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07 junho 2022

[JAM STATION] O dia em que eu comecei a ler The Walking Dead - Diferenças entre a série e a hq

 [Publicado originalmente em 2018]

O dia em que eu comecei a ler The Walking Dead - Diferenças entre a série e a hq

Esse é um texto confuso que eu escrevia enquanto estava com sono e não conseguia dormir porque não conseguia parar de pensar nos quadrinhos de TWD, mas imagine que tinha um zumbi vindo na minha direção e eu precisava publicar de algum modo. Bom proveito.

Estava eu cansado da enrolação que a série andava fazendo e decidi parar de assistir. Isso ano passado. Não definitivamente, apenas dar um tempo e pensar se voltaria ou não. Tinha prioridades. Esse ano, então, decidi começar a ler a história em quadrinhos. Deveria ter feito isso muito antes.

Iniciado em 2003 por Robert Kirkman, a hq conta mensalmente com um capítulo. A série veio apenas em 2010. Para os leigos, essa não é uma matéria recomendada, mas basicamente conta a história de sobreviventes em meio ao apocalipse zumbi, com o xerife Rick como protagonista.

O legal de The Walking Dead é que começamos acompanhando a história pelo grupo do Rick e, aos poucos, mais personagens vão aparecendo e trazendo mais pontos de vistas diferentes, mas sempre focado naquela região. Depois que Jesus entra na história e muda tudo ao revelar a existência de comunidades, a trama demonstra que ainda tem muito o que explorar. Durante todo esse trajeto, vemos Rick e seu grupo tentando sobreviver aos mortos e aos vivos, se acostumando a matar, ficando loucos, se indagando sobre a vida, questionando o motivo de tudo aquilo, tentando recomeçar, procurando manter a sanidade, buscando reerguer uma sociedade, etc. Cada arco é algo único e especial. Acompanhamos uma verdadeira evolução.

Entretanto, toda a forma como tudo isso é contado influencia no resultado.

Quando comecei a acompanhar a série, ainda estava no começo. Era incrível. Entre altos e baixos, eu assistia tudo quase sem piscar. Infelizmente não demorou para que a qualidade caísse. Por mais que os ótimos episódios continuassem sensacionais, por mais que os personagens fossem envolventes demais e por mais que o clima de The Walking Drama (rs) fosse realmente bom, alguns episódios eram o filler do filler, pura enrolação de chatice. Se tornou um padrão metade das temporadas serem dispensáveis (sem exagero).

Lendo a hq, logo de cara já fui percebendo diversas diferenças. A base é a mesma, mas de resto muita coisa muda. Decidi separar em tópicos:

- Ritmo: Na hq, a história possui um ritmo ágil e sentimos que a trama se passa num curto período de tempo, inclusive com os personagens lembrando disso. Na série nem tanto. É como se passassem anos (só impressão mesmo).

- Personagens: A hq possui mais personagens que a série e trabalha com mais pontos de vista. A série, por sua vez, possui alguns personagens originais, exclui outros e até muda o destino dos existentes. Alguns mortos na série estão vivos na hq e vice-versa. Mas não para por aí. A personalidade deles também são diferentes. De todos são em parte, mas de alguns são completamente, como do Dale, que não é nada bonzinho igual na série, e da Carol, que na hq é uma depressiva.

- Conteúdo do diálogo: Na hq, os personagens conversam sobre diversos assuntos, como um cotidiano normal mesmo. Há lamentações direto, mas não só. Na série, isso parece abafado, lamentações ocorrem a todo momento e parece não haver nada além para se comentar. O arco da prisão é um ótimo exemplo como diversos assuntos vão se intercalando na hq.

- Conteúdo do cotidiano: Mesmo caso acima. Na hq, diversas coisas acontecem. Na série, tudo se resume a ir no mato caçar, procurar comida e remédio e matar zumbi. Nada mais. O arco da prisão continua como um ótimo exemplo para ser analisado. O local na hq é imenso e possui várias áreas. Numa delas os personagens chegam a jogar basquete.

- Ousadia: Na hq, os personagens são mais humanos, enquanto na série todo mundo parece mais bonzinho, até mesmo os vilões. A hq também não tem medo de impactar, como as mortes no fim do arco da prisão que a série mudou completamente e também a primeira aparição do Governador, que na hq já chega cortando a mão do Rick e na série sequer ocorre. Se é pra causar, tem que causar.

A série possui seus méritos. Há situações originais e algumas ideias modificadas que são até melhores que na hq, mas é minoria. Se for contar em termos gerais, a hq ganha bem fácil da série em qualidade.

Eu realmente gosto do clima da série, mas não deveriam enrolar tanto. Com tanto potencial que a hq cria, chega a ser lamentável como desperdiçam isso. Que a série melhore e que Kirkman continue por muito tempo a trazer novas histórias desse universo na hq. Se depender dele, vai continuar até 2030 ou depois. Ainda estamos na metade do caminho...

26 agosto 2020

[GEEKABLE] Coraline - Livro vs. Filme

<p><strong>Coraline </strong>é uma obra de fantasia e horror escrita por <strong>Neil Gaiman</strong> publicada originalmente em 2002. Foi bem recebida por crítica e público, ganhando prêmios. Gaiman, responsável por Sandman, Os Livros da Magia e outros clássicos, decidiu se aventurar numa trama "infantil".</p>

<p>Em 2008, o livro recebeu uma versão em quadrinhos ilustrada por <strong>P. Craig Russel</strong>, que trabalhou em editoras como a DC e a Dark Horse. Inclusive em obras de Gaiman, dentre eles o já citado Sandman.</p>

<p>Foi apenas em 2009 que a obra ganhou espaço nos cinemas, com um elogiado stop-motion produzido pela <strong>Laika</strong>. O longa foi dirigido e roteirizado por <strong>Henry Selick</strong>, o mesmo de O Estranho Mundo de Jack. Um jogo baseado no filme foi lançado um mês antes do lançamento, mas acabou sendo massacrado pelas críticas.</p>


<h2><strong>Trama</strong></h2>

<p>De forma bem resumida, a trama acompanha uma garota chamada Coraline, que se muda com seus atarefados pais para um antigo apartamento num lugar afastado, cercado de vizinhos "peculiares". Aventureira e sem receber a devida atenção, Coraline acaba por descobrir uma porta que leva a um outro mundo onde as pessoas usam botões nos olhos. Lá, sua "outra mãe" a encanta com alegrias que ela não tem em seu mundo real, mas logo a verdade começa a surgir.</p>


<p><strong>Obs.: Por se tratar de comparações, há SPOILERS.</strong></p>


<h2><strong>Começo e foco</strong></h2>

<p>O livro é bem curto, com pouco mais de 150 páginas e mesmo assim num formato pequeno. O poder da história, entretanto, pesa. O clima de "chatice" da realidade reina nas primeiras páginas, onde o autor nos coloca na pele de Coraline e nos oferece sua visão de mundo. Ela ainda está na faixa criança/adolescente e quer se divertir explorando lugares. São seus últimos dias de férias.</p>

<p>O filme, com seus 100 minutos aproximadamente, começa semelhante. Os diálogos e as situações permanecem bem parecidas, mas toma um caminho mais amplo. A começar pela adição de Wybie, neto da dona do local onde Coraline vai morar. Um acréscimo muito positivo para boa parte da trama como amigo de Coraline. Ao mesmo tempo que reforça o lado infantil da protagonista, torna o mistério maior ao comentar "coisas que ouviu da avó".</p>

<p>O grande foco do livro é no outro mundo e na aventura de Coraline por ele, ocupando a maior parte das páginas. Tudo antes disso, embora com um desenvolvimento aceitável, ocorre de forma apressada. Curiosa e felizmente, sem perder o ritmo decente para que as informações fluam inteligíveis. O livro na verdade possui um estilo muito mais ágil e macabro em comparação a sua adaptação. Nesse quesito o filme acaba desenvolvendo melhor atrama, embora minimize esse peso assustador.</p>


<h2><strong>A tentação</strong></h2>

<p>Um grande exemplo de diferença no desenvolvimento é a tentação da "outra mãe" (chamada no filme também de Bela Dama). Após conhecer seus vizinhos, Coraline encontra uma porta dentro de casa que leva para outro mundo. No livro, Coraline tem um misto de sensações. Tudo é estranho para ela e o autor demonstra isso muito bem. Ela é tentada pelos momentos de diversão, mas mesmo assim aquele clima sombrio, meio depressivo, continua tomando conta das páginas. Não tarda muito até que a verdade se revele.</p>

<p>Quem viu o filme primeiro, chega a estranhar que, no livro, a "outra mãe" já ofereça os botões para Coraline logo na primeira visita. E é isso mesmo. Acontece que no filme a situação é bem mais desenvolvida. Coraline chega a adentrar o outro mundo algumas poucas vezes e, a cada vez que sai, retorna ansiosa por voltar. Ela conta a seus pais reais, ao Wybie, mas ninguém acredita nela. Tudo é divertido, tudo é colorido, tudo é mágico, tudo é atraente. Chega uma hora que os botões são oferecidos e a reviravolta começa.</p>

<p>Notável a reação da "outra mãe". No livro, ela soa muito mais paciente que no filme, tentando Coraline, prometendo coisas, mesmo recebendo "não" direto. No filme ela soa mais impaciente. Curiosamente, no livro ela parece mais rigorosa. Talvez devido aos seus pedidos. Ou foi só impressão minha mesmo.</p>

<p>Outra grande diferença é na questão do rapto dos pais de Coraline. No livro, após Coraline recusar os botões, ela volta pra casa e nota que seus pais sumiram, o que a faz voltar para o outro mundo. No filme, após os botões, Coraline continua presa no outro mundo, até que o "outro Wybie" ajuda ela a escapar. Ela foge, percebe que seus pais sumiram e volta. No livro o período de Coraline sem os pais é um pouco maior que no filme.</p>


<h2><strong>Demais personagens</strong></h2>

<p>No filme, os vizinhos de Coraline soam mais excêntricos que no livro. As senhoritas Spink e Forcibe no livro são idosas adoráveis com seus cachorrinhos, enquanto no filme soam mais "loucas". O senhor Bobinsky no livro (onde se chama Bobo) é um homem aparentemente normal também, enquanto no filme chega a ser "insano". É possível dizer que o filme reforça a visão de Coraline sobre as pessoas, algo que no livro, apesar de também ocorrer, trata tudo com mais naturalidade.</p>

<p>Apesar das diferenças, suas características são bem semelhantes em ambos, assim como os acontecimentos descritos. Na tentação da "outra mãe", Coraline assiste tanto a uma apresentação de Spink e Forcibe quanto a dos ratos do Bobo. O que muda são as apresentações, mas a essência é a mesma. Aliás, no jogo de pistas, a semelhança é maior ainda.</p>

<p>Os pais de Coraline também soam mais "exagerados" no filme que no livro. Assim como os vizinhos, no livro eles são normais. De resto, as características também são parecidas. Vale citar uma passagem do livro que não há no filme, ocorrida quando Coraline decide voltar para o outro mundo para resgatar seus pais. Nesse momento, ela conta ao gato sobre uma vez em que seu pai a salvou de picadas de insetos.</p>

<p>Esse é um momento que "humaniza" os personagens e reforça mais ainda como estamos acompanhando tudo pela ótica de uma criança, que acha que seus pais não se importam com ela. Essa ideia é reforçada quando a "outra mãe" engana Coraline, mostrando seus pais verdadeiros "chegando" de viagem e comemorando por não tê-la mais.</p>

<p>O gato preto é um personagem de grande destaque na trama e soa do mesmo jeito que no livro. Misterioso, vive nas redondezas do apartamento e sabe de acessos para o outro mundo, além de já conhecer a "outra mãe". Ele acaba ajudando Coraline no outro mundo, onde consegue falar. A grande diferença entre as mídias é que no livro Coraline só tem a ele para dialogar e refletir. No filme o Wybie felizmente não rouba seu papel, apenas leva algumas questões para o mundo normal.</p>


<h2><strong>Teor diferente</strong></h2>

<p>Como dito, devido ao público do filme, a história acabou sendo aliviada, embora muitos considerem Coraline um "terror infantil". Um exemplo bem básico é a cena dos besouros. No filme, a "outra mãe" pega besouros de chocolate e come, oferecendo a Coraline. No livro, são besouros reais (ou aparentam ser reais). Uma cena nojenta.</p>

<p>Mas um exemplo que reforça bem melhor essa questão de teor é a cena do espelho, onde Coraline encontra as crianças fantasmas. No livro, Coraline fica solitária e, sozinha, vai comendo sua maçã até acabar tentando não se desesperar. No filme cortaram todo esse momento. E, embora os diálogos das crianças fantasmas tenham peso no filme, inclusive com macabras frases de impacto, no livro é algo muito mais profundo, com altas reflexões sobre a vida, a morte, as memórias, o esquecimento, a existência do ser.</p>


<h2><strong>Cenas diferentes</strong></h2>

<p>O jogo de Coraline contra a "outra mãe" ocorre de forma semelhante. Os desafios dos vizinhos são os mesmos. A principal diferença é em relação a um dos olhos. No livro, Coraline já começa o jogo encontrando rapidamente o olho em seu próprio quarto através da pedra com um furo no meio. No filme, para criar um desafio, o olho estava junto com o "outro pai" no jardim. A nível de curiosidade, o jardim não existe no livro da forma que é vista no filme.</p>

<p>O "outro pai" demonstra através de algumas quedas uma tentativa de rebeldia contra a "outra mãe". No filme, quando ele tenta falar algo, o piano dele o cala. No livro, ele mesmo se cala, como se estivesse perturbado e com medo de falar algo que não deveria (e realmente estava). E nesse momento do jogo, ele tenta ajudá-la, mesmo sendo controlado pela "outra mãe".</p>

<p>O que o filme fez foi inspirado na passagem do livro, onde, durante o jogo, a "outra mãe" entrega uma chave para Coraline para visitar um quarto fechado. Lá, ela encontra um sótão. Ao descer, ela encontra o "outro pai" jogado no chão e um diálogo entre os dois é desenvolvido, reforçando a posição de escravidão dele perante a "outra mãe". Ele a ataca, mas Coraline consegue fugir. Diferente do filme, aqui ela não recebe nada dele, já que não o resta nada.</p>


<h2><strong>Acréscimos</strong></h2>

<p>Além do acréscimo de Wybie e de sua avó, já citados anteriormente, algo no filme que não tem no livro é a boneca. Wybie presenteia Coraline com uma boneca idêntica a ela, que posteriormente ela descobre ser os olhos da "outra mãe" para enxergar no nosso mundo. Mais um acréscimo interessante e válido para a história, tentando explicar uma lacuna em aberto no livro.</p>

<p>Curiosamente, por mais que o filme insira novos elementos para a trama, nenhum deles realmente muda o rumo original das coisas, apenas estendendo a história. Isso poderia ser negativo, mas se torna positivo pelo bom uso deles. Tanto é que a morte do "outro Wybie" traz um momento impactante, demonstrando até onde a "outra mãe" pode ir. Nem no livro ela chegou a destruir alguma criatura de sua criação.</p>


<h2><strong>Encerramento</strong></h2>

<p>Basicamente os finais são parecidos, exceto que o filme brinca com a possibilidade de portais para o outro mundo continuarem abertos. No filme também há uma grande comemoração na vizinhança pelo trabalho dos pais de Coraline ter dado certo. No livro não há nada demais, terminando bem "normal", com Coraline indo dormir, já que no dia seguinte teria aula.</p>

<p>Uma diferença não tão grande é em relação a mão da "outra mãe", que escapa para o nosso mundo lá para o fim da história. No filme, após o sonho com as crianças fantasmas, Coraline decide por um fim a tudo jogando a chave no poço. No livro, dias se passam, ela vê a mão andando por aí, até que finalmente decide por um fim jogando também a chave no poço. No filme ela acaba recebendo a ajuda de Wybie, enquanto no livro faz tudo sozinha. Nesse ponto fico com o livro, desenvolvendo um clima inquietante.</p>


<h2><strong>Demais adaptações</strong></h2>

<p>Em relação às adaptações, a HQ segue o livro fielmente, talvez salvo alguns detalhes. Apesar de suas longas páginas, acompanhando passo a passo o original, é possível perceber alguns momentos resumidos. O único elemento que senti grande diferença foi no impacto da narrativa, com um peso que soa diferente de quando se lê no livro, já que o conjunto ao todo é alterado.</p>

<p>Já os jogos de videogame, lançados para PS2, Wii e DS, seguem o filme de forma resumida. A trama acaba ficando de fundo, dando lugar a minigames aleatórios que não possuem tanta relação com o geral. É possível notar algumas diferenças, mas nada a ponto de mudar algo relevante na trama. Um exemplo é na versão de DS, que começa com Coraline e seu pai conversando na frente de casa. O que talvez possa ser considerado uma "mudança" válida, mas que na verdade está mais para um corte, é na versão de PS2/Wii, onde o encerramento ocorre logo após a derrota da "outra mãe", ignorando todo o complemento da trama.</p>

<p>As demais adaptações, como peça teatral e afins, creio não ser oficial e também não conferi, mas fica a curiosidade pelos resultados. </p>


<h2><strong>Conclusão</strong></h2>

<p>Num contexto geral, tanto o filme quanto o livro de Coraline possuem enormes semelhanças assim como enormes diferenças. Como dito, os diálogos e os acontecimentos são bem parecidos, salvo detalhes. O livro possui um clima muito mais envolvente e assustador, enquanto o filme soa mais fantástico e visual. O livro vai direto ao ponto, numa narrativa ágil. O filme faz questão de desenvolver cada parte para que o envolvimento pessoal com cada personagem seja maior.</p>

<p>Assim, embora eu prefira o filme por desenvolver melhor a história e acrescentar elementos interessantes, ainda prefiro o clima do livro, assim como algumas de suas passagens. E, por mais que a animação seja fantástica, gostaria muito que fizessem um filme com atores mais fiel ao livro futuramente.</p>

29 agosto 2017

Death Note raiz x netflix

Light raiz: "Não posso mostrar esse caderno pra ninguém!"
Light netflix:"Ae, quer saber o que é Death Note? Eu conto!"
Light raiz: "Um deus da morte? Tudo o que eu queria!"
Light netflix: "Eita, credo, um deus da morte! Socorro!"
Light raiz: "Essa garota irritante servirá para meus planos. Depois a descartarei."
Light netflix: "Bora nos pegar?"
Light raiz: "Todos aqueles que entratem no meu caminho morrerão, independente de serem bandidos ou não!"
Light netflix: "Matar inocentes? Nunca! Para com isso que eu não gosto!"

Misa raiz: Ai, que amor, eu faço tudo o que Kira quiser!"
Misa netflix: "Aquele trouxa é muito panaca! Senhor, paciência! Deixa que eu tomo a frente desses planos senão aquele bosta não vai sair do lugar!"

L raiz: "Ele é esperto. Tenho que buscar um modo de acusá-lo e provar que ele é Kira."
L netflix: "Vou te prender! Você é moleque, rapaz! Vou pedir um mandato contra você, hein!"

Light e L raiz: "Tenho que agir com cautela. Ele sempre parece estar um passo a frente de mim. Como detê-lo?"
Light e L netflix: "Sai, desgraça! Morre logo, imbecil!"

14 maio 2017

Sakura Card Captors - Diferenças entre o mangá e o anime

~Publicado originalmente em redes sociais.

Incrível como a história trata sobre as mais diversas formas de amor. Quando criança eu ligava mesmo era pra ação, que sequer é o foco. A seguir listo as principais diferenças entre o mangá e o anime e depois explico sobre os relacionamentos mais 'polêmicos'.


*Diferenças entre o mangá e o anime:

- O anime tem muito mais cartas que o mangá.

- O mangá já começa com a Sakura sendo uma cardcaptor, tendo um flashback pra relembrar como tudo começou. O anime segue a história em ordem cronológica, o que considerei melhor.

- O final do mangá encerra a história de Sakura de forma relativamente feliz. Tudo bem que o anime, se considerar o segundo filme (que se passa depois), tb faz isso, mas o anime mesmo, sem o filme, termina bem triste. Essa tristeza, ou pelo menos o desenvolvimento dela, está ausente no mangá, mas entende-se que aconteceu.

- O anime tem personagem que não existe no mangá: Mei Li.

- O mangá se divide em duas partes: o antes e depois das cartas serem capturadas. O anime, por sua vez, se divide em três temporadas, mas abordam os mesmos conteúdos.

- O mangá dá várias (in)diretas fortes sobre quem gosta de quem nos casos polêmicos já de cara, além de frases como "gostar mais que amigo", "pena que não entende esse amor no sentido que gostaria" e "quando crescer entenderá". O anime até deixa umas pistas, mas nada tão direto assim.


*Os pares amorosos do mangá (spoiler):

- A mãe da Tomoyo era prima da mãe da Sakura, e ela a apreciava demais. A Tomoyo tb aprecia demais a Sakura, como se fosse algo genético. No início do mangá a Tomoyo diz que gosta da Sakura, mas que não da forma que a Sakura pensava, dizendo que explicaria quando ela crescesse. Só que, ao decorrer do mangá, a Tomoyo começa a apoiar o Shoran a se declarar pra Sakura, como que tudo o que importasse fosse ver ela feliz.

- O pai da Sakura era professor e se casou com uma de suas alunas, que tinha 16 anos na época. Ou seja, o namoro já devia vir de antes. Mas a Sakura nasceu só depois que ela ficou de maior (e pouco depois morreu).

- O Touya tem atração pelo Yukito, mas nunca deixaram claro qual era a deles. Uma mulher sempre dizia que ele não mudava e que deveria contar a verdade. Acabou que o Yue uma vez disse que o Touya deveria parar com isso. No final transformaram tudo em "o Touya sabe o segredo do Yukito mas não sabe como contar" e "o Yue atrai o Touya por causa da magia, como se ele estivesse enfeitiçado, então não é amor de alma gêmea".

- Essa coisa da magia atrair é o que acontecia com Sakura e Shoran com o Yukito, por causa do Yue. O Yukito/Yue lá pro final do mangá chega a conversar com a Sakura sobre o tal amor que ela sente por ele.

- O Eriol, que é a encarnação do mago Clow mas ao mesmo tempo não é (ele tem as memórias, mas tb tem personalidade própria) acaba ficando com a professora lá que aparece na história. Ele naquela forma é criança, e ela já é adulta. Mas como ele meio que é o Clow, é bem velho. Ainda assim ficou estranho.

- Mas o mais polêmico de todos com certeza é a relação de uma das alunas com o professor. Ela diz estar namorando um cara mais velho e o mangá sempre deixa pistas que é o professor, até com troca de olhares. E sim, eles chegam a sair pra encontro, mas não é mostrado nada. Não se sabe se eles tiveram um caso ou se o professor apenas tentou alegrar a aluna, como uma companhia, mas sabendo o seu lugar.

19 junho 2015

Kingsman - Serviço Secreto (comparando hq com filme)

~Publicado originalmente em redes sociais

CONTÉM SPOILERS!!!

 Tava curioso quanto a hq e decidi ler. Posso dizer que o filme é melhor, mas a hq tb é boa, vale a pena conferir. As diferenças são visíveis, mas a essência é a mesma.






ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE FILME E HQ
~ Sei que a hq veio antes, mas o filme é provavelmente bem mais famoso, e como li a hq depois, irei comparar dando foco nas diferenças da hq, por assim dizer.

- Nas hqs não há nada daquela loja de ternos.
- Quem era "igual ao garoto rebelde" é o próprio tio dele, e não o pai, que sequer é citado.
- Não temos aquela mulher com pernas de metal do filme. Até aparece uma mulher, só que normal e em apenas poucos momentos da história.
- Não há uma alta interação entre o garoto e os outros 'competidores' como no filme, aliás, apenas citam numa cena que as pessoas falam mal dele. Até os treinamentos são outros em sua maioria.
- Não há a cena da igreja. Em vez disso, há uma cena de casamento onde todos se matam.
- A morte de um certo personagem da trama ocorre em um ambiente bastante diferente.
- A cena do balão que vai pro espaço é muito mais simples nas hqs e não possui nenhum drama, sequer destaque.
- A entrada no covil do vilão ocorre de forma explosiva e em massa, enquanto no filme é mais discreto e em número bem menor.
- Não há relato de que esteja acontecendo uma grande festa no local.
- Não tem cabeças explodindo.
- Não há aquele caos todo ao redor do mundo, acontece outra coisa.

Apesar de todas as diferenças, o filme ainda segue de forma fiel a essência da hq. Alguns momentos são seguidos sem muitas alterações, outras se tornam apenas inspirações. Recomendo.

Sobre Mim

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Ninguém importante. Formado em jornalismo. Ex-colunista de cinema, quadrinhos e k-pop por aí.