* **cores** (neon, pastel, sépia, etc.)
* **texturas** (glitch, VHS, pixel, blur)
* **iluminação** (fria, artificial, difusa)
* **composição** (vazio, repetição, simetria estranha)
👉 função:
* traduzir emoção em forma visual
## 📼 2. Elementos tecnológicos
* interfaces antigas
* computadores, menus, erros
* mídia obsoleta (fitas, CDs, TVs)
👉 função:
* criar **temporalidade** (passado/presente/futuro misturados)
* reforçar nostalgia ou alienação
## 🎵 3. Elementos sonoros
* lo-fi
* synth
* eco
* distorção
👉 função:
* ampliar a emoção
* criar atmosfera contínua
## 🧸 4. Elementos simbólicos
Objetos que viram “ícones emocionais”:
* corredores vazios → transição / liminaridade
* natureza → autenticidade / fuga
* estátuas → intelectualização
* cidades → anonimato / solidão
👉 função:
* transformar coisas comuns em **significados universais**
## 🧩 5. Estrutura (colagem)
* mistura de referências
* fragmentação
* montagem tipo meme
👉 função:
* refletir a lógica da internet
* permitir remix infinito
# 🌫️ 3) Sensações que elas constroem
As estéticas não são só vistas — elas são **sentidas**.
E quase todas operam dentro de um mesmo “espectro emocional”:
## 😌 Conforto
* familiaridade
* rotina tranquila
* sensação de abrigo
👉 ex: cottagecore, lo-fi
## 😔 Melancolia
* tempo perdido
* memória distante
* saudade difusa
👉 muito central em quase todas
## 😵 Estranhamento
* familiar, mas errado
* sonho meio quebrado
* realidade deslocada
👉 dreamcore, weirdcore, liminal spaces
## 🌿 Escapismo
* fuga da realidade
* idealização de outro mundo
👉 cottagecore, dark academia
## 🤖 Alienação
* excesso de tecnologia
* artificialidade
* desconexão
👉 cyberpunk, vaporwave
## ⚖️ Mistura de emoções
O mais importante:
> essas estéticas quase nunca são “puras”
Elas combinam:
* conforto + medo
* nostalgia + vazio
* beleza + desconforto
👉 isso cria a sensação típica:
**“algo está certo e errado ao mesmo tempo”**
# 🎯 4) Objetivos (o que elas “querem fazer”)
Mesmo sem intenção consciente, elas cumprem funções claras:
## 🧍 1. Construir identidade
* escolher uma estética = escolher uma “versão de si”
* permite experimentar identidades
👉 identidade como montagem
## 🌐 2. Criar pertencimento
* quem reconhece a estética “entende”
* cria comunidades implícitas
👉 linguagem sem palavras
## 🌙 3. Permitir escapismo
* criar mundos alternativos
* aliviar pressão da realidade
## 🧠 4. Processar emoções
* ansiedade
* solidão
* nostalgia
👉 funcionam quase como “terapia estética”
## 🧷 5. Criticar o mundo (indiretamente)
* consumismo (vaporwave)
* tecnologia (weirdcore)
* vida urbana (cottagecore)
👉 crítica sem discurso explícito
## 🧬 6. Organizar o caos
Vivemos num mundo:
* rápido
* fragmentado
* saturado de informação
👉 as estéticas organizam isso em “formas compreensíveis”
# 🧠 5) Significados profundos
Por trás dos elementos e sensações, existem camadas mais profundas:
## ⏳ 1. Tempo quebrado
* passado sempre acessível
* futuro já imaginado
* presente instável
👉 resultado:
**colapso temporal**
## 🧍 2. Identidade fluida
* não existe “eu fixo”
* identidade vira coleção de estéticas
## 🌐 3. Realidade mediada
* experiência passa por telas
* o mundo é percebido como imagem
## 🧬 4. Cultura como remix
* tudo é reutilização
* originalidade = combinação
## 🤖 5. Relação ambígua com tecnologia
* fascínio
* dependência
* medo
👉 tudo ao mesmo tempo
## 🌫️ 6. Solidão contemporânea
* conexão constante
* isolamento emocional
👉 um dos temas mais fortes
# 🧩 6) Temas recorrentes (o “DNA” das estéticas)
Se juntar tudo, aparecem temas centrais:
## 🕰️ Nostalgia
* infância
* anos 90/2000
* coisas nunca vividas
## 🌌 Liminalidade
* espaços de transição
* sensação de “entre”
## 🧍 Solidão
* ambientes vazios
* ausência de pessoas
## 🌿 Escapismo
* natureza
* fantasia
* vida idealizada
## 🧠 Subjetividade
* foco no sentir, não no explicar
## 🛍️ Crítica ao consumo
* especialmente no vaporwave
## 🤖 Tecnologia
* presença constante
* às vezes invisível, mas sentida
# ⚡ 7) O ponto mais importante de todos
Tudo converge para isso:
> **As estéticas da internet transformam a experiência de viver no mundo contemporâneo em imagens emocionalmente compreensíveis.**
Elas são:
* uma resposta ao excesso de informação
* uma forma de sentir o tempo
* uma tentativa de dar sentido ao caos
# 🌌 8) Síntese final (a mais completa possível)
> **As estéticas da internet são sistemas visuais e sensoriais que combinam imagens, símbolos e referências para traduzir estados emocionais complexos — como nostalgia, solidão, estranhamento e escapismo — em experiências compartilháveis, funcionando simultaneamente como linguagem, identidade, crítica cultural e mecanismo de adaptação a um mundo fragmentado, acelerado e mediado pela tecnologia.**
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