Compilado de comentários que fiz no Filmow ao longo dos anos. Está listado do mais recente até o mais antigo. Não representa todos os filmes que vi, não mesmo, apenas alguns dos quais comentei. Selecionei dentre centenas de páginas. Os comentários refletem pensamentos das épocas. Muita coisa eu não concordo hoje em dia. Alguns filmes eu sequer lembro de ter visto, tendo apenas o registro. Esse espaço serve como um histórico de progresso.
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Orwell: 2+2=5 (Orwell: 2+2=5) (2025) - Interessante documentário, pegando textos de Orwell (narrados) e fazendo paralelos ao mundo atual, destacando a política, o governo, a guerra, o controle. Uma forte crítica aos autoritários no poder. Para ilustrar, acompanhamos cenas tanto reais quanto de filmes. Como esperado, 1984 (livro e adaptações) possui grande destaque, inclusive levando ao nome do longa. Há grande destaque nos Estados Unidos, mas também citam outros países, vide Rússia e China. Personalidades como Trump e Putin são criticados. Temas como violência e manipulação são abordados em meio a conflitos armados, polaridades políticas e redes sociais.
POV: Presença Oculta (Bodycam) (2025) - Terror found footage que se passa todo através de câmeras policiais numa noite de patrulha de uma dupla. Eles vão investigar um ocorrido e acabam descobrindo uma espécie de seita. Sempre tem algo acontecendo. Soa interessante, e mesmo sendo bem batido, funciona na maior parte. A duração de 1h15 ajuda muito. É um filme daqueles de viver a experiência, com boas cenas no escuro, iluminados apenas pela luz da lanterna, durante o silêncio da noite. Só não curti tanto a forma que mostraram o rumo das coisas nem a conclusão. Mas a experiência foi válida.
Carnaval Sangrento 2 (Carnaval Sangrento 2) (2026) - Num fã-filme, uma boa história é mais valorizada que qualidade técnica. Isso é dito aqui mesmo. Não como defesa de seus defeitos, já que aqui é bom em ambos, mas sim como comentário de pensamento real. Carnaval Sangrento sai de um primeiro filme de menos de uma hora de duração para um segundo filme com mais de duas horas. Enquanto no anterior tinha uma história mais original, com Pânico sendo realmente uma inspiração, mas não ficando preso a isso, nessa sequência direta decidem abraçar mais a ideia da franquia do mascarado e trabalhar em cima disso. Diferentes personagens recebendo ligações suspeitas e sendo mortos por um assassino de Ghostface. Perguntas sobre filmes de terror. Referências dos clássicos aos novos e menções até a filmes brasileiros. Metalinguagem. Suspeitos. Facadas. Sangue. / Num tempo de acusações de "lacração" e afins, lembro que durante divulgações do primeiro filme, uma galera em alguns grupos do Facebook ficaram ridicularizando ele (sem nem ver) devido ao personagem drag queen. Com esse novo irão surtar, já que aparentemente todos ou quase todos os personagens masculinos são gays. he Mas qual o impacto narrativo disso? Num sentido amplo, creio que pouco. Dá pra notar por ficar escancarado demais, causando até estranheza por comumente vermos relacionamentos héteros como foco em obras do tipo, porém o roteiro coloca tudo numa posição de detalhes da composição dos personagens. As coisas acontecem normalmente. / Em geral, Carnaval Sangrento 2 continua bem feito. Menos carnaval, mas mais sangrento. Alguns diálogos travados, outros mais naturais, algumas cenas faltando emoção, outras mais funcionais, mas o saldo é positivo. Algumas atitudes questionáveis dos personagens, mas até aí filmes de maior orçamento fazem até pior. Tomando para si Pânico, vale reforçar aqui que um fã-filme de Pânico conseguiu ser muito mais Pânico que um próprio filme oficial da franquia (não é, Pânico 7?). A semente alternativa foi mais raiz que o fruto da raiz original. E mais uma vez entregam um baita e interessante plot twist que dificilmente os originais irão utilizar, mas que seria bom pra um caramba se fizessem isso (agora já era).
Pânico 7 (Scream 7) - Pânico chega a 30 anos de franquia refém de si mesmo. O que outrora brincava com clichês de filmes de terror, zoava da repetição, fazia referências e esbanjava metalinguagem, agora cai na armadilha do que combateu. E não foi por falta de potencial. Até acredito que fosse inevitável uma hora ou outra, mas não agora. / Depois de um bom retorno da franquia com o quinto filme, o sexto tentou inovar, trazer novidades e ainda inserir elementos para expandir a saga. Apesar de ressalvas, o resultado ainda foi bom. Já o 7, por mais que não seja essa ruindade toda que andam apontando, parece um slasher genérico que foi adaptado pra se encaixar na linha narrativa de Pânico. / Inicialmente, elaborei enquanto escrevia esse comentário que o filme parece viver a base de uma nostalgia já desgastada nos últimos longas (digo, neles foram bem feitos, já aqui se torna apenas repetição), porém, refletindo melhor, parece mais que o roteiro está satirizando a si mesmo da forma mais rasa possível, não com ironia, mas como se tivesse noção do "erro" e utilizasse tal elemento como "desculpa" para as coisas ocorrerem como ocorrem. / Aqui Sidney está vivendo sua vida longe dos holofotes. Ela está em conflito com sua filha quando se vê novamente na mira do assassino mascarado, com suspeitas de um possível retorno. O que essa última parte acrescenta? Nada demais não. O que era pra ser o trunfo, fazem de forma tão relaxada e com um suspense tão artificial que quase revelam tudo de primeira. Ainda bem que o roteiro se mantém sem isso. / Com um impacto morno, o sétimo longa recicla o que já foi reciclado, possui personagens em sua maioria descartáveis, algumas atitudes questionáveis, uma revelação de assassino muito do sem graça e, o pior, ainda deixa de lado as tantas homenagens ao cinema de terror que se tornou marca registrada. Um absurdo. / Por outro lado, em meio ao vazio, ainda diverte, ainda traz algumas boas cenas, ainda tem vítimas reagindo e confrontando o Ghostface, ainda tem bons momentos de tensão, ainda consegue prender a atenção em alguns pontos. A verdade é que dá pra ver o filme "de boa". Ou parte dele. A crítica vem quando se coloca em perspectiva com o todo. Não é um filme qualquer. É Pânico. E isso pesa. / Um grande acerto o retorno da Sidney pra franquia e a contínua presença da Gale, mas que erro terem demitido a atriz protagonista dos anteriores, ignorando todo um arco em andamento que poderia ter levado a um rumo curioso. Espero que as coisas possam se consertar até um próximo, mas parece difícil. Pânico 7 está mais para a série da MTV que para os filmes cinematográficos. Que facada (rs).
Davi: Nasce um Rei (David) (2025) - Bonzinho até. Ele tenta comprimir anos da história de Davi em menos de duas horas, acompanhando ele pequeno até depois de crescer. A famosa luta contra Golias é muito rápida e sem destaque. Não sei se foi proposital pra dizer que a história de Davi vai muito além disso. De qualquer forma, é um filme infantil com abordagem leve e por vezes até humorada dos ocorridos, mesmo que tenha espaço para seriedade. As músicas algumas são ok, outras não curti. Pro público-alvo deve estar bom.
B.O. (B.O.) (2017) - Uma comédia brasileira sobre fazer filme independente de baixo orçamento. Dois amigos formados em cinema, depois de tantas rejeições e sem dinheiro, decidem eles mesmo fazerem um filme. Escolhido o produtor, as coisas que inicialmente parecem dar certo logo começam a sair do controle. Bem bacaninha. Obviamente, utilizam a metalinguagem para brincar com a realidade. Acompanhamos o processo de produção de um filme, mesmo que desastroso.
Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno (Return to Silent Hill) (2026) - Nem parece que o diretor dessa bomba é o mesmo da boa primeira adaptação. Baseado no elogiado jogo Silent Hill 2, o novo filme da franquia entrega um resultado muito duvidoso. Quando disseram que o filme parecia uma "gameplay só com as cutscenes", pensei que era apenas zoeira, mas não, parece mesmo. Inclusive o filme tem um filtro que faz algumas cenas soarem animadas. Apesar de nunca ter jogado o jogo, já vi vídeos, resumos e afins, e a impressão aqui é justamente de estar vendo um resumão, só que piorado. Pra ver como "fidelidade" (entre boas aspas) não é tudo. São vários elementos que formam um resultado. / O roteiro alterna entre presente e passado (em flashbacks), e o que deveria funcionar como contrapontos acaba só piorando o ritmo morno. Para piorar, conforme a trama avança, a narrativa começa a ficar mais "jogada", com ocorridos quase aleatórios, por vezes faltando até mesmo uma conexão entre as cenas. Independente se a obra original se utiliza disso ou não, em uma adaptação deveriam tomar mais cuidado, até porque lá aparentemente funciona muito bem, enquanto aqui nem um pouco (rs). / O novo Silent Hill parece um filme dos anos 2000 lançado tardiamente. A ambientação até que tá boa e os efeitos são mistos (tem cenas que convencem, mas também tem cenas que parecem artificiais), só que os demais elementos em sua maioria deixam a desejar. Apesar dos problemas citados, o pior de tudo, pra mim, e o que acaba com o filme em si, foi a falta de emoção. As cenas não conseguem transmitir o peso proposto. Os momentos de terror e de drama soam despreocupados, sem impacto, onde tudo acontece no automático apenas por acontecer. Não mexe com o público. Uma pena.
Zootopia 2 (Zootopia 2) (2025) - Boa animação, boa continuação. Expandem o universo para fora de Zootopia, apresentam novos personagens e prosseguem com a relação raposo e coelha. Tem referências a outros filmes. Uma divertida aventura de teor político. Tenho que rever o primeiro. Visto na semana do cinema.
O Som da Morte (Whistle) (2026) - Filme bem qualquer coisa. Já esperava o tal "terror de shopping", como andam chamando obras do tipo, mas é fraco na maior parte do tempo. Chegou a faltar luz na sessão e teve gente saindo e fizeram piada que os espertos estavam indo embora kk E quando o filme voltou o pessoal reclamou que voltaram muito. XD Não é terrível, mas ele só vale mais pra última hora dele. Ou quase isso. As mortes estão bem feitas. Visto na semana do cinema. [Tinha uma pessoa infeliz demais mexendo em sacola e abrindo pacote nas quase duas horas de sessão. O tempo todo. Como ninguém reclamou, e adicionado ao ocorrido na falta de luz, então o pessoal tava realmente achando o filme tão ruim a ponto de não ligar pro constante barulho.]
Alerta Apocalipse (Cold Storage) (2026) - Legalzinho. O tempo passou rápido. Vale notar que boa parte do filme se passa na empresa de armazenamento, apesar do arco paralelo e da longa abertura, e que, mesmo o local estando aberto para o mundo, o roteiro se esforça em conter os eventos do fungo ali. Comédia com ação pra passar o tempo. Visto na semana do cinema.
Oshikiri (Oshikiri) (2000) - Produção de baixo orçamento baseado nos contos de Oshikiri, do mangaká Junji Ito. Um estudante que descobre um portal para um universo paralelo, onde seu eu de lá é um assassino. A adaptação pega apenas a ideia e alguns elementos e cria uma nova trama por cima. Uma bem mais simplificada, bem mais leve e bem mais curta. Tá bacaninha até. É precário, limitado, pouquíssimo aproveita o potencial (até deixam espaço pra mais), mas conseguem chamar a atenção com o que fizeram. / O que me incomodou foram alguns momentos pouco críveis ou pouco desenvolvidos e também certa confusão no ato final que mais parece um erro de roteiro ou de edição do que algo proposital. Mas dá pra relevar (rs). Levando todo o contexto, dá pro gasto. E nem é querendo ser "bonzinho", apenas que o resultado demonstra algum valor. / Tá aí algo que merecia um remake, uma nova adaptação, com mais investimento. Potencial não falta. Lembro que gostei bastante das bizarrices do mangá. No live-action é só a lasca.
Exit 8 (8番出口) (2025) - O filme é bom. Adaptação do jogo de mesmo nome. Notei que dividiu opiniões. Uma premissa básica com aparente tão pouco conteúdo rendeu fácil um longa. Há detalhes que podem abrir a outras interpretações sobre a história e os personagens. A reta final consegue soar tanto incômoda quanto satisfatória, dependendo do momento a se referenciar. Não joguei o jogo, não sei o quão fiel está (entendi que aproveitaram mais a temática), mas como filme funcionou bem. O longa acompanha um homem preso num loop, andando por corredores numa estação de metrô, em busca da tal saída 8. Qualquer coisa fora do lugar, ele tem que retornar, avançando apenas quando tudo estiver normal, senão volta para a saída 0. A maior parte do filme se passa no mesmo cenário e com pouquíssimos personagens.
Diretamente de Lugar Nenhum: Scooby-Doo! Encontra Coragem, O Cão Covarde (Straight Outta Nowhere: Scooby-Doo! Meets Courage the Cowardly Dog) (2021) - Vi na época que saiu e já não lembrava tanto. Decidi rever por vontade e pra saber se fui "nostalgista" ao ter achado bom, visto as críticas que surgiram ao crossover. Dito isso... Continua muito bacana. Pode não ter a trama esperada nem o vilão/desafio esperado, pode ser meio bobinho as vezes, pode ter um detalhe ou outro questionável (vide a cena musical aleatória), mas funciona mesmo assim. E funciona bem. Agrada. Diverte. Mal notei o tempo passar. Queria mais, mas que, em vez de apenas por referências (que tem várias, incluso de outras franquias), que trouxessem mesmo mais personagens do universo do Coragem. Notei que tentaram buscar um equilíbrio pra turma do Scooby ficar mais "pé no chão" em meio as esquisitices de Lugar Nenhum, optando então por insetos gigantes.
Silvio Santos Vem Aí (Silvio Santos Vem Aí) (2025) - Mais um filme morno sobre Silvio Santos. Mas tem seus momentos. Hassum tá bem melhor como Silvio do que o Faro kk O filme parece uma grande homenagem ao apresentador. É bem chapa branca, só elogios e boa imagem. Riscam algumas polêmicas bem de cima só em citações só pra usar como desculpa pra dizer que falaram algo (rs), mas nunca confrontam além de uma linha. Tive sensações mistas com as cenas dos programas, que usaram de forma tanto brega quanto criativa pra misturar com lembranças do passado do Senor (ele adulto falando com ele criança, por exemplo, ou a cena de memória com anúncios). A linha narrativa é a campanha presidencial e a protagonista está tentando entrevistar ele pra montar seu perfil político. / Se eu disser que me entretive mais com o filme questionável com o Faro do que com esse, capaz de me tacarem um baú da infelicidade. Esse com o Hassum soa mais bem feito mesmo, mais equilibrado, melhor tecnicamente, muito mais bem editado, mas em questão da parte biográfica sobre a vida do Silvio, o outro explorou mais que esse, mesmo com todos os demais problemas. E a trama no outro era um sequestro, enquanto aqui temos uma água com açúcar. Em batalha de filmes fracos, cada um tem seus prós e contras. Quando vem um próximo e qual ator? Deixo minha recomendação pra série O Rei da TV, que até agora foi a única produção boa sobre o ícone da televisão brasileira.
Sombras no Deserto (The Carpenter’s Son) (2025) - Ainda bem que não vi isso no cinema. A ideia de "adaptar" livremente um apócrifo por vezes beirando a heresia como inspiração pra uma história sobre um Jesus adolescente se descobrindo ser algo a mais poderia render um filme minimamente interessante sobre a escolha entre o bem e o mal, mas o longa insiste em fazer isso de forma desinteressante mesmo. Chato, preenchido por aquela sensação de que nada realmente sai tanto do lugar, numa agonia constante de "ser ou não ser" de tão pouco impacto que a narrativa parece vagar sem saber exatamente por onde percorrer, mesmo tendo noção de seu objetivo final. Esse foi cansativo.
Hairspray: Em Busca da Fama (Hairspray) (2007) - Não me recordo da última vez que havia visto Hairspray antes de hoje, mas lembro de ver e rever várias vezes em DVD. E pensar que esse filme já tem quase duas décadas. Nesse meio tempo, conferi o filme original dos anos 80 (tenho que rever, pouco me recordo), a divisória versão televisiva Live e, enfim, as ótimas versões teatrais brasileiras (uma em gravação e, anos depois, a mais recente ao vivo, que me deixou na vontade de querer rever). / Hairspray tem o que um musical precisa: Boas músicas. E são canções chicletes, empolgantes, dançantes em sua maioria. É um filme que consequentemente te faz ver com um sorriso no rosto, mesmo que sua trama aborde temas mais sérios como o preconceito racial e de peso. Tudo aqui tem brilho, alegria, um ar contagiante. Poderia acabar sendo brega, mas felizmente funciona muito bem. Pelo menos para quem curte (rs). Continuo gostando. / Lembro que um tempo atrás brinquei que, se esse filme saísse nos dias de hoje, capaz de ser acusado de "lacração". Uma garota acima do peso se misturando com negros em plena época americana de segregação e querendo derrubar, através da dança, a exclusividade dos brancos num programa adolescente de uma emissora de televisão local? he Filmão. Bem-vindo aos anos 60.
Extermínio: O Templo dos Ossos (28 Years Later: The Bone Temple) (2026) - Memento Mori tá diferente. Continuação direta do anterior, A Evolução. Agora, O Templo dos Ossos, quarto filme da franquia, traz outra pegada para Extermínio. Foi mais uma surpresa. Deixam parcialmente de lado o drama e o suspense do anterior para se focar numa narrativa mais "ágil", condizendo com aquela loucura de cena completamente destoada do outro filme. Ironicamente, com menos zumbis, menos ação, menos drama, menos tensão. Isso num geral. Em troca, mais cenas de tortura e de aprofundamento na evolução desse universo. / Acompanhamos dessa vez dois paralelos: O arco do grupo religioso doido, onde o protagonista do anterior foi parar, e o arco do médico, que cuida de seu paciente. Como brincam, aqui é satanismo contra ateísmo. Vemos os infelizes torturando suas vítimas por aí, fazendo terror físico e psicológico. Que vontade de alguém dar logo um soco bem na cara do líder. É o incomodo de acompanhar injustiças sem poder fazer nada. E também vemos o médico com seus estudos. O zumbizão do cipó grande (rs) está de volta também, mas muito mais calmo, apesar de seu começo sangue nos olhos. / Aparentemente esse novo filme tá sendo mais bem recebido que seu anterior. Gosto é gosto, né. Não consigo enxergar quase nada aqui que possa ser "superior" ao outro. Mas não é demérito, e sim apenas uma comparação tosca mesmo que inevitavelmente acaba surgindo em sequências. O filme ainda é muito bom. Traz novidades. Continua esse universo. Mantém interessante. E que clímax, hein. No aguardo do próximo. Que façam acontecer.
Anaconda (Anaconda) (2025) - Uma irregular releitura metalinguística de viés cômico do clássico do final dos anos 90 sobre cobra gigante. O novo Anaconda é um filme sobre o remake do filme. É mais um filme sobre Anaconda do que um filme sobre anaconda. Na verdade, indo mais longe, tá mais pra um filme sobre cinema do que um filme sobre cobra. A que deveria ser a estrela mesmo aparece apenas aqui e ali. A ideia é brincar com a ideia. Premissa bacana. Funciona em parte. O resultado é mediano. Por vezes questionável. A jornada cansa. Mas diverte também. Tem seus momentos. Um grupo de amigos decidem fazer um remake de baixo orçamento de Anaconda. A seriedade dá lugar pra comédia. Uma bem pastelona. E que me fez rir tanto quanto a quantidade de vezes que a anaconda aparece. Ou até menos [hehe]. O Jack Black até tenta, mas, nem é querendo puxar saco, o personagem do Selton Melo, mesmo sendo um secundário ali, acaba sendo melhor que de todo o elenco principal. Um dos filmes já feito. Uma Sessão da Tarde com xingamentos.
Brichos III - Megavirus (Brichos III - Megavirus) (2023) - Esse foi difícil de terminar. Muito travado, muito morno, mesmo com essa premissa inusitada. Teria funcionado melhor se fosse um especial. / Curiosidade e coincidência mórbida: Como o filme reforça, o roteiro foi feito anos antes da pandemia, embora a produção dele tenha ocorrido toda durante.
Calurosa Navidad (31 Minutos: Natal Escaldante) (2025) - "Natal Escaldante", novo filme do programa jornalístico chileno de fantoches 31 Minutos. Assim como no filme anterior de 2008, temos uma aventura que foge do formato padrão da série. Lembro de curtir o antigo, apesar de alguém que nunca teve contato com a franquia poder estranhar e achar ruim. Pode ser meu lado nostálgico falando mais alto, pq lembro que dividiu opiniões. Igual agora. Só que esse novo de 2025, pra mim, infelizmente acabou sendo muito aquém do esperado. Foi bem chatinho num geral, mesmo com uma ou outra sacada bacana aqui e ali e algumas referências à série. São filmes muito pros fãs da franquia mesmo, mas dessa vez não me conquistou tanto. Vai ver só não estou no clima mesmo. Quero rever a série. E ainda espero um dia ver um filme deles todo dentro do jornal.
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The Backrooms (The Backrooms) (2022) - Quando se fala de Backrooms, essa é a série mais famosa que popularizou o gênero. Longos corredores e paredes e passagens, design estranho, cores amareladas, tanto silêncio total quanto sons misteriosos... Ó o bicho vindo! Corre! Não foi encerrada devido ao criador estar envolvido no filme oficial, mas já tem mais de 20 vídeos lançados. Metade desses vídeos são "dispensáveis" (entre aspas) pra quem não quiser se aprofundar na lore, mas eles ao todo formam esse universo, que ainda foi quase nada explorado, diga-se de passagem, ficando num ciclo lento de contar história. / A "trama" acaba sendo bem curta até, e os vídeos nem sempre seguem uma narrativa linear. A maior parte acompanha funcionários de uma empresa explorando as backrooms, e nisso tem vídeos deles andando por aí, fugindo de criaturas, vídeos de testes, vídeos que parecem propaganda ou apenas aleatórios, vídeos de depoimentos por áudio, até vídeo sobre análise da lâmpada do teto tem. Nisso em um vídeo você tá vendo instruções da empresa pros funcionários e no outro tá vendo uma câmera que captura movimentos mostrando o que registrou e no outro já tem outro grupo e no outro nada disso e por aí vai. / Dentre todos, tem três vídeos intitulados "Found Footage", que funcionam separados, como curtas independentes mesmo, cujo primeiro foi o que iniciou tudo isso. Eles se focam em pessoas comuns que foram parar nesse universo. E neles estão o trunfo da saga. Não é na lore de empresa nem nada, mas sim nas pessoas perdidas nesses ambientes hostis. Gostaria de ver mais níveis sendo explorados. Mais criaturas e afins também. Quem sabe no futuro.
It: Bem-Vindos a Derry (It: Welcome to Derry) (1ª Temporada) (2025) - Uma expansão do universo de IT. Um prelúdio para os filmes. Boa primeira temporada. Contam os ocorridos no ciclo anterior ao visto nos filmes, explicando o misterioso caos que rolou na cidade. Exploram mais o passado do Pennywise também. Mas ele demora bastante pra aparecer. Metade da série só vemos ele pelas personificações de medos dos personagens. E, diferente dos filmes, onde as coisas acontecem mais fechadas, num grupinho, aqui na série temos diversos personagens, tanto crianças quanto adultos, tanto civis quanto militares. Vi que a série foi bem recebida do início ao fim pela maioria, salvo casos, mas pra mim ela começou ok e foi interessando apenas com os episódios seguintes. A série aproveita também retrata temas sociais, vide o racismo da época, mas sem ficar dialogando isso, e sim mostrando. Todo o acréscimo de elementos para esse universo (que sequer teve nos filmes e que aparentemente não tem no livro também) poderia ser arriscado, mas felizmente deu certo. No aguardo das próximas temporadas sobre ciclos anteriores. / [Enquanto as crianças de Hawking estavam enfrentando uns bichos plantas mutantes das trevas, as crianças de Derry estavam enfrentando uma entidade que profanava o cadáver de seus entes queridos.]
Stranger Things (Stranger Things) (5ª Temporada) (2025) - Quinta e última temporada de Stranger Things finalizada. Um final emotivo para uma série que já foi melhor (e nem por isso ficou ruim). Mas não posso negar. Deve ter sido a temporada mais fraca em comparação as anteriores, e piora mais ainda quando se pensa que justamente a anterior foi a mais grandiosa. Algo que essa última que deveria ser. Parece que aqui não tinham mais tanta história pra contar e tiveram que preencher os episódios da forma que puderam. Só que, e não que não tenha tido antes, aqui parece ficar mais visível que o roteiro vive ajudando os personagens e que as revelações são jogadas assim do nada. / Dá pra entender a frustração. Mas achei ruim? Não mesmo. Creio que essa sensação morna seja justamente por entregarem algo "morno". Novamente, não ruim. Citando livremente o que comentei em outra temporada: Mesmo que não tivesse necessidade da quantidade e duração de episódios, mesmo tendo altos e baixos, ao fim é tudo tão envolvente que dá vontade de acompanhar. Enfim acaba Bagulhos Sinistros. Duvido.
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Sirāt (Sirāt) (2025) - Um pai, junto ao seu filho e cachorro, vão em busca da filha desaparecida, que ficam sabendo estar numa festa rave no meio do deserto de Marrocos. Eles se unem a um grupo. Embalado de música eletrônica e paisagens áridas e rochosas, acompanhamos o grupo transitando de uma festa rave a outra, fugindo do exército local, ouvindo na rádio anúncios de um conflito armado, conversando, apreciando a paisagem, curtindo o som. Mas nem tudo é calmaria nessa jornada. Sem querer dar spoiler, mas acontecem umas paradas que pegam desprevenidos. Tem uma cena que chega a causar angústia. Esse filme foi uma surpresa, pq não vi trailer nem nada. Inclusive só pela ideia fiquei com uma coisa em mente que acabou nem rolando. O resultado foi outro. E bom. /// Curiosidades: Boa parte dos atores não eram profissionais. E a ideia inicial do longa era vagamente sobre caminhões percorrendo o deserto, mas foi evoluindo até chegar na ideia de festa rave no deserto.
A Única Saída (어쩔수가없다) (2025) - Comecei não achando grande coisa. Terminei pensando "Caramba, que filme". Demorou um bom tempo até pra começar a me interessar de verdade, mas valeu. O protagonista perde o emprego após se dedicar por décadas e se vê sem rumo. Até que ele decide se "vingar". O ponto aqui não é julgar sua moral, mas mostrar até onde o ser humano está disposto a conseguir sua vaga numa boa empresa e conquistar uma boa vida. Claramente uma crítica capitalista, que vai se reforçando até seu fim e depois. / Por vezes um drama, por vezes uma comédia, por vezes músicas tocando, por vezes tudo junto e misturado, acompanhamos uma família que se vê diante de uma crise financeira. Mas eles ainda tem algo, ainda não chegaram ao fundo do poço, e aqui vale reforçar isso. Eles tinham uma boa grana e viram que estava tudo acabando. Esse detalhe poderia fazer estranhar as atitudes extremas do personagem principal, agindo como se fosse a última situação (he, "a única chance"), mas entendi que o medo de um destino que parece chegar cada vez mais perto fez o protagonista agir mais rápido. Ele quer prover do melhor para sua família. / Existe um contraste absurdo entre o começo e o fim. Uma ocasião feliz, esperançosa, caricata até, tudo se esvaindo aos poucos quando se percebe que a vida humana pouco importa no mercado competitivo. Embora eu tenha ressalvas quanto a duração, com um primeiro ato mais cansativo, as coisas vão se tornando interessantes com o tempo. A conclusão não poderia ser melhor. Bom filme. Ele tá sendo muito bem recebido, embora particularmente o diretor tenha vários outros longas muito melhores. Ainda assim, bom filme. Muito bom.
Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada (The SpongeBob Movie: Search for SquarePants) (2025) - É tão bobo que fiquei sorrindo por boa parte do filme kkkk Cada negócio idiota que eu ri... Nada uau, mas bem divertidinho. Pena o clímax ser o ponto mais fraco, mas não estraga a experiência. Só não entendi esse título, visto que em momento nenhum o Bob Esponja vai em busca da calça quadrada. Tem algum significado que não fisguei? Ele vai no submundo em busca do diploma de aventureiro, "aliado" ao (sequestrado pelo) Holandês Voador. Junto ao Patrick de penetra. Em paralelo, temos Seu Sirigueijo, Lula Molusco e Garry (meow kkkk meow) indo atrás deles. Faz um bom tempo que não vejo as novas produções de Bob Esponja (tirando o mediano longa anterior de anos atrás) e muito do que me aparece soa fraco e os comentários também não são dos melhores, então eu tava nadando contra a correnteza aqui. E felizmente não foram por água abaixo (só no literal). Vi até que esse filme novo foi melhor recebido (só não vale comparar com as produções antigas). O estilo de animação 3D ainda não parece o ideal, mas dá pro gasto. São os personagens principais numa jornada com muitos desafios, bundas (??) e bobeiras. ehehehehehe
Foi Apenas um Acidente (Yek tasadof-e sadeh) (2025) - Bom. Não diria que é tudo isso que andam considerando de filmaço, mas posso estar sendo leigo. Existe todo um peso cultural por cima, uma crítica ao governo iraniano. O diretor já foi preso e proibido de trabalhar, mas continua ativo mesmo assim. Esse filme inclusive ele filmou sem permissão das autoridades. É bom. É inteligente. Só demorou pra me interessar. Na trama, um cara identifica seu possível torturador da época do regime, o sequestra, mas não sabe se é de fato o cara pra poder enfim matá-lo. Ele pede ajuda, mas as coisas só vão piorando, pq ninguém tem certeza de nada. A narrativa é lenta, com muitas cenas em "tempo real".
Valor Sentimental (Affeksjonsverdi) (2025) - Belo drama de narrativa lenta com bons atores e bom visual. Um diretor volta a ativa e oferece o papel principal de seu novo filme para sua filha atriz, mas ela recusa. Nisso vamos descobrindo a relação conturbada de duas irmãs com o pai. Ele então busca outra atriz, que logo se vê envolvida nesse conflito. A expressão dos atores é de enorme importância, já que a câmera e o roteiro buscam reforçar isso. O ritmo lento dramático por vezes é quebrado com alguns picos de humor e de uma trilha mais empolgante ou relaxante, com tudo se mesclando em harmonia. Não vou mentir que vi mais por conta da Elle Fanning no elenco, já que não vi nada do diretor ainda, mas tenho que dar mérito também para os demais. O destaque pra mim foi o Stellan Skarsgård. De forma metalinguística, bacana notar também a vivência dos personagens artistas refletindo também na arte e na forma que eles tratam aquilo.
God's Not Dead: In God We Trust (God's Not Dead: In God We Trust) (2024) - Como um filme quer aumentar a crença se testam ao máximo o limite da descrença? A franquia Deus Não Está Morto chega ao seu trágico quinto capítulo, dessa vez dentro da política. Usando como base pra alimentar a revolta cristã os cortes do abrigo feminino causados como punição por, acreditem, terem pego algumas pessoas no centro estudando a Bíblia, o filme aborda a tentativa de impedir a separação entre religião (Deus) e política. / Vale citar que dessa vez tiraram a maioria daquelas subtramas terríveis que estavam presentes na maior parte da franquia, dando mais espaço para a trama principal. E ainda assim conseguiram deixar as coisas menos interessantes. Deveria ter surtido o efeito contrário, ainda mais com a temática política sendo abordada. Mas é tudo muito morno. / Uma coisa que ocorre durante a campanha eleitoral é a crítica a falar muito de Deus durante ela. O pastor quer falar sempre, mas é recomendado a diminuir para se focar além (por motivos óbvios). A ideia é ter cuidado com o que se fala pro adversário não utilizar aquilo de volta. Pois deveriam ter seguido esse conselho até pro roteiro mesmo, pq chega a ter um diálogo um tanto quanto estranho que do nada por um momento me pareceu que defendiam incêndio florestal. Dar margem a má interpretação é complicado. / Lembro de comentar que o quarto filme tinha alguns pontos interessantes e válidos, mas seu resultado deixava tanto a desejar que colocava tudo a perder. É como encontrar boas indagações e então misturar com absurdos e falácias para chegar a conclusões questionáveis. Nesse aqui o máximo é dizer o óbvio: Que o jogo político é sujo. De resto, apenas continuar alimentando a ideia da perseguição cristã. Justo num país como os Estados Unidos da América. he / O debate final é patético. Chega a ser uma piada a resolução disso aqui. Não deveria me surpreender, mas já fizeram melhor. Eu realmente queria entender como transformaram o cristianismo em algo tão barato. É só falar bonito e colocar o nome de Deus no meio que opiniões viram fatos e que se dane todo o resto. Analisando toda a franquia, esse possivelmente é o mais fraco deles. Não pela qualidade técnica, que a cada longa melhoraram, mas pelo seu conteúdo mesmo.
F1: O Filme (F1: The Movie) (2025) - Parece o tipo de filme feito pra ver no cinema, tecnicamente muito bom, apesar do roteiro batido, mas só vi agora mesmo. Bacana. Só não achei tudo isso que andam considerando. As cenas de corrida empolgam, só que senti que alguns momentos ao longo da jornada foram mais empolgantes que o clímax, que deveria ser o auge. Talvez eu tenha me cansado até lá. Questão de gosto. Mas quem curte Fórmula 1, prato cheio. vrummmmmmmmmm
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra (The Long Walk) (2025) - Mais de uma hora e meia de pessoas caminhando. Como deixar isso mais interessante? Colocando tudo numa distopia onde jovens voluntários participam de uma caminhada onde quem parar é morto? Boa, mas não apenas. Nesse caso, o que uma história nesse formato precisa pra manter o interesse, além da curiosidade de saber como irá terminar, são os diálogos e as interações entre os competidores. Não que se consiga algo tão marcante, ainda assim, mas é um filme bem feito.
Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another) (2025) - Frenético, mal se nota o tempo passar mesmo com a longa duração. O filme não tem pressa em estabelecer a base. Até desenvolver a premissa tem muito chão a percorrer. Ele abre com uma tentativa de revolução acontecendo através de guerrilheiros e acompanha todo esse período. Mas o foco mesmo ocorre muito depois. É um filme sobre um ex-revolucionário que precisa voltar para suas raízes quando seu principal inimigo, um militar, volta a persegui-lo. É uma coisa acontecendo atrás da outra, uma batalha após outra, como sugere o título. Há quem vá enxergar apenas uma mensagem anti-fascista vinda de militantes radicais, mas notei que alfinetam também algumas coisas dentro do meio.
Five Nights at Freddy's 2 (Five Nights at Freddy's 2) (2025) - Chato. Pra. Caramba. Que isso. Como? O primeiro já tinha sido fraco, mas esse segundo é pior ainda. Até inserem elementos que parecem mais interessantes, tem uma pegada mais "assustadora" (rs), mas desenvolvem tudo de maneira chata, resolvem os desafios de maneira chata, revelam as coisas de maneira chata. O roteiro força pra caramba pro lado dos humanos. Eu nem queria falar mal, mas é ruim mesmo. É como aqueles filmes de terror mal feitos, com os clichês que se tem direito, com situações tiradas do nada, inimigos que dão tempo pros protagonistas agirem, etc, só que com o apelo de pertencer a uma franquia famosa que por algum motivo (fanservice) faz os fãs gostarem, mesmo sendo bem questionável, no pior sentido. Complicado. Pior: O filme mal tem encerramento. Ameaçaram um terceiro longa.
Avatar: Fogo e Cinzas (Avatar: Fire and Ash) (2025) - Avatar chega ao terceiro capítulo com novidades e repetições. É um tanto complicado explicar que o filme é bom mesmo com tanto a criticar, mas o filme é bom. Mantém uma qualidade que dá pra considerar muito boa, de alguma forma, ao mesmo tempo que se pode considerar um tanto decepcionante. / O longa continua diretamente o anterior e, apesar dos elementos que obviamente o tornam algo novo, ele ainda soa como um complemento do que veio antes. A família na'vi protagonista ainda está de luto pelos ocorridos na última guerra. Quando decidem fazer algumas mudanças radicais, são atacados tanto pelos militares (de novo novamente mais uma vez) quanto por um novo povo apresentado, que controla o fogo. / Por mais interessante que seja, o povo do fogo acaba soando como coadjuvante aqui. Faltou mais "presença", mesmo eles aparecendo direto. E é curioso notar a enorme diferença entre os povos apresentados. Diferente do que vimos nos dois filmes anteriores, com direito até a novas criaturas surgindo, novos cenários e tal, dessa vez temos algo mais enxuto, menor, se resumindo mais ao grupo que vive isolado mesmo, sem um "universo" maior a ser explorado. / O desenrolar da trama recupera o fôlego pelas novidades, pelas revelações, pelos conflitos internos, expandindo essa lore, fazendo até mesmo ligações lá com o primeiro filme, mas também cansa em alguns momentos, e não sei se a culpa é da duração. Sinceramente, nem parece ter mais de três horas, o que é positivo, mas ainda assim me senti cansado aqui e ali, como se não precisasse durar tudo isso. Há também um "vai e vem" narrativo. Muita coisa acontece, mas também há muitas pausas entre elas. Se bem que isso funcionava tranquilo antes, tanto que achei o segundo um filmaço, mas nesse terceiro senti desgaste. Prejudica também o final parecer uma longa repetição, um "copia e cola" na cara dura mesmo, onde o ineditismo quase some mesmo com elementos novos inseridos. Nem por isso ruim. Tem cada cena boa. Conferido em IMAX 3D. Que venha Avatar 4 e 5 (rs).
O Último Azul (O Último Azul) (2025) - Com a sensação de que poderia ter durado mais, O Último Azul cria uma distopia brasileira contemplativa sobre a velhice. Numa realidade onde os idosos são isolados da sociedade pelo governo, mandados para um local de descanso, temos a protagonista que se recusa a ir e foge, transitando pelos mares do Amazonas. Em momento nenhum sabemos como é com exatidão o tal destino final, e nem é o objetivo. A ideia de ficar preso, como num asilo, é mais do que o suficiente pra gerar a motivação de escape. / Transitando aqui e ali, digno de um filme de viagem, por vezes pode soar como algo sem rumo, o que também pode ser justificável. Nossa personagem principal está apenas tentando viver sem amarras. Andando por aí. Tentando não ser pega pelos policiais. Pena que, enquanto as coisas estão interessantes, ele acaba. É acompanhar toda uma jornada e então ser interrompido porque o arco acabou, mesmo com o universo rodando. Bom filme. Existe um caracol no filme que solta uma gosma azul alucinógena. he E tomem cuidado com apostas. De verdade.
Os Enforcados (Os Enforcados) (2024) - Queria ter curtido mais. Ele demora um tempo pra empolgar. O desenrolar dos acontecimentos é interessante. Tem boas surpresas. A mescla drama/comédia funciona. Boa premissa, aliás. Um casal falido mata um parente envolvido em coisas ilegais esperando se livrar dos problemas, mas só se afundam cada vez mais num ciclo de crimes e dívidas. Ainda assim, por vezes me pareceu arrastado, como se funcionasse de boa num filme mais curto. Livremente inspirado em Macbeth.
Vitória (Vitória) (2025) - Enfim conferi. Foi melhor do que eu esperava. O filme é baseado no caso real de uma idosa que gravou e denunciou o crime no Rio de Janeiro. O longa acompanha ela se revoltando com a bandidagem local, cujo tiroteio e venda de drogas era frequente, e também com a polícia, que não fazia nada. Também abordam a questão da influência do tráfico através de um garoto que ela mantém amizade. Cheguei a ver apontamentos de que a trama era "simples" para o cinema, apesar do impacto na vida real, porém, pra mim, conseguiram um resultado muito bom, entregando algo dinâmico onde as coisas acontecem seguidamente, mantendo o interesse. Funcionou muito bem. / Como comentei um bom tempo atrás, houve uma polêmica e uma tentativa de cancelamento ao filme devido a atriz ser branca sendo que na vida real a mulher era negra. Como lembrado na época, não se sabia a identidade real dela. A revelação veio apenas após sua morte e o filme já tinha sido gravado antes disso. Imagino na hora de escolher o elenco alguém dizendo "Temos que escolher uma idosa como protagonista" e outra pessoa respondendo "Não fale mais nada. Fernanda Montenegro!". [he]. Vale citar, porém, que, de acordo com o jornalista do caso, a Joana admirava muito a atriz e tinha vontade de ser interpretada por ela. Nada disso acabou com a polêmica, entretanto. Por curiosidade, também trocaram a cor do jornalista, de branco para negro, mas dele já se tinha a imagem pública.
Oeste Outra Vez (Oeste Outra Vez) (2025) - Um bando de homens bestas, amargurados com a vida, de masculinidades frágeis, querendo resolver tudo na base da matança. Não conseguem ver suas ex com outros que querem matar os caras. Ou seja, filme muito real. Um faroeste bem lento, bem chato, bem monótono, no sertão, com diálogos aqui e ali, frases arrastadas, alguns tirinhos frouxos, onde ninguém sabe expor suas ideias. Isso deveria ser ruim, mas é condizente com a verdade, logo, possivelmente, proposital. Não que torne o filme bom de ver. Considerando os elogios sobre ele e premiações, parecia ser tão melhor do que foi que chega a "decepcionar". Não numa questão de expectativa propriamente dita, mas na função de entregar uma experiência mais interessante. Pq passar a mensagem conseguem, mas é desgastante. Difícil de avaliar. Pra ver como gosto é gosto, tem gente que se empolgou com isso aqui. Eu quase dormi várias vezes. Chato demais. E olha que gosto de filmes lentos. Mas também não posso negar que gostei de alguns momentos contemplativos. Ponto também pras cenas com música cantada de fundo. São poucos momentos, mas toca até Boate Azul.
A Própria Carne (A Própria Carne) (2025) - O tal do "filme do Jovem Nerd". Três soldados brasileiros fugindo da Guerra do Paraguai vão parar numa casa e ficam presos por lá. É o tipo de filme onde "pouco acontece", mas que mantém presente muitos diálogos ao longo de uma trama de mistérios. Acompanhamos os três soldados, sem saber direito de seus passados, suspeitando de algo estranho acontecendo naquela casa estranha daquele fazendeiro estranho. Alguns momentos prendem a atenção, outros nem tanto. Algumas partes fiquei meio coisado, tipo numa cena ter o papo de "precisamos sair daqui" e na cena seguinte mudar o papo pra "só vou sair quando descobrir a verdade". O caminhar para o desfecho, porém, faz a trama acelerar, até uma conclusão curiosa. É um filme onde a maior parte envolve mais um terror psicológico, por assim dizer, com uma pitada leve de gore conforme as revelações e reviravoltas acontecem. Há também uma surpresa que só não destoa completamente do longa em si por justamente apresentar pistas de algo do tipo. Em geral, o filme não faz mal, mas fica devendo "algo a mais". O destaque vai pro fazendeiro. Vale notar também a questão da escravidão ali no meio. O filme pega todo um contexto, uma ambientação, pra contar sua história paralela dentro desse universo.
Luiz Gonzaga: Légua Tirana (Luiz Gonzaga: Légua Tirana) (2025) - Já existindo um filme anterior sobre Gonzaga, esse novo longa teve um desafio de justificar sua produção. Aqui, decidiram se focar bastante na infância do futuro artista, mostrando sua difícil vida no sertão. De forma poética, unindo fatos com momentos fictícios, por vezes embalado de muita sanfona, por vezes apenas o silêncio, por vezes agitado, por vezes contemplativo, e repleto de frases de efeitos e diálogos de lição, o filme está muito mais preocupado em mostrar a formação do homem Luiz Gonzaga do que sua carreira musical. Na verdade nem na parte da fama dele tocam direito. O resultado é interessante. Não chega a ser tão marcante, mas tem suas qualidades suficientes pra agradar. Algo que incomoda é que, quando se vê um filme biográfico, se espera ver a trajetória do envolvido, ou pelo menos um recorte, e aqui, embora ainda tenha isso, vai por outro caminho, buscando algo "diferente".
Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out (Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery) (2025) - No terceiro longa da franquia, o detetive vai parar em uma igreja, em um caso envolvendo um grupo de fiéis de um controverso padre. O protagonista é um outro padre enviado para lá, se deparando com a hipocrisia que reinava no ambiente, o que gera uma revolta interna dele contra o padre local. / Por mais de duas horas de duração, a trama vai e vem, com reviravoltas acontecendo, segredos sendo revelados, mais mistérios surgindo, um "quem e como?" frequente. Tudo com um pano de fundo sobre crença e fé. Tem gente que achou cansativo. O que acontece é que, creio eu, por vezes, parece que tudo tá caminhando pra um encerramento, mas na verdade só tá abrindo espaço pra mais chão a percorrer, daí a possível sensação de cansaço, embora eu, por mim, não tenha sentido isso, pelo contrário, fiquei entretido e interessado nos ocorridos, com a atenção presa do início ao fim. / Essa nova premissa reforça como cada filme conseguiu ser diferente entre si, mantendo a franquia renovada. O primeiro ainda é de longe o melhor de todos, mas esse novo, pra mim, conseguiu ser mais interessante que seu antecessor, que foi "bonzinho". Sempre tem potencial pra mais, mas terão que ser criativos.
Team America - Detonando o Mundo (Team America: World Police) (2024) - Ri de algumas cenas. Outras nem tanto. Lembro de tentar ver esse filme na época que saiu, eu ainda criança, mas não consegui, algo me incomodou, e mesmo se tivesse visto, muito provavelmente não teria entendido nada. Carregado de sátira política, American Team, através de marionetes, nos entrega uma trama de espionagem e guerra.
O Clube de Leitores Assassinos (El Club de los Lectores Criminales) (2023) - Um "Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado" versão literatura só que da Netflix. Dá pra entreter, tem uma premissa bacana, o resultado não é de todo ruim. Só que o filme insiste em fazer tudo bem batido achando que falar que é batido, como uma auto-crítica, é desculpa suficiente pra fazer algo morno. Mas tirando o encerramento podre, até que funciona. O diferencial do longa é que o assassino descreve as mortes através de textos, lidos pelo clube de leitura.
Lenda Urbana 3: A Vingança de Mary (Urban Legends: Bloody Mary) (2005) - Consegue ser muito pior que o anterior, que já era muito pior que o primeiro. E, assim como no segundo eu não senti que tava vendo a proposta original de Lenda Urbana, nesse terceiro menos ainda. Parece um filme ruim baseado numa lenda urbana (he). Nem sei se a questão de migrar do slasher para o sobrenatural tenha sido o maior erro (embora tenha sido um enorme erro mesmo rs). O filme que é morno. Sem atrativos. As coisas acontecem e sei lá. Ele faz algumas referências aos filmes anteriores só pra dizer que faz parte da franquia. Mesmo a ideia da assombração aqui é referência. E para por aí. Nhe. Faz parte daquele tipo de filme ruim que dá pra ver e tanto faz.
Lenda Urbana 2 (Urban Legends: Final Cut) (2000) - Muito inferior ao primeiro, que já não era tudo isso. Se perde até na ideia. Se Lenda Urbana 1 já lembrava Pânico devido ao formato slasher com um assassino seguindo regras, nessa continuação decidem riscar uma metalinguagem ao colocarem a trama envolvendo estudantes de cinema. Só que, por parte do assassino, as coisas ficam as mais genéricas possíveis. Não me senti assistindo um filme de Lenda Urbana. Só vi qualquer coisa.
Wicked: Parte 2 (Wicked: For Good) (2025) - Quando a Parte 1 saiu, não achei nenhum "filmão", mas ainda consegui curtir. Tava pensando se via a Parte 2 ou não no cinema, mas decidiram fazer promoção de Black Friday e fui conferir. Sessão lotada, com direito a criança encapetada. Pois bem. Vamos ao que interessa. / Já sabendo das críticas em relação ao novo filme, devo admitir que também curti essa continuação assim como o primeiro. Por outro lado, concordo que ele não tem o mesmo apreço nem a mesma magia nem o mesmo impacto do anterior. / Curioso o resultado, visto que sua premissa chama mais a atenção. Se no 1 tivemos a construção dos personagens e os rumos que os levaram a serem o que se tornaram, no 2 temos as consequências disso e enfim as construções dos arquétipos de heróina e vilã das principais, além de vários elementos que levam diretamente a obra original do Mágico de Oz (mas até lá tem muito chão). / Há um estilo diferente aqui. Não necessariamente mais "sombrio" e sério, mas pode ser considerado, até porque em comparativo não deixa de ser (rs). Até certo momento da história, parece que o roteiro caminha sem pressa. Quando chega a hora de interligar as coisas, parece que acelera. Mesmo tendo em mente que estamos vendo os "bastidores", a sensação de pressa acontece, porque realmente foi gravado e editado assim. / Disseram que as músicas não tem a mesma força que nem as do primeiro. Posso concordar, mas não estão ruins não. A maioria ouvi de boa (apesar de algumas virem justamente quando o roteiro dá uma esticada cansativa nas cenas). Isso falando por mim, que também não achou "tudo isso" a maioria das canções da primeira parte. Será que foi por ter visto dublado? No outro comentei que foi uma surpresa terem dublado também as canções. E as vozes são boas, mas algo não me conquistou. Ainda pretendo conferir no original. / Wicked Parte 2 tem uma boa premissa, mas não sabe o quanto se focar. As vezes soa natural, as vezes correm com os ocorridos. Não tem o mesmo impacto numa comparação com o primeiro, mas isolado mantém uma qualidade semelhante, só que ao seu modo. Não sei o quão fiel está aos materiais base, mas é um tipo de narrativa que considero parcialmente corajosa e parcialmente covarde quando se trata de reconstruir um clássico. Dá pra agradar. Não duvido de surgir de repente uma terceira parte, mesmo encerrado.
Lenda Urbana (Urban Legend) (1998) - Legal. Curti. Tem alguns momentos artificiais, algumas atitudes questionáveis, mas é bem cara de filme de sua época. Um assassino decide fazer suas vítimas de acordo com lendas urbanas.
O Telefone Preto 2 (Black Phone 2) (2025) - O primeiro filme funcionava por si só, um bom suspense com um toque sobrenatural. Daí que decidiram fazer uma continuação abraçando de vez o sobrenatural. Sensações bem mistas com esse longa. Na maior parte do tempo não vi nada que justificasse sua existência, e antes da metade já tava achando ele enrolado. Um bom clima sim, aquelas cenas sonolentas, neve, noite, muito bom, mas ao mesmo tempo com a sensação de faltar algo. Gostei do formato estilo Hora do Pesadelo, como a mídia chamou. Souberam utilizar bem o elemento da garota viajando dormindo. Utilizaram um filtro antigo pra diferenciar os momentos. Mas no fim é apenas isso. O roteiro pareceu solto, sem peso. O clímax pode ter sido bem filmado, mas continua com a impressão de "é isso?". Não duvido de fazerem um terceiro (rs). Não consegui achar ruim, gostei mesmo de algumas coisas, mas ao mesmo tempo não pareceu usufruir de seu potencial.
Frankenstein (Frankenstein) (2025) - Muito boa essa nova versão/adaptação do clássico gótico de Mary Shelley. Del Toro sabe o que faz e a obra parece combinar com seu estilo. Talvez alguns pequenos pontos eu tenha sentido que pudessem ser mais desenvolvidos, apesar da longa duração, mas em geral foi bem satisfatório. Preciso ler o livro.
Caso Eloá: Refém ao Vivo (Caso Eloá: Refém ao Vivo) (2025) - Um documentário que consegue passar a tensão do trágico caso Eloá. O doc se foca no impacto da abordagem da mídia e dos jornalistas e nas escolhas da polícia e questiona ambos. Há um questionamento também sobre a romantização do criminoso, da imagem construída sobre ele nos momentos iniciais. Em geral é interessante e válido para reflexões. O caso virou um circo, como citam. Lamentável. Em determinado momento, existe uma indagação ao fato de toda essa morbidade atrair as pessoas. Indo além, isso pode ser refletido na própria existência desse documentário, em algum nível, e de eu e talvez você, assistindo isso, mesmo que em contextos e objetivos diferentes.
O Agente Secreto (O Agente Secreto) (2025) - Uma experiência interessante. O que me motivou a ver O Agente Secreto foi: 1) Gostei do trailer. 2) O pessoal tava falando bem demais. 3) Não conheço praticamente nada do diretor, mas achei bom pra caramba Retratos Fantasmas. / Nisso, posso dizer que o trailer engana e que o filme tem outra pegada. / São mais de duas horas e meia que passam depressa. Gostar do filme eu gostei, mesmo. Entender ele já foi uma reflexão pra perceber as nuances. Creio que as mensagens estejam nos detalhes. O filme em si não é um thriller, mas sim uma trama de cotidiano. / O mistério sobre o protagonista é mantido por muito tempo. Não sabemos o que ele fez, o motivo de se esconder, nada. E nisso vemos outros personagens, principalmente os moradores locais e a parte dos policiais e envolvidos. / Também existe aquele ar de que o passado volta pra assombrar, tanto positivo quanto negativamente. Seja o protagonista retornando para sua cidade, seja ele sendo perseguido por conta de algo, seja um caso não resolvido, seja lembranças, o que for. Existe, adicional, uma mensagem sobre não esquecer o passado. Sobre pontas soltas. Sobre consequências. Sobre as mudanças da vida. / Unido ao cotidiano, o longa tem um espacinho ali no trash em poucos momentos específicos. Existe uma trama paralela sobre a lenda da Perna Cabeluda, boato que começa a circular pela cidade nos jornais. Há espaço para referenciar coisas da época em que se passa. Aliás, ambientação e figurino aqui tão de parabéns. O cinema também marca presença, tanto no sentido de filme quanto de local. Há muitas menções a Tubarão. / A abertura é boa e já dita o ritmo do filme. Lento. É um filme sem pressa. Músicas tocando ao fundo. Muitas das cenas de longos diálogos entre os personagens, seja contando coisas do dia a dia, seja falando da treta. A trama se passa na época dos militares. A política está nas entrelinhas. As cenas dizem por si só. É acompanhar aquele ambiente, aquele universo. / Já o final pode soar muito anti-climático, mas creio ter entendido a jogada e achei inteligente a ideia, apesar daquela sensação brusca. É realmente de se refletir. / [Foi a primeira vez que vi um filme dublado com legendas no cinema. Não sei se é assim mesmo ou foi coisa local.]
Nu (Nude) (2017) - A produção de um calendário de nu artístico. Os bastidores. Os ensaios. Os pensamentos. As análises. As modelos. Os envolvidos. O fotógrafo é o protagonista aqui. / Um dos pontos relevantes aqui é o conflito entre o fotógrafo e o responsável pelo projeto. Eles possuem pensamentos diferentes sobre o objetivo de tudo aquilo e expõem entre si e para as câmeras. É possível notar muito fortemente que o fotógrafo é limitado pelo projeto empresarial. / A riqueza que o fotógrafo oferece ao doc ao questionar sobre as histórias das modelos também merece ser citado. Embora não todas, algumas ganham destaque, onde por vezes acompanhamos elas sendo fotografadas e por vezes vemos elas falando de suas vidas e de questões envolvidas. Bem bacana. / O doc ainda mostra ocorridos meses após o lançamento do calendário. Aqui tem uma "reviravolta" curiosa: [spoiler] Acabamos de acompanhar um projeto que não deu tão certo. É um doc sobre algo que não rendeu financeiramente, pelo que deixam a entender. [/spoiler] / Em geral, "interessante". Mulheres bonitas, intrigas nos bastidores, depoimentos sobre a vida e o trabalho e uma jornada pela mente do fotógrafo. Tem até uma que não foi escolhida que acompanham, devido ao seu envolvimento com o profissional. Pra mim essa rejeitada foi justamente a mais linda ali. / Tem um papo de dizerem que o fotógrafo "molda" o corpo das modelos como se elas fossem massinha de modelar que pode soar estranho para alguns. Mas no doc pareceu tudo muito profissional. E com consentimento. / Infelizmente, em 2018, [spoiler] o fotógrafo foi acusado de má conduta e outras paradas. Lamentável, caso seja verdade. Fica até mal depois de toda a visão defendida por ele e sua imagem respeitosa aqui no doc. [/spoiler]
Skin: A History of Nudity in the Movies (Skin: A History of Nudity in the Movies) (2020) - Pelas prévias, esperava algo mais aprofundado, mas ainda assim consegue chamar a atenção. Skin se foca na evolução da nudez no cinema, mais especificamente no cinema dos Estados Unidos (bom reforçar). Tanto que tem até um momento que citam o cinema europeu como mais ousado, mas para por aí. / O doc reforça que o uso da nudez está presente desde o começo do cinema. Ele abre dizendo o quanto as coisas mudaram, cita o movimento Me Too, daí então, com dezenas de exemplos e cenas, talvez mais de uma centena, vamos acompanhando toda a jornada cronologicamente com o passar das décadas. Foi curioso ver como faziam pra nudez ser aceita como arte nos primórdios. Esperado ver como a nudez vende e traz lucro para as empresas. Compreensível ver que com o tempo surgiram contratos pra quantidades e tipos exatos de exposição do nu. / O doc não explora tanto polêmicas específicas das obras em si. Ele se foca mais em polêmicas maiores, como a recepção dos filmes em suas épocas, o julgamento social, a época da censura nacional e algumas problemáticas. São debatidos ou deixados a entender temas como o uso do corpo de forma gratuito, a maior exploração pelo corpo feminino do que o masculino, o jovem mais valorizado que o velho, a indagação sobre a nudez ser realmente necessária ou não, mas senti que poderiam ter ido mais a fundo. Soa como um resumão por cima pra introduzir assuntos. São pontos aqui e ali que deixam passar que tornaria o doc muito mais interessante. Não abordam o limite entre a arte e o porno. Não questionam os diretores. Não adentram polêmicas criminosas. Não falam sobre a controvérsia de atores que fizeram papeis ainda de menores (mesmo citando e mostrando). / Um dos trunfos do documentário é contar com diversas entrevistas, incluindo atores e atrizes envolvidos em produções citadas. Aqui fica a maior surpresa. As vezes soa aleatório demais. De repente, alguém famoso e lembrado por ter participado de cena de nudez. Aqui o doc acerta em colocar, principalmente atrizes, nos dias atuais, refletindo sobre suas cenas no passado, se estavam ok com isso ou arrependidas, se foi de boa ou um pesadelo. Algumas até dizem que não querem ser lembradas apenas por nudez. Elas falam também da pressão por aparecer nu e em como as coisas mudaram. Enfim. Tem várias pessoas entrevistadas.
Predador: Terras Selvagens (Predator: Badlands) (2025) - Quando anunciaram um novo Predador, fiquei curioso. Com a Elle Fanning então, melhor ainda. Mas ao revelaram o Predador "bom", desanimei total. Sei que na franquia em si já exploraram isso, mas no cinema foi mais "inédito", inclusive colocando ele como protagonista. Mas curti o trailer. Dei a chance. Vale citar que, mesmo na versão dublada, boa parte do filme permanece legendado, mantendo a língua nativa do bicho. Prosseguindo. / Comecei vendo a nova jornada com certas má vontade, não convencido de seu potencial, unido a um certo desinteresse pela lore do personagem, logo tampouco ligando na trama inicial de fundo ali. Mas o tempo foi aliado. Demorei pra começar a me interessar, mas aos poucos fui curtindo o que tava vendo, principalmente depois da introdução dos demais personagens. / É um filme com uma proposta totalmente diferente dos anteriores. Unindo ação, aventura e pitadas de comédia, acompanhamos os personagens enfrentando criaturas e outros desafios naquele estranho planeta. Simples, direto. Poderia até chamar de "Predador de Sessão da Tarde", no bom sentido mesmo, diferente de quando eu disse isso para certo outro num tom mais crítico. Nenhum filmão, nem perto disso, mas vai entretendo cada vez mais conforme avança.
Twice: One in a Mill10n (Twice: One in a Mill10n) (2025) - Documentário de 10 anos do Twice. Com quase 2h, o doc não se aprofunda tanto assim na trajetória do grupo nem no pessoal das integrantes, se focando mais em contar os pensamentos das integrantes ao longo desses 10 anos, citando conquistas, shows, projetos solo, subs, o que uma acha da outra, algumas conversas entre si, planos, etc. Cada uma tem seu momento. Apesar da longa discografia, as músicas aqui estão mais de fundo. Não espere trechos inteiros de cenas de shows e afins. Até tem cenas musicais muito específicas (cinco, talvez?), mas tirando a do final, as demais foram inesperadas. Dão espaço para outro lado. Avaliar um doc assim é complicado, pq ele é muito aquele tipo de doc de fã pra fã. Não exploram tanto as coisas e mesmo assim fazem render um longa inteiro. É um recorte. Eu achei ok, mas foi bom ver o grupo em tela grande. Lembrei do show delas que fui. O tempo todo do doc me dava vontade de ver um show ali na tela. Não é o objetivo dele. Mas deu muita vontade. Sessão lotada.
Stan Helsing (Stan Helsing) (2009) - Bem ruim. Quase nada engraçado e quando tem graça é no máximo um risinho. Aliás, envelheceu mal pra caramba. Tem umas paradas que jamais passaria de boa hoje em dia (tipo a piada do boneco e as dezenas de desculpas pra sexualizar mulher). Lembro que tentei ver bons anos atrás e já na cena da barata me incomodou kk Agora decidi ver tudo. Era melhor ter deixado pra lá mesmo.
Enterre Seus Mortos (Enterre Seus Mortos) (2025) - Fazia tempo que eu ia ao cinema com vontade de largar a sessão no meio. Uma hora de filme eu já tava implorando pra acabar. Mas ao fim eu fiquei até o fim dos créditos só ouvindo o som relaxante que passa nele kk Começa promissor e termina interessante. Eu não tava entendendo muito de início e terminei não entendendo nada (rs). Me senti burro a princípio, mas ao refletir deu pra fazer algumas interpretações. Não sei se foi a intenção deixar ambíguo ou de deixar pistas apenas nas entrelinhas. É um filme que parece ter muito a dizer, mas insiste em pouco mostrar. São tantas ideias ali, fim do mundo, seita, visões, espaço, confrontar o demônio, mas nada parece amarrado. Fui ver sabendo pouco, mas tendo noção da recepção dividida, e acabei cansado ao longo da jornada. Mesmo em seu "ato final" tendo me interessado novamente, o caminho até ali foi massante demais. Todo mundo no cinema (pouca gente) terminou reclamando, dizendo que não entendeu nada e fazendo teorias kk Filme chato pra caramba. Qualquer mensagem que ele tenta passar, explícito ou implícito, definido ou ambíguo, explicado ou não, se esvai ao longo de mais de duas horas que parece ficar exatamente na mesma por não saber pra onde ir. / [Algumas cenas não entendi direito o que estavam falando.]
A Noiva Cadáver (Corpse Bride) (2005) - "O meu coração não bate. Mas ainda assim se parte. E não deixa de sofrer. Recusando se render. A morte em mim está. Mas ainda tenho lágrimas para dar.". Belo filme. Revi no cinema na promoção de Halloween. Continua muito bom. E é uma história curta. "Vai, vai chegar sua vez. A morte virá, não importa o freguês. Você pode até se esconder e rezar. Mas do funeral não irá escapar.".
Night of the Reaper (Night of the Reaper) (2025) - Por boa parte do filme eu tava pronto pra dizer que era um filme que acertava em seu clima, com um bom suspense, cenas noturnas, mas que incomodava pelas burrices dos personagens. Quando começaram a vir as revelações, as coisas mudaram. Ali me surpreendi. Talvez faltou um desenvolvimento maior pra dar mais peso pra questão de quem era o assassino (entregam, mas só "depois da hora"), mas todo o ato final foi "diferente" e "criativo" o suficiente pra agradar. Acabou que a questão aqui nem foi de saber quem era o assassino, mas sim as surpresas que a trama reservou. Claro que na maior parte ainda parece um slasher padrão com personagens tomando atitudes questionáveis, mas o resultado ao todo é bom.
Enclausurados (Взаперти / Claustro) (2023) - Hum... Filme estranho. Gostei da ideia, mas fiquei meio perdido na conclusão. Fui ver só sabendo da casa infinita, mas na real é também um filme de "assombração", por assim dizer.
Somnium (Somnium) (2024) - A mulher chega em casa, vê a porta aberta sendo que não foi ela que abriu, entra e vê um vulto na escuridão, acende a luz e não vê ninguém, fica aliviada, tranca a porta e vai dormir. Calma aí... E pensar que isso ainda é no começo do filme. A protagonista faz coisa pior depois kk / A ideia parecia interessante, mas o filme desperdiça quase tudo. Acerta no clima aqui e ali e de resto são apenas ideias jogadas, as vezes até confusa.
Mauricio de Sousa: O Filme (Mauricio de Sousa: O Filme) (2025) - Dono de uma marca de sucesso, a cinebiografia de Maurício de Sousa conta um recorte de sua vida antes da fama. Acompanhamos da infância até a vida adulta, vendo seus sonhos e seus corres. Mas o que contar exatamente sobre o homem por trás da figura pública? O que contar sobre alguém que pouco sabemos, popularmente falando? / Por mais que eu goste e consuma até hoje Turma da Mônica, saber sobre a origem das coisas poderia ser interessante, mas o trailer não me animou em nada. Era mais uma biografia chapa branca, brega e bonitinha a caminho. Realmente é. Mas... Minha surpresa foi ver o resultado sendo até certo ponto bom, divertido, agradável. Mesmo que o maior desafio mostrado na tela seja "pagar as contas do mês", por assim dizer, o trajeto ainda é muito bacana de se ver. Pelo menos pra quem é fã da turminha e de todo o universo da MSP. / Trazendo um teor cômico, contando essa parte da vida do quadrinista de forma mais puxada pra comédia e uns toques de drama, aqui temos um foco no homem por trás das coisas e de onde ele tirou suas inspirações. E é isso. É isso. E o ator do Maurício, interpretado pelo seu próprio filho, Mauro, sorrindo o tempo todo. Sorriso. Dá pra sair da sessão com um sorriso no rosto, mesmo que pouco se conte. Gostaria de uma continuação focada no crescimento da marca.
#Salve Rosa (#Salve Rosa) (2025) - Uma proposta válida, porém um resultado bem mais ou menos. #Salverosa busca denunciar os casos de exploração de trabalho infantil na internet. As estrelas mirins controladas pelos pais. Até conseguem contar a história, e ela em si não é o problema, mesmo previsível, só que o filme soa tão travado que parece durar muito mais do que realmente dura. Um bom trabalho das atrizes principais, mas o filme demora a engrenar em suas cenas. Alguns acontecimentos também são poucos críveis, e ainda tem um encerramento que, apesar da mensagem, soa brusco e questionável. Tem seus momentos, se fosse mais curto em si e mais desenvolvido em seu ato final, teria sido melhor.
Ninfomaníaca: Volume 2 (Nymphomaniac: Volume II) (2013) - O que comentei no anterior vale pra esse. Embora inferior ao antecessor e mais polêmico, um complemento importante continuando de onde o outro parou. Novamente, temas interessantes sendo discutidos entre os principais, tabus sociais debatidos, cultura, moral, enquanto cenas feitas pra chocar, por vezes questionáveis mesmo, passam por cima. Foi um tanto mais difícil de ver.
Ninfomaníaca: Volume 1 (Nymphomaniac: Volume I) (2013) - Demorei pra enfim ver pq não me interessei pela premissa. Dei uma chance por conta do diretor. Gostei do filme num geral. Pra mim, se o longa fosse apenas a conversa entre os dois principais, já teria funcionado, sendo interessante o suficiente, mas... O diretor defendeu que as cenas +18 eram necessárias. he Se ele diz... Daí vem o "filme polêmico". Mas deixado de lado, os assuntos me prenderam a atenção, sendo discutido tabus sociais, hobbies, corpo, gênero, religião, moral, etc. É uma mulher contando suas intimidades pra um cara e ambos batendo o maior papo filosófico por cima. E umas cenas explícitas aqui e ali pra chocar.
Anticristo (Antichrist) (2009) - Não me impactou, apesar da mensagem ser entendível. O filme fala muito sobre luto, e seu sentido aparentemente figurativo tá bem explicado pelos diálogos. Mas achei bem chatinho de ver, um vai e vem que pouco vale ao final.
Primitive War (Primitive War) (2025) - Finalmente um filme de dinossauro divertido. O cinema no modo entretenimento. Mais empolgante que qualquer um dos últimos Jurassic World. E olha que tem vários problemas. Mas é bom o suficiente. / Ignorado pelos estúdios de Hollywood, essa produção australiana, baseada em um livro (cujo autor participou do roteiro) e com um baixo orçamento, nos coloca em meio a guerra do Vietnã, acompanhando soldados americanos enfrentando dinossauros. E é isso. É o tipo de filme que tem muita cara daqueles "filmes B" que a crítica fala mal, mas o público gosta. E abraça sem medo. / São mais de duas horas de aventura. Talvez longo demais, visto que por vezes são repetitivo, mas nem por isso deixa de empolgar. Seu grande trunfo são as cenas de ação, constantes e frenéticas. O filme pode até ter algumas atuações questionáveis, alguns momentos também, o roteiro forçar certas coisas, certo blablabla que não leva a nada, tentam um drama ali no meio, mas, embora uma coisa não ignore a outra, tem produção muito mais milionária que faz muito pior que isso aqui. Estão de parabéns pros efeitos também. / Quem quer ver soldados enfrentando dinossauros, esse filme é um prato cheio. Tem uma historinha básica e ultrapassada, fazendo jus a época em que se passa, mas funciona. Soube que tá saindo mais livros, então já quero continuação do filme.
As Vozes (The Voices) (2014) - O ideal é ver sem saber de nada pro choque ser maior (rs). Mas ainda assim... Caramba. O filme vai da comédia romântica ao terror, do drama ao humor mórbido. Um homem que toma remédios pra esquizofrenia conversa com seus animais de estimação (daí as vozes) e tá apaixonado pela colega de trabalho. Que filme coisado. Vi que recebeu críticas variadas. Gostei. É "diferente". Ele mistura os tons. É estranho. Bom filme. Te faz "rir", te faz achar "bonitinho", até te jogar na cara o macabro e misturar tudo. Não tem graça, mas "haha". Se cuidem.
A Serbian Film: Terror Sem Limites (Srpski Film) (2010) - Desprezível. A proposta é realmente chocar. Pesado, mas creio que só foi proibido em vários países por conta da fama. Temos um ator de filme adulto voltando a ativa e descobrindo que tá num projeto controverso envolvendo coisas consideradas antiéticas e até criminosas. Aparentemente o filme é uma paródia e crítica ao país Sérvia, a sociedade, a política, ao período pós-guerra, a opressão, ao politicamente correto, aos investimentos do governo na indústria cinematográfica sérvia, etc. Posso entender a proposta, mas me pareceu algo gratuito demais a ponto de perder seu objetivo. Li que fizeram algumas pesquisas sobre o longa e quem "entendeu o contexto histórico por trás do filme" apreciou melhor, academicamente falando, diferente do público geral. he
Salò, ou os 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 giornate di Sodoma) (1975) - Que filme desgraçado. Que filme medonho. Que filme difícil de assistir. E quantas cenas da galera caminhando rs Com meia hora eu já tava meio arrependido e querendo desistir. Me forcei, até avancei algumas partes bem de pouco em pouco (inviável assistir 100%), e antes da metade eu já tinha pensado em parar uma dezena de vezes. Mas sou curioso e a curiosidade falou mais alto. / Chegou em uma hora, dei uma pausa e fui pesquisar sobre o longa. Pesquisar sobre seu propósito, sua recepção, sua polêmica, seu motivo de ser um cult, sua mensagem, etc. Nisso deu pra entender todo o sentido dele. Cinema também é incômodo, também mexe com sentimentos negativos, também causa repúdio, e conseguem fazer isso com "maestria" aqui. Mas será que era necessário da forma que foi feito? Não sei. Só sei que o desgosto vinha de cinco em cinco minutos. / Pois bem. uma hora de filme. Voltei. Mal sabia eu que as coisas iriam piorar MUITO kkkk Bem que o ditado diz que a curiosidade mata. Que horror. Que horror. Que horror. E calma que vai piorando cada vez mais, até chegar num clímax deplorável. Me questiono a saúde mental de quem gostou de uma coisa dessas. É um filme feito pra "ofender" mesmo, com um objetivo de mostrar as coisas na cara dura, então avaliar ele como bom justamente pelos objetivos alcançados, pela parte técnica e tudo mais, pode até ser discutido. Agora gostar do conteúdo mesmo? Sei não, hein. / As histórias narradas são ruins demais. É doentio. E mostram isso. Deixam claro que tem que ser doente mesmo pra sentir prazer no mal. É uma forte crítica ao contexto da época onde o filme se passa. Ainda assim, por outro lado, posso me questionar se tudo o que foi mostrado foi realmente necessário, mesmo entendendo o objetivo.
Laura, Les Ombres de L'été (Laura, Les Ombres de L'été) (1979) - Muito problemático e chato pra caramba. Tive que avançar algumas partes pra conseguir terminar. Aparentemente esse é o filme mais "elogiado" do diretor, ou "menos pior", se preferir. Não vou ver os demais pra saber, mas não gostei não. Ponto pro clima tranquilo, pras paisagens, trilha e tal, e para por aí. / Até pode ser discutida a questão da apreciação da beleza da nudez de forma artística e sei lá mais o que, mas o papo da época (com base no que pesquisei) sobre a inocência da criança como defesa e justificativa pra mostrar as coisas hoje em dia não cola mais. Sei que o diretor/fotógrafo defendia isso, e ele sabia fazer fotos utilizando jogos de luzes e tal, porém, ao meu ver, do que eu consegui captar, parece demais uma desculpa (e ele foi acusado de certas paradas décadas depois). Reforço isso pq ao longo do filme sequer elaboram algum argumento, parecendo que tudo é aceitável e é isso aí, como se o tabu não existisse nem tivesse razão pra existir, sendo que existe e tem um motivo muito claro pra isso (estamos falando de criança, claro que existe problemática). E "ok", vendem a ideia, mas o final pra mim acaba com qualquer possibilidade e contradiz o que foi visto até ali. / Mesmo filmes mais polêmicos que esse ainda escancaram suas reflexões, sejam verdadeiras ou não. Mesmo que a trama siga uma linha de pensamento e que nós, como público, acompanhemos a visão de tais personagens, frutos de seus tempos, o longa ainda tem que ter algum elemento que identifique sua defesa, e não me pareceu que fizeram isso. Pelo contrário, cravou uma visão distorcida, onde a arte, até então "inocente", é usada como fetiche criminoso. Difícil.
Bilitis (Bilitis) (1977) - Esteticamente bonito, clima calmo, as paisagens, o visual, a trilha sonora. De resto, incesto, traição e gente sem roupa kk Considerando o diretor, me questiono se todas ali eram de maior. As principais eram. A atriz da tia da protagonista era muito linda. No mais, filme fraco, história fraca, por vezes desinteressante.
O Mágico de Oz (The Wizard of Oz) (1939) - O Mágico de Oz (1939). Mais de 80 anos depois de seu lançamento, filme conferido no cinema. O clássico e polêmico longa de Dorothy e amigos em busca do mágico de Oz. Hum... Filme estranho. Lembro de ter visto na infância ou adolescência e ter achado bom pra caramba. Podendo rever hoje em dia, e em tela grande, em boa qualidade e etc, o que proporciona outra visão, sinto que o longa envelheceu tanto bem quanto mal. Eram outros tempos. Não lembrava como o Espantalho, o Homem de Lata e principalmente o Leão eram divertidos, carregando mais o filme nas costas do que a protagonista Dorothy, interpretada pela Judy (papel esse que a deixou famosa). A atriz da Bruxa Má também merece reconhecimento. O filme começa num tom de sépia, como um preto e branco só que com cor, e minutos depois, se torna colorido, fazendo a transição entre os dois mundos. O mundo real, simplório, chato. O mundo mágico, espetacular, vibrante. As canções ao longo do filme até que são boas, e eles cantarolando que estão indo ver o mágico fica na cabeça. Agora todo aquele arco da cidade dos anões (hoje em dia tá errado esse termo, pq não são anões rs), pelo amor, chatinho demais. Em geral, bacana ver todo aquele cenário misturando peças reais e quadros pintados, e bacana algumas musiquinhas e os personagens. O filme ao todo não me "impactou" da mesma forma que antigamente, nem tenho vontade de rever tão cedo, mas faz parte da história do cinema, tanto positiva quanto negativamente, vide as controversas de seus bastidores, um contraste irônico ao que vemos em tela. No mais, Over The Rainbow segue sendo uma ótima canção.
Bom Menino (Good Boy) (2025) - De vez em quando sai um filme com uma proposta curiosa. No gênero terror, tivemos nos últimos anos filmes como Presence, todo pelo ponto de vista do fantasma, In A Violent Nature, todo pelo ponto de vista do assassino (apesar da ideia não ser exatamente inédita), Skinamarine dá pra considerar também, todo por uma perspectiva de criança, e, agora, temos Good Boy, todo pelo ponto de vista de um cachorro. Por coincidência, não achei nenhum desses realmente bons, na real alguns são bem questionáveis, mas creio que as propostas diferenciadas valem a curiosidade e trazem um trunfo a mais, independente de seus resultados. No caso de Good Boy, talvez seja mais bem feitinho que os demais. / É o famoso filme onde "nada acontece" na maior parte do tempo. Ele é bem mais contemplativo, com o cachorro encarando vários nadas e possíveis vultos e assombrações e afins. Visualmente atraente, a trama é bem curta e pouco se revela sobre as coisas. Sabemos tanto quanto o cachorro. O dono dele, o humano, vai morar na casa assombrada da família, se isolando lá, onde as coisas começam a piorar. O cachorro ser uma graça ajuda a acompanhar o longa. O ponto mais positivo vai pra ambientação. Há momentos que causam alguma angústia justamente pelo ambiente e por estarmos acompanhando o cachorro presenciando aquelas coisas. / Podendo explorar tantos temas, o roteiro decide algo mais intimista e possivelmente até mais metafórico que literal, focando num homem com problemas de saúde e seu cachorro. Da forma mais calma possível. Mesmo com a duração relativamente curta, pouco mais de uma hora, dá pra notar que chega um momento em que as coisas parecem se tornar repetitivas. E a sensação de que não estão aproveitando todo o potencial logo surge. Alguma coisa acontece aqui e ali e todo o meio entre eles são momentos para ficar apreciando o doguinho. Os minutos finais pra mim deram uma revivida. Não é um terror padrão, apesar de ter sim alguns elementos disso, vide uns sustinhos, estando mais pra um terror dramático. Inclusive, fiquei numa sensação mista de, apesar de ter assombração, ter faltado "mais" disso, de alguma forma (fazendo jus ao termo casa mal-assombrada, senão seria bem-assombrada rs). Talvez seja a calmaria dos personagens me incomodando numa obra desse tipo, não sei. No mais, au au.
Tron: Ares (Tron: Ares) (2025) - Levou mais de uma década, mas Tron retornou novamente. Não o personagem, mas o universo. Muito bom poder acompanhar uma nova história. As críticas mistas são esperadas. Todos os filmes foram assim. Saí da sessão relativamente satisfeito, sendo um filme divertido que cumpre seu propósito mesmo se limitando. Como esperado, o visual e a trilha sonora são os pontos fortes. Bom demais ver todas aquelas máquinas com luzes neon. E mesmo as músicas não tendo o mesmo peso do anterior, ainda são boas. / A franquia, nesse terceiro filme, tenta algo "novo": O mundo virtual indo para o mundo real. Quando anunciaram que tinham revivido o projeto após seu cancelamento, fiquei empolgado, mas, quando anunciaram essa premissa, fiquei com os dois pés pra trás. Mas o filme saiu e eu curti. Nenhum filmão, mas divertido o suficiente pra agradar. Souberam fazer a transição, adaptando o contexto. Dessa vez a questão da inteligência artificial e do seu uso para fins militares está em alta. Tentando algo mais "realista", ainda conseguem boas cenas de ação, algumas frenéticas, outras mais contidas, mas que num todo conseguem prender a atenção. / Temos aqui novos personagens, assim como o anterior fez. Há referências aos filmes anteriores, embora se fale muito mais do original. Alguns diálogos aqui e ali ficaram estranhos (o papo de nostalgia principalmente), mas dá pra relevar, assim como alguns outros problemas, como o roteiro forçando um pouquinho algumas coisas. / Vi em 3D. As vezes funciona, as vezes se acostuma e esquece. Tem uma cena durante os créditos. Agora resta saber se, caso futuramente façam um novo filme, se ele vai sair em breve ou vai esperar até 2050 (rs). Curioso como a franquia foi sendo revivida mesmo sendo considerada um "fracasso comercial". Tem potencial pra mais. Quero mais. / [Ares me lembrou o ChatGPT.]
Malês (Malês) (2024) - Cobrindo um recorte histórico por vezes esquecido, essa adaptação poderia ter sido melhor do que foi. A revolta dos Malês ocorreu em 1835 na Bahia por parte de, em sua maioria, africanos muçulmanos escravizados. É considerado o maior levante de escravizados do Brasil. E não parece que o filme teve esse peso todo pra representar a importância do ocorrido. Mas dá pra relevar algumas coisas. E foi quase tudo novidade pra mim. Nem fazia ideia do envolvimento do islamismo. / A maior parte do filme é falado em português, e é curioso notar o cuidado com os diferentes sotaques, provavelmente representando que vários povos estavam ali (tanto dos escravizados quanto dos escravocratas). Vi umas reclamações de que tiveram alguns sotaques brasileiros inexistentes na época. Creio que, por conveniência, usaram o português pra quase tudo, o que na vida real os envolvidos deveriam na verdade conversar frequentemente em suas línguas nativas quando estivessem entre si. Algumas poucas partes do filme mantém as línguas originais dos povos africanos (não lembro se especificam as nacionalidades) e também o árabe. Infelizmente não há legendas nessas partes. Deveria ter. / Notei também que o filme cria uma divisão, que nem é tão dividido assim pq não exploram tanto, em relação a religiões. Se no começo parece existir algo que deixe a demonstrar que possam explorar qualquer diferença, isso fica só no começo mesmo. Temos então as cenas com os crentes em orixás (que deve ser o candomblé), os crentes em Alá (islamismo, a religião de grande foco do filme) e, bem pouco quase nada, os crentes em Jesus (catolicismo, vide as freiras). / Temos a presença de alguns arcos que vão se mesclando, buscando apresentar vários personagens. A impressão que dá, porém, é de que quiseram colocar um monte de coisa e não conseguiram desenvolver direito, espremendo tudo num longa de quase duas horas. Faltou também um encerramento mais firme. Soa um tanto confuso os ocorridos do término da revolta. O próprio clímax fica naquela impressão de que as coisas foram além do mostrado. Mas... Em geral achei o filme interessante e pode servir de base pro pessoal pesquisar mais a respeito (eu incluso). Não é o filme ideal, mas é o que tem e não é mal feito.
Annabelle 3: De Volta Para Casa (Annabelle Comes Home) (2019) - Uma galeria inteira de objetos amaldiçoados e pouco vemos das coisas. E ainda aliviam o filme. Mas não é ruim. Revendo ele, continuei achando um terror ok. Dá pro gasto. Tem seus momentos. Meu maior incômodo é que ele enrola muito. Dá uma impressão de que fizeram um roteiro pra um filme de uma hora ou menos e tiveram que esticar. Se é que tinha algum roteiro kk Pelo tempo, poderia ter sido muito mais bem aproveitado. Por outro lado, cenas de suspense em sua maioria boas, conseguindo prender a atenção e passando o clima de algo ruim no ar. Gostei da ambientação da casa em certos momentos. Já uma ou outra cena testaram um pouco da minha paciência. Sensações mistas, mas não consegui desgostar. É bonzinho, apesar de tudo. Dos derivados, só fica atrás de Annabelle 2. Mas que é um grande desperdício, com certeza, assim como a maior parte da franquia. Tem que aproveitar os pontos positivos no meio do caminho rs
Zoopocalipse: Uma Aventura Animal (Night of the Zoopocalypse) (2025) - Um terrir infantil bacaninha. A animação imagina um "apocalipse zumbi" num zoológico, fruto de uma infecção ocorrida por um meteoro. Mas são uns "zumbis" bem diferentes, de aparência gelatinosa e "Frankenstein". O filme inicialmente brinca com a ideia de cenas assustadoras se revelando algo bobo e cômico, pra aos poucos desenvolver melhor seu lado mais ""sério"" (bem entre aspas). A protagonista é uma loba e outros animais vão se encontrando no caminho. Os caras meteram até um personagem cinéfilo aqui kk Apesar de que tem referências a clássicos também. O longa tem várias conveniências de roteiro só pra fazer a trama continuar mesmo, mas agrada ao todo. Ri de algumas bobeiras.
Apanhador de Almas (Apanhador de Almas) (2025) - Ideias melhores que o resultado, mas ainda dá pra tirar coisa boa. Eu poderia dizer apenas que é "um dos filmes já feito", mas não quero. Temos quatro garotas praticantes de bruxaria e uma bruxa presas numa dimensão após o ritual dar ruim. Elas tem um desafio mortal a cumprir. / O filme praticamente todo se passa dentro da casa da bruxa. Poucas cenas externas. Ponto positivo pra ambientação, a névoa verde de fora refletindo pela casa. Um ar de mistério. Aquele clima de algo ruim acontecendo. Aproveitam os cenários dos dois andares do local. Já as cenas dentro da névoa, embora poucas, na maior parte são fracas. Ainda usaram um efeito muito batido por cima pra representar aquela sensação de estar perdido. / Apesar do formato de "mais um filme de terror entre vários", embora reutilização de elementos comuns em gêneros cinematográficos não necessariamente definam qualidade, o filme conta com algumas surpresas. Tem até reviravolta se utilizando de clichê como quebra de expectativa. / Senti que faltou um equilíbrio. As vezes o filme tá interessante, mas em outras parece que se arrastam só pra render mais tempo de cena. As vezes as falas, as expressões e as ações das personagens estão naturais e convincentes, mas em outras estão o oposto. Não sei explicar ao certo, mas foram detalhes que notei. / Gostei das atrizes num todo. Não conheço quase nada delas, vi no máximo uma produção de algumas. A personagem da Klara tem certo destaque. A atriz é fofa mesmo quando tá séria, o que cria um contraste que dá pra ser bem utilizado se souber. A veterana, Angela, por sua vez, soa meio travada ali. Não sei se foi proposital. / Ao fim, não é um filme ruim, mas faltou mais. Vi no cinema pq já tava pra ver outro filme e o ingresso desse tava 10 reais. Não sei se tá tendo alguma promoção de filmes brasileiros. Não é um filme que dá vontade de rever, mas é ok. Dá pra criar mais coisa por cima. Veria de boa um projeto no mesmo universo (do filme, não da trama).
Hamilton (Hamilton) (2020) - Hamilton no cinema. São poucos os relançamentos que me fazem ir ao cinema pagar pra ver um filme mesmo podendo ver em casa. Ver em tela grande é outra coisa. Curiosamente, esse ano foi a segunda vez, com a peça teatral musical Hamilton, sobre um dos pais-fundadores dos Estados Unidos. Muito bom. Quase três horas que voam. E ter um intervalo no meio só reforçou a ideia de um teatro (na real isso tem no lançamento em streaming também rs). Sempre recomendo essa apresentação. Revi faz poucos meses e revi agora sem cansar. Bons personagens, história interessante, músicas viciantes. / Só três ressalvas: 1) Paguei pra ir numa sala com algumas cadeiras especiais com movimento, pra então descobrir que era exibição comum mesmo (todos os ingressos estavam com o mesmo valor, daí fez "sentido"). 2) Não teve o material adicional divulgado no trailer e nas matérias com entrevistas com o elenco. Fiquei até o fim dos créditos e só passou a peça mesmo. Uma pena. Considerando que terminou quase uma hora antes da próxima sessão, era de se esperar que fosse exibido. 3) Legendas boas na maior parte, mas com algumas palavras em português de Portugal em vez do Brasil. Pensei que tava escrito errado, mas fui pesquisar depois. Moça tava rapariga, dezessete tava dezassete, conosco tava connosco, etc. he Não lembro se a versão oficial do Disney+ é assim também. / Detalhes. Ainda assim, muito bom. Boa experiência. Veria de novo. Mas, pra um comemorativo de 10 anos, deveriam ter mais cuidado com o material.
Espermagedom (Spermageddon) (2024) - Que filme gozado. Tem que entrar de cabeça nesse universo, senão vai achar um saco. É tudo muito viajado. Mesmo tendo sua parte de besteirol que (es)permeia toda a trama, temos também uma crítica social. Phoda. Isso aqui não é um novo Festa da Salsicha. Diria ser até mais inteligente. / Em parte, seguimos a vida dos espermatozóides na espera do dia que irão sair dali e fecundar. O principal, que o filme mais acompanha, não quer isso. Quer viver a mesma vidinha escrota de sempre. Querer lógica aqui é procurar pelo em ovo. Foram criativos. Outros personagens vão sendo ejaculados no meio do caminho. / Em parte também, seguimos o mundo humano com foco em duas pessoas, um nerd e uma garota, que se gostam e decidem ficar juntos e já sabem o que esperar. Haja energia. E o filme trata tudo de forma cômica. / Tem toda uma jornada aqui. Antes do evento rola muita coisa, e depois rola mais ainda. Dando ou não, tentaram criar um modo frenético e humorado de mostrar a trajetória até o óvulo. O buraco é muito mais embaixo. Então contar detalhes dele fica complicado. Tem até umas musiquinhas. O roteirista disso é mesmo um poeteiro. / A mensagem do longa, por sua vez, pode ser questionável. Se focaram muito numa mensagem, que é até válida e reflexiva, mas esqueceram do resto. Uma interpretação equivocada pode acabar com a por*a toda. O tiro sai pela culatra. A não ser que seja realmente a mensagem kk
O Dia da Castração (Fixed) (2025) - Eu estava com uma pulga atrás da orelha pra ver esse filme, assim como cachorros latindo no meio da noite ao presenciar algo suspeito adentrando seu território. Que obra do cão. Quando pensei que já tava acabando, não tava nem na metade ainda kk Dá pra contar nos dedos as cenas engraçadas, pq a maior parte é só vergonha alheia mesmo. Que saco. Que bola fora. Corta essa. Parece que quem escreveu o roteiro pediu pro cachorro cagar no tapete e depois limpou e a bosta no papel formou palavras. Daí o cachorro colocou a coleira no dono e levou pra passear. Mas tem algumas reflexões ali no meio. Tem suas críticas por baixo de todo besteirol, um reflexo da humanidade espelhada nos doguinhos e uma brincadeira com os elementos do universo canino. Só que não dá pra ficar vendo algo que tá nos anais da história da animação. O buraco é mais embaixo. Que filme animAU, que filme aniMAL kk Ruim pra cachorro (que inclusive é o nome de um filme do tipo melhor que esse).
Invocação do Mal 4: O Último Ritual (The Conjuring: Last Rites) (2025) - Com um romance mais funcional que seu terror, e ainda assim não tão marcante, a saga do casal Warren encerra com um quarto capítulo morno. Apesar do pessoal ter achado esse melhor que o anterior, tenho meus questionamentos se é mesmo (apesar de gosto ser gosto). Enquanto os personagens aqui tem aquela sensação de incômodo pelo coisa ruim estar no ambiente, eu também tive uma sensação de incômodo... Por algo estar faltando. Não sei se a franquia desgastou, embora aqui ainda seja melhor que pelo menos a maioria de seus derivados, se não todos, mas não teve o mesmo peso dos anteriores da saga principal. / Apesar da presença constante do casal, agora "aposentados" dos casos, o grande foco é na filha, que vive um período de recente namoro e de um aumento de suas percepções sobrenaturais. Em paralelo, temos a família assombrada. Em suas desnecessárias mais de duas horas, enchendo barriga ali no meio, o filme até que demora bastante pros arcos se colidirem. E num quesito de gênero terror, por vezes eu até esquecia que era um filme do tipo. Tudo o que foi trabalhado nesse filme já foi melhor trabalhado nos anteriores, seja a parte das assombrações, seja a investigação, seja o romance, seja a questão da família. Temos uma reciclagem de tudo isso, mas sem o mesmo peso. / Tanto se promete que "agora é diferente", mas nada de diferente acontece. Tanto reforçam que é o último caso, que fez os Warren voltarem a ativa pra investigar, mas não mostra realmente pra que veio. Ainda funciona, ainda rende seus momentos, mas já não da mesma forma. Na parte de contar a história dos Warren, ok, um belo filme, mostrando a evolução da família e tal. Já na parte de contar uma boa história de terror, mesmo na proposta que a franquia principal sempre entregou, não tem atrativos suficientes. Mesmo a resolução do conflito tem aquele ar de "é só isso?". Enfim.
Interestelar (Interstellar) (2014) - Quando Interestelar lançou, lá em 2014, o cinema perto de casa colocou um poster gigante dele, mas ao fim não exibiu o filme. Era costume. Acontecia vez ou outra. O poster em destaque, mas chegava no lançamento e nada. O tempo passou e acabei conferindo o filme em casa. Foi "absolute cinema" à primeira vista. Que filmaço. Fui revendo com os anos e continuava incrível. Daí que um tempo atrás comecei a dar atenção a certas críticas em relação ao filme e acabei até concordando em pelo menos uma coisa. Detalhe. Porém, ao rever, a sensação de estar presenciando algo magnífico voltava. Eis que agora, em 2025, uma década e um pouquinho mais depois, enfim pude conferir o longa no cinema em seu novo relançamento. Que filmaço. É uma sensação muito diferente ver um filme em tela grande numa sala de cinema. Mesmo já tendo visto e revisto, mal notei as quase três horas passarem. Pelo contrário, reparei mais nos momentos, nas cenas, nos temas. E continuou tudo muito bom. Mesmo os supostos defeitos, tudo se esvaiu e se tornou poeira cósmica perante o universo apresentado ali. Toda a viagem espacial, toda a temática, toda a abordagem científica e humana, toda a questão do amor, tudo me atraiu novamente. Tudo muito bom. Não devemos ter medo da morte. Devemos ter medo do tempo.
A Última Sessão de Freud (Freud's Last Session) (2023) - Um encontro especulativo de "E se Freud encontrasse Lewis e conversassem sobre Deus?". De um lado, o pai da psicanálise. Do outro, o escritor. Revi tentando absorver mais do que foi apresentado. / Sinto que o filme alivia o potencial de debate, criando tanto momentos de distração que atrapalham a conversa quanto respostas rasas para perguntas profundas. Por outro lado, a forma que os diálogos se apresentam são envolventes e interessantes o suficiente pra continuar prendendo a atenção, e o conjunto conflituoso e ao mesmo tempo harmônico entre os dois principais criam um clima amigável que, sinto eu, busca não criar uma discórdia maior. O resultado poderia ter sido muito melhor do que foi, mas consegue agradar em algum nível com seu pouco ainda assim, por mais que a sensação de incômodo esteja presente. Em outras palavras, um filme mediano, ou um "bom" entre aspas com ressalvas. / Em minhas pesquisas, soube que o filme trata Freud mais temperamental e Lewis mais tímido do que eles realmente eram na vida real. Como já dito, o filme alivia o potencial, então o debate não aprofunda tanto seus temas. Ele apresenta e desenvolve apenas uma fagulha. O que notei, porém, é que os argumentos de Lewis são mais leves que as provocações de Freud, o que me fez descobrir que tem até uma controversa numa cena quando Lewis responde um "eu não sei" a uma pergunta de Freud, já que argumentam que Lewis na vida real teria se aprofundado muito mais na questão e apresentado sua visão do que ele sabe.
Looney Tunes - O Filme: O Dia Que A Terra Explodiu (The Day the Earth Blew Up: A Looney Tunes Movie) (2024) - Legalzinho. Vale pra quem gosta, mas não é o filme ideal que eu gostaria de ver dos Looney Tunes. Na real é uma aventura Patolino e Gatinho. Mas é legalzinho.
Juntos (Together) (2025) - Tentam vender como o melhor terror do ano e blablabla, mas não é nada disso. Aqui temos um terror com drama romântico. Acompanhamos o casal tentando se manter, apesar das adversidades, enquanto o cara sente que coisas estranhas estão acontecendo com ele. Não é nenhum filmão, mas tem umas cenas bizarrinhas aqui e ali. Ainda assim, a mensagem é problemática dependendo de como interpretar.
A Guerra dos Mundos (War of the Worlds) (2025) - Essa nova versão do clássico pela Prime adapta a trama pras telas. Tudo é contado através de telas, principalmente pelo computador do trabalho do protagonista, um analista de segurança cibernética ou algo do tipo, que se divide entre trabalhar, acompanhar as notícias dos aliens e, principalmente, prioridade, acompanhar a família. Minha surpresa é que, pelo tanto que estão massacrando esse filme como se fosse o pior dos últimos anos, pensei que fosse pior ainda do que realmente foi. Não tô dizendo que é bom kk Filme ruim. Deve ir pra lista dos piores do ano. A ideia é boa, mas o resultado não. Faltou mostrar mais dos aliens. Não é um formato que se adequou tanto, pq é literalmente o cara acompanhando tudo por uma tela. Se querem algo melhor, tem adaptações mais famosas e muito melhores. Se querem algo no formato "diferenciado" do longa, que é interessante, tem outros muito melhores também.
Ghostbusters: Apocalipse de Gelo (Ghostbusters: Frozen Empire) (2024) - O retorno da franquia original dos Caça-Fantasmas no filme anterior foi legal, mas não foi "mais além". Nessa continuação, porém, as coisas esfriam mais ainda. Um verdadeiro "apocalipse de gelo". Ainda dá pra considerar um filme mais ou menos, pq tem algumas cenas bacanas, mesmo não sendo nenhum filme marcante, mas a trama parece muito jogada. Parece que tiveram ideias e não souberam como construir e unir. O promocional mesmo já dava spoilers do ato final, numa tentativa de chamar a atenção, só que pra mim foi a coisa mais fraca do longa. A forma como encerram o arco do vilão é tão morna. O filme também repete certo apelo nostálgico que aqui já não funciona da mesma forma. / [Agora não é mais Caça-Fantasmas, e sim Ghostbusters, em inglês mesmo.] / [Na época do filme anterior, eu citei que queria ver um crossover dos personagens com o do reboot feminino (que não merece esse hate todo), e uns caras tentaram me zoar, até mandaram eu mesmo me vestir de mulher (que? kk), mas... Continuo achando que seria uma boa. Melhor que fazer filmes ok. Nos quadrinhos sei que já tiveram encontros entre dimensões.]
Jurassic World: Recomeço (Jurassic World Rebirth) (2025) - Se é pra "recomeçar" assim, melhor ficar um tempo congelado. O filme leva um tempão pra criar toda sua base, dos mercenários e da família e consequentemente seus encontros, e nem aprofundam tanto assim, pra lá na frente mandar todo mundo de novo novamente mais uma vez pra uma ilha, assim como os anteriores fizeram com seus personagens, e, nessa hora do "vamos ver", não entregar nada demais. A cena do t-rex é sem vida, assim como o confronto com o dinossauro final. Tudo falta emergência, falta preocupação. O roteiro é conveniente demais o tempo todo. / O filme até tem cenas que divertem, empolgam em alguns momentos, mas posteriormente resolve suas situações de forma morna. Ao todo tem seus momentos, não me cansou as mais de duas horas (mesmo que não fosse necessário toda essa duração), mas pensa num nada demais e num mais do mesmo. É legal ver dinossauros, fazer o que kk Da nova leva, pra mim se saiu melhor apenas que o último, mas isso não diz nada. Já são sete filmes. O que fizeram no último não tem desculpa, e esse se salva mais pq não é ruim igual ele, mas tá faltando inovar. E nem tô comparando com os antigos. O final do segundo World prometeu tanto e não entregou nada, pq sempre que apresentam novas ideias o próprio roteiro acaba restringindo o máximo possível pra voltar pro molde padrão repetitivo de sempre. Tá parecendo as sequels de Star Wars voltando atrás com as coisas.
Corra Que a Polícia Vem Aí! (The Naked Gun) (2025) - Em um diálogo metafórico, o filme deixa a entender que quer ser original ao mesmo tempo que mantém o legado dos clássicos. Conseguem em algum nível. É legalzinho, mesmo podendo ser melhor. Lembro quando a semelhança entre os nomes do Leslie Nielsen e do Liam Neeson era apenas uma piada. E olha só, o filme se tornou realidade. Sem aquela pegada de ar cômico contínuo do antigo, aqui temos algo como um clima sério constantemente quebrado pela comédia. Isso combina com o estilo dos protagonistas. Pra mim, a maior graça aqui estão nas piadas mais idiotas, nos detalhes, nas bobeiras, onde eu ri de várias coisas, como no diálogo da cadeira e da faculdade. Pensa num negócio besta e divertidíssimo kk Já a parte mais sacana nem tudo funcionou bem, embora na sessão que fui o pessoal se acabou de rir nessas. A impressão é que o filme atira pra todos os lados. O que infelizmente não funciona tanto pro brasileiro são as piadas referenciando elementos da cultura americana, mas é detalhe. Notei uma adaptação em uma, mas algumas mantiveram o original. Não vou dizer que o longa abraça totalmente o tal do "politicamente incorreto", mas ele apresenta piadas de vários tipos, mesmo consideradas ultrapassadas, assim como os filmes antigos do gênero e da própria franquia faziam. E, independente da qualidade, nessa questão acertaram a ideia. Espero que esses filmes paródia/besteirol voltem, mesmo fazendo atualizações. Mas tem que ser bom (rs). / [Notei que na sessão que fui o pessoal riu mais de piadas como as das cenas [spoiler] do protagonista com dor de barriga, no falso sexo, na calça arrancada mostrando a bunda. [/spoiler] Ok. Mas comigo eu ri mesmo das cenas com os diálogos do tipo: [spoiler] "- Pegue uma cadeira. - Não, obrigado. Eu já tenho muitas em casa." e "- Você fez faculdade? - Não, ela já tava feita quando eu estudei lá." [/spoiler] Nossa, negócio tão idiota e eu me segurando pra não rir alto. Como que pode kk
A Hora do Mal (Weapons) (2025) - Bom filme. Boa surpresa. Costumo duvidar de todo o papo de "melhor terror do ano" e afins, tanto que só esse ano já usaram isso pra uns quatro filmes pelo menos, mas o negócio é bom mesmo (o trailer já era interessante). Num dia qualquer, quase todas as crianças de uma turma simplesmente saem correndo por aí de madrugada e nunca mais voltam. A trama é contada parcelada, onde determinado número de personagens ganham foco em seus arcos próprios. O formato preserva o mistério e brinca com o público ansioso. Acompanhamos um personagem até certo ponto e depois vamos pra outro e assim vai, e tudo vai se "mesclando" conforme a trama avança. E não fica chato. Foi bem utilizado, explorando o papel de importância de cada um. O arco inicial é da professora. Embora seja um terror (que tá mais pra suspense), existem alguns momentos cômicos que funcionam bem. Gostaria de destacar uma cena "aleatória" que me lembrou muito aqueles sonhos estranhos que andamos ou corremos sem parar por aí de noite.
Drácula: Uma História de Amor Eterno (Dracula: A Love Tale) (2025) - Mais uma nova versão para o Drácula. Tem suas tentativas, mas ao fim é um nada demais. Romance por vezes meloso, cansativo, unido ao drama de lamentações e uma inesperada pitada de comédia que as vezes funciona quando há espaço pra isso, mas em outras quebra o clima sem necessidade. Se por um lado tem algumas cenas bonitas e alguns momentos onde acertam o tom, por outro temos o desinteresse. O filme ao todo me deu uma sensação de contar os principais pontos de forma corrida, sem peso, sem importância, ao estilo de "ah, já contaram tantas vezes isso, então tanto faz, quero me focar só na relação amorosa". Tem umas novidades que não me desceram, como o motivo do Vlad se tornar vampiro, a forma como é feita a conclusão de sua jornada, o elemento do perfume, as criaturas do castelo... Uma das versões já feita.
Nefarious (Nefarious) (2023) - Apesar das fortes críticas por parte de alguns, achei o filme bem interessante. Temos um psiquiatra ateu consultando/interrogando um preso em seu possível último dia de vida que se diz estar possuído pelo demônio. Ao longo da conversa, o médico é confrontado sobre suas atitudes e as consequências na vida de outras pessoas. Diferente de muitas produções do tipo, aqui não temos o coisa ruim "voando por aí" e outros clichês do gênero, propositalmente, pq, na verdade, na maior parte do tempo sequer sabemos se o prisioneiro tá mentindo ou falando a verdade sobre estar possuído. Tudo fica jogado no ar, brincando com a mente do público. São apenas duas pessoas conversando e é isso. Posso alegar que poderiam ter se aprofundado mais em certos elementos, desenvolvido melhor certos pontos do "debate", ter sido mais agressivo, mais ousado, mas o resultado tá no mínimo interessante. Prendeu minha atenção do início ao fim. / Vi reclamações sobre o "discurso conservador de direita" e acusações de ser um filme gospel disfarçado, com viés ideológico claro e até panfletário. Daí que, com uma rápida pesquisada, descobri se tratar realmente de um filme de terror/suspense cristão, baseado por sua vez num livro de um autor conservador. Ok. Mas e daí? Ele funciona? Pra mim funcionou muito bem como filme. E sequer posso dizer que me encaixo totalmente no perfil dele. Mesmo acreditando em Deus, não apoio a generalização/demonização que o roteiro faz com alguns os temas, e entendo que tais pontos podem prejudicar o resultado, mas ainda assim, ele ao todo, mesmo com escorregadas, foi entregue "bem feito", por assim dizer, com sua lógica dentro da proposta e criando cenas de tensão através de puros diálogos, algo que não é tão fácil quanto parece. / Por via de curiosidade, diferente do longa, os bastidores que são uma baboseira só, sobre manifestações demoníacas tentarem atrapalhar a produção do longa. E os roteiristas desse filme foram os mesmos do lamentável Deus Não Está Morto, o que explica muita coisa, mas a diferença de qualidade é enorme. Enfim. Nefarious tá com projeto de virar franquia. Bora ver no que vai dar.
O Ritual (The Ritual) (2025) - Como fazer um filme bom de exorcismo depois de tantas décadas de filmes que tornaram o gênero tão desgastado? As vezes conseguem, mas não é o caso aqui. Com um marketing questionável ao se vender como uma adaptação da história real que inspirou o clássico O Exorcista, ele até tenta, mas fica nisso. Não encontrei ligações e inspirações entre eles, sendo inclusive casos diferentes. Gostaria de entender, se alguém tiver conhecimento melhor sobre, pq no filme mesmo não lembro de terem citado isso. Só citam que é o caso mais documentado de exorcismo no mundo. / Mas ok. Considerando o filme em si, independente de fatores externos, temos apenas mais do mesmo. Um ritmo que vai e vem até cansar, e continua indo e vindo, mesmo já cansado. As faíscas de potencial vistos aqui e ali logo se apagam em cenas posteriores, pra depois acenderem de novo e apagarem mais uma vez. Haja fósforo. É realmente um dos filmes já feito. Não empolga como deveria, não funciona mesmo com clichês, tenta ser realista sem ser realista, busca adaptar uma fonte que originou outra sem criar nenhum apego a isso, não desenvolve seus personagens para que o público se importe, não conta a história toda direito, começa e termina de forma bruta, não tem nenhum atrativo. / Se querem filmes bons de exorcismo, prefiram O Exorcista clássico dos anos 70, O Exorcismo de Emily Rose, O Ritual (de 2011, não esse novo rs), até mesmo Invocação do Mal, talvez, apesar da pegada diferente dos citados anteriormente. Mas se querem apenas passar o tempo, não importando pra qualidade, querendo apenas conferir algo feito mais recente, por curiosidade ou não, sigam em frente, mas com a noção de que não é dessa vez que acertaram.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (The Fantastic Four: First Steps) (2025) - Que filme bom. Um dos melhores do UCM nos últimos anos e o melhor do Quarteto Fantástico até então. Enfim um filme do grupo pela Marvel. E diferente do estilo padrão que a empresa andou apresentando até cansar. Se passando em um universo paralelo, e como visto nos trailers, acompanhamos a família em um dilema moral que coloca em risco a humanidade. Mas até lá muita coisa acontece. Presenciamos o Quarteto já na ativa, mas relembram momentos anteriores deles através de um programa de TV. Deu até vontade de ver um filme só do começo desse filme. / Primeira coisa que me chamou a atenção, de cara, foi o visual. Que visual bonito. Estética retrofuturista total. Imagine os anos 60 com robôs e carros voadores. Imagine se nessa época já tivessem descoberto como viajar na velocidade da luz. O resultado é uma mistura de conceitos antigos com tecnologias de alcance posteriores. Segunda coisa que me chamou a atenção foi a trilha sonora. Aquele coral de fundo, os "ahs", os instrumentais, muito bom. / Os atores da equipe mandam bem nos personagens. Apesar de querer ter visto mais das interações entre os personagens, o filme entrega o que pode nessas quase duas horas, que ainda achei pouco. O maior destaque vai pra Vanessa Kirby. Ela passa a mensagem só pela expressão facial. / Nem pensei inicialmente em comentar, mas vou. Os efeitos de cgi geralmente estão muito bons, embora tenha momentos muito específicos escancaradamente falsos que nem sei como deixaram passar. Mas não vejo motivos pra isso prejudicar em algo. Imagina ser chato assim. Conseguiram muita coisa boa aqui. O Ben tem rosto que se mexe. Conseguiram enfim fazer um Galactus natural que não ficasse zoado. Os visuais dos ambientes, seja na Terra ou no espaço, são de encher os olhos. / Primeiros Passos é, além de um filme de super-herói e de família (vrummm), também um filme espacial. Duas coisas que me passaram na cabeça enquanto eu assistia ao longa: Interestelar e Os Jetsons. A Marvel começou a Fase 6 com tudo.
Hamilton (Hamilton) (2020) - "E quando o meu tempo acabar, terei feito o suficiente? Vão contar a nossa história?". Brabo demais. Boa trama, bons personagens, boas músicas. Sempre recomendo essa peça, mesmo pra quem nunca viu um musical teatral. Hamilton é uma boa pra conferir ou por onde começar. Lembro que eu não dava nada pra isso, sequer queria saber sobre um musical sobre um dos tais pais fundadores dos Estados Unidos... Até ver. Ele tem um diferencial de trazer uma pegada mais de rap aos palcos, se afastando do padrão de foco na opera ou no pop que as apresentações costumam mostrar. Tem uma mistura de ritmos aqui. A ideia ousada e provocativa (e debatida) de apresentar a história com um elenco mais diversificado funciona bem, num contraste irônico aos envolvidos na vida real. Aqui foi o auge do Lin-Manuel Miranda. 10 anos de Hamilton.
Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (I Know What You Did Last Summer) (2025) - Se fosse um filme qualquer, seria apenas um genérico ok que passaria batido em alguma plataforma de streaming. Sendo sequência de uma franquia antiga que falhou em suas tentativas anteriores de ser revivida, e agora vendido como reboot, continua sendo apenas um filme ok. Temos a base do primeiro sendo recontada, mas com novos personagens, novos detalhes, personagens antigos voltando, conselhos passados por geração, noção do passado quase que em metalinguagem.. Mas não estou falando de um filme do Ghostface. Quem nasceu pra ser "Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado" nunca será "Pânico". [he] / Por vezes o longa se mostra competente ao criar tensão em algumas cenas, e a construir um mistério cada vez mais intrigante na busca de saber quem é o assassino, mas por outras ele esquece de desenvolver o suficiente os personagens ou de criar algum apego do público a eles a ponto de nos importarmos mais. Pra piorar, a ausência da sensação de medo surge aleatoriamente, junto a falta de impacto nas consequências das mortes. É como se, passado o choque, todo mundo seguisse a vida de boa, mesmo com o assassino por aí. Tudo isso pesa também nas reviravoltas. Tem uma que soa forçada pra caramba. Não só pela ideia como também por não ter peso pra que aquilo se justifique mais adequadamente. / Apesar de deixar a desejar, ainda dá pra curtir o novo Eu Sei blablabla Verão Passado. Tem aquela pegada slasher juvenil pra quem curte o gênero, só que adaptada pros dias atuais. Só não é grande coisa mesmo. Nem os antigos eram. A enorme diferença é que os antigos tinham seus charmes de época e divertiram muito mais. Esse apenas tenta. Mas se tiver continuação eu quero rs [Tem cena após os créditos iniciais]. [Os filmes antigos aqui me refiro aos dois primeiros, não aquela aberração horrorosa e medonha do terceiro e que felizmente ignoraram aqui, pq esse novo, mesmo com seus problemas, ainda é extremamente melhor que aquele troço].
Superman (Superman) (2025) - O Superman em seu modo tradicional. O recomeço do universo DC nos cinemas é marcado por esperança. Já começam com ele em desenvolvimento, sendo construído e com outros personagens já na ativa, e somos jogados nesse meio. A trama se passa três anos depois do Super se revelar ao mundo. É uma boa saída pra reboots de personagens que já tiveram tantos filmes, incluso de origens. Mesma coisa que fizeram com as duas últimas versões do Batman. / Ainda não existe a Liga, mas já temos um dos Lanternas, uma das Mulheres-Gavião e o Sr Incrível. E algumas surpresas. O Krypto rouba a cena. Que cachorro perturbado. O Lex é vilão mesmo, inteligente, arrogante, manipulador. O Superman é herói mesmo, querendo fazer o bem sem pensar nas consequências mundanas políticas acarretadas apenas por ajudar o próximo. A Lois tem um bom destaque. / O que se segue mais parece um episódio de série. Não a toa alguém chegou a comentar que era como ver um episódio de desenho animado. Existe mesmo essa sensação. O resultado é empolgante e rende um bom entretenimento. Não vou falar que é a melhor coisa do mundo, e continuo gostando bastante da versão anterior de Homem de Aço, por mais questionável e problemático que algumas ideias do Snyder seja, mas o Super do Gunn leva as coisas pra um caminho de luz e de muito mais possibilidades e oportunidades. É apenas o começo.
Zombies 4: A Era dos Vampiros (Zombies 4: Dawn of the Vampires) (2025) - Existe certo charme nessas produções altamente questionáveis do Disney Channel. São filmes leves e previsíveis feitos pra adolescentes onde nem tudo precisa fazer sentido e as vezes entregam alguns personagens amigáveis e algumas músicas bacanas. As vezes são meio vergonhosos mesmo, mas dão pro gasto. Com Zombies, depois de um terceiro filme vazio com ideias desperdiçadas, tentam algo "novo" (rs) [reciclagem repaginada] nesse quarto longa. Enquanto no primeiro longa apresentaram zumbis e humanos, no segundo vieram os lobisomens, no terceiro invadiram os aliens e agora no quarto introduziram os vampiros e os seres da luz. Agora imagine dois grupos rivais que se odeiam e vivem escondidos, com direito a camuflagem de paisagem e tudo. Um dia eles se encontram e... Decidem fazer um acampamento. he Sei lá. É um filme. Forçam pra caramba as coisas pra acontecerem. Faz parte. É o tipo de filme que vê já sabendo que é ruim. E nem é trash, pq levam a sério. Mas ainda assim, como já dito, tem um charme. O mais legal nisso tudo é que a cada longa adicionam mais espécies. Imagina essa franquia no futuro. Tem gancho pra um quinto.
Faça Ela Voltar (Bring Her Back) (2025) - Dos mesmos diretores de Fale Comigo. Outro acerto com ressalvas. Após a morte do pai, um garoto e sua meia-irmã parcialmente cega são adotados por uma mulher estranha, que cuida de um garoto supostamente mudo. Não demora pra revelarem que há coisas peculiares acontecendo ali. O filme tem um clima macabro e rende algumas cenas incômodas conforme caminha pro final. Algumas atitudes dos personagens soam questionáveis, e alguns elementos soam superficiais, mas o longa ao todo é bem feito e prende a atenção do início ao fim. Os detalhes não prejudicam o resultado positivo, mas impedem o longa de poder ter sido melhor do que foi. Embora eu defenda a ideia de que nem tudo precise ser explicado, uma duração maior poderia ter desenvolvido mais alguns pontos. Ainda vale muito a curiosidade pra quem curtiu o trabalho anterior dos caras.
A Vilã das Nove (A Vilã das Nove) (2024) - Gostei da proposta. Uma mulher vê seu passado misterioso sendo revelado numa novela e tenta se envolver com a atriz principal pra conseguir descobrir quem está por trás disso. Mas o resultado é ok. Tem várias ideias boas (principalmente na representação da realidade na ficção e suas consequências reais), mas não tem tempo de desenvolver a fundo por estar preso no formato de um longa. E mesmo assim me soou um tanto cansativo passado um tempo. Pelo menos começa e termina bem, o que compensa. Não vejo novela faz bons anos, mas pra quem curte, o filme brinca com a ideia. Deve valer a curiosidade.
Marshmallow (Marshmallow) (2025) - Muito chato de ver. Antes da metade já tava cansado. Acontece uma parada depois que renova o longa, mas ao fim não vale a pena não. Achei mais interessante o final que o filme em si, mas daí o filme já acabou rs
Guerreiras do K-Pop (K-Pop Demon Hunters) (2025) - Boa mistura e boa surpresa. Fizeram um filme musical de caçadoras de demônios que são artistas de k-pop e se vêem num desafio maior quando os demônios formam um grupo próprio pra competirem com elas nas duas realidades. / O longa tem um visual animado, em parte colorido, expressões cartunescas em meio as realistas, músicas que lembram mesmo k-pop e uma trama que mescla elementos e referências desse universo com uma narrativa sobre aceitação e resistência em meio a uma luta entre o bem e o mal. / Ver dublado pode até soar estranho nas canções pra quem tá acostumado com o gênero em coreano, mas o resultado é interessante. Escolheram boas vozes, pelo menos na parte feminina não tenho o que reclamar. Na masculina, talvez. Mas o Briggs como o rei dos demônios combinou muito. / Quando anunciaram, fiquei interessado. Quando vi o trailer, fiquei com os dois pés pra trás temendo o pior. Quando enfim foi lançado, acabei gostando. O começo é meio vergonha alheia por todo o papo das garotas de ficar reforçando que amam os fãs, mas aos poucos vai conquistando espaço e mostrando seu potencial. / Tem uma mistura de comédia e drama e as músicas são bem encaixadas, geralmente parte de shows e ensaios, mas não só. Não há tantas profundidade na maioria dos personagens, com exceção da protagonista e de seu rival, mas funciona na medida do possível. A mensagem é válida e não achei confusa. Aceitar a si mesmo não é aceitar mesmo o que te faz mal. Já quero mais.
Extermínio: A Evolução (28 Years Later) (2025) - Memento mori. Lembre-se de que você vai morrer. O terceiro capítulo de Extermínio chegou com tudo dividindo bastante opiniões, nível de lixo atômico a filmaço. Fiquei com um pé atrás, acabei vendo e...Que filmão. É realmente diferente do esperado, diferente do que foi vendido, diferente dos filmes da década retrasada. A edição desse filme, a jogada de câmera, a trilha sonora, os ataques violentos, as cenas de tensão, tudo muito bem feito. / A trama aqui se passa numa ilha. Temos um garoto em seu primeiro dia de caça, seu pai durão e sua mãe doente. O resto vai acontecendo. Foi bem interessante a proposta e o resultado, ainda que insiram alguns elementos que não explorem tanto ou não expliquem. O roteiro ainda dá umas ajudas aos personagens, mas tá bem feito. Aqui temos a evolução dos infectados, como o subtítulo brasileiro sugere, e alguns poucos tipos mostrados dos que surgiram. Tem zumbi lento, tem zumbi rápido, tem até zumbi carteiro balançando o pacote por onde avança (rs). Eita festival de zumbi como veio ao mundo. Faz sentido. Tá tudo podre. / A abertura a princípio soa aleatória, já que não tem ligação com o que vem depois, diferente dos outros filmes. Já o encerramento é desnecessário demais. Depois de um ato final potente, depois de uma sequência de cenas de encher os olhos, os caras colocam algo tão viajado que destoa completamente de tudo o que foi visto até então. Teria funcionado muito mais como um pós créditos inusitado. Mas todo o restante, todo o meio, toda a trama do local, é muito bom. Apesar do suspense presente e de certa ação, temos aqui um filme mais drama que terror, mas ao mesmo tempo boas cenas de zumbis. / Assim como os dois filmes anteriores não tinham ligação entre si, esse até aqui tb não tem. Na real até faz um retcon em relação ao segundo. Já confirmaram que será uma nova trilogia e, pelo que deixaram a entender, futuramente terá ligação direta com o primeiro. No aguardo do próximo.
Extermínio 2 (28 Weeks Later) (2007) - Ainda é uma boa continuação "independente". Se perde um pouco aqui e ali, mas é bom. Na primeira vez que vi achei muito melhor que o primeiro, talvez por ter mais ação, mas revendo agora, depois de bons anos, percebo como o primeiro é muito superior a esse. A diferença aqui é que o orçamento foi maior e contaram uma nova trama com novos personagens.
Extermínio (28 Days Later) (2002) - Revendo depois de anos gostei mais ainda. Os caras com uma tekpix e orçamento apertado conseguiram fazer um filmão. Empolga mais que muitas produções do gênero. Realmente bom, mesmo com suas limitações.
Drácula: A Última Viagem do Deméter (The Last Voyage of the Demeter) (2023) - Considerando o pouco que se tem pra explorar de um trecho específico, conseguiram algo ok. Dava pra ser melhor, mas dá pra ver.
Titan: O Desastre da OceanGate (Titan: The OceanGate Disaster) (2025) - Doc interessante. Pra quem acompanhou o caso não tem tantas novidades por cima. Os detalhes é que aprofundam. Eram vários problemas já sendo relatados antes do desastre enfim acontecer. Eram pessoas envolvidas se afastando e sendo silenciadas. Destaque pros sons dos estalos. Negócio medonho e o cara falando que tava tudo bem. / Lembro na época da galera na internet zoando os caras, e memes pela burrice foram inevitáveis. Os familiares obviamente ficaram tristes. É complicado, visto toda a situação digna de Darwin Awards. Citaram brevemente no doc a repercussão cômica. Só deixaram de lado (ou não tô lembrado) os idiotas que comemoraram as mortes dos caras só por serem ricos (vi bastante disso no mês da tragédia). / O doc conta a jornada da OceanGate e do Titan e as polêmicas no meio do caminho, e em como seu dono era problemático, e nos alertas de funcionários. "É seguro. Ninguém vai morrer. Aposto a minha vida". he Mas na boa, se me chamassem pra uma expedição pro Titanic, capaz de aceitar. Só não por eles. O Cameron já foi várias vezes e tá vivo. Mas como não sou rico, meu máximo foi visitar os destroços numa reconstrução em realidade virtual, e ainda entrei no navio. O bom é que foi na segurança de casa.
Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv (Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv) (2025) - Nem parece que já passou 10 anos. O documentário/show é bacana pros fãs. Gosto do grupo, embora prefira mais as faixas principais mesmo, tanto que aqui as demais canções nem me agradaram tanto. Comparado a outros filmes de shows de k-pop, achei a parte de show aqui até simples, porém funcional. Em relação a parte documentário, tem o mesmo de sempre, mas há certo ar de honestidade. As integrantes falam sobre elas, sobre o grupo, sobre as canções, refletem a carreira, a satisfação e a insatisfação, etc, não escondendo que tenha obstáculos pelo caminho, inclusive indireta pra SM, e valorizando as coisas boas ao mesmo tempo.
Branca de Neve (Snow White) (2025) - Diante de toda a polêmica e críticas, o live-action da Disney para Branca de Neve, cujo original foi seu primeiro longa animado (considerado o primeiro do cinema também), apenas existe. Por todo o ódio, parecia algo muito pior do que realmente foi. Avaliando o filme em si, ele é batido, bobo, infantil, clichê, morno. Dá pro gasto pra alguns. Pra outros, tanto faz. O ódio dos ditos nerds é que não faz sentido mesmo. Quando foi que filme infantil de princesa da Disney passou a ser tão importante pros marmanjos? Mas é um filme qualquer coisa, ainda assim. Nunca fui fã do "original", mas a nova adaptação consegue ser inferior. / A atriz da Branca não é ruim, inclusive já tendo sido premiada. Aqui causou estranhamento por conta das mudanças e de outros fatores. Ela não combina com a personagem. Só nas cenas musicais, que, aliás, pra minha surpresa, são bacanas. Pena que começam com a mais brega de todas. Mas voltando. As mudanças são horrorosas. Tiveram que inventar a desculpa que o nome Branca de Neve foi devido a ela nascer numa nevasca. Tiveram que inventar que o Espelho considerava a beleza interior pra torná-la mais bela que a Rainha (cuja atriz é mais bonita). [Sendo que o Espelho dizia que a Rainha era a mais bela]. Pra piorar, a atriz da Branca, em entrevistas, fez um combo de declarações controversas. Detonou o conto do qual ela estava sendo protagonista. Criticou com interpretações bastante equivocadas. Tentou empoderar da pior forma. / Continuando nas mudanças, tiraram os anões e trocaram por criaturas mágicas em cgi... Que continuam parecendo anões. he Eles talvez sejam o ponto mais forte do filme, mas não tem a mesma graça da animação antiga. Pra mim, eles e os animais eram de longe o grande trunfo no original, rendendo não só cenas divertidas como também mais tempo de duração pra curtíssima trama, que no live-action é mais esticado ainda, mas sem o mesmo peso, o que é um problema. A novidade ao final, na hora do vamos ver, prometendo algo diferenciado, resulta novamente no tanto faz. Ainda tem a ausência do príncipe na trama pra inserir um qualquer, que... Sei lá, nesse ponto, tanto faz (rs). A Rainha mesmo, personagem caricata demais, só serve pra ser a antagonista e não tem peso nenhum. No máximo na cena da maçã, talvez. O filme é um grande tanto faz. / Avaliando o filme em comparação com a animação: Uma versão piorada do clássico que já não era tudo isso, mas entendo quem gosta. Não é essa ruindade que falam, mas não chega a ser bom. Avaliando o filme considerando as polêmicas externas, parte do hate faz todo sentido, mas a maior parte não. Vida que segue. Pra que ficar se remoendo? Bora viver. Pagar contas. E avaliando o filme como filme em si, sem comparar, sem considerar nada além dele... É apenas um dos filmes já feito.
Transformers: O Início (Transformers One) (2024) - Ok, foi mesmo uma boa surpresa. O péssimo marketing disso me fez me afastar do filme por achar que ele era bobo demais e feito pra criança mais pequena mesmo, mas daí comecei a ver vários elogios, várias avaliações dizendo que era muito bom, e estranhei. Enrolei, mas enfim vi. E o negócio é divertido mesmo. Ainda é sim uma animação infantil com vários momentos mais bobinhos, e não se deixem enganar por quem diz que não é (tem gente), mas funciona muito bem dentro da proposta, pq é bem feito. Padrão, mas bem feito. Tem um bom equilíbrio entre a ação e a comédia. E um visual que rende algumas cenas atraentes. Pra mim o futuro Megatron é o que mais se destaca, principalmente depois das revelações. / Tinham anunciado um prelúdio animado ainda lá na época dos filmes do Michael Bay e enfim saiu ano passado. Pelo que pesquisei, a ideia era de uma trilogia, mas a continuação infelizmente tá incerta. Espero que saia. Nesse primeiro filme, acompanhamos a amizade entre os futuros Optimus Prime e Megatron antes deles se tornarem inimigos e de terem esses nomes. Bem bacana. Notável a "seriedade" que vai surgindo conforme a trama avança. Começa naquela pegada enjoada de "olha como sou maneiro" e aos poucos vai se tornando um "quero arrebentar a cara dele".
O Fantasma da Ópera No Royal Albert Hall (The Phantom of the Opera at the Royal Albert Hall) (2011) - Comemorativo de 25 anos. Vi o filme de 2004 recentemente e fui atrás da versão teatral. Como esperado, o musical se sai muito melhor no palco que no cinema. Tem mais emoção. Tem mais peso. Convence mais. Faz mais sentido. Tem melhores vozes. Mas ainda continuou me soando cansativo em algumas partes, enquanto em outras a vontade era que não acabasse. Já havia elogiado a trilha sonora, e aqui observo que nem todas eu curti, mas tem certas músicas tão boas repetidas constantemente que valem demais.
A Meia-Irmã Feia (Den stygge stesøsteren) (2025) - Uma releitura interessante de Cinderela classificado como "body horror", mostrando outro ponto de vista do conto (com suas diferenças) e fazendo uma crítica ao padrão de beleza. A cena da martelada no nariz me incomodou. Enquanto no original acompanhamos uma garota sendo maltratada pela madastra e irmãs, aqui acompanhamos uma das irmãs, considerada feia e rejeitada socialmente e em busca de procedimentos estéticos pra ficar bonita.
Bailarina (Ballerina) (2025) - O que mais me chamava a atenção nos filmes do John Wick eram as cenas de ação. Pegaram os clichês, brincaram com eles e fizeram um filme muito bem feito pro gênero. Empolgante, frenético, com tiro, porrada e bomba. Bailarina tem tudo isso e consegue ser tão bom quanto os anteriores. Com o universo da franquia sendo expandido a cada longa, esse primeiro derivado volta no tempo para contar a história de uma outra personagem entre os filmes 3 e 4, resgatando o arco das bailarinas. Tem lá sua trama de vingança, mas o foco mesmo ainda está na ação. Novamente, empolgante. As vezes até "interrompem" o momento pra pegar o público de surpresa, e nunca se sabe quando isso vai acontecer. Uma coisa levando a outra, os personagens sendo ágeis, eles nas lutas tentando usar objetos que estão ao redor, tá tudo aqui. Gostei que mostraram a evolução da protagonista, tentando superar seus fracassos constantes, e até reservaram um tempo considerável no começo pra contar o arco dela criança. No aguardo dos próximos projetos.
O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera) (2024) - aseado no musical baseado no livro. Sabem a sensação de pensamentos conflitantes de achar uma obra muito boa, mas ao mesmo tempo um incômodo de que faltou algo a mais? Foi assim comigo vendo esse filme. Tecnicamente, um filme sensacional. O visual, os cenários, o figurino, tudo chama muito a atenção. Musicalmente? Um espetáculo. Tem várias canções muito boas, e pra um filme musical, isso importa demais. Não que eu curta todas, mas tem cada música empolgante. / Mas ainda assim tinha algo que não me conquistava tanto ali no meio. Tentei compreender o que era e cheguei a conclusão de que foi o enredo. Apesar de uma premissa com potencial, não me senti tão atraído pela história em si. O tal Fantasma, embora humano, é temido e visto como algo sobrenatural por conhecer todo o teatro onde vive e ameaçar e pôr em prática tais ações, mas essa sensação de perigo não me convenceu o suficiente. Ele também ama uma das atrizes/cantoras do teatro, tendo se aproveitado da ideia de "anjo da música" pra conquista-la, mas a motivação para isso não é explicitada, restando pensamentos sobre a relação. / Quando pesquisei sobre o filme, notei que há opiniões bem divididas, nível ame ou odeie. É um longa muito bem feito, por muitas vezes uma pegada mais teatral mesmo, mas que seu enorme trunfo está nas músicas, nos cenários, nos atores, e não no roteiro. Foi indicado a Oscar e afins, embora não tenha levado nenhum. Pretendo revisitar futuramente.
Imaginaerum (Imaginaerum) (2012) - Quando vi e revi esse filme a mais de uma década atrás eu dei nota máxima e falei o quanto era mais do que um filme. Que emotivo kk Revendo hoje ainda continuei gostando, mas não achei mais um filmaço. É um filme que tem uma narrativa linear, mas que começa propositalmente confuso (vamos descobrindo as coisas com o tempo) e toma liberdades poéticas para resultar em cenas surreais, tudo justificado no roteiro. / É curioso como nossa mente nos faz lembrar de forma diferente das coisas. Eu não lembrava de quase nada do filme, mas lembrava vagamente de uma cena em específico de música e do ritmo de duas linhas. Muito específico. Pois bem..ao rever, a cena em questão não era bem como eu lembrava. A música sim, mas não exatamente na mesma cena haha Eu tb lembrava que o filme tinha muito mais música cantada do que teve (são bem poucas). Na verdade há bem mais instrumentais, permeando todo o longa. Enfim. Ainda é uma boa experiência.
Avicii: Meu Nome é Tim (Avicii: I'm Tim) (2024) - Eu nem acompanhava o cara, mas que documentário bom. Ver a trajetória, as músicas sendo formadas, o jeito dele de ver o mundo... Muito bom. E que final triste. Não sou ouvinte de música eletrônica, mas já conhecia algumas dele, e meu interesse em ver algo sobre ele foi depois de jogar seu jogo, Avicii Invector, em realidade virtual. RIP.
A Noite que Mudou o Pop (The Greatest Night in Pop) (2024) - O doc é um resumão da gravação. Como surgiu a música, como o pessoal foi sendo chamado e como foi o momento de gravação. E "só" nisso rendeu mais de uma hora. Rendia até mais.
Rua do Medo: Rainha do Baile (Fear Street: Prom Queen) (2025) - Ruim demais. Ruim com força. Horroroso de ruim. Sem graça pra caramba. Sem emoção nenhuma. Forçado até depois de dizer chega. A trilogia inicial é digna de Oscar perto disso aqui. Boa parte do filme consiste em: Garota popular faz bullying com a protagonista excluída, alguém sai do estádio e é morto, toca um trecho de alguma música popular da época. Ciclo se repete. E é tudo tão sem alma, tão sem sal... São apenas rostinhos bonitos num roteiro vazio.
Until Dawn: Noite de Terror (Until Dawn) (2025) - É... Mais ou menos... A ideia é melhor que o resultado. No começo é interessante, mas com o tempo vai perdendo a força. Uma versão piorada de O Segredo da Cabana, talvez, embora a comparação seja superficial. Não joguei o jogo de Until Dawn. Sei que o pessoal falou que o filme tá bem diferente.
Drop: Ameaça Anônima (Drop) (2025) - Começa bem, tem seus momentos meio comédia romântica, meio drama, caminhando aos poucos pro suspense maior da premissa, mas depois de um tempo, quando já tá engajado, vai ficando morno e continua assim até tentarem uma reviravolta no final que não compensa. Ainda é um filme ok, mas tem coisa melhor pra ver e fazer.
Premonição 6: Laços de Sangue (Final Destination: Bloodlines) (2025) - Depois de mais de uma década, a franquia retorna e ainda se mantém de pé. Trazendo novidades pra disfarçar o "mais do mesmo", dessa vez a premonição ocorre no passado e a neta da sobrevivente é quem sonha com isso. Temos uma longa e bem feita cena inicial pra só depois acompanharmos a protagonista tentando a todo custo alertar sua família de tudo aquilo. A trama, reduzindo o potencial de sua ampla premissa afim de trazer algo diferenciado, nos coloca pra presenciar a morte indo atrás de uma família. / O filme abraça o absurdo e zoa com isso. Talvez nem tanto quanto poderiam, mas ainda assim. Tem um tom mais debochado, várias cenas cômicas, brincando com o público, se diferenciando da seriedade dos anteriores. Mas ainda é o Premonição de sempre. Ainda é a Morte seguindo uma lista e as pessoas tentando sobreviver. Esse é o espírito da franquia (he). Vale destacar a participação especial do Tony Todd, retornando uma última vez para de despedir de seu papel (e nem tô falando de spoiler, o ator faleceu mesmo na vida real, RIP). O trailer dá uma enganada, mas é "apenas" uma cena curta, porém marcante e carregada da ironia que a vida pode ofertar. / Cheguei a ver notícias sobre como o sexto capítulo era o melhor da franquia, mas isso é relativo demais. Pra mim foi mais um bom filme e "só". Cumpre sua proposta, entretém, agrada os fãs e é isso. Só gostaria que tivesse sido mais ousado e que não tivessem fechado alguns ganchos potenciais (como na própria premissa). Mas vai que eu tô errado e tão escondendo coisas. Ainda dá pra render mais. Soube dos planos pra mais filmes. No aguardo. Se eu tiver vivo até lá (rs). / [Na sessão que fui a galera comemorou demais quando o garotinho da moeda morreu na premonição inicial kkkk Maior gritaria.]
Pecadores (Sinners) (2025) - Filmaço. Sei nem o que comentar direito. É um filme sobre blues, sobre vampiros, sobre racismo, sobre religião, sobre a cultura negra, sobre tudo junto e misturado. Filmaço. O clima de suspense é embalado ao som das canções e mesmo sabendo o que está pra acontecer, nada prepara para o momento. E ainda assim, o caminho é prazeroso. Filmaço.
Eu Sempre Vou Saber O Que Vocês Fizeram No Verão Passado (I'll Always Know What You Did Last Summer) (2006) - Que coisa horrorosa, que coisa medonha, que filme mal feito, que filme mal dirigido, que filme mal editado, que tristeza. Como permitiram isso? Completamente datado e sem emoção. Tentaram fazer uma nova trama aos moldes do primeiro, mas só saiu essa atrocidade mesmo.
Eu Ainda Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado (I Still Know What You Did Last Summer) (1998) - De começo tava achando bem ok, mas aos poucos fui me interessando. Essa continuação é mais viajada, um tanto mais forçada tb, mas gostei do que vi. Me entreteve bem. Diria até que é tão bom quanto o primeiro ou, se não isso, chega perto. A cena do Rio eu vejo direto compartilharem kk
Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado (I Know What You Did Last Summer) (1997) - Ouvia falar direto desse filme, mas só fui conferir agora. Gostei. Esperava uma nota maior até kk Não sabia que era bem divisível. Tem um bom suspense, um assassino misterioso, mortes, funciona como um bom slasher.
O Último Respiro (Last Breath) (2025) - O ocorrido na vida real foi tenso e o documentário conseguiu passar muito mais dessa tensão que o filme. O longa rende bons momentos, mas sei lá, muito padrão, muito batido. As vezes mandam bem, as vezes parece faltar mais emoção. É curioso esse contrate da realidade com a adaptação fictícia, em como o mesmo caso possui pesos diferentes dependendo da forma como é contado. Talvez um filme em "tempo real" e mais silencioso fosse melhor pra mostrar a situação. Mas é bom. Assistível.
Thunderbolts* (Thunderbolts*) (2025) - Com um marketing clickbait prometendo ação e comédia, apelando até mesmo pro elenco de peso e fazendo alusão ao cinema cult da A24, Thunderbolts* (não esquecer do asterisco) chega sendo mais um dos filmes já feitos pela Marvel, dessa vez mais intimista. Entre empolgar e desanimar, e esticando pra duas horas um filme que deveria durar menos (coincidentemente algo que o anterior fez, mas de forma muito pior que esse), o longa da tentativa de equipe de supostos anti-heróis acompanha eles tentando sobreviver e impedir aquela que dava ordens. Sem aparentemente muita trama pra contar, por mais que junte alguns personagens de produções anteriores, o filme se divide entre alguma ação aqui e ali, algumas piadas aqui e ali e alguma reflexão aqui e ali, alternando entre o arco da aventura e o arco da política. / Tentando trazer um diferencial, mas sem sair do padrão, a Marvel explora um lado reflexivo, principalmente pela personagem da Yelena, com indagações sobre a vida e seu sentido, sem saber quando quer ser depressivo ou cômico, mas é apenas uma parcela do filme, mesclado a todo o resto que é, na maior parte, um grande nada demais. Mas vale citar, porém, o trunfo de que o filme vai melhorando com o tempo. Muito ruim quando um filme começa bem e vai se perdendo, então ele ir alternando a qualidade, mas ir melhorando, dá um extra. Ao longo do ato final, do decorrer das consequências até ali, o clímax por vezes se torna anti-climático, fugindo parcialmente de uma mesmice pra entrar em outra, mas achei curioso o resultado e inesperado a forma como desenvolveram. E gostei disso. Foram sensações mistas com o resultado ao todo.
A Sombra do Vampiro (Shadow of the Vampire) (2000) - Os caras foram criativos. No lugar de fazer um simples filme sobre os bastidores do filme de forma realista, adicionaram o trunfo de colocar o ator do conde sendo um vampiro de verdade kk A informação é escondida da equipe de filmagem, que são informados apenas de que o ator tem "seus jeitos" e vive no personagem mesmo por trás das câmeras, pra dar mais realismo a sua atuação. O resultado é um bom filme que brinca com toda a ideia e homenageia o clássico. E fica melhor: Fui pesquisar sobre isso e a brincadeira do ator ser um vampiro já existia de verdade na época do longa original, e o filme que comento aqui, que parodia sua gravação, surgiu de uma má interpretação de um comentário humorado de um autor em um livro antigo que citava isso, do ator do conde ser algo a mais. Essa foi boa.
Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens) (1922) - Tenho dificuldade em ver filme mudo. Geralmente acabo gostando de algumas animações, mas filme assim com gente de verdade nunca me interessou tanto. Decidi dar uma chance a Nosferatu, visto que falam o quanto ele é melhor que seus remakes. Será? Se eu fosse mais técnico, mais cult, ou mais cinéfilo (rs), poderia concordar, talvez. Mas gostei até certo ponto. Não sei bem que nota dar, mas tb não vou ser injusto. É interessante notar como faziam os filmes na época, o estilo, a narrativa, e é de se admirar os feitos com tão poucos recursos comparados a atualmente. Aqui ainda conta com algumas cenas que se tornaram ícones do cinema.
Nosferatu: O Vampiro da Noite (Nosferatu: Phantom der Nacht) (1979) - É um filme lento com algumas belas cenas. O último filme foi muito bom e fui atrás das versões anteriores. Nesse remake daqui, achei o Nosferatu mais solto. Talvez meio cômico para os dias de hoje em algumas cenas, mas muito mais chamativo. Já o filme em si ainda fico meio dividido, pq tem que ter boa paciência pra assistir. Mas um bom filme, sem dúvida. Muito bom até quando se deixa se levar pela trama. Nota-se como a esposa vai ganhando protagonismo conforme a trama avança e o marido vai rumando para um caminho sombrio.
O Enigma de Andrômeda (The Andromeda Strain) (1971) - Proposta interessante com um desenrolar bem monótono. Na maior parte de sua duração de pouco mais de duas horas, o filme acompanha cientistas investigando uma ameaça biológica. Ele simula as etapas do processo, como se fosse um registro de tudo o que fizeram, na tentativa de descobrir e neutralizar a ameaça. Pelo que pesquisei, o filme foi elogiado pela Sociedade de Doenças Infecciosas da América pela forma cientificamente precisa de contar a história. Foi indicado ao Oscar de melhor direção de arte e melhor edição, e realmente tais composições chamam a atenção. Mas... Tem que ter paciência. Não é algo que eu veria novamente por ver.
O Enigma do Horizonte (Event Horizon) (1997) - Que filme bom. Ele é datado, bem da época mesmo, notando isso até pelo estilo, pelo ambiente, pela edição, pelos efeitos, mas... Que filme bom. Parte da premissa de que algo está ali com a tripulação no meio do vazio do espaço e consegue render um bom resultado. / [Curiosidade: O filme era pra ser mais longo, mas teve interferências do estúdio. Quando foram fazer a versão do diretor futuramente, com o sucesso tardio, foi descoberto que muitas gravações foram perdidas (se tornaram lost media). Supostamente há um VHS com a versão sem cortes, mas até agora nada.]
Primavera (Spring) (2014) - Um filme de romance... Diferenciado. Uma pegada no terror e na ficção científica. Tem seus momentos, alguns diálogos interessantes. O filme se foca mais em contar a relação do casal, onde os elementos mitológicos, científicos e religiosos servem mais pra render assuntos entre os dois personagens do que pra entregar algo tão além assim do que o já mostrado ao longo de sua duração. Ou seja, cumpre sua proposta de ser um filme de romance (rs), com um toque adicional.
A Regra de Jenny Pen (The Rule of Jenny Pen) (2025) - Depois de um tempo cansa. Toda hora quando parece que tá acabando, ainda tem mais pela frente. Um ciclo repetitivo. Por um lado é válido mostrar as tentativas contínuas de expor o vilão, mas por outro deixa o longa arrastado...
A Casa da Praia (The Beach House) (2019) - É o tipo de filme com clima estranho e narrativa lenta onde "nada acontece". A trama prossegue normal até que as coisas ficam mais sérias conforme o fim vai se aproximando. Até que curti. Confesso que mal vi a hora passar. O filme ainda conta com a talentosa, fofa e bela Liana Liberato. / Pra quem gostou das cenas mostrando a praia, no fim dos créditos tem mais cenas pra apreciar kk
Príncipe das Sombras (Prince of Darkness) (1987) - Não achei nenhum filmaço, mas tem um clima envolvente assim como algumas das outras produções do diretor. A história é ate curta, simples, mas funciona. O desenrolar da trama é melhor que sua conclusão.
À Beira da Loucura (In the Mouth of Madness) (1994) - Interessante. Gostei da jogada entre realidade e ficção. Bom clima de filme pra se ver de noite. Quero rever futuramente.
Contra o Mundo (Boy Kills World) (2023) - Maneiro. Tiro, porrada e bomba num filme que une comédia, sangue e videogame. Num futuro onde existe o "dia do abate", um surdo-mudo treinado por um xamã a base de artes marciais e alucinógenos decide vingar a morte da família. Destaques pras cenas da primeira invasão, do programa de TV e da luta final. Achei criativo como usaram as alucinações da irmãzinha, que aqui toma uma forma mais humorada, diferente de muitos filmes que tentam ser sérios e dramáticos.
Kraven, o Caçador (Kraven the Hunter) (2024) - Pensa numa sensação de filme "sei lá". Não cheguei a desgostar, tem cenas boas, mas o resultado ao todo é tão "tanto faz"... Mas dá pra curtir. Ele é batido, genérico, mas se mantém. Só a luta final que é zoada. Assim como os filmes do Venom e Morbius, parece ter uma linha de narrativa esticada até o fim. Dessa vez por pouco mais de duas horas. Não é o desastre que pensei que fosse, com base no histórico dos filmes anteriores, mas tb não é nenhum filme realmente bom. Rumores de que esse foi o último filme do universo de vilões do Aranha sem o Aranha. Espero rs Mas sou trouxa. Se tiver mais, verei.
Kill: O Massacre no Trem (Kill) (2024) - O filme em si não é grande coisa, mas pra quem curte ver matança, violência, sangue, vai curtir. O problema é que ele demora pra caramba pra interessar. Meia hora de filme eu já tava entediado. Curioso como o nome do filme aparece já quase na metade do longa kk Antes disso é chatinho. Depois dá uma melhorada, mas não me conquistou. Achei a parte dramática bem ruinzinha. O trunfo mesmo é a violência, os caras se matando e matando todo mundo no trem.
Mickey 17 (Mickey 17) (2025) - Um dos filmes já feito. Começa bem, mas vai ficando entediante. A premissa é boa, mas o desenvolvimento é muito morno. Cheguei a ver comentários no lançamento sobre trabalharem de forma rasa questões existenciais, mas não esperava que fosse tão raso assim, praticamente inexistente. As críticas capitalistas são ruins tb, com direito a um vilão tão caricato que perde a graça. A quebra de expectativa é constante, aliado a momentos cômicos constantes não importa o quão sério seja a situação. Mas não engrena. Não vai além. Não prende a atenção.
Venom: A Última Rodada (Venom: The Last Dance) (2024) - Um dos filmes já feito. Pelo menos deu pra ver de boa e foi melhor que o anterior, Tempo de Carne e Piscina. Ainda assim, aquele "legalzinho" nada demais, bem estilo de filme pra ver quando não tem nada pra fazer, embora mesmo nessas ocasiões tenha coisa melhor do que isso (rs). Só não achei um desastre como alguns andam considerando. Com pouca trama (novamente), temos uma aventura de Eddie e Venom fugindo de uma criatura até tudo culminar numa grande batalha. É isso. O filme ainda insere personagens aleatórios aproveitados apenas para ocasiões específicas e é isso e pronto. Meu eu criança teria achado um filmaço, principalmente a cena do rio e o ato final kk / Falando da trilogia em si, deu certo em sucesso, até por ter rendido três filmes, mas é um puro desperdício de personagens. Nunca consegui enxergar o Venom nisso tudo. Entendo quem acha a franquia ruim, pq a Sony não lançou sequer um filme realmente bom desse universo de vilões do Homem-Aranha sem o Homem-Aranha (e Madame Teia que é um caso a parte). Mas deu pra se divertir no caminho, seja por diversão mesmo, seja por algo ser tão ruim que ficou "bom", apesar dos enormes tropeços no meio. Venom mesmo demorei pra ver esse terceiro pq tinha achado o segundo muito chato. Enfim.
Henry Danger: O Filme (Henry Danger: The Movie) (2025) - Não acompanhava a série, mas via vez ou outra. Achava legalzinho. Curti o filme tb. Esperava ser mais cômico, ao estilo da série mesmo, mas tem um tom levemente mais "sério", por assim dizer.
Get Away (Get Away) (2024) - Meio tanto faz, meio ok, meio legalzinho, meio besta.
Watchmen: Capítulo II (Watchmen: Chapter II) (2024) - Com tudo já apresentado e desenvolvido, a parte 2 dá uma desacelerada em relação a anterior, ou eu que acabei me acostumando. Temos então as consequências. De resto, o que comentei na parte 1 me refiro aqui tb. A grande mudança mesmo está no elemento do final, aqui muito mais fiel ao material de origem (os quadrinhos), diferente da versão do Snyder que fez uma mudança tão polêmica que até hoje uma galera reclama dele não ter entendido a ideia, embora tal elemento mude mais o peso da ideia perante seu contexto que o ocorrido em si, que, entre aspas, por assim dizer, e a grosso modo, "dá no mesmo" se levar pelo lado superficial. / Uma adaptação aguardada, embora tb uma adaptação que ninguém pediu nesse formato de apenas dois filmes de uma hora e meia cada, mas que, ao fim, funciona demais. Mas, se for pra rever ainda prefiro a versão com atores. Deu vontade de reler a HQ e rever a série.
Watchmen: Capítulo I (Watchmen: Chapter I) (2024) - Muito boa, mas, sendo sincero, essa parte 1 por muito tempo me pareceu uma versão reduzida e acelerada do filme do Snyder, salvo detalhes, então demorei um pouco pra me acostumar. O visual que estranhei no trailer soou mais natural ao ver no resultado. As cenas em geral funcionam, embora algumas não tenham tempo suficiente pra causar um impacto maior do que poderiam. É muita coisa pra contar em menos de uma hora e meia. / O resultado ainda é muito bom, conseguem captar bem a essência, mas a sensação ainda é de um resumo. Tem momentos que parecem idênticos. Só não tem tanto slow motion (rs). Inclusive a adaptação conta com o arco principal e tb o paralelo do garoto lendo quadrinhos. Uma coisa que achei bacana foi que, nas cenas do garoto lendo a HQ, o filme não para, as coisas continuam acontecendo enquanto ele lê, diferente da versão com atores que tudo para pra acompanharmos a trama. Aqui até se mesclam.
Um Filme Minecraft (A Minecraft Movie) (2025) - É um filme infantil divertidinho. Tem referências ao jogo em meio a uma trama bem batida e bobinha que não se preocupa tanto assim com as coisas. Uma aventura nos reinos quadrangulares e muito humor. Dá pra curtir. Não é o Filme Minecraft ideal, mas é o Filme Minecraft pra garotada atual.
O Macaco (The Monkey) (2025) - O boneco de macaco que mata as pessoas ao estilo Premonição. Que filme ruim. Muito ruim. Começa bem, com o arco inicial dos irmãos ainda crianças. Depois que crescem, conforme o filme avança, ele vai ficando cada vez mais chato, sem graça, entediante. O humor mórbido perde efeito quando começam a forçar as mortes das formas mais caricatas possíveis. Os caras ainda tem a audácia tentar criar algo sério aqui e ali em meio a toda veia cômica só pra estragar depois. O final então é um festival de toda essa ruindade reunida.
Synchronic (Synchronic) (2019) - Chatinho. Inferior a Resolution e Endless. Assim como os outros, a ideia é melhor que o resultado, só que dessa vez pesei pra terminar. Comecei e me mantive bem interessado por um tempo, mas senti que ele vai se perdendo e se prolongando mesmo com muita história pra contar.
O Culto (The Endless) (2017) - Gostei das ideias, mesmo que o resultado não seja "tudo isso". Funciona separado, mas tb como uma sequência parcial de Resolution. The Endless é bem diferente do anterior e dessa vez escancaram que há algo oculto ali, mas ainda mantendo o mistério do desconhecido. Bacana. E trabalham mais com a questão de tempo.
Resolution (Resolution) (2012) - Não é um terror como tentam vender. Na verdade tá muito mais pra um drama com suspense. Um cara tenta ajudar seu amigo viciado trancando ele em casa e passando uns dias com ele. Nesse tempo, pessoas estranhas vão aparecendo e algo muito mais estranho ainda parece estar rolando naquilo tudo. E o filme fica só nisso mesmo. É interessante, tem ideias muito boas, mas o resultado não é nada "uau". Bonzinho. Não é pra todo mundo. Tem um ritmo lento e funciona a base de diálogos. / O clímax tem boas surpresas, embora eu tenha me incomodado com o encerramento.
O Príncipe do Egito: O Musical (The Prince of Egypt: The Musical) (2023) - Esperava curtir mais. Gosto da animação. Brabo demais. Já a peça, tava achando o máximo no começo, mas depois foi ficando morno, sei lá, mas sempre com pontos altos aqui e ali pra manter o interesse. Talvez o estilo que tenha me cansado mesmo, pq muitas vezes fui perdendo o interesse, mas direto tinham pontos que me faziam querer continuar assistindo.
Raquel 1:1 (Raquel 1:1) (2022) - "Eu também sou da igreja! Eu também acredito em Deus!", diz Raquel enquanto é humilhada numa festa com balada gospel ("Mas se mexer comigo, novinha, eu não olho, pq tô na unção, tô no óleo") por questionar anteriormente o papel da mulher na Bíblia e criar seu próprio grupo de estudos de interpretação. Soa até irônico o contraste com a ideia de fanatismo religioso, mas acertaram em cheio. Já o filme em si é ok. Faltou mais impacto, mais consequência, um desenrolar e conclusão mais satisfatórios. É interessante, mas fica no razoável. / Funcionaria até como piloto de série.
A Casa Profunda (The Deep House) (2021) - Valeu pela proposta de casa mal-assombrada embaixo d'água. Tava curtindo de começo quando entram na casa e exploram ela. Por um tempo não tem assombração, o que foi bacana, só com o clima de suspense mesmo. Aos poucos que as coisas vão surgindo. Só faltou um clímax melhor, foi bem fraquinho. [Mais incômodo que estar trancado num local inundado e com pouco oxigênio é ver o cara provocando as coisas e querendo "só mais isso, só mais aquilo" e a mulher só aceitando mesmo reclamando kk].
A Seita Maligna (The Void) (2016) - Fiquei bem surpreso. Direto via alguém citar esse filme, com opiniões muito diferentes, tipo de filme "8 ou 80", e fiquei adiando de ver pensando ser só uma produção mediana com ideia interessante. Putz. Agora que vi achei um "filmão" por todo o conjunto. Ele é de baixo orçamento e tem como trunfo os efeitos práticos, que conseguiram arrecadar a grana com financiamento coletivo. / É um filme estranho, um clima esquisito, uma trama de pessoas presas num hospital rodeado por encapuzados de um culto, e conforme tudo avança vai surgindo uns bichos tb... E ambientes escuros... Muito bom kk É bem lovecraftiano, horror cósmico, tanto que tá sempre em listas do gênero. Me lembrou muito tb a versão famosa de O Enigma de Outro Mundo (The Thing). / O protagonista demorou um tempo pra me convencer, e não sei se foi por conta do ator ou foi pelo personagem mesmo, o que faria sentido tb, já que são todos bem padrão. Eles cumprem seus propósitos, então não vejo como algo tão negativo como alguns apontaram. Inclusive, um ponto que merece destaque é que, apesar do protagonismo, todos os envolvidos principais tem seu espaço e importância pra trama. / Falando na trama, temos uma história com muitas surpresas e reviravoltas, sempre constante. Tudo vai ficando cada vez mais coisado. Uma coisa vai levando a outra. Tem que tenha achado confuso e sem explicação, o que pra mim é questionável, visto que vi e entendi de boa, além de que nem tudo precisa ser explicado, já que a graça por vezes reside no mistério. E olha que o longa tem alguns diálogos expositivos. / De ressalva adicional, não precisava daquela cena final. Eu, que odeio finais brutos, senti que aqui teria combinado. Mas não tira pontos pelo todo. Entre muitos altos e poucos baixos, e como dito antes, o conjunto ao todo do longa é muito bom. Tão bom que dá vontade de rever futuramente.
A Paixão (The Passion) (2016) - Esse show reforça a ideia de que a divisão entre música gospel e secular/mundana é questionável. Pegaram músicas populares e colocaram pra interpretar a história bíblica dos últimos dias de Jesus. E combinou. / Tem apresentações no palco e fora, com dramatizações do arco de Jesus e repórter na rua falando da passeata e entrevistando pessoas. Nem todas as apresentações são ao vivo e tem momentos pré-gravados (vide os dramas). Não curti o formato. / Conhecer as músicas ajuda. Apesar de famosas, eu particularmente não conhecia quase nenhuma. Poucas. Fui até pesquisar os artistas originais.
Flow (Straume) (2024) - Cinema demais esse filme. Já tinha visto em casa ano passado, mas agora fui ao cinema conferir. Demoraram absurdo pra lançar por aqui e só lançaram depois de conquistar vários prêmios famosos. Quase uma hora e meia sem nenhum diálogo humano, nem humano, apenas animais, e mal notei o tempo passar. A Terra vai enchendo, como um dilúvio, e os animais sobrevivem em um pequeno barco. O gato é o protagonista. Os sons dos animais são gravações reais. Filme feito no Blender, programa grátis de modelagem 3D (tem uma entrevista muito bacana com o diretor no site deles). Miau.
Cúpula do Caos (Rumours) (2024) - Miraram em um suposto terrir político, acertaram em um grande "sei lá". Não pesquei as sátiras políticas tb. Vi de boa pq gostei de ver o pessoal conversando sobre as coisas andando por aí, o que torna um filme tranquilo mesmo com um ou outro pouco momento de mais tensão, mas não sei se entendi, não sei se não entendi. E tudo leva a um clímax com aleatoriedade e ignorando detalhes anteriores na cara dura, mas que não sei se foi furo mesmo (não parece, mas tb não explicam nada rs) e/ou apenas atos simbólicos, vide seu encerramento. Sei lá kkk Tive minhas interpretações sobre o significado ao todo, mas não sobre os detalhes no meio do caminho. Mais enrolado que discurso político que fala, fala, fala, fala bonito, e não muda nada. Pior que foi essa mensagem mesmo que entendi rs Genial. Mas o filme é ruim.
Aqui (Here) (2024) - A vida é um sopro e só nos resta aproveitar. "Aqui" acompanha gerações desde os dinossauros até os dias atuais num único ângulo. O foco é na sala de uma casa e seus moradores ao longo das décadas. A todo momento temos transições, camadas, indo e vindo na história para contar os ocorridos naquele exato local. Uma bela premissa, como se fossem vários curtas sobre cotidiano fora de ordem entrelaçados num fio condutor. Mas... Que filme entediante. Forcei a terminar. Tem arcos mais bem desenvolvidos e outros menos, mas na maioria das vezes não consegui me interessar ou me importar com as sub tramas. É um monte de cortes de pessoas vivendo a vida, na alegria e na tristeza, onde o maior peso é a passagem de tempo em geral, pq individual nem todos desenrolam a isso. Desinteressante.
Presença (Presence) (2025) - Uma proposta boa, mas um resultado fraco. A ideia era contar essas tramas de espírito assombrando casa só que pelo ponto de vista do próprio espírito. Preferiram apostar no tranquilo, em um drama familiar sem muita assombração nem nada (rs). Ou seja, temos basicamente uma câmera andando pra lá e pra cá acompanhando a família em seu cotidiano. Até tentam umas reviravoltas no fim, mas não convence. A surpresa final é difícil de aceitar.
Peça por Peça - Uma História de Pharrell Williams (Piece by Piece) (2024) - Hum. Legalzinho. É um documentário biográfico em formato de peças de Lego sobre a carreira do Pharrell Williams. A graça é ver as coisas em versão Lego (cenários, objetos, personagens, participações especiais de figuras famosas, músicas ganhando formas). Mas para por aí. É bem diferente das produções anteriores Lego, outro tipo de humor, outro tipo de criatividade, trazendo até mesmo uma seriedade em alguns pontos e levantando questões sociais, o que me fez demorar pra empolgar em ver por estar em mente tudo o que já vi de Lego até aqui. Achei bem inesperado quando anunciaram esse filme kk
Lolita (Lolita) (1997) - O tão falado e polêmico filme. A jogada aqui é que a narrativa é contada pelo cara, e muito se debate sobre o filme romantizar ou não a pedo, pq o livro é considerado por muitos uma crítica a isso. Falando do filme em si, bem feito, bem filmado, mas é uma história problemática que não parece ter muito o que contar em seu desenrolar. O cara se apaixona pela filha da mulher, se casa com a mãe dela e depois tem casos com a agora considerada filha. Ou seja, pedo e incesto. Tudo que ela faz ele vê como provocações. Mesmo quando ela só tá agindo como uma adolescente irritante, ele se encanta. E não sei até onde ela provocou ele ou foi coisa da cabeça dele. Daí que o ato final disso aqui é importante. Depois de muito andar em círculo, a reviravolta vai trazendo consequências que fazem a trama retomar algo de interesse e de se fazer questionar tudo o que rolou até ali. Vale citar que o filme não possui quase nenhuma nudez, apesar das várias cenas vistas como sensuais, e tb que existem filmes na temática muito mais polêmicos que esse. Ao terminar, sei lá, se não fosse todo o desfecho teria achado o filme pior.
O Amante (L'amant) (1992) - O conjunto de cenários com a trilha sonora chama a atenção. Quanto a trama em si, não é lá grande coisa. A todo momento parece desculpa pra mostrar mais e mais cenas de nudez do amor proibido entre a adolescente e o adulto. A narrativa é pelo ponto de vista da garota, tanto que temos uma abordagem da família dela pra dar contexto e peso pra situação. Há uma quase inexistente problemática sobre a situação ser certa ou errada. O curioso é que o filme é inspirado num caso real, mas é só isso mesmo, uma garota francesa pobre que se relacionou com um cara chinês rico com o dobro de sua idade no Vietnã. he
Eungyo - A Musa (Eun Gyo) (2012) - Polêmico e poético. Dá pra considerar que os protagonistas do filme são pessoas carentes. Um poeta (e professor) se apaixona por uma colegial. Ele sabe que é errado, mas ela o faz se sentir mais jovem. Ele guarda para si o sentimento e tem suas imaginações e fetiches em sua mente. O aluno que o segue como se fosse um discípulo nota o ocorrido e isso gera uma rivalidade. Ou seja, o filme tem triângulo amoroso e tem indícios de relação aluna-professor, coisas tão batidas e por vezes problemáticas, mas aqui é um tanto diferente pela forma que as coisas acontecem. Foi o longa de estreia da talentosa e bela Kim Go Eun, e a atriz já era de maior, apesar da personagem ser de menor (o que gerou as polêmicas devido as cenas mais picantes). É complicado. Poemas são narrados em off em meio a cenários bonitos e trilhas tranquilas.
Scarlet Innocence (Madam Bbaengduk) (2014) - Por um bom tempo é um filme de romance, traição e sapecagem. E depois meio que continua, mas diferente kk Um professor traindo a esposa com uma aluna depois de já ter tido um caso anterior com outra. De repente, desgraças acontecem e as coisas começam a rumar para um filme de vingança. Até desenvolver o que tá na sinopse, já se foi metade do longa. Gostei das mudanças acontecendo e da forma que a trama foi sendo levada, mas em alguns momentos fiquei meio perdido nos detalhes, o que mesmo assim não comprometeu o longa. Não esperava pelo rumo das coisas. Todo o ato final me gerou sensações mistas.
IVE THE 1ST WORLD TOUR in CINEMA (IVE THE 1ST WORLD TOUR in CINEMA) (2025) - Mais um show de k-pop conferido no cinema. Bom. Gosto do grupo, gosto das integrantes tb, mas conheço só as músicas principais, então foi uma surpresa as demais canções. Da parte fora do show, falam sobre sonhos, debut, bastidores. Um básico ok e rápido que soa mais natural que outros depoimentos de outros shows que já vi. Só se estendem demais nas despedidas.
O Homem-Cão (Dog Man) (2025) - Que viagem esse filme. Que viagem essa premissa. Pro que se propõe tá bom. É uma animação infantil, feita pro público infantil, mas dá pra agradar outras idades tb. Ri de algumas piadas. Tem algumas boas sacadas. / [Ri de verdade do garoto falando "dá pra ver minha casa daqui" enquanto a casa sai andando kkkk] / O visual é bacana. Reparei que tem uns momentos muito frenéticos, com cortes bruscos e uma coisa acontecendo atrás da outra sem tempo de respirar, tudo pra manter a atenção do público.
Caindo na Real (Caindo na Real) (2024) - Imagine se a monarquia voltasse ao Brasil. É a premissa do filme... Só que em uma comédia... Ao estilo de rico x pobre... Pois é. Caí na real. É bem fraco mesmo. Se ri de três cenas foi muito. O estilo do filme segue por algo muito caricato a ponto de soar tudo muito artificial, sem peso, tentando ser engraçado. Mesmo quando tiram sarro de algo, parece que não alavanca. A Evelyn se sai melhor que os demais, mas não significa tanto. O ator do Paulinho Gogó em talvez seu pior papel. O cara do Parafernalha tá fraco tb. Tem o Belo tb, que tá lá por estar lá, né, aleatório demais rs Que desastre.
O Rei Leão no Hollywood Bowl (The Lion King at the Hollywood Bowl) (2025) - Mandaram muito bem nesse. Comemorativo de 30 anos de O Rei Leão no Hollywood Bowl. Eu já tinha visto alguns desses shows comemorativos de filmes que a Disney lançou, vi de Viva, de Encanto, da Bela e a Fera, e achei todos medianos, então enrolei pra ver esse. Pois bem. Uniram a animação clássica, o filme live-action e a peça da Broadway em um único show. Parte do elenco de cada, e alguns convidados especiais, cantam várias canções aqui, seja do desenho, do filme ou da peça. Agora descobri a voz por trás da introdução marcante lá no começo quando vão cantar Circle of Life. Os atores do Timão e Pumba dão uma humorada no show. Tem uma mulher tb que canta muito. Mas vi no IMDB uma galera pegando muito pesado com a participação da criança, que realmente se destoa do restante, não nego, mas não é o fim do mundo nem um desastre. As performances são muito boas, algumas com direito ao elenco teatral, vestidos de animais, dando uma palhinha do que é a peça. Queria muito ver essa versão teatral. Disney, grava uma versão pro Disney+! Nossa, Circle of Life é marcante.
Wallace & Gromit: Avengança (Wallace & Gromit: Vengeance Most Fowl) (2024) - Quase duas décadas atrás, A Batalha dos Vegetais chegava numa animação que pra mim foi uma das mais divertidas que já vi. E, embora a franquia Wallace & Gromit tenha outras produções e derivados, apenas agora é que saiu o segundo longa da dupla. Esse novo filme, Avengança, embora não marque tanto, ainda é divertido e mantém certo nível de qualidade. Foi muito bom ver uma nova aventura stop-motion da franquia. Essa atual parceria da Aardman com a Netflix tá trazendo os clássicos da empresa de volta. Que venha mais.
Capitão América: Admirável Mundo Novo (Captain America: Brave New World) (2025) - Que filme nada demais. O retorno da Marvel é com um longa morno, que até tem uma premissa interessante e começa bem, mas logo cai no tanto faz. A sensação de que esticaram a trama vai e vem, cansando de assistir. O roteiro parece curto, uma intriga política, uma conspiração, mas que fica dando voltas pra chegar onde já deveria ter chegado tempo antes. Por outro lado, algumas cenas de ação são boas e dão uma acordada, visto que por parte do drama meloso não conseguem (até fazem uma piadinha idiota numa cena). Agora o Hulk Vermelho é quase que um clickbait. Usaram mais no marketing do que o tempo que ele tem de tela kk E as cenas são boas, mas tão pouco pro que fizeram parecer... / Senti que ficaram devendo na introdução. Nem todo mundo viu a série do Falcão (que aliás é bem melhor que esse filme). O longa já mostra o novo Capitão sendo aceito por todos e ainda inserem o Capitão original apenas dizendo que fizeram experimentos com ele e pronto. Faltou peso no quesito longa-metragem, já que todo o peso dessa transição vem de uma minissérie que a maioria do público não deve ter visto. Simplesmente jogam tudo no filme e é isso aí. Tb lembro que no trailer fizeram uma piada com a mudança do ator do Ross, mas no filme não lembro disso ocorrer. Enfim. Um dos filmes já feito. A Marvel voltou fraca, mas tem alguns filmes promissores a caminho.
Acompanhante Perfeita (Companion) (2025) - Primeiro, gostei da forma que o marketing fez de dizer que era do cara que fez um filme de romance e outro de terror. Dois opostos sendo unidos em um só. Segundo, quando vi o trailer não dava pra saber nada direito do que se tratava, mas, ao ver o filme, deu pra ter noção de que o trailer infelizmente entregava muita coisa mesmo que sem contexto. Se bem que o próprio filme meio que já dá spoiler de algumas coisas (rs). Mas... Que surpresa. É aquele tipo de filme que tem várias reviravoltas. Um pessoal tá na casa de um rico até que algo acontece e a partir dali as coisas vão saindo do controle. A garota quer fazer de tudo pra que seu namorado seja feliz, mas algo tá acontecendo. Apesar das cenas mais sanguinolentas, o filme é também uma comédia. Com uma crítica escancarada [e abrindo espaço pra pensamentos filosóficos sobre a vida que nunca são elaborados aqui, mas tanto faz, pq outras obras já fizeram], o longa entrega doses de humor ácido em meio a uma luta pela sobrevivência e acaba divertindo ao todo.
O Auto da Compadecida 2 (O Auto da Compadecida 2) (2024) - Com tantas críticas fiquei de ver em casa mesmo, mas o cinema tava em promoção e eu veria outros filmes, então decidi conferir. Passa longe da ruindade que andaram dizendo, mas tb passa longe de se equiparar ao primeiro kk Mas é divertido. Apesar da base reciclada do primeiro e de pouquíssimo inspirado, mesmo com suas novidades, ainda entretém agradavelmente. João Grilo e Chicó humorados como sempre. Tem personagens novos que aparecem no meio do caminho, como o candidato/vendedor/radialista. E personagens antigos retornando. Só o arco da filha do coronel que foi totalmente dispensável, não tendo peso nenhum pra trama. E o cenário artificial pesou, apesar de darem uma desculpa e de, talvez, fazer sentido com a ideia de auto. Enfim. Uma continuação completamente desnecessária, mas já que existe, ainda bem que não foi de todo ruim. Pra mim. he
Capitão Astúcia (Capitão Astúcia) (2022) - Tava eu procurando filme pra ver na promoção do cinema e me deparei com esse. Desconhecia total, pensei até que fosse algo infantil e bobo e deixei pra lá. Voltei, vi o trailer, dei uma pesquisada, vi que venceu algumas premiações, passou em festival, me interessei. Bem bacana. É a relação familiar entre um neto e seu avô que diz ser super-herói. É uma comédia com drama sobre sonhos e a forma como levamos a vida. Gostei. / O neto é um antigo astro mirim que se sente inconformado com o rumo de sua vida e pressionado pelo pai, enquanto o avô, ignorado pelo próprio filho, tenta levar seus últimos anos de vida com mais leveza, mas tb com uma responsabilidade de salvar o mundo das forças malignas de um artista musical. / O longa aproveita pra homenagear os quadrinhos através do personagem do avô, com direito a fantasia própria e a revistas próprias citadas e mostradas ao longo de sua duração, que podem ou não remeter a personagens que conhecemos no nosso mundo. Mesmo que talvez isso também possa acontecer em algum universo paralelo, a trama aqui está bem na nossa realidade. Tudo depende da forma como vemos as coisas.
IU Concert: The Winning (IU Concert: The Winning) (2025) - Mais um bom show da IU no cinema, dessa vez em IMAX. O 100º concerto solo da cantora, durante sua turnê do ano passado. Queria evitar comparar com o excelente The Golden Hour, pq aquilo lá foi o auge, cantou vários sucessos, mas a vida continua e tem que renovar. Confesso que não fui tão chegado na setlist de The Winning, são poucas músicas que realmente ouço das que foram cantadas aqui, mas nunca é ruim ver IU. Ela continua boa. E ver em IMAX foi uma experiência adicional. [Tem uma música pós-créditos].
Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa) (2025) - Que filme legal de ver. Uma comédia infantil leve, agradável e divertida. Uma premissa bem simples com bons personagens. Gostei dessa versão nova do Chico Bento. Toda a trama gira ao redor da famosa goiabeira.
Emilia Pérez (Emilia Perez) (2024) - Como um filme inicialmente aclamado e premiado por críticos e em festivais de repente passa a ser odiado pela internet? Não é a primeira vez e nem será a última (lembro que Blonde aconteceu isso). Tive que conferir. Parte do ódio é compreensível, mas bora falar do filme em si, como filme mesmo. Ele é tudo de ruim que andam falando? Não achei. Mas tb não achei nenhum filmaço. É um drama de um traficante que se torna uma mulher trans e inicia uma nova vida. Ou mais ou menos isso. / Foi superficial o desenvolvimento dessa premissa. Ele quer se tornar ela, fisicamente falando, e é isso. Se tornando mulher, sua vida antiga é deixada pra trás e ela pode recomeçar com toda a regalia que a vida de bandido a possibilitou, só que sem gente pra ir atrás. Mas tb há arrependimento, passando a ajudar as famílias vítimas da guerra dos cartéis. Em paralelo, ela faz de tudo pra manter a antiga família por perto sem se revelar. E nem falei da protagonista advogada. O filme foi acusado de passar uma imagem negativa do trans. Creio que mostrar um trans criminoso não deveria ser problema. Agora a forma que desenvolveram tais elementos, isso sim pode ser questionável. / O formato musical é curioso. Não segue um padrão, as vezes soa algo mais teatral, e ruma do pop ao rap e as músicas melosas. Na internet viralizaram justamente as cenas mais "meme", mas há melhores. Nenhuma tão marcante, mas tem seus momentos bons sim, mesmo que outras poucas tenha achado um tanto zoado. O trunfo do filme está justamente em algumas das cenas musicais. / O filme foi criticado pela forma estereotipada do México. Não sou capaz de opinar. Quando fazem filme daqui direto é bandidagem e eu não vejo problema. Mas se os mexicanos viram, ok. O uso de atores não-mexicanos falando em espanhol, até mesmo com sotaque forçado ou de outro país, tb deu o que falar. Não notei pq não sou de lá, mas isso nem mesmo o infeliz do diretor notou tb pq não fala espanhol kkkk E nem no México ele filmou, e sim na França. Me lembrei de Velozes e Furiosos 5. Mas voltando. Usaram IA pra consertar algumas vozes, pelo que fiquei sabendo. / O diretor falando besteira é de lascar mesmo. Dizendo não ter pesquisado a cultura mexicana a fundo, chamando o espanhol de língua de pobre e de imigrante... É querer que o público fale mal mesmo. E os polêmicos posts preconceituosos da atriz trans vindo a tona só pioram, mostrando que, fazer parte da minoria não te protege de praticar o preconceito com o próximo. Mas enfim. A galera fala tanto de separar obra do autor, então decidi fazer o mesmo aqui, analisando o filme em si e, em parte, o filme considerando todas as tretas. E com as tretas fica difícil mesmo. Já como filme em si, tem seus momentos. Não vi isso tudo a nível de tantas indicações.
Conclave (Conclave) (2024) - Um drama/suspense religioso e investigativo muito interessante sobre o processo de escolha do novo papa. No filme, o cardeal responsável tenta descobrir uma possível conspiração circulando naquele evento. São revelações surgindo aqui e ali, até resultar num plot twist bem inesperado. É um longa sobre como a vontade do homem faz de tudo pra definir o que chamam falsamente de vontade de Deus, mesmo por parte daqueles que supostamente O servem. A revelação final pode ser bastante polêmica pra alguns. Acaba por refletir muito dos tempos atuais. Tem que entrar nesse universo e ver as coisas pelo ponto de vista daqueles que estão lá dentro e todo seu contexto, daí sim vai perceber o peso das coisas. As acusações e as escolhas, a divisão entre o liberal e o conservador, as tradições e os costumes. Só com base em diálogos (apesar de uma cena que o trailer tenta fazer clickbait), a narrativa vai longe dentro daquele mundinho fechado.
Oficina do Diabo (Oficina do Diabo) (2023) - O primeiro filme da Brasil Paralelo. Uma ficção inspirada em obras clássicas da literatura, principalmente em um livro de C S Lewis, que inicialmente venderam assim e depois de uma polêmica voltaram atrás. Como citam, "propaganda é a alma do negócio". Isso serve tb pros próprios com o marketing descaradamente apelativo elogiando sua própria produção e criticando o cinema brasileiro, como se estivéssemos diante de algo inovador. [E o Paulo Kogos chamando de melhor filme nacional de todos os tempos? haha] Mas tem que vender, né. Nisso até a Sony já chamou Venom de filmaço. Mas deixemos de lado. Sigamos. / Sabem aqueles filmes gospel de baixo orçamento com lição de moral e tudo mais? Acho entediante. Um saco de ver. O que temos aqui é algo parcialmente parecido, só que, e isso acaba sendo um mérito, melhorado. A Brasil Paralelo sabe fazer um audiovisual chamativo. Trazendo uma pegada mais interessante pra batida história de desafios da vida, a trama acompanha dois diabos, um novato e outro experiente, tentando conquistar a alma de um homem que se sente fracassado na vida após não conseguir alcançar seu sonho e voltar a morar com a mãe religiosa. / Em suas desnecessárias mais de duas horas de duração, o longa explora métodos de como o diabo tenta, seduz, manipula as pessoas a se tornarem perdedoras. Seus poderes não são atacar as pessoas diretamente, e sim plantar sementes aqui e ali que terão impactos duradouros futuramente. Criticando o mundo atual, as filosofias de pensadores clássicos e tudo o que supostamente afasta as pessoas de Deus, o filme é uma jornada sobre recomeço, perseverança e fé. Um papo muito batido para alguns, porém muito envolvente para outros. Sinto que fiquei em algum meio de caminho. Esperava uma bomba completa, mas vi até o fim e fiquei "é, ok, brega, poderia ser melhor, mas... ok". Apesar da péssima fórmula "Deus Não Está Morto" de colocar ateus como os chatos que zombam de alguém que acredita em Deus ser usado aqui, pelo menos não colocam os cristãos como perfeitos. / Realmente, tem potenciais aqui e ali, momentos interessantes, uma tentativa de falar da essência humana e de criticar atos que fazemos que nos prejudicam, por baixo das questões religiosas, além de levantar alguns pontos reflexivos (sobre como ter fé, sobre livre arbítrio, etc), embora nem sempre respondam (deveriam? talvez), mas muitas vezes esticam as cenas que, junto a uma trilha repetitiva e a momentos por vezes melosos, acaba cansando. [Nem consigo criticar tanto o uso excessivo da música lá de Israel pq eu tb gosto dessa música (rs)]. Mas uma coisa que senti que ficou devendo foi o impacto das mudanças do protagonista terrestre. Faltou mais peso nos ocorridos. Soam vagos, aleatórios. Até mesmo alguns dos acontecimentos. Quanto a atuações, não sou técnico nessas coisas, achei ok. É um dos filmes já feito.
Parasite Eve (Parasaito Ivu) (1997) - Um drama sobre luto e experiência científica. Creio que a mídia mais famosa de Parasite Eve seja sua franquia de jogos, porém tudo nasceu com um livro, que depois foi adaptado em filme. Enquanto os jogos seguem como uma "continuação espiritual", o filme busca ser mais fiel ao livro. Pelo menos é o que pesquisei, pois não li nem joguei (rs). / Falar sobre a trama é quase que um spoiler, visto que, apesar das duas horas de duração, o conteúdo narrativo do longa se resume em sua própria sinopse. Um cientista que está estudando o poder das mitocôndrias perde sua mulher num acidente. Em paralelo, um médico busca um doador de rins pra salvar uma paciente. Os dois se cruzam e o cientista descobre que as mitocôndrias são inteligentes e tem consciência própria. / Até aí já foi mais da metade do longa. É um filme lento, que começa como um romance e se torna um drama e culmina numa ficção científica com pegada de horror. Mas o drama romântico e meloso permanece. Diz o diretor que foi obrigado a seguir por esse caminho. Ele queria fazer um filme com uma pegada mais voltada ao terror e não deixaram. Provavelmente teríamos visto uma mistura boa de ambos na tela. Mas falando do resultado, temos algo competente na maior parte do tempo. Sem preocupação em acelerar as coisas, a trama bate na ideia de luto e do biólogo tentando superar as coisas e estudando seus casos. Acaba se estendendo mais do que devia, mas tem um clima envolvente. / No ato final acaba deixando a desejar, como se prometesse muito e entregasse pouco. Não sei qual foi o orçamento, mas parece ter sido baixo. Apenas arranham possíveis potenciais de um horror e talvez uma ação, destoando um tanto do que foi visto até ali, mas o drama volta a prevalecer. Soube que aliviaram o filme em relação ao final original do livro. É um filme curioso. / [Essa atriz que faz a esposa é bonita, tem um sorriso simpático.]
Y2K: O Bug do Milênio (Y2K) (2024) - Filme adolescente bobinho que a A24 lançou. Ele vai rumando pra um besteirol, mas se segura. Daí vai rumando pra uma ficção científica, mas tb se segura. Se preocupa mais em referenciar o período dos anos 90/2000 do que em fazer um roteiro melhor. Se não fossem alguns detalhes daria pra passar na Sessão da Tarde. É só uma aventura com uma turminha do barulho aprontando altas confusões. Na real nem isso rs Pra um fim de mundo tá muito de boa. Filme esquecível, mas divertidinho até. Pelas notas pensei que fosse pior.
Lobisomem (Wolf Man) (2025) - A nova versão do Lobisomem é um drama familiar sobre a convivência com um ente querido com doença degenerativa. É isso. Pelo que pesquisei, o próprio diretor falou sobre tais inspirações. Ainda tem seus momentos de terror, muitos momentos de suspense tb, mas é principalmente um drama, reimaginando o clássico personagem numa pegada do terror moderno que busca fazer analogias/metáforas a alguma questão social e/ou humana. / O filme até acerta em sua proposta e entrega um resultado ao meu ver aceitável, mas tb escorrega em si mesmo. É o famoso "não fede nem cheira". Não souberam onde parar com os momentos dramáticos, esticando sempre que possível. É aquela sensação de algo estar indo muito bem, envolvente, criando um vínculo entre o público e os personagens, mas daí passa do ponto e começa a cansar. E o ciclo vai se repetindo. E justamente por ir melhorando, a sensação de quando piora é esquecida e lembrada apenas quando enfim volta a ficar morno. Por outro lado, os momentos mais terror e gêneros afins chamam a atenção e dão uma renovada, seja pela ambientação do campo e da floresta, seja pelo clima do mal estar bem ali com eles, seja pela ação no calor do momento pela sobrevivência. O arco dentro da casa resume bem demais tudo isso, entregando os pontos mais altos e mais fracos do longa. / Há uma inspiração tb em A Mosca, confirmado pelo diretor, mas a transformação de homem para lobo parece carecer de um impacto visual maior, tendo peso mais pelo seu contexto. Há algumas cenas que buscam mostrar as coisas pelo ponto de vista do monstro, o que de começo achei interessante, mas depois ficou genérico. O clímax não é grande coisa. Toda cena de ataque o roteiro ajuda os personagens. Ainda assim é um filme com mais pontos positivos que negativos, mais cenas boas que fracas, e vários momentos envolventes, seja na questão familiar, seja no perigo. Faltou mais Lobisomem no filme do Lobisomem? Faltou. Mas é detalhe (rs). Tentaram uma outra proposta com uma ideia muito boa, mas com um resultado que, mesmo com seus altos, poderia ser melhor.
Nosferatu (Nosferatu) (2024) - Meu único contato com Nosferatu era pela fama do personagem, mas nunca parei pra ver os filmes. Agora quero. Esse novo remake é muito bom. O diretor tb é ótimo, por sinal. Mesmo esse sendo o mais fraco (ou menos melhor) dos filmes dele até o momento, apenas a nível de comparação, o resultado ainda é muito bom. Baita clima de tensão, de algo ruim acontecendo. O tempo todo é aquele ar de que o pior ainda está por vir. Mas não deixam isso ficar chato, não ficam enrolando sem mostrar nada. A trama tem uma narrativa um tanto lenta, mas é tão bem feito que prende a atenção do início ao fim. Alguns momentos até tem uma quebra de clima, mas faz parte da narrativa e logo depois somos recompensados por isso. Não dava muito pro longa, mas gostei. Destaque pra todo o momento de quando o cara chega no castelo.
Sonic 3: O Filme (Sonic the Hedgehog 3) (2024) - Divertido até. Ser melhor que os anteriores era o mínimo. Sonic 3 consegue equilibrar as coisas com menos tempo de tela para os humanos e mais tempo para os personagens que a galera ama. Nunca entendi a pira do pessoal em cima dos filmes, que pra mim sempre foram ok, bobinhos, divertidos, mas gosto é gosto, né. Esse novo não foge disso, mas tem uma melhoria visível. Não me cansou e eu ainda ri de algumas bobeiras. Aliás, se no anterior a cena da dança queria me fazer desistir de ver, nesse aqui a cena da dança me fez rir de verdade. Jim Carrey manda bem demais e faz o Robotnik ser o melhor personagem. Quanto aos "alienígenas", o Shadow é uma boa adição e o que mais se destaca. Melhor que o trio. O núcleo humano curti tb, mas eu até tinha esquecido deles por um tempo pq o filme não mostrava kk Continuo não achando nenhum filmão, e se fosse ser chato analisando diria que é cheio de furos de roteiro e blablabla, mas saí tranquilo da sessão. O terceiro ato salva muita coisa. Que venha Sonic 4.
.......... 2025 .......... Séries
Homossexualismo, Aborto e Depravação Moral, Discos Voadores e Extraterrestres (Homossexualismo, Aborto e Depravação Moral, Discos Voadores e Extraterrestres) (1995) - [Em outubro deste ano, um link com o conteúdo viralizou em algumas camadas da internet. Internautas, porém, alegaram que já tinham acesso muito tempo antes em outros sites, incluindo um upload feito num site adulto. A obra também pode ser achada para venda através de terceiros. Esta é apenas uma de outras compilações do tal pastor.] / Uma sequência de falácias unindo informações reais, interpretações distorcidas (intencionais ou não), opiniões próprias e fontes sem fontes (rs). É uma pregação comum, na maior parte do tempo. Malafaia primeiro fala sobre pq ser gay é errado e não é natural, depois fala sobre pq aborto é errado e etc, chegando a interligar tudo também. Ele critica a sociedade, o governo e afins, e condena as tentativas de destruírem a boa moral, os bons costumes, os valores da família e do bom cristão. Ele cita algumas fontes. Também faz ataque e manda indireta a algumas pessoas sem revelar seus nomes. Há um louvor antes do culto e um depois. Após o culto, ele fala sobre aliens. O que ele fala? Meio que... Aliens são demônios. Aliens são enganações do diabo kkkkk Ele cita passagens bíblicas que pra mim não tem nada a ver com o assunto. Também cita várias fontes de especialistas supostamente renomados pra corroborar, mas preguiça de pesquisar o que é verdade ou não. Eu só ri do inusitado. Em geral, não vale a conferida não. É só um culto qualquer de um domingo qualquer de uma igreja qualquer. Nada de especial. Não se deixem enganar. Quando eu frequentava igrejas, via cultos muito mais informativos que esse. Mas achei curioso o malafaia falando de sexo dentro da igreja e com crianças ouvindo. he
Gen V (2ª Temporada) (2025) - A temporada anterior foi "legalzinha", já nessa foi mais morna. Possui um ritmo mais pausado e senti que o tom muda um tanto também. A impressão é de que não tinham roteiro pra 8 episódios e tiveram que esticar. Provavelmente o falecimento de um dos atores influenciou nisso, visto que ele teria um papel importante nessa temporada (optaram por matar o personagem dele também). A interação entre os estudantes é "curiosa". Haja vontade pra esse vai e vem de amizades e inimizades. Há também uma continuidade da polarização política vista na quarta temporada de The Boys, com direito a, novamente, participação especial de alguns personagens. E temos um bom vilão aqui, com algumas surpresas. Apesar dessa segunda temporada começar sem tantos atrativos, vai tomando interesse com o tempo. Não que se torne tão marcante. Agora é esperar a quinta e última da série principal. Não sei o quanto vai impactar diretamente nela, mas já deu alguns indícios.
Tremembé (Tremembé) (1ª Temporada) (2025) - Imagina um local só com gente boa: Richthofen, Cravinhos, Matsunaga, Jatobá, Nardoni, Abdelmassih, etc. Essa é a prisão de Tremembé, cujo nome dá título a série. São cinco episódios alternando e mesclando suas diferentes tramas. Certeza que são "só" cinco mesmo? Questionável. Cada episódio abre com a dramatização de um crime e depois segue a jornada geral alternada. São diversos personagens ao longo da trama, tendo seus principais, secundários, figurantes. Alguns atores ficaram muito parecidos com seus respectivos dito cujos. Parabéns (rs). / A ideia aqui, a princípio, não é romantizar, mas sim contar a vida dos prisioneiros. O que rolou na cadeia. Como eles interagiam. Como eles reagiam. Tem bastante pegação também. Fez parte da história real, né (rs). O pessoal ali preso sem nada pra fazer dava nisso. Isso embalado tanto de cenas dramáticas quanto de cenas cômicas e muitas músicas (algumas repetem até demais). É uma série "pop", novelesca, tratando as coisas com mais "naturalidade" e com uma "humanização" dos envolvidos pra reforçar a vida como ela é (no caso, daqueles que cometeram os crimes e foram pegos e julgados). Com todos os elementos, fica ao critério de quem tá vendo considerar se romantizaram ou não. Só sei que tem que ter cabeça pra ver pra entender as questões além. Posso indagar alguns elementos, mas ao mesmo tempo apoio obras do gênero a mostrarem as coisas. Nesse misto, a série faz um "glamour" em algumas cenas a ponto de me questionar o objetivo daquilo, mas ao mesmo tempo em outros momentos joga na nossa cara dizendo "essa pessoa aí cometeu um crime terrível". / Mas a série é boa? Achei bem mais ou menos, na real. Se eu não tivesse insistido, teria desistido no primeiro episódio. Cansativo, seu começo serve pra introduzir os personagens em geral. A Suzane é a grande "estrela" aqui, embora outros também tenham seus momentos e arcos próprios. O segundo episódio também me deixou em dúvida, mas daí eu já tava curioso pro desenrolar. Nos últimos episódios as coisas "melhoram"... Pra então a série jogar na cara uma conclusão muito anti-climática. Me questiono sobre a real intenção. Me senti vendo algo incompleto. Vai ter segunda temporada? / Tremembé é inspirado nos casos reais dos envolvidos aqui e busca retratar com certa fidelidade as coisas, apesar de mexer na narrativa pra encaixar tudo num determinado período de tempo. Com o tanto de material, a série poderia render um debate interessante, mas a sensação é de que faltou algo a mais.
Chespirito: Sem Querer Querendo (Chespirito: Sin Querer Queriendo) (2025) - Chespirito rendia uma série maior e melhor, mas o que fizeram não tá ruim. O formato limitado acabou deixando muita coisa de lado. Não gostei da narrativa ser contada toda fora de ordem. Sei que cenas entre tempos diferentes são usados pra fazer contrapontos, e isso até acontece aqui, mas também tiram o peso de acontecimentos que teriam muito mais impacto se mostrados na hora certa. / Por vezes, a sensação de personagens caricatos surgem. O Chespirito é o tal, mesmo com seu único erro (a traição). Faltou também um ponto de equilíbrio pra mostrar que ele era inteligente e que tinha ideias criativas no cotidiano, sendo contado de forma estranha na série. É muito legal ver como as coisas foram surgindo, se formando, se moldando, mas nem sempre isso funciona aqui e nem sempre contam da forma como realmente aconteceu. / Alguns personagens ficaram apagados, como o do Ramon e da Maria Antonieta e outros. Tem seus momentos, mas poucos. Deixam certos elementos de fora afim de apaziguar certos ocorridos. Só que alguns são tratados como vilanescos e é só isso mesmo, como o Carlos e a Florinda, que inclusive tiveram os nomes trocados, sendo que, mesmo com as tretas, as coisas não foram simples assim. A Florinda ainda tem outro lado por ser o interesse romântico da relação proibida, mas ainda assim. / A série é vendida como uma ficção baseada na história do Chespirito, inclusive baseado é num livro e tem envolvimento dos próprios filhos do Roberto, o que pode explicar algumas reclamações sobre a passada de pano ao pai. Mas, apesar dos pesares, não tem como negar que é interessante, e por vezes divertido, acompanhar a trajetória, ver os atores por trás das câmeras, ver as gravações, ver o surgimento dos programas, etc. Como dito, não é uma série ruim, dá pra considerar como boa, com altos e baixos, só que poderia ter sido melhor. / O ponto principal da série dá pra dizer que é a relação do Bolanos com sua esposa e o conflito do casamento. No meio do caminho vem as criações, os amigos e os inimigos.
Sandman (The Sandman) (2ª Temporada) (2025) - Sandman chega ao fim logo em sua segunda temporada, mesmo com tanto potencial em seu meio. Entregam uma leva de episódios que em sua maioria são tão bons quanto antes, enquanto em outros, principalmente no começo e no fim, se arrastam um pouco. Mas longe de mim de querer alegar que tais elementos prejudicam ou estragam a série. Pelo contrário, ela continua muito boa como um todo. Vai fazer falta uma série contemplativa assim, prendendo a atenção com uma narrativa lenta e diferentes arcos mesclados a linha principal. / Enquanto na primeira temporada tivemos um foco no retorno do Sonho e sua busca por reconstruir seu reino, na segunda temos o Sonho em busca de redenção, com pautas envolvendo familiares ausentes frutos de assuntos não resolvidos de seu passado. Os perpétuos também ganham mais espaço. Faz mais de uma década que li os quadrinhos (tenho que reler), mas notei como fizeram algumas costuras e resumos pra tudo caber aqui, e funcionou na maior parte. Vi muita gente falando como a série ficou apressada, mas não notei nada disso não. Pelo contrário, senti que poderiam tranquilamente ter contado até mais na mesma duração. / Dos perpétuos, a Delírio ganha certo destaque aqui. Gostei da forma como adaptaram ela. Já a Desespero pensei que iriam desenvolver mais, mas não, só aparece por aparecer. Os familiares esquecidos de Morpheus também tem destaque, obviamente, já que é a pauta da vez, e aqui dou foco ao Orfeu. A conclusão do arco dele foi o ponto mais alto da temporada. / Acabaram cortando o arco da Wanda, mas mantiveram a personagem. Não tem o mesmo peso, mas tá lá. Numa época onde tudo tá sendo acusado de "lacração", alguns podem estranhar o tanto de personagens lgbt que a série mostra, e eu realmente não lembro disso tudo nas HQs, e posso até concordar que as vezes a Netflix gosta de forçar só pra provocar em vez de alguma representação genuína, mas lembro que alguns existiam lá no original sim. Gaiman, apesar de cancelado atualmente, dizia se preocupar com isso. A série só reforçou, tanto que temos tudo quanto é gente aqui. / Na primeira metade, os arcos iniciais, embora na premissa sejam os mais interessantes, não são o ponto forte daqui. Enfim a ironia. Os arcos do meio foram mais interessantes, onde tiveram alguns episódios que eu fiquei "isso é cinema demais". Já a segunda metade se foca mais nas consequências de tudo aquilo e ruma ao arco final. Lembro de ter sensações mistas com a conclusão lendo o material original devo ao conteúdo anti-climático, mas na série desenvolveram por mais tempo, e deu certo, apesar de eu não ter achado que precisava durar tudo aquilo. Em resumo, Sandman foi muito bom. Aqui também tem um episódio especial, com a Morte.
Round 6 (오징어게임 시즌3) (3ª Temporada) (2025) - A "temporada final" de Round 6 encerra sua trajetória sul-coreana no auge, apesar de tudo. A nível de comparação, a cada temporada regrediram a qualidade, por mais que todas as três estejam acima da média. A nível de série em si, continuou muito boa do início ao fim. Essa falsa terceira temporada nada mais é que a segunda metade da segunda temporada. Enquanto a primeira temporada se focou nos jogos, essas duas novas se focam além. Pense na ideia de Jogos Vorazes e suas continuações. É por aí. / Sem medo, o arco final continua com seu banho de sangue, conseguindo surpreender ao trazer reviravoltas constantes mesmo quando tudo parece caminhar para o óbvio. Apesar do ineditismo ter partido e da fórmula ser reciclada, ainda tem impacto. Ainda tem surpresas. Ainda tem fôlego. Ainda tem o que apresentar. Mesmo que por vezes não pareça. Entretanto, há muitos tropeços aqui e ali. Não vi motivo pra divisão em duas partes/temporadas. É notável que esticam algumas coisas pra render o formato de seis episódios (e nem precisavam fazer isso, já que de conteúdo a série tem de sobra). / O quarto jogo (o primeiro dessa temporada), é bom. Também gostei mais do jogo final desse que da temporada original. Pode ser provavelmente por questão cultural, visto que jogo da lula não é popular no Brasil, mas também gostei mais do episódio final em si que do final do original (rs). Mas o meio, o miolo, parece sofrer com falta de criatividade. Até tentam umas coisas ali, mas ainda assim. / As cenas dos vips estrangeiros mais prejudicam que ajudam, visto que, além de caricatos e sem graça, se estendem e trazem repetições extremamente desnecessárias (a ponto de discutirem uma ideia que na cena seguinte a série faz questão de discutir de novo com outros personagens), assim como diálogos expositivos demais (mas nisso até o lado dos jogadores sofre, como se tivesse que explicar detalhe por detalhe ao público). O que deveria representar uma crítica ao que vemos na série (hipócrita, mas ainda assim válida), acaba se tornando vazia. / O foco além dos jogos foi um grande acerto que justificou a existência dessas demais temporadas. Não que tudo funcione, mas expande a ideia dos desafios e explora elementos que podem render mais ainda o potencial da série (e olha que só os jogos em si já rendiam considerável). Na temporada anterior eu gostei mais dos episódios iniciais fora dos jogos que dos próprios episódios de jogos. Já nessa temporada, sem ter tanto para onde ir a não ser concluir o que começou, a graça fica pelas surpresas mesmo. O encerramento faz bastante sentido, mas é óbvio que não vão deixar a franquia terminar por aqui.
The Last of Us (The Last of Us) (2ª Temporada) (2025) - Uma boa segunda temporada, embora inferior a primeira. Teve o melhor episódio da série, mas sua consequência que deveria ser seu auge acabou por dar uma enfraquecida. Ainda não teve um episódio ruim sequer, vale dizer, mas é notável como faltou algo a mais. / Não entregaram direito o sentimento de vingança da Ellie. A ausência do Joel, o melhor personagem, é sentida, sem nenhum outro a altura pra "substituir". Colocar um episódio de flashback como penúltimo, por melhor que ele seja, tira a força pro término. Desenvolveram a vilã da temporada pra sumir com ela logo depois. A season finale é o episódio mais fraco dessa leva. / Por outro lado, há diversos bons, ótimos e excelentes momentos, e todos os episódios prendem a atenção mesmo com algumas variadas ao longo deles. Mesmo na queda, ainda tá positivo. Queria eu achar isso tudo de ruim que uma galera acha (mentira). Mas opinião é opinião. Como não joguei o jogo, não posso opinar sobre adaptação. Só posso falar da série como série, que é o mais válido. No aguardo da terceira e possivelmente última temporada.
Black Mirror (Black Mirror) (7ª Temporada) (2025) - "Isso é muito Black Mirror". Depois de duas temporadas que não considero nem de perto ruins, mas ainda assim aquém das anteriores, finalmente a série voltou às raízes. O mundo mudou demais desde que a série estreou e já vi comentários internet afora sobre não ter o mesmo peso de antes pelo motivo da vida real ter se tornado a série (salvo detalhes óbvios). Sei não, hein. Essa sétima temporada trouxe ótimos episódios e explorou tanto tecnologias atuais quanto resgatou episódios anteriores. Pode até ser que tenham reaproveitado elementos já apresentados antes, mas os contextos mudam e as formas de uso das tecnologias idem. / O primeiro episódio já é uma pedrada com um drama que critica a Netflix (novamente). Pode soar irônico e até hipócrita, pq a série "é" da Netflix, mas a mensagem tá lá. E gera um desconforto sobre o futuro do microchip cerebral e afins. O segundo e o quarto episódios, sobre as mudanças de realidade e sobre o "jogo" de computador, são legais e prendem a atenção, interessantes o suficiente, mas são os mais "fracos" dessa leva (apenas a nível de comparação). O segundo em especial se destoa dos demais por ser um tanto mais viajado. O terceiro e o quinto episódios, sobre poder entrar em um filme e sobre poder entrar em uma fotografia, gostei demais. Foram os melhores para mim. São tecnologias que gostaria muito que existissem de verdade (com segurança rs). Eles carregam um ar dramático existencial sobre momentos da vida. O sexto episódio enfim retoma as aventuras a la Star Trek e o resultado é muito bom. Foi uma baita continuação pra um episódio que já era sensacional. Temporada muito boa.
Bateau Mouche: O Naufrágio da Justiça (Bateau Mouche: O Naufrágio da Justiça) (2025) - Complicado um barco que originalmente foi feito pra caber 20 pessoas e depois reformado pra caber 62... Estar com 142 a bordo. Não conhecia ou não me lembrava de já ter ouvido falar do ocorrido até ver uma notícia sobre esse documentário. Cada episódio se foca numa parte: O primeiro conta sobre a noite da navegação e o segundo conta sobre o naufrágio e o resgate, com direito a depoimentos dos sobreviventes e de outros envolvidos. Compreendo que queriam dar espaço a muitos contarem suas versões, afim de detalhar todo o ocorrido, então estendem ao longo de dois episódios os eventos nas horas do acidente. No terceiro é que vemos as investigações e o desenrolar do caso. Tem uma observação interessante de uma jornalista no último episódio do doc que chama a atenção ao alertar sobre a momentaneidade social das tragédias que vale a reflexão. Mais de três décadas depois, o caso ainda se desenrola mesmo com tudo parecido "encerrado".
What If...? (What If...?) (3ª Temporada) (2024) - Desde o começo a série foi um desperdício de potencial, com muitas possibilidades de "o que aconteceria se isso que ninguém nunca se perguntou nem quis ver ocorresse?", mas mesmo assim entregavam algo bom num geral, ou pelo menos divertido de ver. A primeira temporada trouxe surpresas, foi bem positiva até, num geral. Já a segunda, embora tivesse algumas escorregadas e um foco desnecessário em uma (boa) personagem central, ainda agradou. A parte boa superava e muito a parte ruim. / Eis que chega a terceira e última temporada. O que sobrou? Vários nada. Não teve um episódio sequer que eu tenha achado realmente bom aqui. O melhor episódio da temporada foi o do filho do pato com a mulher kk Dei umas risadas. Mas isso é de se questionar sobre o nível da série. Ok que ainda consegui ver tudo, teve seus momentos, uma coisa ou outra bacana, ainda entreteve, mas pareceu quase tudo muito jogado, genérico, sem sal. Não são os piores episódios da série, mas, se antes o conjunto ao todo ajudava demais, aqui não tem o que ajudar. Uma pena. Legalzinho sim, com muitas ressalvas. Bom mesmo, nem de perto.
Agatha Desde Sempre (Agatha All Along) (2024) - Só vi pq era da Marvel e tinha ligação com Wandavision, pq geralmente não consigo me interessar por produções de bruxas. Mas... Acabei curtindo a minissérie na maior parte. Tiveram momentos que realmente me interessei, mas tb tiveram momentos que eu ficava me perguntando pq tava assistindo isso. Embora nem todos os desafios sejam bons, o que o roteiro mais acerta é quando busca trabalhar cada personagem, nos apresentando seus conflitos internos. Gostei das personagens. Fora isso, temos momentos "divertidinhos". A série em si é uma comédia boba, um drama bom e uma tentativa falha de terror. O encerramento em si não é grande coisa.
Sintonia (Sintonia) (5ª Temporada) (2025) - Enfim a quinta e última (espero) temporada de Sintonia. Só fizeram pra encerrar os arcos mesmo, e olha que se quiserem dá pra continuar numa sexta kk A quarta já tinha encerrado em alta, se saindo melhor que as temporadas anteriores. Agora a quinta talvez seja a mais fraca, mas nem por isso fica tão atrás das demais. Tá mais ou menos tudo num nível próximo, na real. Todas as temporadas com vários altos e baixos, até pq Sintonia nunca foi nada grandioso. O que eu gostava na série era o contraponto pelos três protagonistas: O do funk, o do crime e o da igreja, que posteriormente foi substituído pelo arco da advocacia. / O arco do Doni é descartável na maior parte do tempo. Não ousaram nada, evoluiu pouco. Ele sendo dono de gravadora e tudo de boa. Qualquer desafio acaba em "ok, tudo certo". Só serve pra mostrar os novos artistas. O arco da Rita foi bom com ressalvas, e as mudanças na temporada anterior deram essa revivida pra série, mas ainda faltou mais desafios. Mostraram mais do potencial dela na fase estudante do que na fase advogada formada. Agora o arco do Nando continua o ponto principal. Ele vive num ciclo contínuo da vida no tráfico que a série enfim resolveu dar um jeito de "concluir". E tem outros demais personagens. Não entendi uma galera reclamando tanto da conclusão dos arcos principais. Sintonia se encerra não com sua temporada em alta, mas ainda assim com uma conclusão justificável.
Pinguim (The Penguin) (2024) - Minissérie muito boa. O Pinguim foi um personagem interessante no filme do Batman e agora expandiram sua trama nesse universo, assim como de envolvidos. Oz, sua mãe, a Sofia Falcone, o Victor, vários personagens bons. Eu terminava cada episódio pensando "this is cinema". Uma série sobre o mundo do crime de Gotham, sem mocinhos, sem ideia de vilões, sem pessoas com super-poderes, onde a corrupção reina e quem se sai bem é quem tem poder. A galeria de inimigos do morcego é vasta e muitos tem potencial pra render algo tão bom quanto o visto aqui.
.......... 2024 .......... Filmes
Arca de Noé (Arca de Noé) (2024) - Sing versão Arca de Noé na suposta maior animação brasileira. Quem achou o Noé do Aronofsky herético, vai infartar com esse e encontrar Jesus ou o diabo no mesmo dia. O que os dois tem em comum na real é que ambos tem apenas uma inspiração no conto bíblico, e não são adaptações deles. A enorme diferença é que o outro é bom e tenta se usar de licença poética, enquanto esse... Só pega a base mesmo e que se dane o resto. Na real, essa animação é inspirada em poemas do Vinícius de Moraes, que, junto a Tom Jobim, são homenageados no longa. É um filme bem infantil, com músicas bem infantis e roteiro bem infantil. / Eu nem veria, não só por não ser o público-alvo, mas tb pq achei o trailer ruim demais, porém... Teve polêmica, vi boicote, vários textões copia e cola provando que muitos sequer viram o longa, então decidi conferir. É... Meio que é tudo ou boa parte verdade por parte das acusações, mas a noção de realidade e contexto passou mais longe demais. Algumas das reclamações que fizeram foi a indagação do pq Deus não escolheu famílias lgbtqia+ na arca, o uso de pronome neutro, Noé sendo um pateta, Deus dizendo a Noé "se vira, caboclo", coisas assim. Tem tudo isso mesmo rs Em momentos únicos de frases únicas, mas tem sim. / Os protagonistas da trama são dois ratos, mas a neta de Noé ganha destaque tb. A trama remendada estica no que pode pra render um longa. A premissa de um concurso musical demora a ocorrer, pq até lá tem outros poucos acontecimentos. O vilão é o leão, que se acha superior e cria uma divisão no local, ameaçando a todos. Tem um arco de um buraco que surge na arca tb. O uso de gírias atuais é constante e faz sentido, então do nada tem referências e piadinhas e coisas como "dá um like" e "isso é fake news". Quando abre um buraco na arca, os animais de fora ficam falando "Titanic!" (rs). Achei criativo no começo, os animais impacientes zoando a enorme demora que os filmes brasileiros são pra começar de verdade por conta das dezenas de marcas que aparecem na abertura. Tire todas as polêmicas e terá apenas uma animação bobinha e caricata pra garotada. Chato, mas, novamente, não sou o alvo disso.
A Casa do Terror (Haunt) (2019) - Muito fraco. Quando a parada fica séria, conseguem piorar. O filme vai construindo todo um momento e na hora do vamos ver entra numa sequência interminável de situações mornas com poucos picos de interesse.
A Casa do Medo: Incidente em Ghostland (Ghostland) (2018) - Fiquei meio perturbado. Aflito do início ao fim. Muitos gritos e mais gritos. As garotas sofrem nas mãos daquele pessoal estranho. Notei que é um filme muito ame ou odeie, pq vejo gente falar muito bem ou muito mal dele, aos extremos. Fico no meio termo. Não achei nada maravilhoso, mas conseguem passar a sensação de agonia e ainda tem um plot twist inesperado.
Flow (Straume) (2024) - Bela animação. Boa surpresa. Sem diálogos humanos, apenas animais e seus sons. Um gato que vai encontrando outros animais no meio do caminho e juntando todos num barco enquanto a Terra está sendo rapidamente inundada. Curiosidade: O longa utiliza vozes reais dos animais na dublagem (só da capivara que usaram outro animal pq não gostaram do resultado). Animação feita no Blender.
OGIVA (OGIVA) (2024) - Pra uma produção independente de baixo orçamento, tá muito bem feito até. Alguns momentos esticados (talvez não precisasse durar uma hora e meia), algumas situações reduzidas por motivos óbvios (custos), alguns momentos artificiais de diálogo e atuação (varia), mas num geral tem um capricho e chama a atenção. O visual tá bom, os efeitos surpreendem (tanto cgi quanto maquiagem), e o que mais se destacou pra mim foi a trilha sonora. Acertaram em alguns momentos de suspense, erraram em alguns momentos de drama. Baita potencial. Parece demais um episódio piloto, o começo de uma franquia, mas na real é um prelúdio pra HQ de mesmo nome (que não li). [Fiquei com vontade de ler]. Participei do financiamento coletivo do filme, então tive acesso ao longa. Tem cena pós-créditos.
Ainda Estou Aqui (Ainda Estou Aqui) (2024) - O tão falado filme brasileiro do ano. Ainda Estou Aqui é um drama familiar baseado numa história real sobre uma família seguindo a vida após o desaparecimento do pai por parte dos militares durante a/o ditadura/regime. A primeira parte do filme se preocupa em desenvolver toda a relação familiar, o peso de cada membro, os amigos da família. Depois, com o desaparecimento, vai se tornando um longa melancólico. A passagem de emoção, a transição entre a alegria e a tristeza, o estar presente e o sentir falta do marido/pai, os focos nos olhares, a narrativa lenta, as paisagens, tudo muito bem feito. / Posso estar equivocado, mas diria que não é um filme escancaradamente político, mas sim naturalmente político. Não se aprofundam no contexto histórico do país, mas, pelo drama envolver diretamente impactos políticos, é de natureza o tema fazer parte. Os militares sumiram com o cara e a família quer respostas. Eu não conhecia detalhes da história real, então pra mim foi quase tudo surpresa. E tem que ver o filme com mente aberta, pq, numa realidade politicamente polarizada em que vivemos, algumas pessoas são complicadas de lidar. Vi muitos ataques e acusações de falsidade pra algo que foi assumido e comprovado. Temos que aprender a entender os lados, independente de viés ou ideologia. E cinema tb é isso.
Mufasa: O Rei Leão (Mufasa: The Lion King) (2024) - Um filme desnecessário que ninguém pediu, mas a fórmula Disney ainda vive e mantém o resultado bom. Divertido de ver, simples e previsível, acompanhamos as origens de Mufasa, Scar e outros personagens e locais que vemos tanto na animação clássica quanto no "live-action" anterior. Indo contra muitos, gostei bastante do filme anterior (na real até mais do que esse), mas é inegável que aqui deixaram o realismo mais cartunesco na medida do possível. Há uma maior desenvoltura nas expressões dos personagens. / O visual tá muito bom tb, um dos pontos mais fortes do longa. Tem umas cenas bonitas. O outro ponto forte é a trilha sonora instrumental, por vezes empolgante. Já as canções cantadas estão boas tb. Talvez não tão marcantes, mas boas o suficiente pra não cansar. Só que nem tudo são flores. Conseguiram o difícil feito de transformar os melhores personagens da franquia, Timão e Pumba, nos piores de todo o longa. Na maior parte das cenas só aparecem pra interromper a história e pra reforçar que o filme é infantil. Não atrapalha tanto, mas se fossem cortados não fariam falta. Começando após o primeiro longa pra então voltar no tempo, "Mufasa" em geral se sai até melhor do que o esperado.
Pisque Duas Vezes (Blink Twice) (2024) - A Amazon inseriu um alerta antes do filme devido a temática. É curioso, não costumo ver algo do tipo em filmes. Um "suspense" que funciona muito bem. Vi alguns chamando de "Corra feminino". Duas amigas se juntam a outras na ilha de um cara rico. Elas vivem felizes até que começam a desconfiar de algo. Não há muitos segredos, nesse quesito é uma trama "simples", a galera se diverte, tem pistas de algo ruim por trás, e então a verdade surge e tal, mas o trunfo aqui é que há grande impacto nas revelações e no desenvolver das consequências. É uma crescente. Só o final que é polêmico, mas interpretei de algumas formas válidas.
Piscina Infinita (Infinity Pool) (2023) - Caramba. Que filme doido. Ele vai tomando uns rumos muito viajados. E ainda dá um nó pra saber quem é quem. Fui ver sem saber de nada e me surpreendi. Em certo ponto comecei a me incomodar com algumas cenas, pq são incômodas mesmo toda aquela violência constante e aparentemente gratuita, mas com o tempo as coisas são se tornando um caos tão confuso ao mesmo tempo que um sentido vai surgindo que ao fim acabei gostando da obra ao todo por toda a loucura que ele foi.
Mergulho Noturno (Night Swim) (2024) - Apenas um terror batido. Dá pra ver de boa. Tem seus nados, mas é raso. Pelas notas pensei que iria por água abaixo, mas boiou. Infelizmente perderam a oportunidade de fazer um exorcismo na piscina. Aposto que se fosse um filme da The Asylum teria kk Esse não é trash, mas molha um pouco o dedo no estilo se forçar um tanto. Até pq não é sempre que se vê uma piscina assassina.
Natureza Violenta (In a Violent Nature) (2024) - As vezes lançam uns filmes assim que tentam ser diferenciados. Gostei da proposta e não achei o resultado de todo ruim. Mas poderia durar apenas uma hora. Parte do terceiro ato é dispensável. Na maior parte do tempo acompanhamos um Jason genérico andando pra lá e pra cá pela floresta fazendo vários nada, e de vez em quando matando alguém.
O Banho do Diabo (Des Teufels Bad) (2024) - Entendiante e monótono assim como a vida na época parecia ser. O longa é inspirado num ocorrido real na Europa antiga interligando suicídios e assassinatos. A premissa é muito interessante, apesar de toda a lástima que foi o período na vida real, mas o resultado pra mim cansou rápido. Forcei a continuar em certas partes. Não por ser ruim não, mas pela ausência de algo que prendesse minha atenção o suficiente por tanto tempo. Mas o objetivo é cumprido. Acompanhamos uma recém casada ficando cada vez mais depressiva em meio a uma sociedade fortemente religiosa. Ter o modo de vida ditado, vivendo pra trabalhar e estando num relacionamento frio, qualquer um desanima mesmo. Até hoje. Quem não sabe sobre o caso, pode se surpreender. Quem já sabe, sem novidades, servindo como uma experiência visual.
Desconhecidos (Strange Darling) (2024) - Ponto pra edição. E pensar que quase não deixaram o diretor lançar nesse formato. É justamente o que dá um diferencial no filme. Se fosse cronológico perderia o impacto. Fora de ordem ele nos faz pensar em várias teorias, nos faz ter vários julgamentos. Ao todo o longa prende a atenção, mas o arco do hotel achei parcialmente entediante. No mais, gostei do visual. E um trunfo: Mesmo depois que tudo passa a fazer sentido cronológico, o roteiro continua a surpreender em sua conclusão.
Oddity: Objetos Obscuros (Oddity) (2024) - Deu um medinho. Imagina a situação: Vc tá sozinho numa casa grande sem ninguém por perto e um cara considerado louco bate na sua porta pedindo pra vc abrir pq tem alguém ali dentro com vc. Então, vc abre ou não? ... Mas o filme não é exatamente sobre isso, e sim sobre uma médium cega tentando descobrir a real situação da morte da sua irmã enquanto o ex-marido (da irmã) segue a vida com uma nova namorada. E tem o boneco de madeira assustador. O longa é uma mistura de algo concreto com sobrenatural. Tem o lado físico, mas tb tem o lado espiritual. O roteiro entrega apenas o essencial para entender a base dos personagens e então desenvolve toda uma sequência de revelações e reviravoltas muito boas. Gelei na cena da morte da mulher quando revelam o ocorrido e achei de uma tremenda burrice a atitude dela logo antes de seu fim. E enquanto escrevia notei algo, de que o filme se passa apenas num canto da casa.
Corte no Tempo (Time Cut) (2024) - Que filme ruim. Sem emoção nenhuma, com cenas mal desenvolvidas e várias conveniências de roteiro. Particularmente gosto do estilo de filme adolescente feito pra TV, por mais questionáveis que muitos sejam, e esse filme lembra essa pegada, mas é tudo tão fraco que basicamente nada aqui anima. Mesmo a possibilidade de brincar com as diferenças entre o passado e o futuro se esvaem perante a ausência de qualidade. E lá pro fim a protagonista ainda manda um papo muito contraditório depois de tudo o que aconteceu kk No começo parecia ruim, no fim parecia que tava no começo.
Sobreviver (Survivre) (2024) - A premissa é interessante. Pelo que notei, sinopse e trailer dizem coisas diferentes. Pelo trailer, o mar do nada sumiu e uma família tem que sobreviver, e é isso mesmo o filme. O resto é spoiler que o trailer entrega na cara dura de bandeja. Pela sinopse, uma família tem que lutar pela sobrevivência contra criaturas das profundezas. Não é bem assim. Até tem algo, mas não chega nem perto do que fazem soar kk / Tem que comprar a ideia, pq o mar "some", mas mal vemos animais, plantas, pessoas, barcos, nada. Agora lixo mostram aos montes. A crítica expositiva. Não sei se foi questão de orçamento, mas tinha potencial pra muito mais, pq, embora dê pra entender e considerar que o mar é imenso, os cenários parecem tão vazios que mesmo assim não faz sentido mesmo dentro da premissa. / Há perigos e surpresas durante o trajeto, que o roteiro as vezes faz bem e surpreende (um em especial foi bem inesperado), mas outras vezes força só pra render mais duração pro longa. Os personagens as vezes são inteligentes e pensam, as vezes são burros e se contradizem (sem explicação aquela cena do avião). Vendo as notas terríveis fui esperando bomba, mas não é. Apesar dos problemas, conseguiu prender minha atenção na maior parte do tempo e rendeu bons momentos de tensão.
Satan Wants You (Satan Wants You) (2023) - Documentário sobre o impacto do livro best-seller "Michelle Remembers", escrito por um psiquiatra e sua paciente, que impulsionou a era do "Pânico Satânico", ocorrido nos anos 80 nos EUA, onde as pessoas ficaram com medo de satanistas ladrões de bebê que os raptavam pra usar em rituais. Interessante. Já tinha noção de uma caça aos satanistas no passado, mas não sabia direito sobre o impacto desse livro. Curioso como algo de décadas atrás se mantém tão atual, pq tudo é o diabo que colocam culpa. Apesar da história real nunca ter sido negada, há contradições e gerou vários falsos casos e várias falsas acusações.
Armadilha Explosiva (Déflagrations) (2021) - Dá pra ver. Tirando a falta de emoção, os momentos forçados, as revelações rasas e algumas tentativas de reviravoltas, a premissa é boa e o longa se passa quase que num único cenário.
Abraço de Mãe (A Mother's Embrace) (2024) - Suspense numa pegada "lovecraftiana" num casarão no Rio de Janeiro. Bombeiros investigam uma casa com risco de desabamento e moradores estranhos. Acertaram muito no clima e na ambientação. Passa a sensação melancólica de algo ruim acontecendo durante uma noite chuvosa. A narrativa lenta se adequa às constantes tensões que as cenas propagam. Tinha potencial pra ser melhor, as vezes o filme soa meio perdido, tentando ligar os pontos, mas funciona em geral.
Wicked (Wicked) (2024) - O prelúdio do Mágico de Oz. A origem das que viriam a ser a Bruxa Boa e a Bruxa Má. Não vi o musical nem li o livro, só conhecia Wicked pela fama, então não sabia o que esperar. Os sacanas realmente venderam o filme sem anunciar que era a primeira parte (eu já sabia pq acompanho as notícias). / O filme tá sendo muito bem falado, e ele é realmente bem feito, tem aquele visual colorido de filme mágico, o clima de filme juvenil, mas vou ser o do contra ao dizer que não o achei grande coisa. Legalzinho, o papel humorado da Ariana dá um bom destaque, mas em geral não foi algo que me empolgou tanto. Nem mesmo nas músicas. Curiosamente, fui ver dublado e pra minha surpresa dublaram as músicas tb. Queria ter gostado tanto a ponto de dizer "preciso rever no original", mas sei lá. Quem sabe. Mas a última eu já conhecia. Ali souberam encerrar em grande estilo. / Quanto a duração, não precisava durar quase três horas, apesar de não parecer durar quase três horas (rs). Dá umas cansadas algumas vezes. E passado o começo demorei um tanto pra me interessar em toda aquela trama. Se é que realmente me interessei. Wicked Parte Um é um filme musical sobre amizade e diferenças numa escola de magia. Não tem necessariamente um grande clímax, mas pelo menos, mesmo sendo a metade de uma história, não termina do nada. Apesar de tudo, no aguardo da Parte Dois.
Herege (Heretic) (2024) - Herege. Filme interessante. Um suspense sobre duas missionárias daquela igreja lá de Jesus dos últimos dias que viram prisioneiras de um cara doido que testa a fé delas. Ele fica pondo elas à prova física e mentalmente através de perguntas e de situações, desbancando toda e qualquer religião e indagando como elas poderão convencer a ele de que ele está errado. Não sabia bem o que esperar, mas foi uma boa surpresa. É bem didático. Longos minutos de puros diálogos. Só tem uma cena ali mais pro final que é forçada pra um caramba (rs). Quanto ao conteúdo filosófico, religioso, científico, mitológico, etc, teria que pesquisar melhor a respeito os assuntos específicos abordados. O filme em si não é tão profundo quanto aparenta. Ele dá uma pincelada. Achei o encerramento inteligente.
A Extraordinária Vida de Ibelin (The Remarkable Life of Ibelin) (2024) - Um caso que se tornou relativamente famoso na internet, conheci faz alguns anos e cheguei a pensar como isso poderia render um belo longa. Agora temos um documentário. Um garoto com deficiência física fugindo da cruel realidade se escondendo num mundo virtual. A princípio Mats só queria se sentir livre, mas mal sabia ele do impacto que ele teria naquela comunidade de World of Warcraft e em como sua história se tornaria popular. / O doc mostra depoimentos dos familiares e amigos, além de cenas do blog do Mats (com direito a narração de seus textos pessoais) e suas interações no WoW. Fizeram um belo trabalho em animar cenas de dramatização das aventuras dele durante o jogo e suas conversas com outros personagens, todos ali alguém na vida real. Alguns, com impactos diretos em suas vidas físicas, passando a barreira do virtual. E o doc faz questão de reforçar isso. / O doc não busca se aprofundar em problemáticas e questões além. O doc se foca no que aconteceu. No caso isolado da vida de Mats. No período do ocorrido e posterior. E nem por isso deixa algo de forma gratuita. Foi o que aconteceu. Foi a história dele. Foi o impacto que ele gerou. Tem uma bela mensagem. Tiveram cuidado de reconstruir as conversas dele com base nos registros. Inseriram uma boa trilha sonora. Teve homenagem. Faz querer chorar do início ao fim. E é isso. Cabe a quem ver saber discernir as coisas. Vício em jogos pode sim ser ruim, assim como se isolar e o caramba, blablabla, assim como amizades virtuais podem ser duradouras e até impactantes. RIP.
Waitress - The Musical (Waitress - The Musical) (2023) - Não dava nada e me surpreendi. A trama é bem simples e batida, mas atual e realista. No começo parecia ok, mas logo fui sendo conquistado. As músicas são boas tb, algumas muito agradáveis. Os personagens são bons. Por um tempo fiquei meio pra trás por conta da normalização da traição, mas faz parte dos ocorridos e até se retratam sobre isso na narrativa.
Terrifier 3 (Terrifier 3) (2024) - Esse terceiro filme (solo) [tem que especificar pq tem gente que sei lá] se sai muito melhor que o anterior, mas ainda não é nada demais. Narrativamente ainda é ruim, mas pelo menos não é chato. Só que o que é considerado o ponto forte da franquia é o gore, e eu pessoalmente não consigo ver graça nenhuma nisso. O que é diferente do vilão, que pra mim aí sim tem alguma graça, num misto entre fazer piada e ser cruel. É o tipo de vilão que vc nunca vai querer ficar frente a frente. O vilão que vc ri das palhaçadas e se assusta quando ele mata. Apesar de eu achar ele mais assustador no primeiro filme [solo rs] (que ainda se mantém o "melhor" pra mim), haja violência gratuita com mutilações exageradas de corpos nessas continuações. E tudo bem caricato.
Terrifier 2 (Terrifier 2) (2022) - Chato pra caramba. Falaram tanto desse filme que decidi conferir. O papinho de gente passando mal não cola, tá batido, mas o filme é mesmo violento até certo ponto, e quem curte gore deve achar isso aqui bom, mas o filme cansa demais. Uma duração desnecessária de mais de duas horas e ainda tem um clímax que parece durar uma eternidade. Durante, umas mortes exageradas. Pra mim foi bem sem graça. Gosto é gosto, né. Só não consegui achar esse segundo (solo) melhor que o primeiro (solo), mesmo tecnicamente superior. E olha que o anterior nem é bom, mas deu pra ver. Já esse forcei a terminar. Infelizmente eu ri de umas cenas do palhaço. Dá pra entender a popularidade do personagem em si, apesar de tudo.
Aterrorizante (Terrifier) (2016) - Dei o nariz a torcer, achava que seria uma grande porcaria, não tinha a mínima vontade de conferir, o pessoal dizendo que não tinha história e que tudo era desculpa pra mostrar mortes e gore, o que me fez me afastar mais ainda, mas de tanto o falarem desse troço e de pedirem pra eu ver, decidi conferir. Até que não é de todo mal kk Não que seja bom, mas o resultado tem seus méritos. Ok que ainda é uma trama simples com desculpa pra violência gratuita exagerada, mas o filme tem uma ambientação boa pra um terror e tem até um plot twist. As atuações na maioria são ruins (o infeliz do palhaço se sai melhor), mas a dublagem é pior ainda de tão sem emoção. Parece que o longa é de baixo orçamento. Mandaram bem por esse lado.
Sorria 2 (Smile 2) (2024) - Caramba. Elevaram mesmo o nível. O anterior até que tinha sido bonzinho, acima da média nessa leva de filmes de terror virais onde muitos acabam sendo nada demais. Esse e Fale Comigo foram alguns que vi de bom grado e gostei do resultado. E não é que esse novo seja uma maravilha do cinema, mas entrega um resultado muito bom pro parâmetro. Mantendo tb a leva de filmes de terror que servem como metáforas a saúde mental, aqui de forma exageradamente escancarada, a trama desse segundo se aprofunda numa cantora que está retornando aos palcos após um período conturbado de luto e vícios. Tentando recomeçar, logo ela cai na maldição do sorriso fatal, das pessoas que se matam sorrindo e assombram quem viu. / Embora o longa não entregue tantas novidades pra lore da franquia, assim como mantém o clichê de cenas de terror e até umas tentativas de sustos bobos (se levei dois foi muito rs), seu conjunto ao todo é bem feito, as cenas são bem feitas, dá gosto de ver, consegue causar tensão. A atriz principal manda muito bem. Momentos no escuro ou a céu aberto, realidade ou coisa da cabeça. Mal notei passar as mais de duas horas de duração. Terminei tentando processar aquele final. Por um momento pensei que quase colocaram tudo a perder, até entender o que aconteceu. / Curiosamente, mais um filme famoso envolvendo música num contexto não-musical. Recentemente tivemos o caricato e exagerado Armadilha, que foi pro lado do suspense, enquanto aqui, em Sorria 2, foi pro lado do terror. Mas, diferente do outro, esse tem bem poucas cenas de músicas, só mostrando o suficiente pra entender o pano de fundo. Enfim. Sorria é como uma versão jovem do Chamado, se parar pra pensar, assim como Corrente do Mal, todos onde a vítima deve passar a maldição para o próximo. Sendo assim, no aguardo de um filme seguinte.
A Queda! As Últimas Horas de Hitler (Der Untergang) (2004) - Baita filme. Lembro que vi na época de escola e desde então fiquei devendo rever. Lembro tb dos memes nos primórdios da internet com uma das cenas. Mas voltando ao longa, são duas horas e meia sobre os dias finais do domínio nazista, com parte do tempo se passando dentro do "bunker do fuhrer" e alternando com o que aconteceu ao redor. O subtítulo brasileiro "As Últimas Horas de Hitler" é um tanto equivocado, visto que a trama continua além do fim do bigodudo e sua maior parte se passa ao longo de um período de dias, ali no final de abril de 1945. Curioso que já vi dizerem que se passava nas últimas 12 horas, e não sei de onde tiraram isso, e talvez isso possa ter contribuído, junto ao subtítulo, pra minha falsa memória de que a trama se passasse no dia final. Enfim. "A Queda" apresenta diversos personagens, com atores encenando muito bem seus papéis. O longa, sem explorar grandes detalhes da guerra (o que requer conhecimento básico sobre o evento) e se focando em seu objetivo dos momentos finais, nos apresenta, diria até que de forma imparcial, os nazistas servindo ao ditador e ao ideal mesmo com tudo desmoronando.
Maníaco do Parque (Maniaco do Parque) (2024) - O filme sobre o Maníaco do Parque é, na verdade, uma ficção baseada nos fatos. Criaram uma protagonista jornalista pra representar tanto o lado investigativo quanto o midiático. Foi uma escolha curiosa que rendeu uma forma de resumir todo o ocorrido e, de gancho, dar espaço para as vítimas. Da parte do infeliz, mostram ele sendo normal e (também) fazendo suas vítimas. Como um psicopata é. Mas o filme em si é bem morno. / O estilo me parecia familiar, daí vi que é do mesmo diretor do caricato A Menina que Matou os Pais. Tão regular quanto. Falta algo. Soa raso. Do nada umas músicas altas (tem uma hora que a música aumenta mais ainda). O drama familiar pouco desenvolvido da jornalista não tem peso nenhum. As cenas dos jornais ajudam a mostrar o sensacionalismo e o lado machista, mas quando mostram a TV a maior parte soa falsa pra caramba. E, pra piorar, ainda conseguem encerrar o longa de forma vazia mesmo depois de fazerem uma cena pra causar reflexão.
A Substância (The Substance) (2024) - Caramba. Que filme, hein. Vários momentos sinistros. É um terror sobre estética, beleza, idade, padrões. Por um tempo o filme fica mostrando belos corpos (femininos) pra lá na frente te jogar na cara o preço da perfeição (feminina). O trailer entrega pistas, mas não prepara pro nível que tá por vir. A protagonista, envelhecendo e sendo esquecida, topa participar de uma experiência que cria uma versão jovem dela. Óbvio que as coisas saem do controle. Com o tempo, o filme vai tomando uma pegada mais trash, mas até lá é muito chão. A mulher em conflito consigo mesma por conta do seu eu jovem, que cena. Terminei pensando: "O que foi isso?".
Robô Selvagem (The Wild Robot) (2024) - Bela animação, tanto no visual quanto na narrativa. Uma robô excluída num lugar que não é seu habitat cuidando de um ganso excluído. Parte do tempo lembrei do ótimo Lifi Uma Galinha na Selva, embora tenham suas fortes diferenças. Enquanto Lifi é mais ousado e objetivo, Robô Selvagem abraça escolhas em prol de construir uma trama com novas perspectivas a serem desenvolvidas. São acontecimentos contínuos e surpresas que estendem a história de forma positiva. É outra pegada. De trunfo, há a constante presença de humor ácido, na medida do possível, como nas piadas com vida e morte, que dão um diferencial. Os animais principais, cada um com seu papel, acabam melhorando o longa. É uma comédia dramática fácil de agradar e divertida de acompanhar, além de emocionante em seus parâmetros. Boa surpresa. Talvez a melhor animação do ano.
Saudosa Maloca (Saudosa Maloca) (2024) - Faltou ritmo, realmente. Chato. Chato. É como se tivessem o número do prêmio da loteria em mãos e mesmo assim marcarem errado.
O Poço 2 (El Hoyo 2) (2024) - Uma interessante continuação até certo ponto, funcionando como uma extensão do primeiro filme, só que com novos personagens, mostrando as tentativas de estabelecer ordem no local. Só pode comer o que a pessoa pediu, tem grupo de controle e tal. Porém, conforme as coisas caminham, o filme por algum motivo vai perdendo força, ficando sem rumo, até levar a uma conclusão insatisfatória (assim como o anterior rs). Tudo é jogado e vamos aprendendo com os personagens. Coisas acontecem e é isso. Faltou peso. Inserem todo um movimento pra ser explorado em pouco tempo. Não é um filme de respostas, e sim de "mais do mesmo". Não pra expandir profundidade, mas pra mostrar mais do que aconteceu no Poço além do que já foi contado. Não duvido que anunciem um terceiro longa. Curti em parte. Faltou mais. Não achei difícil de entender a trama, exceto pela conclusão que dá pra viajar.
Divertida Mente 2 (Inside Out 2) (2024) - Uma continuação não precisa ser melhor que seu antecessor pra ser bom, como aqui. De começo eu tava curtindo, depois, a princípio, fiquei numa forte sensação de "tô velho pra filme assim". É bem pegada de começo de adolescência com problemas de adolescentes. Isso adicionado a uma sensação incômoda. Só que tb me peguei rindo de algumas bobeiras, prestando atenção em outras coisas e por fim já tava "que isso, tão querendo me fazer chorar?". A aventura em si não é grande coisa, mas todo o conjunto agrada muito, assim como sua conclusão. / Sempre achei a maior palhaçada a ideia de fingir ser quem não é, e isso me incomoda até em filmes. Mas cada um é cada um, e o filme propondo ser um reflexo da realidade, acerta em cheio nisso, pq isso acontece de verdade. Tem vários aspectos que abordam e dá pra se identificar com alguns deles (ou todos). Cinema tb é pra ser incômodo, inclusive. É o lado ruim da adolescência reunido num baita clichê adaptado pra estrutura de Divertida Mente. São ocorridos que pra alguns são banais, mas pra outros são importantes. E ainda tem toda a questão dos sentimentos variados, da explosão de novas sensações, as vezes tão opostos entre si, mas tudo junto e misturado. Acabou sendo um belo filme.
Coringa: Delírio a Dois (Joker: Folie à Deux) (2024) - Que diferença enorme entre os dois filmes, a começar por ser um musical. Parecia que não tinham tanto o que contar, ou não percebi as nuances. A maioria das canções são boas ou aceitáveis, mas tem umas que, até mesmo pra mim que gosto muito de musicais, soaram cansativas. É um agridoce. As tais cenas se destacarem do estilo do restante do longa, como se não combinassem, mostrando os delírios musicais do Arthur/Coringa com a Lee/Arlequina, provavelmente foi proposital. Ainda assim, parece que pouco é desenvolvido, que as coisas são jogadas e só acontecem. É um acompanhamento pela mente insana de um homem, mas que se agarra ao momento sem avançar tanto. Junte isso ao fato de que nada de tão interessante ocorre no longa, no máximo o julgamento, e o resultado soa algo morno. Não de fato ruim, visto os atores, o visual, algumas cenas, mas que em algum nível é "esquecível", que não dá vontade de rever, tanto faz. Nem mesmo as jogadas mentais tem seu espaço no mesmo nível aqui. Sensação muito diferente do que foi o primeiro longa. A coragem, além da ideia de inserir músicas, foi o ato final, que não sei ao certo o que pensar, mas que foi uma surpresa foi, e fez sentido. Uma quebra de expectativas. Um dos filmes já feito.
Três Estranhos Idênticos (Three Identical Strangers) (2018) - A vida real tem surpresas que mesmo a ficção se surpreende. Baita história interessante, como uma "teoria da conspiração" que se revela realidade. Três garotos de locais diferentes descobrindo que são trigêmeos é só o começo de todo o ocorrido, que perdura até hoje. É um doc que poderia facilmente ser uma série, deixando ganchos pra demais temas relacionados serem abordados e pra demais envolvidos terem seus momentos. O doc se foca mais em contar a relação dos irmãos e seus familiares, com um espaço pros jornalistas envolvidos e uma citação de outro caso. Quem sabe no futuro mais detalhes venham a tona, mas até lá talvez nem mesmo estejamos vivos pra saber. Só fica o registro do que aconteceu.
Watchmen: O Filme (Watchmen) (2009) - Filmaço demais. Revi a versão Ultimate. Snyder acertou em cheio aqui. A trama de antigos heróis sendo assassinados vai longe. O mundo a beira de uma guerra nuclear e heróis de outros tempos sendo forçados a voltar a ativa mesmo que isso infrinja as leis. Jurava que, pela enorme duração de três horas e meia, ainda mais vendo isso de noite antes de dormir, iria pular cenas opcionais, principalmente o conto animado, mas não, deu gosto de ver tudo e mal notei o tempo passar. / Sei que na HQ o teor é mais profundo e duradouro, além do final diferente, que já acusaram o Snyder de não ter entendido o real significado e tal, mas, vendo o filme como filme, como produção cinematográfica, isso aqui é sensacional, bem feito demais, empolgante mesmo quando o ritmo constantemente desacelera pra mostrar como tudo é sombrio e depressivo. Muito bom. Só faltou colocar uma cueca no azulão (rs). Destaque pra excelente abertura do longa mostrando os ocorridos no decorrer dos anos naquele universo onde pessoas mascaradas um dia decidiram fazer justiça.
Doces Para o Diabo (The Devil's Candy) (2015) - Gostei de mostrarem a relação pai e filha através do rock. Trouxe um diferencial. Na trama, um pai, pintor, metaleiro, começa a ter umas coisas que o faz pintar umas paradas macabras. Em paralelo, um assassino sai matando pessoas. Seus caminhos se colidem. O pai tem que proteger sua filha desse cara. É o tipo de filme onde uma pessoa tem "visões" de crimes sem saber direito o que é, só que com rock (poderia ter tido até mais na trilha). Não que reinvente algo, mas o resultado é bom e tem uns momentos de tensão.
Teen Beach Movie (Teen Beach Movie) (2013) - O Pânico dos musicais versão Disney kk Revendo o primeiro Teen Beach. Parabéns aos envolvidos. Brincando de metalinguagem, temos dois adolescentes surfistas presos dentro de um filme musical antigo sobre uma briga entre surfistas e motoqueiros (e um cientista do mal). Um deles é fã do longa e a outra acha patético a galera dançando e cantando do nada. Que filme divertido. As músicas são boas, o filme é engraçado até em seus detalhes, os atores mandam bem em seus papéis caricatos. É pegar o genérico e brincar com isso de forma criativa, mesmo com todas as limitações e regras de um filme selo Disney Channel, quase que zoando a si próprio, mas sem deixar de ser ele mesmo em sua essência. Ainda é um filme musical adolescente da Disney feito pra TV, mas é tão bom de ver. Tem a continuação que tb é boa, apesar do final que quase põe tudo a perder. Mas esse primeiro é o melhor.
Mallandro: O Errado que Deu Certo (Mallandro: O Errado que Deu Certo) (2024) - Mallandro, humorista, apresentador, coach. rá! glu-glu! ieié! Aposta muito na nostalgia e mostra o artista tentando se reinventar pros dias de hoje, visto que seu humor se tornou ultrapassado. Foi divertido. XD
Silvio (Silvio) (2024) - "É Senor. O Silvio você deixa lá fora". Funciona mais como um filme policial do que um filme sobre Silvio Santos. Demoraram tanto pra lançar o longa que, nesse meio tempo, tivemos a série de TV "O Rei do Show" (que é bem melhor) [inclusive o ator do sequestrador reprisa o mesmo papel em ambas as produções], e, recente e infelizmente, ainda tivemos a partida do apresentador. Mas então "Silvio" enfim saiu, com... Rodrigo Faro. Uma caracterização que não convence em momento nenhum. Tem cenas que parece que esqueceram a maquiagem. Mas não diria que o cara entrega mal. O problema parece ser além. Nos flashbacks há outros atores. Ah, os flashbacks... / Abrindo com a libertação de Patrícia, o filme que ninguém pediu, mas com potencial de render algo interessante, conta o dia em que Senor Abravanel foi sequestrado pelo mesmo sequestrador de sua filha. Ele se divide então em pequenos núcleos de personagens com importância meramente ilustrativa e, na linha principal, entre Silvio e Fernando, se divide em suas conversas no presente e em flashbacks do passado de Silvio. São flashbacks puxados por diálogos, por momentos de silêncio, do nada, por ganchos com alucinações, pela brecha que for. Quando não está contando um episódio ocorrido, seja inteiro, seja todo picotado em partes e interrompido por momentos no presente que nem sempre tem propósito, a edição insiste em ser infeliz com alguns vislumbres soltos altamente repetitivos numa tentativa de forçar um drama referente tanto a relação conturbada de Silvio com o pai quanto a morte de sua primeira esposa, sem sequer explorar a fundo tais elementos. É esperado que, ao tentar jogar tantas coisas em menos de duas horas de tela, não dê pra desenvolver tanto, mas poderiam ter tido um melhor cuidado, a começar por eliminar as cenas mais apelativas/repetitivas. Já as alucinações até tem umas sacadas interessantes a base de referências, mas o resultado passa longe. Ainda nos flashbacks, temos citações aqui e ali sobre o passado do Silvio, como ele começou a carreira e tal, mas nunca temos o vislumbre do império em si, nem do que o fez o Silvio Santos do entretenimento, apenas uma lasca de seu lado bom de lábia pra vender. Curioso que sequer citam o SBT, mas citam a Globo kk / Quanto ao presente (2001), o lado policial traz um diferencial ao longa, mas, sem ter muito para onde ir, já que a maior parte do caso foi sob negociações e refém, com o tempo o roteiro desacelera, justamente a desculpa perfeita para dar espaço para os flashbacks. Vemos Silvio a todo tempo tentando conversar com Fernando e convencer ele de terminar aquilo de forma positiva, sempre se aproveitando de seu jeito de falar e de persuadir as pessoas, onde nunca sabemos o quanto daquilo é armado por puro desespero e o quanto daquilo é pessoal por qualquer tipo de vínculo que possa ter surgido no momento entre os dois, já que o filme mescla bem isso. Beira o motivacional. E Fernando aqui ganha um grande destaque, sendo mais humanizado em vez de um bandido qualquer, por mais que o roteiro não explore tanto sobre ele em si. "Silvio" chegou tardio, mas, apesar de todos os problemas e de toda a crítica negativa, não chega a ser de todo ruim. Mas é melhor ver O Rei da TV mesmo (rs), e esse caso foi contado lá tb. RIP Silvio.
Uma Família Feliz (Uma Família Feliz) (2024) - A premissa é boa. Um drama de uma família aparentemente feliz com o nascimento do terceiro filho até que os problemas começam a vir a tona. As revelações mantém a atenção e tem seus momentos mais tensos, mas outros são meio monótonos. Dava pra ser mais curto. O áudio desse filme é desregulado, pq são muitas cenas de sussurro difíceis de ouvir (fui aumentar e quase perdi os tímpanos quando falaram normal). / Indaguei algumas ações da mãe no ato final, e pelo que li por aqui, no livro explicam melhor. / Infelizmente na abertura entregam além da conta a ponto de tirar parte do peso na hora do encerramento, mesmo que o contexto inicial esteja incompleto (aquele clichê de "olha onde tudo chegou"). De início achei interessante, mas ao fim notei a cagada que fizeram. Teria sido muito melhor se tivessem mantido a sensação de caos crescendo conforme o filme avançava. / Obs.: Tem uma cena desnecessária durante os créditos.
Salve-se Quem Puder (Postal) (2007) - Filme chatissimo. Não esperava que fosse tão cansativo de ver. Situações controversas e piadas de humor ácido usadas de forma desgastante. Por vezes acertam em cheio, mas por outras são o puro sem graça gratuito do tédio. Se tivesse uma hora de duração já tava muito mais do que de bom tamanho. Baseado no jogo Postal.
Alien: Romulus (Alien: Romulus) (2024) - O novo retorno da franquia Alien deixa de lado momentaneamente as continuações e prelúdios pra se tornar uma sequência do filme original de 45 anos atrás. Visto que a franquia tem mais filmes considerados descartáveis que válidos (o que, na real, não significa que sejam ruins em sua maioria), não é difícil dizer que esse é um dos melhores. / Numa sensação de volta parcial às origens e de uma mescla de elementos de toda a franquia Alien, temos o melhor e o pior aqui, resgatados numa atualização para o público adolescente atual, mas sem deixar o público antigo de fora, com direito a diversas referências diretas ao filme original (não só a ele, na verdade). / O elenco juvenil como grupo infelizmente não carrega consigo o mesmo peso que outros grupos da franquia, e isso impacta diretamente no peso de alguns ocorridos do longa, mas tem um ou outro personagem mais interessante. Mesclando suspense e ação (e... comédia), acompanhamos jovens tentando fugir para uma vida melhor e acabando presos junto a nossos queridos xenomorfos. / Há momentos muito bons, com cenas de tensão bem construídas, coração na mão. Ambientação tá ótima. Trilha. Todo o conjunto. Mas tb tem umas escorregadas questionáveis onde o roteiro força as coisas, numa cena importante até mesmo de maneira absurda a ponto de perder o peso do momento. Ainda bem que são casos isolados. Alien Romulus recicla a franquia e traz um novo produto. Funciona o suficiente para iniciar uma nova saga. Dessa vez parece que vai.
Back to Black (Back to Black) (2024) - Fizeram um filme sobre uma cantora que ficou famosa não só pelas músicas, mas tb pelas polêmicas, só que aliviaram as partes negativas. Isso tira muito do peso. Não conhecia a história dela, mas pelos comentários tiveram umas distorções questionáveis tb e meio que acabaram estereotipando ela ao que se via na mídia. Pelo menos acertaram nas canções. Pra mim que não sei de nada achei um ok que faltou algo.
Bob Marley: One Love (Bob Marley: One Love) (2024) - Biografia focada num período da vida do Bob Marley, falando sobre a situação política da Jamaica e a turnê do cantor. Não vai muito além disso. Eu tava muito por fora dos elementos da vida do artista, então serviu como uma introdução aos temas. Por vezes parecia um filme "gospel" (é correto usar esse termo?), o que foi uma surpresa, tanto por eu não conhecer o significado do movimento rastafari, quanto pela deturpada visão que nós aqui, socialmente falando, temos de tudo isso. Em geral achei bacana. Pareceu meio raso, faltou algo, mais aprofundamento na questão política pra entender melhor os conflitos, inclusive, mas as músicas são boas e dá uma resumida nas coisas. Duro foi terminar anti-climático daquele jeito.
Meu Sangue Ferve por Você (Meu Sangue Ferve por Você) (2024) - Cinebiografia de Sidney Magal focado no romance do cantor. Filme água com açúcar, mas tão sem graça... Sei que a história era pra ser batida mesmo, clichezão, mas não tem nada que prenda a atenção aqui. Os acontecimentos são repetitivos, as coisas pouco saem do lugar e as cenas de músicas parecem desconexas e contidas.
Armadilha (Trap) (2024) - Um dos filmes mais simples do Shyamalan e um dos que tem a proposta mais inusitada. Um suspense "musical". Na trama, um pai leva a filha pra um show de uma cantora pop. Ele descobre que o show é uma armadilha pra capturar um serial killer. Ele é o serial killer. Que baita trailer. Parecia um excelente curta como se tivessem mostrado tudo. Mas é Shyamalan, né. Óbvio que isso é apenas uma parte da trama, mas... Não vai tão longe assim. / A premissa do filme é essa e, embora acompanhemos seu desenrolar com suas surpresas que prolongam o roteiro com situações inesperadas, o que vemos é um amontoado de clichês sendo usados de forma satírica. Ao mesmo tempo que é pé no chão, tb viaja com as formas que o protagonista vai buscando pra tentar escapar. Algumas criativas, até plausíveis, outras tão forçadas que tem que ter a descrença pra aceitar. / Diferente de alguns filmes que já vi com cenas de show pop que achei as canções difíceis de ouvir, aqui eu gostei de tudo nesse quesito. As músicas são boas. Agradam, pelo menos no momento. Inclusive a cantora é uma das filhas do diretor e as canções fazem parte de um álbum dela feito pra esse filme. Mas voltando pro filme, foi legal tb acompanhar o pai perdido naquele meio de adolescentes surtando por causa de uma artista ao mesmo tempo que internamente tava desesperado pra tentar sair dali. Só não gostei mesmo do encerramento. Mas é detalhe. O resultado ao todo tá dividindo opiniões. Pra mim valeu. [Tem uma cena durante os créditos].
Borderlands: O Destino do Universo Está em Jogo (Borderlands) (2024) - Um filme com um estilo cartunesco e colorido, como se tivesse num videogame (eu sei que é baseado no jogo). Borderlands é uma divertida aventura com um grupo de personagens. É como um genérico que tem seu charme. O constante tom cômico combina com o exagero que o filme é. E são piadinhas toda hora que costumam funcionar. A protagonista é a badass, mas os melhores personagens são o robô e a garota. A maioria dos demais são tanto faz, incluso o vilão. Se não fossem alguns detalhes, seria tranquilo um filme Sessão da Tarde. O que me incomodou mais foi o roteiro (ou a estrutura, não sou especialista). Por mais variadas situações que tenham, faltou desafio. Não importa o quão impossível pareça, os personagens vencem tudo sem dificuldade. São indestrutíveis. O tempo todo assim. Chega a ser bobo demais. Isso meio que combina em parte com o estilo do filme, mas por outro lado o torna vazio. Um longa pipoca pra ver de boa e se divertir. E rir.
Um Lugar Silencioso: Dia Um (A Quiet Place: Day One) (2024) - Não faça barulho. Deixando de lado os filmes principais, o derivado/prelúdio volta ao começo da invasão, assim como o início do segundo filme fez, só que agora num filme inteiro. Mas talvez não do jeito que muitos provavelmente esperavam. Deixando o potencial de grandiosidade de lado, o que entregam aqui é algo mais fechado. Um drama pessoal sobre uma mulher em estado terminal que tenta aproveitar o que resta de sua vida em meio ao caos. Ela só quer uma pizza. E ela tem um gato que quase não mia. Que coisa. E o resultado é aceitável. Não reinventa nada nem traz novidades pra lore da franquia, mas é uma pausa assistível. / Após três filmes, ainda é importante manter a mentalidade de que a lógica nessa franquia não funciona tão bem, afinal, um barulho pode atrair as criaturas, mas outro barulho maior pode não atrair, assim como uma hora os bichos podem correr muito e outra hora os personagens conseguem escapar mesmo visível que não daria tempo. Sem contar que fingem que o ser humano não espirra, tosse, peida, o osso pode estalar, etc. Pelo menos respiração pesada ainda existe. / Independente, a saga tem uma premissa boa o suficiente pra manter o interesse. Eu não sobreviveria uma hora nisso. Primeira parada após correr para recuperar o fôlego já era. E mesmo que no fundo esse derivado pareça mais do mesmo, seu diferencial tá mais na narrativa da protagonista. Ainda mantém as boas cenas de tensão, com o adicional das cenas em aberto com mais pessoas. Bem que eu gostaria de ver mais desse começo por outros personagens. No aguardo do próximo filme da linha principal.
MaXXXine (MaXXXine) (2024) - Um dos filmes já feito. O final da trilogia e o mais fraco deles, Maxxxine entrega um filme com um belo visual retrô e um roteiro que no máximo traz algumas referências a elementos da época, do cinema e do crime, mas que não necessariamente influenciam na trama em si. A atriz segue seu sonho de se tornar famosa. Enquanto isso, um serial killer tá a solta por aí. Há um plot twist que, embora inesperado, nem é tudo isso tb. Não é um filme ruim, mas não tem muito o que chame a atenção. Mesmo o primeiro, X, por além de seu clichê, tinha sua particularidade. O segundo, Pearl, continua de longe sendo o melhor deles. Já Maxxxine é... Maxxxine. A neta da brasileira atua bem e é bonita e, junto ao estilo oitentista do longa, acabam por melhorar uma trama sem grandes momentos.
Blackpink World Tour (Born Pink) in Cinemas (Blackpink World Tour (Born Pink) in Cinemas) (2024) - Ver show no cinema é uma experiência. Já vi alguns de k-pop antes, e já teve gente berrando, cantando, dançando, mas dessa vez ficaram pulando tb, correndo, se levantando... XD O show mesmo infelizmente quase não consegui ver. Mas foi bom. É show de verdade, não aqueles docs com cenas de show.
Deadpool & Wolverine (Deadpool & Wolverine) (2024) - "Legal". A franquia Deadpool nunca foi grande coisa, mas o estilo dele, a quebra da quarta parede, as zoeiras, tudo isso foi o trunfo. Aqui não é diferente. Tá no mesmo nível. É uma despedida com recomeço, a passagem da Fox pra Disney no universo Marvel. Muita violência, Deadpool falando besteira e algum fanservice. Como é desde muito tempo. A começar pela abertura sangrenta. / Pegando como base o que foi visto na série de Loki (não que precise ver pra entender, mas é uma série tão boa que recomendo), temos Deadpool caçado pela ATV. Ele então busca um Wolverine de outra dimensão (como visto no trailer). No fundo a trama soa até curta pra um filme de mais de duas horas, mas conseguem preencher esse espaço de várias formas, boas e ruins, com vários acontecimentos no meio da jornada. Cenas de luta, cenas de drama, muitas poses em câmera lenta, participações especiais, fanservices, etc. É divertido em geral. / Tem boas surpresas. Algumas inesperadas. Mas sem criar hype, por mais que isso aqui seja melhor que Multiverso da Loucura (kk). Ainda é um filme do Deadpool, só que adicionado a rostos conhecidos. O cara zoa as coisas e é isso aí. As vezes não, mas é isso aí (rs). Assim como há momentos empolgantes, tb há momentos cansativos. Momentos que poderiam ter durado mais ou menos. Quanto a parceria Deadpool e Wolverine, um belo acerto.
Liga da Justiça: Crise nas Infinitas Terras - Parte 3 (Justice League: Crisis on Infinite Earths - Part 3) (2024) - Sem parecer ter mais o que contar (tinha? talvez), a Parte 3 avança significativamente na trama após muito tanto faz. O que não foi suficiente pq já era tarde, até pq o tanto faz continua no que é mostrado aqui. Tem uns momentos legais, mas, se antes eu já tava pouco me importando com os acontecimentos, nesse aqui larguei de mão e só presenciei o resultado. Colocaram uns fanservices questionáveis na trama e sequer terminaram o ato final de forma grandiosa. Senti a beira de um anti-clímax ao nível "só isso?". A graça da HQ era a bagunça que tudo aquilo era pra resolver a bagunça que tudo aquilo era (kk), a grandiosidade de personagens da editora aparecendo e fazendo um belo fanservice, uma homenagem a décadas da DC. Nessa trilogia animada não tivemos nada disso. É sem sal. E nem precisa comparar nada não. Só a ideia basta. E ainda assim pouco aproveitaram. Não odiei como alguns odiaram, mas foi muito morno. / Se era pra fazer assim, que tivessem feito um filme só que nem fizeram com Injustice.
Liga da Justiça: Crise nas Infinitas Terras - Parte 2 (Justice League: Crisis on Infinite Earths - Part 2) (2024) - Como uma repetição piorada da Parte 1, a Parte 2 entrega mais do mesmo, só que em desânimo. Ok que foi até legal ver umas histórias de uns personagens, ver alguns reunidos tb, mas ao todo é enrolado, parece não sair do lugar, sem rumo, só estendendo. E foi um grande qualquer coisa as batalhas contra as criaturas das trevas.
Liga da Justiça: Crise nas Infinitas Terras - Parte 1 (Justice League: Crisis on Infinite Earths - Part 1) (2024) - A saga que mudou os quadrinhos de heróis ganha uma morna primeira parte de uma adaptação animada. Pelas críticas pensei que seria pior, mas achei essa Parte 1 "boazinha" até, apesar de tudo. Gostei do clima mais lento, mas não curti tanto as transições de arcos. O Flash ficar indo e vindo pra lá e pra cá do início ao fim chegou a cansar. Sem contar que metade do longa parece um começo de episódio que não soube a hora de encerrar. Tem seus momentos, as vezes se perde, as vezes se encontra. A batalha contra o ciborgue lá não é nada de mais. Pelo menos souberam terminar bem o filme a ponto de querer ver a segunda parte (que, "spoiler", não valeu rs).
Twisters (Twisters) (2024) - Pouco inspirado e bregamente inspirador, a nova versão de Twister, agora Twisters, se agarra ao básico pra contar uma história clichê de superação e tornados. O filme tem uma boa abertura dramática, mas o roteiro transforma o tom aos poucos numa comédia e posteriormente em algo próximo a uma comédia romântica mesmo que não diretamente. Tem os personagens lá, tem o "nunca desista dos seus sonhos", tem o "nem tudo é o que parece ser", tem o "devemos fazer o bem" e coisas do tipo. Assistível, mas nada demais. As cenas de tornado dão pro gasto, mas faz muita falta uma cena com som ambiente. Tem vários momentos em que o roteiro simplesmente ajuda o elenco tb, mas dá pra deixar passar. Não lembro do filme clássico pq vi faz anos, mas o novo é tipo um filme adolescente só que com adultos e com mensagens bonitinhas em meio a destruição.
Os Observadores (The Watchers) (2024) - Primeiro filme escrito e dirigido pela filha do Shyamalan. Ela segue os passos do pai no estilo. Só faltou um resultado melhor. Suspense bom, cenas de floresta, clima de mistério, mas desliza do precipício no final. Na maior parte do tempo o filme prende a atenção a todo momento pela ideia das pessoas presas numa local cheio de criaturas que as observam todas as noites. Apenas naquela casa no meio da floresta elas estão seguras, desde que sigam as regras de se manterem na luz e de ficarem de frente pro espelho. Ótimo. E o filme é basicamente isso por boa parte. E a Dakota mandando bem. Eu gostei até aí, apesar de reparar em possíveis momentos questionáveis. Daí quando chegam as típicas reviravoltas das reviravoltas, que possivelmente explicam algumas situações anteriores que pareciam forçadas de roteiro, as coisas simplesmente desandam até tudo terminar da forma mais sem sal e mais sem graça possível. Fazer o que.
Abismo do Medo 2 (The Descent: Part 2) (2009) - Uma reciclagem bem piorada e sem graça do primeiro. Começa melhor, termina muito pior.
Abismo do Medo (The Descent) (2005) - Depois da abertura demora muito pra empolgar, mas depois que se entra na caverna as coisas começam a melhorar. Tem seus momentos de tensão. Gostei dos cenários das cavernas, conseguem passar claustrofobia, principalmente quando estão entrando. As criaturas dão um toque a mais, mas tb rendem algumas cenas toscas. O final é questionável.
A Sutil Arte de Ligar o F*da-se (The Subtle Art of Not Giving a #@%!) (2023) - Não li o livro, só sei que é admirado por uns e motivo de chacota por outros, mas decidi conferir o doc devido a fama que o livro tem. Pra minha surpresa, gostei. Não é nenhuma reinvenção, não tem aprofundamentos existenciais tão detalhados assim, se focando mais em dar vários exemplos pra mostrar mais a prática que a teoria, mas os pontos estão lá, as ideias, os temas, e isso já é muito, mesmo que seja o óbvio, pq nem sempre o óbvio é tão óbvio assim. Você não é especial e o mundo não gira em torno de você. A vida tem momentos ruins e não dá pra escapar disso. A busca excessiva pela felicidade prejudica a vida. Mudança requer sacrifício. Você é responsável pelos seus atos, mesmo que não seja sua culpa. Coisas assim.
Dia dos Namorados Macabro (My Bloody Valentine) (2009) - Que filme... Picareta (rs). Aproveitando a data, decidi conferir esse remake. Que filmezinho ruim kk Fraco, morno, tosco. É tão previsível e tão forçado que mais dá vontade de rir pelos absurdos. Já no começo quando o assassino passou do lado do pessoal escondido eu notei a tragédia que isso seria. E haja pessoas caindo quando o assassino tá perseguindo kkk Colocaram alguns atores e atrizes por beleza ou fama e esqueceram do resto. Até tentaram apelar com a cena do motel, mas não deu. O longa foi lançado em 3D e pude conferir no formato. É bem filme da época mesmo, quando o 3D estava no auge, pq tem vários destaques pras coisas "saindo" da tela e tal, e nesse quesito os efeitos, por mais bobinhos que sejam, funcionam bem, mas... Né. Nem graça tem na maior parte. Ver em 2D então deve ser pior ainda. No mais, se for pela zoeira é um bom filme pra ver com amigos só pela ruindade. Fora isso, que bomba.
Deixados Para Trás: O Início do Fim (Left Behind: Rise of the Antichrist) (2023) - Pensei que seria pior do que esperava. De verdade. É fraco e só. Uma história já desenvolvida antes, mais do mesmo, só que "atualizado". Não é possível que seis filmes e não conseguem mais acertar igual acertaram no começo (que aliás tenho que rever). Essa nova versão de Deixados Para Trás não é bem um reboot, e sim uma continuação do reboot mesmo, de uma década atrás, que teve o Nicolas Cage como protagonista, só que nesse novo são novos personagens. Ou seja: Dá pra ser tratado como reboot de qualquer forma, pq ligação direta mesmo pouco tem (é mais a questão de ter ocorrido um arrebatamento mesmo), por mais que, pelo que pesquisei, o outro tenha adaptado apenas parte do primeiro livro da saga e esse novo filme adaptado o restante. Se for por esse lado, atualizaram a trama do nada no meio da história, inclusive nesse filme o mundo passou pela pandemia da COVID e fazem questão de ironizar isso, coisa que no outro não tinha pq não havia ocorrido na vida real ainda. / A nova narrativa acompanha grupos de personagens lidando com um mundo se reerguendo meses após muitas pessoas desaparecerem. E, olha, o mundo tá bem normal pra algo do nível. Até inventam desculpa de que estão tentando manter a sanidade pra não desmoronar de vez, mas pra poucos meses do ocorrido era pra tudo estar mais... Apocalíptico. / Os personagens principais são ateus, mas o rendimento de indagações deixou a desejar. Parece que só fizeram questionamentos como desculpa pra dizer que fizeram, dando respostas rasas que pouco convenceria quem já não acreditava. O mais forte é que a profecia foi cumprida e é isso, as pessoas que se virem e aceitem ou não o fato, simples assim. Mas ok. Teve um que achei até interessante em sua base, quando uma pessoa indaga se deveria enganar a si mesma por não conseguir acreditar mesmo depois de tudo, até que recebe a resposta de que a fé vai além disso e não exclui dúvidas. Quem dera os cristãos de hoje soubessem disso, né. (he). / É irônico como o filme abraça o negacionismo e conspiracionismo criticando o negacionismo e o conspiracionismo. Em detalhes de diálogos deixam isso claro, como (in)diretas. Ainda tem mensagem anti-vacina. Criticam conspiração, mas se utilizam de conspiração. Óbvio que devemos questionar as coisas, de indagar as respostas, de verificar as informações, mas é de uma hipocrisia o jeito que a narrativa se utiliza disso. Temos inteligência pra que, então? / Dos filmes da franquia, O Início do Fim não é o pior. Existe um tal de A Nova Geração, o derivado adolescente que se passa durante o primeiro filme, que é de longe pior que esse. Considerando que são mais de uma dezena de livros (só dos principais) e considerando o ritmo, nunca que vão terminar isso nesse século se quiserem adaptar tudo. Pq não fazem logo uma série ou apenas deixem isso pra trás? (rs). Eu veria uma série televisiva, mas que não fosse um livro por temporada tb.
Priscilla (Priscilla) (2023) - Baseado no próprio livro de memórias de Priscilla Presley, que tb produziu o longa, a adaptação da Sofia Coppola entrega não só mais uma versão sobre o casal Presley, mas principalmente uma versão pela visão de Priscilla. Polêmico, a filha de Presley, Lisa, repudiou fortemente o roteiro desse filme. / É curioso como cada biografia relacionada a Elvis conta de formas diferentes as trajetórias dos envolvidos, por mais que tenham pontos em comum. Tem coisas aqui que não se viu no telefilme de 2005 ou no filme cinematográfico de 2022, assim como todos entre si tiveram momentos não contados ou contados de forma diferente entre si. Enfim. O livro do qual esse filme foi baseado tb já recebeu adaptação antes em minissérie, mas não conferi ainda. / Aqui temos um Elvis controlador, que tem sua namorada/noiva/esposa como um objeto de satisfação pessoal. Tudo ele tem que aprovar. Tudo tem que ser feito pelo bem dele. Tudo tem que agradar mais a ele que a ela. Priscilla, com isso, vai se isolando cada vez mais. A relação conturbada do casal já era conhecida. É uma desmistificação da lenda do rock. É o outro lado que as obras retratam levianamente. Ironia ou não, não é como se aqui fosse tão aprofundado assim tb. / O filme possui uma narrativa bem lenta, embalada por canções antigas que condizem com seus momentos. Talvez proposital, mal dá pra ter noção do tempo que se passa na trama. É uma história que ocorre ao longo de mais de uma década e o longa faz parecer que não foi tanto tempo assim. A sensação de estagnação é forte. A fã que conheceu seu ídolo e se tornou sua esposa num relacionamento conturbado onde ela não sabia como reagir ou sair dele, enquanto o tempo foi passando. / Impedidos de utilizar as canções de Elvis, o longa se utiliza de covers de canções da época. O resultado combinou demais. Até tem um aproveitamento de brecha, mas é detalhe. Eu pensava que iriam usar as versões originais das músicas (pq Elvis "só" regravava), mas foram criativos ao se virarem com outras. / Apesar da boa qualidade do filme, senti que faltou algo. É como se ele ficasse preso na mesma sem um maior desenvolvimento nos detalhes. Fui ler o resumo do livro e tinha mais coisas que poderiam ser trabalhadas. O filme só dá pinceladas e se preocupa mais em mostrar a solidão pessoal do que os ocorridos. Faltou tb um final melhor. Brusco demais. Mas ainda foi um filme bom de ver com um olhar muitas vezes ignorado.
A Caça (Jagten) (2012) - Caramba. Sempre vi recomendações, mas enrolava pra conferir. Filmão mesmo. O filme se passa numa pequena comunidade. O protagonista, que trabalha numa creche, é acusado de abuso. Esse é só o pontapé pra tudo descarrilar. Apesar do nome, não é um filme de ação ou algo do tipo. É um drama dos bons. A caça é pq o cara começa a ser perseguido por todos, que aceitam a acusação como real. Considerando outra cultura, para nós pode parecer estranho a forma como as pessoas reagem, com raivas mais contidas e tal (pelo menos foi o que me pareceu), pq se fosse no Brasil esse ocorrido poderia ter sido muito diferente e muito mais escandaloso. O longa aborda as reações dos moradores perante o caso, e consegue passar bem a mensagem de forma simples, já que não fica buscando grandes revelações como num suspense. / Um ponto que a trama deixa de reflexão é a questão da veracidade do que uma criança conta. Ou ninguém acredita pq a criança mente muito ou todo mundo acredita pq a criança supostamente nunca mentiu. Tem tb a questão da influência, do que adultos induzem as crianças a fazerem e a dizerem. É tudo muito complicado, ainda mais sabendo que o ato criminoso acontece frequentemente pq existem pessoas ruins o suficiente pra isso. Logo, se colocando no lugar do povo, chega a ser óbvio dizer que duvidar da inocência deve ser levado em conta, o que ainda assim não justifica alguns dos atos posteriores, principalmente enquanto as investigações acontecem sem nada estar confirmado. É complicado.
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban) (2004) - Fui rever no cinema na reexibição comemorativa de 20 anos. Quanto tempo, hein. Fazia mais de uma década que eu não via esse filme. Tão bom quanto era antes. Uma coisa que notei é que na minha memória ele era mais sério do que foi. Não que não seja, mas a parte cômica ainda tá lá bem clara. A segunda coisa é que eu pensava que não lembrava tanto da trama, mas acabou que eu lembrava de quase tudo kk Alguns consideram o melhor filme da franquia, e pode ser, pra mim um dos melhores, mas eu quero rever todos com calma depois. / Tenho uma história curiosa (não por isso interessante rs) em relação ao terceiro capítulo da saga. Eu tinha visto os dois primeiros e meio que foi tanto faz. Não liguei muito. Daí que numa ocasião acabei vendo o quarto filme, o primeiro que vi no cinema, e gostei tanto que tempo depois assisti a esse terceiro e gostei tanto quanto. Na época, e por muito tempo assim, eu dizia que era "quando Harry Potter ficava bom" kk Mas não sei se diria isso hoje em dia pq quero rever todos ainda. Os dois primeiros são os que menos lembro. / Prisioneiro de Azkaban é uma transição do HP criança pro adolescente, um amadurecimento pra franquia, quando a parada começou a ficar mais séria, mas ainda naquele meio termo entre o infantil e uma pegada mais crescida (não necessariamente adulta, e isso é visível). Sua longa duração não traz acontecimentos tão grandiosos assim ou algo do tipo como se fosse um épico de fantasia. HP é mais sobre apreciar aquele universo e seus momentos, então temos cenas aqui e ali do trio principal de amigos em suas aulas e passeios, enquanto ao todo uma trama maior vai sendo montada (e contada). Ora, se passa numa escola e os principais são estudantes dela. Um dia leio os livros.
Evidências do Amor (Evidências do Amor) (2024) - Inserir viagem no tempo em histórias de drama e comédia romântica costuma render bons resultados. E agora temos um brasileiro pra lista. Pra quem gosta de Evidências é bom kk É uma dramédia estrelada pelo Porchat (sempre daquele mesmo jeito que ele costuma fazer) e pela Sandy (que... É a Sandy, né). Pode ter alguns furos, algumas cenas que ok ou meio vergonha alheia (faz parte?), faltou pelo menos um Evidências por inteiro, mas... Que filme bacana. Foram criativos na forma de transformar a famosa música nessa aventura de um relacionamento acabado vivendo apenas de lembranças boas e ruins.
Furiosa: Uma Saga Mad Max (Furiosa: A Mad Max Saga) (2024) - Apesar de compartilhar de cenários em comum e até alguns personagens, Furiosa não é um novo Estrada da Fúria. Deixando a insanidade de lado, a prequel desacelera bastante pra contar uma trama de origem da personagem que dá título ao longa. Desnecessário? Talvez, mas, se existe, o que se espera é que pelo menos seja bom. Pra mim foi ok. Vi muitos elogios, como se fosse um filmão tão bom quanto seu antecessor, mas não senti nada disso. Não chega nem perto. Furiosa é outra pegada. Outra jornada. Outro estilo. Tem seus momentos semelhantes, mas o ritmo é bem diferente. É um filme de vingança dividido em partes, onde nas primeiras vemos a personagem criança e nas demais já temos ela em sua adolescência/juventude. Há alguns belos momentos de ação, assim como interessantes momentos sem trilha sonora, mas a duração do longa pesou. Duas horas de filme já tava de boa. Não tem tanto assim o que contar. Quanto aos desafios, são variados, mas o vilão principal depois de um tempo já não é lá grande coisa quanto aparenta ser no começo. Cumpre seu papel. Já a protagonista tá sempre marcando. O trailer entrega bastante coisa, mas tb não tem muito o que revelar aqui.
A Última Sessão de Freud (Freud's Last Session) (2023) - Um desperdício agradável (??). O filme, baseado numa peça teatral de mesmo nome, ambos ficcionais, por sua vez baseado no livro de não-ficção Deus Em Questão, imagina como teria sido um encontro entre duas personalidades de pensamentos opostos: Freud e Lewis. De um lado, o pai da psicanálise. Do outro, o autor cristão de Nárnia. O longa consegue manter a atenção em sua duração que soa curta pra um tema desse nível. Esperando algo aprofundado, me deparei com diálogos relativamente rasos pras propostas, apenas arranhando as questões bem por cima, só a lasquinha pra dizer que falaram das coisas. A conversa entre os dois é toda hora interrompida pra flashbacks de ambos, além de um arco secundário da filha de Freud. / É o tipo de filme que poderia ter mais de duas horas fácil e que poderia ter ousado muito mais. Poderiam ter deixado de lado tb focos além, como a exigência tanto de mostrar os flashbacks visualmente quanto de criar uma narrativa que propositalmente dá pausas e diminui o tempo de debate. Poderiam ter feito como em Dois Papas, por exemplo. Em discussões sobre a crença em Deus, o medo da guerra, a sexualidade e afins, Freud e Lewis trocam indiretas e se desafiam de um jeito muito amigável pro potencial que isso tinha. Aliás, quando o assunto é religião, Lewis argumenta só de vez em quando com pensamentos um tanto vagos. Cadê os conflitos? Há picos, mas nunca alavanca. / Independente de tudo, o filme tem uma essência interessante, tem diálogos envolventes, os personagens tem uma conexão, dá vontade de acompanhar suas mentes. Ao todo funciona parcialmente mesmo ficando na parte externa do iceberg. Parece mais uma conversa entre dois amigos com pouca ofensa e basicamente dizendo "discordo de você, mas ok, fazer o que". [Curiosidade: Hopkins, que interpretou Freud aqui, já interpretou Lewis tb num filme antigo].
Mesa Maldita (La Mesita del Comedor) (2022) - Que agonia ver esse filme. Não só pela tragédia, mas pelo personagem ficar calado com um nó na garganta segurando tudo por horas. Qualquer coisa que comentar sobre é spoiler de tão objetivo que o longa é. Causa um incômodo por todo o peso do ocorrido e a busca mentalmente desesperada por uma resolução em meio a essa desgraça enquanto tenta manter/fingir a normalidade. Dá aquela sensação de angústia, principalmente quando tá todo mundo feliz sorrindo sem nem ter ideia do que aconteceu. Sei nem o que comentar direito.
Batman (Batman) (2022) - Filmaço. O Batman detetivesco, assim como nos quadrinhos, funciona demais. Revendo achei melhor ainda do que da primeira vez. Deu pra digerir melhor algumas coisas. Quando vi no cinema, de noite, não sabia bem o que esperar. Recebi um filme de ritmo relativamente lento pros padrões atuais, investigativo, focado em observações, indagações. Tudo muito interessante, mas que, pelo horário e pelo peso de uma duração de três horas, influenciou no resultado. E agora como o filme passou rápido. Mal notei. Até a charada da rata alada, que fiquei um tanto incomodado, pareceu se esvair diante todo o resultado maior. Uma jornada no clima de trevas de Gotham, com personagens lidando com passados sombrios e uma constante onda de corrupção que mantém toda a tensão rolando ao ser desmascarada. Tudo ao som de Ave Maria e imagens de uma cidade perdida. Filmaço.
Cordeiro (Dýrið) (2021) - "Cordeiro". Na boa, achei chato. Não necessariamente ruim, mas nada demais. Vi umas notas boas, mas não consegui ver todas essas qualidades além da ambientação. Não gosto da justificativa de que "nada acontece" como sendo algo ruim, pq tem vários filmes que são bons/ótimos/excelentes que muita gente reclama só pq é lento, mas esse pouco me criou vínculo e pouco me convenceu de algo. Senti falta de mais reações por parte dos personagens e o fato deles ficarem em silêncio boa parte do longa mesmo em momentos-chave incomodou. Um grande "ah, ok, tá bom" ou um "eita, mas vida que segue". Tem o casal lá que cuida dos cordeiros até que nasce um diferente e é só isso mesmo. O perigo, o desafio que mantém o interesse no que vai acontecer, demora a chegar. O começo cria uma tensão, mas depois é tanto faz, voltando a chamar a atenção só mais pro final. A ideia é melhor que o resultado.
O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods) (2012) - Que filme bom kk Uma mistura de terror, comédia, ficção, tudo partindo de um molde batido de adolescentes indo pra uma cabana no meio da floresta e coisas estranhas acontecendo. As cenas em paralelo na empresa dão um diferencial pra reforçar que isso não é apenas um filme de terror. O ato final é um show a parte. O filme brinca com os clichês do gênero, mas não igual a Pânico, sendo algo mais viajado, mais literal, mais escrachado. É um longa muito ame ou odeie, visto as fortes divisões de opiniões. Eu gostei e senti que dava pra render até mais.
Demônio de Neon (The Neon Demon) (2016) - "Eu não quero ser elas. Elas querem ser eu". A mulher é bonita, sabe que é bonita e ainda joga na cara que é bonita. Elle Fanning é linda mesmo (he). O filme é como uma crítica ao mundo da moda e a busca por corpos juvenis. Temos uma modelo novata entrando nesse universo e percebendo que ela chama a atenção de todos. O longa tem um visual atraente e o título não é a toa. A narrativa é lenta, por vezes acompanhada de cenas metafóricas ou apreciativas. O ato final carrega surpresas. Tem uma cena ou outra um tanto inesperada que dá pra causar certo desconforto. Não fazia ideia que o Keanu Reeves tava nesse filme, e ainda num papel que não pareceu combinar com ele. Em geral achei o longa interessante. As notas pelo que vi são bem ame ou odeie. "Beleza não é tudo. Beleza é a única coisa".
Wish: O Poder dos Desejos (Wish) (2023) - Eu tava tentando entender o motivo da rejeição sobre o longa por boa parte do tempo, porém, conforme avançava, mais eu sentia que faltava algo. Pegaram o que a Disney tem de clichê, mexeram pra dar uma repaginada, inseriram algumas referências e colocaram tudo num longa pra comemorar o centenário da empresa. Wish é uma animação ok. Não é essa ruindade não. Dá pra ver. Só não tem tanto peso. Menos ainda pra uma comemoração centenária. É apenas um dos filmes já feito. / A premissa faz sentido pra temática, sobre realizar desejos. Disney demais. Boa sacada. O vilão batido cumpre sua função e rende um bom desafio. Os personagens principais são tanto faz, incluso a protagonista (o bode chama mais atenção que todo mundo). As coisas demoram pra acontecer (o trailer entrega quase tudo). O final é breguice pura até pros padrões kk As cenas musicais não são ruins, tem umas que curti, mas não deu aquela sensação de canções marcantes e as vezes até pareciam meio deslocadas do tom da animação. / Uma aventura leve que não é lá grande coisa e que tinha potencial pra ter sido muito mais do que foi. Ao mesmo tempo, mas um filme criticado que vejo e termino indiferente. Falando de bons momentos, destaque pra divertida cena da floresta quando a estrela surge. Destaque tb pra cena das galinhas, que pra mim foi a melhor do filme de tão aleatória e boba que foi. Pena ter sido curta. E uma menção honrosa pra uma simples, rapidíssima e bela cena pós-créditos.
O Ritual (The Ritual) (2017) - Não é um A Bruxa de Blair, mas compartilha de um tema semelhante (gente perdida na floresta e seita) e de divisão de opiniões fortes (ame ou odeie). Filme bem feito. Prendeu minha atenção do início ao fim, principalmente a partir da cena da cabana. Tem um clima de que qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento e que todos estão sendo vigiados. Nós não sabemos o que exatamente tá por ali, se é gente, se é bicho, o que seja. / Em parte ele é um filme básico, mas tem seus trunfos. Difícil comentar sem dar spoilers pq a maior parte do tempo é a "mesma coisa", apesar de boas surpresas no ato final. O roteirista tentou fazer com que o encerramento fizesse sentido e pra mim deu pra aceitar como as coisas aconteceram. Talvez uma coisinha ou outra pudesse ser melhor, quem sabe, mas o resultado é bom. Deu até um medinho, uma agonia pela situação. E lembrem-se de não ir pra floresta em grupos pequenos. E ao primeiro sinal de algo ruim, voltem kk
SDL - A Batalha Musical (SDL - A Batalha Musical) (2024) - É legalzinho pro padrão. Só vi pq tinha a participação do Seijinho kkkk Queria ver ele zoando o filme. Mas o longa acabou sendo bacana, leve, tem seu público-alvo. É meio coisado, força um pouco algumas coisas, mas tem noção do que ele é e abraça isso com um humor leve, referências diversas e um elenco aceitável.
O Segredo de Marrowbone (Marrowbone) (2017) - É bem feito e tem bons atores no elenco. Conseguem manter a curiosidade e ainda tem uma boa reviravolta. Não é um filme de terror, mas sim um drama com um toque sobrenatural.
Aespa: World Tour in Cinemas (Aespa: World Tour in Cinemas) (2024) - Show do Aespa no cinema conferido em 4DX. Bom pra quem quer dançar sentado kk A cadeira tremendo toda hora. Foi bacana. O grupo tem algumas músicas empolgantes. Como de costume do gênero cinematográfico, o show/doc intercala cenas do show mesmo e bastidores. Aqui, os bastidores na verdade são bem poucas cenas, focando mais nas integrantes falando uma das outras e do grupo, com direito ao momento de destaque pra cada uma. O clichê basicão brega falando bem de tudo e todos, mas não chega a cansar igual em alguns shows/docs de k-pop que já vi. Na parte das performances, mandam bem. É isso. Gostei.
Jorge da Capadócia (Jorge da Capadócia) (2024) - Aproveitando que hoje é dia de São Jorge, fui ver o filme sobre o homem. Me senti vendo uma novela no cinema. Valeu a iniciativa, mas o resultado morno fez o longa parecer durar mais do que durou. Não sou católico e pouco sei sobre o ocorrido na vida real. Me interessei após ver o trailer e após ler notícias sobre o filme, sobre as ideias, sobre a parceria Brasil-Turquia, os locais de filmagens e tal. O enorme clickbait do dragão ao literal me chamou a atenção tb, além de outras coisas, mas apenas esqueçam isso, pq não é nem um pouco como fizeram parecer no material promocional. / O filme abre com frases contextualizando a época, pra depois reforçar parte do que escreveu. A qualidade das cenas variam. Visualmente dá pra notar certo capricho com talvez um orçamento baixo ou pelo menos não o suficiente pra produções do tipo. É tudo muito simples, mas tem seus trunfos. Os diálogos as vezes soam travados, como se tivessem lendo o roteiro. Tem cenas que mais parecem estar no modo automático. Senti que a estrutura do roteiro foi muito cansativa. Tudo bem que é a história do Jorge e sua revolta contra seu líder em nome de sua fé, mas muito se torna repetitivo o vai e vem de situações semelhantes que ficam num ciclo duradouro. / E, na ausência de grandes batalhas, coreografias marcantes e afins, numa história que envolve um conflito interno dentro do império romano com confrontos e torturas, o filme se agarra ao que tem, como se tirasse leite de pedra, ora conseguindo ora não. Ora bem feito, ora nem tanto. Se agarra tb aos feitos de Jorge enquanto homem na Terra. Vai ter seu público que vai achar ótimo. Eu queria ter achado tb. É o tipo de filme que eu não gostaria de falar mal, mas quase dormi em vários momentos.
Guerra Civil (Civil War) (2024) - Filmão de fotojornalismo de guerra (dentro de seu contexto). Sua premissa envolve um Estados Unidos dividido politicamente numa grande guerra civil, mas, ironicamente, apesar da temática, seu aprofundamento político é quase nulo, extremamente simplório, e só não é imparcial por motivos muito óbvios. Ainda assim, que baita filme. Tentaram vender como um filme de ação, mas não é bem assim. É uma viagem de carro com reflexões sobre a profissão de fotojornalismo em um cenário de guerra interna num país quebrado. As poucas explicações vão sendo relevadas através de diálogos ao longo da trama. / É uma experiência acima de uma história amarrada, pq o filme, mesmo tendo sua linha narrativa funcional, sequer é redondo, sequer entra em detalhes além, soa brusco, e isso até que incomoda um pouco. Por outro lado, o que entregam é ao mesmo tempo maravilhoso e talvez seja tudo proposital. O foco é acompanhar os fotojornalistas em seus trabalhos. Eles tem que fotografar, vivenciar os momentos como meros expectadores, deixando de lado seus sentimentos e opiniões e registrando os fatos. O filme explora isso, e embora o tema gere mais debate do que o mostrado, ainda é o suficiente pro básico. / As cenas de ação e as de tensão são um trunfo. São realistas, cru, tem efeitos sonoros impactantes. Se algumas cenas possuem trilhas sonoras, outras se passam no silêncio, seja total ou parcial, tudo pra fazer o público adentrar aquele ambiente e acompanhar tudo assim como os fotojornalistas acompanham, enquanto soldados e civis estão se matando em meio a trocas de tiros e granadas. Tem cenas que o coração fica na mão de tão tensas que são. O clímax é o auge. / Guerra Civil é ótimo, mas poderia sim ter sido melhor e tinha potencial pra ser muito melhor, mas ao mesmo tempo o resultado é tão bom e tão bem feito que agrada e alivia seus problemas. Imagino fácil um filme desses com umas 3h de duração. Eu veria. No mais, Wagner Moura manda bem demais kk Todos os atores principais são bons e convencem em seus personagens. E, olha, é filme da A24. / [Vi um pequeno boicote sem sentido ao filme como se ele falasse mal de um lado e defendesse outro. Que loucura. Algumas das críticas ao filme foram justamente por ele não se aprofundar em questões políticas mais específicas kk]
Abigail (Abigail) (2024) - Isso sim é um filme de terror divertido. Abigail acabou sendo uma boa surpresa. Apesar da sinopse não entregar qual a ameaça, o trailer entrega de bandeja, mas ainda assim há vários elementos inesperados. Quem reclamou de clichê viu de olhos fechados. Tem suas escorregadas, as vezes parece meio perdido sobre quais são suas regras, mas é um filme de entretenimento competente ao manter a vontade de ver até o fim com diferentes personagens e ao transitar naturalmente de um filme de sequestro pra um terror gore de sobrevivência com uma pegada meio trash acompanhando bandidos/pessoas contra uma vampira bailarina. Ainda tem um humor que funciona. A atriz que faz a garotinha é o grande destaque. Mandou muito bem. Dos demais, pra mim os que mais chamaram a atenção foram o brutamontes e a hacker, apesar de todos terem seus espaços específicos. Boa diversão.
Entrevista com o Demônio (Late Night with the Devil) (2023) - Um daqueles filmes de terror que chega sendo elogiado, alta porcentagem de aprovação e tal. E ainda tem uma proposta interessante: Ser um filme de terror num formato de talk show antigo. A introdução apresenta e resume o programa e o apresentador pra então iniciar a tal noite que mudou tudo. / Tudo remete a um período real no passado onde o mundo dos mortos e afins estavam em alta na TV. Dentre os convidados, temos de gente que fala com os mortos a gente endemoniada, mas, fazendo um contraponto, há um personagem que com certeza foi inspirado no famoso cético que desafiou todo mundo e ofereceu dinheiro pra quem provasse que o sobrenatural existia. / É um terror diferenciado, bacana, bem feito, coisa que não se vê sempre, deve ser lembrado pelo estilo, tem seus créditos, sua criatividade, consegue manter a atenção, entretém. Por outro lado, se for levar pela repercussão midiática, na verdade não é nada tão impactante, surpreendente, grandioso ou inovador. Nenhum filmaço, mas ainda um bom filme. Vale seus méritos. / Agora, por mais que o filme simule um programa, ele tem suas liberdades que o impedem da experiência ser totalmente imersiva. Pra mim, as cenas de bastidores não convencem na proposta do formato, pq as câmeras são muito bem posicionadas como um filme normal e gravam tudo de importante, acompanhando sempre o apresentador. Até dá pra criar teoria, mas ok. / Parte do terceiro ato tb quebra a imersão. O clímax mesmo acaba se destoando do restante do longa, de forma positiva e negativa. Havia dado uma boa desanimada no final, mas a reviravolta é boa o suficiente dentro do contexto pra justificar o rumo e não só salvar tudo como tb melhorar o filme.
Rebel Moon - Parte 2: A Marcadora de Cicatrizes (Rebel Moon - Part Two: The Scargiver) (2024) - Enquanto a primeira parte de Rebel Moon foi uma grande aventura, sua segunda parte é uma grande guerra. Dava pra ter sido um único filme longo de três horas ou pouco mais. A segunda parte soa como um clímax solto da primeira, como se pegassem o que num filme normal fosse aquela meia hora final e esticassem pra um filme de duas horas. / Metade da parte 2 de Rebel Moon dá a impressão de uma grande enrolação. O filme pode ser dividido em duas partes (dentro da parte 2 [rs]): A do preparo e a da guerra. São uma hora de preparo onde pouco acontece e quase nada sai do lugar, como se não tivessem o suficiente pra contar. Uma hora de filme e eu já tava preparado pra criticar igual a maioria. Chato, desinteressante, vazio, tendo como único atrativo uma cena específica com o pouco aprofundamento dos personagens e seus rápidos flashbacks. / Felizmente, a segunda hora é um festival de ação. Uma guerra que justifica sua longa duração de arco (não de filme). Por mais que o primeiro filme fosse até "redondo", salvo obviedades, ele ficou devendo esse complemento que vemos aqui no segundo. Isso entregam bem. Pena que até chegar nesse momento presenciamos vários nada, vários tanto faz. / Apesar de tudo, o que eu realmente não entendo é toda essa ruindade que andam considerando dessa nova franquia. São filmes rasos, genéricos, tem vários problemas, mas não consigo enxergar o quão podres são pra serem uns dos piores de seus anos. Me falta visão? Bom gosto? Quem sabe. Não me ofendeu nem nada. São apenas filmes qualquer. O primeiro vi de boa e o segundo compensou depois da metade. / A franquia tá dando seus passos. Soa desnecessário uma trilogia de seis (kk), tanto quanto uma versão estendida pra cada uma. Dava pra fazer uma versão reduzida, isso sim, sem divisões de partes. Mas ok. No aguardo da parte 3 ou de talvez um... Rebel Moon 2 Parte 1? (rs). Quem sabe.
Ameaça Profunda (Underwater) (2020) - O filme é bom, mas poderia ter sido bem melhor. Com poucas explicações e desenvolvimento, temos uma galera no fundo do mar lutando pela sobrevivência com desafios a serem vencidos, indo de um ponto a outro. Os perigos são tantos que há conveniências demais de roteiro pra que a trama possa prosseguir pq não teria como os personagens escaparem. Pra piorar, ainda chegam a repetir situações e coisas acontecendo de último segundo. Mas o que me pesou mais é o potencial desperdiçado de claustrofobia, pq até conseguem em algumas cenas, mas em outras não. O longa tenta toda hora ser dinâmico até quando não precisa, e isso atrapalha. Em vez de aproveitar o momento na escuridão do imenso oceano e o medo do desconhecido e das criaturas ao redor, insistem numa ação frenética que se torna um grande caos em tela pq não dá pra ver nada (e ainda tem muito zoom em cima dos personagens). Mas o negócio diverte. Em geral ainda é positivo kk Clichezão básico. Deixando de ser chato, eu curti.
A Rede Antissocial: Dos Memes ao Caos (The Antisocial Network: Memes to Mayhem) (2024) - O doc fala como o 4Chan acabou influenciando o mundo atual até a política desastrosa que vivemos. Falando sobre a origem do fórum, os que vieram antes e depois, como o 2Chan e o 8Chan, e sobre outras coisas que nasceram disso, como o grupo Anonymous e a teoria da conspiração QAnon, o doc explora toda uma mudança radical social iniciada apenas por pessoas que queriam se divertir e zoar na internet. Tudo muito interessante. Como tudo saiu do controle, de piadas pra preconceitos descarados pra movimentos reais pra conspirações. / Muito do que a internet chama hoje de incel, nerdola, anti-woke, anti-lacração, redpill, etc, por mais que nada disso seja diretamente citado, foi fruto desse meio de alguma forma. As informações batem. Aqui é o lado negativo das coisas. Até mesmo quando há positivos há negatividades. Um lugar que dava espaço pras pessoas serem o que elas eram se tornou um ambiente de ofensas. Um grupo ativista que lutou por melhorias foi se desmantelando e sendo usado por pessoas com ideias distorcidas. O meme definiu a vida. A zoeira ficou séria. Enfim. / O doc rendia fácil uma série aprofundando mais os temas. Gostaria de mais. Um só sobre o Anonymous, um só sobre o 2Chan e o 4Chan e suas variáveis, um só sobre o impacto dos memes e tal. E foi legal saber quem era parte da galera por trás dessas coisas, até pq cresci sempre ouvindo falar disso tudo, mas nunca havia ido além. Só lembro de, no auge da adolescência, apoiar os Anonymous e da galera falando em como as redes sociais copiavam o 4Chan. ~Memes, tipos de carinhas são, uns são bons e outros não.~
A Primeira Profecia (The First Omen) (2024) - Um filme que ninguém pediu, um prelúdio pro ótimo clássico A Profecia. O resultado é bom com ressalvas. O roteiro tenta desenvolver toda uma trama pra justificar o que é visto no começo do original, ao mesmo tempo que faz suas mudanças pra se tornar autêntico (logo, por mais que funcione como prelúdio e se ligue ao antigo, tb tem liberdades criativas o suficiente pra algo novo). / A premissa interessante demora pra mostrar seus frutos. Tem toda uma boa ideia, mas de começo não parece saber equilibrar as coisas. Senti que faltou um melhor desenvolvimento em relação aos conflitos internos da protagonista. Inclusive ela se dedicando a sua missão e sendo tentada a provar o que ela tá abdicando renderia muito mais do que rendeu, mas o filme tem outros objetivos, embora insistam num paralelo (justificável) dela com outra garota, mas que tb não é tão desenvolvido assim. / Tem referências ao original, mas nem sempre há tanto peso. Tentam manter o estilo lento e de suspense igual era antes, mas há pouco mistério a ser descoberto aqui e não passa o mesmo clima de antigamente. Existem alguns poucos jumpscares e todos são horríveis. Mas quando não tá tentando nada disso, consegue prender a atenção, traz momentos importantes, cria caminhos promissores. / As coisas vão melhorando aos poucos e tomando um rumo que traz um ar de curiosidade conforme tudo vai sendo revelado, sejam previsíveis ou não. O filme começa então a andar e as peças a se encaixarem. O trunfo tá nas personagens principais, na abordagem do papel feminino, na vontade de saber como tudo será interligado. O clímax contínuo é o auge. / Ao fim, A Primeira Profecia é o bom que poderia ser melhor, que agrada em alguns pontos e desagrada em outros, que poderia ser um filme qualquer se não carregasse o peso do nome da franquia, mas que mantém o interesse suficiente justamente por fazer parte. Não duvido se lançarem novos filmes.
Assassinato nas Profundezas (Into the Deep: The Submarine Murder Case) (2020) - Controverso documentário sobre o incidente no submarino. Vi polêmica sobre pessoas que quiseram ter suas participações removidas, assim como avaliações que criticaram a ausência do lado da vítima na trama, mas tb vi alguns elogios. A verdade é que Isso aqui era pra ser uma coisa e se tornou outra. Era pra ser um doc sobre a jornada do Madsen, até que o crime ocorreu e o foco mudou. / Ou seja, ainda é um doc sobre esses "últimos meses" antes do crime até o veredito do crime, meio que mostrando como o cotidiano era normal ali, mas com algumas suspeitas aqui e ali de que algo poderia acontecer (que só é possível confirmar pq tudo aconteceu). Entendi a proposta, mas ainda foi um vacilo excluírem quase que por completo qualquer coisa sobre a vítima. O foco do doc mesmo é, além de acompanhar o futuro criminoso, acompanhar tb sua equipe reagindo as situações conforme tudo foi sendo revelado.
A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ) (2004) - Revendo após mais de uma década esse longa que marcou o cinema 20 anos atrás. Polêmico, o sucesso foi tanto que até hoje é lembrado. O filme se baseia não só nos quatro evangelhos da Bíblia, mas tb em materiais adicionais e liberdades criativas desde que não interferisse no conteúdo principal. Ele não busca se aprofundar na história de Jesus nem nada do tipo, se focando apenas nas horas finais de sua vida na Terra, salvo alguns flashbacks rápidos. Acusado de romantizar violência, visto que metade do longa mostra Jesus sendo torturado, espancado, sofrendo, sangrando, tendo a carne exposta, na verdade é uma experiência cinematográfica de vivenciar o momento. É incômodo mesmo. É pra sentir. Acusado tb de ofender os judeus como os culpados por tudo, o filme apenas busca relatar as coisas como foram, e não em culpar um grupo específico, tanto que o povo tb pediu pela crucificação e os romanos se aproveitaram de forma sádica dos atos envoltos. Baita filme com um baita peso.
Godzilla e Kong: O Novo Império (Godzilla x Kong: The New Empire) (2024) - Um dos filmes já feitos. É claramente um filme do Kong com algumas referências ao Godzilla, então o mamaco aparece BEM mais, enquanto o rei só fica aparecendo aqui e ali. O roteiro é batidão mesmo, bobo, clichê, desinteressante, tanto faz, mas pelo menos não é cansativo igual foi no anterior. Temos Kong e kongzinho contra mamacos, rendendo as melhores cenas; Godzilla contra kaijus aleatórios, agradável de ver, mas só aparece pra dizer que apareceu; e arco humano explorando um sinal na Terra Oca, básico só pra ter alguma base. Nhe. Mas como falar mal de um filme onde a melhor cena dele se passa no Brasil? Não tem como kk [Se fizerem um terceiro, pelo amor, que abracem logo o caos que nem Godzilla 2 fez, pq a galhofa já abraçaram.]
Noel - Poeta da Vila (Noel - Poeta da Vila) (2006) - É aquele bom que faltou algo. Parece tudo muito corrido e jogado na tela. Agrada por um lado, mas fica devendo por outro. Por conhecer a história entendi melhor, mas só pelo filme soa um tanto raso. Vale a curiosidade. Merecia um remake, inclusive com mais espaço pros sambas.
Anatomia de uma Queda (Anatomie d'une Chute) (2023) - Filmaço de julgamento. Bem dirigido, diálogos interessantes, boas atuações, roteiro que consegue manter o mistério do início ao fim. Mais de duas horas que passam depressa. A temática muito bem trabalhada. Na trama, o filho cego volta de uma caminhada com seu cão e encontra seu pai morto na frente de casa. Em meio aos questionamentos se foi acidental ou proposital, sua mãe, que estava no local, se torna a principal suspeita. Acompanhamos o processo de investigações e de depoimentos, que vão tornando o caso cada vez mais complexo pra se chegar num veredito.
Zona de Interesse (The Zone of Interest) (2023) - Elogiado e baseado em fatos, levando recentemente um Oscar, Zona de Interesse entrega uma proposta interessante num resultado que não é pra todos. Acompanhamos o dia a dia normal de uma família alemã... Ao lado de um enorme campo de concentração durante da segunda guerra. Pois é. A sacada da premissa é essa, mostrar a indiferença perante a situação. Sem explicitar visualmente sofrimento além, o filme causa impacto pelo silêncio e pela tranquilidade que as coisas acontecem bem do lado da desgraça. As fumaças saindo das chaminés e a vida continuando. Alguns detalhes dão mais peso para a trama. Antes da metade do longa tive a impressão de estar vendo um curta/média, e ele já se sustentaria até ali, mas o roteiro prossegue nessa experiência até o fim, continuando sua narrativa, que, não diria incompleta, mas que prefere encerrar num ponto a trazer reflexões. E ficou bom. Acabei lendo depois sobre os ocorridos posteriores.
Duna (Dune) (1984) - Já tinha conhecimento desse filme, mas enrolei tanto pra ver que já conferi as novas versões (kk). Mas avaliando sem tentar comparar, essa versão antiga de Duna até se esforça em espremer todo o conteúdo em pouco mais de duas horas, mas o resultado deixa muito a desejar. Tem os conflitos, tem a traição, tem a passagem no deserto, tem o arco do messias, tem tudo. Só não tem desenvolvimento. Não sei se "resumir" seria a palavra correta, pq o filme é corrido demais, inserindo todo o conteúdo possível. Tem cenas até que colocam narração pra explicar os ocorridos naquele período. / O começo é monótono e cansativo. Meia hora de filme já tava desanimado. Só depois que "anda" e olhe lá. Pra ver que, mesmo a nova versão sendo mais lenta (e extremamente melhor feita), deixa muito mais espaço pra desenvolvimento e isso faz uma diferença absurda. Nessa versão antiga nem surpresas maiores nós temos, pq qualquer mistério o roteiro faz questão de jogar na tela através de diálogos aleatórios. E qualquer conflito parece já ser resolvido na cena seguinte. / Sei que existem outras edições desse filme, incluindo uma versão de três horas, nenhuma aprovada pelo diretor até onde eu saiba (se bem que nem essa versão dele ele gostou, além do fato do estúdio ficar cortando gastos e resultar no que resultou) e talvez eu confira no futuro, embora depois desse resultado nem sei mais. Curioso notar como as opiniões variam. O filme foi detonado, mal recebido, mas tem esse filme no YouTube e lá tem muita gente elogiando ele. Tem gente até que achou melhor que os novos. Gosto é gosto, né (he). Mal gosto cada um tem o seu.
Duna: Parte Dois (Dune: Part Two) (2024) - Incrível como uma revisitada pode mudar muito a visão, mesmo se recente. O ambiente visto, a mente no momento de assistir, tudo influencia a experiência. Lembro de ter comentado sobre o filme ter os mesmos erros e acertos do primeiro e não ter entendido como a galera achou esse tão melhor assim se na minha mente tava no mesmo nível. Mantenho esse pensamento em parte, mas fui rever o longa em IMAX e gostei muito mais que da primeira vez. Revi antes em casa a parte 1 pra poder relembrar das coisas melhor e apreciei mais ainda a parte 2. Achei menos cansativo e mais empolgante dessa vez. Ainda não sei se coloco num pedestal igual muitos estão fazendo, mas que é bom é, muito bom mesmo. Quero logo a terceira parte.
Duna (Dune) (2021) - As vezes é preciso rever um filme pra maturar melhor a ideia. Eu já tinha achado muito bom da primeira vez, mas da segunda foi melhor ainda. Apesar de longo, ele pouco cansa e pouco se nota sua duração. Prende a atenção do início ao fim.
Duna: Parte Dois (Dune: Part Two) (2024) - A segunda parte de Duna chegou pra encerrar a adaptação do famoso livro de mesmo nome, o primeiro de uma saga. Elogiadíssimo, a galera dizendo como melhoraram, como era mais ágil e tinha mais ação, mas não foi o que vi. Pra mim, continua tão bom quanto foi o primeiro, mas não necessariamente melhor, seguindo seus mesmos erros e acertos. Há momentos que parecem esticar além da conta, mas tb há momentos que parecem não ter tempo suficiente pra desenvolver. A vontade de continuar assistindo, entretanto, se mantém. / O filme continua a jornada de onde o primeiro parou, e a todo momento desenvolvem a questão messiânica. Uma grande guerra está por vir e supostamente temos o messias entre nós. O arco principal basicamente se resume em sua premissa. Em paralelo, temos a retomada de outrora demais personagens e a introdução de novos, estes que não são tão aprofundados assim, mas estão lá por fazer parte da trama e ter alguma importância em algum momento. Ou quem sabe no futuro. O primeiro chegou a fazer isso. / Pode ser impressão minha e eu posso estar equivocado, mas o primeiro soou ter mais conteúdo, já que tudo era novidade e precisavam apresentar ao público os detalhes para compreensão desse universo. Na segunda parte, porém, com muito já construído, temos algo mais voltado ao grandioso com o seguimento da jornada rumo ao seu clímax. Não o clímax de encerramento de tudo, mas o clímax desse "arco inicial". Mas, apesar de toda e qualquer grandiosidade e temática desenvolvida, as melhores cenas para mim ainda estão no primeiro filme: A da primeira vez que o protagonista enfrenta o verme gigante e a cena da destruição do reino. / Com efeitos excelentes e uma trama curiosa, Duna Parte 2 entrega mais um épico dirigido pelo Villeneuve. Do modo que o resultado ficou, não parecia precisar de quase três horas de duração, mas ainda assim conseguiram o que conseguiram. E é estranho de avaliar assim. Com o filme sendo posto num pedestal de perfeição ou próximo a isso, sinto que para no "muito bom". Talvez um filme único de quatro horas em vez de duas partes tivesse sido melhor? Talvez, mas duas partes tb foi um acerto. Só sei que quero Parte 3 pra ontem. Eu zoei o primeiro filme dizendo que conseguiram fazer um ótimo filme de mais de duas horas de introdução, mas esse segundo tb é meio que um filme de introdução tb kk Deu vontade de ler os livros.
Jogador Nº 1 (Ready Player One) (2018) - E pensar que estamos cada vez mais perto de parte desse filme se tornar real. Já temos os elementos apresentados. É o Metaverso encontrando Fortnite. O maior fanservice da cultura pop que o cinema já fez. Detona Ralph chora perto disso. "Jogador Número Um" revisto. Gostei mais que da primeira vez, quando tinha achado mais ok que tudo. Dessa vez foi bem divertido. Saquei mais referências tb. O roteiro soa repleto de conveniências pra fazer a trama andar, mas a experiência é que vale. Uma aventura sobre jogadores tentando salvar os mundos. Ainda pretendo ler o livro. Dessa vez conferi no óculos VR mesmo, pra ser mais "imersivo". Que o futuro do mundo virtual seja assim. A questão da vida real aí a gente resolve depois ou deixa pra lá igual a premissa do filme mostrou (rs).
Madame Teia (Madame Web) (2024) - Desculpa Morbius, desculpa Venom. Temos o vencedor. Madame Teia é não só o maior clickbait dos filmes de heróis como tb um dos piores. Mas ele não é ruim por ser mal feito, mas sim ruim por ser desinteressante. Até tem uma cena ou outra bacana, principalmente na primeira parte, mas de resto é chato. O desenvolvimento consegue soar estagnado mesmo com uma trama de perseguição contínua, as visões variam entre cenas boas e cenas ruins (a do trem foi cansativa), o vilão é sem graça, as quase inexistentes lutas são descartáveis. Parece um longo episódio piloto de herói da CW lançado no cinema com um roteiro curto esticado até onde deram. / O filme da Madame Teia (e as Mulheres-Aranhas) mal tem Madame Teia (e menos ainda Mulheres-Aranhas) kk Tá mais pra um suspense onde mulheres comuns (com exceção das premonições da protagonista) fogem de um homem com poderes. O marketing engana direitinho. Pelo menos os atores envolvidos são bons, mas não o suficiente pra salvar essa bomba. Pra um filme de herói, até que por um tempo é um filme ok de paramédico, foi mais empolgante que o restante da obra, apesar de depois virar um filme estranho de perseguição. / Falando sobre os poderes da Madame Teia: [spoiler] A protagonista tem o poder de ver o futuro. Daí tem uma cena que ela não vê o futuro, mas sim conversa com o vilão que não tá no local (tipo o que a Rey e o Kylo Ren fizeram num dos Star Wars através da Força). Então tem uma cena que ela vê o passado da mãe e até interage com ela, sendo que até então só se falava nela ver o futuro. Inclusive depois nem se fala mais nesses dois casos e ainda reforça mais ainda sobre ver o futuro, e não outros poderes. Eis que no fim ela tem o poder de se dividir e estar em vários lugares próximos ao mesmo tempo. Mas ok. Dá pra inventar desculpa que ela ainda tá descobrindo, só que o filme não fica justificando esses poderes. Só tira do nada e joga na tela. E só fala em ver o futuro. [/spoiler] / Eu gostei da cena da lanchonete. [spoiler] As garotas vão pra floresta pra se esconderem do vilão. Ele tem acesso a todos os tipos de rastreios. Elas decidem ir numa lanchonete pra comer, mas escondidas e sem chamar a atenção. Uns garotos começam a olhar pra elas e elas vão falar com eles (???). Um cara na lanchonete as reconhece e liga pra polícia pq viu a foto delas no jornal. O vilão rastreia e descobre onde elas estão. As garotas sobem na mesa e começam a dançar Toxic da Britney Spears que tava tocando na rádio (???). Tudo isso pq não podiam chamar a atenção kk This is cinema. E a protagonista acelerando o carro pra poder chegar a tempo no local enquanto a mesma música toca. [/spoiler]
Um Broto Legal (Um Broto Legal) (2022) - Cinebiografia da "rainha do rock brasileiro". Filme bacana. Não conhecia a cantora de nome, mas conhecia as músicas. Apesar do começo do filme parecer ser mais puxado pro seu irmão, Tony Campello, é apenas uma introdução ao contexto, com a Celly Campello tomando foco com o tempo. A precursora do rock no Brasil teve uma curta carreira, mas até hoje se ouve as músicas gravadas por ela. É um filme simples, sem grandes surpresas, sem tantos acontecimentos, sem maiores dramas, mas feito de um jeito agradável. Seu final brusco combinou com os eventos que se desenrolaram. Taubaté um dia já foi conhecido por outras coisas que não as de hoje.
Mamonas Assassinas: O Filme (Mamonas Assassinas: O Filme) (2023) - Vi na maior boa vontade, visto que o filme foi detonado e eu tb não sou aquele grande fã dos Mamonas igual a galera era, e... É até ok. Talvez a qualidade que se salva nele, o que o torna "bom", é por ser dos Mamonas. Embora exista uma diferença enorme de qualidade cinematográfica, seria tipo dizer que Bohemian Rhapsody é bom mais por ser do Queen que por qualquer outra coisa (o que é verdade rs). / Nas partes musicais o elenco manda bem. O ator que faz o Dinho incorporou legal o personagem ao longo do filme. Quanto ao filme em si, ele soa corrido e ainda assim estende pontos que poderiam ser resumidos. Chega a ter músicas repetidas, enquanto passagens da história do grupo são citadas numa cena só. Já o maior foco fora dos palcos foi ou mostrar a banda tendo suas inspirações, e isso foi um dos maiores acertos, ou mostrar seus interesses amorosos. E ok. As vezes tb parece faltar um jogo melhor de câmeras pra dar mais energia, uma direção melhor, uma edição melhor. / Lembro que que o projeto era uma série, deu treta com as famílias e agora anos depois saiu esse filme, o que pode explicar a correria da edição e o roteiro picotado (mas parece que a série vai sair sim, só não sei se da forma original que queriam). O filme tem uma pegada mais amadora, uma produção de baixo orçamento, mas não consigo ver essa ruindade não. Nenhum filmão, dava pra ser muito melhor, mas não é ruim.
Amor Estranho Amor (Amor Estranho Amor) (1982) - "Já que a galera vive revivendo esse filme e xingando a Xuxa, bora conferir então pra ver se é tudo isso de polêmica mesmo". Nhe. Ele passa alguma crítica ali sobre conservadorismo, tem a questão dos políticos indo na casa e tal, as coisas sendo feitas as escondidas, mas é um filme fraco. Quase mira numa espécie Pretty Baby na ideia de uma criança indo morar num local desses, adicionando temas bem diferentes da comparação que fiz, mas acerta no vazio. Sobre a Xuxa, ela é a de menos. A mãe do garoto faz muito pior. Que errado. No mais, a galera que geralmente mais reclama não só não viu esse filme como tb não conhece outros mundo afora, como o já citado.
Rebel Moon - Parte 1: A Menina do Fogo (Rebel Moon - Part One: A Child of Fire) (2023) - Tem potencial, mas ainda precisa melhorar. Com dois projetos de universo expandido do Snyder em andamento na Netflix, temos, além do de zumbis, esse que é sua fanfic de Star Wars, um roteiro rejeitado que ganhou vida própria no streaming do N vermelho. E sendo melhor que o desastre que foi Army of the Dead, já é uma coisa boa. Pelo menos. / A parte 1 de Rebel Moon passa longe do horror que algumas críticas consideraram, mas tb não vai tão além. É um genérico espacial que consegue, pelo menos, se sustentar. Protagonista com passado sombrio recrutando pessoas pra derrubar o império ditador. E é só isso mesmo. Nada tão marcante, nada tão profundo, mas tem a marca do diretor, seja no visual, seja em suas cenas de câmeras lentas, e isso valoriza o resultado. As vezes nem tanto, mas na grande maior parte sim. Rende wallpaper (rs). Não é ruim. Dá pra ver de boa. Tem seus momentos. Se mantém. / O que me deixa incomodado é que essa versão não é definitiva, que teremos ainda a tal "versão do diretor", que meio que se tornou marca do Snyder (o homem dos cortes, como visto no churrasco). Que ironia. Por isso demorei pra ver esse. Tava esperando a outra versão, mas a curiosidade falou mais alto. Vai ter que valer demais pra justificar revisitar esse filme. O argumento é de que será mais "adulto" (rs). Mas pelo histórico deve valer sim, vide BvS e Liga, que, em comparação com suas versões de cinema, as estendidas são muito melhores. Mas agora uma "versão de cinema" pra streaming é novidade kk Enfim. Bora esperar. / Me pareceu um projeto que deveria ter sido feito em série de temporadas, pq pretende ser sim uma série, mas em formato de filmes. No aguardo da parte 2, que finaliza esse começo de universo. Se der certo, o cara já quer muito mais e talvez isso justifique o formato de longas, podendo explorar derivados. É o visionário, não tem jeito. Espero que dê certo mesmo, senão é melhor ele criar um universo próprio de heróis e trabalhar em cima (bem que eu queria, na real, mais que esses dois projetos atuais). No aguardo da tal versão estendida da parte 1 tb.
O Riso dos Outros (O Riso dos Outros) (2012) - O doc é apenas um ponto de partida pro debate. Ele basicamente fica apresentando os dois lados, um rebatendo o outro, e o público que escolhe. Nos meios tempos tem cenas de stand-up pra representar os conteúdos tratados. Ri de algumas poucas coisas, mas quanta piada bosta kk Tem umas paradas bem sem graça mesmo. Legal outras opiniões, mas deveriam ter mantido as entrevistas apenas entre humoristas ou pessoas que trabalham com o humor em geral. Seria mais interessante. Passaria mais um ar de questionamentos dentro da profissão. Rafinha Bastos, Gentili, Léo Lins, Laerte, Nanny People, etc. / Particularmente, por um lado eu defendo que tem que se fazer piada de tudo sim, ou de quase tudo, mas por outro lado tb defendo que existem limites. Tem que ter uma base, não pode soar gratuita. As vezes eu rio de alguma piada errada e sinto o peso na consciência sabendo que aquilo é errado. As vezes não rio, acho um absurdo, mesmo com muitos rindo. Mas qual o limite? Difícil definir com exatidão. Tb não acredito no papo de que toda piada tem que agregar algum valor ou algo do tipo. Humor é, acima de qualquer crítica, diversão. Obviamente, ao reforçar algo, o humor está fazendo uma crítica, direta ou indiretamente, mas o ato ainda é divertir. Cabe a quem tá fazendo entender como usar. No mais, independente de lados, o humorista só não pode ser hipócrita, pq já vi humorista que critica algo, mas faz o mesmo.
Missão Planeta Terra (Spaceship Earth) (2020) - Que experimento interessante, mesmo que falho. Tanto que até debateram se era ciência de verdade ou apenas entretenimento midiático. Só conhecia o caso por um artigo da BBC, mas não fazia ideia (ou não lembrava) da parada de "seita" e afins kk Bom doc. Se quisessem rendia fácil um doc só sobre a Biosfera 2 em si, mas o doc preferiu ir além e contextualizar o lado humano dos responsáveis pra entender todo o processo. No começo até estranhei estar vendo algo sobre companhia de teatro. Dava um filme, hein.
Anticristo, O Exorcismo de Lara (Godless: The Eastfield Exorcism) (2023) - Um bando de fanáticos religiosos torturando uma mulher alegando possessão, incluindo o marido. O pior de tudo é que o filme é inspirado num caso real e que isso ainda acontece. O filme até tenta brincar com a possibilidade de tudo ser real (conforme avança acaba por falhar nisso), e quem sabe alguns doidos verão tudo e terminarão achando que foi real mesmo, mas creio que na maior parte do longa deixam claro que a mulher só tem problema psicológico mesmo, não espiritual. As vezes soa repetitivo e algumas cenas e atuações não convencem tanto, o que torna o filme ali na média, mas é lamentavelmente interessante. A cena final do exorcismo pegou de jeito. Putz. Dos filmes do gênero, esse tá mais perto da nossa realidade que muitos ditos baseados em fatos.
Os Reféns de Gladbeck (Gladbeck: The Hostage Crisis) (2022) - O despreparo e a incompetência da polícia e dos jornalistas renderam ao infame caso de sequestro na Alemanha Ocidental dezenas de horas de fama para criminosos. Doc interessante, mostrando apenas gravações da época, sem adicionais. Acompanhamos a imprensa conversando com os bandidos (e tirando fotos deles) enquanto eles fazem exigências e falam sobre não ligar pra vida.
Sadako: Ressurreição (The Perilous Internet Ring) (2020) - Um filme chinês sobre os malefícios da internet que se utiliza da franquia Sadako apenas pra benefício próprio, já que o tal filme da Sadako nem mesmo tem a Sadako (rs). Se tivesse qualquer outro nome teria passado batido. Curiosamente, o diretor do filme chegou a dirigir um dos capítulos da Sadako japonesa (Ring 0). Quanto a esse longa chinês, começa ok, mas depois desanda, chegando a inserir personagem do nada e a jogar explicações na tela só pra dizer que explicou algo. Tem uma pegada interessante, mas chega num momento que parece não saber mais pra onde ir e entrega um final fraco. / Inicialmente eu pretendia ver um filme chinês não-oficial da Sadako, mas, ao pesquisar, parei nesse e acabei encontrando esse mesmo. Mas não são o mesmo filme, vale dizer. O outro se chama "Sadako Returns" ou algo do tipo.
Meninas Malvadas (Mean Girls) (2024) - Duas décadas depois, Meninas Malvadas ganha uma divertida versão musical no cinema, baseado na já existente peça teatral, baseado no filme antigo, baseado no livro (rs). É uma versão mais leve, mais "politicamente correta" (embora não totalmente), mais diversa, mais atualizada pros dias atuais e com algumas músicas. / A história é a mesma. Até alguns diálogos repetem. As canções funcionam na maior parte, com destaque para umas cinco boas, talvez, principalmente as que envolvem a Regina George e tb no arco da festa de Halloween. Algumas, entretanto, não são nada demais, principalmente a primeira e a última. A protagonista, coitada, parece apagada do filme perto dos demais personagens. / A nova versão, apesar de inferior, agrada. Não é tão marcante, mas diverte o suficiente de seu próprio modo. Tudo é repaginado pra geração Tik Tok. Triste, né, mas o tempo passa kk Vi o original apenas esses dias e gostei a ponto de ter ido conferir o musical no cinema. Há quem diga que a versão cinematográfica mudou detalhes do musical teatral, deixando os arranjos musicais mais pop e mudando algumas letras. Ainda não vi a teatral pra saber, mas ok.
Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo (Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo) (2024) - Que horror. Que começo lamentável de franquia. Um filme sem sal, genérico, chato. Até começa ok, mas é tanto nada demais acontecendo, tanto blablabla brega, tantos cortes secos com transições de tempo muito mal feitos, um vilão que não mostrou pra que veio, roteiro cheio de remendos, que nem mesmo o elenco conseguiu salvar. O terceiro ato é ruim demais. / Em resumo, vai piorando com o tempo. Turma da Mônica Jovem tinha potencial pra caramba, mas conseguiram estragar. Faz um bom tempo que não leio as HQs, mas as edições de aventura e sobrenaturais eram as melhores, então tinha como dar muito certo. Quando saiu o poster já achei tosco, daí veio o trailer e ficou pior ainda. Mesmo criticado, dei uma chance, mas é fraquinho mesmo. E tem gancho pra mais. / [Nem comparei com os filmes anteriores pq aqui é outra coisa, mas é inevitável comparar a queda de qualidade.]
Resistência (The Creator) (2023) - Uma boa surpresa. "Resistência" entrega um belo sci-fi sobre humanos contra máquinas. O trailer deu uma má impressão e por isso demorei pra ver. Parecia aqueles filmes batidos que investem mais em efeitos que roteiro. E ok, aqui pode até ser considerado um genérico visualmente bonito, mas de chato não tem nada. Pelo contrário. A aventura de mais de duas horas do soldado humano dividido entre matar ou salvar as máquinas consegue prender a atenção do início ao fim. Trama básica que agrada mais que muitos filmes por aí e boas cenas de ação. Muito bom. Recomendo.
Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo (Saint Seiya: The Beginning) (2023) - Conseguiram fazer um Dragon Ball Evolution 2 kk No começo parecia ruim, no fim piorou mais ainda. Conseguiram fazer um negócio pior que aquele filme 3D que teve anos atrás. Eu nem sou fã de CdZ, conheço o mínimo da trama, mas esse live-action é bem ruim. Fui pesquisar e é como se pegassem os pontos principais, dessem uma repaginada e simplificassem tanto que de Cavaleiros do Zodíaco quase nada tem de Cavaleiros e menos ainda de Zodíaco kk / Praticamente nada aqui é interessante. Algumas das poucas lutinhas até que vão, tem um estilo cartunesco (opa, animelesco? rs) e um filtro de cores ou sei lá o termo correto que visualmente agrada, mas nem é elogio por completo pq nem sempre presta. As cenas do Seiya conversando com a Saori são chatas, as cenas do Seiya com a mulher lá de máscara são chatas, as cenas dos heróis e dos vilões são igualmente chatas, as cenas em geral são chatas. E toda aquela enrolação batida entediante do Seiya treinando, se aceitando, se rejeitando e blablabla e aquele clímax horroroso e aquela resolução de fazer querer desistir de tudo é lamentável. Não sei nem como conseguiram fazer esse filme durar duas horas. / Fizeram um filme adolescente pior que os filmes adolescentes padrões atuais. Até gostaria de ver uma adaptação do arco das 12 casas, mas do jeito que isso foi, melhor não. E pelo fracasso de bilheteria esse filme de início será o fim. Melhor rever o live-action americano de Death Note (rs) que pelo menos me faz rir involuntariamente de tão zoado.
Resident Evil: A Ilha da Morte (Biohazard: Death Island) (2023) - Parece que melhoram o gráfico e esquecem do resto. O esperado encontro da maioria dos personagens principais de Resident Evil num só filme. Pena que esse quarto longa animado não seja grande coisa. Todos os filmes seguem o mesmo formato, até a série animada seguiu, então isso já desgasta um pouco, mas pra quem gosta tá de boa (tem gêneros que vejo mais do mesmo e continuo gostando). Tenho um problema de achar os chefões finais desses filmes genéricos, o que acaba não entregando aquele clímax que deveria, mas aqui temos um clímax de fan service que diverte mesmo que tudo seja apenas desculpa só pra aparecer os personagens. Pouco aproveitado, mas é alguma coisa. / O problema real de Ilha da Morte é o vilão totalmente desinteressante. A motivação dele é medíocre, não convence, não tem peso, não empolga, e até poderia demonstrar algum nível de curiosidade se o filme tivesse um roteiro melhor, mas nem isso. O monólogo dele é qualquer coisa. O filme funciona muito mais quando os personagens estão separados seguindo suas vidas até o momento em que chegam na ilha e o caos começa do que todo o resto posterior. Lembro que defendi (mais de uma vez) a breguice, o exagero forçado que o terceiro filme, Vingança, foi, como se fosse uma longa cena de ação muito divertida (pelo menos o que achei nas épocas). Aqui não, aqui só é forçado mesmo. Resoluções fáceis para os desafios e mais fan service pq a galera tá reunida, e olha que dava pra ter aproveitado muito mais. / Não sou mega fã da franquia, joguei uma coisa ou outra, mas gosto de algumas adaptações e gosto do universo de RE e tb gosto de fan service e as vezes pesquiso sobre a franquia, então gostei em parte do que vi, mas fora isso é um filme que deixa a desejar. Tem cenas boas, anda bem, mas depois vai desandando até melhorar um tantinho mesmo com a sensação de que faltou demais um desafio ao nível merecido. Os longas anteriores foram melhores e talvez até a série animada tenha sido tb. É ok, RE animado não teve alguma produção que eu tenha achado muito ruim, diferente da versão com atores que deve ter uns três ou quatro que achei fracos, mas tb nunca foi uma excelência, e aqui é qualquer coisa.
Feriado Sangrento (Thanksgiving) (2023) - Filme slasher onde um "Aniversário Guanabara" estadunidense termina em massacre no dia de ação de graças e daí alguém quer se vingar pelas vítimas. Terror batido com mortes exageradas. Notei que o pessoal curtiu, mas achei bem nada demais. O assassino é tão previsível que acertei na primeira suspeita. Nenhum personagem marcante tb, embora a protagonista seja tão sem emoção que faz os demais melhorarem.
The Most Reluctant Convert: The Untold Story of C.S. Lewis (The Most Reluctant Convert: The Untold Story of C.S. Lewis) (2021) - Uma biografia sobre o período da infância até a conversão de C S Lewis. Adaptado de uma peça teatral, por sua vez baseado no livro Surpreendido Pela Alegria, do próprio Lewis, [ou seja, não é adaptação do livro de mesmo título do filme], o longa é um longo e envolvente monólogo de pouco mais de uma hora onde um ator interpreta Lewis (dentro da trama mesmo) [e mesmo ator do teatro] {e o cara manda bem no que faz}, relembrando todo esse momento enquanto fala diretamente ao público e caminha por diversos locais. Paralelamente, há cenas de flashbacks. Depois de apresentar no começo os pontos de Lewis sobre o motivo de ser ateu, desbancando as crenças, acompanhamos sua trajetória de vida num tempo de pouco mais de uma década, até lá no fim apresentar os pontos de Lewis do motivo de sua conversão ao cristianismo. É um filme simples, humilde, direto ao ponto. / Foi elogiado, os fãs de Lewis amaram, e realmente é um belo filme, gostei e recomendo, mas tenho uma ressalva. As motivações de Lewis para acreditar em Deus não são bem desenvolvidas. O filme parece se manter na base de que contradizer pensamentos considerados lógicos e livres de religião é o suficiente, mas não é. Gostaria de ter visto um maior aprofundamento nesse ponto tão essencial. De qualquer forma, mostraram a conversão (rs). As motivações pessoais de Lewis podem não ser as mesmas de muitas pessoas, e esse filme muito provavelmente não vai mudar a mente de ninguém que se veja confrontado a pensar sobre religião e crença, sequer quem procura algo mais profundo sobre o assunto (pra isso, creio eu, tem os livros do próprio Lewis, com melhor desenvolvimento), mas, mesmo com tudo isso, temos um resultado agradável e, ainda assim, de uma forma ou de outra, mostram os primeiros passos de um ateu que voltou a acreditar no que ele havia abandonado na infância.
.......... 2024 .......... Séries
Round 6 (오징어게임 시즌2) (2ª Temporada) (2024) - Quase tão bom quanto a temporada anterior, com alguns avanços e repetições. A trama continua com o protagonista buscando os responsáveis pelo jogo e tentando fazer tudo aquilo parar, até que ele acaba dentro do jogo novamente. Apenas o primeiro desafio é igual. Os demais são novidades. Diferente de alguns, gostei mais dos primeiros episódios antes dos jogos que dos posteriores, por mais que todos sejam bons. / Se no primeiro tivemos personagens e jogos mais marcantes, nesse até tem os que se destacam, mas num geral só cumprem suas funções. Continuam bons, continuam empolgantes, e meio que é isso que importa, sem tentar ser melhor, mas ainda sendo bom. Outra coisa questionável ao longo dos jogos é o uso abusivo do clichê de tudo acontecer no exato último segundo. Não lembro o quanto isso foi usado no anterior. Mas, novamente, são detalhes que não prejudicam o suficiente, pq o resultado ainda é muito mais positivo que alguma fagulha de negativo. / Mantendo o estilo frenético, mesmo com suas pausas, temos uma segunda temporada competente da série que critica o entretenimento (e lucro) da morte fazendo entretenimento (e lucro) com morte. O criador nem tinha pensado numa continuação, mas o dinheiro falou alto e não o julgo, pq isso aqui acabaria saindo uma hora ou outra, talvez até mesmo sem ele. Teve até reality e eventos reais. Infelizmente e de muita sacanagem, temos aqui uma temporada incompleta. A terceira, dita como a última, que na verdade mais deve ser uma parte 2 dessa, só ano que vem. No aguardo.
Uzumaki (Uzumaki: Spiral Into Horror) (2024) - Essa adaptação de Uzumaki enfim saiu depois de anos sendo adiado. As obras do Junjo Ito parecem ser um desafio pra serem adaptados, visto que seu impacto está mais no visual assustador que apenas nas tramas bizarras. E geralmente quando passam pra tela acabam aliviando as coisas e não funcionando tão bem. O anime de Uzumaki até que consegue, se saindo pelo menos melhor que sua versão em live-action. Com apenas quatro episódios, acabou sendo corrido pra contar tudo, tentando encaixar muita coisa em pouco tempo (ao todo tem a duração de um longa). Gostei do visual em preto e branco com traços tentando simular o mangá. Tem uma quedinha visual nos dois capítulos do meio em comparação ao primeiro e último, que parece que deu umas tretas e foi o que conseguiram, mas ainda assim não vi nada de absurdo. Conseguiram passar o clima da maldição da espiral, apesar de tudo. Lendo a sensação é muito diferente que vendo.
Dark (Dark) (3ª Temporada) (2020) - Se não fossem os ganchos, talvez desse pra encerrar toda a trama na segunda temporada, mas quiseram ir além, ultrapassando as barreiras das linhas do tempo e inserindo agora universos paralelos. É notável o quanto esticaram as tramas pra que coubessem no formato de oito episódios, e arrisco a dizer que nenhuma temporada da série, por melhor que seja, necessitou da quantidade de episódios que teve, mas, aqui, na terceira, a enrolação é muito mais visível e por vezes cansativa. Por outro lado, a temática e os ocorridos continuam tão interessantes que compensam (mesmo que não ignorem) esses problemas. Um ponto que me incomodou e que foi revertido a ponto de me deixar reflexivo foi a questão da repetição. Há muita repetição. Mas é proposital. A questão de que as coisas acontecem de novo e de novo e de novo e de novo e de novo e de novo e de novo e de novo (...), da mesma forma ou de forma diferente, mas sempre de novo e de novo e de novo (...). Que demais. Esperava que explorassem mais a temática, mas preferiram não confundir tanto assim o público kk Embora uma temporada claramente inferior as anteriores, continua com sua qualidade e entrega um encerramento que me deixou questionando se tudo aquilo realmente faz sentido.
Dark (Dark) (2ª Temporada) (2019) - Tão boa quanto a temporada anterior, a segunda continua a história e vai além. Talvez não ande tanto assim com a trama num geral, ou talvez ande sim e a sensação contínua de tentativas falhas de mudar as coisas esteja mais forte do que nunca. Uma coisa vai se ligando a outra.
Dark (Dark) (1ª Temporada) (2017) - Que série boa de acompanhar. Tem uma história muito interessante que vai de desaparecimentos a viagens no tempo. São tantos personagens, e são tantas versões, que tem que prestar atenção em quem é quem, mesmo que a série ajude o público com isso. A ambientação tb é demais, todo o conjunto de cenário, cores, trilha. Não sou técnico nisso, mas o resultado é muito atraente. Um clima por vezes melancólico, por vezes tenso. Uma coisa leva a outra, mesmo que no momento não pareça. Agora é ver a próxima temporada.
A Casa do Dragão (House of the Dragon) (2ª Temporada) (2024) - A Casa do Dragão continua muito boa, mas é visível que enrolaram no que puderam nessa temporada. A maioria dos arcos continuam interessantes, mas outros duram mais do que devia. A trama avança lentamente, mas não precisava ficar parando. Diferente da primeira temporada onde houve um salto temporal enorme, nessa segunda as coisas ocorrem de forma mais contínua, assim como GoT era. Concordo que ficou esticado, mas discordo que esteja ruim, apesar de tudo. Continua uma série que prende muito a atenção na maior parte do tempo. Cada momento uma surpresa. Mas não justificou oito episódios. E terminar como terminou é sacanagem. É como ficar prometendo entregar algo que não será entregue agora.
As Crônicas de Nárnia: a Cadeira de Prata (The Silver Chair) (1990) - Tem seu charme, apesar de bem datado. Já comentei sobre as séries anteriores e continuo na mesma opinião de visual aceitável, mas ritmo muito monótono, e orçamento que prejudica certos momentos ou ajuda em outros pela forma que arrumaram pra fazer as coisas e tal. A diferença aqui é que esse tem o grande trunfo de ser a única adaptação do livro até o momento. É dificil ver os outros sem lembrar das versões da Disney, por exemplo. Aqui não, pq não tem o que comparar além do livro.
As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian e a Viagem do Peregrino da Alvorada (Prince Caspian and the Voyage of the Dawn Treader) (1989) - Eu sei que tem seus elogios, mas pra mim foi massante de assistir em vários momentos. Resumiram a trama do Caspian pra focar a maior parte na trama do Peregrino. Repito os elogios e as críticas do anterior. Visualmente até vai, mas o ritmo é monótono demais. As limitações de orçamento prejudicam algumas cenas, mas tem seus méritos em outras. Bem datado.
As Crônicas de Nárnia. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (The Lion, the Witch and the Wardrobe) (1988) - Para a época devia ser melhor. Bem feito em visual, apesar de figurinos as vezes "assustadores" por parte dos humanos fantasiados de animais. Ritmo infelizmente muito monótono. Pelas limitações e aparente baixo orçamento, as poucas cenas de ação são os momentos mais fracos. Achei interessante o uso de elementos 2D, mas tb meio coisado. O Aslan ficou bem legal como animatrônico. Em geral é fiel ao livro, mas é uma série muito cansativa de ver e bem datada. Tem que gostar muito.
The Boys (The Boys) (4ª Temporada) (2024) - O bicho vai pegar, mas esse dia não será hoje. Quarta temporada finalizada. Uma batalha política pela presidência e momentos sentimentais dos personagens. Pátria cada vez mais insano. E o grupo dos garotos lá tentando fazer alguma coisa. Uma temporada de altos e baixos, a mais fraca até aqui, mas nem por isso, e longe disso, de ser ruim. Há quem diga que a série perdeu o rumo, mas a essência ainda é a mesma. E a fórmula desde a primeira temporada é avançar e regredir. Mas é notável que nessa esticaram o conteúdo, colocaram alguns arcos que não foram grande coisa ou não levaram a muito, pq o fim está próximo e tinham que preencher o espaço até lá. Ainda assim, novamente, nem por isso ruim. Agora quem achou essa temporada melhor que a terceira, que foi grandiosa, tá doido kk Que venha a season finale. Curioso pro futuro da franquia. Ainda tem a segunda temporada de Gen V e aparentemente um outro derivado a caminho, e creio eu que tudo isso tenha que acontecer antes do fim de tudo. Bora ver como tudo termina. Que season finale boa.
Quiet on Set: O Lado Sombrio da TV Infantil (Quiet on Set: The Dark Side of Kids TV) (2024) - O doc expõe os predadores infantis que trabalhavam nos bastidores da Nickelodeon. Temos algumas entrevistas sobre alguns ocorridos, depoimentos de casos questionáveis, acusações de teor impróprio tanto no meio da equipe quanto nas cenas de humor das séries. Difícil de avaliar o doc em si além do fato de ser importante e esclarecedor. É uma denúncia. São várias denúncias. Senti que faltaram mais entrevistas com mais personalidades famosas (inclusive algumas citadas frequentemente) e com mais pessoas que trabalhavam por trás das câmeras, mas é um assunto tão complicado e as que tem já entregam tanto, que isso não é nenhuma crítica não, e sim uma observação de melhorar o que já tá bom. Dos acusados, o Dan é o principal, até pq ele era o todo poderoso, fazia o que bem entender. Das entrevistas, a do Drake foi o grande destaque, lá pra metade do doc, com uma revelação perturbadora. Das celebridades, a Amanda deve ter sido a mais citada, mesmo não sendo entrevistada. Como o caso ainda repercute, quem sabe não façam uma segunda temporada. Isso aqui é a vida real. E tudo isso foi só na Nick. Imagina saindo pra outras emissoras.
Gen V (Gen V) (1ª Temporada) (2023) - Não é um The Boys, mas funciona tanto quanto. A versão adolescente, terceira série da franquia, apresenta personagens que estudam numa universidade onde algo estranho está acontecendo. De começo não dava muito, mas logo foi chamando a atenção. Há algumas participações especiais da série principal ao longo dos episódios, se passando entre as terceira e quarta temporadas dela, e vendo só agora de forma tardia notei como preparou elementos pra quarta. Minha surpresa foi da série não ser tão besteirol assim quanto pudesse parecer considerando os elementos envolvidos e o universo do qual faz parte kk No aguardo da segunda temporada, pq terminar como se tivessem interrompido a trama bruscamente foi sacanagem.
Chucky (Chucky) (3ª Temporada) (2023) - Depois da temporada anterior, que sei lá como o pessoal curtiu tanto assim, eu tava desanimado em continuar, mas vendo as polêmicas que a série causou e vendo a galera que curte reclamar que tava mais nonsense, galhofa, viajada e o caramba, decidi voltar. Que série divertida kk Nessa terceira temporada de Chucky largaram a mão mesmo, colocando o boneco assassino na Casa Branca numa trama de espíritos e assombrações. Talvez a melhor temporada. Não necessariamente os melhores acontecimentos, mas é a mais equilibrada, com arcos mais misturados, e em geral mais divertida. O humor mórbido as vezes me divide, mas a trasheira é marca da franquia. O trio principal continua morno, o ponto mais fraco da série, mas dessa vez até que tá ok. A narrativa da família do presidente foi muito melhor que o anterior da igreja. A Tiffany continua roubando as atenções. E sacanagem aquele final. No aguardo de uma quarta temporada. Já esfaquearam a barraca, digo, chutaram o pau da barraca, então que façam uma nova viagem.
Testamento: A História de Moisés (Testament: The Story of Moses) (2024) - A produção é bem feita. É uma série narrativa padrão, mas com cenas de entrevistas aqui e ali falando sobre determinados momentos ou assuntos da história de Moisés, seguindo o que é visto no judaísmo, no cristianismo e no islamismo. Os tais depoimentos no meio da narrativa dão um reforço pra explicar certas passagens. Quem espera questionamentos sobre sobre veracidade dos acontecimentos e afins (por se vender como documentário com teólogos e historiadores), esqueçam. É muito mais uma produção bíblica que busca reforçar o que está escrito, e não em provar algo além, do que alguma outra coisa. É uma longa jornada de mais de três horas de conteúdo, então tem que ter certa paciência pra ver. Há alguns pontos interessantes, como o questionamento de algumas traduções, algumas interpretações abertas e, principalmente, um destaque das personagens femininas da trama. Independente, ainda é uma adaptação do arco de Moisés assim como várias das adaptações já feitas, só vendida de forma diferente.
O Poltergeist de Enfield (The Enfield Poltergeist) (2023) - Doc sobre o famoso caso de poltergeist em Enfield, que atualmente ficou mais popular por ser tema do filme Invocação do Mal 2. Ele se utiliza da técnica de dramatizar os ocorridos usando atores por cima das vozes originais da investigação. Vale muito citar antes que, por melhor que seja o filme, esqueçam ele por aqui. Esqueçam os Warren tb, brevemente citados, pq eles não são os astros como tentaram vender no cinema. Temos a família, os investigadores e outros envolvidos que vem e vão. / Por mais documentado que o ocorrido seja, repleto de supostas provas, o doc muito provavelmente não vai fazer ninguém acreditar ou desacreditar, mas ele entrega, ao longo de seus quatro episódios lentos, (demonstrando que tem que não só ter paciência como tb gostar muito da temática), muitas gravações da época, em grande parte áudios, além de entrevistas atuais com alguns envolvidos. / Foi interessante saber mais detalhadamente das coisas, mas, particularmente, o caso ao todo não me convenceu não. Eu fiquei bem cético num geral e acredito que pelo menos grande parte foi armado (intencional ou não, vide a situação da família e da própria garota). E com "grande parte" implica que um ponto ou outro me deixou pensando nas possibilidades rs Mas daí bate muito na confiabilidade das fontes tb.
What If...? (What If...?) (2ª Temporada) (2023) - Mais um combo de alternativas que ninguém se perguntou, mas como a Marvel sabe entreter, consegue divertir. Vi umas opiniões bem divididas e extremas, uns dizendo que essa segunda temporada foi bem melhor que a primeira, outros dizendo que foi bem pior. Achei inferior. Se antes tínhamos um punhado de "e se...?" diferentes onde, ao fim, alguns deles se uniam num grande crossover, nesse até seguem em parte esse modelo, mas tb resgatam universos anteriores e inserem a Capitã Carter como protagonista. É narrativamente mais ligado, por assim dizer. A qualidade dos episódios é tão variável quanto antes, com alguns bons e outros nada demais, embora metade seja esquecível.
Resident Evil: No Escuro Absoluto (Resident Evil: Infinite Darkness) (2021) - A série animada de RE que a Netflix lançou e caiu no esquecimento. / Essa tal série provavelmente foi um quarto título da franquia animada que transformaram em minissérie, pq não tem justificativa pra ter a mesma duração em formato diferente. Independente, a trama traz mais do mesmo. Uma trama batida, rasa, apressada... Que reforça que, se era pra ser uma série, poderiam ter desenvolvido melhor e ter posto mais episódios ou durado mais tempo. / Não há tantas surpresas (umas duas que funcionam, talvez, pelo menos?) nem tantas cenas marcantes, e algumas situações que as vezes prometem algo e cumprem e outras só ficam na promessa mesmo, mas há o básico e esse básico agrada em parte. Não considero a premissa ruim (clichê não é nem um pouco sinônimo de ruindade) e há boas cenas de ação (uma galera reclamou de ter poucas cenas disso, mas pra mim foi na medida). / Um detalhe que não chega a incomodar tanto, mas gostaria de citar: Há um flashback que guia quase toda a série e em parte ele funciona bem, até por narrativamente se utilizarem da velha técnica de ir revelando as coisas aos poucos para ter impacto junto a sua cena correspondente no presente. Só que tem vezes que não parece ter necessidade de ficarem picotando o passado e menos ainda necessidade de ficarem estendendo ou simplesmente repetindo trechos apenas para mostrar as ligações. Poderiam ter usado esses momentos pra mostrar mais de outras coisas (tipo a cena do submarino, que constrói tudo aquilo mostrado pra nada). Mas ok. / Um ponto negativo creio que seja o final e que isso tenha desmotivado muitos. Os três primeiros episódios são bons até, apesar de algumas coisas, mas o quarto/último destoa do tom até ali e meio que vira uma grande cena clímax que pouco empolga, pouco impacta, pouco agrega. É bobo e não leva a nada. Ainda tem um encerramento medíocre. Se existia alguma linha de curiosidade antes, aqui jogam fora e apostam no seguro da pior forma. / O Leon é o protagonista e seu arco é ok, mas o arco da Claire parece uma repetição do arco do Leon, pq, enquanto ela cuida da parte de investigação, ele está no campo de batalha, mas ambos vão descobrindo as coisas meio que ao mesmo tempo. Fica a sensação de que o arco da Claire pouco serviu de algo ao final, pois ela pouco ou nada influencia a trama. Os poucos encontros entre eles tb não tem quase peso nenhum, nem mesmo no grand finale. / Quando comecei escrevendo isso, pretendia dar uma nota maior, mas, quanto mais refletia, mais a nota descia. "No Escuro Absoluto" poderia ter sido o início de uma série animada de RE na Netflix, mas acabou sendo só essa obra esquecível mesmo. Esquecível, com problemas, mas ainda assim nem por isso uma porcaria. Mal sabiam todos o que a Netflix lançaria depois haha
.......... 2023 .......... Filmes
Assassinos da Lua das Flores (Killers of the Flower Moon) (2023) - Mais um longo e bom filme do Scorcese. Baseado em fatos, durante as três horas e meia de duração (que passam rápido) acompanhamos o caso de assassinatos dos indígenas Osage, uma tribo que encontrou petróleo e chegou a se tornar o povo mais rico per capta do mundo. Obviamente isso atraiu o governo e todos os tipos de pessoas aproveitadoras. Notei que há conteúdos que são mostrados através de diálogos em cenas que deixam claro a situação, vide a questão do uso do dinheiro. O filme não transforma os vilões em caricaturas, mas sim em pessoas comuns da época, em meio a toda a sociedade. O protagonista inclusive é um dos vilões, mas é mostrado com carisma. Ele se envolve com uma indígena e os dois criam uma relação, enquanto a matança continua as escondidas. O caso marca o início das operações do FBI. Muito bom.
O Mundo Depois de Nós (Leave the World Behind) (2023) - Elogiado pela crítica, detonado pelo público. Vou dizer que gostei com ressalvas. Tem um ritmo lento, poucas explicações, tem um suspense que funciona muito bem na maior parte (o tempo todo aquela curiosidade de saber o que realmente tá acontecendo), tem suas críticas sociais através dos personagens, mas chega na conclusão e entregam um final abrupto que incomoda. Encerram a premissa, mas não encerram bem os arcos pessoais, e isso sim é incômodo. Eu ri da cena do encerramento, foi irônica, foi boa, menos como encerramento (rs). Me incomoda demais finais abertos. Mas o filme não é ruim não.
Spirited: Um Conto Natalino (Spirited) (2022) - Uma releitura cômica musical de Um Conto de Natal, uma "continuação espiritual" (rs) do clássico. O Ryan Reynolds e o Will Ferrel mandam bem nos papéis principais. O filme tira sarro de ser um filme musical e brinca com a obra do Dickens sobre os fantasmas do Natal. Apesar de seguir todo o clichê básico de filme natalino, tem uma boa história e boas músicas na maior parte (só as mais alegrezinhas que me bateram um incômodo e me senti uma pessoa amarga por isso kk). Feliz Natal.
Wonka (Wonka) (2023) - Um filme infantil padrão. Bonitinho, mágico, essas coisas assim que andam falando. Nhe. Nada demais (rs). Eu gosto bastante da primeira versão da Fantástica Fábrica de Chocolate, espetacular, e gosto tb da segunda versão, e quando soube que teria um filme do Wonka, fiquei curioso. Saiu o trailer e desanimei total. Nada ali me interessou. Parecia horroroso e o mais genérico possível só usando o nome da marca. Mas sabendo que era musical, que fazia parte da franquia que eu gosto e vendo algumas críticas positivas, decidi dar uma chance. / É... Dá pra ver de boa. Não marca, as canções mesmo não são tão memoráveis, mas chega a ser divertidinho, tem seus momentos e quando tende ao "bobo" sabe se controlar. Gostei de algumas sacadas, ri de algumas coisas, e tem um final certeiro que pega de jeito (foi ali que o filme me acertou). Fora isso, temos apenas uma aventurinha básica de um jovem Wonka querendo fazer chocolate e ajudar as pessoas na situação que ele entrou. Foi dito que usaram muito chocolate de verdade aqui, mas não é tão mostrado assim. Fora o cgi que se mistura a tudo, então vai saber. / Obviamente o filme não foi feito pra ser a mesma coisa dos anteriores (e passa longe), na verdade ignoram a segunda versão e se focam em referenciar a primeira, mas no conjunto ao todo não senti a magia do chocolate ou o que quer que seja, exceto por uma cena ou outra e pelo final. Mas a criançada vai amar. É leve e os atores carregam o filme.
Aquaman 2: O Reino Perdido (Aquaman and The Lost Kingdom) (2023) - O atual Universo Cinematográfico da DC se despede sem nenhuma despedida: Aquaman 2. Voltando bem melhor que o primeiro (o que não significa tanto assim), o longa acaba por ser o que ele deveria ser mesmo: Divertido. A trama batida, os personagens básicos e as cenas de ação e de comédia tornam o resultado agradável e talvez até melhor que alguns dos anteriores. Pelo trailer parecia uma bomba, e pelo histórico não tão mais recente do mercado de heróis e da própria DC abandonando esse universo sem sequer dar a oportunidade de um desfecho, era de se esperar o pior. Mas tá aí, mais um filme divertido nesse período de queda. Não é marcante, mas diverte. E é isso. Entretenimento. Saí da sessão de boa. / O Aquaman se junta ao irmão pra enfrentar o Arraia Negra, que tá na posse de uma entidade antiga que quer ser liberta. Aqui tem que aceitar que os dois irmãos se perdoaram fácil depois de toda a guerra que houve no primeiro filme. A Mera aparece em vários rápidos momentos, e não sei o quanto isso se deve as polêmicas da atriz, mas ela só tá no roteiro mesmo em prol do Aquaman em momentos específicos. O Arraia tem seus momentos, mesmo não sendo nenhum grande vilão ao nível de combate corporal com o Aquaman, então o roteiro tem suas cartas na manga pra render e desenvolver. Tem outros personagens envolvidos tb. [Qualquer indício do Batman, como revelado antes que talvez tivesse, foi apagado do resultado final.] / Duas horas de longa foi o suficiente pra contar o principal e não senti que ficou cansativo. A trama cita muito o aquecimento global. Tem um pós-créditos descontraído, já que não terá mais filmes (até onde se sabe), mesmo com potencial pra mais. O visual tá ótimo. As cenas de ação empolgam e, quando no mar, é tudo muito visualmente atraente. A comédia é bem pastelona mesmo, o padrão. Algo que reparei foi o tanto de vezes que as coisas aconteciam no "último segundo", as vezes vários "últimos segundos" seguidos kk A batalha final pode soar um tanto anti-climática, o que não me incomodou, pelo contrário, achei irônica. Enfim. Esperemos agora o futuro da DC.
Godzilla: Minus One (Gojira - 1.0) (2023) - Já são 70 anos de Godzilla e dezenas de filmes. Retornando de novo mais uma vez, um novo reboot japonês: Minus One. Depois do ótimo e interessante (e político) Shin Godzilla, temos agora um ótimo e interessante Minus One, ambientado num Japão destruído pela Segunda Guerra Mundial. O protagonista é um kamikaze fracassado. Após sobreviver a guerra e a um ataque do Godzilla, ele tenta seguir em frente. Outros personagens aparecem no decorrer da trama. / Assim como no anterior, esse é um filme bem japonês e com críticas fortes ao próprio país. Por vezes emocionante, por vezes melodramático, as cenas de drama dos personagens dão peso ao longa, carregadas de questionamentos por parte do principal. Por outro lado, temos cenas do Godzilla destruindo tudo. Tem o Godzilla nível nós pisando em formigas, só que nós somos as formigas. A primeira cena da baforada laser do kaiju é coisa de louco. Já tinham surpreendido no Shin, mas nesse surpreenderam de novo. E falar mais que isso já seria spoiler. / Se o ritmo no primeiro ato varia, buscando um equilíbrio entre apresentar e desenvolver os personagens e manter a atenção do público sem esquecer de seu astro, depois o filme pega jeito e se sustenta muito bem até o fim. Conseguem trazer novidades pra franquia, tem critica social, tem batalhas em alto mar, tem um Godzilla que destrói tudo mesmo e sequer forçam explicação pra nada, tem o tema clássico.
Jornada para Belém (Journey to Bethlehem) (2023) - Uma releitura musical sobre o nascimento de Jesus. Contado de forma leve e usando de liberdades criativas (algumas polêmicas, talvez, dependendo do nível de aceitação?), o filme de comédia e romance acompanha os arcos de Maria e José, dos três reis magos e de Herodes e seu filho. Não é nenhum épico, pelo contrário. Apesar de ter alguns rostos famosos no elenco, os cenários são tão básicos quanto a direção e o roteiro. Já o lado musical é mais voltado ao pop, teen, embalado de boas músicas. Todos os principais tem suas canções, e deu gosto de ouvir, então funcionou. A versão dublada traduziu tudo e ficou muito boa na maior parte (e que bela voz a da dubladora da Maria). Curiosa a tentativa da Sony de entrar como distribuidora do longa. O diretor estreante foi produtor musical de Glee e de outros sucessos, dentre eles alguns da Disney, e escreveu o roteiro junto ao roteirista de High School Musical. Quando me falaram que era um musical bíblico estilo Disney eu não acreditei kk Mas até música do vilão tem e é uma das melhores. Um bom entretenimento e um bom passatempo sobre esse período pré-nascimento de Jesus. Pra quem busca algo mais sério ou mais fidelidade, tem outras produções.
Tolkien (Tolkien) (2019) - Bonzinho, mas faltou algo. O filme se foca em mostrar a vida pessoal do jovem Tolkien, antes de escrever suas famosas obras. Com grande foco no período da guerra, adentrando seus estudos, seu romance e seus amigos, e seguindo uma narrativa um tanto melancólica, o roteiro deixa indícios de algumas de suas inspirações, mas não é tão desenvolvido assim. Talvez a questão da língua seja a mais, mesmo que não mostrem tanto, pq de resto é vago. Tentam implicar algo ali no ambiente de guerra, mas do pouco que eu sei sobre Tolkien, aquilo pareceu mais uma licença poética pra referências. E tb ocultaram total seu lado religioso, que teve grande impacto na criação de seu universo. Mas ainda é um bom filme, dentro do possível.
O Homem Que Inventou o Natal (The Man Who Invented Christmas) (2019) - Uma criativa biografia sobre o o período em que Dickens escreveu Um Conto de Natal. Apesar de alguns elementos reais, obviamente que alteraram os pontos pra que a história de criação da obra fizesse um total e sincronizado paralelo a própria vida do autor, e isso trouxe um diferencial pro longa, uma forma mais enxuta de contar suas inspirações ao mesmo tempo que, de forma irônica, apresenta uma releitura do próprio livro. Não sei muito sobre o autor, mas já li que ele se inspirou em pessoas e acontecimentos reais, e que ele tinha esses surtos de criatividade, e que ele disse ter visto os fantasmas e tal, e o filme decidiu levar tudo isso bem ao literal, onde o autor mistura ficção e realidade, o que acabou por dividir as opiniões. Eu gostei do resultado. Inclusive a melhor coisa do filme são os momentos em que o escritor fala com seus personagens.
O Auto da Boa Mentira (O Auto da Boa Mentira) (2021) - Bons contos. São batidos, mas não por isso ruins. O do humorista e o do palhaço são facilmente os melhores, justo os dois primeiros. O do gringo e o da estagiária completam a antologia. Gostaria de conferir o conto inédito pra versão de TV.
O Sequestro do Voo 375 (O Sequestro do Voo 375) (2023) - Sabiam que no final dos anos 80 um cara sequestrou um avião com mais de 100 pessoas e pretendia se jogar no Palácio do Planalto pra matar o Sarney, que na época era presidente do Brasil, culpando ele pelo desemprego? Pois é. Curioso como nunca tinha ouvido falar desse caso, dito como o maior sequestro aéreo brasileiro, e sequer ter visto alguém comentar algo sobre, até saber da existência desse filme. "O Sequestro do Vôo 375" tem um título extremamente explicativo. E é isso. / Não há muita necessidade de aprofundamento nos personagens, já que o filme desenvolve apenas o básico para a trama e naqueles que são os pontos principais do caso (terrorista e piloto). Depois da abertura sobre a situação do país, somos apresentados aos personagens e então a trama já vai avançando sem enrolação. Com a maior parte se passando no avião, seja no ar ou na terra, o longa dramatiza os ocorridos da época de forma satisfatória. / Algumas atuações podem ser questionáveis, mas não sou técnico nisso pra avaliar melhor, além de que o conjunto ao todo funciona bem e não deixa a desejar em nada com filmes do gênero de fora. Talvez deixe a desejar apenas nos efeitos de cgi, nuns 99% das cenas externas de voos, que aqui estão num nível The Flash ou pior, no estilo de simulação mais barato possível. Enfim. / Um caso interessante que deveria ter marcado o país e gerado impactos maiores, mas caiu no esquecimento. Mais de 30 anos depois a impressão é de que pouco mudou. O filme traz algumas informações adicionais ao fim do longa e fazem uma suposta ligação a outro ocorrido. Da próxima vez, se alguém quiser fazer alguma loucura dessas, não envolve gente inocente não, por favor. Vai sozinho. Mas longe de mim querer incitar algo.
Retratos Fantasmas (Retratos Fantasmas) (2023) - Numa viagem por uma Recife do século passado, o diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho (Bacurau, Aquarius, O Som ao Redor) relembra sua ligação com o cinema e mostra a inevitável mudança da cidade com o tempo. Documentário excelente pra quem gosta de cinema e história. O clima é envolvente, narrativamente, visualmente, tecnicamente. Dividido em partes, o longa é embalado por uma narração lenta, uma boa trilha sonora e muitas imagens de um mundo esquecido pelo tempo. As casas onde os filmes dele eram gravados, os cinemas que ele frequentava, os trajetos até esses locais e tudo ao redor e o que aconteciam neles, as pessoas que fizeram parte de todo esse meio social, os acontecimentos que marcaram presença nessa linha do tempo.
Napoleão (Napoleon) (2023) - Um resumão que deixa visível ser um resumão, mesmo com suas duas horas e meia de duração. De forma rasa, "Napoleão" narra tanto o lado militar quanto amoroso do general, com grande foco no seu relacionamento com Joaquina (daí aqui e ali temos algumas boas cenas de guerra). Infelizmente não há muito tempo para desenvolvimento, mas o básico tá lá. E o resultado funciona, mesmo com os pesares. Foi vendido como algo grandioso, épico, acabou não sendo nem perto disso, mas pra mim o longa entreteve até que muito bem. Particularmente nem percebi o tempo passar. A sensação ao final foi de querer mais. E na verdade já anunciaram uma versão estendida de quatro horas. No aguardo. No mais, boas atuações dos principais, algumas cenas visualmente bonitas tb, e etc etc. Alguns historiadores alegaram que o longa é uma versão maquiada do que realmente foi, o que é esperado e não sei o motivo do alarde (apesar do diretor ter debochado disso rs).
O Regresso (The Revenant) (2015) - Várias cenas bonitas de paisagens. Rende uns belos wallpapers. É parcialmente baseado numa obra baseada em fatos (com bastante liberdade criativa), sobre um cara que sobreviveu a um ataque de urso e depois foi deixado pelo grupo pra morrer. E que cena do urso, hein. Rapaz... E é só uma parte do longa. Acontecem várias desgraças uma atrás da outra. Lembro do burburinho que o filme causou na época por ter sido o primeiro Oscar do DiCaprio como ator. "O Regresso" é basicamente um filme de mais de duas horas e meia de sobrevivência na floresta em meio a nevasca. Geralmente quando não está numa cena de tensão, está mostrando a natureza. O resultado é ótimo.
A Casa dos Mortos (Demonic) (2015) - Encontrei esse filme por acaso no YouTube enquanto pesquisava outra coisa. Lá, só comentários falando o quão bom era o filme, como se fosse um dos melhores de terror já feito (rs). Suspeitei, pq tem cada coisa genérica por lá que a galera fala que é uma maravilha (gosto é gosto, né), mas como tinha James Wan envolvido decidi dar uma chance. É ok. A impressão é de que pegaram algo simples e tentaram montar de uma forma mais interessante de contar, mas no fim não é nada demais. Conta uma historinha bacana e é só isso mesmo, sem grandes acontecimentos, sem maiores explicações, nada.
Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (The Hunger Games: The Ballad of Songbirds and Snakes) (2023) - A prequel de Jogos Vorazes é boa. Acompanhamos um jovem Snow envolvido na décima edição dos Jogos. Ele ainda não era o ditador que viria a ser mostrado. Temos uma personagem feminina de enorme destaque, a Lucy, mas o protagonista mesmo ainda é o Snow, tanto que acompanhamos tudo por ele. / Inicialmente eram pra ser dois filmes, mas no fim acabou sendo apenas um, dividido em três capítulos. Por um lado torna o desenvolvimento mais direto ao ponto, mas por outro sacrifica tempo de tela que seriam bons para alguns elementos. Inclusive tenho minhas dúvidas sobre o quanto o filme conseguiu convencer sobre a mudança do Snow, por mais que não seja jogado, já que a todo momentos vemos indícios. E a sobrevivência dos participantes na arena, por exemplo, é apenas uma parte. O contexto dos Jogos e seus bastidores que movem tudo, não as lutas. / E mais uma vez a franquia trabalhando em cima da questão sobre venda de imagem e entretenimento, mesmo que de forma básica (e ainda assim funcional). Snow apresenta ideias pra mudar de vez esse massacre televisivo e torná-lo "melhor". No mais, tem que ser chato pra reclamar das tais cenas musicais desse filme (sim, tem momentos com músicas e o filme tem noção disso, não é ninguém cantando e dançando do nada não kk). Se fizer sucesso, não duvido que explorem uma continuação (mesmo não havendo necessidade) ou explorem outro momento da história, já que a ideia era de criarem derivados.
Garras Vorazes (Slotherhouse) (2023) - Bem que dizem que a preguiça mata. Sei nem o que pensar direito disso aqui kk Tenta ser um terrir, mas sei lá. Depois da eleição dá uma melhorada, pq antes disso é meio nada demais. O clímax é uma bobeira divertidinha e deu vontade de ter visto essa tosqueira desde cedo, não apenas na reta final. O roteiro força as coisas e os personagens fazem burrices que acaba atrapalhando. Até poderia querer uma continuação que aproveitasse mais o potencial, mas a graça é limitada. Melhor fazerem uma continuação da calça jeans assassina mesmo, pq aquilo sim foi um potencial desperdiçado ou algo do tipo.
As Marvels (The Marvels) (2023) - O filme que se vendeu como um evento continuando o filme da Capitã Marvel, a série da Ms Marvel e o arco da Monica na série da Wandavision. Já a série da Invasão Secreta a gente finge que não existiu. Gostei. O que temos é mais um divertido longa da Marvel. Pode não ser grandioso, mas aposta no simples e agrada. As Marvels é mais uma aventura pra salvar o universo. As três protagonistas tem seus poderes conectados e devem impedir o fim de tudo. Dá pra entender sem ter visto as séries, mas obviamente o peso é maior pra quem já conhece as personagens. / Num período de crise pro cinema de heróis, o filme surge pra entreter sem grandes compromissos, assim como a concorrente andou fazendo em alguns de seus últimos longas. Eu não tinha quase vontade nenhuma de ver esse, o trailer não empolgou em quase nada e a Kamala era a única que me fazia querer conferir algo aqui. Acabou que ela foi a melhor mesmo. As demais tem seus momentos, mas a atriz da Kamala é a que tem mais carisma e a personagem é boa. Já a vilã é a coisa mais genérica do longa e ainda assim cumpre seu papel. / Eis que enfim o filme de super-herói com a maior quantidade de choro desnecessário na internet foi lançado. E, pra tristeza dos dito cujos que eu não posso nem citar o termo senão dão chilique e citam outro pior ainda, o resultado entretém. De verdade, quase todo dia eu via um post menosprezando o longa antes mesmo de ter lançado. E era insuportável. Diferente dessa galera, o UCM, mesmo respirando por aparelhos (por puro vacilo de quem organiza tudo isso), ainda vive e tem potencial pra muita coisa mais. É só quererem. Aliás, fiquem pra cena no meio dos créditos. Que venha esse demorado futuro do UCM que já passou da hora de chegar.
Ruim Pra Cachorro (Strays) (2023) - Filme besteirol com cães. Uma divertida aventura de vingança. Humor escatológico que é complicado, então recomendo não verem isso comendo. Que desgosto kk E não é infantil, óbvio! Eu ri de algumas coisas. Tem várias sacadas boas. Foi criativo. A cena do parque foi uma das melhores.
Aterrorizados (Aterrados) (2017) - Muito bom, hein. Só faltou um final melhor. O terror tá mais pra uma investigação paranormal. As coisas se desenrolam lentamente. O filme dá algumas explicações sobre muito do que tá rolando, mas ao mesmo tempo as explicações não servem pra nada (e tem sentido e é melhor que forçar umas paradas clichês que vemos direto). Tem seus momentos meio confusos, mas continua bem interessante tanto na proposta quanto no resultado. Boa surpresa.
The Banana Splits Movie (The Banana Splits) (2019) - Pegaram um programa infantil dos anos 60 e transformaram num filme de terror. É isso. Animatrônicos ficam sanguinários quando descobrem que seu programa de TV foi cancelado. Tosquinho de propósito, tinha potencial pra mais, mas entrega seus momentos. A trama é mais coesa que de certos outros que vieram depois na mesma pegada. Diz na Wiki que a ideia foi inspirada nos filmes Chopping Mal (Robôs Assassinos) e Child's Play (Brinquedo Assassino), mas não dá pra não lembrar de Five Nights at Freddy's quando se fala de animatrônicos infantis matando gente.
Mussum: O Filmis (Mussum: O Filmis) (2023) - Um resumão da vida do homem por trás do Mussum. Além de humorista, Antônio Carlos tb era sambista, e isso é reforçado o tempo todo. O longa nos leva a acompanhar momentos chave na vida do artista, desde sua infância até seu estrelato. Sua mãe possui um grande destaque na trama. Quem espera ver uma comédia, tem diversas cenas de humor, inclusive recriações de cenas da Escolinha do Professor Raimundo e dos Trapalhões. Quem espera ver um drama, tem tanto quanto ou mais ainda. Quem espera ouvir música, tem tb algumas cenas. Ainda há menções a artistas da época. E os atores mandam bem demais. Uma bela homenagem. E dava pra durar mais, hein. [Quem gostou do filme, deixo minha recomendação para o ótimo documentário "Mussum, um filme do cacildis".]
O Mal Que Nos Habita (Cuando Acecha la Maldad) (2023) - ilme argentino de possessão fora da curva. Uns caras de um local rural querem se desfazer de um "apodrecido" (possuído) pro mal não cair na região, mas, ao não seguirem as regras pra se desfazer dele, acabam piorando a situação. O que se segue são cenas aqui e ali de muita tensão, em especial após os protagonistas decidirem ir pra cidade. / Na maior parte tudo muito bem feito e interessante. Meu incômodo talvez seja mais pelo terceiro ato. Seu clímax não é ruim, mas é morno em comparação a tudo que se viu antes, e seu desfecho agridoce soa "semi-aberto". As tais regras de sobrevivência tb são sempre quebradas (propositalmente ou não, pq tem uma divertida cena que meio que zoam isso em meio a todo esse clima de horror, mas tb tem cenas que parecem muito forçadas só pra render algo). / Em geral tá muito bem feito, escorregando em poucos momentos e entregando picos de adrenalina aqui e ali. É um filme que tá chamando bastante atenção pelo que ando lendo pela internet.
Willy's Wonderland: Parque Maldito (Willy's Wonderland) (2021) - Fiquei enrolando pra ver, mas depois do fraco filme do FNAF decidi conferir esse. É fraco tb, nem roteiro tem direito, mas a sorte dele é ter o Nicolas Cage e não se levar a sério. São cenas toscas do Cage fazendo cara de sério e descendo a porrada em animatrônicos. Ele não fala nada o filme todo, no máximo uns gemidos (lá ele) kk
Gato de Botas 2: O Último Pedido (Puss in Boots: The Last Wish) (2022) - Bom mesmo. Duvidei da qualidade dessa animação e só vi pq todo mundo elogiou. O primeiro filme na época achei tanto faz (tenho que rever, não lembro de nada) e o trailer desse segundo era bem nada demais (só o vilão que chamou a atenção). Pois bem. Grata surpresa. Uma bela aventura com bons personagens. Não é "a melhor animação do ano", como alguns disseram, mas tá perto. Muito bom. É uma caçada da morte (incluindo no literal) ao Gato de Botas. Deu maior vontade de voltarem com Shrek.
O Exorcista: O Devoto (The Exorcist: Believer) (2023) - Pra ser tão ruim quanto andam dizendo tem que piorar muito. O Devoto é apenas mais uma das tentativas fracas de trazer a franquia O Exorcista de volta. Apenas um terror genérico que carrega um nome famoso. A ideia é interessante, e o primeiro ato funciona muito bem, mas com o tempo as coisas começam a desandar. Gostei da proposta de explorar o exorcismo em outras culturas, mas no fim meio que nada disso importa, pq meio que não exploram tanto assim (kk). Não adianta considerar várias vertentes do cristianismo e achar que tá integrando várias religiões. O clímax compõe todo o terceiro ato e não entrega nada muito empolgante não. Tem seus momentos que se saem bem e que muitos vão ignorar devido ao total, mas a verdade é que ao todo não é nada demais mesmo. Tinha potencial pra ser melhor, desperdiçam até a participação desnecessária da atriz do clássico, mas tb nem por isso é algum tipo de ofensa como se fosse a pior coisa do ano. É um dos filmes já feitos e só.
Bom Garoto (Good Boy) (2023) - Filme do cão rs É ok. Uma mulher se envolve com um homem rico e ele tem um cachorro que na verdade é um cara fantasiado. Tudo é muito raso nesse filme, mas dá pra ver. Lento, mas tb curto. A mulher faz umas burrices que chega a irritar pelas oportunidades perdidas. O homem parece uma versão caricata e boba numa vibe de Psicopata Americano. O cara cachorro, coitado. É tudo proposital? Talvez, quem sabe.
A Menina que Matou os Pais: A Confissão (A Menina que Matou os Pais: A Confissão) (2023) - O complemento que faltava nos dois filmes anteriores do caso Richthofen. Se antes eram uma narrativa sob dois pontos de vista no modelo de dramatização de depoimento, nesse o roteiro escolhe seus lados e desenvolve todo o momento contínuo da investigação através de vários lados dos personagens que compõem o ocorrido. O resultado soa melhor e mais consistente que os outros dois. A investigação em si é tratada como se não tivesse sido tão difícil assim, ligando pontos que entregam tudo de bandeja. Unindo ao fato de nada ser surpresa e já sabermos o final, o peso da atenção acaba se voltando para saber sobre as reações de cada envolvido conforme a trama avança. / Se é pra chamar a atenção a algo que talvez seja negativo e positivo ao mesmo tempo é: Todo o conteúdo do caso dava facilmente pra ser um único filme. Não tem tanto aprofundamento assim. Mostram o que aconteceu e é isso. Acontece que três filmes acabaram proporcionando uma "experiência cinematográfica". Acompanhamos as narrativas para avaliarmos em quem acreditamos (voz aos dois lados principais) e depois revelam toda a verdade (voz aos demais). Não são nenhum filmão, até reclamei dos outros terem sido rasos (e aqui não é tão diferente), mas são true crime decentes, contam a história de boa e entregam esse formato "diferenciado" (entre aspas na falta de uma palavra melhor).
Five Nights At Freddy's: O Pesadelo Sem Fim (Five Nights at Freddy's) (2023) - Cinco Noitadas com o Frederico é bem mais ou menos. Não sou fã dos jogos, só vi gameplays, e sei apenas uma lasca da lore que esse universo é, mas bora falar do filme: Sei que ele pega elementos além do primeiro jogo, mas nada nele além da alusão ao nome do jogo justifica tantas noites. O roteiro na verdade parece pouco ligar para as noites e se foca muito mais em desenvolver os dias. É no drama do protagonista e no que acontece no dia que a trama se sustenta. Ok, mas e daí? Tem ligações, tem explicações, tem revelações, mas é tudo meio que ou previsível ou tanto faz. / Sem esperar muito, e tendo como base o trailer e a premissa do jogo, era pra ser um filme sobre alguém sobrevivendo a ataques de animatrônicos por algumas noites. No lugar, temos um filme sobre alguém traumatizado que gosta de dormir (kk). O terror de leve e o suspense se intercalam com o drama e a comédia. Já esperava essa pegada mais aliviada nos momentos mais sérios. Só ver como o jogo faz sucesso com a garotada. Mas para um filme de FNAF sobre cinco noites com animatrônicos sanguinários faltou mais... Sobrevivência noturna? É bem morno. / Uma coisa que me incomodou no filme: [spoiler] O protagonista fica dormindo toda noite kk [/spoiler] Por isso não é nem que as coisas não acontecem, pq acontecem, só que a gente não vê mesmo.
Sobrenatural: A Porta Vermelha (Insidious: The Red Door) (2023) - Absolutamente nada de interessante acontece. Voltaram com a franquia pra isso? Tudo bem que Sobrenatural nunca foi grandioso, mas tinha seu charme. Mesmo nos últimos que foram mais fracos, principalmente o último, ainda tinha elementos que chamavam a atenção. Esse consegue ser pior. Tecnicamente não é mal feito, mas quase nada de relevante acontece. Não tem peso nenhum. É vazio. Pouco avança. A narrativa vai crescendo lentamente só pra resultar num terceiro ato anti-climático demais a ponto de nada importar. Continuaram o segundo filme pra nada. É isso.
Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes (Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves) (2023) - O novo Dungeons & Dragons. Gostei. Foi bem mais divertido de assistir do que eu esperava que fosse. É batido/clichê, aquela aventura cômica de sempre, mas é bem feito, agrada. Tem algumas sacadas muito boas aqui e ali. O resultado tá bem bacana mostrando um pouco de muita coisa em potencial a ser explorado desse universo. Espero ver mais filmes, mas gostaria tb de outros estilos. E de um live-action do desenho.
Trolls 3: Juntos Novamente (Trolls Band Together) (2023) - Legalzinho. Dos três, é o mais simples. Não tem quase história nenhuma, mas sim uma aventura curta e objetiva. Na verdade curta até demais. 90 minutos que pareceram passar em meia hora. he Pois é. A ideia de parentes esquecidos não me empolgou em absolutamente nada, mas... Em Trolls 3 funciona de boa e é meio que tanto faz. Só aceita e vai. Isso aqui não é Velozes e Furiosos pra ficar de drama não kk É Trolls. É brilho, pop, purpurina, cores, diversão. Um filme com várias cenas musicais e humoradas e é isso. Quem curtiu os dois anteriores, deve curtir esse tb. A crítica dessa vez vai pro mercado pop atual e seus artistas artificiais, mas o próprio peso disso na trama é bem rasa. No fundo é quase tudo tanto faz, pq o importante mesmo é se divertir, perdoar/amar o próximo e cantar/dançar.
O Diabo no Tribunal (The Devil on Trial) (2023) - Entediante. O caso do julgamento chama a atenção pelo inusitado (culpar o diabo pelas ações), mas se não conseguiram sustentar nem um filme com isso, imagina um documentário que tenta ser mais detalhado. Aliás, o foco dele mesmo é falar sobre o garoto possuído e a relação da família com os Warren. A parte do cara possuído que matou, junto a parte do tribunal, a parte que vende o ocorrido e que vende o documentário, é pouco existente. Tá lá por estar. Não se dão sequer o trabalho de tentar convencer o público de algo. E no fim quase não responde nada mesmo. Pelo menos foi interessante as visões diferentes sobre quem acredita e quem não acredita naquilo. E a desmistificação dos Warren por quem não acredita. Reais ou charlatanismo? Tem umas revelações no final que deixou o caso mais intrigante. Pena que só ficou jogado mesmo. Ainda assim não foi o suficiente pra salvar o doc. Antes tivesse meia hora de duração, pq não empolga. No mais, os filmes são melhores (rs).
Ninguém Vai Te Salvar (No One Will Save You) (2023) - Suspense alienígena muito bom. Praticamente sem diálogo e com uma personagem tentando sobreviver sozinha a uma invasão. A ideia é toda metafórica, a garota excluída da sociedade devido a algo ocorrido no passado que a leva a se isolar e a não falar e a enfrentar seus problemas ela mesma, então tem que aceitar algumas licenças que o roteiro faz pra que a trama funcione. O título tem tudo a ver: "Ninguém irá te salvar". O final é inesperado. Muita gente deve ter ficado com raiva kk Mas achei diferente.
Boogeyman: Seu Medo é Real (The Boogeyman) (2023) - É aquele bem feito em parte, devendo em outra. Tinha potencial pra ser melhor. Segue uma pegada que me lembrou de Quando as Luzes se Apagam. O suspense funciona bem, as cenas possuem tensão, mas nem sempre leva a alguma coisa relevante. O bicho segue a fórmula batida de ficar assustando e as vezes ataca quando bem entender. Isso é justificado, mas não desce. O clichê de acontecer algo de sobrenatural e ficarem ignorando, muito presente no começo, que é irritante. Mas o pior ocorre nas cenas no escuro. Não tem uma lanterna nessa casa não? kk Criativo nas formas alternativas de luzes por parte da criança, mas cadê as luzes dos demais? Não existe nem celular nessas horas. Enfim. É um drama de uma família de luto, então, como esperado, existe uma metáfora por trás do ser. Não é nenhum Babadook da vida, mas não achei ruim não. Conseguiu prender a atenção até o fim.
O Exorcista (The Exorcist) (1973) - O clássico O Exorcista, já considerado o melhor filme de terror já feito. É dito que na época assustou muita gente, foi muito polêmico, fez muita gente passar mal. Décadas depois, virou "meme" com a cara da menina endemoniada estampada em "pegadinhas" na internet, como no já clássico tb jogo do labirinto. Mas voltemos ao filme. Um longa dramático e um clima de suspense num estilo muito diferente dos padrões atuais. Acompanhamos alguns personagens envoltos da narrativa da garota que é possuída pelo coisa ruim. Mas muita coisa acontece até o grande e esperado momento de exorcismo ou qualquer coisa parecida. Por um bom tempo do filme por exemplo temos a mãe da garota a levando a exames médicos. Temos tb um arco próprio do padre, com suas crises, para só muito depois adentrar o caso principal do filme. Há tb um policial, que paralelamente investiga uma morte relacionada. Dentre outros personagens. Ótimo filme. Me pergunto se seria bem aceito se fosse lançado nos dias de hoje. Muita gente taxaria como não sendo assustador de verdade (kk). Ainda pretendo conferir mais da questionável franquia que esse filme gerou. Já vi uma coisa ou outra e não é bom não. Agora temos um novo filme a caminho.
Jogos Mortais X (Saw X) (2023) - Quem diria que Jogos Mortais chegaria ao décimo filme mesmo com tantos questionáveis. Ou seja, não é tão ruim assim e a galera continua consumindo pq gosta. Com Kramer voltando mais uma vez dos mortos, Saw X retrocede no tempo para contar um caso específico na vida de Jigsaw: Quando prometeram a cura do câncer pra ele, mas era golpe. Buscando vingança, já sabem o que acontece. / Dizer que é um dos melhores da franquia não é difícil e não significa muito. O longa é ok, bonzinho, sem muitas surpresas nem nenhum ineditismo relevante, sendo meio que o mais do mesmo só que não ruim. Bem feito até, e com uma trama decente, mesmo que ao mesmo tempo tudo muito batido. Aliás, aqui o filme se foca muito mais em entregar uma história com sentido e aceitável do que em mostrar as peripécias e bugigangas das armas usadas nos jogos mortais (que nesse nem são tudo isso não, só dão pro gasto). Apesar de quase duas horas, o tempo passa na maior parte bem, mas deu pra notar que dava pra cortar bons minutos dali facilmente. / Pros fãs da franquia, mais um filme. /// Tem cena pós créditos. /// Se tiver um filme 11, que venha. Só não ser um Espiral 2 tá bom kk Mas tb não é necessário. /// Nem achei tudo isso de pesado que andaram dizendo. Notei a galera se contorcendo no cinema nas cenas de tortura, mas não achei tão pesado assim a esse ponto, tirando uma coisa ou outra. /// Vale dizer que o Kramer nunca foi herói, por mais que o filme faça com que fiquemos ao seu lado. /// O poster o X nos olhos é um grande clickbait (kk).
IU Concert: The Golden Hour (IU Concert: The Golden Hour) (2023) - Mais um show de kpop conferido no cinema. / IU é encantadora. Parada já encanta (rs). E isso é um show mesmo, não um documentário com cenas de show. Poderia dizer quantas músicas ficaram de fora que gostaria que tivessem tocado, mas a verdade é que três horas passaram voando. É um show de canções antigas e novas. Um show de novidades e despedidas para o novo ciclo da cantora, agora em seus 30 anos (na época desse show). / O encerramento da IU nunca é o encerramento de verdade, e a sensação de prolongar o show, diferente de alguns, com a IU nunca cansa. Virou marca. Ainda é pouco. Senti bastante falta de certo período dos sapatos vermelhos, mas tem várias outras músicas que gostaria de ter ouvido e acabei ouvindo. Equilíbrio. Tem algumas surpresas tb. A interação da cantora com o público ajuda a manter a atenção. / No geral um show de fã pra fã e que agrada bastante. E pensar que na época de conheci o kpop a IU tava começando. Foi a primeira solista coreana que acompanhei. Faz um tempinho, hein. Foram 14 anos de carreira até esse filme. Que venha mais.
Nosso Sonho (Nosso Sonho) (2023) - Uma cinebiografia cativante que aposta na simplicidade para contar a trajetória de Claudinho e Buchecha, a dupla do funk carioca que marcou a música brasileira. Nosso Sonho é leve, divertido, mesmo com seus momentos de drama, e facilmente entretém com cenas humoradas e, obviamente, com as empolgantes canções dos dois. Poderia ter tido ainda mais música de boa. A história é contada pelo ponto de vista de Buchecha, mas quem rouba a cena mesmo é o Claudinho, com seu jeito de ser. O filme ainda flerta com o mistério de como se ele soubesse que estava para partir. Embalado de canções de outrora geração, Nosso Sonho agrada sem precisar de tanto. Nos créditos tem vídeos e fotos dos dois e uma homenagem que serve de segmento a uma cena do filme.
Mundo Estranho (Strange World) (2022) - Legalzinho até. Tem um estilo de filme que sairia anos atrás. Os desafios aleatórios não convencem, mas divertem. Não há muito de interessante acontecendo. Existe um foco maior na questão dos relacionamentos pais e filhos. Gostei da surpresa no terceiro ato. Curioso como colocaram um personagem lgbt no filme, numa animação infantil Disney, e a polêmica morreu logo depois pq o filme não fez sucesso e todo mundo "esqueceu" kk
Já Estou Te Vendo (Já Estou te Vendo) (2023) - Originalmente pensado como média-metragem, o primeiro de um projeto de quatro médias, acabou se tornando um longa. Pois deveriam ter mantido como média mesmo. Um filme de baixo orçamento e um estilo amador. Mesmo considerando todo o contexto, ainda deixa muito a desejar. Tem uma ideia boa, mas o longa é arrastado demais, algumas cenas duram muito mais do que deviam. Tem momentos que quebram a imersão por soarem falsos, principalmente nos ataques. Faltou mais da investigação (na verdade faltou a investigação). Ele funciona melhor pro ato final, mostrando mais do que poderia ter sido desde antes, mas até lá são mais de uma hora de longa. Muito chão. Participei do financiamento coletivo pelo Catarse e não me arrependo não. Me interessei num projeto de suspense brasileiro. Só que nem fiquei sabendo do lançamento do filme. Não encontrei email de aviso nem nada. Enfim. Espero que continuem melhorando, pq tem potencial. No caso desse seria até bacana uma edição de duração reduzida. Pesaria menos.
Som da Liberdade (Sound of Freedom) (2023) - Um dos filmes mais polêmicos do ano, se não o mais. E de polêmico não tem nada (rs). [Além da temática]. Som da Liberdade é exatamente a mesma coisa de muitos filmes clichês hollywoodiano, não deixando nada a dever com eles. Sua direção batida entrega uma trama muito válida e muito importante: A escravidão s3xu4l infantil. / Em meio a expressões caricatas (salvo um ou outro), trilha sonora que parece ter duas músicas só, ritmo muito desequilibrado e cenas que duram mais do que deviam, o longa aborda toda uma jornada de um agente dos Estados Unidos em busca das crianças desaparecidas que foram levadas como escravas. Parece uma série de tantos arcos. Não a toa dura mais de duas horas. Não há muita ação. O foco é mais no drama. / O fato de ser um filme baseado em fatos e de ter uma mensagem importante não o torna automaticamente bom. Ele é um dramalhão, querendo ou não, tem um apelo ao emocional o tempo todo, mas isso tb não necessariamente define qualidade. É uma produção bem feita até, salvo ressalvas. Pra algo de baixo orçamento que viralizou, estão conseguindo o que queriam: Passar a mensagem. Tem até corrente pra isso. / Sobre as tais polêmicas do longa, a maioria é questionável, principalmente em relação a questão de teorias conspiratórias de extrema-direita. Se a galera do filme acredita/apoia e se quis fazer alguma referência, não deixaram transparecer nada no longa, já que não se focam em nada disso. A mensagem é clara. / Em resumo, Som da Liberdade possui uma temática pesada e um objetivo de alertar o público sobre algo lamentável que acontece bem debaixo dos nossos narizes, mas ao mesmo tempo segue um estilo genérico para isso.
Elementos (Elemental) (2023) - Mais uma boa animação da Pixar. Muito se critica sobre a qualidade atual da empresa, mas ainda entregam boas produções. Mais simples que os antigos, outras pegadas, outros públicos, mas sempre a mesma essência. Aqui é mais uma vez novamente um filme bem feitinho com uma mensagem batida (sempre válida). Gosto como a Pixar se utiliza de elementos (rs) criativos pra contar sobre o mundo real. A trama acompanha um amor estilo Romeu & Julieta e nesse caminho tratam tb sobre imigração e, como não podia faltar o padrão Pixar, tratam sobre família. O visual tá bonito e os trocadilhos bem feitos. O resultado ao todo agrada em meio aos clichês. Talvez tenha me agradado mais que os últimos lançamentos.
A Freira 2 (The Nun II) (2023) - Um dos filmes já feito, A Freira 2 se sai muito melhor que seu antecessor, mas nem por isso seu resultado é realmente bom. Um filme ok. Tem os clichês de sempre, tem roteiro forçado que ajuda os humanos, tem jumpscares toscos (um até ri), tudo que tem direito. Inserem alguns flashbacks bastante opcionais, pq tudo é citado nos diálogos. A Freira pouco aparece, de novo (rs). Dois filmes dela e ela própria jogada nas sombras dos cantos (não, pera). Fizeram uma escolha questionável na narrativa que poderia facilmente ser trocado por mais tempo de tela dela. No ato final, o arco secundário acaba se tornando mais interessante que o próprio arco principal. / Mesmo com pesares, é um filme facilmente assistível por ser no mínimo decente como um terror genérico pra entreter. Dos derivados dos ótimos Invocação do Mal, um dos "melhores". Tem ligação com a saga principal, mas sinceramente, tanto faz, assim como tanto faz a ligação com o filme anterior. O trunfo desse aqui é, mais uma vez, o clima, e as cenas escuras onde as vezes mal dá pra ver alguma coisa. Nisso funciona. Agora aquele papo de filmar em local abandonado de verdade, de dar medo e blablabla, tudo marketing, como previsto. Questão de tempo até anunciaram A Freira 3. No aguardo, apesar de tudo. E no aguardo tb de Invocação 4. / [Obs.: Tem pós créditos].
Isabella: O Caso Nardoni (Isabella: O Caso Nardoni) (2023) - Interessante, resume o ocorrido, apresenta a investigação e as reviravoltas, mas faltou algo, ou não. Quiseram trazer os dois lados e nisso deixam uma sensação de incômodo pela brecha deixada em aberto sobre a decisão do julgamento. Há quem vai interpretar como correto, imparcial, com o doc até mesmo mostrando depoimentos de questionamentos sobre a forma como a investigação e a decisão ocorreram, independente de resultado, e há quem vai interpretar como descaso por parte do doc ao plantar algum tipo de dúvida, mesmo com o casal tendo sido oficialmente declarado culpado. Mas é interessante notar o ponto da pressão popular, constantemente abordado ao longo do documentário, e o peso midiático que o caso se tornou na época e em como tudo isso influenciou o ocorrido.
Annabelle (Annabelle) (2014) - Muito morno. Achei pior do que da primeira vez que vi. O filme começa bem, mas depois parece se estagnar e entrega poucos atrativos. / Aquela cena do porão na época tinha sido a única cena que me assustou de verdade. Revendo fiquei foi revoltado com a conclusão kk Tacaram um jumpscare barato mesmo com a faca e o queijo na mão com bandeja e tudo pra entregar uma cena mais tensa. / [spoiler] O diabo simplesmente para e se teleporta pra frente da câmera. Seria muito melhor se ele fosse correndo pela escada atrás da mulher. [/spoiler]
A Freira (The Nun) (2018) - Eita que o filme é muito pior do que eu lembrava kk Fraquinho mesmo. Tem uma ambientação boa visualmente, mas é um terror tão batido e tão sem sal... Os personagens ficam pra lá e pra cá fazendo vários nada.
Fale Comigo (Talk to Me) (2022) - Bom. Sempre que tem esses filmes de terror que se tornam "virais" na internet com um monte falando o quão assustador é e blablabla eu fico com um pé atrás pq nunca é, no máximo um filme mediano de boas ideias pouco aproveitadas. Daí que aconteceu dessa vez com um filme distribuido pela A24. Fiquei curioso. E é bom mesmo. Não um filmaço, e se isso é o "terror do ano" então o ano tá fraco pra terror, mas é bom. Bem feito. Satisfatório. E, por ser curto, costuma ir direto ao ponto. / É como se pegassem esses filmes com adolescentes fazendo besteira e deixassem mais "sério". Tem um outro foco. Como terror, um belo drama de luto. A protagonista tenta superar a morte da mãe e tenta se enturmar novamente com outros da escola. Mas, diferente do esperado, ela não é tratada como pobre coitada não. Um acerto interessante. Mas contar mais que isso é spoiler. / Na trama, temos jovens invocando espíritos, sendo temporariamente possuídos por tais através de uma mão. E a forma que o longa trata isso é ótima. A banalização do terror. Os jovens riem da cara do sobrenatural, como se zoassem a temática como sendo tão batida que se acontecesse na vida real iriam caçoar do próprio demônio na frente dele. Isso até as coisas saírem do controle. hehe Me lembra da época em que a galera se divertia com tabuleiro ouija e jogo do copo. / O filme mantém a atenção viva a todo momento, mesmo quando caminha pra um possível clichê. Gostei daquele final e fico no aguardo de mais filmes. Talvez uma franquia esteja nascendo aqui. Mas ele funciona bem sozinho tb. Deixa pontas soltas, talvez "furos", mas fecha um ciclo onde a brecha é a busca por explicações. Só o que me incomodou foi a sensação de que em algumas cenas alguém grita e ninguém ouve kk Conveniências. Nada que tire o brilho do resultado. Só de não ter jumpscare já ganha uns extras.
Duna (Dune) (2021) - O cara meteu essa mesmo: Um filme de duas horas e meia de introdução kk A zoeira da época era real. Mas ficou bem feito demais. Visualmente atraente, cada cena uma obra de arte, universo muito interessante a ponto de querer saber mais de tudo aquilo, vários personagens, trilha empolgante. Creio que comparações com Star Wars e Game of Thrones sejam inevitáveis devido a certos elementos, mesmo com o livro de Duna vindo antes de ambos. É um negócio feito pra ser épico mesmo. Só que é incompleto. É aquela sensação bem forte de primeira parte de uma saga épica. Na verdade uma sensação mais forte ainda de um prelúdio, como se a história fosse começar mesmo no próximo. O filme todo fica prometendo algo que nem mesmo chega, pq ainda ocorrerá e será grandioso (ou não, né, não conheço a história, mas é o esperado). Gostei bastante do resultado, mesmo com esse incômodo. No aguardo da parte 2. Teria funcionado mais se lançassem como série. Deu vontade de ler o livro. [Sei da existência do filme antigo que é criticado].
Deus Não Está Morto (God's Not Dead) (2014) - Eu fui rever esse filme pq, né, gosto de sofrer vendo filme ruim, e caramba kkk Eu ri do argumento final. E pensar que na época eu achei genial. O debate é muito raso, mas de começo dá pro gasto, dá aquela empolgação, aquele interesse de ver o que vão fazer, mesmo com equívocos. O problema é que na última parte é só falácia com direito a um fatality muito tosco. Simplesmente jogam tudo pro alto e encerram o questionamento. / Mas falando do restante do filme, das subtramas que conduzem o longa, ou é forçado ou raso. As vezes a ideia é boa, mas a motivação daquilo existir não, pq todo cristão é bom e todo ateu ou não cristão é ruim, então tudo gira em cima dessa regra. E no fim de tudo ainda vira um show e corrente de Orkut. Se eu tivesse que escolher o melhor ou menos pior arco seria o da blogueira, enquanto o pior ou mais pior seria o do carro do pastor. Pior que isso mesmo só o encerramento do arco do professor. Queria saber mais das histórias reais que supostamente inspiraram o filme.
Besouro Azul (Blue Beetle) (2023) - Besouro Azul. Mais um divertido (e batido) filme de herói. Besouro Azul pode seguir o clichê de sempre, mas tem seus méritos. O filme acerta na simplicidade, sem tentar ser grandioso e falhar, como estamos vendo direto atualmente. Ele carrega uma dose de humor e de seriedade que funciona. Um dos trunfos do longa são as referências latinas, de Maria do Bairro a Chapolin, momentos bem divertidos. Na verdade até algumas cenas me lembraram um estilo mais novelesco, mesclados ao estilo hollywoodiano de filmes. / Sua duração de pouco mais de duas horas talvez não fosse necessária, mas o longa sempre consegue chamar a atenção e reacender o interesse quando caminha para o morno, tanto narrativa quanto visualmente. E, mesmo com a inconsistência parcial, pesa menos e agrada mais que quase todos os últimos lançamentos de heróis. Um filme de um herói que o público geral nem liga se saindo melhor que outros maiorais. / Apesar do Besouro ser o foco, os destaques vão pra família do protagonista e pra personagem da Bruna Marquezine, que manda muito bem. E voltando em família, aqui não é forçado igual em Velozes e Furiosos, que deixa um gosto amargo na temática (e olha que eu gosto pra caramba da franquia, mas sejamos sinceros). / Besouro Azul se destaca por sair num período ruim de heróis e agrada quem busca um filme simples pra assistir e se divertir. Tem uma cena importante durante os créditos e uma opcional/boba depois que, pra poupar quem tiver lendo isso, já apareceu durante o filme.
Uma Questão de Fé (A matter of faith) (2014) - Não é "Deus Não Está Morto", mas tem temática semelhante e saiu um mês depois a ele. "Uma Questão de Fé" (2014). Tão negativista quanto, fez menos pior na trama geral, apesar de infelizmente um debate quase inexistente, mas são duas bombas de qualquer jeito. Como é difícil fazer um filme cristão quando adentram qualquer temática que confronte o cristianismo. Tudo é tratado como se o outro lado fosse o inimigo maligno. Nesse caso, a ciência. / No começo do filme tava ok, um baixo orçamento comum, nada demais, mas quando o filme fez questão de focar na expressão exagerada de confusão quando a garota se incomodou com o professor falando de quem veio primeiro (o ovo ou a galinha), a vergonha bateu e eu percebi o que tava por vir. Daí [spoiler] foi só a garota ter uma semana corrida de faculdade e não ter pego a Bíblia nem procurado uma igreja por estar ocupada com os estudos que o pai correu pra escola pra saber quem era o infeliz que tava desviando sua filha da fé e ensinando coisa errada [/spoiler] kkkk Pelo amor. E só piora. / O debate mesmo acontece apenas no ato final do longa. Dura pouco e acaba por ali mesmo. E eu pensando que ia pegar fogo. Num momento, o professor mandou um argumento forte sobre fatos e pesquisa científica e eu tava muito interessado no contra-argumento cristão. Queria ver a defesa, queria que reforçassem a fé, seria muito bacana. E mandam... [spoiler] "cada um acredita no que quiser" [/spoiler] kkkk Ah, não. Parecia desculpa só pra não perder. E o tal professor, o grande estudioso, ficou calado ouvindo coisas como [spoiler] "não faz sentido o Big Bang ser o começo de tudo" e "nunca vi cachorro virar gato, logo a evolução é uma mentira" [/spoiler] (haha). Mas o melhor foi antes, numa outra cena, um dos alunos que trabalhava na área de jornalismo da universidade: "Sua mãe se parece com um macaco?". Pronto, evolução refutada. XD Só faltou um "Você vê o vento?". / Querem a real? A ideia de acreditar no que quiser tá parcialmente certa, tem que ver as implicações, mas ignorar a ciência pq tocou num tema religioso que parece contraditório é loucura. Inclusive não necessariamente um precisa ignorar o outro, senão não existiriam cientistas cristãos ou de outras religiões, que não são poucos. E isso sim é questão de fé, ter argumentos válidos, ser confrontado e buscar respostas para isso, reforçar sua crença com base no que séculos de estudos fizeram, e não o que o filme faz, de colocar o cristão como o salvador que luta contra a tirania da ciência que quer destruir Deus e ensinar mentiras ao mundo. Eu posso ser cristão e acreditar na ciência. No caso, na evolução que é o foco daqui. Existem estudos e mais estudos sobre isso, só pesquisar.
Mamamoo: My Con The Movie (Mamamoo: My Con The Movie) (2023) - Finalmente conferi kpop no cinema. Mamamoo pros fãs. Um dos melhores grupos do kpop agora num filme / show / documentário da turnê My Con. São 10 anos de Mamamoo e aqui temos vários de seus hits. Como de padrão, as entrevistas e o show se entrelaçam. Melhor que uns docs famosos de kpop que soam cansativos. Só de não ficarem naquele motivacional raso e mostrarem mais interações tá valendo muito. Aqui é mais natural na maior parte. O que estranhei foi a edição com alternância muito brusca entre performance e depoimento e alguns momentos com o áudio ruim (era do filme mesmo). Senti falta de algumas músicas que trocaria fácil por algumas que estiveram presentes. Duas horas me pareceu pouco. A vontade era de ver mais.
Meu Amigo Ninja (Ternet Ninja) (2018) - Supostamente infantil. Um adulto dono de uma fábrica de brinquedos espanca uma criança que trabalhava de forma escrava pra ele até a morte, a alma de um ninja reencarna no boneco que a criança fez antes de morrer, o boneco busca vingança pelo ocorrido e acaba se juntando ao protagonista do longa, um garoto rejeitado que sofre bullying em casa e na escola. Basicamente os primeiros minutos do filme. Eita... kk Tá certa essa classificação? Que viagem aquele papo de drogas kk Que pérola. Gostei da animação. Tem várias sacadas. Eu ri de umas cenas. Tem na Prime. Agora quero ver a continuação. / [Agora descobri que esse longa surgiu fruto de um derivado de uma animação adulta (Terkel in Trouble). Tá explicado.]
Megatubarão 2 (Meg 2: The Trench) (2023) - Sabem aqueles filmes duvidosos de tubarão da The Asylum / SyFy? É tipo isso, só que com melhores efeitos e melhores atuações. Uma comédia de ação sobre mineração marítima ilegal vendida como um filme de ação de tubarão gigante. Por vezes senti que faltou megatubarão em Megatubarão 2. O primeiro não era tudo isso, mas divertia pelo exagero. Esse ainda tenta fazer o mesmo. A trama segue o básico, tem uma temática que me interessou, e agrada mais quando tá sendo esse filme de exploração / terrorismo / sobrevivência do que quando tá sendo um filme de tubarões gigantes. O filme tem um estilo bem caricato que as vezes parece ter noção disso, mas outras se leva mais a sério do que devia. Tem várias conveniências de roteiro e até mesmo erros de continuidade descaradas. O humor é um trunfo, rende bons momentos de um simples filme pipoca estilo Sessão da Tarde. Mas tá aí um dos filmes já feito que vai divertir uma parcela. Eu não desgostei, mas é um conjunto de ideias mal aproveitadas. / [spoiler] Colocaram vários tubarões pra nada. Não mostraram o real risco daquilo. Tentaram simular uma cena do primeiro sem sucesso. O polvo então nem se fala, aparece pra estender a duração. A luta entre os dois pior ainda. Só os bichinhos pequenos que foram mais aproveitados. [/spoiler]
Máquinas Mortais (Mortal Engines) (2018) - Lembro de quando anunciaram esse filme e eu fiquei doido com a arte. "Caramba, cidades móveis!" (kk). Demorei pra ver, a maioria falando mal acabou me afastando, mas a premissa era tão chamativa que tive que conferir. Poderia ser melhor. Não é um filme ruim, mas teria funcionado melhor se fosse uma série. Não sei como é o livro, mas parece que tentaram comprimir tudo ali, pq faltou desenvolvimento, faltou peso, e muita coisa acontece. / O filme começa bem legal, e na verdade tem várias cenas bacanas tb, mas com o tempo vai ficando morno. Os personagens em sua maioria parecem jogados e pouco aprofundados, mesmo quando há importâncias na trama. Todo o arco do bicho do olho verde parece descartável, não acrescenta nada de relevante, só estende o filme. Isso não necessariamente é ruim, tem filme com arco que enche barriga que gosto bastante, mas esse aqui não teve tempo suficiente nem pra desenvolver de forma decente a relação com a protagonista. O ato final até que tá de boa. A revelação do vilão que é muito sem graça, batida, previsível, sem impacto nenhum. Mas é isso. Tem seus problemas, mas eu diria que vale a curiosidade. Queria mesmo que tivesse ficado realmente bom. Visualmente é bom, as cenas nas cidades são boas, a temática é boa, mas o resultado é apressado. Tenho curiosidade nos livros.
Barbie (Barbie) (2023) - O que o marketing desse filme foi capaz de fazer é de aplaudir. Sucesso. Barbie enfim ganhou seu longa-metragem no cinema com atores reais. Se utilizando de metalinguagem e se adaptando aos dias atuais, o filme remodela, adapta, converte a ideia de um filme da boneca pra servir de contraponto a realidade. Barbie é um filme feminista sem medo de ser feminista. Discordo fortemente da galera que anda se contorcendo por conta de filme de boneca só pq traz a mensagem de mulher empoderada, acusando o longa de ser pura lacração e afins. Eu realmente não vi nada disso. O filme tem sim seus discursos, mas quando é exagerado é humor e quando é sério tá falando a verdade. O filme trata sim os homens como bobos, mas não humilha ninguém e a própria ideia é trabalhar o estereótipo. Mas convenhamos, o filme é feito com foco no feminino, fala sobre mulheres, fala sobre a Barbie, pq tem gente chorando? (kk). / Tudo no filme da Barbie é "referenciável". Tem referências a própria marca, tem referências a cultura pop, tem referências a vida real. A começar pela genial paródia de Uma Odisseia no Espaço. O tom do longa em geral é que não me pegou tanto. Ele soa como se fosse um filme infantil bobo, com suas cores chamativas e alguns momentos bestas, mas ao mesmo tempo é repleto de piadas adultas, de críticas sociais, de drama sobre personalidade. Uma mistura que as vezes dá certo e outras não. Ele de um lado tenta agradar a filha, mas na verdade é feito mesmo pra agradar a mãe. E faz todo o sentido. O filme brinca consigo mesmo e serve como um espelho da realidade. A Barbieland é o inverso do nosso mundo e usam disso pra discutir sobre os papéis dos homens e das mulheres, com grande foco nas mulheres por motivos óbvios. Dá pra entender o sucesso e o público-alvo estar tão satisfeito, já que passaram a mensagem de forma certeira.
Oppenheimer (Oppenheimer) (2023) - Mais um ótimo trabalho do Nolan, dessa vez uma cinebiografia. Oppenheimer fala sobre o "pai da bomba atômica" e todo o processo antes, durante e depois do teste. São três horas de quase puro diálogo. O filme acompanha lado pessoal de Oppenheimer, sua vida íntima, seus amores, seus estudos, seus amigos e inimigos, sua moralidade, seu lado político, suas polêmicas... A política inclusive é um tema presente a todo momento, mais que ciência ou qualquer outra coisa. É um filme político. Parece até atual de tanto que falam de comunismo. Não por menos, faz todo sentido. Estamos falando de um projeto militar do governo americano com envolvimento de cientistas e universitários. / O roteiro consegue condensar muita coisa nessa longa duração e ainda assim tinha potencial pra mais. São tantos personagens e tantos acontecimentos que senti até que teve gente importante sendo ofuscada li apenas apresentada de forma rasa e momentos ou acontecimentos sendo apressados a ponto de parecer que o filme teria mais tempo do que teve. Eu veria um "Nolan cut" fácil (kk). O funcionamento da física quântica e suas descobertas rendia mais cenas de estudos e mais detalhes que pouco exploraram. Muitos dos personagens secundários tiveram relevância e devem possuir conteúdos "paralelos" interessantes tb. Fazendo uma deixa, indico o doc sobre bomba atômica (e outros vídeos científicos) do canal Ciência Todo Dia. Um excelente complemento pra esse filme aqui. / A esperada cena da bomba entretanto é curiosa. Na falta de um termo melhor ou mais adequado, diria que a principal cena que move toda a temática do longa é "parcialmente anti-climática". Soa mais realista que cinematográfica e foi interessante esse resultado. É o inesperado no esperado. Grande filme. Literalmente. O ser humano descobriu, criou, aprimorou, matou. É doido ver com os olhos de hoje toda a ideia utópica que tinham nesse período das guerras mundiais de acabar com as guerras.
Pontypool (Pontypool - Shut up or Die) (2008) - Filme interessante, proposta interessante, plot interessante, resultado variável. É tipo um filme de zumbi contado por uma estação de rádio, mas não são bem zumbis e foge do habitual do gênero. A ideia da trama percorrer por narrativas "radialísticas" teve inspiração na Guerra dos Mundos original. Tirando algumas atitudes questionáveis dos personagens no ato final, o longa prende a atenção o suficiente pra ficar até o fim. Falaram sobre uma continuação. No aguardo. O filme é baseado num livro.
Weird: The Al Yankovic Story (Weird: The Al Yankovic Story) (2022) - Como fazer um filme biográfico de um artista de parodias? Ora, parodiando filmes biográficos. O longa é uma ficção exagerada da vida real de Yankovic. Ele pega alguns elementos reais em pontos específicos e viaja total nelas, sem medo de ser feliz. Eu não conhecia esse cara e pensei até que o filme fosse sério no começo, mas logo percebi que era uma grande zoeira. E combinou muito com a proposta. Tem referências a músicas e filmes tb, e além. Aquela cena da festa tem que manjar muito kk É uma sátira sobre a sátira. Yankovic esteve envolvido no roteiro. O filme surgiu a partir de um trailer paródia do Funny ir Die.
Batman: A Perdição Chegou a Gotham (Batman: The Doom That Came to Gotham) (2023) - Eu tava desconfiado da qualidade pelas avaliações e pela premissa (apesar de ter me deixado bem curioso), mas acabou que vi e curti bem mais que o esperado. Foi uma combinação curiosa Batman com Lovecraft. Foge do que estamos acostumados, e nem por isso entregam algo ruim.
O Exorcista do Papa (The Pope’s Exorcist) (2023) - Um filme de exorcismo "ame ou odeie". Eu gostei na maior parte do tempo. Não reinventa nada, mas se sai muito melhor que a maioria dos filmes que andam lançando no mesmo tema. Os pontos fortes são a investigação sobre o passado da igreja e o padre que é carismático, rendendo até algumas cenas cômicas (somado a atuação do Russell Crowe que combinou com o papel). Supostamente era pra ser baseado em fatos, tanto pelo Padre Amorth realmente ter existido quanto pelo filme ter sido baseado em seus livros, só que, né, tá na cara que é puro Hollywood até mesmo pra quem acredita (inclusive a própria associação de exorcistas, do qual o padre foi um dos fundadores, criticou o longa e considerou ofensivo). [Eu tb tenho dúvidas se o padre aprovaria um filme desses se tivesse vivo]. Polêmicas a parte e pedindo perdão aos retratados, fico no aguardo da continuação (rs). [E pra quem quer saber mais sobre o tal padre, tem o documentário O Diabo e o Padre Amorth, feito logo antes de sua morte]
O Chamado 4: Samara Ressurge (貞子DX) (2022) - É tão zoado que acaba não sendo de todo ruim. A franquia tem filmes piores. Olha que mesmo não sendo realmente bom, achei muito melhor que os dois Sadako 3D e o Sadako Capítulo Final, que são lixos radioativos. Esse, pela pegada de tentativa duvidosa de comédia, me fez pelo menos rir, as vezes involuntariamente. Foi proposital, fica visível isso. / Nesse novo longa ignoram os anteriores, como se os próprios anteriores já não ignorassem os anteriores dos anteriores, pq tem coisa que não bate, e resgata a continuação ignorada do clássico, Spiral, lançado na mesma época. [Curiosidade: Já existiu um filme da Sadako antes do famoso japonês, mas não deu certo e lançaram outro, surgindo assim a franquia que conhecemos. Ironicamente, isso se repetiu na continuação, com Sadako 2 substituindo Spiral. Só que agora Spiral encontrou seu espaço]. / Eu tinha curtido a ideia de tentarem forçar algo científico no sobrenatural, como se houvesse ligação, e gostei de resgatarem isso aqui. Uma coisa que eu queria ver, porém, era o desenvolvimento do arco da Sadako sendo espalhada pelo mundo, o que a franquia introduzida e jogava no lixo. Eis que aqui citam isso novamente da forma mais bosta possível kk / Não sei se o filme tem furos ou foi proposital, mas as maldições aparecendo e seguindo as pessoas seguem o clichê errôneo de sempre onde o tempo parece não seguir da forma que deveria, pq uma hora o bicho tá aqui, outra hora ali, uma hora tá andando mais lento que um zumbi das antigas, outra hora se teletransporta pra cima da vítima. Mas a cereja do bolo é o final nos créditos kkkk Perdi naquilo. / Covardemente chamado de O chamado 4 no Brasil afim de tentar lucrar em cima dos desavisados, Sadako DX tá mais pra quem tá acostumado com os filmes japoneses e curte filmes de qualidade questionável. O que me surpreende é quem achou esse pior que os últimos. Mas gosto é gosto. No fim é tudo ruim no fundo, com a diferença desse entender isso, por mais que a mensagem não seja sempre fácil de captar. A não ser que eu esteja errado.
Uma Fazenda Maluca (Kozí príbeh) (2008) - Do nada esse filme virou meme na internet por causa da mulher de volume avantajado. E a animação é bizarra mesmo kk Eu só acreditava vendo e quando vi não acreditei. Não sabia se ria ou olhava perplexo. Foi o "tão ruim que ficou bom". Vale dizer que não é um filme infantil! kkk Foi o primeiro filme animado 3D tcheco e o de maior sucesso até hoje. Anos depois teve uma continuação, particularmente, um tanto inferior. Tem os dois oficialmente no YouTube em várias línguas, incluindo português.
Moment of Contact (Moment of Contact) (2022) - Um doc interessante sobre o caso, fazendo um apanhado de tudo o que aconteceu na época e trazendo de volta envolvidos no ocorrido. Quem acredita vai continuar acreditando, quem não acredita vai continuar não acreditando. Tem algumas cenas durante os créditos finais.
A Entidade (Sinister) (2012) - O medo que um filme de terror causa é relativo. Achei ok esse. Ele obteve críticas medianas na época e um bom tempo depois chegou a ser eleito o filme de terror mais assustador de todos. Vai entender... A história é interessante, o escritor investigando os crimes, mas no fim é a mesma coisa batida de sempre.
Babilônia (Babylon) (2022) - Três longas horas de homenagem ao cinema antigo. Um filme com um ritmo muito desequilibrado. Um tanto cansativo de ver, mesmo com várias cenas boas. Mostra a ascensão e a queda de envolvidos na área cinematográfica e o período de transição entre o cinema mudo e falado. Pra chamar a atenção, a imensa intro digna de um filme besteirol mostra como eram as extravagantes festas hollywoodianas onde rolava de tudo. É nela que somos introduzidos aos personagens e seus arcos. Muita coisa pra contar e muitos anos pra comprimir.
Zoando na TV (Zoando na TV) (1999) - Grande pérola da TV brasileira kk Um tipo de filme que atrai pelo inusitado. Curiosa a classificação livre, nunca que sairia assim hoje, eram outros tempos. Por vezes ele é bobo, por outras é besteirol. A Angélica linda como sempre. Gostei da ideia das viagens pelos canais, quase como um multiverso. A Marvel chora vendo isso aqui. É um estilo que gostaria de ver mais explorado. Padrinhos Mágicos já fez isso tb. Mas Zoando na TV veio muito antes.
Titanic - O Épico Nazista Banido (Titanic) (1943) - O filme do Titanic alemão, ou o Titanic nazista. Não há menções diretas a isso, sendo na verdade uma tentativa de criticar os ingleses/americanos como gananciosos que só querem dinheiro, enquanto o alemão é o herói incompreendido. A trama toda do filme parte disso, até criam um personagem alemão pra ser o mocinho. Muitas cenas as conversas se resumem a negócios e ações a ponto de cansar de tanto que batem na mesma tecla. Tentando mostrar o poder do cinema alemão, conseguem alguns momentos bons, como as cenas dos tripulantes tentando sobreviver, mas tb deixam a desejar em outros com a falta de emoção, como a cena do impacto do iceberg que é bem tanto faz. / Curiosidades: O diretor foi preso durante a produção e encontrado morto logo depois. O filme foi o primeiro a se chamar apenas "Titanic". Também é considerado o primeiro a unir ficção e fato sobre o caso. Foi encomendado pelo ministro da propaganda nazista, mas tb foi proibido pelo próprio posteriormente. Algumas cenas do longa foram gravadas no navio Cap Arcona, que posteriormente sofreu um ataque durante a guerra que resultou numa tragédia com milhares de vítimas, bem mais que no Titanic. Algumas tomadas foram reutilizadas no filme "A Night to Remember". O History chegou a exibir um documentário sobre esse filme.
Somente Deus Por Testemunha (A Night To Remember) (1958) - Uma versão mais "crua" do ocorrido, menos caótica que a versão mais popular, mais lento, mais "calmo", detalhando mais todo o processo do navio afundando. Tanto que é classificado como um docudrama. O longa não tem exatamente um personagem principal, mas tem aqueles que aparecem mais que outros. É considerado o filme mais fiel a tragédia real em sua base histórica, por mais que ainda invente/imagine certos personagens e ocorridos, até pq isso aqui é cinema. Notei aqui algumas cenas que o Cameron parece ter se inspirado.
The Flash (The Flash) (2023) - O que era pra ser o grande filme de herói do ano, o filme que adentra a etapa final de um período de longas divisores de opiniões da DC, o filme que mexeria com todo o Multiverso, o filme inspirado numa das sagas mais bacanas dos quadrinhos e que já teve uma adaptação muito boa tb... Acabou sendo um filme morno, por vezes até chato, com um potencial desperdiçado absurdo. Já desconfiava quando colocaram dois Flash iguais pra interagir (um erro que se tornou até bom, uma interatividade bacana, mas tinha momentos que cansava, parecia prender a trama de ir além). / Eu não quero nem comparar com os quadrinhos ou a animação pq apenas se inspiraram, não foi uma adaptação direta, mas é inevitável olhar pro resultado e não pensar no material base ignorado. Nem mesmo um conflito de peso teve. O drama do Barry é emocionante, tá muito bem feito, sustenta bem a base de motivação do personagem, mas não sustenta o lado de super-herói, não sustenta o desenvolvimento das consequências grandiosas. / O filme tem seus momentos. O início, salvo certas partes, tá bem empolgante. Os Batman foram os grandes destaques pra mim, e eles em ação são ótimos. Coisas que gostaríamos de ver mais nos filmes do Morcegão. A Supergirl, embora um tanto desperdiçada tb por questão de roteiro, cumpre seu papel e brilha em suas cenas. Rendia um solo fácil. O clímax é bom. O humor tb funciona muito, e combina bem com o Flash. / Por outro lado, tentam resgatar a ameaça do Zod de Homem de Aço sem um pingo do peso que teve no filme original (agora entendo o ator insatisfeito com o retorno). Tentam construir uma urgência que se prolonga e quando chega não faz jus ao prometido. Tem momentos que as cenas se estendem mais que o necessário, parece que o filme fica se esticando. O CGI é de baixa qualidade mesmo, e eu nem reclamo disso pq acho besteira reclamar, mas tem cenas que são animações pura sem nada de realismo, então vai de cada um. Tem surpresas que acabam num misto de "que legal, que bacana" pelo fator surpresa, mas com "nossa, que zoado" pela forma que acontece/aparece. O encerramento é horroroso, infelizmente. / Fiquei sabendo que tem pós créditos, acabei nem vendo, fui pesquisar e ainda bem que não fiquei pra ver. A DC desperdiçou até mesmo o impacto do longa pro futuro da saga, pq nem pra finalização nem pra recomeço esse filme serviu. Fico agora no aguardo de Aquaman 2, o último antes do reboot, mas não me empolgo.
Transformers: O Despertar das Feras (Transformers: Rise of the Beasts) (2023) - O filme "solo" (e reboot) do Bumblebee foi um respiro pra franquia Transformers depois do horroroso O Último Cavaleiro. Todo o caos e a grandiosidade deram lugar a simplicidade. E funcionou naquele contexto. Eis que o novo, O Despertar das Feras, continua essa pegada mais simples e acaba tropeçando em si mesmo. É um filme que dá pra assistir de boa e só isso mesmo. Uma aventura simples, os clichês de sempre, meio raso e tá tranquilo, pq o negócio é ver um monte de robô gigante brigando no mais puro CGI e entregam isso. Só é contido demais pro nível de ameaça que quiseram apresentar. Se seguram muito. Bateu até saudade daquela confusão insana do Michael Bay que dava dor de cabeça kk Ao longo da trama vemos alguns novos elementos que revitalizam a franquia e tem uma surpresa no fim que vai render algo grandioso futuramente se essa nova jornada der certo.
A Pequena Sereia (The Little Mermaid) (2023) - O histórico de live-actions da Disney não anda muito bem, mas, como um refresco de uma brisa na onda do mar, o clássico da sereia rende uma adaptação com atores quase tão bom quanto o original. É um filme que divide bastante as opiniões, percebo, mas eu gostei e meio que é isso que importa (rs). / Muitas críticas a gente ignora e manda por água abaixo por serem apenas preconceito disfarçado. Outras podemos avaliar. O filme tem seus problemas. Mas não quero ser o chato de ficar reclamando de CGI, de realismo e o caramba no nível que uma galera reclama como se fosse uma tsunami que varre qualquer resquício de boa qualidade. Na maior parte do longa tá tudo bem de boa, naufragando apenas aqui e ali (mais visível no começo e no fim). Quando o cenário é mais escuro dá pra perceber. E mesmo assim tanto faz. / A nova versão tá bem fiel ao desenho, salvo algumas alterações e adições. É uma hora a mais que a animação, aprofundando melhor a trama, embora nem tanto assim, mas mantendo os mesmos acontecimentos, mas tb modificando umas coisinhas. O príncipe tem mais espaço (sua mãe tb aparece), o Tritão e o Sebastião estão os mesmos (se não me falha a memória), o Linguado quase sumiu aqui (pena), a Úrsula entrega uma vilã menos aterrorizante e mais humorada (o que não achei ruim até) e a Ariel (inocente igual no antigo) ganha destaque pela atriz. Aliás, eu fui um dos que torceu o nariz com a escolha da atriz e quebrei o resto da cara depois. Halle Bailey combinou demais. A química dela com o ator do príncipe funciona. Mexem tb um tanto na fórmula da "garota que trocou tudo por homem" pra se adequar melhor aos dias de hoje. / Não esquecendo de citar o que foi mais comentado sobre a nova versão: A diversidade no longa é puramente estético. Não adentram uma gota de água sequer de questões além. Poderia, inclusive, se quisessem, mas preferiram jogar no seguro, e ainda assim rendeu uma polêmica besta o suficiente pra repercutir e inundar a internet. Todas as irmãs da Ariel inclusive são etnicamente diferentes. A mãe do príncipe é negra tb. A ficção proporciona essa possibilidade e sem mudar a narrativa "original" (entre aspas pq original mesmo não é, né, pq A Pequena Sereia é um conto muito mais trágico do que o mostrado). / Vou ser o do contra de muitos críticos (mais uma vez) e dizer que o live-action de Ah Que Pena Seria tá bom sim. E tem sal pq o mar tem sal. Diverte, empolga e não precisa ser melhor que a animação pra isso. Se vai ficar marcado já não sei. Só o tempo dirá, até pq "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia". Sempre tenho aquele pensamento de que "mesmo se for bom, pra que ver a adaptação com atores se a original em animação é melhor?", e dessa vez é possível responder que dá pra alternar entre os dois. / [Fiquei brincando com jogo de palavras e citando a animação e a polêmica e o texto ficou maior que o previsto e até esqueci de comentar sobre as músicas (que estão boas) rs]
Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Spider-Man: Across the Spider-Verse) (2023) - Aranhaverso 2 é uma obra de arte no cinema. Os visuais são muito atraentes e variáveis. A trama é boa, o longa volta mais dramático, mesmo sem perder o humor. Há muitos mais personagens aqui que no anterior. A maioria, obviamente, serve mais como referências. E que referências, hein, tem referências até não dar mais, e funciona muito. Dos personagens destacados, fazem umas mudanças na maioria dos secundários, trazendo outros Aranhas para a frente. A Gwen ganha tanto espaço que divide com o Miles o tempo de tela. São mais de duas horas que passam rápido. E mesmo o trailer entregando muito (muito mesmo), ainda há muita coisa a ser conferida. / Pena que, na hora de tirar um 10, o filme vacila com seu encerramento. Um final completamente insatisfatório e anti-climático. Essa ideia de dividir filmes em partes tá fazendo mal ao cinema, pq não estão sabendo dividir. Me surpreende a galera ficar de boa com isso. E digo com base em blockbusters anteriores que, na maioria, conseguiram fazer isso melhor. Não é questão de saga ou franquia, mas da estrutura de um longa. / Através do Aranhaverso ultrapassa a transposição dos quadrinhos no cinema, brinca com o formato de longa, se diverte ao mesclar elementos, e, ainda mais além de seu antecessor, faz com que seus componentes influenciem toda a experiência, não sendo apenas jogadas meramente visuais, mas tb narrativas. No aguardo do terceiro filme.
O Dia do Atentado (Patriots Day) (2016) - Esperava algo ok, entregaram um bom filme policial. Aquela cena noturna do tiroteio sem (ou com pouca) trilha sonora foi demais. Notei que um pessoal reclamou do patriotismo, mas o filme é contado pelo lado das autoridades contra os terroristas e é isso. [O nome do filme é "Patriots Day" rs]
Vôo United 93 (United 93) (2006) - Filme bem tenso. Do início ao fim. Se divide em dois arcos: O das centrais de controle de tráfego aéreo e o do avião. A gente já sabe o destino, mas é interessante acompanhar a trajetória. Ele não busca fazer um apanhado do 11 de Setembro, e sim contar o que tava rolando nos bastidores do espaço aéreo e dentro do avião citado.
Velozes e Furiosos 10 (Fast X) (2023) - Velozes e Furiosos 10 revisto em 4DX. Sobre o filme já falei antes: Bem divertido, muita ação, corrida, tudo o que a franquia tem de bom. Agora sobre a experiência 4DX... Estou acabado. Quase voei da cadeira várias vezes. Só pancada. Só porrada. Minhas costas doem. Minha barriga queima. Não tem um cinto pra colocar pra se segurar. Absurdo. Poderia ter me machucado. Recomendo. Bom demais kkkk
Velozes e Furiosos 10 (Fast X) (2023) - Depois de umas derrapadas feias nos últimos filmes, VeF volta para a pista com um filme grandioso. Mais de duas horas que passam rápido, trazendo referências a toda a franquia. O exagero é pincelado devido a enorme proporção que a trama ganha, numa viagem ao redor do mundo trazendo vários arcos e várias surpresas por toda sua duração. Tem ação, corrida, luta, tudo o que se pode esperar de um filme dessa saga. Muitos personagens e muitas cidades. E o Rio de Janeiro de volta foi ótimo. O Don continua o mesmo de sempre, mas felizmente o papo de família nesse filme não encheu a paciência. A abertura é muito boa, os retcons são aceitáveis e a cena de ação em Roma tá demais, talvez o ponto mais alto do longa. O Momoa como vilão tá ótimo, o personagem é bem divertido, rende um desafio de verdade pra equipe do Toretto. / Só o que não curti no filme ao todo foi o encerramento bastante agridoce. Sei que esse não era pra ser o último filme, e resulta num "início do fim", mas a sensação é de um longa inacabado. Mesma sensação que tive vendo o arco do Smaug na trilogia O Hobbit. Não tem um gancho satisfatório. De qualquer forma, a Universal basicamente transformou Velozes e Furiosos num Guerra Infinita e agora teremos que ficar no aguardo do Ultimato. Espero, né, pq já saiu notícia de que podem estender. Pelo amor, concluam a trama. Que o 11 seja o grand finale. Ou pelo menos desse grande arco que estão fazendo homenageando toda a franquia até aqui.
Guardiões da Galáxia: Vol. 3 (Guardians of the Galaxy: Vol. 3) (2023) - Que delícia de filme. Encerrando a trilogia de Guardiões da Galáxia, o Volume 3 entrega um belo resultado que talvez seja um dos melhores longas da Marvel. Muito provavelmente melhor que tudo da fase anterior. Mais um acerto do James Gunn. / A dinâmica entre os personagens é muito natural, muito fluída. Os visuais do filme são atraentes. A trilha sonora é agradável demais. A alternância entre o humor e o drama é bem feita. Nesse terceiro o Rocket ganha destaque e o roteiro explora suas origens através de flashbacks. E são momentos interessantes que rendem uma carga dramática maior ao resultado. Mas todos tem seu espaço. Até alguns figurantes ganham cenas de destaque. / O vilão da vez, o Alto Evolucionário, empolga demais, entrega o que um bom vilão tem que entregar, tem motivação (errada, mas tem). Eu diria que o que deixou a desejar foi o Warlock, quase apagado, pouco relevante, motivo de piada, e que mesmo assim, mesmo lá desleixado, não incomoda e tem seus momentos. Guardiões 3 termina um ciclo com chave de ouro. / Obs.: Tem uma cena no meio dos créditos que é boa, diverte, e tem uma totalmente dispensável no pós.
A Profecia (The Omen) (2006) - Fui ver na boa vontade, sem ficar comparando com o original (que é ótimo), mas achei chato. Não senti a emoção das cenas.
A Profecia IV: O Despertar (Omen IV: The Awakening) (1991) - Era pra ser um recomeço da franquia na televisão, reutilizando alguns elementos do antigo e "continuando" a trama, mas o filme nem mesmo empolga.
A Profecia 3: O Conflito Final (The Final Conflict) (1981) - A diferença desse filme pros anteriores é gritante. O fim da trilogia tem a premissa mais interessante e o resultado mais fraco. É um filme ok, que começa bem, constrói algo interessante, mas não sabe desenvolver nem concluir. O filme enrola em vários momentos e ainda termina desperdiçando potencial. A gente acompanha o Anti-Cristo conquistando poder pra chegar nesse ponto e não mostrarem nada de revelante? Bah. Deixados Para Trás nesse quesito mostrou melhor. Faltou isso, aquele ser poderoso e temido.
Damien: A Profecia 2 (Damien: Omen II) (1978) - O primeiro é um filmaço, e essa continuação, mesmo não sendo tão boa quanto, ainda é boa e vale a conferida. O problema, creio eu, é no roteiro que fica preso a situações repetitivas de apresentar e matar personagens. E mesmo assim prende a atenção.
O Natal dos Padrinhos Mágicos (A Fairly Odd Christmas) (2012) - Essa sequência é mais bobinha que o anterior e talvez lembre menos o desenho, mas mantém o mesmo estilo do que foi apresentado antes e tb é mais viajado. Funciona bem como um filme infantil de TV da Nickelodeon. / [Os Padrinhos Mágicos no Paraiso (A Fairly Odd Summer) (2014) - Mesmo nível.]
Padrinhos Mágicos: O Filme! (A Fairly Odd Movie: Grow Up, Timmy Turner!) (2011) - Revi essa pérola. O live-action é tão idiota e tão bobo quanto o desenho, só que menos nonsense. Os personagens ficaram bem caracterizados. É um filme infantil de TV bem padrão da Nickelodeon e que mantém a essência do original. Não entendi esse ódio todo em cima dele. Tem vários furos, não viaja tanto, mas tá lá com os elementos clássicos que conhecemos. É óbvio que um Padrinhos Mágicos com atores reais soaria estranho.
Desaparecida (Missing) (2023) - Nos mesmos moldes de Buscando, seguindo o padrão de vídeos por telas de eletrônicos (principalmente o desktop do notebook), Desaparecida nos entrega um digno filme de investigação com muitas reviravoltas. A mãe da protagonista viaja com o namorado, os dois desaparecem e cabe a filha investigar enquanto a polícia demora pra agir. / Imagine uma série onde todo episódio tem uma surpresa, só que aqui é tudo condensado num longa só, sacrificando um pouco do desenvolvimento de tempo pra entregar um ritmo frenético de acontecimentos. Insira tudo isso numa trama contada através de páginas da internet, vídeos, ligações, fotos, arquivos de computador em geral e pronto. Vale citar que aqui o padrão de narrativa visual não é de tela fixa, já que a câmera percorre todos os pontos visíveis, com zoom in e zoom out a todo momento. / É um formato interessante e com poucos filmes no estilo, reduzindo mais ainda se considerar que outras produções costumam ser de terror e não algum outro gênero. Pra quem nunca conferiu nada do tipo, recomendaria ver primeiro Buscando pra entender a proposta (além de, convenhamos, ser melhor que sua continuação espiritual e de bônus ter o fator surpresa/novidade). E pra quem quer ver outros, os de terror The Den, Amizade Desfeita (1 e 2) e Host devem ser os mais famosinhos.
A Morte do Demônio: A Ascensão (Evil Dead: Rise) (2023) - E mais uma vez a franquia onde o coisa ruim vai de arrasta pra baixo retorna com seu quinto capítulo, que não é continuação de nenhum dos anteriores, mas tb não dá pra chamar de reboot. Fazem tudo parte do mesmo universo. É um bom filme de terror, bem simples, bem direto, causa tensão e o tempo passa rápido. Nada grandioso, o anterior de 2013 foi bem melhor, mas cumpre sua função de ser bem feito e entreter. O demônio possui alguém e as coisas vão acontecendo sem parar como um bom Evil Dead faz. O marketing até tentou vender como se fosse assustador demais, mas não é e nem me parece a intenção. / Gostei do novo cenário. Foi uma boa sacada sair do ambiente clássico (cabana na floresta) pra um novo (apartamento). Tudo acontece numa área específica e o roteiro vai reduzindo o máximo possível o local, então funciona bem sem deixar aquele clima de isolamento se perder. Ou seja, a essência é a mesma. Os novos personagens tb dão uma revitalizada, ainda mais agora sendo uma família (e vizinhos) no lugar de amigos adolescentes. A mãe combinou demais no papel. E coitada da garotinha (rs). / Li alguns dizendo que o filme não tem humor, já outros sim, e ao ver notei que tem sim humor, ao seu modo, em seus momentos, não escancarado, mas tá lá sim. Li tanto que é muito mais gore que seu antecessor tb, mas não achei isso não. Tem sim gore, um dos elementos principais da franquia, algumas cenas isoladas tem bastante, mas não vi esse tanto de mais violento e pesado não. Por mais que esse tenha se utilizado de mais litros de sangue, creio que a maior parte usaram numa cena bem específica. O anterior ainda é mais sanguinolento em termos de quantidade de cenas. / Há vários elementos e referências da franquia nesse novo filme (em especial ao segundo filme), e confesso que a maioria só notei quando pesquisei. Tem algumas tb a outros filmes diversos. Mas dá pra entender o filme de boa, pq ele não tem ligação direta nenhuma aos outros, só em detalhes. No aguardo dos próximos filmes. Esse meio que fecha um ciclo, já que temos mais um livro dos mortos utilizado aqui.
Serial Kelly (Serial Kelly) (2022) - A ideia é boa, o resultado nem tanto. É um filme que tem seus momentos e deixa a sensação de que tinha potencial. Achei meio travado, poderiam ter se soltado mais. Algumas cenas não conseguia ouvir direito os diálogos. Se um dia pensarem numa continuação podem trabalhar em algo maior e melhor.
Amém: Perguntando ao Papa (Amén: Perguntando ao Papa) (2023) - Em geral é interessante, mas tem seus momentos. Há assuntos que são mais aprofundados, já outros não levam a lugar nenhum. Se por um lado é ousado por levar certos temas polêmicos diretamente ao papa, por outro não é tão ousado assim em suas respostas e conclusões. Mas vale a conferida pelos assuntos falados e por alguns pontos que podem servir de debates para além do que foi mostrado. O Papa fala muito sobre amor e aceitação, sobre pilares humanos da boa convivência, sobre o papel cristão de acolher o necessitado assim como Jesus fez, mas fala pouco da questão bíblica em si em termos do que tá na Bíblia ou não, se é admirável ou condenável, se tem interpretações diferentes ou não. Eu gostaria de ter visto respostas mais concretas, afinal, é possível respeitar uma opinião sem concordar com ela, mas gostei de como tanto os jovens escolhidos quanto o Papa não escondem os problemas da Igreja e debatem entre si, gerando algumas faíscas em meio ao clima de paz e amor.
I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston (Whitney Houston: I Wanna Dance With Somebody) (2022) - Filmes biográficos costumam ter um desafio de resumir a maior parte da vida de uma pessoa em pouco tempo, e mesmo aqueles que dedicam mais de duas e horas pra isso (esse caso) ainda estão nesse risco. Impossível não se empolgar com alguma canção da Whitney Houston, cada apresentação é marcante, a voz dela é maravilhosa, bom demais, e a atriz manda bem. O filme porém parece corrido, não desenvolve tanto assim os conflitos a ponto de se aprofundar neles e convencer o público. Eu não conheço muito sobre a vida da cantora, não sei o quanto foi fiel, mas a sensação é de que por vezes apenas jogam os ocorridos na tela. É obviamente um resumão, e mesmo com seus problemas é sim um bom filme, mas tb poderia ser melhor se tivesse mais tempo. Rendia fácil umas três horas de longa.
Super Mario Bros.: O Filme (The Super Mario Bros. Movie) (2023) - Um dos filmes já feito, a tão esperada animação do Mario finalmente foi lançada, carregando referências e mais referências a toda a franquia de jogos do Mario e além. Sério, tem referências do início ao fim. O longa se agarra em dois públicos: O infantil e o nostálgico. / Vindo da Illumination, que fez o ótimo Meu Malvado Favorito e outras produções (algumas questionáveis), muita gente torceu o nariz pro resultado. Eu tb. Acontece que sim, a marca da empresa está lá, as características estão lá, o estilo está lá. Mas... Isso não define tudo. É um filme claramente infantil, as piadas são infantis, tem sim momentos bobinhos, fica tudo na cara que é um filme infantil, então nem adianta marmanjo chorar. Por outro lado, é inegável a empolgação a cada elemento dos jogos que aparece na tela. E são muitos. Muitos! É tipo caçar easter-eggs em Jogados Número Um. / Os jogos do Mario não costumam possuir nenhuma grande trama, então o que viesse era lucro. Fiquei curioso pra saber como encaixariam tantos elementos e cenários de jogos diferentes como visto nos trailers e realmente conseguiram. É uma aventura remix com uma trama repaginada pros dias atuais. O Mario salvando a Peach do Bowser dá lugar ao Mario se unindo a Peach contra o Bowser. No lugar do herói em busca da donzela indefesa, temos um homem despreparado junto a uma poderosa comandante de um reino. / O filme tb não economiza nos efeitos. Além das referências visuais, é notável tb as referências sonoras, inclusive as musicais. Vários trechos das canções dos jogos são refeitos aqui. E como a trilha dos jogos são excelentes, foi bom demais ouvir novamente aqui. Sem contar que nostalgia vende bem. Não dá pra não sorrir em alguns momentos. É Mario! Mamma Mia! Yahoo! / O resultado, sem querer soar repetitivo, é um equilíbrio entre chamar a nova geração e agradar a antiga. Uma animação que busca satisfazer os dois tipos de público. Confesso que não é o "filme do Mario" que eu realmente gostaria de ver quando anunciaram o projeto, mas é o "filme do Mario" que temos e que fez bem no que foi proposto. Agrada, diverte e é isso. No aguardo de uma continuação e quem sabe de derivados.
Tetris (Tetris) (2023) - Tetris é um filme de espionagem política em território soviético durante a Guerra Fria. Na verdade é um filme sobre a batalha pelos direitos autorais internacionais do jogo Tetris. Dentro de uma trama política de espionagem em território soviético durante a Guerra Fria (rs). Um filme bem interessante, que obviamente é um tanto exagerado quando comparado a história real, mas que agrada, entretém bastante e resume a saga de como o jogo se popularizou em todo o mundo. Levam a outro patamar as brigas pelos direitos. As peças aos poucos vão se encaixando (he). Tem alguns efeitos e referências de videogame ao longo da trama que só ajudam a experiência. Muito bom. Gostaria de ver mais filmes sobre criações de jogos. Só tô lembrado do filme sobre GTA. Doc não conta.
John Wick 4: Baba Yaga (John Wick: Chapter 4) (2023) - A franquia John Wick se tornou crescente em sua trama a cada filme. O primeiro mais isolado, o segundo expandindo aquele universo e o terceiro acompanhando as consequências do ato anterior. Já no quarto não há muito o que falar: São as consequências de tudo. É o "grand finale", por assim dizer, literal ou figurado, dessa saga que começou pq mataram o cachorro do Bicho-Papão. Então temos aqui três horas de novamente mais luta e tiro. E é exatamente isso. Muita luta. Muito tiro. E muito exagero. Apesar de sempre tentarem buscar realismo no impossível, não se pode negar que algumas situações acabam levando ao cômico, proposital ou não (embora tenha sim momentos voltados propositalmente para a comédia em meio a ação e ao drama). E nesse quarto capítulo o duro de matar continua insano. Não é o melhor nem o pior da franquia, mas ainda é bom e ainda rende mais.
O Urso do Pó Branco (Cocaine Bear) (2023) - Um dos filmes já feito. É aquele tipo de filme "ruim" que ganha destaque na mídia, só que esse é propositalmente zoado. Uma comédia de humor ácido vagamente inspirada numa história real inusitada de um urso dopado de cocaína. A ficção obviamente é bem mais exagerada e cômica. Talvez o urso tenha cheirado quase todo o pó branco do roteirista, pq até que não viajam tanto não. Um filme que existe.
Batalha Real (バトル・ロワイアル) (2000) - Colegiais se matando. O filme (baseado no livro) que criou um gênero próprio: Battle Royale. Não foi o primeiro de seu formato, mas foi popular o suficiente na cultura pop pra isso. Filmaço. Um dos preferidos do Tarantino, inclusive uma das atrizes daqui atuou tb em Kill Bill. BR se passa num Japão onde o governo escolhe aleatoriamente uma classe escolar para jogar os alunos numa ilha para se matarem até restar apenas um. Polêmico, violento, dinâmico e repleto de personagens. Rendia fácil uma série, pq o livro é grande. Ainda lerei o mangá. O filme conferi dessa vez a edição especial de 10 anos, com alguns poucos minutos a mais e acréscimo de mais sangue em algumas cenas.
Independence Day (Independence Day) (1996) - Nem todo filme que marca o cinema é uma obra-prima. O clássico Independence Day desde a época já dividiu opiniões. É um filme "revolucionário" que se tornou datado e ganhou um novo charme nisso. É bonzinho. Notei que existem referências a cultura pop em alguns momentos.
A Noite do Jogo (Game Night) (2018) - Muito legal kk Uns amigos se reúnem pra jogar um jogo de assassinato só que as coisas saem do controle quando assassinos de verdade invadem a cena. Gostei do formato e ri de algumas cenas.
A Garota de Fogo (Magical Girl) (2014) - Caramba. Não dá pra saber os rumos que esse filme toma. É uma surpresa atrás da outra. A trama parte de um pai que quer realizar o desejo de sua filha, que está com leucemia. Ela é otaku e dá nome ao filme, Magical Girl (o diretor disse ter influências de Madoka Magica). Logo vamos sendo apresentados a outros personagens e vai tudo se unindo. O pai desempregado com a filha doente, a mulher com transtornos mentais e seu marido psiquiatra, o idoso de passado obscuro... Filme espanhol muito bom. Ele deixa algumas lacunas que gostaria muito que tivessem explorado, mas que não é importante pra trama em geral.
A Luz do Demônio (Prey for the Devil) (2022) - Ok. Queria poder dizer que é bom por ser "fora da curva" e ter uma ideia interessante, mas o rumo que o filme vai tomando não é grande coisa. Começa bem, traz uma personagem mulher querendo se envolver no exorcismo em meio a uma tradição católica onde apenas padres podem fazer isso, questiona a Igreja, questiona os métodos de exorcismo, daí que do nada começam umas revelações que parecem trazer algo curioso, mas não, levam a reviravoltas fracas e o filme vira mais do mesmo, um clichê batido que pouco empolga. Infelizmente é mais ou menos. E que final besta rs
Shazam! Fúria dos Deuses (Shazam! Fury of the Gods) (2023) - Shazam 2. Legalzinho, mas tb só isso mesmo. Mais um filme de herói divertido com trama simples e bons efeitos e é isso. Mal notei as mais de duas horas passarem, pq é divertido (rs). Vc vê ali, se diverte e vida que segue. Uma aventura genérica com os clichês de sempre, vilões genéricos e uma turminha do barulho aprontando altas confusões e divertindo o público com bom humor em meio a lições de vida e desafios qualquer e muitos efeitos especiais. Tem uma participação especial bem bacana no filme, mas no fim tb nada surpreendente assim pra trama. Li que tem duas cenas pós créditos, mas provavelmente não vão valer de nada. A primeira vi e é divertido. Repeti divertido, né? kk Quando bem feito é bom. Não ofende e diverte. Escrevi de novo.
Pânico VI (Scream VI) (2023) - Mais um bom Pânico. Não chega a ser um filmaço, assim como o anterior tb não foi (por mais divertido que tenha sido), mas é um mérito a franquia sempre se reinventar e se manter de pé numa qualidade aceitável. Esse é o mais diferente. Novo ambiente, novas regras. A franquia abraça de vez a ideia de ser uma franquia e entrega novidades. A metalinguagem continua afiada. Curti o ato final e como tão fazendo de tudo pra tornar Pânico maior pra uma nova geração. Só achei um tanto cansativo em alguns momentos, não precisando de duas horas pra contar o que queriam, principalmente nas cenas dramáticas. E apesar do grande final, o encerramento é batido demais pra um filme que diz que tem que esperar o inesperado. Ou fui esperar o inesperado e recebi o esperado? Geniais (rs). No aguardo do próximo.
Batem à Porta (Knock at the Cabin) (2023) - A proposta é boa, o resultado é ok. Um filme simples do Shyamalan. É sincero na premissa e é só isso mesmo. Nesse um pessoal invade uma casa dizendo que o apocalipse tá acontecendo e alguém daquela família deve morrer pra impedir isso. Tem uma tensão bacana. Fica aquela dúvida se tudo aquilo é real ou não, mas depois meio que o filme já responde, ou não dá força suficiente pra manter a dúvida. A ideia de colocarem um casal gay pra salvar ou condenar a humanidade foi interessante.
Pearl (Pearl) (2022) - A forma como as coisas vão acontecendo. O rumo que as coisas vão tomando. Os diálogos cada vez mais profundos. Tá doido. Bem feito.
Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (Ant-Man and the Wasp: Quantumania) (2023) - Uma divertida aventura genérica. É como aqueles filmes que já se viu várias vezes, só que esse é da Marvel (pleonasmo?). Tipo ligar a TV e ver um aleatório da Sessão da Tarde. São duas horas com uma trama simples/curta que passaram de boa pra mim. O que incomoda é o potencial desperdiçado. Bacana o Reino Quântico, mas é tudo raso, com personagens ali servindo apenas para o propósito do roteiro e cenários tanto faz. E muito legal criar situações difíceis pros heróis resolverem, só que o roteiro ficar ajudando eles toda hora meio que tira o peso. E que demais ver um vilão tão poderoso como o Kang sendo apresentado, mas parece que ele decidiu descansar depois da introdução, pulando o show. Mas é isso. Um filme de problemas, só que divertido, e já são anos de Marvel pra entender que a maioria dos filmes da empresa são mais do mesmo e com o único foco de serem divertidos. Salvo exceções. O que prejudica é que pra um filme que se vende como uma introdução ao futuro da Marvel foi pouco. Já cansou o tanto que falam de Multiverso e pouco exploram pq só vão explorar no futuro. Até chegar lá precisa de fôlego. Mas fico no aguardo.
Canola (계춘할망) (2016) - Um filme tão triste e ao mesmo tempo tão belo. Um baque que eu não esperava. As atuações da avó e da neta são excelentes. Mesmo com uma revelação bastante previsível no decorrer da trama, conseguem um desenvolvimento tão potente que usam isso como ponto pra render ainda mais conteúdo. O ato final é pesado (como se o resto do filme já não fosse). Quase perfeito, tirando o colega de escola que foi totalmente jogado de lado, mas não diminui a nota perto de tamanha qualidade do todo.
Decisão de Partir (헤어질 결심) (2022) - Um drama romântico cômico melancólico investigativo. Um policial se apaixona por uma mulher suspeita de ter assassinado o próprio marido. A narrativa lenta, e por vezes confusa, adentra a relação entre o policial e a mulher, como um amor proibido que a todo momento parece que vai finalmente explodir mas sempre se segura. Não só por ele ser policial e ela uma suspeita, mas tb por ele ser casado, ter uma esposa. A tentativa de conciliação entre trabalho e desejo, a vontade de traição, a escassez do amor, a dúvida da honestidade, tudo é muito bem capturado pela câmera, com cenas detalhistas que acompanham tudo muito de perto. Interessante tb as cenas de flashbacks sendo construídas ali mesmo dentro das cenas presentes como transições criativas para tal elemento. Senti que o filme por vezes se estende mais do que o necessário, além de soar como dois filmes em um devido a questão do tempo, mas a forma como foi feito é atraente demais. E a história é boa, mesmo muitos já citando que o cinema já explorou tramas do tipo diversas vezes no passado.
M3GAN (M3GAN) (2022) - Mesma premissa do injustiçado reboot do Brinquedo Assassino, apesar das enormes diferenças óbvias. Não que a ideia de um robô/brinquedo com IA que se torna assassino seja original rs O filme é bem ok. M3GAN só teve mais marketing. Tem uma construção interessante, mas um desfecho bem nada demais.
Pânico (Scream) (2022) - Esse talvez seja o filme mais metalinguístico da franquia depois do primeiro. A ideia da continuação-reboot-sei-lá-o-que-mais é muito bem trabalhada. Revendo continuei gostando, até mais que quando vi no cinema. Entendo quem encontrou problemas, pq tem mesmo, vide momentos questionáveis e a falta de um suspense maior, mas não entendo quem odiou, pq tá no mesmo nível dos anteriores, mantém a mesma essência, brinca com tudo e todos da exata mesma forma de acordo com sua posição na saga. E tá muito legal o resultado. No aguardo do próximo. / A continuação que é um recomeço sem ser um reboot, ou seja, uma continuação (rs). Novos personagens e retorno de antigos. Tentativas de referenciar o original entregando algo novo mas não tão novo assim. Manter o legado apresentando o futuro sem se desapegar do passado.
O Sacrificio (The Wicker Man) (2006) - Gosto quando um remake não é mais do mesmo que o original. O problema aqui é o filme quase todo (rs). Algumas mudanças são interessantes por renderem potenciais a novos rumos a serem explorados, vide o policial sendo chamado pela ex, a ligação com o caso e o local ter mais mulheres que homens, mas a maioria é ruim, como a ausência do conflito religioso, a inserção das abelhas, os flashbacks desnecessários, as visões/assombrações mais desnecessárias ainda, a falta de um conflito cultural mais aprofundado (ou até mesmo de gênero), a cena toda da casa com as portas, etc. Ou seja, mesmo se não comparar e avaliar o longa em si como único, ainda é raso e cheio de problemas. Faltou coragem, faltou peso. Tem cena que eu ri de tão tosca. Talvez se não fosse vendido como remake seria mais aceito, mas ainda assim não escaparia das críticas.
O Homem de Palha (The Wicker Man) (1973) - Muito antes de Midsommar (e outros), houve O Homem de Palha. Que filme sinistro. Quem curte a temática de festas pagãs com oferendas e mais no meio da natureza é uma boa. Um policial cristão investiga o desaparecimento de uma garota numa ilha e logo descobre que todos ali fazem parte de uma seita. A trama claramente tece críticas religiosas. Lamentável é uma galera defendendo o pessoal e abominando o policial. O policial julga a todos por seguirem uma crença diferente que ele considera heresia, mas o povo possui atos questionáveis e até criminosos defendidos na desculpa de ser da cultura deles. Se ele é fanático, todos ali tb são, só mudando a religião. E não tô sendo etnocêntrico não. Um folk horror marcante.
Isolamento Mortal (Sick) (2022) - Perseguição frenética nesse filme slasher do roteirista de Pânico. Boas cenas de assassino e vítima. Os personagens reagem, não ficam esperando a morte, vão pra cima uns dos outros. Um frescor, mesmo que nada inédito. Demora pra empolgar, tem um primeiro ato morno, mas depois melhora. Gostei da proposta de se passar no auge do covid.
Skinamarink: Canção de Ninar (Skinamarink) (2022) - Parede. Parede. Parede. TV ligada. Brinquedos. Luzes refletidas. Sombras. Paredes. O brilho da TV nas paredes. Escuridão. Muita escuridão. Coisas sumindo. Diálogos curtos de vez em nunca. Parede. TV. Parede. Isso de noite dá um sonífero dos bons e tb um medo do ambiente que fará ficar acordado até inevitavelmente dormir logo depois sem perceber. Filme experimental as vezes é difícil de ver. Não entendi a pira nesse filme que alguns tão considerando como um dos mais assustadores dos últimos anos. Entendi a explicação sobre o longa remeter a sensação de solidão, a visão de crianças pequenas solitárias na casa escura, essas coisas, me transmitiu a sensação ruim de insônia em madrugadas silenciosas, mas creio ter formas melhores de mostrar isso. Achei extremamente cansativo. Chato. Tive que dividir em partes e mesmo assim forcei pra terminar. E olha que gosto de filmes lentos. Esse entretanto não me convenceu. Dá um medinho, mas tb tem uns artifícios baratos que me irritou. O longa começa a andar, ou melhor, rastejar/engatinhar com o tempo, mas mesmo assim. Deve ser algo muito pessoal mesmo pra gostar. Daria um curta ou média metragem interessante. Curioso ter viralizado. Não é o tipo de filme que se tornaria popular na internet.
O Homem do Norte (The Northman) (2022) - Um bom filme viking. Na maior parte ele é realista, mas tem uma pegada mitológica envolvida em algumas cenas. O foco não é em grandes batalhas e afins, mas sim na vingança pessoal do protagonista, que, diga-se de passagem, tá no mesmo nível de quem ele tanto critica (ou seja, não há um bravo herói e blablabla, aqui é a sede de sangue pura em seu instinto selvagem e que se dane o mundo, sem questão de certo ou errado). Chato é a galera reclamando de clichê, como se tudo precisasse ser uma inovação, sendo que o filme entrega uma boa história de vingança em tempos antigos e é isso. Vagamente baseado num conto que, por curiosidade, foi a inspiração para Shakespeare escrever Hamlet. Li que o diretor se incomodou por não controlar a edição final do longa, seguindo as regras do estúdio e suas alterações, mas ele aprovou o resultado e não pretende lançar uma segunda versão.
O Menu (The Menu) (2022) - Enfim um filme diferenciado de culinária. Não falo de coisas grotescas ou de trash, e sim da mais pura arte de cozinhar numa trama envolta de fanatismo e surpresas violentas. Os pratos são apresentados em sua essência, explicados em detalhes, com objetivos de real degustação, apreciação do paladar junto aos demais sentidos humanos, envoltos desde cada ingrediente até o ambiente local. Não apenas comer, mas sentir. Caramba, comida de rico é ruim mesmo, hein. Manda um podrão logo. Belo filme. Provavelmente uma crítica ao contexto temático envolvido. Deixemos o chef explicar. Nós somos os que digerem o resultado. Deu fome.
A Morte do Demônio (Evil Dead) (2013) - A Morte do Demônio. É simples: Deu ruim, taca fogo. Vai ficar esperando pra ver o que vai acontecer? Mexendo com o coisa ruim? Tá maluco. Nem ferrando que ficaria numa cabana com o tinhoso. E se o livro diz pra não ler, deixando bem claro pra não ler, até desenhando pra não ler, é pra não ler! Se quer ler, lê sem ninguém em casa. Daí fazem umas paradas sinistras e os caras ficam pensando que é doença. Pelo amor. Doença da raiva (rs). Daqui a pouco começa a carnificina e já era. Vrau. É sangue pra caramba. O tempo todo é violência pura. O final é uma belezura. A atriz principal manda bem. Dá pra ver o medo no rosto dela. Versão unrated conferida, com quase 5 minutos a mais que a de cinema. A cena pós-créditos é muito nada demais.
O Grito (The Grudge) (2020) - Reclamei da franquia ser mais do mesmo quase sempre e os caras mandam essa bomba. Um terror genérico e sem graça que carrega o nome de uma franquia reconhecida. Não é um reboot, mas tb nem precisava existir. Consegue ser pior que o recomeço japonês. Um monte de susto besta aleatório gratuito do nada sem um pingo de suspense. / Que filme ruim. Que coisa horrorosa. O Grito é de pavor desse troço. O Rancor é o que nasce de quem assiste essa franquia. Reclamei da franquia ser mais do mesmo quase sempre e os caras mandam essa bomba. Um terror genérico e sem graça que carrega o nome de uma franquia reconhecida. Não é um reboot, mas tb nem precisava existir. Consegue ser pior que o recomeço japonês. Um monte de susto besta aleatório gratuito do nada sem um pingo de suspense.
O Chamado vs. O Grito (Sadako vs. Kayako) (2016) - O crossover Freddy vs Jason é tosco, mas é divertido. O crossover Alien vs Predador é duvidoso, mas é divertido. Agora o crossover O Chamado vs O Grito pelo amor. Alguns incômodos são: Reduzirem o período de maldição da Sadako, jogarem personagens badass ruins na trama e esquecerem a Kayako no churrasco. Tem alguns momentos bons até, como os ataques, as tentativas de impedir as maldições e a preparação do clímax, mas não sustenta. O confronto tão esperado não dura o suficiente pra ser realmente um filme de batalha entre assombrações e a forma como termina é ruim. O resultado ainda é melhor que alguns dos filmes das duas franquias (pra ver o nível das coisas), mas tem coisa melhor pra assistir. / Falando um pouco das franquias, em ambos os casos há maldições sem escapatória. Nos dois uma pessoa espalha pra outra. Em O Chamado, apenas vendo um vídeo e compartilhando. Em O Grito, adentrando a casa do assassinato ou tendo contato direto com quem entrou lá ou até mesmo simplesmente estando no mesmo ambiente que essa pessoa está. A Sadako fica assombrando até chegar a hora, enquanto a Kayako (e o Sochio) ficam assombrando pra atacar pouco depois. E é irritante como ambas as franquias desgastaram até o talo suas fórmulas com tantos filmes repetidos e apenas rasparam a beirada do que aconteceria se as maldições fossem espalhadas amplamente. Sempre que isso ocorria, no filme seguinte era como se nada demais tivesse acontecido e vida que segue. Aqui no crossover é a mesma coisa. Existe a noção das maldições, tratadas como lendas urbanas depois de tantos casos, como visto no começo do filme, mas ignoram qualquer dos efeitos, surtindo apenas a popularização.
Ju-on: The Final Curse (Ju-on: Za Fainaru) (2015) - A mudança do recomeço já não tinha sido das melhores (eu particularmente não curti o aumento de protagonismo do Toshio e o quase sumiço da Kayako por achar a forma como fizeram isso ruim), então já não tinha como esperar algo bom. É ver pra terminar o que ficou em aberto mesmo, mas já sabendo que a melhor parte (ou a menos pior) já passou no anterior. A trama desse é tão simples quanto o último americano, sem as confusões narrativas, mesmo nesse seguindo o formato clássico. Só que aqui é menos interessante justamente pela premissa não ser boa e tb por não ser capítulo final nenhum (me senti enganado). Eu sinceramente nunca achei a franquia tudo isso (embora tivesse o suficiente pra ter me prendido até aqui, o que já vale demais), então sempre vi prós e contras nos longas nessa maratona que fiz, até mesmo nesse. Esse "fim" tem seus momentos, mas é muito fraco, de longe o mais fraco até aqui. Dizer que não leva a nada já é pleonasmo, pq não é a primeira vez.
O Grito 3 - O Início do Fim (Ju-on - Owari no Hajimari) (2014) - O que a franquia mais tem é repetição. Daí os caras mandam essa: Uma reinicialização da franquia. Com um filme que já é vendido como penúltimo. Que? kk Se fosse novidade seria melhor aceito, mas como não é, o pessoal pega mais no pé. Mesmo com uma nova trama e mudanças nas origens, repetem elementos do primeiro, afinal, é um recomeço (fadado ao fim), então referenciam o que já foi referenciado antes até cansar, numa qualidade gráfica "melhor". Não é essa bomba toda como filme em si, mas a esse ponto como parte da franquia ao todo tanto faz. O que o torna inferior mesmo é não empolgar tanto como os anteriores e as mudanças não serem lá muito boas. Final aberto que é osso, faz o filme parecer não ir a lugar nenhum, mesmo sabendo que essa é a primeira parte.
The Grudge: Girl In Black (Ju-on: Kuroi Shoujo) (2009) - Relativamente inferior ao outro, mas ainda assim bom. Como citei antes, esse aqui é em geral um bom conjunto de curtas interligados, semelhante aos moldes dos anteriores, só que melhor que a maioria e com a duração suficiente que todos os filmes da franquia deveriam ter. Nada muito aprofundado e voltado mais pros fãs mesmo servindo como um retorno a franquia, só que ironicamente sem as estrelas.
The Grudge: Old Lady In White (Ju-on: Shiroi Roujo) (2009) - Em geral um bom conjunto de curtas interligados, semelhante aos moldes dos anteriores, só que melhor que a maioria e com a duração suficiente que todos os filmes da franquia deveriam ter. Nada muito aprofundado e voltado mais pros fãs mesmo servindo como um retorno a franquia, só que ironicamente sem as estrelas.
O Grito 3 (The Grudge 3) (2009) - Me indago se o filme é tão inferior assim aos demais mesmo ou é só o peso da passagem do tempo e a saturação da franquia que causou isso. Ou os dois. Achei mais tranquilo de ver que o segundo, apesar da trama ser mais fraca. É o primeiro com uma narrativa linear tb, por isso menos confuso, mais simples e com menos surpresas. O segundo já tinha desenvolvido a premissa da maldição nos EUA, mas se for falar de repetição então não deveria ter saído do primeiro (o japonês idem). Um filme ok, não achei tudo isso de ruim não, mesmo que tanto fez tanto faz. Se saiu melhor que o retorno americano de sua concorrente.
O Grito 2 (The Grudge 2) (2006) - Embora uma trama inédita, ele sofre do mesmo problema da continuação do japonês (de cinema): É chatinho de ver e por vezes confuso, além de repetitivo. Mas não é ruim. Na verdade tá próximo da qualidade do anterior. Tem seus momentos. O final é interessante tb.
O Grito (The Grudge) (2004) - Muitas listas colocam esse remake como o melhor da franquia, até mesmo que os originais. Sei não, hein. Ok que ele é mais dinâmico, a narrativa é mais coesa e menos embaralhada, as atuações e os efeitos são melhores, mas o trunfo do terror ainda funciona mais nos japoneses antigos, considerando aqui tb a construção de clima. Meio que se compara com a comparação entre O Chamado remake e original, notando a diferença de padrão entre filmes estadunidense e japonês. O Grito faz o mesmo. A franquia não é grande coisa, mas tem uma pegada interessante, uma trama que chama a atenção, então dá pra curtir. E o remake faz jus ao original do seu jeito.
O Grito 2 (Ju-on 2) (2003) - Está próximo da qualidade do anterior, tem seus momentos, mas achei um tanto mais confuso e mais cansativo. A fórmula não desgastou, mas as viagens narrativas me deixaram vagando em certos momentos que senti o longa meio chatinho. Ainda prefiro o primeiro e o anterior. O final é interessante.
O Grito (Ju-on) (2002) - Ok. Bonzinho até. É o primeiro filme da franquia pro cinema. Repetem a mesma fórmula dos anteriores, com uma trama fora de ordem. Bugs a mente. Curioso como uma parcela acha a obra sensacional, até pq gosto é gosto, mas se for pra comparar, o primeiro filme pra TV é melhor, mesmo com a qualidade técnica inferior.
Ju-on: A Maldição 2 (Ju-on 2) (2000) - 1/3 do filme é recapitulação do anterior. Descartável. O adicional poderia facilmente ter sido inserido no outro filme. Ainda assim não é grande coisa. O melhor mesmo acontece no primeiro. / Alguém sabe o motivo dessa divisão? Sei que antigamente não dava pra rever as coisas fácil assim igual hoje, mas uma parte considerável do filme ser mais do mesmo é complicado. E piora sabendo que a parte inédita se unida ao filme anterior daria um filme de duração normal de duas horas. Sei tb que é pra TV e deve ter algo a ver com duração, mas era melhor terem lançado como minissérie de dois episódios mesmo.
Ju-on: A Maldição 1 (Ju-on) (2000) - Bom. Pensei que seria pior, mas a trama acabou me prendendo. São vários segmentos que vão se interligando. O filme é de baixo orçamento e feito pra TV, e isso fica visível a todo momento. Nasceu aqui um potencial (sei dos curtas).
Matilda: O Musical (Roald Dahl's Matilda The Musical) (2022) - Muito bacana o musical. Tem momentos divertidos, tem canções que empolgam e conseguem recontar de forma agradável a trama clássica. Algumas coisas meio corridas/rasas, mas envolve legal. Conferi no áudio original, mas curiosamente foi lançado com as canções dubladas tb, algo que no quesito cinema se vê mais em animações, então talvez eu confira depois. Agora não entendo duas coisas: A galera que tá vendo um musical e reclamando de ter músicas num musical (rs) e a galera que insiste em reforçar que o antigo é melhor sendo que esse filme é uma adaptação da peça teatral baseada no livro, e não um remake do filme. Curti.
.......... 2023 .......... Séries
Twisted Metal (Twisted Metal) (1ª Temporada) - Uma divertida série de comédia e ação pós-apocalíptica baseada na franquia de jogos de corrida Twisted Metal. Produção Peacock. Tava desconfiado da qualidade, mas logo me empolgou. Não parece ter tido um orçamento alto, mas conseguiram se virar muito bem com o que tinham. São muitos personagens ao longo dos curtos 10 episódios e várias situações que criam pequenos arcos que vão se mesclando até chegar ao grand finale. A estrutura da temporada é dinâmica na maior parte do tempo, mesmo que em alguns momentos dêem uma pausa mais longa pra desenvolver a relação dos principais. Apesar do protagonista (leiteiro), da sua parceira (silêncio) e do vilão principal (policial), quem mais rouba a cena é o palhaço (louco). Por curiosidade, quando se fala de Twisted Metal é o palhaço que é mais lembrado mesmo. Algumas cenas possuem um toque de gore e de humor ácido, como nas do palhaço surtando e fazendo seu show. Há tb flashbacks interessantes, como as da mulher e de seu irmão, numa clara crítica a exploração trabalhista. O resultado é bom e a segunda temporada promete. Disponível tardiamente na HBO MAX.
Persona: Sulli (Persona: Sulli) (2023) - Uma homenagem a Sulli, que nos deixou a poucos anos. Ela seria a protagonista da segunda temporada de Persona, mas chegou a gravar apenas um episódio completo e parte de outro. Decidiram lançar o primeiro curta como parte dessa suposta minissérie. / O primeiro episódio é o tal curta, onde Sulli interpreta uma mulher que vive num matadouro e precisa confessar seus pecados pra poder ir pra um lugar melhor e recomeçar. Ela tá sozinha numa sala pequena, com uma máquina do outro lado da parede, e em suas lembranças no matadouro vemos ela criando um vínculo com o porco morto que ela deveria fatiar. Obviamente é tudo uma metáfora pra um significado maior. / O segundo episódio é na verdade um documentário/entrevista de Jinri/Sulli. Há um segmento principal, da entrevista que ela deu quando foi gravar a série, alternando entre outros vídeos, seja de entrevistas tb, seja vídeos pessoais, alternando tb com referências a O Mágico de Oz. É um doc bem lento, com muitas e muitas cenas de silêncio e reflexão. A artista todas as vezes parece estar buscando alguma forma de responder as perguntas, buscando palavras certas, ao mesmo tempo que parece se segurar, sendo cautelosa no que dizer. São temas sensíveis pra ela. Não a toa tem momentos que ela chora, mesmo contida. É uma confissão, por vezes mais aberta e por vezes mais tímida, sobre o peso que a fama deixou nela e seus conflitos internos, vindos da época que ela era uma famosa artista de kpop até depois de tomar novos rumos. / Ao fim, tanto queria muito ter visto a tal segunda temporada de Persona quanto queira muito que essa entrevista tivesse durado mais tempo. Querida Sulli.
Scott Pilgrim: A Série (Scott Pilgrim Takes Off) (2023) - "Scott Pilgrim: A Série" (Netflix). A nova adaptação animada de Scott Pilgrim não é bem uma readaptação da HQ ou do live-action e menos ainda uma versão estendida do filme. Nem mesmo é sobre o Scott contra a liga dos ex-namorados. O resultado tá mais pra uma releitura. O Scott sai de cena, mesmo que ele seja o tema de tudo na maior parte do tempo, pra dar mais espaço aos outros personagens. A Ramona é meio que a protagonista. Assim como na HQ teve tempo de desenvolver melhor os personagens, o que no filme, por motivos óbvios, foi encurtado, no anime exploram melhor, apesar de todas as mudanças. Fizeram algo novo com a mesma base. Começa igualzinho, até muito mudar ao final do primeiro episódio. Foi um misto de surpresa e decepção ao mesmo tempo por um momento, mas acabei gostando do que vi. Menos frenético que o filme, apelam mais pra um cotidiano e exploram outros caminhos alternativos com os elementos do original. Comparar é meio injusto, pq a trama do filme e da HQ são muito mais legais naquela premissa fechada e viajada, e a edição do filme ajuda demais com aquele ritmo doido e aqueles cortes certeiros, mas essa nova obra parte do princípio do "e se...?", como se o público já tivesse familiarizado com o filme, com as HQs, com o jogo, mesmo com tantos anos passados desde seus lançamentos. Talvez possa até se perguntar "Se tem melhor, pra que ver o anime?", e é uma pergunta boa mesmo, mas a proposta é justamente trazer uma renovação pra franquia. Quem sabe vai além e façam mais temporadas. O que fizeram foi feito, então sei lá, devemos avaliar o resultado. E ficou bom. Ainda desenvolveram melhor as coisas. Quem quiser ver as lutas do Scott (ou rever, o que farei rs), basta rever o longa com atores e ler os quadrinhos. Quem quiser novidades, basta ver ou rever o anime.
Loki (Loki) (2ª Temporada) (2023) - Uma temporada única de 10 episódios sairia melhor, pq essa segunda parece que esticaram pra caber no formato. Muito inferior a ótima primeira. Mas se eu disser que foi ruim estaria mentindo. Toda a temática ainda é interessante, por mais que as vezes os ocorridos pareçam sem rumo. Ainda tem vários bons momentos. Mas é uma temporada que fica morna na maior parte do tempo, mostrando seu melhor só na reta final. Nunca curti muito o Loki, então o destino do personagem pra mim não emocionou o suficiente, mas vi que a galera curtiu bastante. Teve uma boa sacada. A série em si termina muito bem. E nessas fases do UCM onde televisão e cinema andam se unindo, bora ver se teremos um grande impacto dessa série na próxima fase, tanto na questão de multiverso quanto na questão do Kang.
A Queda da Casa de Usher (The Fall Of The House Of Usher) (2023) - Novamente muito bom. Se utilizando de elementos da vida e das obras de Edgar Alan Poe, o diretor de A Maldição da Residência Hill e a Maldição da Mansão Bly entrega um drama/terror sobre a queda de uma família rica, poderosa e podre. Trazendo a mesma pegada de revirar o passado, dessa vez toda a trama é contada por flashbacks. / Os filhos de um CEO de uma empresa farmacêutica morreram e ele decide relatar ao seu "amigo", um procurador que busca derrubar os Usher pelos seus crimes, sobre como cada um se foi e a verdade por trás de tudo. É uma trama que prende a atenção do início ao fim e há diversas referências ao Poe. A série não é baseada apenas no conto que dá nome a ela, mas sim em vários, adaptando tudo a uma única história com várias sub-tramas interligadas e adaptando aos dias atuais. É como uma antologia que ao todo é uma coisa só. E a forma que fazem isso é muito boa. / Nas mãos erradas poderia ficar cansativo, já que sabemos parcialmente o desfecho e os episódios seguem um mesmo padrão, mas felizmente as mãos certas fizeram disso um ótimo trabalho que não cansa. Dá vontade de ver tudo de uma vez só. Diria até que o maior mistério, a explicação por trás de tudo, é o de menos. O desenvolvimento que é o grande forte. Saber a trajetória de cada um dos personagens e suas conexões. Recomendo.
Invasão Secreta (Secret Invasion) (2023) - Começa bem, termina bem... Bem tanto faz (rs). Que potencial desperdiçado. Reduziram o que poderia render uma fase inteira no cinema numa minissérie levando ao literal e ao mínimo da premissa. Pq a ideia é boa, skrulls infiltrados, e a série vai desenvolvendo isso, mas depois fica na mesmice, não avança e ainda termina sem que tudo isso tenha algum impacto relevante. / A graça nos quadrinhos, por exemplo, era de que os skrulls fizeram sua "invasão secreta" e na hora da descoberta já era, não se podia confiar em ninguém, qualquer um poderia ser skrull, até mesmo os principais, até os heróis. Daí que na série os skrulls escondidos em sua grande maioria são aleatórios e desimportantes, a invasão é bem secreta mesmo (kk), não há quase nenhuma morte impactante, ninguém liga pros skrulls, na hora do vamos ver não traz nada de grandioso, resolvem tudo muito rápido e ainda desperdiçam a surpresa do último episódio. / A série até tem cenas bem construídas (exceto quando algum ponto soa artificial ou quando entregam algo de bandeja), tem algumas interações que funcionam mesmo e são divertidas de ver, então no conjunto tem seus pontos positivos, mas ao mesmo tempo deixa a desejar demais por não levar a lugar nenhum e correr pra terminar de qualquer forma.
Sintonia (Sintonia) (4ª Temporada) (2023) - O que eu gostava em Sintonia era o equilíbrio entre os arcos de funk, tráfico e igreja. Três contrapontos sobre a vida na favela. Após a primeira temporada, conforme a trama crescia e avançava de forma decente, tb era visível certo desgaste, como se não precisasse de toda aquela duração de tela mesmo com temporadas tão curtas. Essa quarta faz uma reformulação ao tirar o arco da igreja pra colocar o arco judicial. Tira parte dos contrapontos, já que o arco da Rita acaba se entrelaçando tão mais com o do Nando, a ponto de deslocar o arco do Doni, mas funciona. A temporada flui melhor que as últimas. Souberam prender a atenção até o fim. Se tiver uma quinta, que tragam mais novidades. Vale dizer que a série não faz divisão de certo e errado, então vemos a trama pelos pontos de vista de seus protagonistas e demais personagens de seus núcleos, mas até aí nenhuma novidade, né, quarta temporada já.
Massacre na Escola - A Tragédia das Meninas de Realengo (Massacre na Escola - A Tragédia das Meninas de Realengo) (2023) - Um doc que vai contra os docs do gênero, "Massacre na Escola" busca falar mais sobre as vítimas mulheres e evita ao máximo mostrar ou sequer nomear o assassino de Realengo. Com entrevistas com familiares, amigos, especialistas e envolvidos no caso, o doc se concentra em, além de descrever o ocorrido e relembrar a memória das vítimas, explorar a questão do feminicidio, do bullying e da violência consumida pelos jovens na mídia. / Alguns pontos são bem interessantes e reflexivos, mas é necessário entender o doc ao todo para pegar alguns detalhes. O doc por exemplo debate o feminicidio mais amplamente, mas a parte de quem não acredita nisso é rápida, já que, sendo de unanimidade tal pensamento, o outro lado só é citado por estar vindo de pessoas relevantes para a ocasião. De uma forma ou de outra, acabam levando a mesma reflexão da ideia de debater a violência contra a mulher, onde, tratando o caso assim, vemos a incorporação de questões sociais ali, construindo toda uma base de total sentido e abrindo um vasto espaço de mais e mais reflexões sociais. Mas a discussão ainda parece interessante em algum aspecto relacionado a construção social. / Algumas coisas por outro lado soam tendenciosas, embora possam ser reais em algum contexto. A questão do contato dos jovens estarem diante de mídias violentas, de jogos a animes, é citada vez ou outra, com direito a exemplos, mas fica naquela impressão barata do que vemos em algumas reportagens. Me pareceu exatamente aquelas matérias de gente da geração passada que não entende a atual e coloca culpa no consumo midiático e fica por isso mesmo. Tem que se desapegar a esse lado para entender a mensagem transmitida pelo doc sobre o fácil acesso a conteúdos impróprios, a questão da criança ou do jovem usufruir de materiais de temáticas questionáveis. O que não deixam claro é a ideia de que alguns deles podem ser influenciados ou incentivados devido a fatores adicionais, e não diretamente. Na verdade até debatem a questão das influências, mas não nesse ponto, e sim apenas quando adentram o bullying e relacionam com o perfil e o passado do criminoso. Os jogos e afins estão lá... Jogados (rs). / Uma ausência que notei é em relação as duas vítimas masculinas. Pelo doc se focar no feminino e isso abrir um leque de possibilidades de temas relacionados e extremamente importantes de serem debatidos, acabam deixando apenas como citações os garotos. Não chega a ser um incômodo propriamente dito, até pq a maioria das garotas o doc tb não explora tanto suas vidas, temos os "personagens principais" aqui, mas uma curiosidade que me surgiu foi de saber o motivo deles terem entrado nas estatísticas sendo que os alvos principais eram as garotas. Claro que provavelmente nunca saberemos a fundo sobre os passos premeditados e as escolhas de cada vítima. / A questão da misoginia tb é discutida, inclusive tem uma entrevistada que serve como exemplo do perigo da liberdade das redes sociais para determinados tipos de pessoas com padrões comportamentais problemáticos, onde ela é vítima de ataques constantes. Tem uma entrevistada que tb questiona o quanto a ideia de não citar diretamente o terrorista funciona. Tem uma outra entrevistada que fala sobre a ideia de seguir em frente como se nada tivesse acontecido e tal. Em geral, como já dito, o doc tem muitos pontos curiosos e válidos. É bem interessante. São quatro episódios que poderiam render até mais.
Procurados - EUA: O Atentado à Maratona de Boston (American Manhunt: The Boston Marathon Bombing) (2023) - Documentário muito bem feito explorando o atentado e temas relacionados. Tinha visto o filme, que é muito bom tb e adapta bem o ocorrido, mas, como esperado, o doc vai muito além e aprofunda detalhes importantes que a adaptação deixou de fora. Três episódios resumiram bem o caso, entregaram os elementos de análise e renderam discussão pra mais.
Black Mirror (Black Mirror) (6ª Temporada) - A temporada "menos Black Mirror" de todas. A mais simples. A proposta de mostrar o impacto da tecnologia ainda existe, mesmo quando pouco aparenta devido a tudo o que já foi mostrado, e os episódios ainda são bons ou pelo menos medianos. O primeiro e o terceiro tiveram mais a cara da série. Os demais tem suas ligações (ou desculpas) pra justificar a participação na temporada. Vai curtir mais quem se deixar levar pelas tramas separadamente que pela ideia de "isso é Black Mirror". No aguardo do futuro e que tragam novidades.
Glee: O Preço da Fama (The Price of Glee) (2023) - A prévia já parecia entregar uma bomba e alguns atores e críticos detonando o doc só aumentou a desconfiança. O doc de Glee é sensacionalista? Provavelmente sim. É descartável? Nem tanto. Em parte, o doc consegue resumir os ocorridos, os bastidores conturbados, as tragédias. Por outro lado, não há muita novidade aqui, um fã de Glee deve saber muito mais do que contaram, eu sei mais do que contaram, só abrir a internet e ver as notícias. O doc tb enrola muito ao tratar sobre o Cory, chega a ser repetitivo (literalmente) ao bater na mesma tecla em certas partes e há alguns momentos questionáveis. / Os dois primeiros episódios tratam sobre a ascensão da série e sobre Cory. O último se foca mais no Mark e na Naya. O que todos tiveram em comum? Atores falecidos que fizeram Glee. E é só isso. Há uma curta discussão sobre a tal "maldição de Glee", mas felizmente a própria ideia é tratada como uma piada de mau gosto, por mais que o doc as vezes pareça levar isso a sério. Tirando o básico do básico, mostrando as mortes dos atores e as investigações, mostrando que existia conflito no set, falando sobre os atores serem jovens alcançando a fama rápido, pouco se acrescenta. Há uma breve insistência em falar sobre como a Lea era problemática, mas não leva a lugar nenhum. Nem mesmo citam outros casos conhecidos no meio dos fãs. Um dos poucos pontos de novidade foi falar da equipe técnica, do pessoal por trás das câmeras, da exploração de trabalho, dos perrengues durante as filmagens. Sabiam que morreram alguns tb durante a série? Pois é. Assim é a vida. Não é a maldição. / Um dos pontos mais criticados foi a escolha dos entrevistados. Tirando o pai da Naya, a maioria dos demais são pessoas que trabalhavam de alguma forma no set. Não há envolvimento de produtores, atores principais, nada do tipo. Tem amigo, jornalistas de entretenimento, pessoas dos bastidores e tal. Entendo o questionamento da falta de credibilidade por parte de alguns, principalmente quando abrem brechas especulativas graves (ainda mais em relação a Lea), mas tb entendo que mostrando alguns desses entrevistados é possível explorar outros lados. Quando usado com sabedoria, óbvio. / No fundo o doc é feito pra polemizar mesmo, e trazendo um "elenco paralelo" para tratar do assunto. É um apanhado geral das tragédias que exagera em si mesmo e sequer adentra demais elementos conhecidos pelos fãs, ficando só ali no superficial que a mídia já tratou. O objetivo de tudo talvez seja dizer que não existe maldição e apenas brincaram com isso. Não sei. Poderia ser muito mais aprofundado se não fosse um doc barato. Só a parte dos rumores do Ryan utilizar elementos da vida real dos atores na série pros respectivos personagens rendia muito mais do que o mostrado.
O Rei da TV (O Rei da TV) (2ª Temporada) (2023) - Uma temporada boa, divertida, interessante e menos caricata. Passada a trajetória de crescimento de Silvio Santos ao poder, acompanhamos a época do surgimento do "novo SBT". O arco "futuro" (escândalo do Pan Americano) não tem tanto peso nem constrói tantos paralelos igual ocorreu na temporada anterior. O arco "passado" (novo SBT) porém está repleto de destaques, já começando a tratar sobre a candidatura do apresentador a presidência. Nisso vemos tb as mudanças dentro da emissora e principalmente a luta de audiência contra a Globo. O Faustão ganha destaque nas batalhas contra o Gugu, enquanto o Silvio passa por problemas pessoais e se vê em conflito com os novos tempos. Temporada muito bacana de assistir. Se tiver uma terceira ficarei no aguardo.
Cidade Invisível (Cidade Invisível) (2ª Temporada) (2023) - Enfim um cenário mais adequado ao folclore e mais espaço para os indígenas, o que faz todo o sentido na temática. Gostei das novas entidades, gostei da nova ambientação, gostei do visual. A premissa inicial da série me incomodou, com as entidades mais restritas a estarem no meio das pessoas escondendo seus poderes, nunca deixando o lado folclórico chegar no seu auge. Aqui felizmente dão mais espaço, há mais natureza, mas a restrição ainda é sentida. Algumas escolhas da trama inclusive continuam reduzindo seus potenciais, independente da qualidade. Mas conseguiram entregar algo bom, de novo, mesmo com seus defeitos. Talvez não seja a série de folclore ideal, mas é o que temos e não é ruim não. Me prendeu do começo ao fim. Espero que continuem evoluindo caso tenha mais temporadas. / [A segunda temporada de Cidade Invisível lançou quinta. No mesmo dia a Netflix confirmou um spoiler da última cena do último episódio num comentário de um post do Facebook. Simplesmente assim, pq alguém comentou na cara dura e a Netflix respondeu confirmando. O modo de consumo do público é uma incógnita. Se eu vejo uma série não quero ver já sabendo o que vai acontecer rs]
Hillsong: O Escândalo por Trás da Megaigreja (Hillsong: A Megachurch Exposed) (2022) - Documentário interessante sobre os podres da Hillsong, a megaigreja. São três episódios originais mais um mostrando o impacto do documentário e o que veio depois. Notei que uma galera ficou bastante incomodada com o doc como se fosse um ataque barato. Não é possível. Sinceramente. Hipocrisias e crimes estavam ocorrendo e sendo cobertos dentro das igrejas da rede. / De começo o doc explora as raízes da Hillsong e como conquistam pessoas através da música. Tem uma indagação certeira demais de uma entrevistada sobre a manipulação da ambientação. O doc tb analisa nesse começo e em outros momentos tópicos que reforçam como a Hillsong é uma empresa. Eles se vendem como igreja, mas são um mercado. Não é crime obviamente, mas tb ocultam os objetivos. É hipocrisia. Deus é fachada pra pessoas importantes fazerem o que fazem. É isso. Estamos falando de igreja aqui. Igreja. O que está sendo julgado é a manipulação. / O doc então adentra as questões do pastor principal da igreja, escancara sua hipocrisia, e assim vai. Ninguém tá falando de crime até aqui, e sim de atos considerados pecaminosos dentro dos próprios ideais que os mesmos que cometem seguem. Contradição. Hipocrisia. Outros pontos do doc retomam temáticas semelhantes ou ocorridos já citados pra reforçar o pretendido. / Quando entram na parte da faculdade as coisas começam a piorar. E depois vai mais ladeira abaixo ainda. Se antes era mais questão de hipocrisia, agora estamos falando de crimes. Estamos falando de assédios, abusos, pedo, o que há de ruim. E as formas como os representantes e os poderosos das instituições religiosas envolvidas reagem as acusações são revoltantes demais. Fazem de tudo pra ocultar e culpar as vítimas. É basicamente assim: "Tem certeza que aconteceu isso? Aconteceu pq vc deixou. Vc pecou. Não vai querer destruir a igreja por isso, né?". Cacete. É manipulação atrás de manipulação. / O quarto episódio é um complemento continuando com mais podres e ainda dá pra render mais futuramente se quiserem. Imagina se a moda pega e fazem um doc assim aqui no Brasil sobre a Lagoinha ou a Universal kk
The Last of Us (The Last of Us) (1ª Temporada) (2023) - Acabou a primeira temporada. Muito boa. The Last of Us entregou ótimos momentos. Não teve um episódio ruim. Todo o peso estava nos personagens. A dupla principal foi o trunfo. Gostaria de ter visto mais do começo do apocalipse, como visto no começo dos dois primeiros episódios. Os outros dois episódios focados no passado de personagens, mesmo quebrando a narrativa contínua, mandaram bem demais. Faltou sim mais cenas com infectados, e é loucura pensar na galera criticando quem apontou isso numa série de "zumbi" como se fosse um erro querer "zumbi" numa série de "zumbi" (rs), mandando até jogar o jogo (?). Mas é mais loucura ainda quem usou o argumento da ausência de ação pra dizer que a série era ruim, pq ela foi boa pra caramba. É um drama. The Drama of Us. E o resultado foi muito positivo. Só foi muito curta. Essa série sim poderia ter mais episódios na temporada. Se fosse The Walking Dead iriam enrolar tanto que não estaríamos nem na metade dos acontecimentos de tudo o que vimos aqui kk No aguardo da segunda temporada.
Wandinha (Wednesday) (1ª Temporada) (2022) - A série é legal mesmo. Leve, divertido, bom pra passar o tempo, com uma história bacana e rumos interessantes. Os personagens que mais chamaram a atenção foram a Enid e o Tio Chico. Quero interações entre eles numa segunda temporada. Notei que a Wandinha aqui não é tão mórbida quanto aparenta, numa tentativa de deixar a série mais adolescente. Tentativa não, sucesso, pq obtém o resultado. Gostei dos contrastes visuais entre ela e a amiga de quarto.
Chucky (Chucky) (2ª Temporada) (2022) - Essa segunda temporada foi muito inferior a primeira. Fico vendo as boas avaliações e me perguntando onde tava isso que eu não enxerguei. Não que tenha sido ruim, mas tb não foi tão marcante e nem tão divertida quanto a anterior foi. Jogaram no lixo o gancho da primeira temporada e trocaram por um arco de escola/igreja/prisão que dura mais do que devia e que direto tem licenças de roteiro pras coisas funcionarem. Tem até um "episódio especial" pra estender. Os primeiros episódios são chatinhos, mas depois melhora. Passado o ineditismo, nem o trio principal tá empolgando muito. Quarteto dessa vez, mas a nova personagem trouxe mais graça que eles. A season finale foi boa. Que na próxima temporada tenha mais Chucky. Tá precisando.
Todo Dia a Mesma Noite (Todo Dia a Mesma Noite) (2023) - Pesado. Já faz uma década desde o ocorrido e a minissérie acompanha de forma resumida todo esse período. O momento do incêndio não é tão detalhado em questão de ambiente interno da boate, mas é o suficiente pra entender o que aconteceu. Vamos sabendo melhor depois, com as investigações. O grande foco mesmo, e o que mais ocupa tempo de tela, é na luta dos pais e mães das vítimas por justiça. São muitas as cenas de luto, muitas as cenas de tentar se agarrar a alguma esperança, muitas as cenas de descaso da justiça brasileira perante a tragédia. Por memória. Por justiça. Que isso não se repita.
.......... 2022 .......... Filmes
Avatar: O Caminho da Água (Avatar: The Way of Water) (2022) - Sim, fui ver mais de três horas de índio azul em mar azul. De novo. E valeu muito. Dessa vez vi num tal cinema 4DX, que, além de 3D, a cadeira balança, tem vento, jato d'água, flashes, cheiro, essas coisas. Adiciona uma experiência extra bem divertida. Foi uma ótima escolha pra conferir nesse formato. Caro (rs), mas bom. Ruim é ver o filme tão de noite e ter que ir trabalhar poucas horas após o fim da sessão kk E me mantive acordado de boa. No aguardo de Avatar 3. / [O verdadeiro Avatar são os amigos que fazemos no caminho da água.]
Fresh (Fresh) (2022) - Bom. Começa como uma comédia romântica e só bem mais pra frente se torna um terror. Inclusive leva mais de meia hora de filme pra mostrarem o título. Lá pelos meados dá um desgaste, mas volta com tudo no ato final.
Noites Brutais (Barbarian) (2022) - Boa surpresa. A premissa não revela nada, pq a questão da mulher encontrar um homem na casa que ela alugou é só uma ponta da trama. Tem umas reviravoltas boas (uma até me lembrou de Psicose) e umas mudanças bruscas de tom que por vezes faz parecer que está vendo uma antologia, mas não, é o filme que é assim mesmo. Inegável que o ponto alto é o primeiro ato. Suspense do caramba. A primeira parte é tão boa que mesmo o restante do filme sendo bom não supera esse momento.
Boda Branca (Noce Blanche) (1989) - As cenas de filosofia são muito boas. Já a trama toma rumos interessantes. O ponto é o professor saber que ter relações com a aluna é errado.
A Filha da Minha Mulher (Beau-père) (1981) - Por uma parte considerável do filme o padastro faz de tudo pra repudiar os desejos e investidas da filha, e isso é um ponto positivo, já que ele explica os motivos totalmente válidos e tudo mais, mas, como previsto, uma hora cai na tentação. Pelo menos termina bem.
13 Fanboy (13 Fanboy) (2021) - Prefiro rever o pior Sexta-Feira 13 que esse filme. Muito mal feito, cansativo demais, e mesmo sendo baixo orçamento e tal não é desculpa. Só vale pelos encontros das atrizes, muito legal terem pensado nisso, mas para por aí. Antes fizessem algo semelhante a Sexta-Feira 13 mesmo.
Avatar: O Caminho da Água (Avatar: The Way of Water) (2022) - Filmão. Literalmente kk Uma trama simples, vários clichês, e mesmo assim prende a atenção por todas as 3h de duração (um tanto mais). James Cameron acertou de novo com Avatar 2. Remetem muito ao primeiro, uma continuação bem direta, só que agora o protagonista tem uma família e eles vão se refugiar num novo local após o retorno dos inimigos. Daí seguem cenas e mais cenas de bichos do mar (rs). Bom demais. Toda hora tá sempre acontecendo algo. Várias cenas pra apreciar. Tem noção do que é conseguir manter o interesse por tanto tempo em algo tão batido? Pois é. Os tempos mudaram, mas Avatar continua de pé. Visual excelente. 3D muito bom. Já quero os próximos filmes pra agora. Verei de boa se mantiverem a qualidade desse. E quero ver os demais povos que moram nesse vasto universo.
Fenômenos Paranormais 2 (Grave Encounters 2) (2012) - Muito legal a ideia de metalinguagem que fazem com o primeiro filme nesse segundo. Pena que continua bem mais ou menos. Repetem elementos, trocam os adultos por adolescentes, agilizam as cenas minimizando o suspense e enchem de jump scares irritantes pq tem um fogo no rabicó de toda hora ter que acontecer algo. E eu sendo cagão (rs), levei susto sim. Notável que tentaram viajar com a trama pra não ser apenas reciclagem, e eu curti isso, diferente de muitos, mas vai pra um rumo sem explicação que complica eu defender. Boa parte antes de entrarem no local esperado é dispensável. Tinha tudo pra ser até melhor que o original, mas não foi.
Fenômenos Paranormais (Grave Encounters) (2011) - Bem mais ou menos. Na época devia fazer mais efeito. Tem momentos bons. O clima de suspense é um ponto positivo bom, só que faltou algo. Não senti tanta empolgação. Mas como eu sou cagão, eu me assustei sim (rs). Agora sei de onde tiraram várias das cenas que já vi por aí pela internet e não sabia de onde.
Gonjiam: Manicômio Assombrado (Gonjiam) (2018) - O asilo / hospital psiquiátrico Gonjiam existe de verdade e já foi eleito pela CNN como um dos lugares mais esquisitos do mundo, além de ser um dos lugares mais assombrados da Coreia do Sul. Daí que decidiram fazer um filme sobre isso. E só não filmaram no local pq não puderam. Imagina que louco seria. O resultado é o típico filme de lugar assombrado em formato de found footage com todo o clichê que se tem direito, mas manda bem no que faz. "Senhores, meu caguei" (rs). A trama acompanha uma live de streamers. Tem uns momentos que causam muita tensão, principalmente no terceiro ato. De verdade. Curioso que o dono do local real tentou processar o filme pela imagem negativa que poderia causar, sendo que o lugar já tinha imagem negativa (kk).
O Meme do Mal (Grimcutty) (2022) - Na hora que os pais da garota começaram a falar sobre perigo de desafio da internet eu comecei a rir mesmo não tendo graça rs Fica claro que o filme é uma crítica as idiotices que crianças e adolescentes andam fazendo no meio virtual, mas caramba, que filme ruim kk Não dá pra ficar sério com aquele bicho nem com os personagens tendo atitudes questionáveis. Nível Slenderman de ruindade, pra comparar com algo próximo.
Pinóquio por Guillermo del Toro (Guillermo del Toro's Pinocchio) (2022) - Animação do ano. A releitura de Pinóquio por Guillermo del Toro ambienta a trama clássica numa Itália facista. É uma repaginação muito interessante da história que muitos conhecem por causa da versão da Disney, mas que nem todos sabem do peso de sua obra original (que ainda pretendo ler). Nessa nova versão falam muito sobre o luto (morte). Além dos elementos da guerra, é possível notar elementos religiosos. O visual tá ótimo. Um belo stop-motion e possivelmente um dos melhores filmes do ano.
A Profecia (The Omen) (1976) - Sinistro. Terror de qualidade. Prende do início ao fim. Tem um clima de filme antigo atraente. Demorei pra ver pq não tinha muito interesse, mas como sempre ouvi elogios, conferi e gostei bastante. Dá pra considerar como um filme de investigação. Um suspense. O cara é avisado de que seu filho é o Anticristo. Rapaz... he
Apollo 18: A Missão Proibida (Apollo 18) (2012) - Vi esse filme no cinema e na época foi uma boa experiência. Sessão vazia, mas eu tava lá curtindo kk Até dei nota alta aqui. Daí que decidi rever tantos anos depois. Ainda é bonzinho. Gosto do formato. Pena que o filme se vende como real mas ele mesmo se entrega em detalhes (vide efeitos de transição de cena), e isso atrapalha a experiência. Tinha potencial pra ser melhor, mas não é ruim.
Pinóquio (Pinocchio) (2022) - Falaram tão mal que fiquei surpreso, pq não é ruim não. É como uma versão estendida do original, mesmo que inferior. Quando tentam ser fiéis nem sempre tem o mesmo peso, até pq aqui é aliviado, mas os adicionais funcionam, sendo necessários ou não. Mas como praticamente todo live-action dessa leva, entre o antigo e o novo, prefiro rever o antigo.
Dumbo (Dumbo) (2019) - É um filme bem Sessão da Tarde e bem Disney. Dá pra curtir. Infantil. Trazem novidades em vez de ser mais do mesmo da animação. Isso é bom. Tiveram que se adaptar aos novos tempos, né. E conseguem. Só que é aquilo: O desenho é melhor, então se eu fosse rever Dumbo, daria preferência ao antigo.
Yume Nara Samete (Perfect Blue: Yume Nara Samete) (2022) - Quando descobri esse filme pensei que era um live-action de Perfect Blue, mas não é. Muita gente vê de forma errada. Como já dito, ele é baseado num conto da continuação do livro do qual o próprio filme animado antigo foi baseado. / É um filme lento, com aquele clima bem agradável de filme antigo com diálogos calmos, cenas calmas, trilha calma. A trama inicialmente fala sobre uma modelo que tá pra se tornar cantora e um fã que mais parece um stalker. Com o tempo vai tendo algumas revelações. / Talvez alguns achem tudo uma perda de tempo em sua conclusão, afinal, tudo soa vazio no nível de tanto fez tanto faz, mas pelo que interpretei, pode ter um significado além.
Água Negra (Honogurai Mizu No Soko Kara) (2002) - Conheci esse filme por conta das comparações com aquele caso real da Elisa (que no fim foi mera coincidência). Clássico do terror japonês, com aquele puro drama e narrativa lenta característicos. O clima é ótimo. A trama é bem simples. Por um tempo considerável tava achando ok, mas melhora.
Deadstream (Deadstream) (2022) - Caramba kk Aquele terror com pegada de comédia só que assusta mesmo. Um influencer polêmico retorna a internet após cancelamento e decide fazer uma live numa casa mal-assombrada, só que ele descobre que ela é bem assombrada rs Estilo found footage. Tem umas paradas que tiram o realismo da coisa, mas o resultado agrada (incomoda). he
O Quebra-Nozes Versão Hip Hop (The Hip Hop Nutcracker) (2022) - Nunca vi o balé e na verdade nem sou tão chegado em produções de foco em dança (apesar de gostar de musicais), mas até que é bom. Não sou entendedor do assunto de nada aqui rs Nem a história do Quebra-Nozes conheço. Caí de paraquedas. Soa bem Disney mesmo. A trama é contada através de danças com instrumentais clássicos remixados e legendas (tipo filme mudo), além de uma ou outra cantada, tudo em formato de hip-hop. Meu eu leigo viu tranquilo.
Sorria (Smile) (2022) - Lembro que quando esse filme tava pra estrear nos cinemas ficava aparecendo comerciais dele no YouTube pra mim e eu levava susto pq era muito do nada um pessoal sorrindo macabramente na tela kk Agora conferi o filme. Apenas um bom terror clichê. Uma apologia a saúde mental tb. Pelo começo interessante poderia rumar a algo mais interessante ainda, mas em algum momento começa a desviar pro padrão de sempre. Ou seja, começa sendo melhor que muitos dos filmes de terror dos últimos anos que se tornaram virais na internet, mas no fim caminha pra ser igual a eles.
Desencantada (Disenchanted) (2022) - Se não fosse continuação de Encantada, seria apenas um filmezinho bonzinho qualquer. Agora sendo continuação de Encantada, ainda é um filmezinho bonzinho, só não qualquer por motivos óbvios. O legal do primeiro era brincarem com os contos de fadas no mundo real. Nesse perderam essa pegada e tentaram o contrário. Virou apenas um filme musical Disney de contos de fadas como fazem de costume do que uma sátira como foi o anterior. Não era bem uma continuação necessária, mas felizmente tb não é um desastre.
Trabalhar Cansa (Trabalhar Cansa) (2011) - Uma mulher que abre um mercado após o marido ficar desempregado e tenta mantê-lo aberto. Um drama erroneamente vendido como terror tb só por causa de supostos elementos que não ocupam quase tempo nenhum do longa. Legal ver o lado do patrão e não apenas do empregado como a maioria dos filmes costumam mostrar, mas mesmo assim, nada excepcional ou nenhum grande aprofundamento. Um retrato padrão da realidade com um toque extremamente leve de sobrenatural pra servir como metáforas.
Blonde (Blonde) (2022) - Um filme incômodo sobre a famosa atriz. Dizem que nos festivais foi bastante aplaudido, com longos minutos de ovação, mas após ser lançado na Netflix muitas críticas negativas surgiram. Muitas. O filme foi taxado de ser misógino, sexista, etc. A ficção que se inspira em fatos e boatos pra criar uma trama tem sim algumas cenas e enquadramentos questionáveis. Por outro lado ainda tem sua mensagem e tecnicamente é magnífico. / O problema talvez tenha sido se focarem apenas no lado negativo da vida de Marilyn Monroe de forma tão reforçada que suas quase três horas de duração se tornam cenas de tortura. Isso não faz do filme ruim, afinal, cinema tb é incômodo. A indignação do público veio pelo modo como foi mostrado. O diretor quis passar esse lado. Aquela que outrora foi um símbolo sexual dos filmes de Hollywood, tratada como carne em açougue em meio a todo o glamour, era na verdade uma mulher que ficou perturbada de tanto sofrer nas mãos de homens poderosos que controlavam a indústria e se aproveitavam dela. Pelo menos é isso que o tempo inteiro é reforçado. Ela não consegue impor sua vontade. / Eu não sei muito da vida dela, então não sou capaz de opinar o quanto o filme se mostrou fiel (não aos acontecimentos pq sei que muita coisa foi inventada, mas sim a essência de tudo). Mas vale citar que: A própria Ana de Armas, que interpretou bem demais a Monroe, e que foi o elemento mais elogiado de longe, defendeu os temas do filme, a visão do diretor e ainda criticou a alta classificação imposta. A própria autora do livro do qual o filme é baseado elogiou o longa e ainda reforçou o modo como a história foi contada por um diretor homem. É um caso curioso ao compararmos as defesas internas com o tanto de críticas acusatórias externas. / Quanto ao filme em si, o ritmo lento pra muitos pode ter sido massante, mas pra mim foi ótimo. O visual do longa tá maravilhoso tb. Muitas cenas são pura arte. Memoráveis. Cheguei a ler que o diretor queria passar uma sensação de pesadelo. Pro bem ou pro mal conseguiu. Mas sim, Blonde tem seus problemas. Alguns momentos parecem jogados, faltou certos aprofundamentos mesmo com sua longa duração, e isso acaba atrapalhando. Mas é um filme bem feito, apesar de toda a polêmica.
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (Black Panther: Wakanda Forever) (2022) - Com certeza um dos filmes já feito (rs). Pantera Negra 2 poderia ter sido mais grandioso se não se estendesse tanto. Depois de um ótimo primeiro filme, tivemos eventos inesperados na vida real que geraram esse novo longa. A trama gira em torno de superação. Já na intro temos uma bela homenagem. / Wakanda continua a viver após a morte do rei e busca caminhos sem um Pantera Negra. Seus personagens possuem peso, não só pelo desenvolvimento do filme anterior como pelo contexto atual. Namor e seu exército roubam as cenas, demonstrando serem bons adversários. Tem uns momentos que o visual é bem atraente. A trilha tb tá bem legal. De resto é o resto. Tem arcos que, apesar de suas importâncias, parecem apenas inchar o filme, como o da Riri, que nem empolga tanto. Parece que só jogaram lá. Um outro certo personagem de fora tb. / Há algumas boas cenas de ação, assim como há momentos marcantes de diálogos, só que o filme por vezes perde o equilíbrio. Repetem muito aquela típica interrupção onde estão construindo uma cena que tá levando pra algo maior e de repente estabilizam pra refletir e conversar, mesmo se o momento não precisar disso. Quebra o clima. Muito curioso que dessa vez não foram as poucas piadas que fizeram isso, como a Marvel costuma fazer. / Wakanda Para Sempre tem seus momentos, vários momentos, muitos momentos, bastante momentos, mas é prejudicado pelo roteiro que não sabe equilibrar as coisas. Não precisava durar nem duas horas, quem dirá durar mais de duas horas e meia. E eu queria muito ter me sentido satisfeito com o longa, pq não é ruim, é bom até, só que cansa.
One Piece Film: Red (One Piece Film: Red) (2022) - Sim, fui ver filme de pirata que estica no cinema. E caramba, fui ver One Piece esperando ação e comédia e acabei vendo além disso: Vi um filme-evento e ainda por cima musical (kk). Os otakus gritando o tempo todo com o que acontecia na tela. Altas surpresas. Parecia que eu tava vendo um filme de super-herói. Pior que eu nem vejo One Piece (rs), só vi os primeiros epis e alguns aleatórios, mas gostei do longa. Quero um dia pegar tudo pra ver (haja vontade). Esse filme Red une vários personagens numa ilha num show de uma cantora, e daí a trama se desenrola com boas reviravoltas e umas musiquinhas bacanas.
Marte Ataca! (Mars Attacks!) (1996) - Aquele tipo de filme bobo que não parece nada demais, mas é divertido a ponto de marcar kk O filme, nascido de uma coleção de cartas, teve a intenção de lembrar os filmes B de ficção científica dos anos 50. Uma curiosidade é que o filme seria mais pesado e teria mais personagens, mas foi tudo descartado e resultou nessa pérola cômica divisor de opiniões.
John McAfee: Gênio, Polêmico e Fugitivo (Running with the Devil: The Wild World of John McAfee) (2022) - A história do John McAfee ainda rende algo melhor, mas o doc é bom. Recomendo mais pra quem já conhece sobre o cara (notícias e afins). O doc acompanha basicamente sua última década de vida (hehe), com foco naqueles que registraram esse período. Ele sabia contar uma boa história e esse doc é uma prova disso.
Terror no Estúdio 666 (Studio 666) (2022) - Os Foo Fighters num filme de "terror" onde a banda vai gravar um álbum numa mansão assombrada. Há quem tenha curtido. Pra mim foi muito cansativo. O filme tem umas cenas legais, era pra ser zoado mesmo, uma comédia, um terrir, meio gore, e funciona em certos momentos, mas ao todo é extenso demais e fica chato de ver. Um filme de uma hora parecia de bom tamanho. Mais cenas da banda tocando tb seria uma boa.
Adão Negro (Black Adam) (2022) - Mais um acerto da DC. Muito bom. Filme pipoca é isso. Adão Negro entrega empolgantes cenas de ação e um questionamento sobre heróis e vilões. Não foge do genérico ou do clichê, ou talvez se destaque nos detalhes, mas e daí? Insisto em reforçar que esses elementos não definem a qualidade de um filme por completo. Eis um exemplo. Fez a mesma coisa que a Marvel faz, só que melhor. Tem humor, seriedade, drama, ação e equilibram bem eles. Filme empolgante. O pós créditos tá maravilhoso. Quem diria que um filme que ninguém pediu daria tão certo assim. The Rock combinou com o papel.
Halloween Ends (Halloween Ends) (2022) - É lei da franquia Halloween: Tá dando certo? Tem que estragar na sequência. Foi assim lá nos primeiros filmes, foi assim no semi-reboot do H20, foi assim no reboot total e finalmente foi assim tb nessa nova trilogia semi-reboot (again). Um encerramento morno pra franquia, onde o Michael Mayers mal aparece e quem ganha mais destaque é outro personagem, que gera até uma química muito questionável com o antagonista. Pelo menos a Laurie continua sendo boa como sempre foi e entrega um ato final satisfatório. O que não se pode dizer o mesmo do filme antes disso. Bem mais ou menos. Se fosse um longa qualquer no meio da franquia passaria, mas como final não. O resultado é tão morno quanto quase toda vez que tentaram inovar. E assim se encerra (de novo) Halloween.
Halloween Kills: O Terror Continua (Halloween Kills) (2021) - O filme continua de onde o anterior parou, exatamente como fez o segundo filme lá dos antigos. E ainda tem cena em hospital tb. O trunfo aqui pra render conteúdo foi bem bacana: Resgatam os sobreviventes e inserem uma revolta popular. Ideia ótima pra renovar a franquia, embora algumas vezes pareça que o resultado poderia ter sido melhor. Boa continuação.
Halloween (Halloween) (2018) - Revendo percebi como é um filme bem mais simples do que parece. Retiro o que disse sobre ser melhor que o original, do qual passei a gostar recentemente. Mas esse semi-reboot é bom tb. O último ato então é o trunfo. Não há muito conteúdo. Aqui ignoram todos os filmes após o primeiro... De novo. Mas funciona. Talvez até mais que o H20.
Real: O Plano Por Trás da História (Real: O Plano Por Trás da História) (2017) - Filme interessante, mas que ficou devendo em qualidade. Políticos caricatos e saltos temporais sem aviso compõem a lista de problemas. Apesar da trama girar em torno do plano real, não há uma explicação mais detalhada do que ele é. Há o básico, mas a sensação é de que não há nada. O foco mesmo é no dito criador do plano e sua busca por implantar e manter o real (moeda). Conseguir conseguem, mas se termina o longa com o vazio do real impacto do real (sem trocadilho). / Quanto a questão política, fica claro que o longa tende para a direita, reforçado por cenas contra o PT. História é isso. A verdade é que todos sabemos que ninguém presta. E tem mais é que criticar mesmo quando necessário. Agora o que tá errado é aliviar o próprio lado. Como esperado. E todo esse lado de lados políticos (rs) foi o estopim pra elogios e vaias ao filme independente de sua qualidade. / O tal economista do plano real tem sua tentativa de ser o herói da história, mas o filme deixa claro os problemas dele, então ao mesmo tempo que o chamam de gênio, o criticam por seus atos. Mas tanto fez tanto faz. Se houve romantização houve tb um tiro no pé. No fim de tudo o filme parece terminar em vazio. Terminei sem ter noção do poder do real (moeda). Ainda assim é uma produção interessante que poderia ter sido uma minissérie ou um longa de duas horas com mais detalhes pra enriquecer a trama e guiar o público pelos acontecimentos históricos do país e pelas ideias de economia e política. Dava pra ser melhor, mas não é ruim, apesar de tudo. Ou vai ver a trama que é interessante o suficiente pra tapar os buracos, mas aí vai de cada um.
O Telefone Preto (The Black Phone) (2021) - Bom suspense com toque sobrenatural. Cumpre a sensação de causar tensão e a história funciona mesmo sem um grande aprofundamento. Meio clichê sim, mas não vejo onde isso é ruim. Podem ter pontos a serem questionados, mas tem uma galera forçando demais umas paradas muito nada a ver pra criticar. Filme bom sim.
Morte Morte Morte (Bodies Bodies Bodies) (2022) - Não é bem um terror, não é bem uma comédia, não é bem um slasher, mas ironiza a geração atual numa trama onde adolescentes ricos estão sendo mortos numa casa após uma brincadeira de matar (rs). A sensação é de que ficou faltando algo. O legal é ficar tentando descobrir quem é o assassino. Agora o final... Sei nem o que dizer kk Plot twist pegou de surpresa e é muito ame ou odeie. Rapaz... XD Eu poderia dizer que o filme é um genérico, mas estaria mentindo. Ou não. Vai de pegação e farra pra jovens em crise.
Não Fale o Mal (Speak No Evil) (2022) - Típico longa onde boa parte é tranquilo, dando apenas alguns indícios de algo estranho por vir, até se soltar no ato final. Algumas cenas incomodam. Mas o que mais incomoda mesmo é a passividade do casal protagonista. Dá aquela raiva igual adolescente fazendo burrice em filme de terror, só que aqui são adultos. Se eu tô num lugar incômodo e posso sair dali, saio na hora, mas não, ficam insistindo em permanecer, ficam voltando atrás pra dar mais chances. Pior que acontece, né...
Festival Sangrento (Blood Fest) (2018) - Terrir metalinguístico. Tenta ser uma espécie de O Segredo da Cabana com Pânico ao brincar com o gênero e referenciar várias produções. Conseguir até consegue. Ficar bom é outra história rs Um trash ok. Criativo em tentar unir vários elementos. Tinha potencial pra mais. Tem uma cena durante os créditos e uma pós. Conseguiram mostrar até as burrices adolescentes a ponto de dar raiva (isso que o protagonista é perito em filmes de terror, então imagina se não fosse rs).
A Luneta do Tempo (A Luneta do Tempo) (2016) - Filme de Alceu Valença envolvendo Lampião e em paralelo uma trama de circo. Bem musical, direto há canções regionais, e bem poético, direto há rimas. Pena que a forma como a história é contada não agrada tanto, seja pela edição ou pela repetição. Ora se mantém, ora se perde. O filme homenageia o legado de Lampião, então a passada de pano é imensa, sem adentrar controversas. Mas talvez deva valer a curiosidade. Culturalmente é interessante.
Cinderela (Cinderella) (2015) - É simples, clichê, brega, piegas, ultrapassado, mas é bom, agradável, satisfatório. Bem fiel a animação clássica, talvez até melhor, embora aqui tenha sentido que aliviaram no sofrimento da Cinderela. Fazer uma trama curta render tanto não é pra muitos.
Uncharted: Fora do Mapa (Uncharted) (2022) - Bonzinho. Parece aqueles filmes que passa na Sessão da Tarde. Relativamente clichê, roteiro bem forçado, mas agrada com suas situações e personagens. Uma aventura daquelas de desvendar enigma em busca de tesouro. Diverte pelo conjunto. Quanto ao fator adaptação, não sou capaz de opinar. Veria de boa uma continuação.
A Queda (Fall) (2022) - Cumpre seu objetivo de causar certa aflição com a situação, mas o filme em si não é grande coisa e força algumas situações.
Sing 2 (Sing 2) (2021) - O que gostei na trama do anterior foi unir animais de diferentes tipos de vida em busca de um sonho, mas o desenvolvimento é meio que o clichezão de sempre do gênero, só que em animação e com animais. Nessa continuação abraçam mais esse universo (sem intenção de trocadilho) com a galera montando uma peça musical mesmo, com aventura e tudo que tem direito, e ainda tem uma trama boa de fundo pra dar um desafio. Sacrificam o drama pela diversão, mas combina demais. A trilha sonora continua sendo o ponto forte dessa franquia, e apesar do anterior ter sido mais marcante no quesito, esse não fica tão pra trás não. Em resumo, diria que o primeiro tem elementos que agradam mais, mas o segundo sabe aproveitar melhor o que tem. Se tiver um terceiro eu vejo.
DC Liga dos Superpets (DC League of Super-Pets) (2022) - Ok. É infantil, né. E é bem bobinho. Gostei de algumas sacadas, cheguei a rir, mas o filme em si não me prendeu. Animação infantil padrão. Meu eu do passado teria gostado mais. No máximo vai ter algum doido comentando sobre "lacração" ou sobre piada adulta, mas a animação é pra criançada mesmo.
Marcas da Maldição (Zhou) (2022) - Só mais um terror qualquer. Ganhou muito hype assim como o recente A Medium, mas no fim não são nada demais. Filmes comuns que alguns viajam achando ser algo grandioso. Dá pra ver e vida que segue. Algumas cenas bem feitinhas, mas falha no seu próprio formato de found footage em vários momentos. Gostei da revelação no final. / Diz o filme ser inspirado numa história real, mas li sobre o caso e não vi ligação nenhuma. Parece outro tipo de inspiração, daquele mais genérico, que te impulsa a fazer uma ficção com o tema apenas. No caso real, [spoiler] ocorrido em 2005, os membros de uma família diziam estarem possuídas e assim torturavam uns aos outros até culminar na morte de uma das filhas. [/spoiler] O que tem a ver com o longa?
Vizinhos (Vizinhos) (2022) - Eu gostei. Eu ri, não nego. Mas na boa, Walter é o grande pobre coitado da história. Na maior parte não esteve errado não. Me identifiquei na questão de morar com vizinhança barulhenta. É infernal, independente de caráter. No filme ainda tá bem de boa pq é pra ser uma comédia leve rs / [spoiler] Pena que no fim o Walter continuou sofrendo, e o longa perdeu pontos nisso. [/spoiler] / Mas fora isso vi o filme de boa, apesar da derrapada no último ato, quando já tava se desgastando.
Não! Não Olhe! (Nope) (2022) - Uma coisa "alienígena" está no céu e quem olha é abduzido. Não gostei muito não. Mais de duas horas de longa que poderia facilmente ter sido uma hora e meia. O arco do macaco foi algum tipo de metáfora? Provável. Vindo do diretor, o mesmo dos ótimos Corra e Nós, tudo nesse longa pode significar algo a mais. Não me parece que nada seria gratuito, mesmo que dê a impressão. De qualquer forma, embora eu tenha gostado das cenas do ovni, o filme em si foi cansativo demais.
Shin Godzilla (Shin Gojira) (2016) - Melhor do que eu lembrava. Todo esse lance político e burocrático trouxe novos ares para uma franquia que já estava a poucas dezenas de filmes mais focado em divertir o público com grandes lutas de kaiju das mais variadas qualidades que outra coisa (não é reclamação, eu curtia demais). A cena noturna do Gojira ainda é a melhor do filme. Queria muito que tivessem continuado com essa nova linha temporal em vez daquela porcaria de trilogia animada que veio depois. A história tem seu ciclo, mas existem umas brechas com potenciais bem interessantes pra mais. Pena que quando tivermos um próximo Godzilla japonês será mais um reboot.
Treze Vidas: O Resgate (Thirteen Lives) (2022) - Baseado no caso real dos garotos presos numa caverna na Tailândia após uma tempestade, o longa tenta transmitir a sensação de tensão do ocorrido. As cenas embaixo d'água dão agonia. Uma aflição necessária pra experiência. Duas horas e meia que prendem muito a atenção. Ele é bem focado no resgate, o que é um acerto. Eu tava com um pé atrás pensando ser apenas mais um filme desses de drama com história real, mas não, nem melodramático ele é. E tem uma quantidade grande de personagens, e o roteiro sabe trabalhar com isso. Tem muita gente em tela. Resumem bem o caso tb. Gostei tb de usarem as duas línguas, inglês e tailandês. Na dublagem mantiveram isso traduzindo apenas o inglês, o que pode causar estranhamento no começo, mas depois se acostuma. Uma pena que o filme foi lançado meio que de qualquer jeito na Amazon. Potencial alto de ter passado no cinema.
1917 (1917) (2019) - Revendo essa maravilha. A edição desse filme é tão boa que faz parecer que ele tem só um ou dois cortes, mesmo a trama se passando ao longo de um dia. E aquela cena da explosão dá um susto do caramba mesmo já esperando. A cena noturna é um espetáculo visual, com a luz passando e iluminando os destroços.
Halloween 2 (H2: Halloween 2) (2009) - Começa muito bem, mas vai desandando até ficar ruim. Tentaram colocar uma parada sobrenatural que não combinou em nada e só piorou. Perde muito nisso, mas fora esse elemento é só um filme fraco mesmo.
Halloween: O Início (Halloween) (2007) - Um bom remake/reboot. Não tem o suspense do original, nem o clima, mas é mais dinâmico, mais coisas acontecem. Assim que é bom, afinal, se fosse pra refazer mais do mesmo nem precisava. E aqui trabalham o passado do Michael Mayers muito melhor que nas continuações do original. Ocupa bastante tempo até só pra isso.
Halloween: Ressurreição (Halloween: Resurrection) (2002) - Mais uma vez tentam inovar a franquia e mais uma vez falham rs Voltaram atrás com o anterior pra nesse jogar tudo no lixo já no começo e depois mudar completamente. É muito filme do começo do século com a internet se popularizando kk Dá até um "charme tosco". Tem ainda um misto com o estilo found footage numa câmera tão ruim que mostram até demais com ela. A ideia de um reality não foi ruim não, ruim foi a execução.
Halloween H20: Vinte Anos Depois (Halloween H20: Twenty Years Later) (1998) - O primeiro semi-reboot (?), considerando apenas os dois primeiros filmes. Imagina esperar 20 anos pra algo morno assim? E o filme nem é ruim, hein. Pra quem se apegou a sobrevivente inicial da franquia, é um drama aceitável sobre ela estar tentando superar o trauma mesmo décadas depois. Agora como filme slasher, é bem ok. Nada de tão relevante acontece aqui. Típico filme que se apega mais a nostalgia que a qualidade, mas tb (e pelo menos) não manda mal.
Halloween 6: A Última Vingança (Halloween: The Curse of Michael Myers) (1995) - Se o anterior já tinha sido bem mais ou menos, esse é ruim mesmo. Incrível como nos dois filmes tentaram inserir novos elementos, mas sem desenvolver nada direito, sem peso nenhum pra justificar, coisas completamente descartáveis. A seita. Aceita que dói menos. Sei da versão do produtor, que consideram muito melhor, mas não significa que seja bom. A base da história já é um problema.
Halloween 5: A Vingança de Michael Myers (Halloween 5) (1989) - Bem mais ou menos. Continuam o anterior, mas não souberam trabalhar com a nova proposta. Essa ligação mental é descartável, nem relevância tem. Fora isso é mais do mesmo. Existe, mas não marca. Inserem um personagem misterioso aleatório, mas nem explicação tem. Soube que o arco foi excluído e adiado pro filme seguinte.
Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (Halloween 4: The Return of Michael Myers) (1988) - Esse Michael Myers é sinistro mesmo. Além de imortal, parece um GPS ambulante com teletransporte kk Um bom retorno da franquia com novos personagens. O final foi muito inesperado.
Halloween III: A Noite das Bruxas (Halloween III: Season of the Witch) (1982) - Auto-sabotagem. Pensei que tava vendo outro filme, mas não, é Halloween mesmo. Fui pesquisar e descobri que a ideia era tornar a franquia uma antologia. Arriscado, mas ok. O problema é que logo na primeira mudança quiseram trabalhar uma trama mais voltada a ficção científica em vez do terror. Já são dois pontos de estranhamento ao público. O filme não é grande coisa, mas não chega a ser uma bomba como alguns consideram, tanto que hoje em dia tem seus admiradores. O incômodo vem não só por não ter ligação com os dois anteriores como tb por entregarem algo que os fãs não pediram pra ver. Se tivesse outro nome seria mais bem aceito, sendo apenas um filme qualquer que passaria batido e vida que segue. O formato logo foi abandonado.
Halloween 2: O Pesadelo Continua (Halloween II) (1981) - Mais dinâmico que o primeiro. Só não é melhor pq é mais forçado e tem umas burrices tb igual teve antes. Mas o clima ainda tá lá. É um complemento essencial pra narrativa, visto que continua de onde o anterior parou. Rende fácil uma edição com os dois filmes em um.
Halloween: A Noite do Terror (Halloween) (1978) - Tudo pode influenciar no gosto por um filme. Cheguei a comentar aqui como achei bem fraco, que tinha entendido a proposta, mas não me pegou. Pois bem. Dei uma nova chance e gostei bem mais que da primeira vez. Que aflição esse filme. O suspense é bom mesmo. Parado sim, pq o assassino fica o tempo todo observando as possíveis vítimas, mas não por isso ruim. É simples e cumpre seu objetivo. O que me incomodou mesmo foi a burrice dos personagens. Dá pra relevar pela época. Ditou o gênero. Influenciou muito do que viria depois. Soube que esse primeiro filme foi inspirado em Psicose e Noite do Terror.
Trem-Bala (Bullet Train) (2022) - Filme mais ou menos. Eu queria ter visto isso tudo de empolgação que muitos andam dizendo. Em sua maior parte ele é uma comédia com bastante diálogos humorados e uns poucos momentos de ação bem contidos. Funciona ora sim ora não. Por vezes parece que as cenas se estendem mais do que deviam. Se torna cansativo. De vez em quando o filme taca uma lutinha rápida ou joga uma cena sem tanta relevância narrativa mas com uma trilha super empolgante lá nas alturas pra chamar a atenção. Mas tem seus momentos criativos tb, e isso que acaba chamando a atenção. A forma que os personagens se encontram, como eles criam e resolvem seus conflitos, alguns diálogos contendo referências ou brincando com algo, essas coisas. Agora o ato final é pura diversão. Nessa parte é só alegria kk Pena que, pra algo em alta velocidade num trem-bala, a jornada até o grand finale soa mais longa que o necessário. Não precisava de duas horas não. [Destaque pra trilha sonora que traduz as canções em inglês pra japonês].
Lightyear (Lightyear) (2022) - O solo do patrulheiro espacial. Uma aventura num planeta hostil. Eu gostei, mesmo com problemas. A proposta da trama é básica, mas interessante até. A animação é meio batida, mas tem suas surpresas. Funciona. O humor é bem bobo, e eu me diverti em vários momentos (rs). Os personagens tem suas funções, sendo o gato o que mais se destaca (questão de tempo pra Disney fazer curtas dele). Faltou um clímax melhor, não senti tanto desafio nele. Na verdade não há tantos desafios no longa. Ficaram devendo nessa tb. A cena do tempo passando é boa, de verdade, e me lembrou muito uma tentativa de fazer algo igual a abertura de Up, mas se dessem mais tempo de tela pra ela teria um peso tão maior... Desenvolvimento faz diferença. Numa das cenas, do Buzz fazendo o primeiro teste, por exemplo, tem uma vibe muito boa, é bem feita e dura o necessário.
O Predador: A Caçada (Prey) (2022) - Filme bom. A franquia Predador voltando aos eixos. Dessa vez a trama é no passado, numa tribo indígena. Tá bem legal. Estilo de sobrevivência igual o primeiro e o terceiro filmes. E pensar que tem gente se doendo pq a protagonista é mulher kk Ela é cheia de táticas.
A Noviça Rebelde (The Sound of Music) (1965) - Leve e bonitinho. Quase 3h de duração, mas nem percebi o tempo passar. Tem umas musiquinhas agradáveis. Não sabia o que esperar desse filme, só conhecia pq é um clássico do cinema. Aproveitei que tava na Disney+ e conferi. O ato final foi bem inesperado pra mim. E pesquisando vi que foi inspirado numa história real.
Der Fan (Der Fan) (1982) - A ideia de acompanhar uma jovem obcecada por um artista pop é boa, e vindo de um filme alemão tratando sobre fanatismo é algo interessante, mas o resultado varia. No começo tá de boa, tem um clima bem lento, só que depois isso vai ficando meio cansativo. A trilha idem. Grande parte do longa acompanhamos a garota indo atrás do ídolo dela e aproveitando os momentos. O clímax já puxa pra um outro tom. Apesar de ser considerado um thriller ou algo assim, diria que mais de 2/3 do longa é bem tranquilão.
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Hoje Eu Quero Voltar Sozinho) (2014) - Meu eu dessa época nunca que veria esse filme, estaria repudiando isso, então foi bom esperar. Lembro que vi o curta um bom tempo atrás e não tinha curtido tanto. Mas o filme é bem tranquilo de ver. Tem muito mais um drama pela amizade, pelo amor platônico e pelo amor guardado que um romance propriamente dito. Os principais mandam bem e tornam o clima agradável de acompanhar.
Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d'Adèle) (2013) - Pesou um pouco a duração, mas em geral gostei do clima. E mesmo não entendendo a fundo detalhes de filosofia e artes, gostei dos diálogos. Não esperava que a cena principal de eita bicho fosse tão longa rs Dura muito mais do que devia. Ver esse filme apenas depois das polêmicas dá certo peso quanto ao resultado. A Adèle é muito fofa. O drama é o ponto forte aqui.
Injustiça: Deuses Entre Nós (Injustice: Gods Among Us) (2021) - O maior erro dessa animação foi condensar seu potencial em menos de 80 minutos. Mesmo desconsiderando seu material base (que tinha conteúdo pra muitos filmes), o que tá contido na adaptação ainda rendia pelo menos duas horas fácil. Mas o Superman descontrolado rende histórias interessantes e pra mim essa animação é bem empolgante. Dinâmico demais. Toda hora acontecendo algo. E apesar de ser um filme divisor de opiniões, a média na internet não tá ruim não (3/5). Queria continuação. Ou uma série mesmo.
Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City (Resident Evil: Welcome to Raccoon City) (2021) - Revi e continuo não achando essa bomba toda. Obviamente tem vários defeitos visíveis, vide alguns momentos extremamente toscos (e uns efeitos duvidosos), mas tem tb momentos empolgantes. O clima é bom, com aquela sensação de lugar vazio e de algo estranho acontecendo. Depois que as coisas começam a viajar dá uma quedinha, em especial no clímax, mas não vira chorume. Tem um estilo bem filme do começo dos anos 2000. Não é o melhor nem o pior da franquia.
Ninho do Mal (Pahanhautoja) (2022) - Meio perturbado da cabeça, mas é bem interessante. Longa finlandês com pegada de terror psicológico onde uma garota passa a cuidar de um ovo até que ele choca e de lá sai uma... Coisa (he). A garota vive reprimida devido a pressão imposta pela mãe e vê naquela criatura um aconchego. Visivelmente metafórico pelas cenas desenvolvidas e os contrapontos. Tem umas cenas um tanto incômodas envolvendo animais, bom avisar.
Os Jovens Titãs em Ação! & DC Super Hero Girls: Caos no Multiverso (Teen Titans Go! & DC Super Hero Girls: Mayhem in the Multiverse) (2022) - Já não bastasse o crossover anterior com Space Jam onde ficam apenas vendo e comentando o filme antigo, agora Teen Titans Go tem um crossover com DC Super Hero Girls onde o filme é mais delas mesmo. Os Jovens Titãs em Ação são usados apenas pra promover o desenho delas. Sério. As melhores cenas são deles, todas as cenas do Jovens Titãs são boas kk Eles falando sobre crossover, eles indignados que tão sendo usados... Mas é minoria. O desenho das garotas vi bem pouco, mas no filme é meio nada demais, história ok, o público da série deve curtir, como uma versão leve e humorada de tramas que já vimos nas animações DC da Liga da Justiça. Mais um golpe baixo da Cartoon/Warner usando TTG pra promover outras produções. Gostei da zoeira com o Batman.
A Jornada de Vivo (Vivo) (2021) - Animação legalzinho até. Pra descontrair. Fui ver sem saber muito, sem ver nem ler nada, só sabendo que a trilha tinha o Lin-Manuel Miranda envolvido (o motivo de eu ter conferido, e dispensa elogios), então fui atingido pelo ocorrido na trama. E embora haja esse teor mais delicado, a maior parte, quase o longa todo na verdade, é bem leve. Aquela pegada infantil mesmo, divertida, colorida. Emociona aqui e ali, mas a alegria perdura. Só que os acontecimentos por vezes soam aleatórios demais e a sensação de trama esticada perdura. Mas não cansa, devo alertar. É uma animação infantil padrão, não precisa ter lógica, apenas agradar e entreter. As situações divertem, nada é jogado de qualquer jeito, então tá valendo. A trilha é o ponto forte.
A Fera do Mar (The Sea Beast) (2022) - Uma boa animação e uma boa surpresa. Vi o pessoal comentar muito sobre esse filme e decidi conferir. Temos caçadores marítimos atrás de feras em alto mar, temos até algumas poucas cenas dignas de talassofobia, e por um bom tempo o filme é isso mesmo, pessoas tentando matar gigantescas criaturas, mas aos poucos ele vai se abrindo e, ao ameaçar jogar tudo fora pra se render a uma trama onde o "não é bem assim" fala mais alto, somos surpreendidos pela forma como isso é trabalhado. Óbvio que cai no clichê, mas com mérito, pq nem todos acertam nessa mudança de teor mantendo o clima bom o suficiente. O roteiro equilibra bem as coisas. Gostei. Uma animação que prova que não precisa tentar ser perfeita, apenas boa o suficiente pra chamar a atenção e agradar. Resultado melhor até que algumas de empresas maiores (embora essa tb faça parte de uma dessas). Tem uma crítica fortíssima sobre a história em si e os livros. Diverte, cativa e reflete. A qualidade visual tá muito boa tb, vale destacar. Notei muitos chamando de "Como Treinar o Seu Dragão versão marítima".
Minions 2: A Origem de Gru (Minions: The Rise of Gru) - Minions 2. Hum... Tipo, é Minions, né? É só eles aparecerem na tela, dizerem banana ou algo doido, rirem, fazerem careta, mostrarem o bumbum ou sei lá mais o que que a galera vai a loucura. Não tem como odiar. Todo mundo sabe que a franquia só foi boa mesmo lá no começo, então o que tá vindo é lucro kk E tão se mantendo com sucesso. É bobo mesmo e tá tudo certo. Depois de um derivado meio morno, eis sua continuação um tanto melhorzinha. Ainda é inferior aos principais, mas é divertidinho sim. Bonzinho pra passar o tempo, mesmo que não seja algo que eu ficaria revendo. Aqui vemos Gru em seus primeiros passos como vilão. No aguardo de Meu Malvado Favorito 4. Vou rir sim de bichinho amarelo de macacão. [Tem gente indo ver o filme de terno, viram as notícias? rs]
Zombies 3 (Zombies 3) (2022) - Conseguiram piorar o que já não tava bom kk Realmente o mais fraco da trilogia. Poderia ter saído algo bacana misturando humanos, zumbis, lobos e aliens, mas parece que fizeram de qualquer jeito só pra ter um terceiro filme. Aqui só presta uma canção e outra.
Elvis (Elvis) (2022) - Contagiando o público e buscando contar muito em pouco tempo, "Elvis" é um filme dinâmico, por diversas vezes soando até como um videoclipe em suas cenas, e isso tem pontos bons e ruins. Se trata de um resumão de toda a carreira do outrora chamado de "Rei do Rock", contado através da visão do polêmico coronel que gerenciava o artista. / Gostei muito de como o filme não esconde as raízes de Elvis. A todo momento temos a cultura negra presente e o Elvis lá no meio de tudo aquilo, sendo inspirado, e o filme mostra até a versão original de algumas músicas. Não adentram polêmicas, mas deixam claro a situação. Ele era branco e isso contava pra caramba num Estados Unidos segregado. E aproveitando o gancho sobre música, o filme até insere alguns remixes e hip-hop no meio, destoando da época e contrastando uma mensagem de atualidade. O diretor já havia feito isso em O Grande Gatsby, por exemplo. / Com a pressa e o dinamismo da edição, da direção e do roteiro, consequentemente gera alguns momentos rasos, sem tempo o suficiente pra digerir ou desenvolver certos elementos. Todo o período do cinema por exemplo dura meio que uma cena. É o tipo de filme que poderia facilmente ter 4h de duração que eu veria, pq tem conteúdo pra isso e pq é bem feito. E olha que tem quase 2h40m. Inclusive senti falta de cenas musicais mais longas (não necessariamente completas). Muitas canções de sucesso tocam apenas pequenos pedaços, se envolvendo com a trama contínua do filme sem pausar muito pra respirar. Na verdade o longa só respira em momentos dramáticos, até pra dar mais impacto. / Deve ser provavelmente a cinebiografia mais completa de Elvis até aqui. Fala sobre suas raízes, seus relacionamentos, sua vida de artista, seus incômodos. Não tem pretensão de ser um documentário (tanto que até inventa algumas coisas como toda cinebiografia faz) nem de analisar a fundo as facetas de quem foi Elvis Presley, e sim entregar seu glamour e adentrar seus momentos gloriosos e conturbados de sua carreira, comemorando acima de tudo a imagem que perdura até hoje. Os pontos positivos superam tanto os negativos que o tempo passa voando e não dá vontade de terminar.
Sobrenatural: A Última Chave (Insidious: The Last Key) (2018) - Soa como um filme genérico com algumas ideias boas. Continuação do anterior, deixando novamente a franquia parada no passado, e ironicamente funciona melhor como "origem" do que o terceiro. Dá pra assistir de boa, mas não é grande coisa.
Sobrenatural: A Origem (Insidious: Chapter 3) (2015) - Filme ok. Teria sido muito melhor se tivessem continuado o segundo. Esse prelúdio funciona como filme em si, um terror aceitável mesmo que batido, mas como parte da franquia soa deslocado. O título brasileiro foi infeliz, pq não é bem a origem do que esperamos, por mais que não deixe de ser a origem de algo kk
Sobrenatural: Capítulo 2 (Insidious Chapter 2) (2013) - Tá no nível do primeiro, talvez agradando até mais, mas funciona pq já teve sua base desenvolvida antes. É um enorme complemento a ponto de dar a sensação de ser um único filme (tanto que esse é o "capítulo 2"). Se concentram mais nos detalhes deixados em aberto no anterior que numa continuidade da trama com conteúdos maiores pra prosseguir. E ainda assim mantém a sensação de incompleto pra gerar mais filmes. De boa, é bom kk
Sobrenatural (Insidious) (2010) - Um bom filme de terror, acima da média. Prende a atenção, mantém um ar de mistério e entrega um clímax aceitável. Dá uns medinhos e tb faz rir, mas de forma consciente. Só faltou uma conclusão melhor, pq o filme não se sustenta sozinho, tem que ver a continuação.
O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface (Texas Chainsaw Massacre) (2022) - Deixando de lado todos os longas a partir do remake e resgatando a franquia original, a versão da Netflix é uma continuação direta do primeiro, embora pesquisando eu tenha descoberto que não ignoraram suas três sequências posteriores (o que pouco importa, na verdade [rs]). / Não é exclusividade desse que os personagens fazem burrices, então nem quero adentrar nesse mérito. Mas vale citar a cena do ônibus. A cena que o pessoal tanto se refere é a segunda parte desse "arco", na festinha (que aparece no trailer), que aí sim é boa, diverte e entrega um banquete dos bons. Mas antes disso, todo o momento é bem ruim. A mulher entrar no ônibus sem avisar da morte que ela viu foi de doer, hein, que construção bosta. E piora mais depois. Segmento medonho. / Sobre o filme, é ruim mesmo. Tem piores, mas é difícil dizer qual é o pior da franquia kk Se é pra ser ruim, pelo menos que faça rir. Mas em contrapartida tem umas paradas muito forçadas. Trouxeram a sobrevivente do original de volta só pra dar um arco horroroso pra ela. Parece até que queriam ofender os fãs. E que final ruim tb. Que filme coisado.
Massacre no Texas (Leatherface) (2017) - Consegue ser pior que o anterior. Ele serve de prelúdio tanto pro original quanto pro remake, sendo que o remake já tem um prelúdio que é bem melhor que esse (rs). Eu tento ver com bons olhos, gosto de ver filmes ditos ruins, e esse é só mais um desses genéricos duvidosos inseridos numa franquia de sucesso. Seria melhor se tivessem continuado o 3D, mesmo que seja tão desnecessário quanto esse.
O Massacre da Serra Elétrica 3D: A Lenda Continua (Texas Chainsaw 3D) (2013) - Continuação direta do original, ignorando as sequências e o reboot. Fraco, desnecessário, personagens esquecíveis, clímax morno, final zoado. Notei que uma pequena parcela defende o longa, mas quase todos os outros anteriores são melhores ou menos piores que isso aqui. O final é muito zoado, mas, tirando as incongruências, faz todo sentido no contexto da franquia, só não souberam executar direito.
O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno (The Return of the Texas Chainsaw Massacre) (1994) - Chato. Parece que tentaram algo mais leve como no terceiro, só que mil vezes pior. Não há um pingo de interesse na trama nem nos personagens. É tudo muito fraco. Faltou o Massacre da Serra Elétrica nesse Massacre da Serra Elétrica kk
O Massacre da Serra Elétrica 3 (Leatherface: Texas Chainsaw Massacre III) (1990) - Uma versão bem mais leve e bem menos barulhenta do original kk Não chega a ser no mesmo nível, mas pelo menos é muitíssimo melhor que o segundo. É interessante em sua maior parte, em especial na primeira metade, mesmo ficando meio cansativo e batido depois de um tempo. Não gosto de ver tortura, mas fica visível demais como aqui foi aliviado que chega a ser estranho (quem diria). Soube que existe uma versão sem censura.
O Massacre da Serra Elétrica 2 (The Texas Chainsaw Massacre 2) (1986) - Tentei voltar com a franquia e esse é o quarto mais bem avaliado aqui, depois do original, do remake e de seu prelúdio, que são aceitáveis. Não deu. Achei bem chatinho. O filme é perturbador e incômodo igual os outros, mas pra mim cansou. Tentam um humor bem falho tb que mal é cômico, apenas doentio mesmo. Que agonia. Quem gosta dessas coisas tem probleminha. Eu tb, pq insisto em ver kk Não sei se verei os outros não. E eu nem ligo pra nota, mas se aqui já tá nesse nível, imagina os demais que não citei rs
A Vida Imortal de Henrietta Lacks (The Immortal Life Of Henrietta Lacks) (2017) - Ouvi falar das células HeLa recentemente, através de um vídeo do Ponto em Comum sobre o que somos nós. Achei interessante e pesquisando sobre a Henrietta, descobri que a HBO tinha feito um filme. Reparei que as opiniões ficaram meio divididas quanto ao resultado. Eu gostei. Muito se fala sobre as tais células imortais que revolucionaram a medicina e o mundo trazendo novas pesquisas e novos tratamentos e novos medicamentos e etc, mas pouco se fala sobre a pessoa das quais tais células foram tomadas sem sua permissão. Caída no esquecimento, assim como toda sua família, o filme, baseado num livro, tenta resgatar essa história. / O formato é atraente. Temos uma jornalista querendo escrever um livro sobre a Henrietta e entrevistando sua família, com destaque pra uma das filhas que acompanha o trajeto mais de perto. A trama começa no "presente" e, junto aos personagens, vai descobrindo e revelando o passado daquela a qual toda a trama gira. É reconstrução póstuma de alguém que pouco se tem notícia ou registro e que já partiu dessa vida, restando memórias de seus entes queridos. Nessa jornada/pesquisa/vivência, questões relevantes são levantadas, como a questão racial e a questão hospitalar. Um longa essencial. Tem suas escorregadas, alguns momentos soam meio deslocados, nem tudo se aprofundam como deveriam, o final é brusco, mas consegue passar até além da mensagem. Quero ler o livro.
Thor: Amor e Trovão (Thor: Love and Thunder) (2022) - Mais ou menos. Nada demais. Divertidinho. Bacaninha. Ok. Marvel sendo Marvel. Filme do Thor sendo filme do Thor. Escolham o termo. Amor e Trovão aposta na pegada de Ragnarok, só que inferior. Quem quiser rir vai rir, pq tem vários momentos divertidos. Alguns muito bons até kk Mas quem quiser algo além, nem tanto. O grande trunfo é o vilão interpretado pelo Bale. Em quase todas as suas cenas, ele destoa demais do restante do filme, uma pegada macabra em meio ao alegre. E são as melhores cenas. Já a Lady Thor tb rouba atenção, só que senti que não deram tempo suficiente pro público abraçar sua dor. Ela rendia um filme só dela. De resto, é o resto. A cena dos deuses é uma grande piada, da forma mais inesperada possível. Isso num filme que mal tem segredo e que quase tudo é previsível. A trilha sonora é regida a Guns N Roses, o que faz uma baita analogia ao subtítulo. Uma aventura romântica agridoce, naquele clima morno com seus momentos de acerto. As cenas pós créditos são boas.
Chatô - O Rei do Brasil (Chatô - O Rei do Brasil) (2015) - Levaram 20 anos pra lançar esse filme, em meio a brigas judiciais, pra resultar... Nisso. Considerado o "Cidadão Kane brasileiro", o jornalista, advogado, político, magnata e outras coisas Assis Chateaubriand fundou O Cruzeiro, a Rádio Tupi, a TV Tupi, o Correio Braziliense, a MASP entre outros. Um nome importantíssimo pra comunicação do Brasil. / O cara é retratado no longa como um louco que faz o que quer e sabe o que quer, conquistando poder e vendendo. Tudo é publicidade. Tudo é dinheiro. Tudo vende. E ele ama umas sapecagens tb rs O filme acompanha seu reinado, vendendo publicidade, chantageando empresas, sendo anti-ético, tendo uma relação conturbada e duradoura com o até então presidente Getúlio Vargas, tendo casos com mulheres, etc. É um vai e vem que demora um pouco pra se acostumar e mais ainda pra reparar como se alterna entre o normal e o bizarro. Uma linha contínua da vida de Chatô, uma linha de seus dias finais, uma linha que é uma paródia do programa do Chacrinha. Ele fazendo seu império, ele morrendo e ele sendo julgado por quem esteve em sua vida num clima bem nonsense. kk / O ritmo é muito dinâmico, parece até um resumão, uma jogada de cenas aleatórias numa determinada ordem, que no fim só dá uma ideia de quem foi o cara, mas deixa a sensação de que a obra tá incompleta. Por um lado gostei bastante da forma espontânea e sagaz que as coisas acontecem, da transição de gêneros cinematográficos, e tal, mas por outro senti o roteiro bagunçado, corrido, tentando encaixar muito em pouco e fazendo loucuras, sem nem mesmo contextualizar o suficiente nada dos períodos que são contados. Um longa bem peculiar. Vale muito a curiosidade. Tem na Netflix.
Doutor Sono (Doctor Sleep) (2019) - Um bom filme e uma boa continuação do clássico O Iluminado, mas ao mesmo tempo só um filme qualquer, que se sai melhor do que é devido as ligações. A sequela não possui aquele clima perturbador do antigo, tendo um ritmo mais ágil e um estilo mais atual, embora ironicamente a trama pareça demorar pra começar a se desenvolver. A narrativa é bem batida, mas o filme é bem feito a ponto de não parecer tosco e prender a atenção. Conforme avançava, eu mal percebia o tempo passar. Gostei. / Li que, apesar de ser baseado no livro Doutor Sono e tb de ser claramente uma sequência do filme do Kubrik para O Iluminado, utilizaram tb o próprio livro O Iluminado para resgatar alguns elementos que o Kubrik deixou de lado em sua adaptação que tanto incomodou o King na época. Li tb que há um projeto pra um filme prelúdio, mas pode não ir pra frente. Pretendo um dia ler os livros. E tb ver a minissérie do original.
Pretty Baby: Menina Bonita (Pretty Baby) (1978) - Pretty Baby é sim problemático, mas me senti dividido quanto ao longa em si. Regido de uma trilha tranquila e um ritmo um tanto lento, criando um ambiente que tenta ser agradável mesmo com todo o contexto absurdo que é uma criança vivendo num bordel, ele retrata uma época passada e se comporta como tal. Por vezes soa como um longa que tenta polemizar com certo "cuidado" (embora nem tanto assim) no tema desenvolvido, sabendo o que tá fazendo, mas com o tempo as coisas parecem desandar, tomando um rumo que abraça o problema. Tipo o personagem do fotógrafo, que a princípio se aparenta comportado e com o tempo demonstra ser um vcs sabem o que em potencial, e o filme não deixa alertas o suficiente sobre a problemática disso. / A cena da venda é desconfortável demais e resume os dois lados que o filme toma, visto que alguns acham aquilo ótimo e outros desprezam. Mas nada é feito pra impedir, apenas pra incentivar, e vida que segue. Existe uma preocupação por parte das mulheres no bordel inclusive, mas quando tudo acaba ""bem"", as coisas voltam ao normal. A personagem da Brooke é apenas uma criança inocente que, assim como qualquer criança a partir de certa idade, imita os adultos e sua convivência, logo ela se sente ""bem"" e tudo é natural pra ela. O que não deveria, né. E sua inocência é reforçada a todo momento, mostrando como ela não entende o peso de tudo aquilo que ela tá vivendo. Ela se acha madura, ela é incentivada a ser madura, ela passa por situações de maturidade, mas ela não é. / Então não sei se a mensagem do longa é passada com exatidão ou se é apenas um longa problemático mesmo que, ou teve uma ideia e exagerou, ou foi construído com desculpas para isso. Digo isso pq algumas cenas são mesmo bem problemáticas, tornando os momentos um tanto questionáveis, e não é só a questão da nudez não, que é questionada mais devido exposição da criança que seus contextos. Mas quanto a trama em si é válida por mostrar uma situação capaz de render debates sobre os temas desenvolvidos.
Maladolescenza (Maladolescenza) (1977) - Esse filme é bem problemático. Poucos filmes me fizeram passar raiva assim. É basicamente duas crianças humilhando uma outra. O garoto vive maltratando a garota, e quando a outra garota chega as coisas só pioram. Sei que existe uma suposta mensagem por trás, questão de amadurecimento e tal, e se entrarem no IMDB vão ver vários comentários positivos sobre o filme tentando defender isso, mas a verdade é que não dá. O filme é ruim mesmo. E bem incômodo, mas isso é detalhe, pq filme que incomoda tem que fazer refletir, o que não foi o caso. Entre algumas cenas polêmicas, chegando até a abuso infantil e crueldade com animais e crianças, além de momentos quase explícitos de vcs sabem o que, temos um longa que, em resumo, conta sobre uma garota que gosta de um garoto a ponto de ficar com ele mesmo que ele a trate mal direto, bem no período de puberdade. Só gostei mesmo da trilha tranquila e da paisagem na floresta. Tive que pular algumas partes pq não tava aguentando não. Deve ser o filme mais polêmico de todos, o que me motivou a ver, pq pensei "putz, não pode ser gratuito assim, né, deve ter uma motivação plausível, não aprovariam uma coisa dessas por motivo banal", mas no fim foi só um negócio mal feito mesmo. Não me convenceu.
Morbius (Morbius) (2022) - O melhor filme de herói do ano, com ação, drama, emoção. Esse foi Batman. Já Morbius é muito zoado kk O protagonista vive numa espécie leve de "Médico e Monstro". O antagonista pra mim foi o trunfo, num estilo cômico sem deixar de fingir ser sombrio. Pena que demora muito pra surgir. A cena da dancinha que virou meme me fez rir. O filme dá aquela sensação de trama curta e sem muita evolução. É bem basicão. Parece ter saído uns 20 anos atrasado. Longe do chorume que dizem, mas ainda duvidoso assim quanto Venom foi. Não é tão ruim, só não é bom. Ou vai que é ruim mesmo, pq eu me diverti e achei engraçado nas horas que deveriam ser sérias, como nas batalhas do último ato. Aquelas expressões com aqueles efeitos não dava pra levar a sério não. A abertura não condiz com o resto do filme e nem as cenas pós créditos, que jogaram de um jeito aleatório demais (a última mal faz sentido se considerar que o filme transforma o Morbius num anti-herói em vez de um vilão).
A Comédia Divina (A Comédia Divina) (2017) - O filme é tão novelesco, tão caricato, tão tosco, que até tem seu charme, mas é fraquinho. O tipo de filme que tem que "comprar a ideia" pra funcionar. O diabo vai pra Terra e funda sua igreja. No Brasil. E conquista as pessoas com programas de TV. Tem seus bons momentos, mas tb tem uns ruins demais. Caramba, que conclusão de clímax horroroso. Sério mesmo que a trama foi resolvida daquela forma? E as cenas que simulam as mídias são bem tosquinhas. Antes fosse a Globo brincando com a fama de "satanista" parodiando ela mesma. O título, apesar da confusão com a obra da Divina Comédia, na verdade é uma adaptação livre (e rasa) do conto A Igreja do Diabo, de Machado de Assis.
Monster Hunter (Monster Hunter) (2020) - Um filme pipoca genérico com monstros gigantes. Bem mediano, mas dá pra curtir. Não sabia que a Toho tava envolvida. Só faltaram mais monstros, né, pq caramba, um deserto imenso e só um bichão atacando? Cadê os bichos gigantes desse troço? E aquela luta infinita entre os personagens principais é medonha, dava pra descartar tudo. Não joguei os jogos, mas vindo do diretor de RE não se pode esperar nada além da Mila rs Mas não minto, veria de boa uma continuação, mas tem que explorar mais o mundo. Se fosse umas meia hora a menos, se não tivesse alto orçamento e se não fosse baseado numa franquia famosa de jogos, talvez fosse mais bem recebido. Mas isso dá peso e prejudica. A verdade é: As cenas dos monstros são boas. E só.
Eles Não Envelhecerão (They Shall Not Grow Old) (2018) - Um trabalho histórico, revivendo através de cores algumas gravações da Primeira Guerra Mundial, tanto com visual quanto com depoimentos de soldados. Primeiro doc dirigido por Peter Jackson, acompanha o cotidiano dos soldados britânicos do início ao fim da guerra e a luta contra os alemãs, apresentando o lado bom e ruim de tudo isso. Nenhum soldado é identificado durante o doc (apenas nos créditos temos os nomes) e toda a edição é feita com a impressão de acompanharmos um grupo específico, sendo na verdade um apanhado geral de vários. / O doc já começa chamando a atenção em seu começo, com os depoimentos dos antigos soldados sobre como foi participar da guerra, com algumas respostas talvez inesperadas. E então aos poucos vamos adentrando a questão dos treinamentos e, inevitavelmente, do terror. Há muitas cenas de mortos e feridos. Muitas. Nisso reparei que, mesmo havendo cenas durante os confrontos, mostrando todo o caos que era, não há (ou quase não há) cenas de batalhas diretas aqui. Preferência do diretor, provavelmente. Além, temos tb a questão dos inimigos capturados, de como os soldados passavam o tempo, o que aconteceu depois da guerra, etc. Doc interessantíssimo.
Pocahontas: O Encontro de Dois Mundos (Pocahontas) (1995) - Acho que é a única animação das "princesas Disney" baseado numa história real, e não num conto de fadas. Digo, inspirado, né. E sei que aqui é tudo mais leve, mais bonito, mais Disney de ser, mas "Disney é Disney". Até entendo a polêmica da romantização, mas o filme em si sabe separar as coisas, tanto que o tempo todo faze questão de deixar claro que os colonos queriam dizimar os índios. Nisso a relação entre a indígena e o colono é tipo Romeu e Julieta, e aliviando a trama, temos a animação.
A Bela e a Fera (Beauty and the Beast) (1991) - Sempre tive um pé atrás com algumas animações das princesas Disney, e esse não foi diferente. E acabei curtindo mais que o esperado. Vai ficando melhor com o tempo. Mas não consigo ver e não pensar em síndrome de Estocolmo kk Mas a animação é boa. Gostei.
A Pequena Sereia (The Little Mermaid) (1989) - Normal adolescente fazer burrice. Eu tava com certo problema com essa animação por conta da história original, mas não dá, Disney é Disney, e caramba, é bem envolvente. E mais uma vez os personagens animais sendo marcantes.
Os Escolhidos (Dark Skies) (2013) - Na época que vi pela primeira vez achei do caramba. Revendo continuei gostando. O filme não enrola, os dias e as noites se alternam o tempo necessário. Não necessita de tanto aprofundamento pq querendo ou não é bem clichê, então o que vale é a experiência, e conseguem. Bom suspense.
A Vastidão da Noite (The Vast of Night) (2019) - Filme cult de alien, clima retrô, sensação de lenda urbana, referências a Além da Imaginação, parcialmente um longa de rádio. Por vezes longas cenas em plano-sequência com longos diálogos, principalmente em sua primeira metade. Por um tempo bastante considerável acompanhamos dois adolescentes (um radialista e uma telefonista) no silêncio da noite testando um gravador enquanto falam sobre as vida, tecnologia e afins. Em seus trabalhos, ouvem um som estranho e começam a investigar. Tem algumas cenas em que entrevistam pessoas. Gostei. Bem envolvente. Baseado no incidente ufo de Kecksburg e no caso trágico de Foss Lake. Filme de diálogos pra quem quer uma experiência de tempos antigos sobre o tema. Só fiquei meio dividido com o encerramento.
The Found Footage Phenomenon (The Found Footage Phenomenon) (2021) - Um doc pra quem curte found footage de terror. Diferente de um outro doc famosinho que é basicamente um catálogo de filmes de terror, nesse buscam explicar as coisas. Ele explora como elementos presentes nas mais diversas mídias (livros, jornais, reality, filmes, etc) influenciaram o gênero, como alguns filmes tentaram reinventar o estilo pra mantê-lo vivo, a ideia de se fazer um filme assim, o contexto social, a comparação com a vida real, essas coisas. O doc se foca bastante num punhado específico de longas (senti falta de vários) e há várias entrevistas com envolvidos na área. Tem algumas cenas de susto e violência extrema tb, o que já era de se esperar por explorarem as várias facetas. Resultado interessante. Inevitavelmente tb deixa o vazio de não terem explorado muito outros lados do FF além do terror.
Elis (Elis) (2016) -Talvez por eu não conhecer quase nada sobre a Elis Regina, tenha curtido mais o filme. Talvez. Não sei, achei bem envolvente. Considerada uma das melhores vozes brasileiras (e já chegou a ser eleita como a melhor tb), o filme abrange a vida pessoal da artista. O foco é nela e em seus relacionamentos. Pelo que o filme passa, Elis foi de sonhadora a inconformada após fazer sucesso, nunca se satisfazendo. Há certo problema em algumas passagens bruscas de tempo e a falta de uma imersão histórica maior. O longa até adentra um pouco a questão dos militares e dos vícios, mas não é algo que se aprofunde tanto, citando mais pq é inevitável. Cheguei a ler alguns comentários e percebi como a galera ficou dividida com o resultado do longa, apesar de ter conquistado alguns prêmios, como se o longa fosse uma versão aliviada dos fatos evitando polêmicas maiores. Pode ser. Cinebiografia costuma ser assim. O que é inegável é que ela cantava muito.
Jurassic World: Domínio (Jurassic World: Dominion) (2022) - Uma conclusão e um crossover de gerações insatisfatório. O terceiro Jurassic World começa empolgante, e entre altos e baixos ainda tem bons momentos, mas vai caindo. Cenas boas quem mantém o clima, cenas chatinhas que passam do ponto. Toda aquela premissa de dinossauros pelo mundo é desperdiçada e resumida numa parcela do longa pra dar lugar ao mais do mesmo conforme a trama, tão batida quanto dos dinossauros, avança. Se considerar apenas o começo e o fim, o miolo tanto fez tanto faz. Tentam se agarrar a nostalgia em certos momentos, mas não é o suficiente. O longa vale mais pelas boas cenas de ação e por algumas interações divertidas. Ainda assim tem uns momentos de tensão que forçam demais os humanos, principalmente quanto mais ameaçador o Dino for. Dá pra sentir a falta de equilíbrio. Tudo isso torna o filme ruim? Com certeza não, mas a sensação de que poderia ter sido muito melhor é a que fica ao final.
Cyber Hell: Exposing an Internet Horror (사이버 지옥: N번방을 무너뜨려라) (2022) - Doc da Netflix sobre o caso Nth Room, uma rede de compartilhamento via Telegram de crimes sexuais na Coreia do Sul. Algumas das vítimas eram menores de idade. O doc já começa com aviso de precaução e depois coloca o público na pele de uma vítima através de uma simulação. O decorrer do caso é contado por entrevistas dos envolvidos nas matérias e investigações, em sua maioria jornalistas e policiais. Em alguns momentos senti que o doc se tornou repetitivo, voltando a fluir melhor quando adentram a identificação dos envolvidos, mas vale citar que são vários entrevistados depondo e cada um tem sua importância. / Lembro que acompanhei por cima esse caso, que coincidiu paralelamente a época do escândalo do Burning Sun (que renderia facilmente um doc tb), além de um outro que não lembro o nome ou se deu em algo, todos sul-coreanos, e isso tem poucos anos. Visível reparar o quão comum isso é. Infelizmente o Nth Room não é o único caso, muitos criminosos ainda estão livres e as coisas ainda rodam pela internet. Acompanhar a investigação é como torcer pra acabar com todo aquele mal mesmo sabendo que as coisas não são bem assim. Pegar um responsável direto não anula os indiretos, mas ajuda a dificultar o processo. É uma luta contínua.
Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore (Fantastic Beasts: The Secrets of Dumbledore) (2022) - Que franquia agridoce. A sensação de que nada acontece é forte. O terceiro longa é mais Animais Fantásticos que o anterior e até melhor, mas ainda um filme preso a apresentações. Tem seus bons momentos, alguns marcantes, algumas situações curiosas, mas a trama, mesmo avançando, parece se manter na mesma. Se levar em conta a construção do último, esse é apenas uma extensão da saga de uma guerra que nunca chega. Desde o primeiro é visível que o grande trunfo são os personagens. Nesse desenvolvem a relação Dumbledore e Grindelwald, apresentam um novo elenco e de resto o temos alguns dos anteriores de volta. O Newt tem seu charme, mas o Jacob continua sendo o melhor. O tal segredo nem é tão relevante assim rs Bora ver o próximo, se tiver, né, pq tão com um pé atrás. Esse teve uma ponta do Brasil. Funcionaria melhor se fosse uma série.
Get the Hell Out (Tao chu li fa yuan) (2020) - "Um filme errado faz você sofrer por apenas 90 minutos. Um governo errado faz você sofrer por 4 anos.", diz o aviso no começo da comédia taiwanesa onde políticos viram zumbis. Parecia um sinal, pq é chato como filme de zumbi e como comédia. Exagerado e excêntrico e com um humor extremamente caricato, forçam uma agitação contínua que tornam as cenas barulhentas sem motivo nenhum. Vários efeitos desnecessários, quase desisti no primeiro ato. Até meme usaram aqui, sério. Os zumbis só não são mais bobos que os vivos. Algumas cenas até funcionam e me peguei rindo de coisa boba, mas tem umas paradas vergonha alheia demais.
A Tristeza (Ku Bei) (2021) - Violento pra caramba. Meio doentio, apesar de eu ter noção de que existem outros muito mais insanos. Repleto de possíveis gatilhos pra alguns. É um filme de "zumbi" taiwanês, só que os infectados torturam as pessoas até a morte. Várias cenas pesadas, tudo bem gráfico mesmo, coisa horrorosa. he Tem umas críticas sociais batidas, fazem alusão ao covid, mas nada disso importa. É só um filme de gore pra ver sangue, com uma trama basicona de fundo e desculpas pra mostrar mais atrocidades. Esperava algo melhor, mas não chega a ser ruim, só é sádico.
Espíritos: A Morte Está ao Seu Lado (Shutter) (2004) - Vez ou outra alguma página no Face posta uma cena específica desse filme, então decidi conferir. Inclusive quando senti dor nos ombros lembrei do filme mesmo nunca tendo visto, graças a essas postagens kk É um filme de terror básico. Cumpre sua premissa, não enrola, dá pra curtir. Na maior parte do tempo o medo é causado por espíritos em fotografias e algumas aparições. O último ato que dá uma tensão a mais. Mas é no encerramento que tá o grande trunfo e que leva o mérito por todo o longa a ponto dele ser lembrado.
As Duas Irenes (As Duas Irenes) (2017) - Bom filme. É bem simples, tranquilo, lento, mostrando a amizade das duas garotas de mesmo nome e o segredo de que os pais delas são a mesma pessoa. A Irene principal fica refletindo, enquanto entra na puberdade, sobre a traição do pai tendo outra família paralela. Uma forma leve de tratar o tema. O final é agridoce. Bem feito, mas conclusões sub-entendidas me incomodam pela falta de visual. Filme brasileiro. Vi na Netflix.
Luta pela Fé: A História do Padre Stu (Father Stu) (2022) - É gratificante quando fazem um filme religioso fora da curva. Isso se considerar esse como tal. E nesse ainda tem uns nomes de peso. A história do Padre Stu é contada num interessante drama biográfico. Um ex-boxeador virando padre. Um gado de mulher sendo atraído pelo divino. Ironias da vida. Eu não conhecia nada desse cara, então acabei me surpreendendo pelos ocorridos. O filme é um tanto polêmico se considera-lo como religioso de fato, visto que temos personagens bebendo, fumando, xingando e o caramba, mas a vida é assim, queira ou não. E é muito melhor mostrar algo que muitos possam se identificar do que tentar enfeitar o que não se deve enfeitar. Vale uma curiosidade de que a produção chegou a ser barrada de filmar uma cena numa igreja por conta do palavreado. he O personagem tb em diversos momentos questiona as atitudes da igreja e de Deus, por motivos óbvios. Mesmo com pouco mais de duas horas de duração, senti o filme um tanto corrido em alguns momentos e lento em outros, mas o resultado acaba agradando ao todo.
Tico e Teco: Defensores da Lei (Chip 'n Dale: Rescue Rangers) (2022) - Uma divertida aventura cheia de referências. Roger Rabbit se orgulha pela aula, Jogador N1 fica atento no rival, Space Jam 2 chora de humilhação. Tico e Teco e os Defensores da Lei retornam após muitos anos pra um agradável filme. É aquele tipo de filme que ninguém pediu e nem esperava nada, mas o resultado acabou sendo muito positivo. Há muitos personagens de outros universos, principalmente da Disney por motivos óbvios, mas há tb alguns outros. O de maior destaque é o Sonic Feio. haha Brincam tb com as produções de filmes alternativos que tentam se aproveitar do sucesso dos originais.
Tudo em Todo O Lugar ao Mesmo Tempo (Everything Everywhere All at Once) (2022) - Filme peculiar. Gosto assim. Mas estou meio dividido. Diria que é um bom filme sim, com muitos pontos positivos, embora não tenha achado essa grandiosidade magnifica que andam considerando. Mais multiversal que Doutor Estranho 2 (ainda bem), "Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo" é um filme da A24 que mescla gêneros, como comédia, drama, luta e romance. Os personagens, através de atos totalmente duvidosos, conseguem tanto adquirir as habilidades de seus outros eus paralelos quanto transferir suas mentes para esses universos. / Na base temos um drama familiar com uma família em pedaços e então temos diversas viagens das mais loucas pelas realidades alternativas afim de impedir a destruição de tudo. É bem interessante. Só que senti o filme bem cansativo em sua primeira de três partes. Ele parece ficar se segurando num loop de explicações, as coisas vão de zero a cem e de cem a zero rápidas vezes. É bem arco de desenvolvimento introdutório, e agrada, mas tb cansa até finalmente se soltarem. A segunda parte curti mais, senti mais peso, e em determinado momento parecem adentrar numa espécie viajada de climax estendido de gêneros fluídos que surpreende pela mistura e choque de cargas dramáticas e bizarras. A terceira parte é o encerramento (óbvio). Existe toda uma metáfora do caramba, e as surpresas são boas, fazendo o filme ficar cada vez melhor com o tempo. Ainda assim, até sua conquista, existem altos e baixos.
Moonfall: Ameaça Lunar (Moonfall) (2022) - Queria ver um filme ruim, daí lembrei que esse tava na Amazon, e como era mais um filme-catástrofe do Roland Emmerich e as notas estavam baixas, fui conferir kk É ok. Apenas um filme que parece ter sido lançado uns 20 anos atrasado. Tem os clichês de sempre, conveniências de roteiro, tudo muito forçado, algumas cenas de destruição (poucas, inclusive), essas coisas. É uma grande adaptação de teoria da conspiração com orçamento hollywoodiano. O filme não tem nem noção de tempo e espaço, quem dirá outras coisas rs Mas é bem filme pipoca. Quando comparado com a leva atual do gênero, melhor ver Tempestade e Destruição Final que esse.
Elefante (Elephant) (2003) - O filme alterna entre diversos alunos no dia do massacre, mostrando como era um dia qualquer quando ocorreu. Vários cotidianos. Nada de surpreendente, mas passa sua mensagem. E é bem gravado, cheio de plano sequência, o ponto mais alto do longa. O roteiro é bem raso, talvez proposital, mas sabe muito bem amarrar as pontas entre os personagens. Eis que no ato final temos o tiroteio. Só que faltou uma conclusão, né. Não sei como poucos comentam sobre isso, mas esse final é muito insatisfatório, literalmente termina do nada. Se é pra mostrar o caso incompleto então é melhor ver um doc sobre.
A Cor que Caiu do Espaço (Color Out of Space) (2019) - Que filme estranho. Que clima desconfortável. Gostei rs Parece que nada vai pra frente, mas tá indo lentamente. Baseado num conto de Lovecraft. Ainda tem o Nicolas Cage. Parece aqueles filmes com sensação de insônia. Mais estranho é ver isso de noite enquanto tá febril após ter tomado remédio. haha
A Bela Adormecida (Sleeping Beauty) (1959) - Em comparação aos seus antecessores (Branca de Neve e Cinderela), A Bela Adormecida ainda segue os moldes, mas traz um ar de diferença pelo seu começo e clímax que não se focam tanto na princesa.
Cinderela (Cinderella) (1950) - Cinderela segue os moldes da Branca de Neve, com uma trama talvez menos interessante, mas um resultado ainda agradável.
Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs) (1937) - O clássico, o primeiro longa animado, o filme que ditou muito das próximas décadas da Disney e influenciou toda uma geração. Conseguindo se sair até melhor que seus sucessores da época, Branca de Neve é uma trama simplória que reflete seu período. Não é exagero dizer que o filme é uma longa enrolação pra uma curta trama. Isso não significa que seja ruim. O que salva o filme é justamente isso, com as divertidas cenas dos animais e dos anões.
Titanic (Titanic) (1997) - Revendo esse filmaço. Dessa vez conferi a "versão estendida", uma edição feita por fãs unindo o longa com as dezenas de cenas deletadas que foram disponibilizadas posteriormente em dvds, além do final alternativo. Não muda tanto, mas dá uma experiência mais completa, somando pouco mais de meia hora adicionais. Sim, quase 4h de filme. E dizem que ele seria maior ainda, e eu veria de boa. O "Romeu & Julieta no mar" se inspira numa tragédia real, inclusive com alguns personagens e acontecimentos registrados, pra contar uma ficção de grandes proporções (aposto que muita gente até hoje acredita que o filme todo é real kk eu pensava assim tb). Um romance que com o tempo vai se tornando um drama pela sobrevivência. É sim um clichezão, tem a relação proibida, pobre e rico, etc, mas é bom pra caramba. Deu vontade de pesquisar mais sobre a produção do filme. Tive a oportunidade de ver no cinema no ótimo relançamento em 3D. Agora revejo nessa edição que se encontra internet afora.
Noite Passada em Soho (Last Night in Soho) (2021) - Noite Passada em Soho. Terror psicológico muito bom do Edgar Wright. Esteticamente hipnotizante, trilha envolvente, trama muito interessante, boas reviravoltas. Em algumas cenas beira muito os gêneros musical e terror sobrenatural, por consequência ou conveniência, embora não cheguem a ser classificados como tais. / A protagonista é uma estudante de moda que, ao sonhar, acompanha uma vida passada de uma outra garota que quer ser cantora. Não demora até notar que tudo aquilo é um pesadelo e isso começa a influenciar seu cotidiano. A trama do passado aborda um tema recorrente, onde uma garota vai em busca de seus sonhos e começa a ser explorada por homens poderosos. E nisso a trama do presente serve como um contraponto, com uma garota sentindo o que a outra sentiu (através das visões) e sendo impactada com isso. / O trailer entrega muito do filme, infelizmente, mas o desenvolvimento é tão bom que vale a conferida. Pelo que vi, a crítica ficou um tanto dividida, embora as boas notas tenham prevalecido. Achei bem empolgante.
Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (Doctor Strange in the Multiverse of Madness) (2022) - Queria ter saído do cinema achando um dos melhores filmes que a Marvel já fez, mas talvez em outro universo seja mesmo. É um bom filme, mas a sensação de que poderia ter sido tão melhor é grande. E não é questão de expectativa. / A sequência de Doutor Estranho é um Wandavision 2.0. O filme em si é bem feito, os personagens bons, o visual bem legal, uma trama básica, uma trilha variável. Alguns momentos empolgantes, outros um tanto cansativos, alguns curiosos, outros genéricos. / A America Chavez tá lá por estar, e pra justificar colocaram ela como a chave da trama. O tema do Multiverso é explorado moderadamente. What If que veio antes explorou muito mais. Mas ok. Algumas participações especiais são de tremer, só que o contexto não é dos melhores, e isso acaba pesando em parte por deixar a situação mais rasa. O filme do Aranha teve muito mais peso, muito mais emoção, muito mais carga dramática, por exemplo. Quem acaba roubando a cena aqui é a Wanda. Descontrolada, maligna, sedenta. Ela que rende a maior parte das cenas voltadas mais pro terror (Sam Raimi, notei algumas referências), um gênero que a Marvel poderia explorar. Aqui abraçam a ideia e isso é bem legal. / Em geral No Multiverso da Loucura possui bons momentos, mas seu conjunto ao todo não é grande coisa. São ideias que não abraçam a loucura ao seu todo como sugerem no título e se limitam demais, mas agrada pela aleatoriedade e pelas curvas fora da reta mesmo o próprio filme seguindo o padrão Marvel.
Contestando Darwin (Questioning Darwin) (2014) - O doc faz jus ao nome, mesmo deixando a desejar. É um doc do ponto de vista cristão conservador tradicional, e batem tanto nesse ponto que chega a cansar com o tanto de embasamento repetitivo sobre ter fé. Pouco se questiona algo, pq "a palavra de Deus é inquestionável". Óbvio que aí ignoram qualquer pensamento religioso vindouro posteriormente, vide de cristãos mais radicais ou apenas de pensadores que tentem balancear as coisas, já que "se Genesis for interpretado de outra forma, é dizer que a Bíblia é falsa, e como a Bíblia é real, logo Darwin tá errado". Inclusive só lá no finalzinho citam sobre a "ciência ortodoxa" e logo deixam pra lá, visto que a maioria dos entrevistados colocam a ciência como inimiga, sendo que não deveria. Não há um entrevistado sequer que tente trazer questionamentos interessantes entre religião e ciência. Poucas são as indagações relevantes. Mas é disso que o doc trata, de mostrar o lado alienado que julga Darwin mesmo o próprio ter dito nunca ter elaborado a teoria da evolução pra ir contra a religião. Ele nem mesmo se dizia ateu.
Animais Fantásticos: Uma História Natural (Fantastic Beasts: A Natural History) (2022) - Bom doc. Temática interessante e relevante para entender crenças com base nas interpretações do homem perante a natureza ao serem confrontados pelo ineditismo. Um resumão com muitas imagens e vídeos, além de explicações e teorias. A introdução enrola, mas depois o doc engaja. A ideia de ser um doc a partir do tema Harry Potter é uma boa forma de chamar a atenção para o assunto. Deu vontade de ver mais.
No Portal da Eternidade (At Eternity's Gate) (2018) - Acompanha a mente conturbada de Van Gogh durante seus últimos anos enquanto apreciamos belas paisagens. O pintor anda, corre, procura na natureza, em campos abertos, sua inspiração. Busca retratar sua visão ali, dizendo que cada vez que olha um ambiente nota mais e mais detalhes. Como dito em certo diálogo, poderiam colocar dois pintores para pintar a mesma paisagem que ainda assim sairiam quadros diferentes. / Em contrapartida, temos, de forma tão confusa (e nisso até poética) quanto a mente do artista, seu lado problemático. Esquecendo de momentos, tendo visões, se descontrolando e atacando pessoas, sendo menosprezado pela maioria ao seu redor, fazendo loucuras sem ao menos entender a si próprio do motivo daquilo tudo acontecer. Como duas personalidades, Van Gogh quer apenas pintar. O famoso "gênio e louco". / O filme não se preocupa tanto em detalhar a vida do pintor, oferecendo mais apreço visual e pinceladas pelos ocorridos, como um quadro que conta determinado momento da história registrada ali. O clima lento e a trilha relaxante regem as cenas, que possuem alguns elementos curiosos. A câmera as vezes segue um padrão mais comum, mas por outras é mais ágil ou até mais agressiva, indo para cima do protagonista, correndo atrás dele, focando seu rosto seja de forma estável ou até mesmo tremida, variando conforme o clima e o temperamento daquele do qual o filme é o foco. Notei tb algumas interrupções bruscas em cenas, numa transição para outra cena em forma de que passe alguma ideia de novidade. Alguns diálogos são inspiradores, e destaco especialmente os de Van Gogh com seu irmão no hospital, com o padre no hospício, com o outro pintor em meio a natureza e com o médico amigo. Belo filme.
Goreman: O Psicopata (Psycho Goreman) (2020) - Tem seus momentos, é um trash propositalmente tosco que pega o molde daqueles filmes infantis de crianças com monstros e coloca num contexto gore. Queria ter achado o filme mais divertido, e até que ele tem seus momentos, cheguei a rir de algumas partes, mas em geral achei fraco. A garotinha perturbada encapetada que controla o alien é irritante demais a ponto de atrapalhar. Ela é quem deveria ser chamada de Psycho Gorewoman kk
A Batalha das Correntes (The Current War) (2017) - Se fosse mais completo, se fosse mais extenso, se fosse até mesmo uma série, poderia ter sido ótimo. A batalha das correntes é condensada num longa de menos de duas horas com uma edição exagerada e cenas picotadas. Somos jogados no meio da história, sem direito a uma boa apresentação de personagens. Poderiam ter mostrado mais das cidades antes das luzes. Senti que os conceitos de energia e os funcionamentos das máquinas são pouco aprofundadas, geralmente se resumindo a "é assim e pronto". Em contrapartida, a trama é tão interessante e algumas cenas são tão boas que acaba sendo um filme assistivel. Agrada, mas tb incomoda.
Altas Expectativas (Altas Expectativas) (2017) - Inspirado na vida do Gigante Léo (e baseado no seu curta de casamento). Vale muito pela presença dele como protagonista. Já o filme é ok, uma comédia romântica leve, de boa. Deixa a sensação de que poderia ter sido melhor, mas tb consegue passar a mensagem positiva de relevância social sobre o nanismo. O longa alterna a trama com algumas boas cenas de stand-up, e isso funciona vez sim vez não.
Radioactive (Radioactive) (2019) - Como filme é bem feito e um bom começo pra saber quem foi Marie Curie. O clima envolvente, as boas atuações, a história interessante, tornam o longa apreciável. O roteiro acompanha mais a vida pessoal de Marie que suas descobertas científicas, o que até faz sentido por se tratar de uma biografia. Em meio a sua imposição, romance e polêmicas, seus avanços no ramo da ciência mudaram o mundo. / O que senti que o filme deixou a desejar foi o contexto da radioatividade na sociedade. Faltou elaborar melhor o tema, mostrar o peso, a noção do que se conhecia até então. A questão do uso do rádio tb fica devendo, visto que o filme parece mais se preocupar em mostrar o lado negativo, com direito a algumas cenas de tragédias mundiais de décadas posteriores, do que o lado positivo, que até mostra aqui e ali, e reforça no final, mas ainda assim pouco. / Soube que o filme distorce fatos e não resume bem todo o potencial da cientista, mas filme é filme. Se fosse por isso, O Jogo da Imitação por exemplo seria horrível, e acabou sendo um filmaço. he Radioatividade poderia ter sim sido melhor, mas empolga e resume relativamente bem a importância de Marie Curie. Recomendo.
A Casa dos Mortos 2 (House of the Dead 2) (2006) - Considerado menos pior que o primeiro, embora tão ruim quanto. Ok, talvez seja menos mal feito, menos trash, menos aleatório, mas no fim não adianta. Os personagens, a história, as cenas, a ação, o ataque, tudo é mais chato aqui. Sai do zoado numa ilha e vai pro genérico num campus. Se antes dava pra rir de tão ruim, esse é só sem graça mesmo. O começo destoa demais do resto do filme com aquela simulação de American Pie kk
House of the Dead: O Filme (House of the Dead) (2003) - Que filme horroroso. Tem a fama de ser um dos piores filmes já feito, e eu quis conferir rs É bem ruim mesmo, mas tem uns momentos tão zoados que faz rir. Mal feito pra caramba. Tem bem o clima de filmes da época, soa meio datado, meio trash, meio filme estilo "se tiver passando na tv e eu não tiver nada pra fazer veria". Acharam que colocar cenas em 360 graus melhoraria algo. A cena do cemitério é um show a parte, maravilhosamente ruim. As cenas de ação alternando com cenas do jogo são muito aleatórias. A trilha é muito nada a ver. Algumas lutas são zoadas (e o que nesse filme não é, né?). Numa hora os vivos tão fugindo, em outra sabem lutar. E todo mundo voa nesse troço. Nos primeiros minutos aparece mais peito que zumbi kk Ainda tem uma rave da Sega. Bem ruim, embora tenha bem piores.
Ônibus 174 (Ônibus 174) (2002) - Documentário sinistro, muito tenso. É interessante, importante e essencial entender todos os lados do ocorrido. O que parecia apenas um caso de um bandido fazendo reféns num ônibus vinha carregado de muito contexto social. Cirúrgico.
Última Parada 174 (Última Parada 174) (2008) - Filmaço. Mostra toda a trajetória do sujeito responsável pela tragédia, desde a infância até o ocorrido, contando seu modo de vida, suas influências, apontando os problemas da sociedade e sem deixar de reforçar os erros do indivíduo tb. Afinal, não é pq é "vítima da sociedade" que justifique os atos cometidos, mas é preciso entender todo o processo pra perceber problemas maiores tb. Um filme dinâmico, cru e violento. Pesado. Algumas atuações são ótimas. Senti que só ficou devendo um pouco no momento chave, foi rápido demais, e olha que o resultado ainda assim é bom. Quase duas horas e ainda rendia mais. Eu até tive vontade de ter visto um pouco mais sobre os reféns tb, mas daí o filme ficaria estufado e fugiria do foco, embora tivesse sido bacana. É aquilo: Um dia qualquer, um dia normal, um dia igual os outros, e tudo muda "do nada".
Salve Geral (Salve Geral) (2009) - A origem do PCC. Cansativo, poderia ter sido bem melhor. Umas meia hora a menos faria a diferença, pq a trama não é ruim não, os arcos até que são interessantes, mas o filme fica devendo. Embora o foco seja no bom arco da mãe, uma boa linha narrativa, o longa pouco desenvolve mais a fundo o conflito base, que é sim mostrado, mas sem o real peso daquilo tudo. E faltou uma conclusão.
Death Bell 2: Bloody Camp (Gosa Du Beonjjae Yiyagi: Gyosaengsilseop) (2010) - Esse tb é pior do que eu lembrava, mas eu não diria que é muito inferior ao anterior, que tb não é grande coisa. Poderia facilmente ser qualquer outro filme de temática semelhante em vez de um novo Death Bell, até pq um independe do outro. O resultado mais uma vez deixa a desejar. Meio que repete os erros e acertos do primeiro, só que em geral soa pior, mesmo com potencial pra ter sido até melhor. O final tem um clima envolvente, mas caramba, que conclusão ruim.
Sino da Morte (Gosa: Piui Jungkan Gosa) (2008) - Ainda é um terrorzinho escolar assistivel, mas que tb deixa muito a desejar no resultado. Não chega a ser ruim, só que é pior do que eu lembrava, e olha que eu tinha curtido na primeira vez. Tudo gira em torno de "jogos mortais" que acontecem na escola, mas eles não possuem impacto. Não sei se deixei passar algo, mas tem desafio que o filme nem mostra o anúncio de quem tá fazendo aquilo, os alunos simplesmente encontram o local certo pra responder. Sem contar o arco do aluno louco que vê coisas que soa muito aleatório e pouco importa pra trama. A impressão é de terem deletado cenas. Enfim. Algumas cenas empolgam, seja pela trilha, seja pelo ambiente, e a dúvida daquilo tudo ser um assassino ou um fantasma é boa, mas deixam a desejar no restante. Tem reviravolta boa, mas tem reviravolta ruim tb. Daí constroem um ótimo clímax com boas revelações... Pra jogar a qualidade fora no encerramento. / [A protagonista é uma fofa.]
Vozes da Escuridão (A Dark Song) (2016) - A premissa é boa, a ideia de mostrar algo mais "realista" e menos "fantasioso", os passo a passo de rituais mais simplórios em vez de toda a pirotecnia que costumam mostrar, etc, mas o desenvolvimento monótono é meio desanimador. Gosto de filmes lentos, e esse até que me envolveu, mas senti que várias vezes parecia não sair do lugar. E a relação problemática entre os dois personagens era sempre resolvida rapidamente após algum conflito. Um bom drama, que as pessoas veem errado esperando um terror de assustar, mas que poderia ter sido melhor, por mais que consiga passar sua mensagem e entregue uma experiência diferenciada quando comparada a outros longas.
The Rocky Horror Picture Show (The Rocky Horror Picture Show) (1975) - Excêntrico. Não sei definir esse filme. Sempre ouvi falar muito dele, mas o máximo que tinha visto foi em Glee. Sei que é o filme que tá a mais tempo em cartaz graças a uma legião de fãs que surgiram com o tempo que mantém esse legado vivo. Muitas músicas, cenas inusitadas, rock, castelo, um casal em apuros, um anfitrião alienígena travesti, um homem musculoso, pessoas diferentonas, loucura. he Não achei nenhum filmão, mas é divertido até kk Entendo quem aprecie mais. O filme tem grande público lgbt tb, por motivos óbvios. E o longa parodia filmes antigos de ficção científica e de terror.
O Nome da Morte (O Nome da Morte) (2018) - Filmão brasileiro. Rende momentos tensos. O filme acompanha a vida pessoal e "profissional" do assassino de aluguel que, na vida real, chegou a matar quase 500 pessoas. A passagem de tempo e certos acontecimentos são avisados por detalhes, e senti que ainda rendia uma duração maior, mas conseguiram resumir bem o caso. É absurdo. Não quero dar spoilers, mas como é baseado em fatos, o que mais tem é gente comentando sobre abertamente.
Eu Não Sou um Homem Fácil (Je ne suis pas un homme facile) (2018) - Achei curioso. Filme francês da Netflix que se passa num mundo onde os valores de gênero são invertidos ao nosso: As mulheres mandam em tudo e são mais duronas. Os homens por sua vez são mais delicados, cuidam de afazeres domésticos, são mais sexualizados na mídia, sofrerem assédio na rua, não são levados a sério, possuem cargos menores, etc. O filme se agarra a todo o estereótipo e clichê pra brincar com essa perspectiva de realidade. Há quem ache ruim, mas faz todo o sentido. É como ver uma comédia romântica com papéis invertidos justamente pra criticar o machismo. Pena que por ser um filme mais leve, aliviam bastante temas mais pesados (isso quando adentram). É um bom longa, mas tb deixa a sensação de que tinha potencial pra mais. Filme interessante.
De Volta ao Titanic: Análise de Destroços (Back to the Titanic) (2020) - Sei que o doc é sobre os primeiros mergulhos de volta ao Titanic após quase 15 anos, e mostram bem isso (muito legal a reconstrução 3D, inclusive, e a citação sobre os seres vivos que vivem nos destroços, e o desgaste dos metais), mas a sensação é de ver apenas o primeiro episódio de algo maior. Faz sentido. Ainda assim é aquilo: Com perdão do trocadilho e com respeito as vítimas da tragédia, o doc é como a ponta de um iceberg. No aguardo de futuras novidades nos próximos anos.
Diário de um Banana (Diary of a Wimpy Kid) (2010) - Esse filme é bem divertidinho de ver. Leve, cômico, bons personagens, trama básica infantil. Muito melhor que o atual reboot animado.
Incêndios (Incendies) (2010) - Eu sempre via esse filme sendo recomendado como tendo uma das reviravoltas mais impactantes do cinema e decidi enfim conferir... ... Realmente nada prepara pro que tá por vir. Nada. E não é só um soco no estômago não. É um combo. São duas linhas narrativas paralelas: Uma com os filhos após a morte da mãe procurando o pai e o irmão até então desconhecidos pra eles e outra contando a história da mãe durante a guerra religiosa no Oriente Médio. No começo soa confuso, mas depois se acostuma. E a cena do ônibus, hein? Pesado.
Sonic 2: O Filme (Sonic The Hedgehog 2) (2022) - Existe um apego com o que remete a nostalgia e Sonic anda conquistando isso mesmo sendo apenas um mero filme infantil pra toda a família que passa na Sessão da Tarde. Não é demérito, mas tb não se difere tanto assim de obras do gênero. Divertidinho e tal, com algumas cenas melhores, outras mais bobinhas. A diferença desse pro primeiro é que esse tem mais personagens e mais fanservice. Não necessariamente o torna melhor que o anterior, mas consegue o que quer. A cena do casamento destoa de todo o filme. A cena do bar é bem chatinha. O ato final é agradável. Mas pra mim o filme é bem nada demais, assim como o outro. Meu eu de dez anos curtiria mais.
Até o Fim (All Is Lost) (2013) - Esse filme é um daqueles pra sentir/viver uma experiência. Filme com um único ator, onde o personagem tenta sobreviver em mar aberto após uma colisão de seu barco, seguido por uma forte tempestade. Quase nenhuma trilha sonora, quase nenhum diálogo, longas cenas de sobrevivência e muito som natural. O silêncio (ou barulho) do mar é marcante. Curioso o personagem a todo momento se manter calmo. É um longa que não necessita de profundidade de trama nem explicações, igual alguns tanto criticaram. É sobre ver um cara sem contato externo fazendo de tudo pra se manter vivo. Nisso conseguem bem demais. Óbvio que a experiência varia por pessoa, e talvez alguns achem mesmo massante, só que o longa em si é muito bem feito e alcança muito bem seu objetivo.
Destruição Final: O Último Refúgio (Greenland) (2020) - Mais um bom filme-catástrofe. Esse na verdade usa o cenário apocalíptico apenas de fundo, com os meteoros caindo na Terra. São poucas as cenas de destruição, inclusive. O foco mesmo é no drama humano, que segue todos os clichês, mas tb busca trazer elementos dinâmicos. O roteiro insere vários contratempos um atrás do outro, embora solucione de forma as vezes forçada. Em geral é um bom filme. Nada grandioso, mas mais bem desenvolvido que vários do gênero.
Corpo Estudantil (Student Bodies) (1981) - Que filme besta rs O primeiro filme paródia de slashers, feito lá em meados do gênero. Alguns dos hoje clássicos nem existiam ainda. O filme em si não é grande coisa, mas tem seus bons momentos. São vários detalhes cômicos, muitos dos mais idiotas possíveis, e a graça do filme se dá por isso. Por um bom tempo fiquei rindo das bobeiras, mas conforme vai caminhando pro fim tb vai perdendo a força. Mas vale a curiosidade. Ou não, né. Eu gosto de coisa idiota, então sei lá kk A melhor parte é a cena inicial. O assassino com dificuldade de subir as escadas. XD E o mais engraçado do filme é o zelador.
O Massacre da Serra Elétrica: O Início (The Texas Chainsaw Massacre: The Beginning) (2006) - Como filme é bom, e mantém certa qualidade como no remake, apesar de mais genérico. Como prequel soa apenas como uma boa desculpa pra mais um filme, pq a explicação não é nada tão aprofundada assim, e eu nem esperasse que fosse mesmo. O negócio é massacre rs
O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre) (2003) - No começo tava desconfiado da qualidade, mas ao final já tava achando tão bom quanto o original. É um remake válido, não tenta ser mais do mesmo. Tem uns momentos bem tensos.
O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre) (1974) - Perturbador. O ato final é muito incômodo.
Não Confie em Ninguém: A Caça ao Rei da Criptomoeda (Trust No One: The Hunt For The Crypto King) (2022) - Um caso interessante que gerou toda uma teoria da conspiração que, por ainda ser recente, continua sendo alimentada. Mas independente da questão sobre a morte do cara, o que vale mesmo é a questão de como essa treta toda rolou. Uma revelação atrás da outra digna de filme. Doc bem dinâmico. Ele analisa tanto a parte dos fatos quanto a parte das teorias criadas em cima do caso. Pode ser que o ocorrido ainda renda mais futuramente, pode ser que fique por isso mesmo, mas o doc resume bem a situação.
Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris) (2011) - Primeiro filme do Woody Allen que vi. Sempre evitei ele devido as polêmicas, e na verdade nunca cheguei a me interessar pessoalmente por suas obras, mas a premissa desse e a capa me interessou e acabei conferindo antes mesmo de saber que era dele. Deixando o desprezível de lado, o longa é bem relaxante. Clima tranquilizador. Uma viagem no tempo para noites com artistas numa Paris antiga. Ideal pra uma noite silenciosa.
...E o Vento Levou (Gone With the Wind) (1939) - O filme mais bem sucedido da história do cinema. Um grande filme, literalmente, pq, né, quase quatro horas. Um extenso drama romântico dos bons que se passa durante a Guerra Civil Americana. O longa entretanto tb é bem datado, fruto de sua época, e hoje é visível os problemas. Vale uma pesquisada sobre o assunto, inclusive, e seu impacto no mercado, desde o negacionismo histórico sobre a escravidão até a representação do negro no cinema. Não dá pra negar que é um filme racista, mas tb não dá pra negar seu peso histórico. A HBO MAX fez bem em inserir uma explicação no começo do filme. Tirando tais elementos contraditórios e preocupantes, e que de fato incomodam, ainda temos uma trama grandiosa. Destaco a protagonista irritante que me fazia querer que ela se desse mal e tb o ótimo final inesperado.
Os Mortos Não Morrem (The Dead Don't Die) (2019) - Tinha potencial, mas é só chatinho mesmo. Uma tentativa de trash, talvez. Tem umas referências a filmes de zumbis. A atmosfera é melancólica, mas as cenas são cômicas ou absurdas. Na maior parte do tempo nada de muito relevante acontece, embora o clima e os personagens ajudem a manter o pouco de interesse. Tudo demora muito a acontecer e a gratificação não chega. O cgi é ruim e as cenas contra os zumbis não empolgam. A suposta crítica social é batida. No começo parece que tentam algo mais pé no chão, mas depois começam a viajar, o que não significa ser um ponto negativo, só é tão aleatório quanto os gêneros que o filme tenta ser, mas de tão raso não consegue se decidir. O humor ácido é muito morno. O final é bobo. Zumbis.
Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing (Downfall: The Case Against Boeing) (2022) - Em resumo, o doc expõe a conspiração da Boing que gerou dois grandes desastres aéreos num intervalo de poucos meses. É de uma incompetência tamanha, apoiada em pensamentos capitalistas extremistas de poderosos onde o lucro vem acima da vida, que a empresa ocultou por longos anos os problemas relevantes de seu famoso modelo de avião enquanto vendia os mesmos a todo vapor. Eu só conhecia por cima os casos, fiquei surpreso que a situação ia muito além. E mesmo no fim a sensação de revolta continua.
O Iluminado (The Shining) (1980) - O clima perturbador que esse filme consegue construir chega a ser incômodo. Nunca tinha parado pra ver esse clássico, conferi só agora. Talvez pros dias atuais soe meio lento, mas é um filme muito tenso. Começa naquele meio normal com indícios de loucura até gradativamente se tornar loucura total.
Um Filme de Ovos (Una Película de Huevos) (2006) - Que viagem kk Animação mexicana com ovos. XD Achei divertidinho. A parte dos ovos no mercado e na cozinha inevitavelmente lembram o posterior Festa da Salsicha, só que aqui é mais infantil, embora tenha sua parcela de besteirol. Pesquisando descobri que esse é o primeiro de uma série de filmes de uma franquia de sucesso. Talvez eu confira os demais.
Assassinato às Cegas (Andhadhun) (2018) - O legal do filme é que ele vai ficando cada vez mais inesperado kk Várias reviravoltas. Começa como um filme meio romântico sobre um pianista cego, até que em determinado momento ele presencia uma cena de crime e as coisas começam a sair do controle. Tem seus momentos altos e baixos. Não falo muito pq já nos primeiros minutos vão revelando coisas que nem a sinopse diz rs A música é bem presente no longa, mas não chega a ser aqueles musicais indianos com videoclipes.
Whiplash (Whiplash) (2014) - Pensei muito em rever essa obra-prima, ainda mais de noite, pq caramba, esse filme me deixa muito agitado kk Eu pouco ouço música instrumental, mas o crescimento contínuo das cenas da bateria vai envolvendo tanto, e as atuações dos principais são boas demais, que é difícil não se empolgar. É um filme lamentável, mas ao mesmo tempo é maravilhoso. Um professor extremamente rígido e um baterista promissor em busca da perfeição. É de uma imposição altamente questionável sobre até onde vai o psicológico da pessoa pra conquistar seu objetivo, pq "sem dor, sem ganho". Claro, considerando as coisas dentro do contexto. Não é um filme de superação de vida que tenta ser bonitinho e tal, e sim um filme da busca pela conquista de um objetivo mesmo que isso ferre com sua cabeça. Desestimulante e estimulante ao mesmo tempo. Bom demais. he / [Então... Eu queria ver um filme antes de dormir, mas esse não queria sair da minha mente. Taquei o dane-se, tomei um energético e fui. Não recomendo fazerem isso haha Fiquei tão agitado que quase batuquei meu notebook.]
Slaxx (Slaxx) (2019) - Filme de calça jeans assassina. Trash divertido. Tem gore, crítica ao mercado e cenas toscas. Vai ficando cada vez melhor kk Mas senti que o filme tinha potencial de se soltar mais do que o mostrado, então espero que façam uma continuação rs
Red: Crescer é uma Fera (Turning Red) (2022) - Pixar é Pixar. Uma animação diferente do costume (se fosse de outra empresa não estranharia), com uma pegada bem adolescente, mas ainda assim agradável. No começo tava achando bem bobo, mas como sempre fui conquistado kk Tocam na ferida de toxidade na família, dos pais que cobram perfeição, essas coisas. A protagonista é uma daquelas adolescentes que se acha independente e curte boyband e tal e quer ir num show dos caras com as amigas e etc mas que tem uma mãe controladora até que de repente a garota vira um panda vermelho gigante. Divertido. Mais um filme selo Disney que eu não dava nada assim como muitos outros e acabei curtindo.
Turma da Mônica: Lições (Turma da Mônica: Lições) (2021) - O universo Turma da Mônica é real e tá bom demais ver isso com atores. Que filme bonito. Bem melhor que o primeiro filme, carga dramática maior, dezenas de referências visuais. Um prato cheio pra quem curte. No anterior exploraram a amizade da turminha e nesse tratam do amadurecimento deles e inserem muitos outros novos personagens. Tá muito legal. Antes eu tava com um pé atrás pq, por mais que eu curta a Graphic MSP da turma, queria ver algo mais no estilo dos clássicos. Mas dessa vez se superaram. No aguardo da série e de mais filmes. Obs.: Tem cena durante os créditos.
Batman (The Batman) (2022) - O filme do Batman que mais chegou perto dos quadrinhos. Não é perfeito, mas é grandioso. Um filme lento, com aquele clima depressivo, uma ambientação sombria, muito mais focado no Batman investigador que lutador. Mal percebi as quase três horas passarem. Talvez a duração possa pesar um pouco, mas a sensação de acompanhar toda uma saga é gratificante. Me senti lendo as HQs mesmo. Colocaram até a narração. / A trama se passa nos primeiros anos do Batman, mas já temos seu universo construído ali, e quem curte vai identificar vários personagens citados. E os apresentados aqui estão ótimos. Um Batman violento e de poucas palavras. A Mulher-Gato tá muito boa tb. Os vilões idem. E etc. Só estranhei o Bruce Wayne com jeito de Batman, todo acabado, mas tem potencial ali pra se tornar o que conhecemos. Ironia que eu esperava o contrário. Curiosamente colocaram até as conveniências de roteiro, ou seja, o preparo do Batman (rs). Mas é um filme magnífico, com quase nenhum contra e muitos prós. Quero mais.
Projeto X: Uma Festa Fora de Controle (Project X) (2018) - Uma hora e meia com um bando de adolescentes sendo idiotas e curtindo uma festa com muita bebida e drogas até tudo sair do controle. Não tem tanto assim o que dizer do filme como filme. Pra classificação 18 anos achei bem leve até kk Não que seja. O grande trunfo dele, e que o marketing usou mesmo ocorrendo apenas no último ato, é a loucura que a festa se torna. Chega a ser tarantinesco (rs). Óbvio que foi massacrado pela crítica, mas meio que virou aquele filme abraçado pelo público. / Qualidades duvidosas a parte, esse filme merecia um documentário. Por trás das câmeras deve ter sido uma loucura. E as consequências do longa mais ainda. / ~ Bastidores. - Pra dar mais realismo, contrataram atores não-famosos e filmaram ao estilo "câmera na mão". - A produção manteve o clima de festa até fora das gravações, isso durante semanas. - Apesar do roteiro e das câmeras profissionais, várias cenas adicionais foram gravadas livremente pelo elenco mesmo, através de smartphones, pra dar um clima maior de naturalidade. - A polícia chegou a ser chamada devido a tanto barulho, tanto que a Warner se desculpa no começo do filme. - Ao final das gravações, quase todo o set havia sido destruído. / ~ Impacto. - Por mais que festas do tipo acontecem na vida real e que filmes do tipo não sejam novidade, "Projeto X" foi acusado de inspirar várias festas posteriores. Adolescentes, né. - Tem várias notícias pela internet sobre os ocorridos, com festas que renderam milhares de dólares de prejuízo, muitas prisões e até morte. Na Wikipedia em inglês resumem bem vários casos. E no IMDB tem várias curiosidades do filme. - A ironia: O filme foi inspirado livremente num acontecimento real ocorrido na Austrália em 2008. - A ficção imita a realidade. A realidade imita a ficção. - A sequência do filme foi confirmada e depois cancelada.
O Sono da Morte (Before I Wake) (2016) - Pra um filme de terror é um belo drama. Até que se mantém bem por boa parte do tempo. Fui me assustar, quase chorei kk Mas aquele ato final não faz sentido e prejudica o filme, por mais que o encerramento seja bom. Tentaram deixar mais poético, sei lá, mas não bate com o restante do filme.
A Inventora: À Procura de Sangue no Vale do Silício (The Inventor: Out for Blood in Silicon Valley) (2019) - Interessante doc sobre a mulher que enganou o mundo com sua promessa tecnológica revolucionária de coleta de sangue que não se concretizou. Lembrei daquele ditado que diz que "de boas intenções, o inferno está cheio". É genial como a inventora (como o título do doc diz), se utilizando de uma boa causa, sempre se reinventa em sua própria enrolação pra reforçar seu objetivo, mesmo enquanto comete atos criminosos. / O doc apresenta várias entrevistas com pessoas que vivenciaram de perto essa jornada. Chega a ser surreal como tudo isso aconteceu. Ela seguiu os princípios do marketing. Falando bem, convencendo bem, sendo carismática, se ligando a pessoas poderosas e ricas, vendendo seu produto com confiança, citando frases de grandes pessoas e personagens (de Steve Jobs a Yoda), utilizando do mais puro clichê de uma bela história de busca pela superação de problemas da vida (motivacional que move o mundo e qualquer ideia) e aproveitando todo o contexto de como tudo funciona no mercado (considerando aí o processo de credibilidade e investimento em start-up), conseguiu convencer a todos sem revelar a qualidade questionável dos resultados do produto comercial. / Só senti o doc repetitivo em alguns momentos. Um tanto cansativo em seu começo, principalmente. Mas parte dessa repetição é o que reforça como esse caso resistiu por longos anos. Quando algo era questionado, vinha sempre o mesmo papo, sempre a mesma história, até uma hora a base desmoronar.
O Predestinado (Predestination) (2014) - Um agente temporal e um homem trans entram num bar... he Esse filme é genial. Muito mais viajado do que eu lembrava. Baita gama de reviravoltas. Um filme que brinca com a viagem no tempo a partir de uma história de vida conturbada. Por um bom tempo tem a pegada de um filme de drama que nos faz pensar qual a relação daquilo tudo com a proposta do filme. E quando revelam, vira uma sequência de acontecimentos grandiosos. É curioso como o filme dá pistas a todo momento, até joga na cara respostas principais em seus respectivos momentos climáticos, e mesmo assim surpreende e ainda deixa questionamentos. Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Ron Bugado (Ron’s Gone Wrong) (2021) - Animação bonitinha e divertida. Mais uma da Disney que eu não dava nada e acabou agradando. Satisfatório ver algo que abrace a tecnologia e exponha seus perigos sem se pagar de hipócrita. O futuro é robô sim e eles já tomaram conta do nosso mundo sim rs O tema da solidão mesmo tão presente é aliviado, mas não por isso raso. É a busca não só pela amizade, mas tb pela aceitação. A maioria dos filmes levariam a ideia pra outro rumo, tipo o reboot do Brinquedo Assassino (pra usar um exemplo mais recente), mas aqui temos algo mais alegre, bobo, divertido. E funciona.
Um Espião Animal (Spies in Disguise) (2019) - Gostei. Mesmo com clima de "apenas mais uma boa animação", diverte tanto que merece seu destaque. Possui empolgantes cenas de ação dentro de sua proposta e vários momentos com um humor que varia do bobo ao levemente besteirol. Muito bacana. he Um espião virando um pombo... / Pruuuuuuuuuuuu.
BLACKPINK: O Filme (BLACKPINK: The Movie) (2021) - Gosto muito das músicas do Blackpink, mas não posso deixar de lado os problemas. Não com elas, mas com o produto. Como doc é muito fraco, batem na mesma tecla do início ao fim com o papo brega de positividade e saudade e ainda estendem demais no último "ato". Quase nada se mostra fora disso. Apesar de ter alguns depoimentos até que bacanas no meio sobre mudança e superação, por mais que sejam temas batidos (são sempre válidos), muito parece engessado, roteirizado, tranquilo demais, sem empolgação. E ao que parece nem é culpa das integrantes, pq tem uns momentos que percebe-se quando se soltam um pouco mais. Agora como show é ok, dá pra entreter. Mesclam apresentações do show online com da primeira turnê mundial. E a diferença é gritante. Muita da empolgação de uma live é o público, o ambiente contagiante, e em meio a pandemia, shows sem público não trazem o mesmo peso. Enquanto outros grupos fazem isso, a YG lucra mais transformando num doc rs Mas é isso. Um doc que serve mais pra satisfazer os fãs enquanto o mercado se vira pra se manter nesses tempos. Errados não estão, mas dava pra ser melhor. O doc da Netflix é muito melhor, inclusive. Fiquei curioso como o The Movie foi parar no catálogo do Disney+.
Os Produtores (The Producers) (2005) - Em busca do pior espetáculo do mundo, o filme musical baseado na peça musical baseado no filme sobre um musical (rs) sobre Hitler (rsrs) é uma versão exagerada de seu original. Com muito mais músicas (óbvio, né, musical), e alguns elementos inéditos, a estrutura ainda é a mesma e muito dos acontecimentos tb, mas tudo numa forma mais caricata, pra melhor e pra pior. Parte do humor do original envelheceu mal, e senti que nesse, mesmo sendo feito décadas depois e mesmo adaptando e atualizando certas coisas, continua com esse clima. Mas enfim. / Por vezes se estendem mais do que deviam, mas há coisas que parecem ter funcionado melhor aqui que em sua base. Outras soam forçadas, mas não creio que alguém ligue muito pra lógica nisso. Ironicamente, mesmo com toda a explosão dessa versão, achei a peça mesmo, o clímax, mais divertido no filme original, embora aqui não fique tão atrás assim. É que o bigodudo do antigo era muito mais carismático (he, que perigo falar isso). Na verdade mesmo com o elenco mandando bem nesse, o do anterior soava melhor. Mas ok.
O Banquete (O Banquete) (2018) - Pior que o filme só o jantar mesmo. Psicologia reversa, pq fazem bem em mostrar esse combo de lamentações. Um bando de amigos/inimigos "importantes" entediados e bêbados divagando sobre nada, filosofia, eita bicho e etc. Tem uma traminha política de fundo que gera tudo, mas a sinopse do filme dá mais resultado pra entender do que o próprio filme. O último ato é de um cansaço que faz o encerramento fraco ser um alívio. Ainda assim consegui ver até o fim, então é um mérito. Os diálogos são fluidos apesar de tudo, a construção do caos é constante (por mais que enjoe esse ciclo de tentativas de controlar o pânico), tem alguns momentos interessantes em momentos diversos, mas senti que não foi o suficiente pra salvar o filme. Os atores mandam bem, mas os personagens são insuportáveis em sua maioria. Claro que foi proposital, e seria injusto menosprezar isso, visto que o filme meio que cumpre parte de sua proposta pelo menos, mas é de uma chatice e de uma perturbação que não são todos que aguentam.
Hermanoteu na Terra de Godah - O Filme (Hermanoteu na Terra de Godah - O Filme) (2022) - É isso. Depois de anos finalmente saiu o filme. Vi até na TV igual faziam os homens das cavernas kk Conseguem adaptar bem a peça do teatro pro cinema, embora tenha muitas novidades tb pra trazer ineditismo.. A versão cinematográfica de Hermanoteu conta com toda uma nova trama por cima que não era necessária, mas já que existe pelo menos não é ruim. Há novos arcos tb. Curti alguns acréscimos, outros nem tanto. Senti falta de certos momentos. Boa parte do que se viu na peça está aqui, alguns repaginados/atualizados, outros bem fiéis. Embora não seja uma produção religiosa (nem perto disso he), adentram tais temas. E nessa nova versão chegam a alterar certas passagens bíblicas em prol do protagonista mais do que na peça, mas não creio que gerará tanta polêmica, visto que a obra dos Melhores do Mundo não é tão sacana que nem do Porta dos Fundos (ainda bem!) e nem tão crítico igual Monty Phyton, tendo a pura intenção de divertir sem ofender. E conseguem. Mas prefiro rever a peça rs
Primavera Para Hitler (The Produvers) (1967) - Clássico da comédia. Um produtor pilantra tem casos com idosas pra arrecadar grana pra aplicar um golpe fazendo o pior espetáculo da Broadway: Um musical nazista. he Ainda é um filme divertido, mas é curioso como algumas piadas envelheceram mal. Um humor ácido tão duvidoso que agrada pelo seu jeito inusitado. O último ato, com a peça em andamento, é a melhor parte. Eu veria de boa uma versão completa dessa parte kk Esse filme gerou um musical teatral que gerou outro filme posteriormente.
A Gaiola das Loucas (La Cage aux Folles) (1978) - O humor aqui é mais uma pegada cômica do que tentar fazer rir, com um clima mais descontraído e sem pender pra lados mais pesados. A premissa de um casal gay fingindo ser hetero pra receber um casal conservador pode soar datado pra alguns, mas o filme não esconde seu lado.
Atividade Paranormal: Ente Próximo (Paranormal Activity: Next of Kin) (2021) - Um retorno e recomeço pra Atividade Paranormal, mas sem ligação com os anteriores. Até o formato soa diferente, pq dessa vez não temos câmeras de segurança e a trama não consiste em pessoas sendo assombradas lentamente, transformando o filme em mais um "câmera na mão" qualquer do que num capítulo da franquia. Mas não acho isso ruim não rs Gosto mais desse estilo que do anterior. / O que incomoda é que o filme as vezes força as coisas. A cena do quarto a mulher faz barulho pra caramba e ninguém ouve. A cena da neve tem uns ângulos que parece que o fantasma que tava gravando. Os caras ainda mandam umas pouquíssimas cenas em slow-mo totalmente desnecessárias a ponto de, mesmo durando segundos em sua totalidade, prejudica a experiência. / Mas ok. A trama é batida sim, porém entretém fácil. A construção dos eventos tá no nível aceitável. A tensão de algumas cenas, especialmente no último ato, é bem bacana. O filme é muito mais dinâmico que seus antecessores (o que não é difícil) e a história mais interessante (mesmo sendo um grande clichê). Não é o filme mais bem feito, os outros capítulos tiveram muito mais cuidado com o universo criado, mas como entretenimento se sai bem. Entre Próximo poderia ser facilmente um novo longa "dos criadores de Atividade Paranormal" do que realmente um "Atividade Paranormal". Mas eu curti e quero mais.
Hope (So-Won) (2013) - Pesado. O tema é pesado, as cenas são pesadas, até os momentos alegres que buscam uma luz em meio as trevas são pesados. Filme baseado num caso real e revoltante. Por um lado mostram a crueldade do ser humano e por outro a beleza daqueles que estão dispostos a ajudar ao próximo.
Em Silêncio (Dokani) (2011) - Dos fortes. Filme pesado, hein. Um professor de artes e uma ativista dos direitos humanos descobrem casos de abusos numa escola pra surdos e tentam denunciar os crimes. A corrupção dificulta o processo. As cenas de abuso são bem explícitas, beirando ao gráfico, numa forma de fazer o público sentir o que aquelas crianças passaram. A questão da injustiça e outros males tb são abordados, e tem uns momentos bem revoltantes. Quem se interessar, pesquisem sobre o caso. O impacto do filme foi tanto que mexeu até na lei sul-coreana. E sim, foi inspirado num caso real.
A Lenda do Cavaleiro Verde (The Green Knight) (2021) - Tava curioso pra ver esse filme. Ritmo lento, a impressão de que pouco acontece, mas gostei. É muito ame ou odeie, assim como qualquer obra no estilo. Tem muitas cenas simbólicas, mas o contexto é claro. Sir Gaiwan decapita o Cavaleiro Verde e um ano depois busca encerrar seu desafio. Nessa jornada ele é testado de diferentes formas. Daí entra a questão dos acontecimentos serem muito mais representações de seus desafios pessoais que algo mais literal. Não é tão óbvio quanto parece. Visualmente tá show. Só senti o final brusco demais.
Deus da Carnificina (Carnage) (2011) - Mais de uma hora de dois casais discutindo dentro de um apartamento sobre a briga de seus filhos. Acaba que isso é só um pontapé e pouco importa sua resolução, tendo como foco o caos que as conversas vão se tornando. No começo todo mundo com suas morais e éticas e aos poucos começam a se revelar. Nenhum filmão, mas ainda assim interessante e atual.
Arraste-me para o Inferno (Drag Me to Hell) (2009) - É um bom terror. Causa tensão pelas cenas de assombração. História bem dinâmica. Só deixa a desejar nos péssimos efeitos cgi, chegando a destoar do restante do filme, ainda mais que usam bons efeitos práticos. Aquele final me deixou incomodado.
Brinquedo Assassino (Child's Play) (2019) - Que Chucky medonho kk Curti essa repaginada. Não entendi as notas tão baixas. A franquia é duvidosa desde após os primeiros filmes, beirando ao ruim e se salvando pelo trash. Essa nova versão tem uma pegada bem atualizada, trocando o boneco comum por um mais robótico, e consegue ser melhor que metade das continuações. É como um terror mais juvenil, mais leve que seus antecessores, mas nem por isso ruim.
Sexta-Feira 13 (Friday the 13th) (2019) - Não é de todo ruim, dá pra dizer que é melhor que metade da franquia, mas ainda assim é meio chato. O último ato se sai melhor que o resto do filme. Roteiro padrão de slasher. Filme por vezes bem apelativo. É um "reboot", mas sem apagar tudo dos anteriores. Não chamo de remake tb pq é outra pegada bem diferente do primeiro, com mais acontecimentos e menos suspense. Mesmo tendo menos impacto, pelo menos não é apenas mais do mesmo. Há quem ache melhor que o original (rs).
Tsunami Zumbi (Zombie Tidal Wave) (2019) - Só mais um filme ruim da Syfy, com muitas incongruências e muitos absurdos. Supostamente era pra ser o "sucessor" de Sharknado, mas o filme do tsunami de zumbis sofre do mesmo que os primeiros filmes do tornado de tubarões: Não se sabe até que ponto é propositalmente zoado, pq tb se leva a sério demais em vários momentos, e nisso perde a graça do tosco.
Neruda (Neruda) (2016) - Belo achado. Um policial é contratado pelo governo chileno pra prender Neruda, um poeta vencedor de Nobel e também político do partido comunista. É um filme bem poético, um clima meio noir totalmente envolvente, sabendo também equilibrar cenas que vão do melancólico ao cômico. Tudo bem que o Neruda tinha suas polêmicas, mas o cara escrevia muito bem. Ele sabia como conquistar o povo, tanto que no filme o próprio policial se vê atraído por seu alvo. Tem na Netflix. / Obs.: Não sou comunista, mas não vejo isso como impedimento pra gostar da obra.
Hotel Transilvânia 4: Transformonstrão (Hotel Transylvania: Transformania) (2021) - Quarto capitulo de Hotel Transilvânia. É aquele tipo de animação infantil que vê, diverte por ser uma aventura legalzinha e tal e vida que segue, sem marcar muito. Ainda tem o humor bobo que tanto agrada na franquia, mas sem o mesmo peso dos anteriores. O terceiro já tinha mostrado desgaste e esse é ladeira abaixo perto dele. Mas não sejamos chatos, não tá ruim.
Todo Mundo em Pânico (Scary Movie) (2000) - Cheguei a achar ruim no passado, mas revendo (novamente) achei bem cômico. Estaria meu humor evoluindo ou involuindo? kk Claro que é um filme datado e funcionou pq saiu no tempo certo, mas tem umas sacadas muito boas.
Pânico (Scream) (2022) - Pânico mais uma vez pra nova geração. E mais uma vez acertaram. O quinto filme é bem diferente dos anteriores e brinca muito com tudo o que foi construído. É uma finalização e um recomeço. Temos uma nova geração e o retorno dos clássicos unidos pra enfrentar talvez o Ghostface mais sangrento da franquia (não por isso o maioral, nem de perto). O filme não se preocupa em ser o melhor ou o pior, e sim em entregar algo novo numa fórmula que já foi explorada vezes o suficiente. E conseguem muito bem. / A metalinguagem desse filme é tanta que só não tem quebra de quarta parede pelo fato do filme se levar a sério e ter noção do quão sério ele é a ponto de zoar a si mesmo enquanto de costume ironiza os clichês dos filmes de terror, só que enquadrando tb dentro desse aglomerado seus próprios filmes. Tá, parei. Mas é bem bacana a forma que brincam. Beira a desculpa, mas funciona. Senti mais naturalidade que em Matrix 4, que tb brinca muito consigo mesmo. / Os personagens antigos fazem seus papéis como sempre. Os novos todavia não parecem tão empolgantes a princípio, mas alguns se destacam no meio conforme acompanhamos seus rumos (a irmã da protagonista é a melhor). Há muita inspiração no primeiro filme, tanto que ele é citado diversas vezes, só que como A Facada pra não quebrar o universo criado. E isso acaba servindo como um contraponto pra sustentar a busca pelo ineditismo. / O trunfo mesmo vai pro terceiro ato. Mesmo com as boas reviravoltas ao longo da trama, o grand finale é um festival pros fãs, pro bem e pro mal. O quinto Pânico mandou bem e já quero mais. Droga, mais uma sequência de filme de terror hollywoodiano e ainda por cima um slasher. Pode mandar.
Encanto (Encanto) (2021) - Mais uma boa animação da Disney que eu não tava empolgado pra ver, vi mesmo assim e curti kk Fazer o que. É Disney. Bem agradável o conjunto. A trama soa curta, só que com tantos personagens as coisas vão se estendendo. Em geral eles são rasos e servem pra um único propósito, mas tal detalhe não incomoda pq são carismáticos. A maioria das músicas são boas, embora algumas soem meio deslocadas. Senti falta mesmo foi de algo a mais, pq o filme é muito simples. As reviravoltas mesmo não agradam tanto. Mas a sensação final é boa, sei lá. Talvez eu reconheça mais problemas nessa que nas últimas animações, mas mesmo assim me soou mais divertida de ver.
A Médium (Rang-Zong) (2021) - Um terror tailandês em formato de documentário onde documentaristas acompanham uma xamã e posteriormente sua sobrinha que tem agido de forma estranha. Tinha visto falarem bem, mas ao fim achei normal. Rende bons momentos, gera aquele clima de tensão, só que faltou algo a mais. / A proposta é boa, mas falha a partir do momento em que não consegue manter o estilo doc e muitas vezes parte pra um found footage. Por vezes chega até a beirar um formato padrão. / Pela temática pensei que rolaria algo tipo o interessante O Lamento, mas o filme entrega momentos bem ao estilo do que acontece nos filmes de câmera na mão mesmo. Algumas cenas lembram inclusive A Bruxa de Blair, Atividade Paranormal, REC, etc. / Vou defender o ato final clichezão pq entrega uma boa experiência, mesmo com seu encerramento fraco. As reviravoltas tb são boas, mas o roteiro não ajuda, parece não se importar tanto com o peso das revelações quanto poderia. Queria ter visto esse filmaço que alguns viram.
.......... 2022 .......... Séries
Blade Runner: Black Lotus (Blade Runner: Black Lotus) (1ª Temporada) (2021) - A expansão do universo Blade Runner. O anime se passa entre os dois filmes. Foi bom, mas com ressalvas. / A trama é boa. Mesmo com um clima mais agitado que os filmes ainda dá pra sentir a essência de Blade Runner ali. Tirando um elemento ou outro, como algum mistério apresentado que é logo resolvido ou até mesmo arco de personagem com potencial que não dá em nada, ao todo é coeso, funciona. / O cgi não é dos melhores pros dias atuais, mas dá pra acostumar. O problema é que as vezes parece que esqueceram de renderizar, ou a luz que influenciou, tipo estar vendo uma cutscene de gráfico de Play3 e do nada aparece de Play2 no meio. O cenário tem mais realismo que os personagens. Algumas cenas muito bonitas, outras nem tanto. / Inadmissível é, em plena década de 20 do século 21, um anime de poucos episódios lançado em streaming ter episódio filler repetindo o que já foi mostrado. Tem um episódio que simplesmente recapitula sem mais nem menos os acontecimentos até ali. Aproveito pra dizer que se tirassem a maior parte dos flashbacks não faria diferença nenhuma. Talvez o anime tivesse 10 episódios. E mais talvez ainda poderia ter sido um filme animado tão longo quando os principais em vez de um seriado. / Black Lotus tem um resultado positivo, mesmo com altos e baixos significantes. Espero ver mais da franquia futuramente. Sei que tem os curtas do segundo filme e atualmente tá saindo os quadrinhos, que se passa até antes disso.
Monstros - Dahmer: Um Canibal Americano (Monsters - The Jeffrey Dahmer Story) (1ª Temporada) (2022) - Uma série polêmica, mas bem feita. Ao longo dos episódios várias facetas são exploradas. A princípio tratam contar sobre como Dahmer fazia suas vítimas e exploram tb seu passado afim de construir e analisar sua personalidade e tentar encontrar e/ou justificar seus atos. Mas não se resume a isso. Temos um grande destaque para as vítimas e seus familiares. Tem até um episódio inteiro só contando a trama de um dos homens, e foi um episódio marcante. A série aborda outros lados tb, como a questão da saúde mental do assassino, a ineficiência da polícia, o racismo escancarado, entre outros pontos. / Há quem ache a série doentia, seja pela violência ou pela humanização do criminoso, mas é justamente esse o ponto. O cara era o que era e fez o que fez. É uma série mais completa até que muitos documentários sobre true crime, já que adentra várias questões e vários lados. Pesado sim, mas interessante. A ironia porém é falarem tanto das vítimas, mas na vida real nem sequer terem entrado em contato com elas pra falar sobre a produção.
A Casa do Dragão (House of the Dragon) (1ª Temporada) (2022) - Intrigas políticas e família dividida. O mundo vai pegar fogo. Primeira temporada de Casa do Dragão encerrada. Esse derivado da Guerra dos Tronos se mostrou promissor. Gostei bastante. É visível que foi um período pra desenvolver personagens e preparar terreno pra grande guerra que virá futuramente, tanto que metade da temporada é repleto de saltos temporais para abordar de forma cronológica desde o passado até o presente dos personagens. Não há tantos acontecimentos tão grandiosos assim, mas há uma estrutura muito boa de ocorridos envolvendo personagens muito interessantes que prendem a atenção tanto quanto a série antiga conseguia. Como consequência, a season finale soa como "apenas" mais um bom episódio, assim como o esperado episódio anterior soou. Mas são comparações. O alto nível se mantém. No fim tá bom pra caramba e é isso que importa. No aguardo da segunda temporada que promete ser ainda melhor.
O Rei da TV (O Rei da TV) (1ª Temporada) (2022) - "Quem quer dinheiro?" "Eeeeeu". Enfim uma série sobre Silvio Santos, o maior apresentador da televisão brasileira. Nessa primeira temporada a linha principal acompanha o período em que o comunicador perdeu a voz, intercalando assim com outra linha temporal, e a mais importante, sobre todo o começo dele, desde o camelô até o SBT. / Quanto a questão de caracterização, senti que muitas vezes alguns personagens, incluído o Silvio, soavam caricatos demais. Levei um tempinho pra desassociar as imagens dos representados e adentrar a proposta da série. Quanto aos personagens, há várias "participações especiais" de famosos (interpretados por atores) que fizeram parte da história, e isso foi bem legal. Faltaram alguns, claro. O Gugu em especial é um dos recorrentes, já que a série apresenta uma "rivalidade" entre os dois. / Alguns momentos famosos da história do SBT tb são citadas, algumas ganhando cenas próprias e outras ganhando momentos rápidos. O que achei questionável foram determinados momentos da série onde temos umas cenas do nada referenciando algo do SBT com o Silvio se imaginando em outro local, numa pegada meio sonho/alucinação. Destoa muito da maior parte. Agora as cenas dos programas merecem atenção. De começo eu tava meio receoso sentindo que faltava empolgação, mas aos poucos fui sendo envolvido tb. / A série não esconde que o apresentador tinha suas falhas e trata tanto sobre sua trajetória profissional quanto pessoal. Com certeza devem ter aliviado partes e alterado umas ou outras como todo produto de ficção baseado em fatos faz, mas a essência tá ali. No aguardo da segunda temporada.
Mulher-Hulk: Defensora de Heróis (She-Hulk: Attorney at Law) (2022) - Série divertida. Achei curto. Já estragaram o Hulk mesmo, então a Mulher-Hulk era a esperança. Por mais que a Marvel exagere demais pro lado cômico em suas produções (e aqui não foi exceção), a série era pra ser um tanto zoada mesmo, pq a personagem é cômica de natureza. E com a boa pegada de metalinguagem. Óbvio que eu queria ver algo mais "sério" (não tô falando de sombrio, não confundam), mas é o que tem por agora e mandaram bem. Souberam brincar com toda a questão de haters de internet e nerds chatos e e o caramba. Brincaram tb com a questão de quem é a personagem e do que é a série, vide as participações especiais. O último episódio fez sentido perante tudo isso. Uma grande zoeira que representa a Marvel dos tempos atuais e as diferenças de públicos que consomem seus produtos.
O Que Você Não Sabia Sobre O Humor Brasileiro (O Que Você Não Sabia Sobre O Humor Brasileiro) (2022) - Doc original Star+ de 6 episódios apresentado pelo Fábio Porchat. Em geral é um bom doc explorando o que é humor, o que o define e quais os seus limites. Cada episódio é focado num tema, mas com o tempo vai soando repetitivo. Fora isso só senti que faltou um tanto de ousadia pra algumas coisas. Faltou uma pluralidade maior de entrevistados. A galera ali parece muito o pessoal que se tivesse todo mundo junto iria rir e concordar de tudo kk Não existe um conflito de ideias, e num debate de lados creio ser essencial. Na parte do humor ácido principalmente, que preferem jogar no seguro. O próprio Porchat parece uma versão leve de si, embora ele mande bem apresentando. É um doc bem didático, exploram lados diferentes do humor, debatem os assuntos até certo ponto (limitados tb pela duração), citam exemplos com trechos diversos e há uma quantidade considerável de entrevistados. Descobri que existem as versões argentina e mexicana além dessa brasileira.
Sandman (The Sandman) (1ª Temporada) (2022) - Sandman, enfim, após décadas, virou série. Ainda bem que não foi filme. Tava curioso como iriam adaptar uma obra dessas, ainda mais que possui um formato complicado pra audiovisual. E deu certo. Segue meu comentário sobre a primeira temporada: / Assim como Morfeu ficou aprisionado por muito tempo até se libertar, o sonho de uma adaptação de Sandman ficou no limbo até conseguir seu despertar. A primeira temporada de Sandman, numa parceria Warner e Netflix, com supervisão do próprio Neil Gaiman, adapta os dois primeiros arcos dos quadrinhos. / A história é boa, os personagens são interessantes, é tudo tão bem encaixado, com arcos quase redondos e interligados que o roteiro merece seu mérito ao trabalhar com tanto de forma organizada. Há naturalidade até quando adaptam histórias fechadas, ocorridas em meio aos arcos das HQs. Em suma, tá bem fiel ao matéria base, salvo algumas mudanças esperadas e uma "atualização" em certos elementos, ocorridos seja por questão de direitos autorais, seja por querer se adequar ao mundo atual. Talvez haja mais liberdade criativa na segunda metade da temporada que na primeira. / O primeiro episódio é o mais morno dos dez. Assim como na HQ, temos um começo bruto, onde pouco somos apresentados e o universo ainda não tá desenvolvido. A trama de partida é justamente com a captura de Morfeu, sem mais nem menos. É o ponta-pé pra tudo. Após sua libertação é que as coisas começam a andar, e durante esse período é quando vamos aprendendo mais sobre quem é o protagonista e de leve como tudo funciona. Há um desenvolvimento contínuo com apresentações contínuas daqueles que compõem as narrativas, visto a vastidão de personagens e lugares. Toda a temporada é sobre mudanças no Sonhar e no próprio Mestre dos Sonhos. / Curioso pensar que Sandman em sua raíz já era um quadrinho bastante representativo e diversificado pra época, coisa que alguns parecem esquecer, como se lessem de olhos fechados (visto as discussões internet afora antes do lançamento da série); e hoje, vivendo talvez na era onde esses temas estão mais em alta que nunca, a série decide expandir mais ainda o conceito, pra alegria e tristeza de muitos. Muita gente vai acusar a Netflix de "forçar lacração" (o que acusariam de qualquer forma mesmo se não houvessem mudanças), por mais que o Gaiman esteja monitorando e aprovando tudo. Não vou discordar, há uma necessidade de se mostrar mais minorias mesmo, mas não quero concordar com o tom preconceituoso do qual usam o termo, até pq já disse que Sandman sempre abraçou a todos. Não é como se fosse um parâmetro de qualidade. É óbvio e com certeza que isso não "estraga" a série. / Com uma trama fluída, um universo interessantíssimo, histórias de sonhos e realidade, personagens envolventes e muito potencial pra muito mais, essa primeira temporada de Sandman agrada demais. Já quero a segunda. Quero ver mais Perpétuos, mais tramas humanas, mais das entidades divinas e mitológicas, mais sonhos. / [Nessa primeira temporada, destaco a cena entre Morfeu e Lúcifer no Inferno. Sensacional demais os diálogos.]
Resident Evil: A Série (Resident Evil: The Series) (1ª Temporada) (2022) - Faltou Resident Evil na série de Resident Evil. É ruim. O problema é que não parece RE, e sim um drama com uma trama que no fundo envolve zumbi. E estaria mais de boa se tivesse outro nome, mesmo com seus problemas. Seria mais bem aceito ou apenas visto como um genérico. / No começo dá pra ver tranquilo, inclusive tava até regular/bom, mesmo sendo bem batido, mas depois a vontade é de terminar logo, piorando a ponto de desanimar. É notável que algo tá errado quando o drama adolescente tá chamando mais a atenção que o drama de sobrevivência numa série de zumbi que pretende carregar o nome de uma franquia como RE. Eu pelo menos achei o arco do passado muito mais interessante que o do futuro. Senti que a trama as vezes dá uma estagnada, talvez pra acompanhar o formato de duas linhas temporais paralelas. E não funciona tão bem assim. A ideia era de que sabendo de algumas coisas do futuro, no passado seria visto como chegou até ali, mas não empolga não (rs). / Tem umas cenas que pelo amor. Como que não tem um segurança na Umbrella? Rapaz... E a cena da casa quando as duas garotas começam a descobrir alguns segredos? Um festival de ruindade. / [spoiler] O cara diz que elas podem estar sendo observadas e elas ficam olhando pra câmera. Daí no andar de baixo tem aquela outra câmera. O cara diz pra elas se abaixarem e elas vão até passar rastejando pq agachadas a câmera ainda pega... Mas depois elas voltam agachadas. E ainda tem aquela cena do pulo. Mas o pior mesmo é: Do lado de onde a câmera não tá pegando tem uma passagem secreta. Não deveria pegar aquele espaço todo? É câmera de segurança! kk [/spoiler] / Gostei de algumas cenas de ação e algumas cenas de drama, gostei do clima da série, gostei da trilha, mas de resto tem um desenvolvimento precário e um formato que não ajuda. Talvez não seja esse lixo todo que andam dizendo, mas que tem muitos problemas tem.
Ms. Marvel (Ms. Marvel) (2022) - Série boa. É leve, é divertido, é jovem. A Kamala é uma personagem interessante e a atriz tem carisma. A ideia de inserir uma nova cultura no UCM melhora a experiência e a diversidade de personagens. A troca desnecessária dos poderes originais é justificada no roteiro e funciona bem. Os vilões é que ficam devendo, sendo nada demais. Existem algumas facilitações de roteiro tb, até por ser uma produção mais adolescente. E a série as vezes tem uns momentos meio desconexos (bons, não ruins) que talvez funcionasse melhor se tivesse mais episódios. E mesmo assim o resultado foi muito bacana. O pessoal aceita cada troço da Marvel que fica complicado as reclamações contra esse. No aguardo dAs Marvels.
Star Wars: Obi-Wan Kenobi (Star Wars: Obi-Wan Kenobi) (2022) - E pensar que poderíamos ter tido um filme no cinema, mas preferiram fazer essa série. O resultado pode não ser grandioso, mas dá pra curtir. A maior parte beira entre o mediano e o bom. O apego a nostalgia tenta dar uma carga a mais, mas é visivel a qualidade. O grande trunfo são os dois últimos episódios. / Impossível não se empolgar com as cenas do Vader. O personagem tem tanto peso que é só aparecer que já conquista. O Obi-Wan tb tem seu espaço, grande espaço, até pq a série é dele rs A pequena Leia é uma surpresa, e a atriz manda bem, apesar do roteiro as vezes entregar uns momentos bem questionáveis. Ela destoa do clima, trazendo um ar mais cômico em meio a seriedade. "É pra ver quem pisca primeiro?" kk / Tem umas cenas que, caramba. A da floresta é enfadonha. A do Obi-Wan abrindo a cancela no deserto nem faz sentido rs Fiquei olhando aquilo e pensando "Pq não passou do lado?". Tem uns momentos assim. Mas por outro lado, falando de parte boa, não posso deixar de citar as cenas noturnas bonitas que as últimas produções SW andam entregando. E aqui temos tb. O neon dos sabres em ambientes escuros é uma delicia pros olhos. As cenas com stormtroopers nas bases tb chamam a atenção. Obi-Wan ganha uma série aceitável, mas que tinha potencial pra algo muito melhor.
Turma da Mônica: A Série (Turma da Mônica: A Série) (2022) - A esperada série da Turma da Mônica é como um terceiro filme disfarçado. Com poucos episódios (e curtos), a trama toda gira em torno do ocorrido na festa da nova personagem desse universo adaptado, Carminha Frufru, e em como a turminha se envolve nisso. Além da Frufru, a Denise ganha bastante destaque tb. Mas a Turma tá lá, sendo seus personagens os que acompanham e influenciam a trajetória de tudo isso. Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Milena... / Numa versão ideal, isso seria tipo um último arco de uma primeira temporada de uma série. Se contar todo o trabalho até aqui, meio que é isso mesmo. Pro peso funcionar, tem que ter visto os dois filmes anteriores, pois são neles que estão todo o desenvolvimento dos principais e a introdução da maioria dos que aparecem aqui. Ter noção dos personagens diretamente dos quadrinhos é um adicional tb, como ocorrido no segundo longa. / Mais da metade da temporada é num estilo de depoimentos, com a narrativa um tanto travada indo e voltando, até finalmente prosseguir nos episódios finais. Há quem curta, eu curti, mas é entendível quem se incomode. Não parece uma escolha certeira pra um começo de série, se é que terá mais temporadas (ganchos não faltaram, que delícia), mas tb tá tão bem feito e é tão gostoso de ver que agrada. Pra conquistar qualquer fã da turminha. / Sinceramente, quero muito mais. Saiu a notícia de que estariam mudando o elenco pros próximos projetos, mas eu quero ver mais desse mesmo elenco antes de alterarem. Ou que façam linhas "alternativas". Os atores mandam bem demais nos personagens, e com o roteiro e a direção eles transmitem muito bem suas versões dos quadrinhos. Tá todo mundo crescendo, mas dá pra aproveitar ainda.
Queendom 2 (Queendom 2) (2022) - Nem parece que faz apenas três anos desde o primeiro Queendom. De lá pra cá muita coisa mudou. O mundo mudou, né. E nesse meio tempo tivemos duas versões masculinas, que eu acabei não me empolgando em acompanhar não pq é homem (rs), mas pq os grupos que eu curtia eram minoria em ambos. Mas vi as performances e curti. Eis que esse ano a versão feminina retorna pra Queendom 2. / Continua um bom programa. Como chamei o primeiro, "o programa que o kpop precisava". Um alívio em meio a tantos realities de sobrevivência. Aqui é uma competição entre profissionais que obriga os participantes a manterem uma relação de equipe e amizade entre si ao mesmo tempo em que competem uns contra os outros. A base continua a mesma, com o processo criativo e as apresentações. As apresentações foram boas. Em sua maioria bem boas até, tendo apenas uma ou outra mais "normal". / Não senti o mesmo impacto do anterior, mas ao mesmo tempo achei bem agradável de ver. E dessa vez concordei mais com o grupo vencedor que do outro. E nem é questão de ter preferido ou não, e sim de avaliar o desempenho única e exclusivamente dentro do programa (inclusive meu preferido não venceu). Achei a pontuação final bem injusta, quase que desconsiderando o que veio antes. E eu não tenho mais paciência pra esses programas. Enrolam demais. O primeiro e o último episódio metade deles podem ser facilmente descartados. É um formato ultrapassado que só funciona na TV pq é tradição, mas não combina com a atualidade. Mas enfim. / Gostei do que vi, ainda me diverti, fiquei empolgado, teve ótimos momentos e quero mais Queendom. Queria um Road to Queendom tb. E quem sabe até um misturando boygroups e girlgroups. Seria interessante. E gostaria tb de mais participantes, de preferência mais de um solista, pq um só continua soando deslocado. Imagina um só de solista tb kk Parei.
Stranger Things (Stranger Things) (4ª Temporada) (2022) - O final pesou. Season finale boa. Temporada boa. Série boa. É isso. Mesmo que não tivesse necessidade dos episódios durarem um filme cada (e o último um longo filme) [por mais que a trama tivesse dividida em vários arcos com vários personagens], e mesmo tendo sim momentos altos e baixos, ao fim é tudo tão bom, tudo tão empolgante, tudo tão envolvente, com personagens bem estruturados e uma narrativa viciante, que dá prazer acompanhar os episódios. Foi real (e literalmente) uma grande temporada. Agora é aguardar a última. E que não demorem pra isso. Parafraseando o meme lá do começo da série, agora sim o bagulho vai ficar sinistro.
Invencível (Invincible) (1ª Temporada) (2021) - Muito bom esse desenho. Eu tava com um pé atrás achando que era só hype pela violência, mas a qualidade é boa. Isso tirando o primeiro episódio morno que só serve de introdução com um roteiro tentando enganar o público pra todos ficarem chocados no fim (tipo o começo de Madoka Magica haha). Mas ok. O importante é que depois só melhora. E os episódios finais são melhores ainda. Várias coisas acontecem. Vários personagens bons. E é óbvio que a violência é o que chama a atenção, heróis e vilões caindo na porrada, matança geral, etc, mas tudo isso tem peso graças a construção desse universo e seus personagens. Gostei mesmo. Quero ler a HQ. No aguardo da próxima temporada.
What If...? (What If...?) (1ª Temporada) (2021) - A qualidade da série de "O Que Aconteceria Se...?" é tão variável quanto nos quadrinhos. A diferença aqui, além das obviedades, é que a animação se limita ao UCM como regra e por isso pouco aproveita seu potencial. Faz muito sentido, levando em conta a venda do produto. Soa mais como um teste. Ainda assim é uma série que entretém bem. As histórias vão do interessante ao tosco, e eu curtia maioria dos episódios. O do Doutor Estranho é o melhor. O dos zumbis deixaram a desejar. O do Thor prefiro não comentar rs Gostei do que fizeram no final, embora tenha pouca lógica (e quem liga pra isso, né?). Espero que explorem mais multiversos relevantes numa próxima temporada.
3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central (3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central) (2022) - Ótimo doc sobre o "maior assalto do Brasil". O famoso caso do Banco Central rende conteúdo até hoje. É bem interessante acompanhar durante os três episódios toda a investigação e como a polícia conseguiu identificar cada um. E isso é apenas parte de um verdadeiro iceberg. Se um punhado de criminosos estavam envolvidos diretamente ao furto, muito mais se envolveram nos crimes relacionados a partir dali. E é algo realmente grandioso. / Tem umas coisas bem notáveis: Os envolvidos no crime planejaram minuciosamente o assalto, mas no pós deixaram a desejar. A suspeita de que aconteceria um assalto foi ignorada e não se foi feito nada até ocorrer. A Polícia Federal se gaba pelos méritos de sucesso perante o caso, com razão até, mas a cena do velho falando do bandido chegou a ser cômico. E destaco algo que o doc mostrou e reafirmou, mas que não explorou, talvez por razões justificáveis não ditas: Não foram apenas civis normais envolvidos no esquema, vide a questão da corrupção. / É possível reparar nos jornais da época noticiando o caso como algo nível de cinema. E realmente, daria uma adaptação do caramba. Existe um filme na verdade, mas não chega nem perto da profundidade vista no doc. Uma série seria interessante, nem que fosse apenas inspirada. Até pq o doc resume bem essa jornada duradoura.
Chucky (Chucky) (1ª Temporada) (2021) - Boa surpresa essa série do Chucky. Ignoram o reboot, criam uma nova trama e retomam o que a franquia de filmes deixou em aberto. No começo eu fiquei questionável a toda a premissa, do Brinquedo Assassino "protegendo" um garoto vítima de bullying, mas a história conforme vai avançando vai ficando cada vez melhor. Poxa, é um boneco que tem o prazer de matar kk Tem coisas forçadas, situações duvidosas, mas a série é boa de ver mesmo com seus problemas. A segunda metade da temporada traz surpresas. Quero uma próxima.
LOL: Se Rir, Já Era! (LOL: Se Rir, Já Era!) (1ª Temporada) (2021) - Tem seus momentos, começa até bem e se mantém até onde dá, mas com o tempo vai se tornando muito cansativo, tanto pro público quando pros participantes (pelo visto menos pros apresentadores forçando que tá bom demais rs). A proposta de "tente não rir" acaba sendo como uma "faca de dois gumes", pq mesmo com as tentativas de se fazer humor, a preocupação de não rir é maior, e as vezes ambiente é tudo, como se fosse um "timing" da piada. Chegou um momento que eu tava mais interessado na sala dos eliminados que na sala principal. E falando em humor, há diferentes tipos aqui, o que é legal de ver e carrega consigo novas experiências, sendo engraçadas ou não. Rende muitos momentos variados, do estilo clássico ao nonsense. Por outro lado, nem tudo funciona e acaba tendo mais um peso interno pros participantes que externo pro público. E isso vai muito do eu pessoal do público tb e os gostos pessoais. Tem coisa que tava todo mundo querendo rir e eu sem uma vontade sequer, sem querer desmerecer ninguém. Outras eu tava gargalhando. Enfim. Vale a curiosidade, apesar de tudo. A ideia não é apenas humor, tem todo um jogo nisso, um desafio, um objetivo. Depois de ver que soube que esse programa tem versões em vários países.
.......... 2021 .......... Filmes
Não Olhe para Cima (Don’t Look Up) (2021) - Um filme que simula a questão negacionista que vivemos através de uma comédia dramática sobre o fim do mundo. Bacana, mas tb cansativo. Vi gente comparando com Borat 2 dizendo que Borat fez uma crítica melhor, e realmente fez (he). Tb vi compararem com Procurando um Amigo Para o Fim do Mundo devido a premissa fora da parte política, e tem suas similaridades, mas são completamente diferentes. Eu compararia com Idiocracia, só que mais científico e menos cômico.
Matrix Resurrections (The Matrix Resurrections) (2021) - Metade do filme e eu já tava pensando "decepção do ano". Talvez seja mesmo. O pior Matrix. Mas é ruim? Não. A premissa é muito boa. Toda a metalinguagem do filme é atraente. Mas então passado o começo, o filme parece que sempre fica quase na mesma. Não há uma evolução visível, e sim momentos passageiros de nostalgia repletos de inúmeros flashbacks dos filmes antigos quase como um episódio de anime. As cenas de ação então pouco empolgam. A única que gostei mesmo foi do clímax. A maior parte soa travada. Não engaja. E é isso. Matrix voltou bem morno pra um filme que poderia ser grandioso, mas soa apenas um caça-níquel que se defende criticando a si mesmo como se fosse uma desculpa.
Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (Spider-Man: No Way Home) (2021) - Que filme! Filmaço. Finalmente deram jeito no Aranha do Tom Holland. Facilmente o melhor da trilogia. E os vilões tão sensacionais tb, principalmente o Duende Verde e o Octopus. E tudo o que o filme entrega, a história, as referências realmente boas, os personagens, as cenas de luta, tudo muito bom. Óbvio que o peso vem por tudo o que construíram até aqui. Fiquei que nem um bobo sorrindo direto kk "Sou fã, quero service". Depois de dois longas no máximo divertidos, agora sim deu aquela empolgação de ver mais. Tem duas cenas pós-créditos. No aguardo do próximo filme da Marvel. O UCM ainda tem muito a entregar.
America: The Motion Picture (America: The Motion Picture) (2021) - Um conjunto de aleatoriedade numa versão distorcida da fundação dos EUA. Já começa com os pais fundadores morrendo. E George Washington tem motosserras. "America" tem seus momentos inusitados, criativos e divertidos, mas tb soa por vezes cansativo. Necessário ter certa base de história do país, pq tem muitas referências. Há muitas críticas sociais sobre a cultura americana. O filme zoa com as coisas do início ao fim. O encerramento é a cereja do bolo.
Jason X (Jason X) (2020) - Jason no espaço. E pensar que eu tinha dito que nos últimos filmes mesmo viajando ainda se seguravam kk Se esse filme tivesse passando na TV e eu não tivesse nada pra fazer, talvez até visse. Ele tem toda aquela pegada da época em que foi feito, aquela sensação datada e meio zoada de clima futurista, e se levar isso em conta dá pra curtir ao seu modo (vulgo "tão ruim que fica bom"), mas ainda é meio chatinho. O mais fraco da franquia até aqui, e olha que eu não tinha achado nenhum ruim ruim mesmo.
Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City (Resident Evil: Welcome to Raccoon City) (2021) - O reboot de Resident Evil no cinema é mais RE que os filmes da saga anterior, mas ser melhor ou pior vai depender muito da pessoa. Vi muitos detonando o filme, e realmente tem problemas, mas pra ser ruim mesmo tem que piorar demais. Baseado nos dois primeiros jogos, Bem-Vindo a Raccoon City não é tão simples quanto o primeiro RE foi, mas ao mesmo tempo soa como um filme simples. Tem um estilo de filme que sairia décadas atrás. / A ambientação tá ótima, e o filme consegue prender a atenção e render vários bons momentos. O cgi é duvidoso, mas os efeitos mais práticos são bons. Os personagens são um tanto rasos e algumas cenas destoam do clima e da essência que talvez muitos esperem (principalmente por ser um filme se baseando, resumindo e comprimindo dois jogos). São duas linhas de narrativa que se entrelaçam. / O primeiro ato tenta criar um mistério e se segura, mas não demora tanto pra tudo vir a tona. O segundo ato é a melhor parte e rende bons momentos de tensão, principalmente na mansão. O terceiro ato é a parte mais fraca, mas não por isso ruim. Agora o clímax é tosco demais mesmo, levando a um encerramento brusco. Ainda assim, o resultado do filme ao todo é positivo e deve agradar uma parcela do público. Tem cena pós-créditos. Quero continuação.
Uma Noite Alucinante 3 (Army of Darkness) (1992) - Chega a ser surreal comparar esse final de trilogia com o primeiro longa de tão viajado que se tornou. É tipo comparar o primeiro Velozes e Furiosos com os atuais, ou o primeiro Godzilla com suas continuações da primeira era japonesa. Pq em Evil Dead não basta ser terrir, agora é uma aventura medieval tb. O terceiro longa pode até ser inferior aos anteriores, e ser o mais diferente tb, mas diverte muito. As caveiras são as melhores. Queria mais.
Uma Noite Alucinante 2 (Evil Dead II) (1987) - É como uma longa cena de "ação" bem trash de puro terrir. A continuação exagera no tom e reescreve o primeiro filme, reciclando seu molde pra contar algo mais viajado ainda.
Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio (The Evil Dead) (1981) - Só tinha visto o remake e decidi conferir o original. Trash dos bons. Tem quase tudo o que o gênero pede. Dá pra notar o baixo orçamento kk Tem personagem fazendo burrice, tem atuação duvidosa, tem sangue exagerado, o tipo de filme que deu certo por sair na época certa. O filme se leva a sério, mas aquele último ato é trasheira pura. O que mais gostei foram os movimentos da câmera. Aumentou mais a tensão a câmera avançando nos personagens, como se o público acompanhasse em primeira pessoa o coisa ruim.
Ghostbusters: Mais Além (Ghostbusters: Afterlife) (2021) - Uma nova tentativa de Caças-Fantasmas pra nova geração. Ignoram a versão feminina e resgatam o passado com ligações diretas. É bacana. Nenhum filmão, mas diverte. Existe certo fator nostalgia, só que o filme faz questão de mostrar que os tempos são outros. Agradável, embora tenha ficado uma sensação de que poderiam ir "mais além" (he). Dessa vez é um elenco infantil, então o filme parte mais pra uma aventura de amizade "Sessão da Tarde", por assim dizer. Bem que podia rolar um crossover da franquia.
Carlinhos & Carlão (Carlinhos & Carlão) (2019) - Divertido. O filme consegue passar a mensagem proposta. Geralmente personagens gays são retratados como alívio cômico e estereotipado, e aqui mesmo tendo isso, não se resume a isso, por isso funciona bem e combina com a mensagem. A trama tem toda uma motivação, um objetivo.
Deus Não Está Morto: O Próximo Capítulo (God's Not Dead: We the People) (2021) - A problemática franquia Deus Não Está Morto chega ao seu quarto capítulo e mais uma vez me trazendo sensações mistas. Depois da evolução nas continuações, regrediram. Ok, em termos técnicos e etc que não sou especialista, tá bem decente, mas em roteiro... Deus me proteja kk / O debate tenta ser sobre a educação domiciliar. É um filme bem voltado pros Estados Unidos, algo que toda hora é reforçado com dezenas de cenas patrióticas sobre como a constituição americana preza pela liberdade e quantos morreram por isso. Nisso temos o conflito, originado por causa de uma aula de teologia cristã. Ou quase isso. A verdade é que o debate mesmo sobre educação domiciliar soa vago. Há algo maior ocorrendo ali, e faz todo sentido dentro da trama, mas ao mesmo tempo enfraquece a proposta pra dar lugar a outra. / Existem sim muitos pontos interessantes sobre toda a questão da educação, de como funcionam as escolas, do que as crianças aprendem e do que precisam aprender, como é o ambiente, etc, mas a sensação é de que desviam o foco sempre quando podem ir além. Nada é realmente aprofundado justamente pelo conflito religioso. Pra piorar, em algumas motivações fiquei incomodado, vide os pais abismados que tinha uma escola ensinando sobre contraceptivos na segunda série, assim como uma conversa onde o cara meio que diz que a escola é uma ferramenta de manipulação governamental, e em outro momento criticam até o fato das escolas nas aulas de história não citarem momentos em que personagens históricos falaram de Deus. De qualquer forma, tudo é muito raso. Diferente dos filmes anteriores, nesse senti que não sabiam bem o rumo a tomar. Talvez tentar forçar mais ainda uma suposta perseguição religiosa num país como os EUA? rs / De bônus, o filme possui subtramas na maioria desnecessárias. Destaque positivo pro arco da mãe viúva com o filho, demonstrando o lado mais racional ali, mas tb pouco explorada pelo roteiro. De resto, descartável. Ainda trouxeram o arco da filha rejeitada pelo pai só por ser cristã pra fazer uma trama bem duvidosa. E que fissura é essa por carro, hein? Tem mais um arco de carro aqui, mas pelo menos é tranquilo e bem bobinho, diferente do primeiro que era horroroso. / Afinal, o que é liberdade e até onde ela vai? O filme até possui uma boa intenção em defender a tal liberdade, mas sabemos que na vida real as coisas não são assim e que muitos a usam de forma errônea, e nisso o filme mal toca no assunto (só mesmo na cena da Terra plana, que o longa felizmente faz questão de reforçar que quem pensa assim é burro). O quarto Deus Não Está Morto desperdiça seu potencial assim como o primeiro fez. O segundo pelo menos era mais coeso em sua proposta e o terceiro soube equilibrar as coisas. Que não tenha mais filmes. he
Tempo (Old) (2021) - Mais um filme do Shyamalan pra dividir opiniões a nível de ame ou odeie. E eu gostei, experiência boa. Baseado na hq Castelo de Areia, acompanhamos pessoas presas numa praia envelhecendo rápido. O roteiro tem seus furos pq a trama mesmo não segue ao literal sua lógica, mas o público tem que comprar a ideia e aceitar pra aproveitar melhor. Enquanto a hq soa mais experimental, pra apreciar os momentos mesmo, o filme soa mais dinâmico, começando de boa e de repente se tornando um grande caos contínuo. E por um lado isso é ótimo.
Eternos (Eternals) (2021) - O filme mais diferente da Marvel, com ritmo mais lento, mais sério, menos ação, menos piadas (tem muitas na verdade, mas soa mais equilibrado). Ele se alterna entre cenas no presente e no passado pra explicar a longa trama. Foi interessante, um tanto satisfatório, bom clima, bons personagens, boas reviravoltas, cenas pra apreciar o visual, mas...... Não precisava de mais de duas horas e meia de filme não, ficou meio cansativo em alguns momentos, principalmente quando ameaçavam que ia rolar algo mais agitado e seguiam mais longos minutos de diálogos. Duas horas tava de boa. Espero que depois dos Sentinelas a Marvel explore outros seres cósmicos tb.
Poltergeist: O Fenômeno (Poltergeist) (1982) - É um clássico do terror na média, mas nenhum filmão ou algo do tipo, e nem sei se precisava de quase duas horas. Vale mais pelo começo dos acontecimentos e por todo o último ato. Há quem diga que antigamente dava mais medo, já hoje soa um tanto cômico. / Mas vale uma curiosidade macabra: Os cadáveres mostrados no filme são reais.
Injustiça: Deuses Entre Nós (Injustice: Gods Among Us) (2021) - O Superman ditador de Injustice. Uma leve adaptação e um desperdício de potencial numa boa e dinâmica animação. Bastante focado no Ano Um, o longa é relativamente fiel a HQ do jogo, apesar de suas várias mudanças. Pelo menos por tempo considerável. Mas tudo é corrido e resumido aqui, descartando muito material e tapando buracos criando outros, enquanto tenta contar uma extensa narrativa em pouco mais de uma hora. / O filme tá sendo bem criticado, e concordo com muitos pontos, mas o resultado em si não tá ruim não, tá bem legal de assistir, mesmo com seus problemas. Faltou peso, tudo soa exagerado e forçado, vários personagens esquecidos no churrasco, mas existe um charme nisso tudo, talvez pela premissa e seus acontecimentos. Problemático, mas empolgante. Há muitas cenas boas, tanto na ação quanto no diálogo. O final que poderia ter sido melhor, aquilo foi tão morno e deixou tanta coisa vaga que mesmo tendo um fim, deixa a vontade de uma continuação. E podem, né. Se seguissem bem as HQs, renderia fácil uns seis longas pelo menos, o que duvido que fariam. Uma série seria melhor.
Sexta-Feira 13 (Friday the 13th) (1980) - Tava com um pé atrás, mas é um clássico bom. Bem aquele clima de suspense da época. Claro que tem vários clichês e momentos datados mas foi um dos filmes que influenciou todo o gênero do terror, então é justificável. Descobri que foi inspirado no sucesso de Halloween, que saiu logo antes, o que explica a impressão que tive, já que alguns momentos me lembrava do "concorrente". A diferença é que Sexta-Feira 13 é bem melhor.
Domínio: Prequela do Exorcista (Dominion: Prequel to the Exorcist) (2005) - Esse que deveria ter sido a prequela original foi tão mal recebida quanto a versão refeita que lançaram primeiro. Não é por menos. Pra mim tá no mesmo nível. É como ver a mesma história só que por filmes diferentes, trazendo pontos em comum, mas mudando bruscamente outros. Alguns elementos aqui achei até melhor que no outro, mas o filme consegue sofrer mais de desenvolvimento que seu substituto inicial. Novamente, pra quase duas horas, chega a cansar. E o climax é tão fraco quanto.
O Exorcista: O Início (Exorcist: The Beginning) (2004) - É só um terror padrão fraco, mas com alguns elementos diferenciados. Tem suas boas ideias, vide a questão da guerra e a religião do povo do local onde a trama se passa, mas pra quase duas horas de filme pouco se desenvolve e pouco tem de interessante. O clímax é fraco. Funcionar como prelúdio do clássico é só detalhe.
Annette (Annette) (2021) - Na Wikipedia diz ser um "drama psicológico musical" e chegou a ser chamado de "ópera rock magnificamente ridícula". Só posso concordar kk Musical bem diferenciado, seguindo muito o estilo de um filme teatral, mas tb com momentos no padrão cinematográfico. É sério, só que tb tem seus momentos mais bizarros e "cômicos". Apesar de musical, no começo há uma longa cena de stand-up (pois é). E aquele fantoche, hein? he Experiência interessante. Um conturbado romance entre um comediante e uma soprano. Ganhou como melhor direção no Cannes, mas as críticas ao filme pelo que vi são medianas. Tem cena durante os créditos finais. Não sabia que o Adam Driver cantava.
Jackass 2: O Filme (Jackass Number Two) (2006) - Bem mais insano que o primeiro. Essa continuação é bem mais bizarra, bem mais grotesca, bem mais louca. Mas pra mim foi bem mais sem graça e bem mais desconfortante. Por muitos momentos tive vontade de largar de vez. Até ri de algumas coisas e achei "interessante" alguns desafios, mas em geral não é pra mim. É um humor duvidoso pra caramba, de extremo mal gosto. Há quem curta. E pela nota o pessoal gostou mais desse que do outro. Comigo foi o contrário.
Jackass, Cara-de-Pau: O Filme (Jackass: The Movie) (2002) - Eu já sabia que Jackass era de um conteúdo extremamente duvidoso, com aquele tipo de humor bem específico, onde um monte de cara faz coisas bizarras ou nojentas, mas queria ver eu mesmo o que era que tanto marcou a época e recebi tudo o que esperava de pior. Um belo cocô com granulado e confete kk Devo ter rido umas três~cinco vezes só, pq a maioria dos quadros é ou sem graça ou só sem noção mesmo. É isso. Gente fazendo idiotice. Nada demais. Só humor besta e datado que nem filme besteirol mesmo. Há quem goste e ok.
Caído do Céu (Como Caído Del Cielo) (2019) - Uma boa comédia romântica mexicana. Usam como base um famoso cantor do país pra contar uma história onde ele, considerado "mulherengo e machista", reencarna no corpo de um cara do mesmo jeito e tem que fazer de tudo pra consertar as coisas pra poder ir pro céu. Basicamente o cara acorda numa espiral de traições e tentações e tem que se arrepender de tudo, e é esse o desafio. Acaba sendo um filme bem pegado no cômico, mas tb levemente dramático e com uma pitada de musical. Muito bacana.
Venom: Tempo de Carnificina (Venom: Let There Be Carnage) (2021) - Tão fraco que faz o primeiro parecer realmente bom rs Esse segundo tenta ser mais exagerado em tudo e se esquece do resto. Se antes já havia pouca história, nesse tem menos ainda. É um festival de piadas e ataques, e não estaria ruim se tivesse algum atrativo melhor. Apesar de ter algumas boas cenas, principalmente as batalhas, em geral não empolga tanto não. Algumas cenas do Venom são tão barulhentas que irrita mais do que diverte. Seu humor estilo Deadpool ora funciona, ora força demais. A origem do Carnificina é tão raso que não existe nem peso no motivo dele odiar o Venom. A cena pós-crédito é melhor que o filme todo.
Matrix Revolutions (The Matrix Revolutions) (2003) - Toda a trilogia de Matrix é boa, por mais que a cada filme tenha uma queda. Esse terceiro é o mais fraco, mas não por isso ruim. Revendo senti que percebi melhor seus problemas. Ele demora bastante pra empolgar. É como um filme feito só pra encerrar tudo mesmo sem muito mais o que contar, com metade de sua duração entregando "apenas" boas e longas batalhas finais.
Matrix Reloaded (The Matrix Reloaded) (2003) - Considero essa continuação muito boa. Demora um pouco pra engajar, mas depois é só melhora. Pode não ter o peso do anterior, mas ainda há seu lado mais reflexivo e ainda entregam empolgantes cenas de ação.
Matrix (The Matrix) (1999) - Faz poucos anos que vi Matrix pela primeira vez. Rever foi uma boa experiência. Gostei mais ainda do que antes. A trama é muito boa, há várias indagações interessantes sobre a realidade, os efeitos são bem estilosos e o clima lembra demais a época em que o filme foi feito.
Diana: O Musical (Diana) (2021) - Parece que a história da Lady Diana tá voltando com tudo esses tempos. Tivemos até esse musical (que?). Achei bem morno. Algumas músicas boas, outras cansativas de genéricas. Os atores mandam bem, mas o roteiro é corrido e caricato. Ora, é um resumão da vida da ex-princesa em duas horas, mas faltou mais naturalidade. Faltou principalmente peso, tanto que tem detalhes importantes omitidos que só depois são citados e deixam por assim mesmo, sem impacto. O trágico drama alegre e cômico pode agradar sim como um entretenimento passageiro, e ainda chama a atenção pelos truques de palco e o variado figurino de Diana, só que o resultado deixa a desejar. Parece que nessas primeiras impressões (a versão da Netflix) o musical tá sendo massacrado pela crítica, mas o público tá meio dividido.
Ataque dos Mortos-Vivos (Night of the Animated Dead) (2021) - Um remake animado desnecessário que parece servir apenas pra atrair a nova geração pro clássico (tipo o que foi aquela versão 3D do primeiro longa de Pokémon ou aquele crossover de Tom & Jerry com A Fantástica Fábrica de Chocolate). O estilo da animação pelo trailer parecia horroroso, mas vendo o longa dá pra se acostumar. O filme é uma cópia fiel do original, só que em desenho, resumido, menos empolgante e mais travado. Mais do mesmo. As cenas com mais ação sofrem com falta de emoção e movimentação. Não vou dizer que a animação é de todo ruim pq vi até o fim de boa, mas é bem dispensável. Prefira rever o filme dos anos 60 e o remake dos anos 90.
Diretamente de Lugar Nenhum: Scooby-Doo! Encontra Coragem, O Cão Covarde (Straight Outta Nowhere: Scooby-Doo! Meets Courage the Cowardly Dog) (2021) - Colocar a Mistérios S.A. em Lugar Nenhum foi uma ótima sacada. Já fazia um tempo que falavam de um crossover entre Scooby-Doo e Coragem e olha ele aqui. Conseguem juntar bem as duas franquias e buscar um meio termo. Os personagens estão divertidos e mantém suas essências. A história é bem básica, talvez tenha faltado um mistério mais interessante, mas o conjunto tá bem bacana. Mantiveram as bizarrices do Coragem e isso já vale demais. Fiquei pensando se tivessem feito isso antes, seria até melhor, visto que os padrões de desenhos mudaram e alguns dubladores já não estão mais conosco. Há muitas referências ao universo do Coragem a ponto de deixar o Scooby e sua turma deslocados kk
Maligno (Malignant) (2021) - Boa surpresa do James Wan. Pelo trailer parecia um terror genérico e o começo reforça isso com seus clichês do gênero, mas aos poucos o roteiro vai viajando cada vez. Gostei. Merecia uma nota maior. As vezes tem uma pegada trash e isso combina demais. O plot twist é muito doido kk Por vários momentos o filme revela suas surpresas depois de entregar pistas pq o melhor mesmo ainda está por vir. Só acreditava vendo. Vi. Não acreditei. XD
A Menina que Matou os Pais (A Menina que Matou os Pais) (2021) / O Menino que Matou Meus Pais (O Menino que Matou Meus Pais) (2021) - O Caso Richthofen enfim ganha sua adaptação cinematográfica. O resultado porém acaba ficando na média. Os dois filmes, cada um contado por um ponto de vista (da Suzane Von Richthofen e do Daniel Cravinhos), se foca em contar a relação dos envolvidos e suas motivações para o crime. Nada além disso. É como ver uma dramatização dos depoimentos. Não há investigações, não há julgamentos adicionais, nada. No máximo uns jornais durante os créditos de abertura e uma frase de sentença antes dos créditos finais. Se preocuparam tanto em ser fiéis aos depoimentos, inclusive, pelo que pesquisei, mantendo diálogos sem uma alteração sequer e até repetindo jeitos, que as produções se tornam como parte de algo incompleto. Pra um conjunto de longas que contou com a participação da criminóloga Ilana Casoy e do escritor Raphael Montes, era de se esperar um roteiro mais completo. Mas enfim, a proposta era apenas contar as duas versões mesmo e o público se questionar e decidir a verdade. A sensação é de que deveria haver um terceiro longa mostrando os demais lados. Quando se lê sobre o caso, é visível o quanto de detalhes deixaram de fora. Há livros sobre isso, mas a página na Wikipedia sobre o ocorrido possui muitas informações tb, com direito a fontes. / A atriz que fez a Suzane mandou bem pra caramba, de longe a melhor atuação dos longas. Só as cenas dela no tribunal é que soaram artificiais, como um cosplay bem caricato da acusada. Os demais tb mandam bem. Quanto ao peso do filme, espero que pelo menos abra portas pro gênero "true crime" (crime real) no Brasil, assim como está ocorrendo nos documentários. E é de rir pra não chorar que desde o marketing até no próprio filme tenham que esclarecer que obras do tipo não são feitas pra vangloriar criminosos. / Apesar dos resultados dividirem opiniões, a justificativa de duas versões é válida e um filme complementa o outro muito bem. São poucas as cenas iguais, visto que na maioria as cenas semelhantes mudam o ângulo do ocorrido, alguns detalhes de objetos e os diálogos do momento, isso fora cenas que mudam até os envolvidos na ocasião. Há tb cenas que se interligam por acontecer antes ou depois de outra cena da versão oposta. É uma boa experiência como entretenimento, mas se quiser saber melhor o caso tem que pesquisar.
M8 – Quando a Morte Socorre a Vida (M8 – Quando a Morte Socorre a Vida) (2019) - Filme brasileiro deveras recente sobre preconceito, morte e descaso. Me recomendaram dia desses e decidi conferir por estar na Netflix. A narrativa por vezes parece que vai seguir algo mais investigativo, e vi comentários de decepção quanto a isso, e até que poderiam mesmo ter se aprofundado melhor em certas partes, mas senti que a ideia do filme foi mostrar a reação do protagonista em meio a tudo aquilo enquanto enfrenta seus próprios problemas cotidianos. Um estudante negro de bairro humilde como cotista numa faculdade de classe média incomodado com a maioria dos corpos da aula de anatomia serem negros e o corpo escolhido pra ele ser também indigente. É como uma sensação de fragilidade em meio a realidade, como uma conspiração ocorrendo e ele sem poder fazer nada. Quer mais realidade que isso? Nem tudo é aprofundado, mas o longa tem o peso do tema recorrente e expõe através dos atos e diálogos sua revolta.
Estômago (Estômago) (2007) - Da gastronomia ao crime. Talvez o filme soe preconceituoso, machista, misógino, xenofóbico e o caramba, mas as pessoas são como é mostrado mesmo, a realidade, e não há medo de exporem isso. E olha que aliviam. Tem gente que vai se sentir desconfortável pra caramba (que é a intenção), tem gente que não (alguns até riam). Me questionei sobre alguns momentos, mas senti que o longa passava o que queria passar. Tô com fome.
Start-Up (Sidong) (2019) - É ok. Não sabia de nada quando fui ver, inclusive descobri pq falaram que tinha um personagem fã de Twice na trama kk E acabou que foi o mais legal do longa. O filme é uma comédia com um toque de drama. Nada demais, mas divertido quando quer. Tem muitos personagens com arcos diferentes e eles vão se colidindo, o que pra mim foi o elemento mais interessante, apesar de as vezes soar falsamente aleatório. O final é um tanto corrido e meio forçado.
Mate ou Morra (Boss Level) (2021) - Um sci-fi de ação que tenta beirar ao estilo videogame, mas sem parecer um, onde um cara tá preso num loop temporal sendo vítima de assassinos. Tem todos os clichês do gênero, e é divertido até certo ponto. Tem algumas boas cenas de ação, só que outras soam bem artificiais. O pior é que é a intenção, há muitos momentos propositalmente zoados, só que a sensação varia muito mesmo tentando comprar a ideia. Ora ação, ora drama, ora comédia, fazem uma salada de resultados mistos. É como ver uma gameplay na vida real, tanto que o filme o trata assim mesmo, como se fosse um jogo. Há alguns momentos de sequências de tentativas, mas pra um filme que quer mostrar passo a passo a evolução do protagonista, ele força as coisas quando bem entende e fica por isso mesmo. O encerramento é incômodo. Em geral gostei com ressalvas, senti que poderia ter sido melhor.
Slender Man: Pesadelo Sem Rosto (Slender Man) (2018) - Só vi pq todo mundo fala mal kk E é isso tudo de ruim mesmo rs Ruim demais. Não é nem um filme qualquer genérico que dê pra ver sem compromisso e se divertir. É um filme chato e mal feito mesmo. Pouquíssimas cenas funcionam. E olha que já existiam produções independentes bem recebidas (ou aceitáveis na medida do possível) sobre o Slender, como a webserie Marble Hornets, o curta Proxy e até o brasileiro Registros Secretos de Serra Madrugada.
Mortal Kombat Legends: A Batalha dos Reinos (Mortal Kombat Legends: Battle of the Realms) (2021) - Pelo menos é melhor que o último filme com atores.... O novo longa animado é legalzinho, mas corrido demais a ponto de prejudicar. Tem que conhecer esse universo, pq jogam muita coisa sem explicação. É aceitar e curtir os momentos. As lutas são boas, menos a batalha final, que é bem morna. É bom ver que MK não se resume a torneios, por mais que eles estejam presentes, mas os caras simplesmente expremem todo o potencial numa coisa só, como se fosse um resumão dos jogos, sendo que até resumo de jogo vc encontra resultado melhor que isso na internet. Renderia mais se fosse uma série animada. A Vingança de Scorpion foi bem melhor, e olha que sofreu tb de alguns dos mesmos problemas desse.
Escape Room 2: Tensão Máxima (Escape Room: Tournament of Champions) (2021) - Uma versão piorada do primeiro. Tem alguns desafios bons, mas o charme foi embora. Por não possuir as surpresas do anterior, como o mistério daquilo tudo e até mesmo as ligações dos participantes, os personagens se tornam mais rasos e a trama mais exagerada. Culpa do roteiro que se inicia pretendendo ser grandioso, mas esquece disso logo em seguida. O final é bem tosquinho. Os demais participantes são mais interessantes que os dois principais mesmo com pouco desenvolvimento. E pelo visto ignoraram aquilo tudo do final do primeiro filme que levaria a trama a outro patamar. Ninguém espera profundidade, o legal é ver as salas de escape, mas podia ser melhor. Quiseram fazer um "torneio de campeões" já no segundo filme, com personagens aleatórios jogados do nada na trama e sem criar desafios mais surpreendentes pra fazer jus ao nível da premissa. Se bem que se tivessem criado toda uma saga com esse foco seria decepcionante pra caramba chegar na hora e fazer o que fizeram aqui, então sei lá, foi melhor fazer agora mesmo kk Mas ok, bora pro próximo. Se a ideia é ser um novo Jogos Mortais já conseguiram na qualidade duvidosa. he Que venha mais, mas que tragam salas interessantes.
Polícia Federal: A Lei é Para Todos (Polícia Federal: A Lei é Para Todos) (2017) - Um filme feito no calor do momento que, mesmo atual e com sua trama ainda acontecendo na vida real, hoje soa parcialmente datado devido a acontecimentos e revelações posteriores, mas que resume bastante, porém infelizmente de forma bem rasa, o começo da polêmica operação Lava-Jato. Bom pra adentrar no tema. / O que era pra ser o primeiro de uma trilogia (vai sair mesmo o segundo?) se vende como um filme investigativo, tanto que seu núcleo de personagens principais envolve a Polícia Federal (que dá nome ao filme). O problema é que a narrativa se agarra demais ao modelo de resumo (prejudicada pela curta duração) e não passa aquela sensação de investigação como deveria, justamente o que era proposto. Tem, mas não o suficiente, faltando impacto maior. O ritmo entretanto é bem dinâmico e empolgante com o passar do tempo, a ponto de deixar claro que funcionaria melhor como série que longa. / Fingindo ser imparcial, há boas sacadas sobre não escolher lados, mas é visivelmente claro que escolhem sim. Não só uma ironia com a vida real como também um reforço de que uma história contada sempre escolhe um lado, e não necessariamente há algo errado nisso, dependendo dos fatores. / Colocam uma pequena subtrama totalmente desnecessária do protagonista policial com sua família que nada acrescenta na trama geral, servindo como uma tentativa frustrante de envolver o público ao personagem, sendo que ele em si, ignorando tais detalhes adicionais, possui tanto desenvolvimento quanto qualquer um dos demais da equipe, ou seja, quase nada. Ora, os lados são por vezes caricatos, tanto do policial herói quanto do político criminoso. / A Lei é Para Todos como filme pode ser um passatempo ok e uma porta de entrada pra pesquisar sobre o tema, ainda mais numa época em que o povo se divide em lados e adota políticos de estimação a ponto de desanimar qualquer um que não se encaixe nessa realidade. Ao mesmo tempo, não deixa de ser um potencial desperdiçado.
G.I. Joe Origens: Snake Eyes (Snake Eyes: G.I. Joe Origins) (2021) - Como filme em si é uma boa história de ação "ninja" com seus clichês de direito. Tem trama de vingança, tem protagonista sendo testado, tem algumas boas cenas de lutas, tem perseguição, etc. É tudo simples e "satisfatório" nesse quesito, mesmo com seus problemas (incluindo aí certos momentos duvidosos, em especial no clímax, e tb certas lutas). Mas..... O que mais prejudicou a imagem do filme foi o peso da marca que ele carrega. Os dois filmes anteriores G.I.Joe já eram questionáveis. Esse reboot é como um derivado e um prelúdio, tipo o que Bumblebee foi pra Transformers. Tem todo um universo próprio ao redor do Snake Eyes e os demais elementos da franquia se colidem durante a narrativa. Para o recomeço, há todo um ambiente mais enxuto, um investimento mais modesto, tipo o que aconteceu com o novo Mortal Kombat ou até os últimos Scooby-Doo com atores reais. Talvez me falte ódio, visão e/ou gosto pela franquia, que nunca me envolvi, o que influencia na forma como vejo tudo. Destaque pra cena noturna nos becos japoneses com chuva e neon.
Uma Noite de Crime: A Fronteira (The Forever Purge) (2021) - A franquia Uma Noite de Crime é mais um exemplo de que uma ideia ótima o suficiente pode ir longe mesmo com as qualidades de seus resultados sendo divisoras de opiniões. Esse quinto filme, feito pra ser o último (e que se tudo der certo não será [rs],e eu apoio), traz o "expurgo eterno". Mas, diferente dos anteriores que buscaram mostrar diferentes classes sociais durante o evento, dessa vez se focam na imigração. Temos um grupo de mexicanos e americanos contra estadunidenses extremistas que querem "purificar" a América. Tive a sensação de que investiram mais em algumas cenas do expurgo que em outras, pq o nível de perigo parecia nem sempre condizer com o contexto. Não é o melhor nem o pior filme, mas é muito bom ver como cada longa trouxe seus próprios conteúdos mesmo dentro da mesma ideia base. A forma como tudo se encerra aqui é muito boa e abre espaço pra mais. No aguardo do possível sexto filme.
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings) (2021) - Não sei de onde veio toda essa exaltação em relação ao filme que ninguém queria, inclusive gostaria de entender, mas Shang-Chi não é nada demais. É o típico filme chinês feito por Hollywood, assim como Mulan foi. A primeira parte do longa é bem legal, empolgante, boas cenas de luta, dose certa de humor. Com o tempo caem numa sequência de cenas dramáticas muito cansativas e encerram com um último ato morno. O filme tem bons momentos, corrigem a besteira feita lá em Homem de Ferro 3, mas só. Agora bora aguardar pra ver o que de tão importante esse filme vai gerar na franquia.
Evangelion: 3.0+1.01 A Esperança (Shin Evangelion Gekijôban) (2021) - O novo final de Evangelion resgata o que o capítulo anterior deixou de lado. Com a nova realidade já apresentada, temos uma inserção de nostalgia e retorno de antigos personagens. Não sendo apenas fanservice, a narrativa faz bons e importantes usos dos elementos. É como um recomeço depois do quase fim de tudo ao mesmo tempo que uma conclusão definitiva pra saga. A parte da ação entretanto é a mais fraca dos longas, e isso pesa querendo ou não. O quarto longa é um agradável filme e seu encerramento creio eu talvez tenha sido até mais ousado que no original dentro de seu contexto. A franquia Rebuild não chega ao nível do anime, mas marca presença como uma trama alternativa que tem tudo a ver com o que vimos antes.
Evangelion 3.33: Você (Não) Pode Refazer (Evangelion Shin Gekijoban: Kyu) (2012) - Foi com o terceiro filme que trouxeram algo totalmente inédito. Muita gente deve ter ficado incomodado, até por ser um filme bem diferente dos anteriores, e a trama, de forma grosseira, bem inferior ao original, mas é uma boa animação. É como se continuassem depois do final do anime, trazendo um novo ambiente onde o protagonista fica mais deslocado do que nunca. E nessa nova realidade não tão interessante assim (o que dá um mérito pelo que conseguiram com o resultado), vemos sua adaptação, que tudo tem a ver com a mensagem passada de que a vida continua.
Evangelion 2.22: Você (Não) Pode Avançar (Evangerion shin gekijôban: Ha) (2009) - Nesse segundo longa é como se pegassem quase todo o anime e refizessem com uma releitura em cima da mesma base e dos principais acontecimentos, mudando a forma de alguns ocorridos, acrescentando personagens e melhorando visuais (e descartando boa parte dos eventos nas entrelinhas), até chegar a um ponto em que se muda completamente do que já foi visto. É como um remake muito válido que não busca ser um resumo do original, e sim um filme próprio, uma alternativa com intenção de trazer novidades. Tanto que não há um clima de fim nem um preparo para isso igual no original, mas sim uma aventura que segue avançando de forma normal até que inesperadamente o caos apocalíptico se torna inevitável.
Evangelion: 1.11 Você (Não) Está Sozinho (Evangerion shin gekijôban: Jo) (2007) - O primerio longa do "recomeço" de Evangelion é basicamente uma união dos primeiros episódios do anime só que refeitos com visuais atualizados e mudanças em detalhes, além de um ritmo levemente acelerado. Em relação ao original apenas trocam alguns ambientes (mantendo o contexto do ocorrido), ocultam alguns acontecimentos e desfazem qualquer mistério que nos episódios eram revelados só depois. Fora isso é a mesma coisa. Por isso é ótimo (rs). Se tivessem relançado o anime nesse formato como remake tava uma maravilha, mesmo que não superasse o anime por diversos motivos (clima, ambientação, momentos).
Neon Genesis Evangelion: O Fim do Evangelho (The End of Evangelion) (1997) - É um final mais "digno" pro anime. Melhor que os dois últimos episódios (até por contar o que se passou antes e durante eles, algo que o anime "cortou"). Não por isso menos enrolado ou menos confuso rs Por vezes senti que se estendeu tanto quanto antes. Curioso que o filme foi sendo mais aceito com o tempo, mas não ignora o fato de que é mais um festival visual que tudo, já que de resto é mais do mesmo do que já foi visto no anime, só que muito mais exagerado. Vai de um show insanamente violento até um drama meloso depressivo.
Neon Genesis Evangelion: Morte e Renascimento (Shin seiki Evangelion Gekijô-ban: Shito shinsei) (1997) - Como resumo é falho. Serve mais pra recapitular mesmo, apresentando arcos em ordem cronológica, mas ainda assim indo e voltando no tempo pra apresentar demais arcos. É tipo trocar seis por meia dúzia. As cenas adicionais não são importantes. Não vi nada de confuso no anime que aqui pudesse explicar, até pq é a mesma coisa.
Batman e o Longo Dia das Bruxas - Parte 2 (Batman: The Long Halloween - Part Two) (2021) - De forma geral curti mais a segunda parte que a primeira. Só exageraram no clímax e na forma como encerraram o ocorrido. É bom ver um Batman "inexperiente" ainda em fase de aprendizado. Os vilões estão tão aleatórios aqui quanto na primeira parte. Mas a boa trama envolvendo o Harvey, a Mulher-Gato, os Falcone, o Feriado, etc, continua ótimo. E novamente, há muitas semelhanças e tb diferenças em comparação a HQ original, mais pra melhor que pra pior.
Batman e o Longo Dia das Bruxas - Parte 1 (Batman: The Long Halloween - Part One) (2021) - Ainda não me acostumei com o novo traço das animações DC, mas já curti mais que antes nesse. A adaptação da famosa HQ possui um ritmo bem diferente das demais. Aqui é mais lento. Talvez pra combinar com a trama e dar tempo de desenvolver os personagens (que são muitos). Demora um tempo pra engrenar, mas depois vai empolgando. / Alguns vilões participam da trama, mas o foco não é neles, justificando seus atos rasos e aleatórios, como peças no tabuleiro de alguém que tá matando os Falcone. Por vezes soa confuso, assim como o Batman fica em meio a tudo o que tá acontecendo, numa época em que ele não era o grande detetive como conhecemos. A Mulher-Gato (RIP Naya) possui certo destaque, mas o grande destaque mesmo vai pro Harvey Dent. Há muitas semelhanças e tb diferenças com a obra original, mais pra melhor que pra pior. Gostei da primeira parte.
Ghost Lab (โกสต์แล็บฉีกกฎทดลองผี) (2021) - Começa interessante, mas parece que quanto mais o filme avança, mais ele se perde em sua proposta inicial. Se vende de um jeito, que é a tentativa de provar cientificamente a existência de fantasmas, mas depois de algumas pseudociências interessantes começa a cair no clichê e a forçar as coisas pra trama desenrolar. Vale citar que não é bem um terror, e sim um drama sobrenatural. Diferente de alguns comentários criticando o estilo novelesco do filme e o teor cômico de algumas cenas, tais elementos não me incomodaram. Os rumos que o filme leva entretanto não o torna ruim, sendo apenas um filme ok mesmo, ainda um entretenimento assistivel, mesmo que não tão marcante, se aceitar que sua proposta é quase um bait.
Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation) (2018) - Parecia que não tinham mais história pra contar. Mas o resultado tá divertido. O humor é bobo assim como os anteriores. Talvez seja o mais fraco da trilogia, mas é mero detalhe, não consigo ficar longe dessas animações rs E mais uma vez reciclam o tema sobre diferenças, mas tá valendo.
Free Guy: Assumindo o Controle (Free Guy) (2021) - Free Guy é um filme divertido sobre um personagem de fundo de jogo que se "rebela" e decide ser mais do que sua vida programada oferece. Tem conceitos utilizados em obras como Matrix, O Show de Truman, Jogador Número Um, Pequenos Espiões 3D, etc, de universos virtuais e interações entre a realidade e a ficção. O mundo aberto que Guy vive lembra jogos como GTA, Fortnite, The Sims, entre outros. Apesar do foco, existe toda uma trama fora do ambiente do jogo interligado a ele. / É o tipo de filme que pega uma lasca da ponta de uma ideia filosófica e recria na base da geração atual com o propósito de entreter, passar alguma mensagem e fazer referências a cultura pop. Bem o clichêzão, mas bem legal. O que senti que poderiam ter aproveitado mais eram os momentos de ação dentro do jogo, dava pra ir muito além, mostrar a grandiosidade do que foi apresentado, mas partem pra outros rumos. Há um vislumbre, mas não um aprofundamento. Não que atrapalhe, apenas uma observação. A trama mantém o filme de pé até o fim. É uma longa aventura.
Os Jovens Titãs! Assistem a Space Jam (Teen Titans GO! See Space Jam) (2021) - Bom pra geração atual descobrir o Space Jam antigo, apenas. Feito no hype da nova versão. O crossover mostra os Jovens Titãs em Ação e os aliens do filme original assistindo Space Jam. E é isso. Bem ao estilo Mystery Science Theater 3000 (que no Brasil só saiu o longa, o hilário "O Filme Mais Idiota do Mundo"), com os personagens comentando o filme, fazendo piadas aleatórias, atrapalhando a sessão, essas coisas, tipo ver um filme em família durante um almoço de fim de semana, só que com o público formado por crianças vendo uma obra antiga e reagindo a tal. / Só faltou comentários melhores, apesar de retratar bem o público-alvo e tudo muito bobo. Tem até contador de quantas bundas aparecem na tela rs E críticas a todas as cenas com fumo e armas do Space Jam antigo, pq hoje em dia é proibido mostrar essas coisas em desenho. Alguns coments bons são sobre alguns elementos duvidosos do filme (tipo os Looney Tunes morarem no centro da Terra ou o arco deles em busca do uniforme do Michael Jordan) e algumas curiosidades e referências, mas mesmo assim. / Nhe. Os próprios Jovens Titãs em Ação se saem bem melhor em seu próprio desenho (e nos dois outros filmes que tiveram) que aqui. Vale mais a pena conferir as obras separadas. Mas o resultado tá aí.
Arlo, o Menino Jacaré (Arlo the Alligator Boy) (2021) - Tem uns momentos muito bacanas, mas senti que o filme funciona melhor na primeira metade. Depois parece não ter muito pra onde ir. Animação infantil com bom visual, algumas boas canções pro momento e personagens curiosos. A dublagem tá ótima. Vai ter a série agora.
Fungos Fantásticos (Fantastic Fungi) (2019) - Um belo documentário sobre cogumelos, com imagens incríveis a todo momento. A parte da natureza é interessantíssima. Já a parte dos estudos caminha entre a ciência e a pseudociência. É um doc sobre amantes de fungos apresentando a ciência por trás desse universo, por assim dizer, e o resultado é muito bacana por servir como porta de entrada pra estudar melhor os temas.
Pray Away (Pray Away) (2021) - O doc é focado em mostrar os relatos dos que estiveram no poder dos movimentos ex-gays (com a Exodus como principal) e se arrependeram disso. Tem pontos interessantes, como as formas que os movimentos funcionam e algumas de suas técnicas, mas senti o doc muito raso. / Pouco se relata sobre aqueles que vivenciaram a terapia, sobreviventes ou não. Mesmo o foco sendo nos líderes e mesmo tendo uma citação ou outra de alguns participantes, deveriam reforçar mais o lado negativo apresentando quem vivenciou isso fora da mídia, o "cidadão comum" por assim dizer. / A questão religiosa tb é tratada de forma que sempre se evite polêmica, nunca adentrando nenhuma questão e se resumindo apenas a ideia de que é possível ser um cristão gay, mesmo que não desenvolvam tanto a própria ideia. Faltou ousadia pra mostrar o outro lado da moeda e faltou reforço pra mostrar o apresentado. Não citam os versículos bíblicos que condenam o homossexual, não debatem sobre (existe toda uma discussão hoje em dia sobre tais passagens), não falam das igrejas lgbt que abriram nos últimos anos... / E dentre todos os entrevistados há um único que é mostrado como participante ativo dos movimentos ex-gays, numa tentativa de servir como um "contraponto" no doc, mas ele só é apresentado e não aprofundado, servindo apenas pra dizer que tais movimentos ainda existem. / Gostaria que fizessem uma segunda parte pra desenvolver os demais temas. Ou que alguém fizesse um outro doc como resposta a esse.
O Homem nas Trevas 2 (Don't Breathe 2) (2021) - O primeiro O Homem Nas Trevas (Não Respire) foi um suspense do caramba. Esse segundo mantém o clima e, embora bem inferior, consegue ser uma boa continuação (apesar de algumas coisas) e ao mesmo tempo um filme independente. / O homem cego passa de antagonista para protagonista (com direito a uma filha). Alguns elementos impostos ao personagem principal ajudam a trazer mais desafios em meio a narrativa, como ele soar mais frágil que no anterior (mesmo ainda tendo seus momentos badass) e a questão dele ter que enfrentar invasores que soam muito mais perigosos que os personagens antigos. / Entretanto, senti que não aproveitaram tanto a ideia do cara ser cego (a coisa principal da trama (rs)), como se isso fosse uma mera característica. E quiseram algo mais ação que suspense, por assim dizer (tem seus prós e contras). Mas o que me incomodou mesmo foram as forçadas de roteiro. Não que o anterior não tivesse, mas ele sabia usar e tinha seus trunfos. Aqui não, tudo nesse filme tenta ser maior do que foi e não tem nada pra se agarrar quando ocorre algum deslize. As surpresas são duvidosas de doer. / Se por um lado o que poderia levar a caminhos interessantes acaba caindo no clichê ou no desperdiço, por outro continua rendendo muitos momentos bons. O filme acaba sendo um misto de sensações, deixando aquele incômodo, mas com um resultado ainda positivo.
O Esquadrão Suicida (The Suicide Squad) (2021) - Filme doido do James Gunn. Se nos Guardiões da Galáxia ele tinha que se segurar, no Esquadrão Suicida as coisas parecem não ter freio (por isso a alta classificação). Bem mais legal que a versão anterior do Esquadrão, aqui é um misto de tudo. Abraçam a tosqueira sem medo, não economizam na violência gratuita e inserem muitos momentos duvidosos. Humor, drama e ação andam lado a lado. A trama é bem simples, os personagens é que são o trunfo. Já quero continuação (e que aproveitem as ideias barradas do diretor). Pena que escolheram o personagem errado pra fazer a série que está por vir, mas bora ver no que dá. O Esquadrão Suicida é um filme com alto humor negro. Não é todo mundo que curte, mas é bem feito.
Clímax (Climax) (2018) - Que viagem. São longuíssimas cenas de pessoas conversando, dançando e adentrando o profundo caos dopadas. A primeira metade se preocupa em desenvolver personagens e ambiente, deixando pra segunda metade o clima propositalmente incômodo. A câmera vai e vem entre a dezena de personagens, com direito a planos-sequências e visões em diferentes ângulos. Muita viagem. O filme na verdade funciona bem demais como campanha anti-drogas.
Rua do Medo: 1994 - Parte 1 (Fear Street: 1994) (2021) - É um slasher adolescente bem feito, com tudo que o gênero tem direito. Criaturas assassinas, mortes sangrentas, clima de tensão, ambiente retrô, etc. Dá pra notar referências a outras obras. Existe um padrão de assassinato no filme um tanto contraditório, por mais que deixe no longa um diferencial, mas comprando a ideia dá pra deixar passar, ainda mais por render ótimos momentos. O final surpreendeu um pouco. Bem legal.
Pretville (Pretville) (2012) - Um achado musical na Netflix. Quando bati o olho em Pretville já o imaginei como um genérico de Grease pelo visual retrô colorido. O longa sul-africano é raso e até bobo demais, mas é nessa sinceridade que ele garante momentos leves e descontraídos. Tem poucos diálogos e muitas músicas. Toda hora é música. Qualquer coisa tão cantando. São quase 30 canções em 90 minutos de filme. Ame ou odeie. Estranhei a maioria dos atores serem brancos, pq temos em mente que a maioria dos africanos são negros. Nisso fui pesquisar sobre o africaner, a língua falada no filme, e descobri mais sobre os grupos étnicos do continente.
Skylines (Skylines) (2020) - A suposta conclusão de uma trilogia de filmes duvidosos, cansativos e fracos de aliens. Mas eu vi todos kk Lembro de ter visto o primeiro no cinema, no auge do found footage. Foi massacrado pela crítica, mas eu ainda achava um filme mediano. Cheguei a rever posteriormente. Anos depois enfim saíram os dois últimos capítulos. O segundo reformulou tudo, recontou esse universo, mas repleto de problemas. Tem seus momentos, é bem viajado. E então temos esse terceiro que segue na mesma pegada, mas ainda pior. haha Não vejo como nenhuma abominação, são meros filmes ruins de aliens que se passassem na TV muita gente veria de boa por mais questionáveis que sejam. Tais filmes estão com um pé em Hollywood e outro na The Asylum. Que não venha um quarto.
Um Clássico Filme de Terror (A Classic Horror Story) (2021) - Um filme de terror italiano repleto de metalinguagem onde referenciam filmes de terror seguindo elementos de clássicos e outros do gênero, daí o nome que faz todo o sentido. Não é nenhum filmão, é totalmente clichê (até pq a intenção é essa), soa como um compilado de ideias de terceiros (na verdade é realmente isso), satiriza a si mesmo pelo seu próprio conteúdo (como se fosse uma desculpa pra se auto-aliviar), seu terceiro ato muda demais o clima inicial (o que pra alguns parece que incomoda, o que não deveria), há outros no estilo que brincam muito melhor com o terror, mas o resultado acaba sendo bom. Meio duvidoso, mas bom.
Free to Play: O Filme (Free to Play) (2014) - Nunca joguei Dota, mas curti o documentário. O trunfo do doc foi se aprofundar na vida dos jogadores que estão no campeonato. Fica visível como alguns estavam perdidos e encontraram no jogo uma motivação, assim como fica visível como alguns pais não vêem o profissionalismo nos jogos como algo bom. Só senti que poderiam ter falado sobre o jogo, pq não apresentam origem nem explicam nada.
Space Jam: Um Novo Legado (Space Jam: A New Legacy) (2021) - Cansativo e pouco proveitoso de seu potencial, essa nova versão deixa a desejar. Fruto de seu tempo, tudo aqui é mais exagerado, mas não por isso melhor. A ideia de tudo ser tecnológico, virtual e o caramba representa demais a nova geração, mas sacrifica aquele clima mais conflituoso entre realidade e animação que o original possuía. Não falo por nostalgia. A antiga trama viajada e sem noção faz tanto sentido quanto a nova (ou seja, zero). Os dois são filmes infantis e possuem vários momentos bobos, mas... Em diversos quesitos, o original é mais empolgante. / Quando finalmente adentramos o Warnerverso, as aventuras de LeBron e Pernalonga e as viagens pelas franquias da Warner, as melhores coisas do longa, duram tão pouco que não compensa o tanto que o próprio filme "promete". Somos bombardeados mais com propagandas de que a Warner é dona da parada toda que com conteúdo. / E quando chegam na hora do basquete, tacam referências pra caramba e esquecem de fazer uma partida empolgante. Dava pra colocar qualquer um da plateia da Warner ali que seria mais interessante que os "vilões". Os Looney Tunes pelo menos estão demais, divertem muito, principalmente antes e durante os treinos e numa das partidas. / Não dá pra dizer que o filme é bom só por causa de referências. Detona Ralph tá aí pra provar. Outros conseguem fazer melhor, seja Jogador Número Um, seja Uma Aventura Lego ou Lego Batman. O foco de Space Jam é a bizarrice de unir basquete com Looney Tunes e conseguem em parte, ainda rendem momentos muito bacanas, mas o filme em geral é chato.
Um Lugar Silencioso - Parte II (A Quiet Place Part II) (2021) - Tão bom quanto o primeiro. A abertura com o primeiro dia é sinistro. Queria ter visto muito mais do momento inicial. Quanto a parte de continuação mesmo, foram por um caminho seguro, reciclando vários elementos, mas trazendo um complemento bem agradável, além de ganchos que podem explorarem futuramente. É como uma lenta expansão desse universo, tanto que chamaram o filme de "parte 2". Tem potencial pra caramba pra uma terceira parte e talvez até mais. No aguardo.
Ben 10 Contra o Universo: O Filme (Ben 10 vs. the Universe: The Movie) (2020) - Decidi dar uma chance ao filme mesmo tendo visto quase nada do reboot e não curtido tanto. Como previsto pra uma versão bem mais infantil do que o original já era (incluindo aí mais cômico, mais bobo, menos dramático, menos "realista" e tal), temos um desenho basicão que deve agradar o público da versão atual, mas não os demais fãs. Trama sem muitos atrativos, várias soluções tiradas do nada, Ben virando um monte de alien robótico duvidoso e por aí vai. E parece que pegaram um episódio qualquer da série, esticaram e venderam como filme.
Em um Bairro de Nova York (In the Heights) (2021) - Pra quem curte musical e pra quem busca algo mais latino no meio estadunidense pode ser uma boa. A trama é bem básica e clichê (mas atual), sobre imigrantes em busca de seus sonhos. A maioria das canções são boas e os ritmos são variados dentro de sua proposta. O vocal mescla do inglês ao espanhol. Só que curti mais o filme antes do apagão que depois. Senti alguns momentos um tanto arrastados. É um bom musical mais por momentos específicos que pelo longa ao todo.
Daphne e Velma (Daphne & Velma) (2018) - Um prelúdio repaginado do universo Scooby-Doo onde há apenas a Daphne e a Velma numa escola tecnológica (?). Pois é. O filme é bem fraquinho, só que soa exatamente como foi planejado: Um telefilme adolescente duvidoso que se encaixa tranquilamente num catálogo Nickelodeon ou Disney Channel. Já vi piores. O que incomoda são alguns elementos no mínimo estúpidos presentes no roteiro, que desafiam o bom senso. Em resumo, um longa ruim, mas nada pra se doer, podendo ser comparado a produções no estilo, tendo gerado discórdia unicamente por fazer parte de uma franquia famosa.
Viúva Negra (Black Widow) (2021) - Boas cenas de ação com uma trama conspiratória. "Apenas" mais um bom filme Marvel. Funciona dentro de sua proposta e tem dinâmica em sua maior parte, pesando um pouco no clímax. E por embora seja um filme solo da Viúva Negra, dentre seus personagens a chama mais a atenção no longa é a Yelena. A Scarlett faz bem sua parte, mas a Florence se destaca demais. Gostaria de outros filmes.
O Orfanato (El Orfanato) (2007) - É mais um drama sobrenatural do que um terror. Referenciando alguns comentários que li sobre: Pensei que ia me assustar, me emocionei. kk Bom filme. Curti a parada de seguir pistas. A todo instante o filme tb dá aquela sensação de dúvida se os fantasmas são reais ou não.
Sociedade da Justiça: 2ª Guerra Mundial (Justice Society: World War II) (2021) - Tinha potencial pra ser uma das melhores animações da DC, inclusive toda a parte focada nos nazistas é bem boa. Tem umas reviravoltas boas tb. Queria ter visto mais integrantes da Sociedade. As lutas tão empolgantes. Pena que depois se perdem a ponto de se distanciarem totalmente da proposta inicial e virar um longa padrão "genérico" qualquer da DC, desperdiçando o vasto potencial que um ambiente em plena Segunda Guerra oferece. Sinceramente não entendo a escolha. O clímax inclusive é bem fraco. Mas... Vale demais a pena ver por conta de todas as cenas contra os nazistas.
O Retorno de Mary Poppins (Mary Poppins Returns) (2018) - Quase no mesmo nível do original. Quando vi o primeiro comentei que não era o meu tipo de filme, mas não posso negar a sensação mágica que o longa oferece. Nessa continuação, temos um drama triste de fundo que constantemente é ofuscado por momentos leves e divertidos que de alguma forma prende a atenção. É como ser criança e não necessariamente fugir dos problemas, mas sim passar por eles por outra perspectiva. Gostei.
Velozes & Furiosos 9 (F9) (2021) - Por mais que eu goste da franquia e apoie viajarem cada vez mais, pq é divertido pra caramba sim, pelo trailer do 9 pouco me interessei, mas tava empolgado com uma coisa ou outra. Acabou que o resultado foi bem nada demais mesmo. Ainda tem uns momentos muito doidos, mas não há aquela mesma sensação de antes. Até a forma de abraçar o exagero soou diferente. Pelo menos brincam com essa ideia do quão surreal os filmes se tornaram. Fora isso, a trama é bem fraquinha, os locais visitados não são impactantes, a questão da "família" tá mais que batida e a tentativa de resgatar o passado do Don até vai, só que não é o suficiente. Não é um filme ruim, mas é um dos Velozes e Furiosos mais fracos e menos surpreendentes. Não precisava durar mais de duas horas. No aguardo do 10.
O Nevoeiro (The Mist) (2007) - O Nevoeiro e um dos finais mais impactantes do cinema. O filme tem seus momentos datados, principalmente no cgi, e seus personagens fazem burrices (igual na vida real), mas ainda é um filmão. E tem o fanatismo religioso. Já pra quem reclama que o filme é ruim pq ele dá raiva, gera revolta, etc, vale citar que entretenimento tb é isso.
Mary Poppins (Mary Poppins) (1964) - Nunca tive vontade de ver Mary Poppins, mas toda a popularidade do filme no ramo do entretenimento, e impulsionado após eu conferir o ótimo Walt nos Bastidores de Mary Poppins, me fez ter curiosidade. É um filme que saiu na época certa, o que explica seu sucesso (embora os livros já fossem conhecidos). Datado em alguns aspectos, além de seu tempo em outros, o longa é um musical leve e alegre. E é "só" isso mesmo. Uma babá levando crianças pra se divertir em aventuras mágicas. Algumas canções são bem envolventes, mas tem umas que achei bem chatinhas tb. As aventuras são bem filme infantil inocente unindo pessoas reais e toques de animação. Não é meu tipo de filme, mas dá pra sentir a tranquilidade nele. Talvez eu dê chance pro livro futuramente.
Paprika (Papurika) (2006) - Muito doido. O visual, as cores, a trilha, a trama, bom demais. Lembro que eu tinha visto uma cena uma vez com um monte de coisa aparecendo na tela num ritmo insano e colorido, mas não sabia o nome. Daí que com o tempo vi o pessoal falando dessa animação e depois descobri que era do Satoshi Kon. Enfim. Acabei conferindo só agora. Filmaço. Tem toda uma trama de viajar pelos sonhos e causar consequências na realidade. Os personagens rendem uma pequena diversidade de acontecimentos que se mesclam nessa loucura toda. Bem legal.
Perfect Blue (パーフェクト・ブルー) (1997) - Trama interessante e cenas incômodas. Perfect Blue é uma baita animação do Satoshi Kon. Na base do enredo há uma crítica ao mercado de ídolos que continua bem atual, e isso gera outros pontos que vem como consequências. O começo dá indícios de que um drama está por vir, visto as cenas se alternando entre a protagonista alegre e triste, e nisso vem uma luta psicológica com um toque de realidade e fantasia se mesclando. Talvez algumas cenas possam soar um tanto gratuitas e tragam gatilhos para alguns, mas possuem sentido e peso para impactar o público.
Império dos Sonhos: A História da Trilogia Star Wars (Empire of Dreams: The Story of the 'Star Wars' Trilogy) (2004) - Um ótimo documentário sobre os bastidores da trilogia original de Star Wars. Tem grande foco no primeiro filme e sua produção conturbada, que ocupa mais da metade do doc. Quase ninguém dava nada pro que viria a se tornar Uma Nova Esperança. Tinha tudo pra dar eerrado.No doc falam sobre muito do que compõe um filme em si e os desafios de gravação, as questões corporativas, as revoluções e os impactos no mercado, etc. / Doc pra fã de Star Wars e pra interessados em cinema. Só não é completo pq senti falta de algumas coisas. Tem algumas passagens conhecidas internet afora, mas são detalhes e não quero me estender tanto aqui. Gostaria que tivessem adentrado mais algumas questões, como da história base de Star Wars, as referências cinematográficas que o diretor se "inspirou" e os derivados da época. / Duas horas e meia foi pouco. Rendia fácil uma série com cada episódio focado num tema. Mas o resultado tá aí e tá muito bem feito. Creio ser um doc muito bom pra, depois de assistir, ir atrás de mais informações sobre o período inicial de Star Wars.
Entre Abelhas (Entre Abelhas) (2015) - Ótimo drama brasileiro. E se vc lentamente fosse deixando de enxergar as pessoas? Filme revisto. Possui um teor cômico, reforçado pelas participações especiais, mas quem vê pensando em filme de comédia já começa errado. Destaque pro diálogo que ocorre na última cena do psiquiatra. Quanto ao final brusco, quando se reflete sobre toda a mensagem do filme até ali, meio que passa a fazer todo sentido.
Belas e Mimadas (Cow Belles) (2006) - Revisto. Típico filme Disney Channel. Ame ou odeie. Eu curti. Patricinhas mimadas sendo obrigadas pelo pai a trabalhar na empresa dele pra ganharem responsabilidade. O filme até tenta mostrar um "choque de realidade", como na cena do contracheque e as zoações com as garotas pelo status dela, mas alivia bastante (como esperado), tanto que elas fazem besteira e pouco acontece, sem contar aquele final totalmente surreal. Sabem que é um filme adolescente Disney Channel, né? he
Espiral: O Legado de Jogos Mortais (Spiral: From the Book of Saw) (2021) - A franquia sempre se superando. Depois de uns filmes duvidosos após os primeiros, o sexto trouxe um ar de salvação, que logo foi abandonado. Veio o 3D e seu falso final, sendo o mais fraco dos longas até ali. Daí chegou Jigsaw pra provar que dava pra piorar. Ainda assim, nenhum filme tão sofrido assim. Fracos sim, mas não desprezíveis. Só que... Espiral consegue toda a ruindade que não conseguiram antes. A ideia da trama não é ruim, rendia um bom filme com policiais envolvidos nos jogos, mas acabou sendo descartável, previsível, desanimado. Não consegui sentir sequer a emoção das cenas. Nem os desafios se salvam, sendo rápidos e sem impacto. Era pra ser realmente o legado? E outra: Anos de franquia e continuam não sabendo fazer um gancho decente pra possíveis filmes futuros. Que venha o próximo, caso tenha mesmo, mas que melhorem isso aí, pq tá osso.
Cruella (Cruella) (2021) - A ideia da romantização do vilão não é novidade e está novamente ganhando espaço. Malévola, Venom, Coringa. Filmes solos de vilões que mudam suas perspectivas. E devo dizer que o filme de origem da Cruella... (in)felizmente é bem feito kk Gostei com ressalvas. Eu sei que ninguém é inteiramente bom ou mau, e gosto de vilões que são o que são por conta de traumas passados, que tenham falsas justificativas para seus atos, mas não posso deixar de sentir o mesmo que senti com o filme da Malévola: Transformam a vilã quase que numa anti-heroína. É um filme bem divertido, unem drama e comédia, constroem a personagem, mas não demonstra o nível daquela a quem iria se tornar. Que venha Cruella 2 e que não cometam o erro do duvidoso Malévola 2.
Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (The Conjuring 3: The Devil Made Me Do It) (2021) - Mais um satisfatório capítulo da franquia principal. Cada filme trouxe uma proposta diferente e esse terceiro se distancia dos dois anteriores pra ir além. Temos mais um caso que ganhou a mídia, o primeiro julgamento de assassinato por possessão demoníaca nos EUA, só que ironicamente, diferente do segundo, não há a tal presença constante da mídia. As coisas acontecem mesmo fora dos holofotes, como no primeiro filme. Uma pena que tal elemento de julgamento sirva apenas como um motivador da trama, e não o ponto principal (caso queira algo do tipo, recomendo O Exorcismo de Emily Rose). / Mas... O resultado é tão competente que adentramos uma investigação sobrenatural que prende a atenção do começo ao fim, por mais clichê que soe. Há toda uma "grandiosidade" ocorrendo, digno de um terceiro capítulo. Tem sim seus problemas, algumas coisas que levantam dúvidas e questionam "veracidade", mas não diminui o resultado positivo. E é diferente, traz "novidades", não possui ganchos aleatórios pra spin-offs, tem menos jumpscares, apresenta uma trama que leva o casal Warren a uma jornada em vez de ficarem numa mesma casa. Gostei. / As opiniões sobre o longa estão mistas, mas pra mim tá quase no mesmo nível dos outros, ou seja, bem bom e superior a qualquer um dos derivados. Destaque pra cena de abertura, a melhor da franquia. Caso tenha um próximo, que continuem trazendo pegadas diferentes.
Elvis Presley: O Rei do Rock (Elvis Presley: The Searcher) (2018) - Em suas duas partes, temos mais de três horas de conteúdo sobre a vida e a carreira de Elvis Presley. Suas influências, seus desafios, seu modo de vida, muito é divulgado aqui. Não que seja um documentário minucioso e detalhado, por mais que adentre vários acontecimentos, e pra quem já curte o cantor e conhece sua trajetória não há tantas novidades, mas o resultado é competente. / Um dos grandes trunfos pra mim foi o doc ter mostrado as inspirações de Elvis Presley, de onde vinha as músicas que ele cantava e tal. O cara foi esperto, talvez hoje fosse considerado "malandro", mas na época aproveitou a oportunidade e se jogou no mercado estudando seus futuros "concorrentes". Outro ponto que curti foi citarem os momentos históricos que ocorriam nos EUA durante períodos específicos. / Só senti falta de mais ousadia, pq por vezes parecem não adentrar tanto em polêmicas. Falam sobre a época em que ele quase era censurado por ser "vulgar", a época de quando ele se acabou nos remédios, o período desanimador dos filmes e tal, mas queria ter visto outros assuntos tipo o lado dos negros reagindo a um artista branco cantando suas canções, a questão da licença pra comercialização dos covers no início de carreira, os comentários negativos sobre Elvis que perduram (lá no começo citam isso e não exemplificam com nada), a questão da idade entre Elvis e Priscilla quando se conheceram e por aí vai. / Mas independente de defeitos, o doc é um prato cheio pros fãs que gostariam de ver muitas informações sobre Elvis Presley reunidas num só documentário. De quebra ainda há uma aula de história social e musical.
O Poderoso Chefão - Desfecho: A Morte de Michael Corleone (The Godfather, Coda: The Death of Michael Corleone) (2020) - Uma remontagem do original, com cortes e reposições de cenas, rendendo um ritmo um pouco mais ligeiro e a trama mais entendível para a maioria. Não muda o que foi feito, mas traz uma possível nova experiência, tanto que o filme começa com uma cena que só é vista bem lá pra frente no original. A ideia do longa "consertar" sua versão antiga só funciona pra quem considera a Parte III ruim ou fraca. Pra quem sempre achou algo grandioso, independente de comparação com seus antecessores, talvez não faça tanta diferença. Pelo que li de comentários pela internet, as sensações foram mistas dos dois lados. Acaba que Coda é uma versão pra quem é fã mesmo da franquia e quer revisita-la depois de longos anos. "Desfecho: A Morte de Michael Corleone" tem seus méritos, mas eu particularmente ainda prefiro "O Poderoso Chefão - Parte III". Não posso deixar de dizer o quão magnífico são ambas as versões, entretanto.
Passageiro Acidental (Stowaway) (2021) - Um bom drama espacial. É mais um daqueles filmes lentos no espaço que tem que gostar muito do estilo pra curtir. Desconfiei da nota baixa, mas filmes assim costumam não ser bem vistos pela maioria devido a proposta apresentada. Esse agrada, mesmo soando um tanto forçado pra trama se desenrolar, além do final brusco. Tem seu ponto alto na segunda metade. A cena da corda é tensa. Detalhe pros momentos de contato com a base na Terra, onde nunca ouvimos o outro lado.
Amizade Desfeita 2: Dark Web (Unfriended: Dark Web) (2018) - Sinistro. E é mais bem feito que o primeiro, além de mais interessante. Trocaram o sobrenatural por algo mais real/físico. É aquele tipo de filme que a gente vê e sabe que rola coisas assim de verdade, e isso o torna mais intrigante.
Amizade Desfeita (Unfriended) (2014) - Revisto. Lembro de ter curtido o suspense e continua prendendo a atenção até o fim, por mais que não seja nenhum filmão e tenha alguns problemas. É aquele tipo de filme de proposta bem específica que funciona bem dentro desse gênero de filmes em tela de computador. Se não me engano foi esse Amizade Desfeita que popularizou o formato, apesar de na época chegar a ver uma coisa ou outra sobre outros longas como The Den e Megan is Missing.
Army of the Dead: Invasão em Las Vegas (Army of the Dead) (2021) - Ok. É um bom filme de zumbi pra passar o tempo, mas tb não é nada demais. Tem uma proposta dentro da média, personagens aceitáveis e divertidas cenas de ação. Tirando o começo apelativo, de resto é mais de boa pra ver, só que poderia ter menos de duas horas fácil. Agora quem acha o filme "revolucionário" pro gênero tá exagerando feio, pq é bem clichêzão. Snyder já pode fazer um filme baseado em Z Nation rs
Frankenstein de Mary Shelley (Frankenstein) (1994) - Uma boa versão do clássico. Duas horas foi pouco. Tentaram contar tudo e tiveram várias cenas corridas. Tirando uma coisa ou outra coisa duvidosa, o resultado ainda é bem positivo. Ainda pretendo ler o livro. A história do Prometeu Moderno é uma trágica aventura com muito conteúdo.
Oxigênio (Oxygène) (2021) - Curti. É um bom suspense com boas reviravoltas e alguns bons momentos de tensão, mesmo não sendo um filmão ou algo do tipo. Tava com Enterrado Vivo na cabeça, mas a pegada é totalmente diferente, mesmo com a base de filme igual.
Love Clinique (Umchi Keulreonik) (2012) - Dá pra ver de boa. Vez ou outra me peguei rindo de algo bobo e creio que isso já vale muito pra um filme leve. Tem seus problemas, principalmente de desenvolvimento e em algumas escolhas do roteiro, algo que talvez se saísse melhor se fosse um minidrama, mas, de qualquer forma, é um filme agradável.
Sadako: Capítulo Final (Sadako) (2019) - O diretor do filme de 98 retorna pra um novo longa da Sadako pros dias atuais. O Capítulo Final é ruim, não encerra nada e entrega novamente uma trama com potencial desperdiçado. Mesmo que seja muito melhor perto dos dois chorumes que foram Sadako 3D, não significa nada. Mais uma vez me fizeram me interessar pela trama só pra jogar tudo fora no último ato. A ideia da garota ter ou não ligação com a Sadako tanto fez tanto faz. E na boa, só queria um filme desenvolvendo as consequências da maldição sendo espalhada pela internet.
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (The Mitchells vs. the Machines) (2021) - É uma animação infantil divertida pra família. Tem uma trama agradável e, mesmo com um roteiro que parece uma peneira, possui personagens equilibrados, referências cinematográficas, alívios cômicos funcionais, visuais coloridos, citações diretas de marcas e edições que tentam simular memes e elementos de internet. Algumas vezes as coisas funcionam, outras não, dura mais do que devia, mas o resultado entretém.
Peles (Pieles) (2017) - Interessante, bizarro, incômodo e crítico.
Eles Vivem (They Live) (1988) - A ideia é melhor que o resultado, embora o filme seja bom de se ver. Tem o clima oitentista com um roteiro que sempre força a simplicidade nos momentos grandiosos. Talvez pelo orçamento, não sei. Uma crítica ao capitalismo e ao consumismo bem coisa de época. Destaque pra cena da briga no beco.
Fantasia (Fantasia) (1940) - Sonífero maravilhoso kk Fantasia tá pras animações o que 2001 tá pro cinema. É uma bela obra de arte difícil de apreciar. Requer bastante paciência. Tem que gostar muito tanto da música clássica em si quanto da proposta e dos temas apresentados. Nesse caso, animações dos mais diversos tipos seguindo o ritmo das canções eruditas. Não diria algo extremamente datado, mas sim feito pra um nicho específico demais. Serve para um apreço estético-sonoro e também para ver como as animações mudaram tanto de lá pra cá, visto que há elementos que jamais estariam presentes em obras infantis hoje. Se é que dá pra chamar Fantasia de infantil. Vale umas pesquisadas sobre o longa, como as reações da época e cenas cortadas.
Mortal Kombat (Mortal Kombat) (2021) - Fraquíssimo. Consegue ser pior que o antigo, por mais que as lutas estejam bem melhores aqui. O problema é que o filme é chato. Nada de interessante acontece, os personagens não empolgam, a trama é bem morna, tacaram um protagonista que não serve pra nada, o tão amado tema da franquia é jogado de lado, e por aí vai. Só se salva mesmo pelas lutas, pela violência e pelas referências aos jogos, o que dá uma tentativa de equilíbrio. E olha que é um filme de Mortal Kombat sem Mortal Kombat. Fortes chances de ser um dos piores filmes do ano. O antigo, por mais duvidoso que fosse, pelo menos divertia e empolgava bem mais, tanto pela trama quanto pelo visual e pelo tema clássico de MK.
Bayonetta: Destino Sangrento (ベヨネッタ ブラッディフェイト) (2013) - Joguei esse Devil May Cry de otaku fedido faz tempo tempo e decidi conferir a animação. A trama do jogo já era meio duvidosa, o trunfo mesmo sempre foi o visual insano das criaturas e a Bayonetta toda poderosa. / Tanto como animação independente quanto como adaptação de um jogo, o resultado é corrido, tem problema de ritmo, não dá tempo de digerir e aceitar os acontecimentos. Apesar de algumas boas batalhas, a sensação de desafio nos confrontos é quase inexistente. Em geral é mais um resumaço do jogo pulando quase tudo, com certo foco maior nas últimas fases.
Eu Te Perdoo (Just Let Go) (2015) - É um bom filme baseado num caso real sobre um difícil dilema: Perdoar o assassino. Melhor, mais eficaz e mais bem feito que a maioria dos filmes gospel dos últimos anos, não temos aqui uma panfletagem cristã, e sim um longa que se preocupa com a narrativa cinematográfica. O protagonista é um pastor, mas, acima de tudo, alguém que está passando por um período de luto e dificuldades na família. Ponto bastante positivo. Uma raridade. / [Curiosidade via IMDB: A cena do acidente no filme foi filmada no mesmo local onde ocorreu o acidente na vida real.]
Amor e Monstros (Love and Monsters) (2020) - Bem divertido. Por mais filmes assim. Há quem menospreze longas taxados de "Sessão da Tarde", mas são eles que mais entretém. Dá pra aproveitar mais esse universo. Aceito de boa uma continuação. E como comentaram, "Zumbilândia com monstros no lugar de zumbis" kk
O Santo Acampamento! (La Llamada) (2017) - Polêmico. Achei por acaso e me interessei em ver "Deus cantando Whitney Houston". O filme não se vende como gospel pq ele sabe que não é. Na verdade é uma afronta ao conservadorismo e um abraço a novas mudanças de pensamentos e paradigmas que mantém Deus, mas exclui os pensamentos e ideais antigos. / Na maior parte do tempo tem um desenvolvimento interessante, tava bem curioso pra saber como resolveriam o choque cultural, mas a conclusão de toda essa saga soa como algo apenas apelativo mesmo, como se pegassem tudo o que fizeram e jogassem no lixo só pra provocar gratuitamente e com uma resolução de enredo fraca. / Na verdade eu entendi a mensagem, toda a ideia de "chamada" no sentido de mudança e tal, de abraçar seu eu verdadeiro, e inclusive concordo com algumas coisas mais liberais, mas pra isso o filme faz escolhas duvidosas. / Em relação as canções, as músicas em espanhol não curti tanto, mas as em inglês da Whitney estão sensacionais (óbvio). No mais, não duvido que se esse filme fosse mais famoso ou hollywoodiano daria uma treta global rs Ao fim é como ignorar a Bíblia e considerar a existência de Deus por outros meios, então cabe a quem tiver assistindo considerar isso ofensivo ou não.
ABCD 2 (Any Body Can Dance 2) (2015) - Não sou chegado em filmes de dança, mas as vezes acabo assistindo. ABCD 2 é uma falsa continuação de ABCD, dessa vez com envolvimento da Disney e inspirado numa história real. O anterior foi mais bem recebido, mas não achei isso tudo, apesar de ter elogiado bastante as danças. Essa sequência é inferior, tem uma trama mais leve, mas ainda sinto que tá tudo num nível parecido, um clichêzão que dura mais do que devia, mas entrega o que as pessoas querem: Cenas de dança. Tem um pessoal que dança pra caramba. Vale um adentro entretanto de que curti muito mais as primeiras apresentações que as últimas.
Trump contra os Illuminati (Trump vs the Illuminati) (2020) - Animação zoada kk Tão ruim que é bom. Trump e uns Halo genéricos enfrentando aliens, Crowley, Lúcifer e os Illuminati. Mas nem tudo é bostavilha. O filme tem diálogos bem repetitivos, como se fosse um curta esticado. E o clímax não é lá dos melhores. Ainda fazem um gancho tão longo pra uma possível próxima animação que dá raiva pelo final bruto. Só que é tudo tão tosco e inusitado que dá aquele ar de curiosidade e agrado cômico, por mais que a comédia intencional aqui seja sem graça rs Sei lá. Viagem.
Tomie (Tomie) (1998) - Ruim. Bem ruim. A adaptação serve tb como uma continuação da trama inicial do mangá, pq falam direto de um caso antigo numa escola, mas tb tanto faz. Os personagens não empolgam, o suspense não funciona, o roteiro é morno, a trama é desinteressante, pouco se salva aqui. E ainda tem cena com inseto rs A própria Tomie soa apagada de seu filme por mais que vivam falando nela, mas isso é culpa de uma escolha duvidosa de premissa pra um primeiro longa da personagem. Quem curtiu gostaria de saber o que gostaram tanto nesse filme. Desanimou até de ver as continuações.
Midsommar (Midsommar) (2019) - Dessa vez conferi a versão do diretor. Quase três horas de duração. Haja cabeça. Não muda tanto em relação a versão de cinema, mas todos esses longos minutos adicionais aprofundam mais a trama e deixam muito mais claro pontos essenciais. Como citei quando vi a versão anterior, é um filme pra "sentir". O ritmo é lento e sua maior parte se passa num ritual pagão que se deixa levar pela natureza. Revendo deu pra notar mais detalhes. Pra quem não notou tanto a relação tóxica dos principais, essa versão deixa escancarada. E tem uma cena completa de noite.
O Animal Cordial (O Animal Cordial) (2017) - Um bom suspense brasileiro. Uns momentos questionáveis/duvidosos/desnecessários aqui e ali, mas o resultado é bem positivo até. Pena o filme ser quase todo no sussurro kk Recomendo legendas, pq é isso ou aumentar o som e perder a audição quando alguém gritar do nada no meio do quase silêncio ou ficar abaixando e aumentando o volume.
Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina (Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina) (2016) - Os filmes do Carrossel saíram uns poucos anos depois da novela. Lembro de ter comentado sobre o primeiro aqui no Filmow, que era um filme infantil bacana, mesmo com todo o padrão de vilões bobinhos e etc. Pena o coment sumiu não sei pq, se foi bug do site, erro na hora de publicar ou se eu tô ficando doido mesmo e não postei nada aqui. Enfim. Daí que vi o segundo e achei bem mais fraco e bobão, realmente, mas não entendo a pira de criticar essas obras como se fossem uma ofensa a arte e o cérebro. É inofensivo e tem público-alvo que são as crianças rs Em contrapartida, entendo bem o ponto de que o pessoal já tinha amadurecido e o roteiro insistindo que se comportassem como pequenos, embora isso não seja uma argumentação que justifique a qualidade. Mas... Eu apoiaria de boa um Carrossel 3 nos próximos anos com a galera já crescida na faculdade ou no mercado de trabalho se reunindo. SBT fez mal ao tentar forçar o sucesso da novela na época, apesar de que Chiquititas tá aí um tempão repetindo já kk
Coerência (Coherence) (2013) - Filme de baixo orçamento e parcialmente improvisado que ganhou grande destaque por sua trama complexa. É como um longo episódio de Além da Imaginação. A ideia é bem trabalhada. Se pareceu confuso, vale rever e tb pesquisar sobre o longa. Há diversos pontos que podem passar desapercebidos sobre as mudanças de linhas. Muito doido.
As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader) (2010) - Melhor do que eu lembrava, mesmo sendo o mais fraco da trilogia. É uma boa aventura, com aquele clima mágico da franquia. Só me incomodei um pouco com a resolução de alguns desafios, mas é detalhe, aprendi a apreciar a proposta, que buscou outros objetivos. A cena final é marcante demais e encerra bem todo um ciclo e ainda deixa gancho pro próximo. Pena que não fizeram mais filmes. / Muito se fala sobre como "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa" é o melhor longa da trilogia (e realmente é). Há quem diga que é pq é o mais fiel ao livro, mas isso não define nada, vide o desenvolvimento inédito do começo. / As continuações não chegam a ser injustiçadas, mas são subestimadas. Os longas continuam com o clima mágico narniano e apresentam tramas que tornam os filmes únicos. Mesmo com seus problemas (Príncipe Caspian se apegando demais na nostalgia e A Viagem do Peregrino da Alvorada resolvendo desafios de maneira morna), são longas que envolvem demais os amantes de Narnia. E todo o conteúdo simbólico subliminar faz o "deus ex machina" de Aslam nas tramas se tornarem tão aceitáveis que causam impacto só dele aparecer. / Sei lá, sou suspeito pra falar. O terceiro em especial, mesmo sendo o mais fraco dos três, gostei mais revendo agora que antes, e ainda conta com uma emocionante conclusão. Pensei que rever os longas após anos com a mente mais aberta pros pontos negativos me faria gostar menos, mas só reforçou os pontos positivos e me deu vontade de revisitar os livros. Pena não terem continuado os filmes.
Godzilla vs. Kong (Godzilla vs. Kong) (2021) - O tão esperado crossover. O clímax do Monsterverso é o filme mais diferente e desconexo da franquia. Dessa vez cagaram pra tudo e exageraram sem medo de ser feliz, com um estilo que talvez tenha sido o que mais se aproxima dos japoneses, com acontecimentos bem viajados. Há o retorno de personagens antigos e a inserção de novos, mas nenhum é devidamente reintroduzir ou apresentado. Aquilo tá acontecendo e entramos no meio. Uma frase ou outra e pronto, temos suas histórias até ali. Há poucas explicações pra tudo, pq pouco se necessita de algo. É tudo bem simples, na verdade, basta aceitar e prosseguir. Acontece que, apesar de todo o esforço, Kong vs Godzilla é tb o filme mais fraco da franquia Legendary. Nada disso significa que ele seja ruim, entretanto. Pelo contrário, ele entrega momentos divertidos e lutas empolgantes que faz quase duas horas de duração parecer pouco. O que o filme provavelmente mais fica devendo é o desenvolvimento da Terra Oca, que é o foco da trama e mal exploram. O negócio mesmo é tacarem o lagartão e o gorilão pra se encherem na porrada. E com todo o clichê, conseguem. Mas tá longe de ser algo tão grandioso assim. Com o Godzilla um tanto apagado, o Kong é a grande estrela do confronto. Oba, sopa de macaco.
O Despertar da Bela Adormecida (Waking Sleeping Beauty) (2009) - Um doc que facilmente renderia uma série. É uma viagem através dos conturbados bastidores da Disney nos anos 80/90 em busca de salvar o estúdio de animação. E, em meio a crise criativa e financeira, vemos as mudanças com os novos executivos, os novos artistas, as novas tecnologias, a nova geração. É um apanhado geral dos acontecimentos resumidos num longa. E funciona muito bem, mas, reforçando, tem uma década de história que funcionaria melhor ainda numa produção mais extensa.
Howard (Howard) (2018) - Howard faz parte dos artistas que nos deixaram cedo, mas que marcaram a indústria em seu curto período de vida. O documentário da Disney analisa a vida do dramaturgo e compositor que marcou o teatro musical com A Pequena Loja dos Horrores e a animação musical com A Pequena Sereia. É um longa bem interessante por acompanhar o processo criativo dele, suas ideias e seus modos nas etapas de produção, a transição de teatro para cinema, etc. Em meio a isso, temos tb sua luta contra a AIDS. Belo doc.
Teen Beach 2 (Teen Beach 2) (2015) - Uma continuação completamente válida. Já tinham deixado um gancho no primeiro, mas fizeram um retcon e recontaram de outra forma. Mais uma vez o filme tá bem agradável de assistir, as músicas continuam boas, e agora temos uma trama com o oposto do que foi visto antes. Apesar de ter curtido muito o primeiro, não esperava muito da continuação, mas acabou sendo tão bom quanto. Só o final que é incomodo demais, mas não por isso ruim. Queria um terceiro filme mexendo com a realidade pra corrigir esse fim e tb pontas soltas e/ou brechas não aproveitadas.
Teen Beach Movie (Teen Beach Movie) (2013) - Gostei demais de Teen Beach de um jeito que não esperava. Me arrependi de não ter visto antes. Não parecia nada demais, mas o que acabei vendo foi um filme leve, divertidíssimo, que não se leva a sério, tem um clima agradável, músicas dançantes e de quebra metalinguagem. É sim um filme adolescente bem Disney Channel de ser, mas e daí, né? Curti. [A atriz protagonista é muito fofa].
Zombies 2 (Z-O-M-B-I-E-S 2) (2020) - Antes essa versão de Descendentes com Crepúsculo tinha seus méritos mesmo não sendo grande coisa, mas na continuação conseguiram piorar. Na verdade em parte ainda é mais do mesmo, só que inferior. Tantas escolhas melhores poderiam fazer e levaram pra um caminho desinteressante. As músicas ainda seguem aceitáveis.
Zombies (Z-O-M-B-I-E-S) (2018) - É um filme bem Disney Channel como sempre. Tem a mesma base do roteiro de Descendentes. Mas sabemos que qualquer ponto que possa render algo mais profundo é totalmente aliviado pra tornar um filme leve e divertido de se ver, e é nas entrelinhas que trabalham. A trama é bem rasa, como o esperado, e forçam muita coisa, como esperado tb (rs). O padrão de cores chama a atenção. O pessoal canta bem e tem algumas músicas boas, mesmo não tão marcantes. Dá pra ver de boa. Eu tava com receio de ver pq um zumbi a la Crepúsculo não é algo que me atrai kk Mas é um filme ok.
Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks) (2013) - Apesar de clássico, nunca tive vontade de ver Mary Poppins, mas queria ver um filme sobre o Walt Disney. Decidi dar uma chance a esse (não há muitas opções na verdade), mesmo já esperando algo "chapa branca" (até pq é Disney fazendo filme sobre Disney). Acabou que o resultado foi tão envolvente que deu vontade de ver o filme antigo e ler o livro. O longa é basicamente sobre a autora amargurada Travers avaliando o projeto de adaptação de sua obra enquanto o Walt Disney insiste e persiste em querer os direitos. Um fica torrando a paciência do outro. Em paralelo, e o que traz o peso, temos o trágico passado da autora e elementos que viriam a inspira-la. É um bom filme, por vezes muito bom até. Só faltou ousadia no final pra mostrar a verdade, mas, como disse, é um filme da Disney envolvendo ela própria. he Mas é mero detalhe.
O Dragão Relutante (The Reluctant Dragon) (1941) - Uma pérola esquecida em meio ao catálogo da Disney. O filme dos anos 40 apresenta um homem passeando pelos estúdios da Disney e conhecendo algumas das etapas de como os desenhos são feitos. Nesses meios chegam a passar alguns curtas de acordo com o processo. Criativo, bem leve e humorado de assistir. Entretanto, não foge de elementos bem datados e controversos da época tb, tanto que há um aviso no Disney+ sobre isso. O longa funciona como uma grande propaganda da Disney e também da inovação Technicolor (inclusive fazem uma boa jogada com as cores ao iniciarem preto e branco pra depois vir o colorido). O nome O Dragão Relutante se dá pq na trama a mulher do protagonista pediu ao protagonista pra apresentar o livro de mesmo nome para o próprio Walt Disney.
Quarteto Fantástico (Fantastic Four) (2015) - Se a ideia original visse a luz, talvez teríamos um filme possivelmente fantástico, com direito ao trocadilho. Só que brigas nos bastidores e cortes de custos pela Fox resultaram nesse troço. Simples e sem nenhum grande acontecimento, é como se tivéssemos dois filmes em um: Primeiro um filme de cientistas e afins buscando adentrar um ambiente fora da Terra e depois um filme de pessoas treinando seus poderes e lutando num duelo de pouco peso. Eu particularmente curto mais a origem do Quarteto no Ultimate, logo até curto a primeira metade do filme, acho bacana, mas não é o suficiente. Durante todo o longa há a ausência de algo marcante. E, não sendo esse absurdo todo de ruim que alguns consideram, no fim Quarteto Fantástico é apenas um filme morno que começa bem e termina mal.
Liga da Justiça de Zack Snyder (Zack Snyder's Justice League) (2021) - A importância do desenvolvimento. Grandioso. Incrível como um filme morno se tornou tão bom. A base é a mesma, parte dos acontecimentos são os mesmos, e ainda assim o resultado é algo novo, diferente. São quatro horas que nem parecem durar isso tudo. Ao longo da história nos aprofundamos nos personagens e somos apresentados a diversos elementos em potencial pra todo um universo de filmes. Não acho o filme de 2017 ruim, mas deixou demais aquele clima de que poderia ter sido bem melhor. E eis a versão original do Snyder aqui pra fazer jus ao nível que a Liga da Justiça merecia. Ainda mantém algumas escolhas questionáveis, eu mesmo não curto o vilão (mas nisso nem o primeiro Vingadores acertou), mas ao todo, em seu contexto total, "tudo" se torna bom. E mais uma vez, assim como aconteceu em Batman vs Superman, Snyder provou que sua versão é melhor que a picotada do cinema. Nesse caso, refilmada, pq o tanto que mudaram no filme não é pouco, e mudaram pra pior. O trabalho original sim é de boa qualidade.
Raya e o Último Dragão (Raya and the Last Dragon) (2021) - Boa aventura. Visualmente atraente. Uma mistura cultural mais caprichada. No mais, apenas mais um bom longa padrão de fórmula Disney.
Oldboy: Dias de Vingança (Oldboy) (2013) - Remake revisto. Como filme independente é "bom". Parece um filme comum americanizado, por vezes genérico, dá pro gasto. Ironia que como remake tb é aceitável. A base é exatamente a mesma do original, mas mudaram vários detalhes. O problema é que o filme é tão inferior e com menos emoção e menos profundidade que seu original que o torna uma refilmagem meio que duvidosa. E é difícil distanciar isso pra considera-lo sem comparações. Ora, se existe uma versão melhor, pq eu veria uma pior? Mas no fim é um bom filme até, na medida do possível. É uma versão mais simples das coisas, e ganha mérito por alguns elementos e mudanças.
Hulk (Hulk) (2013) - O Hulk de 2003 pode não ser nada grandioso (na verdade é bem simples até), mas seu resultado em geral é bom. O problema é que ele demora pra empolgar. Diria que se tirassem umas meia hora dele funcionaria melhor. A sequência de perseguição dos caças funciona muito bem. A edição meio de quadrinho e outros elementos o torna bem datado, mas ao mesmo tempo dá um charme muito bacana. O ponto fraco talvez seja a morna batalha final, que ainda destoa completamente do longa. Sabiam que teria uma continuação direta, mas a Universal não cumpriu o prazo?
Inatividade Paranormal 2 (A Haunted House 2) (2014) - O primeiro era a bosta no chão, o segundo é a marca da bosta depois de limpar. Por recomendação conferi essa continuação só pq era parodia de Invocação do Mal, pq o anterior foi tão ruim que doeu na alma de filme ruim até pra a paródia. Ironicamente ambos lembram demais a era de ouro desses filmes. E ironicamente (again), a sequência se sai muito melhor. Até ri de algumas coisas. Mas não tô elogiando não. he Mas é mais divertido.
Histeria (Shriek If You Know What I Did Last Friday the Thirteenth) (2000) - Ofuscado por Todo Mundo em Pânico, Histeria é tão tosco quanto, por mais que seja considerado inferior ao rival. É o típico filme parodia besteirol de época. Tem algumas boas sacadas em relação ao primeiro Pânico. / Independente de sua qualidade geral, há alguns elementos melhores que em Todo Mundo em Pânico, vide a cena [spoiler] que listam as regras dos filmes paródia, parodiamdo a cena de Pânico onde listam as regras dos filmes de terror. [/spoiler]
Cuidado Com Quem Chama (Host) (2020) - Cumpre sua função. Esse filme ganhou destaque por ter sido feito na quarentena. É o mesmo estilo de Amizade Desfeita, só que mais curto e mais simples. Não por isso menos eficaz. Sou cagão mesmo rs Fiquei tenso vendo isso. Legal. Na teoria odeio esse tipo de terror que fica criando suspense pra assustar do nada, mas na prática não consigo ignorar kk Tá bem feito.
Jogos Mortais: Jigsaw (Jigsaw) (2017) - Reviveram a franquia pra fazer mais do mesmo rs Parece os filmes antigos. Tirando as ligações forçadas, o filme em si segue o padrão de sempre, inclusive com alguns flashbacks e um plot twist impactante (apesar de ser reciclado tb). Considerando o peso da trama pra saga, é o filme mais fraco, sendo apenas uma homenagem, um complemento opcional. Quero mais. he
Jogos Mortais: O Final (Saw 3D) (2010) - A falsa "conclusão" que na verdade é só mais um filme comum da franquia. Novamente temos mais reviravoltas e etc. A trama até que tem uma premissa boa, envolvendo os sobreviventes, e começa como se fosse mudar tudo e se tornar mais grandioso do que nunca, mas no fim o resultado é mais do mesmo e nada de tão surpreendente pra um suposto final. Filme ok. Não é o melhor nem o pior da franquia. Assista Agora
Tom & Jerry: O Filme (Tom and Jerry) (2021) - Tom e Jerry repaginados num misto de live-action com animais animados. Divertido, engraçado, infantil, bem filme cara de Sessão da Tarde. É só deixar de ser chato e curtir. O medo de ser uma bomba pq a Chloe Moretz tá andando por filmes duvidosos é apenas alarme falso. No começo tb não tava dando nada não, inicia bem morno até, mas com o tempo vai melhorando. E a mistura funciona.
Pinóquio (Pinocchio) (2019) - A nova versão italiana de Pinóquio tem como principal trunfo a beleza visual, desde os cenários até toda a maquiagem das criaturas pra deixar tudo o mais realista possível e por vezes bem teatral, além da pouca percepção de cgi. / A trama é uma remenda de vários mini-arcos onde personagens vão e vem e Pinóquio segue sua aventura. Após um tempo pode cansar um pouco pelo formato e por não haver um "clímax", mas o resultado ao todo ainda é bem positivo. / Embora infantil, é parcialmente "sombrio" como deve ser (há quem destaque esse fator, mas pra mim não é pra tanto). Tem aquele ar mágico de conto de fadas, mas em meio a nossa realidade cruel. As passagens me deixaram questionamentos sobre as situações dos personagens que aparecem ao longo da trama. É como todo um universo em andamento enquanto o foco é no Pinóquio. / Bom filme. Um dia pretendo ler o livro. Por curiosidade, o ator que faz o Geppetto já fez o Pinóquio numa adaptação anterior.
Brichos II - A Floresta é Nossa (Brichos - A Floresta é Nossa) (2012) - Ok. Mais bem trabalhado que o primeiro, com "melhor" visual e com uma trama mais "objetiva" (apesar de que são formadas sub-tramas para que se mesclem em algum momento). Se no primeiro tentam valorizar a cultura brasileira em meio ao estrangeiro que se enraíza no povo, no segundo há uma luta direta, só que ambiental, pra proteger a floresta dos gringos. Bacaninha. Mas dentre os dois filmes ainda prefiro o primeiro, talvez por sua simplicidade, ou pela trama mesmo.
Brichos (Brichos) (2006) - É ok. Por vezes parecia que ficariam forçando a cultura brasileira só pra se pagar de descolado, mas no fim a animação até que entretém. É infantil, apesar de alguns elementos aqui e ali. Senti a trama meio sem rumo, mas a graça fica nos acontecimentos se mesclando e levando um ao outro. Vi o filme por causa da série, mas daí descobri que o filme veio antes. Faz sentido terem explicado a origem do nome.
Errementari: O Ferreiro e o Diabo (Errementari: El Herrero y El Diablo) (2017) - Baseado num conto basco de um ferreiro que capturou o diabo. Fui pesquisar e vi que o pessoal ficou dividido. Fico do lado de quem gostou (rs). A protagonista é uma garotinha órfã que vive numa vila onde o catolicismo reina. O visual é bem atraente e o clima soa como algo que veríamos num filme do Del Toro. Há alguns momentos cômicos em meio a seriedade que dá um ar de tosqueira em momentos que menos se espera (he), e funciona incrivelmente bem aqui. Não é um filme de terror, a não ser que o visual do demônio assuste quem está vendo.e. Não é um filme de terror, a não ser que o visual do diabo assuste quem está vendo. É um conto de fadas sombrio, por assim dizer.
Estranho Passageiro: Sputnik (Sputnik) (2020) - Cansativo demais. Dava pra sair algo melhor. Tinha alguns bons elementos na trama. Acaba ficando num vai e vem alternado entre o empolgante e o entediante na maior parte do tempo. Mas o último ato é fraco mesmo.
O Rebanho (The Other Lamb) (2020) - Filme de narrativa lenta (em certas cenas bem lenta rs) onde no raso se trata de fanatismo religioso, mas no fundo se trata de machismo, da submissão feminina, da perda da inocência, etc. É uma seita onde as mulheres servem a um cara que se acha uma espécie de messias. Algumas cenas são puro sentido figurado. Dá pra notar algumas possíveis inspirações de passagens bíblicas. Vi comparações a Midsommar, e até tem uma coisa ou outra que se assemelha, mas são filmes bem diferentes entre si, embora ambos sensoriais.
Lady Vingança (Chinjeolhan Geumjassi) (2005) - Lady Vingança, o terceiro filme da Trilogia da Vingança, tb foi bem recebido igual seu antecessor. Esse tinha sido o que eu mais curti antes, mas agora tenho dúvidas, embora seja tb um filmaço tanto quanto os outros. É muito doido acompanhar o longo processo de vingança e as etapas até o objetivo. O rumo que tomam ao fim mostra o quão doentio as coisas podem se tornar, independente da pessoa.
Oldboy (Oldeuboi) (2003) - Oldboy, segundo filme da Trilogia da Vingança, é o mais famosão e o mais bem recebido. Já tinha gostado, mas gostei mais ainda ao rever. Dispensa explicações. Frenético ao seu modo. O protagonista sorrindo na desgraça dá aquele toque de loucura e insanidade. O filme constrói todo um mistério e entrega um clímax tão chocante que aquilo parece ter saído de uma mente perturbada.
Mr. Vingança (Boksuneun Naui Geot) (2002) - Mr Vingança, primeiro filme da Trilogia da Vingança, foi mal recebido na época. Eu mesmo quando vi pela primeira vez achei ok. Só que revendo agora achei do caramba. É um filme deveras lento. Daí que acontece só desgraça atrás de desgraça por consequência de escolhas ruins. E é muito sinistro como tudo gira em torno do desagradável.
.......... 2021 .......... Séries
Exterminadores do Além - A Série (Exterminadores do Além - A Série) (2021) - Os Exterminadores do Além: A Série. Parte do projeto de 40 anos do SBT e continuação do filme da Loira do Banheiro. / A série tá no mesmo nível do longa, ou seja, algo bem duvidoso kk Propositalmente trash, com muito sangue, exageros e piadas altamente questionáveis. Ame ou odeie. No começo eu não tava curtindo não, mas com o tempo vai melhorando. Não é melhor que o filme, e o formato televisivo do SBT não ajuda, mas tem seus momentos. As tramas dignas de filmes B lembram um pouco aquele quadro antigo de lenda urbanas do Domingo Legal e isso é muito legal. / Os personagens que deixam a desejar, pq haja saco pra aturar o Danilo Gentili, que serve como o cara que se acha o badass, mas é só um babaca. Falo do personagem rs O do Léo Lins é o aspirante a humorista (irônico, visto que ele é realmente engraçado nos palcos) e o do Murilo Couto é o mais com noção do trio (tb curto muito os shows dele). Tem participações especiais ao longo da série e até mesmo um episódio nos estúdios do SBT. Apesar da primeira temporada dar pro gasto, fico no aguardo de uma segunda temporada, de mais bizarrices e de mais artistas fazendo ponta.
Round 6 (오징어 게임) (1ª Temporada) (2021) - Muito bom, hein. Numa forma brusca de dizer é tipo Jogos Mortais só que com brincadeiras infantis. O primeiro jogo é idêntico ao primeiro do ótimo e viajado As the Gods Will, embora o diretor negue o plágio. Depois de conferir descobri que ele disse ter se inspirado em várias obras, citando o insano Battle Royale (um monte de gente num lugar se matando) e o interessante Liar Game (o sistema do jogo lembra bastante, apesar não envolver mortes e os jogos serem de inteligência). Quero segunda temporada sim.
Neon Genesis Evangelion (Shin Seiki Evangerion) (1995) - Animaço. Gostei bastante. Ouvia falar muito, só que sempre enrolava pra ver, tinha outro pensamento do que seria e acabou que me surpreendeu. Pensei que seria um mecha qualquer, mas não, esse troço moldou o mercado, carregado de um teor filosófico marcante pra época. / Tem lá suas várias batalhas de "evas" contra "anjos", mas muito é ocupado pelos conflitos pessoais de seus personagens traumatizados, e isso meio que reflete na própria forma como as coisas acontecem, visto que, mesmo com toda a tecnologia humana, ainda há muita dificuldade em se manter de pé. Cada ataque tem um problema na luta e no combatente. / Até tentam trazer alguns pontos mais pé no chão pra trama pós apocalíptica ter uma base na realidade, tipo gastos de energia, porém os mesmos se contradizem em outros momentos, mas dá pra relevar. Há uma inserção de humor em diversos momentos, o que funciona bem na maior parte, entretanto, conforme o tempo passa, o peso de viver se sobressai e sufoca a todos. / NGE não é perfeito e tem seus problemas, e reflete seu tempo e sua cultura. Os momentos extremamente duvidosos de fetiche adolescente típicos de animes estão presentes aqui. O final tb é bem questionável e reciclável. Apesar desses detalhes, a obra não se resume a isso. Todo o contexto, a trama, os personagens, os acontecimentos, o clima, a maior parte do que compõe o anime, chega a ser marcante demais, e por isso pode ser considerado uma obra-prima.
Night Stalker: Tortura e Terror (Night Stalker: The Hunt for a Serial Killer) (2021) - Provavelmente um dos melhores docs da Netflix sobre crimes, mas que ao mesmo tempo poderia render mais. Quatro capítulos foi muito pouco. Por um lado manteve o ritmo bem dinâmico e sem enrolação, adentrando cada ocorrido direto ao ponto. Por outro, alguns elementos se tornaram rasos. Foi como um compilado dos chocantes crimes cometidos pelo serial segmentados por uma trama linear de interessantes investigações por parte dos policiais, alternando com depoimentos de vítimas, familiares, jornalistas, policiais, etc. Ao longo dos quatro epis as coisas continuam macabras e impactantes. E é muito doido acompanhar as buscas e descobertas de pistas e afins. / Como deixei a entender antes, dava pro doc ir além. O julgamento rendia facilmente um episódio único ou até mais. Tb poderiam ter explorado a tentativa de entender o assassino e suas motivações, algo que é apenas citado de leve. Queria ter visto mais sobre as conversas dele tb. Não sei o que ficou de fora do doc, mas notei a ausência da passagem do coisa ruim pelo Hotel Cecil pq foi citada no outro doc da Netflix sobre o hotel, que foi por onde me interessei por esse doc. Uma segunda temporada seria uma boa pra explorar os adicionais.
Watchmen (Watchmen) (2019) - Quando anunciaram que a série de Watchmen seria uma espécie de continuação da HQ original, esperava algo totalmente diferente. Acontece que a surpresa foi melhor ainda. O que antes era uma trama envolvendo heróis aposentados sendo mortos e o medo da guerra nuclear, agora se transformou numa luta racial. Dizer que a série é sobre policiais mascarados enfrentando o retorno de uma espécie de KKK seria resumir de forma rasa seu potencial desenvolvido. Bem interessante. A qualidade tá altíssima, a trama envolvente demais, a trilha tá perfeita nos momentos certos. A série funciona independente e ainda traz alguns personagens do passado pra nova geração. O melhor episódio pra mim, entretanto, foi o que contaram a história de certo personagem. Muito bom. Bem que gostaria que tivesse mais temporadas.
Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil (Crime Scene: The Vanishing at the Cecil Hotel) (2021) - Lembro da repercussão do caso da Elisa Lam pela internet na época. Se tornou um forte viral. Várias teorias da conspiração. O vídeo no elevador, a forma que ela morreu, etc. Era assustador. Enfim a Netflix fez um documentário sobre, carregado por muitos momentos de tensão. O doc trata sobre os crimes cometidos no hotel Cecil, com foco maior no caso da Elisa. / Ao todo é um doc bem produzido e segue a linha de narrativa de acompanharmos passo a passo as revelações, então é importante ver tudo antes de opinar. Entretanto, senti que quatro episódios tornaram alguns pontos bem repetitivos. Dava pra contar tudo em dois ou três. Ou que tratassem de mais conteúdo para justificar a duração. Mas ainda assim é tudo muito intrigante. O doc conta com compilado de crimes macabros cometidos no hotel, análise completa do vídeo do elevador, cenas de vídeos de youtubers que foram ao local na época, etc. Isso além de entrevistas com a equipe do hotel, a polícia, os "detetives de internet", os hóspedes, entre outros. Tem até de gente que sofreu direta e injustamente com o caso. / A internet criou um hype tão grandioso sobre o ocorrido no hotel, que no fim teve até gente se "decepcionando" com a verdade. É bizarro. A vida real é mais estranha que a ficção. Ao ignorar o peso do que aconteceu de verdade com a Elisa, ignora-se tb toda a questão importantíssima que deveria ser tratada ao ela servir de um trágico exemplo para tal. No fundo, por baixo de toda a conspiração, é uma história que merece ser lembrada. RIP Elisa Lam.
WandaVision (WandaVision) (2021) - Marvel continua surpreendendo com boas produções. Wandavision até seus meados era uma divertida e agradável sitcom na maior parte do tempo, mas com aquele toque de suspense pela Wanda ter criado seu próprio mundo. Acabou que no fim o plot twist era parcialmente previsível, exceto por alguns detalhes. O encerramento não foge do padrão, mas carrega uma espécie de anti-climax. A série tem sua base de sustento, mas não se sustenta por si só. Deixaram ponto em aberto. É como ver os filmes da Marvel ou ler as sagas dos quadrinhos: Vc acompanha uma parte da trama, mas aquilo faz parte de algo muito maior. Agora quero ver como desenvolverão nos filmes as consequências da série pra quem não a viu.
Cidade Invisível (Cidade Invisível) (1ª Temporada) (2021) - O folclore brasileiro ganhando atualização. Seguem um molde batido, tem os seres humanizados que mal se transformam e que vivem fora de seus habitat naturais, tem o indivíduo que descobre ter ligação nesse meio, tem um ambiente apocalíptico onde poucos sobraram e os tais se escondem pra sobreviver pq estão ameaçados, etc. Os personagens serem adultos em sua maioria (com protagonistas policiais) e os temas serem totalmente direcionados a trama principal tornam a produção brasileira um diferencial e até melhor que algumas outras estadunidenses no estilo. Apesar de bem feita e de funcionar dentro de sua proposta, embora tenha sentido a trama um tanto presa, não me parece interessante uma segunda temporada. Gostaria mesmo era de uma série na "era de ouro" do folclore. O gasto com isso seria maior, com certeza, mas Cidade Invisível deu um gosto pra isso.
.......... 2020 .......... Filmes
A Ligação (콜) (2020) - Seguindo a ideia básica de passado e futuro se comunicarem e se alterarem, mas levando a um lado mais sanguinário, esse thriller coreano entrega uma trama conflituosa envolvendo as personagens principais de cada época. Tem um clima de tensão na maior parte do tempo. Só as cenas durante os créditos que trazem um gosto amargo pro resultado. É como se quisessem adicionar um final alternativo (igual no remake de Madrugada dos Mortos). Não estraga a experiência, entretanto. Recomendo.
1917 (1917) (2019) - A sensação de acompanhar um trajeto de guerra quase que em tempo real. O estilo de plano-sequência dá todo um charme pra trágica aventura. Embora seja uma ficção, pesquisando descobri que a trama foi livremente inspirada em memórias do avô do diretor, que lutou na Primeira Guerra. 1917 carrega uma produção caprichada e um resultado quase que magistral.
Soul (Soul) (2020) - Mais uma boa animação Pixar. Uma viagem pela vida através de um músico de jazz. Não sabia muito o que esperar, mas há toda uma jornada entre a vida e a morte. E há muitos personagens no meio. Embora o longa pouco explore o universo pós-vida, tal local é repleto de curiosidade e criatividade. Na trama terrena, entretanto, temos o peso dramático da realidade. O foco fica mais na ideia de buscar um propósito pra viver. [Existe uma polêmica sobre produções do gênero onde o protagonista quando negro passa a maior parte do tempo num outro corpo. No caso de Soul souberam equilibrar demais isso. Mas contar muito estraga as surpresas.]
Mulher-Maravilha 1984 (Wonder Woman 1984) (2020) - WW84. Bom filme. Bem diferente do anterior. Esse é bem mais emocional e tem uma pegada muito mais batida, talvez proposital pelo período. Passadas as guerras, o mundo está esperançoso nos anos 80. Com pouca ação, os momentos grandiosos se dividem com as cenas da Diana experimentando novos poderes. O grande vilão é o Maxwell Lord. Cumpre sua função e mantém a trama interessante, o que já é mais eficiente que o vilão da Liga e mais empolgante que o vilão do primeiro (rs). Já a Cheetah é praticamente ignorada, tendo mais destaque a própria Bárbara, que tb manda bem. No geral WW84 deve agradar aos fãs da Mulher-Maravilha e quem quer um filme casual. Eu curti.
Freaky: No Corpo de um Assassino (Freaky) (2020) - Vindo do diretor de A Morte Te Dá Parabéns, dá pra notar o estilo ao brincar com a fórmula batida e apresentar novidades sem ineditismo (que?). É a mescla de um filme adolescente de terror com um filme de troca de corpos. São cenas cômicas e mortes bem gore. Só ficou estranho a atriz mais bonita do filme fazendo a protagonista que sofre bullying (ficou tipo o último Carrie), mas é detalhe. O resultado diverte. A proposta é inusitada.
A Festa de Formatura (The Prom) (2020) - Um bom musical. Não sabia muito sobre, só que era baseado numa peça e que o Ryan Murphy tava envolvido. É sobre uma garota que recebe a ajuda de celebridades após ser barrada no baile da escola por querer levar sua namorada. [Curiosidade: A base por trás da ficção é história real, pelo que pesquisei]. O musical é positivo, colorido, caricato, e tudo isso satisfaz, e muito, quem gosta do estilo. As canções agradam dentro da proposta, logo não é necessário existir algo pra "marcar" mercado, e sim convencer e entregar os minutos prazerosos ao público. Tem um elenco de peso que ajuda demais na experiência. O roteiro abrange diferentes linhas narrativas desenvolvendo os vários personagens e suas sub-tramas, e isso pode soar como uma falta de foco na trama, o que talvez seja mesmo, mas no fim The Prom conta a história de pessoas querendo ser elas mesmas no mundo. Tem a garota lésbica buscando aceitação, tem o ator gay que possui um conflito familiar passado, tem a atriz narcisista que busca méritos próprios e descobre todo um mundo de pessoas com problemas, tem o diretor de escola hetero que gosta de musicais, tem os pseudo-conservadores que se intitulam cristãos mas só seguem o que os convém, etc. Achei um bom entretenimento. Batido sim, mas e daí?
Espírito Jovem (Teen Spirit) (2018) - Um teen spirit meio old spirit. Não sabia que a Elle Fanning cantava. Sobre o filme, é bem simples, não tem nenhuma trama maior ou algo do tipo. É sobre uma garota participando de uma competição de canto. O desenvolvimento é bem raso. A tal competição mesmo, assim como outros pontos que são citados, como a família do cantor de ópera, pouco é explorado além de sua própria ideia de ser um elemento pra trama. Quando soube do longa, pensei que seria algo agitado, músicas de rock e tal, rebeldia, mas pra minha surpresa (positiva) tem um clima pra baixo, meio deprê, reforçado com maestria pela proposital cara de desânimo da protagonista em sua pacata vida cotidiana, pelos diversos momentos silenciosos (ou não barulhentos) e de certa forma pelas canções, em sua pegada eletro/retrô com um vocal por vezes tranquilo (que, mesmo quando agitado, demonstra a diferença entre a satisfação do momento e o restante do dia). Aquele tipo de filme pra se ver numa noite sozinho.
Power Rangers (Power Rangers) (2017) - [Not] Power [Drama] Rangers. Gosto desse filme, mesmo com os problemas. Em duas horas dava pra fazer muito mais, mas o clima lento é muito bom. O momento PR ocorre só pro final e mesmo assim as lutas soam como movimentos pesados, sem tanta naturalidade. O melhor do filme é todo ele antes (ou seja, quase todo o longa kk). O forte é acompanhar os personagens se conhecendo e buscando se tornar Power Rangers. Uma pena que não terá continuação. Muita gente queria mais tempo de PR na tela, mas arrisco a dizer que o filme talvez tivesse um resultado pior (considerando o que foi apresentado). E se tivesse um segundo teriam que buscar formas de tornar as batalhas mais dinâmicas. No aguardo do novo reboot. De novo.
A Entrevista (The Interview) (2014) - Aquele filme que quase causou uma guerra rs Na época que saiu teve aquele ataque hacker contra a Sony onde vazaram vários dados da empresa e fizeram ameaças de morte, que o FBI diz ser fruto de norte-coreanos, embora o país negue. Teve tb a Coreia do Norte considerando o filme como um ato de guerra e cabível a retaliação. Teve tb pessoas poderosas apoiando o lançamento do filme, e nessa época inclusive o próprio Obama entrou nessa.
Mas e o filme? É bom? A Entrevista nada mais é que um típico besteirol estadunidense. Esse mais especificamente "humor Seth Rogen". Goste ou odeie. Eu particularmente acho muitas piadas forçadas demais, como se quisessem polemizar de graça, apenas causar por causar; já outras funcionam melhor, tendo um real contexto para isso, um sentido por trás. O que torna o filme atraente é sua ideia e a coragem de tirar sarro de uma ditadura real com um ditador que ainda está no poder. E como tiram sarro rs Mas fora isso... A Entrevista é um filme por vezes louco e bem divertido, mas por vezes tb apenas um compilado tosco de marmanjos com alma de quinta série fazendo piada de pinto em momentos completamente nada a ver.
No Gogó do Paulinho (No Gogó do Paulinho) (2020) - Um filme pros fãs do personagem, mas ao mesmo tempo nem tanto. Com uma pegada bem mais leve que o habitual, No Gogó do Paulinho apresenta Paulinho Gogó contando trechos de sua vida a estranhos. É um filme de origem. Minha curiosidade era o quanto a dramatização influenciaria na experiência de uma produção baseada em puros diálogos frutos de uma conversa entre amigos, mas o filme soube contornar colocando o protagonista narrando os acontecimentos por cima. / O maior problema do longa talvez seja o humor para quem está esperando mais. É quase como um filme família, com piadas mais simples, caricatas, bobas, pastelão, pra divertir qualquer idade, mas ao mesmo tempo não é tão família assim pq tem piadas mais besteirol, que é o que a maioria está acostumada, mas tb nem tanto (rs). Digamos que o que o Paulinho Gogó fala num quadro de A Praça é Nossa é muito mais pesado do que qualquer humor que há no filme, vide as cenas do próprio programa que passam nos créditos. Senti que se seguraram tb no teor polêmico do humor característico do comediante, que em seu original por vezes pode soar ofensivo para os padrões atuais. Decidiram jogar mais no raso. Enfim. / É um filme peculiar, seu humor batido funciona sim, diverte sim, mas não é bem o que se espera de um filme do Paulinho Gogó. Dava pra ser melhor. Ainda assim, tá tudo lá, o personagem tá lá, fielmente reproduzido, com seus jeitos e vocabulário único (que pra mim é o elemento mais chamativo), rendendo diversos bons momentos e apresentando os famosos outros personagens que ele tanto conta em duas inúmeras histórias no banco da Praça. "Quem não tem dinheiro conta história". Merece uma chance quem busca algo pra passar o tempo.
Os Novos Mutantes (The New Mutants) (2020) - Os Novos Mutantes enfim lançado, enfim conferido. Filme altamente aguardado desde a época que anunciaram, hype diminuído conforme ia sendo adiado e anunciavam mudanças, decepção quando finalmente saiu. Pois bem. Eu curti. É um filme bem simples, o mais diferente da franquia X-Men, com uma pegada de terror, mas nem tanto assim. Do jeito que falam parece o pior longa dos mutantes, mas é facilmente melhor que alguns deles. / Apesar do elenco mandar bem, pouco se explora dos personagens. Tudo funciona no básico com informações básicas para a trama básica prosseguir caminhos básicos. Clichê sim, meio genérico, mas bom, afinal, não explorar todo seu potencial e se manter no seguro não define necessariamente que o filme é ruim, apenas incomoda. E como um efeito reverso, me senti envolvido pelo universo criado e curioso em acompanhar as histórias que ocorriam naquele misterioso local fechado com aqueles misteriosos personagens que mal mostravam seus poderes e os misteriosos acontecimentos de medos personalizados. / Vale citar que o filme em seu roteiro original teria a participação dos X-Men, todos cortados após o fracasso do Apocalipse. As referências por sua vez são rasas, talvez uma bem válida, mas no fim pouco importa, afinal, mudaram a linha do tempo do presente pro passado e supostamente cancelaram o que era pra ser uma trilogia com muito potencial, assim como qualquer filme do universo dos mutantes após a compra da Fox pela Disney (exceto Deadpool). O resultado final é simples, mas ao meu ver parcialmente agradável, embora reconheça os problemas. Em meio a tantas críticas negativas, Os Velhos Mutantes de certa forma chegou a surpreender. Veria novamente de boa.
Vem Brincar (Come Play) (2020) - Um monstro perturbando um garoto autista fã de Bob Esponja através de aparelhos eletrônicos que servem de porta entre os dois universos. Parece um punhado de elementos de outras produções numa só, com uma premissa interessante, mas resultado mediano. Vale a curiosidade. Dá pra lembrar principalmente de Babadook e de Quando as Luzes se Apagam.
Malévola: Dona do Mal (Maleficent: Mistress of Evil) (2019) - Benévola 2 enfim conferido. Continuação desnecessária, trama simplória e arrastada. Fraco, mas no fim é tipo aqueles filmes batidos. Não é nenhuma bomba, mas não perde quase nada não vendo. E só digo quase nada pq gostei da batalha final. Quanto ao longa em geral, o primeiro eu curti bem mais, mesmo não achando nada tão surpreendente. Se esse segundo tivesse meia hora a menos seria mais tranquilo, pq duas horas foi cansativo.
Togo (Togo) (2019) - A real história por trás da famosa corrida pela vida nos anos 20 que envolveu muitos cães e treinadores. Atravessar centenas de quilômetros de neve e gelo numa tempestade não é pra qualquer um. É incômodo como o Togo não teve créditos na mídia pelos seus feitos por quase um século, sendo substituído erroneamente pelo Balto. Mas é óbvio que o Balto não tem culpa de nada, é apenas um cão e fez seu trabalho, assim como todos os outros cães e os humanos envolvidos. Ainda bem que esse filme existe. Recomendo.
Serei Amado Quando Morrer (They'll Love Me When I'm Dead) (2018) - Bom documentário sobre o filme inacabado de Orson Welles. Embora por vezes repetitivo, conta tanto sobre os bastidores quanto sobre o diretor e os acontecimentos pessoais, locais e mundiais que influenciavam tudo. Bem bacana. O doc acabou sendo bem melhor e bem mais inteligível que a tentativa recente de finalizarem o longa via Netflix.
O Outro Lado do Vento (The Other Side of the Wind) (2018) - Tentativa falha via Netflix de concluir o último filme do Orson Welles. Se não fosse o doc, que funciona bem melhor que o próprio filme, eu estaria perdido. A trama tem sua metalinguagem de filme sobre os bastidores de um filme, mas há muitas cenas soando aleatórias, sem um propósito maior além da mostra do incomum. A edição é a que mais prejudica a experiência, com diversos momentos soando como compilados apressados que desanimam qualquer um. Se bem que quando a narrativa desacelera continua monótono. Uma pena.
Mortal Kombat (Mortal Kombat) (1995) - Rever o filme antigo de Mortal Kombat é admitir que é tão ruim que fica bom rs Antigamente achava o máximo. Hoje percebo que tem umas coisas muito toscas. As batalhas são fracas, tem diálogos que não fazem sentido e o roteiro trata o torneio de qualquer jeito. Mas é tão tranquilo de ver.... Aquele tipo de filme que agrada por ter sido lançado na época certa.
Bob Esponja: O Incrível Resgate (The SpongeBob Movie: Sponge on the Run) (2020) - Dentre os três longas é de longe o mais fraco, embora ainda mantenha a essência. Reaproveitam alguns elementos anteriores e ignoram outros pra uma nova aventura remodelada do 2D para o 3D. Não dá pra ser chato com Bob Esponja, há vários momentos divertidos aqui, os personagens são muito carismáticos, mas tb não dá pra deixar passar os problemas ou a sensação de que poderia ser melhor. Ao todo é um longa mais leve que os demais, possui algumas referências variadas, conta com umas participações especiais de atores reais e tem alguns poucos flashbacks mostrando como os personagens se conheceram. Uma aventura ok. RIP Stephen.
Dunkirk (Dunkirk) (2017) - 1. Terra ~ zuuuuummmm ratatatata boom boom boom boom zummmmm ratatatata boom ratatatata zuuuummm ratatata boom boom boom boom boom zummm ratatata / 2. Água ~ chuaaaa chuaaaa chuaaaa / 3. Ar ~ zuuuuummmm ratatatata zuuuuummmm ratatatata zuuuummm ratatatata zuuuuummm ratatatata
Django Livre (Django Unchained) (2012) - Filmaço do Tarantino. Velho oeste, escravidão e fogo nos racistas. Aos poucos ando conferindo os longas do diretor. É isso tudo mesmo. Quase três horas que prendem a atenção. É um filme incômodo e tb satisfatório. E violento, óbvio. / Agora fico no aguardo da série que anunciaram (versão estendida do filme). Li que o Tarantino pretende ou pretendia continuar Django nos livros. Inclusive Os Oito Odiados seria uma continuação, mas ele desistiu por não conseguir encaixar o personagem na trama. Ainda bem rs Mas descobri tb existe uma continuação em forma de HQ, que é um crossover com o Zorro. Vou procurar depois.
Sintonizada em Você (Yoo Yeol's Music Album) (2019) - Aquele filme tranquilo pra se ver numa noite silenciosa. Uma relação entre a amizade e o romance separada ao longo dos anos por meios de encontros e desencontros. Quando tudo parece estar dando certo, a vida revela suas surpresas. Mas aos poucos percebemos que o culpado aqui não é necessariamente o destino como uma força maior, e sim os próprios personagens e suas próprias escolhas. É preciso estar em paz consigo mesmo para que o amor ao próximo prevaleça. Duas horas foi pouco. No fim eu ainda queria continuar acompanhando essa história por mais anos.
Star Wars, Episódio V: O Império Contra-Ataca (Star Wars, Episode V: The Empire Strikes Back) (1980) - O Império Contra-Ataca é dito como o melhor filme da franquia. Não pra mim. he. Mas da trilogia original é sim, facilmente o melhor na verdade, superior a Uma Nova Esperança e O Retorno dos Jedi. Mas só reforça como a amada saga tem altos e baixos em todos os longas e como o estilo de narrativa de antigamente não combina em nada com a atualidade. Faz jus ao seu tempo. É grandioso dentro de seus princípios. E é isso. / Em resumo: É muito bom, mas não acho essa perfeição toda, por mais que goste, e tem que ter paciência pra assistir aos longas antigos devido a "lentidão" das cenas. Mesmo assim mal percebi o tempo passar e no fim queria mais.
Tenet (Tenet) (2020) - Antes eu tava meio perdido, daí depois percebi que eu tava perdido mesmo, mas aí antes me encontrei, então depois as coisas se encaixaram, só que antes tudo fez sentido, mas depois que entendi. ... ... ... A ideia é melhor que o resultado, mas vale a curiosidade. Trabalham com a questão do tempo reverso, separado do espaço. É tipo viagem no tempo espelhada (?). Mas há muito chão a percorrer pela trama até que tais elementos se tornem recorrentes. Por vezes eu até esquecia que o filme envolvia isso (rs) e pensava estar vendo apenas um longa de um cara que queria salvar uma mulher de um relacionamento abusivo. Ora, mas não foi isso tb? Tenet é um longa bem interessante, mas deveras cansativo. Talvez se fosse mais curto se sairia melhor. Talvez. Tem curiosas cenas de ação. E mesmo sendo muito previsível em diversos pontos, não dá pra esconder a sensação boa toda vez que as coisas se encontram e tudo naquele momento passa a fazer sentido.
Death Note (Death Note) (2017) - Decidi rever essa bosta pq tava com vontade. Não é bom, mas tb não é isso tudo de ruim. Só é tão atacado pq tem um material base pra acompanhar. Como adaptação, realmente deixa muito a desejar. Como filme em si, não é grande coisa. Agora como uma versão estadunidense, está ótimo. Ora, trocaram a cultura japonesa pela americana. No lugar de um personagem frio e calculista, temos um nerd que tenta ser descolado. No lugar de uma garota submissa, temos uma independente. No lugar de um detetive meticuloso, temos um que age por impulsos. No lugar de uma trama grandiosa de investigação policial, temos um romance adolescente de jovens revoltados com o mundo. É ou não é um típico filme hollywoodiano? Pois bem. O problema não é apenas a distorção dos personagens, a Misa manipulando o Light, o L fazendo burrice, todos os três temperamentais, etc, mas tb a tentativa de espremer toda uma longa trama em pouco tempo cortando tudo o que podem no meio enquanto criam algo original por cima. O resultado é algo corrido e raso. Parece que tô vendo um resumão do começo em forma de releitura e depois o fim de tudo logo a seguir. Mas levando em conta o filme isolado, ele ainda soa uma ideia mal aproveitada, encurtada, com potencial reduzido a migalha, sem explorar seus horizontes e com personagens tendo atitudes questionáveis. Mas ele tb sabe encaminhar seu rumo, sabe pegar o pouco que o restou e usar isso como impulso, entende que reduziu tudo e interliga os ocorridos como pode, e de certa forma funciona. Me falta ódio. Como um filme de suspense é um boa comédia. Algo nele me atrai. Não é nem torturante ver, mas sim divertido. Seria tão ruim que ficou bom? Pq concordo tanto com quem detona esse filme quanto com quem o defende. Só não concordo com os extremos de cada lado. No aguardo da continuação.
Death Note: Iluminando um Novo Mundo (デスノート Light up the NEW world) (2016) - Filme revisto. Continuo achando um bom filme e uma ótima proposta de renovação da franquia, exceto pela ideia dos DNAs que não fazem sentido mesmo. Dessa vez o filme me soou menos confuso, na verdade é simples até, inclusive reciclam ideias da franquia. Acontece que há surpresas e mais surpresas ao longo dele, mas é o básico. Muitos podem achar forçado, mas até a trama original fazia suas viagens malucas. Alguns questionamentos meus foram respondidos dessa vez, outros o filme deixa pistas, mas não responde claramente. Senti que algumas regras foram quebradas, como o tempo de morte após escrever o nome sem especificação. Gostei de explorarem outros personagens internacionalmente com o Death Note, mas infelizmente dura pouco. Fizeram toda aquela intro com o médico, mas logo depois ele é deixado de lado. O "novo L" é o melhor personagem dessa nova versão. O que me soou estranho mesmo foi a conclusão. Minha mente ainda está processando. Fora isso é um longa empolgante, tem todo aquele jogo de perseguição, tem retorno de personagens antigos, tem referências. Queria que tivessem continuado com mais filmes. Só reforço que deveriam ter lançado como série, inclusive existe uma minissérie prelúdio desenvolvendo melhor os personagens. Agora que revi o filme até lembrei de cenas que pensei que era do filme, mas no fim era da mini. Enfim. Nesse meio tempo saiu a duvidosa versão estadunidense e o interessante one-shot japonês nos dias atuais. Death Note ainda mantém potencial, mesmo com altos e baixos.
Quando um Estranho Chama (When a Stranger Calls) (2006) - Bom suspense. Clima total de tensão. A protagonista as vezes tem umas atitudes burras típicas de filmes do gênero, mas o longa tem umas coisas diferenciadas aqui que o tornam interessante, como a prot manter contato com a polícia e o desfecho, creio eu, condizente com a realidade. Só me incomodei mesmo que a impressão que deu era de que qualquer um podia invadir aquele terreno. A segurança se resume apenas a um alarme na porta de casa? Enfim. Eu já teria me desesperado na primeira luz acesa e morrido no apagão rs
Deixados Para Trás: A Nova Geração (Vanished: Left Behind - Next Generation) (2016) - Derivado de Deixados Para Trás focado no público jovem, baseado nos livros derivados de mesmo foco. Ou seja: É tipo uma trama paralela ao primeiro filme, e não necessariamente um reboot, só que mais leve e falsamente "atualizado", mas isso pouco importa. Infelizmente muito fraco. Curioso que pouco se fala sobre o arrebatamento e o lado cristão, mesmo sendo um filme cristão. E o arco principal de fundo tanto faz pro contexto geral, funcionaria de boa em outro contexto, tipo um apocalipse zumbi. Mas isso nem é problema tb. O filme que é fraco, os acontecimentos são muito duvidosos e as cenas sem emoção nenhuma. Nem a cena do arrebatamento tem impacto. Seria melhor deixar essa franquia para trás? (rs). Pq não é possível que não acertem igual na trilogia original. Deveriam fazer logo uma série aos moldes dos primeiros filmes.
Mussum, Um Filme do Cacildis (Mussum, Um Filme do Cacildis) (2019) - Que documentáris bom. A trajetória do mais popularmente conhecido como Mussum desde sua época nos Originais do Samba até seu fim nos Trapalhões. Tem a participação de alguns dos filhos e amigos em depoimentos sobre a vida pessoal dele. Tb falam sobre o racismo no humor mais pro final. E tem muitas gravações de várias épocas. Um doc que devia ter umas duas horas que eu veria de boa.
Assassin 33 A.D. (Assassin 33 A.D.) (2020) - "E se o maior evento da história humana fosse apagado?", diz a frase do poster, indicando a ressurreição de Jesus. Pois bem. O longa apresenta terroristas voltando no tempo para matar Jesus e gênios voltando no tempo pra salvar Jesus ou quase isso. Não é um filme gospel por detalhes pertinentes (principalmente pela distorção bíblica). Parece muito em alguns momentos, mas tb não parece nem um pouco em outros momentos. Enfim. Sabem aqueles filmes ruins, repletos de problemas sérios, mas que a ideia é boa e que no fim nem tudo tá perdido? É esse o caso. As situações extremamente forçadas são vastas, tem umas faltas de lógica de doer, os acontecimentos são pouco explorados, há estereótipos preocupantes, há acusações do filme ter intolerância religiosa, etc. Mas... a proposta é tão inusitada que bate a curiosidade. A confusão que as viagens temporais vão gerando e a ideia de outros ângulos num acontecimento famoso são uma boa. Pena que ficam no raso. É um longa que poderia funcionar muito bem nas mãos de alguém mais "adequado". Meu eu do passado teria achado sensacional, mas meu eu do presente já pensa diferente. Ainda bem. Mas ainda estou confuso sobre o que achar de tudo isso. Motivos óbvios: É viagem no tempo e trama bíblica num só lugar.
Entre Facas e Segredos (Knives Out) (2019) - Muito bom. Pelos elogios pensei que fosse "apenas" mais um bom filme de investigação devido aos elogios, talvez com um clima mais extravagante, mas as coisas vão muito além. O ponto nem mesmo é saber quem é o assassino. Bem divertido de acompanhar os acontecimentos. Recomendadíssimo.
Cooties: A Epidemia (Cooties) (2014) - O nugget infectado que causou o apocalipse zumbi infantil kk Humorado, meio gore. Já tinha visto, mas foi bom rever. Filme divertido desses. Uma pena não ter sido bem recebido. Professores numa escola tentando sobreviver aos alunos que viraram zumbi. Como li em outro coment: "Desculpa pra bater em criança" rs Renderia fácil uma continuação. Seria real aquela cena inicial da galinha virando nugget? Nojento, mas não duvido.
Pequenos Monstros (Little Monsters) (2019) - Seria um filme infantil se não tivesse sacanagem, xingamentos e sangue kk Um músico fracassado decide ir no passeio escolar de seu sobrinho só pra dar em cima da professora, mas acabam cercados por zumbis. Não é musical, mas tem várias cenas com músicas (a prof sempre toca ukulele e canta com sua turma). Divertido.
O Dilema das Redes (The Social Dilemma) (2020) - Talvez o documentário mais importante da atualidade. Não que signifique muito, infelizmente, tanto que duvido que cause tanto impacto assim. Deveria, né. Por alguns momentos chega a ser irônico como o doc tem noção das coisas e se utiliza disso. O foco é no lado ruim das coisas. Entendam bem, em nenhum momento falam que tudo é ruim, pelo contrário, alguns entrevistados reforçam o lado bom, mas é o lado ruim que merece a atenção pela preocupação. É um doc a princípio sobre como as redes sociais manipulam informações para manter seu público. Nós nos tornamos o produto, como é dito no doc. Tudo é proposital, tudo é estudado, tudo é moldado para que tenhamos noção de liberdade, mas estamos apenas presos a comandos feitos para isso. É como vivermos numa Matrix, como dito no doc. Após, temos as consequências geradas na vida real pelo mal uso dessa tecnologia, adentrando questões políticas e suas brigas, aumento de grupos preconceituosos, teorias da conspiração, fake news, etc. Por mais que seja um conteúdo repetido, é extremamente revelante, pq, por incrível que pareça, ainda tem gente que se surpreende com o que é falado aqui, como se vivessem numa bolha sem acesso ao que já foi exposto inúmeras vezes. E talvez realmente vivam, como é dito no doc (de novo). Gostei como o doc parte pra um lado meio filme, com uma trama fictícia paralela que simula a realidade pra exemplificar na prática tudo o que é falado. E as entrevistas são com pessoas importantes da área da internet, das redes sociais, e se alguns grandes nomes estão hoje alertando sobre algo, é pq realmente tem algo nisso. Enfim. Para a parte de coleta de dados e toda a polêmica, recomendo o doc Privacidade Hackeada, do ano passado, tb disponível na Netflix. Agora, após ver esse doc criticando redes sociais numa rede social que se utiliza dos mesmos meios de persuasão, irei para outras redes sociais expor minha opinião sobre terem falado mal dessas redes e assim continuar usando e sendo manipulado, mas com consciência (rs). Brincadeiras a parte, recomendadíssimo. É marketing.
Privacidade Hackeada (The Great Hack) (2019) - A falta de privacidade online é um tema recorrente e Privacidade Hackeada nesse caso poderia ser apenas mais um documentário apontando isso. Entretanto, existe um motivo de destaque: O doc trata sobre as polêmicas coletas de dados pela Cambridge Analytica para uso comercial e o impacto significativo na política, visto a campanha de Trump, o Brexit, etc. É interessante ver como tudo é estudado, como uma coisa influencia outra, como investem para influenciar pessoas, como manipulam informações em prol do lado escolhido. Ora, é marketing. O Facebook acaba tendo grande destaque nisso, pela venda de informações. Na época eu via por cima os julgamentos, mas agora entendi tudo o que estava acontecendo por trás. Em relação a Kaiser, a figura central do doc, tive uma sensação a todo momento de que ela não queria assumir sua culpa em meio a tudo isso. Ela tem noção do que ajudou a criar, por isso se rebelou contra a própria empresa da qual trabalhava, mas uma coisa não diminui a outra, ""apenas"" expõe os podres que há por debaixo dos panos. E isso rende bons debates e matérias e documentários e etc. Agora deixa eu escrever minha opinião aqui e depois ir lá no Face publicar tb e ter meus dados "roubados" (he). Enfim. Ainda temos muito a analisar sobre todos esses acontecimentos.
A Maldição da Chorona (The Curse of La Llorona) (2019) - Fazendo parte do universo de Invocação do Mal, A Maldição de Chorona tá no nível dos demais derivados. Mais um filme de terror que achei ok. Bem clichezão. O ruim mesmo aqui são algumas atitudes burras dos personagens e o fato da Chorona ficar assustando em vez de fazer logo o que tem que fazer. Repararam que a garota é a principal vítima? Pq o roteiro deve ter se esquecido dos demais, não é possível. Gostei que a coisa-ruim ataca qualquer hora do dia e mesmo com proteções religiosas. Dá pra passar o tempo. E aquela boneca da garota lembra a Annabelle.
Ressurreição (Risen) (2016) - O outro lado do período de ressurreição de Jesus. O protagonista é um tribuno romano investigando, a mando de Pilatos, o desaparecimento do corpo de Yeshua. Nisso ele vai atrás dos discípulos e outros envolvidos. É uma trama fictícia de investigação atrelada a trama bíblica, imaginando uma nova perspectiva para o que já foi contado e adaptado milhares de vezes. / Vale citar que aqui não temos necessariamente uma releitura, visto que o filme segue o fundamento bíblico, apenas acrescentando esse conteúdo diferencial de outro ângulo sob os ocorridos. Vale citar tb que o longa não trata da vida de Jesus nem da perseguição de seus discípulos, se focando justamente na procura dos romanos por Jesus no período entre a crucificação e a ascensão aos céus. Belo filme. / No IMDB diz que o projeto foi pensado como uma sequência não-oficial de A Paixão de Cristo (que curiosamente após esse longa confirmaram a continuação oficial). Embora a ideia de uma visão romana não seja original daqui, Ressurreição merece seus méritos. Numa rápida pesquisa descobri que dois filmes de título "Inchiesta" já trataram do tema antes, então fica a curiosidade pra conferir.
Verdade ou Desafio (Truth or Dare) (2018) - Pra proposta e considerando ser um terror adolescente, achei ok. Não chega a ser bom, mas tb não é essa ruindade toda. É clichezão, tem momentos duvidosos, mas é mais um típico filme do gênero. Vi a versão estendida do diretor que a Netflix lançou, não sei o que difere pro original.
Psiconautas, As Crianças Esquecidas (Psiconautas, los niños olvidados) (2015) - Animação deprê. Quando ouvi falar sobre, parecia um filme de aventura, ainda mais com animais como personagens, mas rapidamente percebi ser macabro, incômodo e repleto de metáforas. O cenário é uma ilha devastada por um desastre nuclear. O Birboy, personagem que dá nome alternativo ao filme, vive triste e toma drogas pra manter seu demônio interior preso e fugir da realidade. Tem outros personagens, onde cada um tem seus problemas pessoais. Como o título sugere, é a história das crianças que foram ignoradas pela sociedade e vivem num mundo vazio. Um psiconauta é aquele que investiga a própria mente em busca de respostas. No começo me senti perdido com o tanto de arcos que vão sendo inseridos e cenas num estilo meio nonsense e confusas, mas aos poucos todas as trajetórias vão se encontrando e os momentos viajados a fazer cada vez mais sentido. Nisso percebe-se (ou não) que tais sequências que destoam da "lógica" buscam explorar um sentido figurado de um problema real.
A Babá: Rainha da Morte (The Babysitter: Killer Queen) (2020) - Filme zoado. Enquanto o original se leva a sério em sua proposta, o segundo decide fazer uma paródia de si mesmo. Dá pra dizer que o primeiro é mais "pé no chão" e esse [muito] mais "fantasioso". Bem mais trash, por assim dizer, mas não necessariamente no sentido positivo. Mas as sensações são tão mistas que parece um festival de ruindade que no fundo deu certo em algum ponto, só que não o suficiente pra salvar a produção ao todo. Os retornos são duvidosos quanto os plots. Quase nada aqui é marcante. O longa soa como uma tentativa desesperada de sair da mesmice nem que tenha que fazer algo propositalmente sem noção. É a clássica ideia da continuação ser mais grandiosa que o antecessor, só que numa perspectiva zoada. Talvez haja um charme nisso, nessa ideia do "tão ruim que é bom", mas... Mil vezes o primeiro que esse. Mesmo com o exagero nesse, dava pra sair algo melhor. Continuação desnecessária.
Mulan (Mulan) (2020) - Bom. É diferente da animação, mas ao mesmo tempo mantém seus acontecimentos. Algumas mudanças foram boas, outras não. Quem for ver querendo o desenho esquece. / É curioso citar que a animação, apesar do sucesso, teve certa revolta chinesa, então agora a Disney tentou agradar mais a eles, ficaram num meio termo, fizeram algo diferente, mas no fim acontecimentos externos estão envolvendo o filme em polêmicas na China, então sei lá. Nisso eu poderia reclamar de algo tipo a desculpa furada da diretora sobre realismo sendo que o filme não é realista, mas... O filme é bom. / Claro que há falhas visíveis, a questão do chi foi mal inserida, tacaram uma Fênix desnecessária no meio, faltou mais personalidade pros secundários, mas o que me incomodou foi o lado dos vilões. A vilã mulher tem todo um ótimo contexto que poderia ter sido bem mais explorado, só que soa como mera ferramenta de existência pra engrandecimento da protagonista. E acaba que isso deveria pesar pro vilão homem, mas ele é apenas um personagem vazio que só serve como ferramente de base pra bruxa. / E mesmo com tudo isso, ainda gostei do filme. Mesmo não sendo um filmaço, é agradável, talvez por todo o conjunto em geral, o visual, a jornada da heroína, a trilha sonora, dá pra ver de boa. Nem percebi a hora passar. A trama de Mulan é boa demais, a mulher que desafia um universo mandado por homens e tal. Óbvio que ainda preferiria ter visto uma versão mais fiel do desenho, já que é versão Disney, sem contar que a lenda de Mulan já tem outros filmes que buscam algo mais realista e que provavelmente devem ser melhores que esse, sem querer desmerecer a obra, mas qualidade se define pelo resultado. Então, mesmo com suas falhas e apesar de tudo, foi um bom filme.
O Grande Mestre 4 (Ip Man 4) (2019) - Dentre os quatro filmes, esse último capítulo foi o que menos curti, mas não por isso foi ruim. Apesar de se inspirar numa trama real, cinematograficamente é bem clichezão. Por se passar nos EUA, pensei que mostrariam mais do Bruce Lee, mas há poucos momentos sobre. É um longa que divide mais espaço com outros personagens, e não apenas o foco no Ip Man. Acima de tudo, um longa de denúncia a enorme xenofobia existente nos EUA e, pq não, em parte menor, aos chineses mais conservadores que vivem numa bolha onde só eles são aceitos. É um bom encerramento da franquia, apesar de tudo, já que traz boas mensagens e o legado do grande mestre.
Professor Marston e as Mulheres Maravilhas (Professor Marston and The Wonder Women) (2017) - Dominância. Indução. Submissão. Conformidade. A origem da Mulher-Maravilha. A polêmica vida do trisal (é correto o termo?) é retratada em detalhes, buscando mostrar e explicar os elementos que levaram o professor/doutor Marston, outrora criador do detector de mentiras, a criar a maior heroína dos quadrinhos com base nas duas mulheres que ele amava, seus estudos psicólogos e seu fetiche amoroso. Ele defendia temas considerados tabus e reforçava isso nas HQs. O filme aborda as polêmicas do conteúdo dos quadrinhos, que são defendidos e explicados pelo autor. É um filme bem interessante. A única coisa que senti falta foi de um aprofundamento na opinião das próprias mulheres sobre a personagem. Seria um acréscimo importante ao meu ver.
Quando as Metralhadoras Cospem (Bugsy Malone) (1976) - É um filme de guerra de gangsters só que com crianças e "musical". O resultado ficou muito bacana de se ver. Pegaram algo que seria facilmente pesado com adultos e transformaram em algo leve e divertido. Curioso que esse filme tem vários prêmios, tá em listas de melhores filmes, mas não costumo ver comentários sobre.
Alien vs. Predador 2 (AVPR: Aliens vs Predator - Requiem) (2007) - Inferior ao primeiro, fraco, mas tem seus momentos. Por um tempo eu realmente não tava achando grande coisa, mas quando começam os confrontos há uma melhora por tentarem fazer algo maior, mais exagerado. Tem umas bizarrices boas. Dá pra divertir, porém é prejudicado por uma trama rasa com personagens um tanto aleatórios. Não chega a ser um absurdo de ruim igual a crítica fez parecer como se fosse um dos piores filmes do mundo.
Alien vs. Predador (AVP: Alien vs. Predator) (2004) - Gostei do crossover. Vejo tantas críticas negativas, mas é um longa bem divertido. Tem seus problemas, é clichê mesmo, dá pra notar que forçam a barra as vezes, mas possui uma trama aceitável e as batalhas entre aliens e predadores e humanos são boas. O estilo do filme e o visual remetem muito a filmes antigos do gênero, o que é bacana. Já vale por darem espaço total pras lutas das criaturas mesmo com a trama humana.
O Predador (The Predator) (2018) - Deixam de lado o estilo dos filmes de sobrevivência da franquia pra trazer um filme de aventura com aliens num misto de comédia e ação, com direito a personagens humorados, família e tal. É uma repaginada perigosa que reflete bem o cinema atual. Ainda assim não consegui odiar esse filme nem achar essa porcaria toda. Tá bem "filme-pipoca", daqueles que se vê descompromissado e depois vida que segue. Esse quarto Predador traz um estilo diferente igual o segundo fez. E pelo visto ignoraram o filme anterior.
Predadores (Predators) (2010) - É um filme de ação legalzinho. Resgatam a ideia de sobrevivência na selva do primeiro, mas num outro contexto. Só que dessa vez não há explicações pra nada, só um monte de gente num lugar enfrentando o que vier e é isso mesmo. Tem seus erros e acertos. Umas surpresas boas e ruins tb. Em geral um longa ok.
Predador 2: A Caçada Continua (Predator 2) (1990) - Se essa continuação tivesse saído primeiro ou fosse um outro longa qualquer talvez fosse mais bem recebido. Por mais inferior que seja ao anterior, ainda é um filme bem anos 80/90, com muito do que se tem direito da época, por vezes até caricato devido a isso. Trocam a sobrevivência na selva pela investigação na cidade grande. Só achei esticado demais em algumas cenas.
Morto Não Fala (Morto Não Fala) (2018) - Filme brasileiro de terror/suspense melhor que muitos lá de fora. A sinopse diz apenas sobre o protagonista falar com os mortos, mas isso é apenas uma "intro" pra toda uma trama sobrenatural. Apesar dos rostos animados nos mortos quando falam, os corpos são realistas. Particularmente curti mais a pegada inicial que a das consequências, mas aí é questão de gosto, sem relação a qualidade do filme, que é boa.
Reflexões de um Liquidificador (Reflexões de um Liquidificador) (2010) - Filme brasileiro de premissa inusitada. Uma mulher que é investigada pelo desaparecimento de seu marido conversando com um liquidificador que dialoga sobre a vida. Na maior parte do tempo é um filme bem leve até, rendendo uma classificação maior apenas em algumas poucas cenas. É basicamente o liquidificador observando o cotidiano da mulher, que intercala o passado e o presente, os dias que antecederam e os que sucederam o sumiço do homem, onde ela conversa com o carteiro, a vizinha, o investigador, o próprio liquidificador... (haha). Só senti que terminou de forma abrupta, mas há uma conclusão. Mais um achado curioso pelo catálogo da Netflix.
Emo the Musical (Emo the Musical) (2016) - É tipo um... Romeu e Julieta emo-cristão escolar musical? kk Colocaram um emo se apaixonando por uma cristã e resultou nesse conflito de mundos. Daí tem os demais personagens que acrescentam mais temas ao longa. Claro que tudo é retratado de forma leve, mas funciona. Criticam todos os lados e além (o emo se pagando de depressivo, o cristão se pagando de santo, as pessoas se pagando de felizes). As canções ironizam as situações. Notei que é um filme muito "ame ou odeie". Eu curti. Mais do que esperava. Viagem. Um achado interessante pelo catálogo da Netflix. Tava enrolando pra ver, e vendo o pessoal comentar tanto sobre "será que Jesus foi emo?" estranhei demais pra deixar passar batido rs Viagem.
Você Acredita? (Do You Believe?) (2015) - Gostei. Vindo dos criadores do horroroso Deus Não Está Morto até desconfiava, mas olha só, é bem agradável. Achei o formato do longa muito atraente. São várias tramas interligadas com vários personagens diferentes ao longo de duas horas. Alguns já acreditam em Deus, outros não, e todos os rumos vão levando ao questionamento da fé em Deus. "Você acredita na cruz?". Tem um pouco de ação, de comédia, drama, boas dosagens. Chegam a citar alguns temas tabu, mas nunca exploram eles de fato. Ponto positivo por não definirem bondade ou maldade apenas por crença (mas óbvio que tem um monte de cristão sendo cristão, até pq é um filme cristão rs). Sinto que muitos avaliam esse tipo de filme de forma errônea, não em técnica, mas em mensagem. Não desrespeitando ninguém, tá valendo. É sim sempre um padrão clichê, mas cada caso com seu caso. Há um público-alvo, uma mensagem e funciona. O filme ainda conta com alguns nomes famosos. E o diretor é o mesmo que depois dirigiria o interessante (e que recomendo) Em Defesa de Cristo.
Circle (Circle) (2015) - Esse filme é muito doido. Por mais que a crítica não seja favorável, e mesmo tendo seus problemas, o considero um ótimo thriller psicológico. 50 pessoas numa sala com partidas de dois minutos pra escolher quem morre. Não precisa de tanta reflexão ou aprofundamento de temas sociais. Ali as pessoas tem pouco tempo pra sobreviver. É instinto. Indagações e votar ou morrer. Durante o filme pensei que seria ótimo se existisse um tipo de filme interativo disso pro público escolher os destinos. Ou até mesmo um reality show baseado no filme.
XOXO: A Vida é Uma Festa (XOXO) (2016) - Fui ver sem esperar nada e obtive o que esperava kk Soa meio vazio, mas cumpre seu propósito, então sei lá, passa a mensagem que queria de forma clara. É um conjunto de arcos clichês de pessoas indo pra uma festa rave com muita droga, muita batida e muito neon. Cada personagem tem seus problemas pra resolver. Visualmente tá show, sonoramente acho que dava pra ir mais além, de resto é o que é.
Invasão Zumbi 2: Península (Busanhaeng 2) (2020) - Perderam a linha. Embora considerado parte do universo de Invasão Zumbi (Train to Busan), Península nada mais é que um filme de zumbi qualquer. Tem seus momentos a la Mad Max e Velozes e Furiosos, mas a fórmula batida adicionado ao roteiro forçado (principalmente em seu clímax) o torna morno demais pra se tornar marcante. Tentaram colocar uns estadunidenses no meio, mas ficou meio zoado. Apelaram muito mais pros efeitos especiais que os zumbis perderam o realismo do anterior, sem contar que eles dessa vez ficaram em segundo plano. Filme mediano. Decepcionante em comparação ao primeiro. Problemático como filme em si.
A Bruxa (The VVitch: A New-England Folktale) (2015) - O filme que provavelmente popularizado essa onda de terror pós-moderno, embora não seja o primeiro. Revendo entendi melhor o filme e percebi mais detalhes. Sinistro. Como dito nos créditos, ele foi feito com base em diversas documentações reais da época (de contos populares a registros de diários e jornais). O cuidado nos detalhes é tão grande que vale a lida na vasta lista de curiosidades do longa na página do IMDB. Deve ser por isso que a Igreja Satânica se interessou (rs). Ou pode só ter sido marketing mesmo.
Escape Room (Escape Room) (2019) - Gostei. Vi o pessoal dividido, dizendo que era um "Jogos Mortais leve", mas e daí? Tem uma premissa básica de sobreviver a salas de jogos e conseguem desenvolver bem. Não explicam tanta coisa, mas há boas surpresas. Só cagaram o começo, dar meio-spoiler de cara num filme de sobrevivência é pra ferrar mesmo e isso incomodou demais. Achei o encerramento interessante. Por vezes tem uma vibe tb de Premonição e Jogos Vorazes. Ao todo é bem bacana. No aguardo da continuação.
Interestelar (Interstellar) (2014) - "Não tenho medo da morte. (...) Tenho medo do tempo". Já apreciaram o melhor filme espacial já feito? Interestelar revisto em 4K. O que muitos criticam eu defendo, como as diversas explicações, o plot twist e a questão do amor. Sim, o filme é um grande drama, notaram? (rs) A diferença pros demais é que ele se apega fortemente a dados científicos como base ao mesmo tempo que toma certas liberdades criativas pra ir além. Bom demais e melhor que 2001 sim. Cada passagem é uma cena memorável.
Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind) (2009) - Na época de lançamento achei esse filme assustador. Tá doido. Hoje nem tanto (he), mas ainda é um bom filme sobre abdução alienígena. O estilo documentário + dramatização funciona bem demais. As cenas com atores alternando com as gravações "reais" ajudam muito na passagem de "veracidade" ao público. Mas pra quem acha que o filme é real tá sendo só ignorante mesmo (rs).
#Alive (#Salaidda) (2020) - Nos últimos anos as produções coreanas com a temática zumbi ganharam popularidade e #Alive é um dos novos longas dessa lista. Filme ok. Um cara tá 'preso' no apartamento dele em meio ao surto até que descobre alguém vivo. Começa muito bem, termina fraco. Senti que aproveitaram muito pouco do conceito de zumbi que apresentaram. Dá pra entreter e rende boas cenas mesmo com alguns momentos duvidosos e possíveis furos ou roteiro forçado. A parte inicial do protagonista isolado é a mais interessante por acompanhar seu psicológico.
O Lamento (Gokseong) (2016) - Esse filme é muito sinistro. Quem curte sobrenatural de qualidade fica a dica, mas com ressalvas. Foi bom rever depois de pesquisar mais a fundo sobre o tema, e ainda assim precisei pesquisar de novo rs É um longa que infelizmente pode ser visto de forma errada por muitos daqui por tratar de uma cultura que não estamos nem um pouco acostumados, envolvendo xamanismo e etc. Há diversas passagens do filme, elementos visíveis, que se referem a certos rituais, presságios, espíritos, e tudo faz o total sentido dentro do contexto... Pra quem sabe do assunto. Claro que isso não tira os defeitos do longa, principalmente pela longa duração desnecessária, mas em geral é muito bom. Creio que se encaixa no estilo dessa nova leva de filmes de terror. Suspeito até que chamariam de algo tipo "como seria se a A24 fosse coreana". he
Queen + Adam Lambert: O Show Deve Continuar (The Show Must Go On: The Queen & Adam Lambert Story) (2019) - Bom documentário. Seguem duas linhas que se colidem: A primeira é o período do Queen após a morte de Freddie Mercury e os cantores que se apresentaram com a banda ao longo desses anos, e a segunda é a carreira de Adam desde seu começo e tudo o que levou a inesperada e positiva parceria. Com isso adentram a turnê. Também há pontas que adentram de forma válida a questão de Adam ser abertamente gay. / Na época que o Adam cantou com o Queen e todo mundo falava disso eu não tinha achado isso tudo. Tinha aquele estranhamento, por mais que o Adam seja bom no que faz. Não era o mesmo peso do Freddie, sabe? Mas eu não tinha visto quase nada deles, julguei de forma precipitada. Esse doc me fez entender a ideia de que tudo aquilo era pra ser algo novo, reviver o Queen pra uma nova geração, e não tentar copiar o passado. E conforme o tempo passava, mais queria ver. Gostei.
Jesus (Jesus) (2020) - Ótima experiência. Queria ter visto ao vivo. Resumem a trajetória de Jesus destacando os principais acontecimentos. O começo até tenta ser mais leve e cômico, mas aos poucos vai tomando um rumo muito mais dramático.
Annabelle 2: A Criação do Mal (Annabelle: Creation) (2017) - Nunca mais eu vou dormir ~ Nunca mais eu vou dormir XD Aquele terror padrão clichê só que bem feito rs Dos derivados, o melhorzinho. E ainda assim é meio diferente dos demais da franquia. Reparem que não há aquela busca pra deter o coisa-ruim como geralmente fazem. Aqui é se assustar mesmo e tentar sobreviver sem saber o que fazer (rs).
Hamilton (Hamilton) (2020) - Grande surpresa. Mas confesso que só vi pq a Disney lançou essa versão musical. Eu já tinha ouvido falar da peça por cima, de seus inúmeros elogios, mas a premissa de "pais-fundadores dos EUA" não me atraiu. Daí que soube que tinha hip-hop. Fiquei curioso. Pensei até no Epic Rap Battle of History (no fundo nem se assemelha pq Hamilton mantém certa postura). E realmente, que baita musical. Empolgante, envolvente, boa trama, bom desenvolvimento. Óbvio que é uma versão mais bonitinha e "leve" e distorcida da vida real, mas o importante é o produto ser bom, e Hamilton consegue com maestria. Notei que a Disney censurou os palavrões pra diminuir a classificação. Como se fosse a coisa mais pesada que acontece (rs). Gostei como o musical brinca com a história, como trocar a etnia de alguns personagens. São quase 3h que passam depressa.
Godzilla II: Rei dos Monstros (Godzilla: King of the Monsters) (2019) - Continuação revista. Godzilla 2 pode não ser "o filme" do Godzilla, mas tem sua trama básica (e melhor que seu antecessor) e muito mais cenas de batalhas e destruição. Apesar de durar mais do que devia, acaba sendo agradável e divertido de ver, sendo facilmente o melhor da franquia americana/estadunidense e até melhor que alguns dos japoneses.
Godzilla (Godzilla) (2014) - Queria passar raiva e decidi rever esse filme. Zoa. Lembro que na época foi algo completamente decepcionante pra mim, tanto que só agora revi, e isso por ter gostado tanto da continuação. Esse reboot americano/estadunidense do Godzilla é tão mediano quanto a versão dos anos 90, trazendo um filme do Godzilla quase que sem o Godzilla (he). É como se fizessem um longa do Scooby-Doo onde ele aparece menos de 10 minutos. Tudo bem que isso já aconteceu na franquia japonesa, mas são situações, pesos e justificativas completamente diferentes. Aqui temos uma trama básica repleta de clichês hollywoodianos, que, convenhamos, não é nada atraente, ainda mais quando comparado a muita coisa que os japoneses já fizeram, mesmo as bizarrices. Mas, tirando alguns momentos duvidosos, é um desenvolvimento bem ok. O melhor do longa é a perspectiva humano x monstro. Nos poucos momentos em que aparecem, somos postos perante as grandes criaturas. Infelizmente, esquecem de um importante ponto: Luta e destruição. Em uma hora de filme, temos apenas uma aparição do muto e uma do Godzilla. E a única luta que mostram é a do final do filme (e detalhe: só vemos a segunda parte da luta). Entretanto, as cenas dos monstros/kaiju são ótimas. O clímax acaba conquistando. A cena do paraquedas é sensacional. De qualquer forma, um filme assistível justamente pelas boas cenas espalhadas por ele. Se fosse meia hora a menos, ou se mostrassem mais o Godzilla, ou até mesmo se fosse um outro filme de monstro gigante, talvez não fosse tão criticado.
Jack e a Mecânica do Coração (Jack et la Mécanique du Coeur) (2013) - Bela animação. Dá pra considerar como um drama romântico, apesar do toque meio bizarro e os alívios cômicos. Jack tem um coração frágil e não pode se apaixonar, mas ele insiste nisso. É como um amor proibido. Além, coisas acontecem que o prejudicam cada vez mais. Senti que tentaram aliviar momentos da trama, até por ser uma animação infantil, mas sem recuar nos momentos mais sérios. A trilha tem algumas ótimas e envolventes canções, mas tb algumas que parecem destoar do clima. E falando em clima, tem uma pegada um tanto quanto triste, com quebras de felicidade. Há homenagem cinematográfica ao pioneiro Méliès. Vi que o longa foi baseado num livro e álbum musical da banda Dionysos. Fiquei interessado.
O Farol (The Lighthouse) (2019) - Interessante. Tem um clima de mistério muito bom, pegada "Lovecraft", a estética do filme combina demais, referências mitológicas e trama aberta a interpretações. Dá pra entender seu básico, mas há todo um significado além. Pesquisando sobre, dá pra encontrar interpretações desde a influência da mitologia grega até a psicologia da estética preto e branco.
Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent) (2017) - Emocionante. É isso tudo que dizem e mais. Merece todos os elogios. Realmente muito bom.
Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo (Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo) (2007) - O filme animado da Turma da Mônica pode não ser perfeito, mas quem gosta da turminha clássica tem muita coisa boa nele. Divertido e com alguns personagens que nas histórias comuns muito raramente se encontram. Tem aquela sensação de estar vendo as HQs transformadas em desenho mesmo. Inclusive, era esse clima humorado e aventuresco que o live-action deveria ter tido. No mais, dizem os memes que Vingadores Ultimato copiou esse filme (rs).
Playmobil: O Filme (Playmobil: The Movie) (2019) - Uma simples animação infantil pra criança. O triste de Playmobil é que, diferente de Lego, ele não aproveita seu potencial, pouco brinca com sua ideia e tá mais preocupado em ser algo genérico que original e único. Ainda assim apresenta uma trama básica com personagens básicos que divertem no básico do possível, sem muito diferencial. Tem sua aventura básica, seu humor básico e sua lição de moral básica como uma obra infantil qualquer deve ter. Assim como ocorreu em Emoji, não achei de todo ruim a esse nível de desprezo.
Jesus Cristo Superstar (Jesus Christ Superstar) (1973) - Daí que finalmente conferi esse polêmico clássico. Lembro de já tentar ter visto e desistido anos atrás, e quase que isso se repetiu, mas depois de meia hora eu já tava envolvido. Não achei lá grandes coisas, o estilo do filme de época com um toque de modernização e simplicidade e uma pegada teatral não me atraiu tanto. As músicas tem umas muito boas, outras ok. Os atores que fazem Jesus, Judas e Maria cantam demais. Haja vocal. Entendi as controversas que o filme gerou, mas não creio que ele tenha sido desrespeitoso, embora fique bem claro em alguns momentos que não é um filme cristão (rs). Apesar de tratar de uma versão mais humana de Jesus, com direito a indagações sobre religião, fanatismo, mensagem, etc, deixa aqui e ali elementos que podem ser interpretações como pequenas demonstrações de sua divindade, vide Jesus saber de seu futuro. A ideia de passar a trama através da visão de Judas o torna um longa diferencial. É curioso pensar que o Papa da época aprovou o filme, mas muitas igrejas não. Seria um filme blasfemo? Não sei, mas não o vi como ofensivo. Só não achei isso tudo mesmo.
Blackout: A Batalha Final (Avanpost) (2019) - Curioso filme russo de alien que une vários elementos de filmes do gênero, mas acaba sendo mais longo que o necessário e não parece saber bem pra onde vai. Não deixa de ser um bom entretenimento. Vale a conferida pra quem curte o estilo, pq as cenas de ação estão bem feitas, os efeitos são de primeira e tem um bom clima, mas faltou algo. E se tivesse umas meia hora a menos seria ótimo. Já confirmaram continuação, mas sei não, hein. Só vendo mesmo.
Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice) (2016) - Versão estendida revista. Que filme! A mais ambiciosa obra do Snyder, mexendo com os maiores nomes de super-heróis de uma das maiores editoras dos quadrinhos (DC). Essa versão, que deveria ser a que tinha que ter ido pro cinema, completa lacunas e deixa mais grandioso o que já era grandioso porém picotado. O conflito do século é explorado através do questionamento da "divindade dentre os homens" e suas possíveis consequências. E tudo aproveitado por Luthor, que traz um diferencial ao clima do longa em meio a tantas e belas sombras. Até entendo a galera que não curtiu tanto as versões supostamente "distorcidas" dos personagens (Batman matador, Superman amargurado, Luthor excêntrico), a quantidade de tramas inseridas aqui (Apocalipse, Mulher-Maravilha), a ideia do filme servir como intro pra Liga, etc, mas não entendo de jeito nenhum tanta crítica negativa sobre o filme. É bom demais. Muito bem feito. Aquela frase de "filme grande demais para mentes pequenas" pode ser meme, mas as vezes passa essa impressão, embora eu sei que seja exagero. Os detalhes, os cuidados, as referências, os desenvolvimentos, os diálogos, tudo muito bom. São três horas que passam rápido e deixam a vontade de ver mais. Bem que poderia lançar a versão de quatro horas kk Salve a Martha. Salve o Snyder.
Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) (2009) - Mais um filme do Tarantino pra lista de conferidos. Muito bom. Diálogos sensacionais e clímax perfeito. Da abertura marcante ao encerramento marcante, tudo tão bem feito que faltam elogios. Caça aos nazistas.
Alerta Vermelho (백두산) (2019) - Filme-catástrofe sul-coreano. Bom filme. Tem seus momentos de destaque. Agumas cenas duvidosas. Mais longo do que parece por acontecer várias coisas o tempo todo. Conseguem misturar ação, comédia e drama num longa de desastre. Basicamente uma erupção causa um terremoto e gera uma missão militar/nuclear em território norte-coreano.
Invocação do Mal 2 (The Conjuring 2) (2016) - Hoje revi Invocação do Mal 2. Pode não ser melhor que o primeiro, mas é bom e melhor que qualquer derivado da franquia. Gosto que nesse o coisa ruim vai pra cima mesmo sem medo de nada e chamando todo mundo pra luta kk Gostei tb como trataram cada família envolvida (a da mãe com os filhos e, claro, o casal). Legal que fingem trabalhar a ideia do caso ser real ou não, mas o filme desde o começo tem seu lado visível rs Mas se fosse diferente não daria certo como filme da franquia. Fizeram bem. Só achei longo demais. Quero logo o terceiro.
Mortal Kombat Legends: A Vingança de Scorpion (Mortal Kombat Legends: Scorpions Revenge) (2020) - Sangue pra caramba nesse troço. Só fatality de quebrar ossos. Justo. Reboot animado de Mortal Kombat que, ao mesmo tempo que espreme bastante potencial num só longa, deixa bastante potencial pra mais longas. Bem empolgante. Apesar do foco no Scorpion e sua vingança contra Sub-Zero, o longa se foca tb na equipe do Raiden durante o MK. O torneio fica tão de fundo na trama que serve só como o ponto que interliga tudo. Os demais personagens tb só tão lá pra cumprirem seus papéis. Dava uma nova série animada fácil. Por parte de lutas e ação tá ótimo. Só achei o humor inserido mediano (funciona as vezes, outras não). Gostei que não se seguraram nas mortes, mas sempre fico com aquela impressão de violência gratuita nesses tipos de animação. No aguardo de mais.
Ameaça Profunda (Underwater) (2020) - Mesmo com altos e baixos, achei um bom filme com diversos clichês do gênero daqueles de gente presa no fundo do mar com alguma criatura solta. Tem seus bons momentos de tensão. Os personagens não possuem muito desenvolvimento. O protagonismo as vezes incomoda no roteiro. Senti que o filme funcionou melhor em sua primeira hora que no restante, voltando a dar uma animada no final. Vale a curiosidade pra quem curte o estilo.
Bons Meninos (Good Boys) (2019) - Rapaz... Muito doido. É tipo um besteirol só que com crianças. Humor controverso total politicamente incorreto. O trio principal se pagando de adultão rende cenas hilárias por conta da "inocência". XD Lembra a vida real, hein. Nem adianta dizer que não. É muita vontade (e infelicidade) de crescer logo e se pagar de adulto como se tudo se resumisse a xingar, beber e fazer sacanagem pq a sociedade meio que ensina assim. No fundo a trama trata sobre amizade e amadurecimento. Poderia ser trágico, poderia ser apenas de mal gosto, mas deu muito certo e ri demais. he
Scooby! - O Filme (Scoob!) (2020) - O começo do possível universo compartilhado da Hanna-Barbera. Scooby O Filme é bom como animação, bom como começo de franquia e... Diferente como um filme do meio Scooby-Doo. Pela enorme influência de personagens como Falcão Azul e Dick Vigarista na trama, somos levados a um Scooby-Doo que já sabemos quem é o vilão e que o mistério fica por outra coisa. Aliás, tb presenciamos um Scooby-Doo da era das máquinas, como inclusive cheguei a ler numa análise. / Ainda assim tá tudo lá. A essência continua, só que num ambiente repaginado, atualizado. Os primeiros minutos se dedicam a turminha criança se conhecendo e depois adentram os dias atuais. Tirando alguns elementos duvidosos, inclusive no próprio plot, é um filme bem leve e divertido, com bom visual e bom humor. E referências, claro. Não é "o filme" do Scooby-Doo que gostaria, mas o resultado agrada por todo seu contexto. / Pode vir mais que eu quero. Usar o universo de Scooby-Doo, mais especificamente a Mistérios S.A., como forma de unir personagens num só universo foi uma boa. Hanna-Barbera tem muita coisa boa pra apresentar pra nova geração ainda. Mas ainda quero um filme só da Mistério S.A..
Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips (Justice League Dark: Apokolips War) (2020) - DC encerrando a geração Novos 52 no alto. Mais uma ótima animação. Os heróis perderam a guerra contra Darkseid e o mundo acabou. Os sobreviventes tentam um último ataque. O filme não tem muita trama, sendo mais uma conclusão mesmo, uma aventura para o fim de tudo. / É matança do início ao fim com boas doses de violência que a DC já havia introduzindo aos poucos em suas animações, algumas cenas deixando melhores, já outras, convenhamos, apenas pra impressionar jovem (rs). Por vezes nem vi tanto impacto nas mortes, algo bem "é o fim mesmo, então bora matar um monte de personagens famosos 'aleatórios'", mas ao mesmo tempo alguns são marcantes. Na verdade dá até pra dizer que foram ousados nesse quesito, apesar das considerações. E pelo título do longa, por se tratar de "Liga da Justiça Sombria", mas unir todos os grupos, o Constantine tem destaque entre os personagens, tentando justificar o nome. Há quem diga que Guerra de Apokolips foi melhor que Ponto de Ignição, mas tenho minhas dúvidas. / Com uma animação totalmente empolgante, a DC encerra um ciclo. Que venha Renascimento ou o que o futuro desejar. E que façam mais animações de outros personagens além do Batman. E que façam boas animações da Liga principal (he).
Star Wars, Episódio IX: A Ascensão Skywalker (Star Wars, Episode IX: The Rise of Skywalker) (2019) - Aproveitando o Star Wars Day, passado o hype e a "decepção", revi A Ascensão Skywalker. Senti que o filme se tornou bem mais digerível. Gostei mais que da primeira vez, embora eu já tivesse curtido, apesar de tudo. Curioso que os três filmes dessa trilogia gostei mais quando revi. Como filme final da franquia deixam a desejar, não aproveitam quase nenhum potencial que tinham em mãos, descartando muito do que foi inserido antes e que renderiam grandiosidades, mas... Como filme e como um Episódio Star Wars é bom sim. Pode ter alguns elementos duvidosos ou até forçados, pode ser o mais fraco da trilogia e um dos mais fracos da franquia cinematográfica, mas é divertido, possui várias cenas boas, tem momentos marcantes e ainda conta com bons personagens e um bom visual. Eu até entendo os problemas e tal, mas passa bem longe de ser ruim. Eu gostei. De verdade. / Há quem o considere o 9 o pior Star Wars, mas eu não consigo de jeito nenhum achar ele pior que o 1, o 2 e o Han Solo, por exemplo. O 2 principalmente, que é bem cansativo, enquanto o 1 ainda tenha uma grande parcela de entretenimento e o Han Solo seja apenas nada demais. E isso considerando apenas os filmes cinematográficos. Se for todos, é melhor que qualquer um fora dos cinemas. / Uma coisa é certa: A trilogia foi bem desorganizada, pq um diretor quis "acabar" com outro. O primeiro reciclou o antigo, o segundo jogou tudo fora e inovou a franquia, o terceiro descartou ele e se prendeu a resgatar coisas antigas e fazer algo novo pra agradar a todos e não agradou a ninguém rs Só que os dois primeiros foram ótimos.
Jersey Boys: Em Busca da Música (Jersey Boys) (2014) - Revendo esse envolvente filme dirigido pelo Clint Eastwood baseado no musical teatral sobre a trajetória do Four Seasons. Não sou fã do quarteto, acho uma música ou outra bacana (Sherry é um bom exemplo), a voz fina de Valli traz reações mistas (embora o conjunto combine demais), mas não nego que gosto filme e veria de novo. De novo. Inclusive reconheço a importância do grupo e sua qualidade sonora. Sem contar que Frankie Valli quando solista cantou uma das melhores músicas já compostas: Can’t Take My Eyes of You. É uma trama sobre música e máfia numa época de revolução musical. E as quebras da quarta parede são sensacionais. Muito bom.
Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário (Saint Seiya: Rejendo Obu Sankuchuari) (2014) - Não sou fã de CdZ e eu já sabia do pessoal falando mal do filme (embora haja quem amou rs), que era corrido demais, bem mais infantilizado, com uma pegada mais pro público atual e tal, mas fui ver mesmo assim esperando apenas um passatempo ok e... Rapaz... Que filme ruim rs O visual da animação é a única coisa boa. Os personagens são rasos, as batalhas são rápidas e não dão tempo nem de empolgar, a trama é coisada demais pq não tem aprofundamento de quase nada... Dava pra fazer um resumo melhor das 12 casas. Não senti impacto nenhum, só vontade de terminar. Talvez meu eu de dez anos tivesse curtido mais.
Trolls 2 (Trolls World Tour) (2020) - O primeiro Trolls tinha sido uma boa surpresa. Não é grandioso, mas cumpre seu papel. Sua continuação entretanto, embora também cumpra, possuo um resultado muito inferior. No lugar de uma guerra de raças, temos agora uma guerra musical. São trolls contra trolls. / O filme expande o universo do original dizendo que existem seis reinos de trolls, cada um com seu ritmo. Entre eles, há outros ritmos por aí. Utilizando de estereótipos, há uma mensagem a ser passada sobre intolerância e respeito. Entretanto, é inegável não considerar o pop como os pseudo-heróis que acham que são o único ritmo existente e o rock como os pseudo-vilões que querem dominar tudo. E enquanto os demais ficam cada um na sua, sendo o rock o implicante e o pop o "falso inocente", os ritmos sem território se tornam mercenários (seja jazz, seja k-pop). Ao todo, teria uma crítica por trás de cada escolha ou tudo não passa apenas de uma forma de contar a história sem intenção de provocar? / Trolls 2 é uma aventura bem diferente de seu antecessor e possui uma trilha muito mais diversificada. Sua ideia, apesar de boa, soa duvidosa ao considerar uma inexistência de misturas musicais e sentimentos rítmicos que já existiam antes. No fim seu resultado ainda é inferior e mediano, apesar da boa lição de moral, mas deve agradar aos fãs.
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite (Midsommar) (2019) - Experiência no mínimo intrigante. Acompanhar um ritual pagão bizarro. Tá doido. Tentaram vender o filme como um "terror de dia", mas ele vai muito além disso. Na verdade por boa parte do tempo ele soa como um drama com toques de suspense. Curioso que o filme dá várias pistas dos próximos acontecimentos e mesmo assim causa impacto. É como se te preparassem indiretamente e vc, captando o que está por vir, temer o ocorrido a seguir justamente por saber. O final é bem simbólico e conclui toda essa jornada. Filme deveras interessante. Dá pra considerar tanto uma crítica ao fanatismo religioso quanto ao período de superação de um luto.
OMG: Oh My God! (OMG: Oh My God!) (2012) - Um homem ateu tem sua loja religiosa destruída e decide processar Deus nos tribunais. Enquanto enfrenta vários líderes religiosos, Deus o visita e passa a acompanhá-lo nessa luta. Primeiro remake indiano do australiano "The Man Who Sued God". É um filme interessante. Uma enorme crítica ao comércio religioso. Por ser da Índia, há um foco maior no hinduísmo. Ousado, o filme crítica não só os falsos profetas como tb as tradições religiosas e como tudo gera lucros para os aproveitadores de crenças. Só senti que forçaram alguns argumentos pra que a trama acontecesse, mas é só considerar e aproveitar. Na Wiki diz que gerou mais dois remakes indianos, em outras línguas, mas esse deve ter sido o mais famoso mesmo. Causou bastante polêmica e rendeu até processo (que ironia rs). Quanto ao original, pretendo ver futuramente.
PK (PK) (2014) - Pura crítica religiosa através de comédia. Filme indiano onde uma jornalista encontra um alien "procurando Deus" e passa a acompanhá-lo nessa jornada. Há todo um longo desenvolvimento antes de se conhecerem. Com o tempo é que começam a a adentrar a questão das diversas crenças, deuses, profetas, etc. Filme bacana.
Mary Shelley (Mary Shelley) (2017) - Biografia da escritora Mary Shelley, cuja obra Frankenstein mudou o mundo. Em uma época onde mulheres não tinham voz, a jovem futura autora decidiu seguir seus próprios caminhos e impor suas vontades, iniciando nesse processo um romance "proibido" cujo filme toma como foco. Seu relacionamento conturbado e os acontecimentos da vida a inspiraram a escrever a tal famosa obra. É um filme poético, com diversos diálogos e narrações envolventes, além de indagações sobre a vida. E, por mais que tenha faltado explorar mais o lado feminista da autora e inclusive o processo de escrita do Prometeu Moderno, o que me faz entender parte das críticas, ainda considero um ótimo filme. Não devemos julgar Mary pelas suas escolhas amorosas, mas sim apreciar sua coragem de impor seu lugar no mundo a ponto de deixar um legado memorável.
Jojo Rabbit (Jojo Rabbit) (2019) - Uma paródia da segunda guerra. Embora se venda como comédia, logo percebemos ser um drama com tons cômicos. O garoto fazendo de tudo pra se provar nazista, apoiado ao seu Hitler imaginário, mas aos poucos percebendo seus erros graças a sua mãe e a garota judia. Gostei do resultado.
Star Wars, Episódio III: A Vingança dos Sith (Star Wars, Episode III: Revenge of the Sith) (2005) - A Vingança dos Sith é o melhor da franquia? Talvez. Eu já disse muitas vezes que sim, mas eu mesmo fico indeciso. Hoje é possível reparar em vários problemas. Incrível como as coisas são "8 ou 80", como costumam falar. / Algumas animações deixam visíveis que são cgi, mas outras tem um ar bem realista. Algumas cenas de luta de sabre são muito falsas, mas outras são sensacionais demais. Alguns diálogos chegam a ser toscos, mas outros são impactantes pra caramba. Curioso como alguns desses problemas permeiam toda a franquia. / Resumindo: Não existe Star Wars perfeito. O Episódio III é tão bom que nem parece ter mais de duas horas, embora tenha sim momentos mais cansativos. Vindo depois de dois filmes mornos e servindo de ponte pra superestimada trilogia original (por melhor que sejam), é um filme que carrega bastante peso. / A verdade é que o melhor de Star Wars está fora dos filmes hehe Mas bem que eu queria um filme solo do Vader após esse, mostrando sua ascensão no poder do Império (vide seu segundo título solo das HQs atuais e algumas diversas HQs de antigamente). Até chegar em Uma Nova Esperança, houve todo um duradouro reinado de Vader. Nos filmes vemos apenas seu começo e seu fim.
Killer Bean – O Super Herói (Killer Bean Forever) (2009) - Quem é John Wick perto de Killer Bean? rs É um filme doido, com um mundo de grãos de café onde um café justiceiro sai matando os cafés bandidos. Só senti que alguns momentos soam cansativos. Começa bem, inclusive com uma matança só pq o café colocou som alto (he), depois meio que fica morno, mas com o tempo vai melhorando. No fim vc já tá curioso demais pra saber o destino de tudo. / Gostaria de destacar que, mesmo que forçado pra ser o maioral, desviando de todas as balas e afins, as táticas de vitória de Killer Bean são interessantes. As reviravoltas tb demonstram que isso não é algo bobo qualquer. Tem cenas muito bem feitas tb, mesmo com a animação datada e o estilo bizarro. / O que me incentivou a conferir essa pérola foram os memes que eu via por aí (pois é). Killer Bean surgiu como um curta de 96, seguido de outro de 2000. Ia ter um terceiro, mas acabou virando esse filme. Forever inclusive recicla a ideia do segundo curta em sua abertura. E falando em segundo curta, muitos o confundem como continuação do filme pq após o filme o relançaram numa versão atualizada. Pra esse ano de 2020 anunciaram uma minissérie.
My Little Pony: O Filme (My Little Pony: The Movie) (2017) - Já falei de My Little Pony algumas vezes por aqui uns anos atrás e já deixei claro na maioria minha visão sob o desenho. Eu não sou brony rs / Classifico o desenho "A Amizade é Mágica" como mediano. Na época que eu acompanhava (faz um bom tempo que não vi mais nada), dividi os episódios entre o bom e o ruim. Isso de acordo com meu gosto. Há diversos episódios que considero desde divertidos a sensacionais, com boas tramas, boas referências a cultura pop geral, bom uso dos personagens. Entretanto, por se tratar de um desenho bem pra criança pequena, o que limita demais o potencial que possuem, há muitos episódios tb cansativos, bobos, sem muito a acrescentar para quem busca algo mais aventuresco. / O filme de My Little Pony meio que une os dois tipos, ficando mais num meio termo. É uma divertida animação, com um visual bem atraente e colorido, algumas músicas de aceitáveis a boas, personagens não tão marcantes assim e uma trama batida que torna o longa algo simples. É muito importante citar que o clichê e a simplicidade não define em nada se uma obra é boa ou ruim. O que acontece aqui é que a animação é apenas ok mesmo. / Por ser um longa com arcos de aventuras inserindo novos personagens, há um equilíbrio de desenvolvimento devido ao tempo de tela. Nossas protagonistas mesmo possuem muito mais peso se já a conhecermos antes, nos desenhos. Claro que o filme funciona por si só, mas até mesmo sua base vem de consequências do desenho, que o aprofunda até onde é possível. Não sei afirmar o quanto pq não vi todas as temporadas lançadas anteriormente. / A ausência do talvez melhor personagem do desenho, o 'vilão' rei das referências, é notada. Não sei o que aconteceu com ele. No lugar, temos dois vilões que não possuem o mesmo peso, por mais que ainda apresentem ameaças. Os novos personagens do lado do bem tb não são grande coisa. A ausência tb de profecias e reviravoltas tira um pouco do brilho da história, sem toda aquela magia vista vez ou outra nas tramas do seriado. Pelo menos as pôneis principais continuam fiéis, embora num tempo reduzido. Quanto a duração do longa, poderia ser mais curto. Eu já não suportava os filmes das Equestria Girls, mas felizmente esse é muito mais digerível e aceitável. / No fim, My Little Pony O Filme é apenas um filme divertidinho que agradará seu público-alvo. Não ofende, educa e diverte, mas tb não é marcante. Vale pra ver com a família.
Espartalhões (Meet the Spartans) (2008) - A paródia de 300 foi lançada no mesmo ano da tal "Liga da Injustiça", só que alguns meses antes. Já foi considerado um dos piores filmes do mundo, o que obviamente é exagero. Decidi rever não só por não lembrar de quase nada, mas tb pq vi gente compartilhando cenas do filme nas redes sociais. Fiquei igual um idiota rindo e procurei o filme. E... O resultado varia bastante. É meio cansativo, repetem demais algumas coisas. Tem algumas boas cenas, dá pra rir de uma coisa ou outra, achar cômico alguns elementos, mas tb tem cenas ou sequências aleatórias que são ruins demais. Em geral não é essa bomba toda, mas tb é datado. Tem cena durante os créditos. Filme feito pra um público bem específico. Vale citar que, assim como qualquer filme desse estilo, precisa ter um conhecimento dos acontecimentos nos EUA na época de gravação, pq parodiam tudo mesmo, independente da qualidade final.
O Grande Gatsby (The Great Gatsby) (2013) - Visual atraente, narrativa envolvente, história misteriosa. O olhar duvidoso de Nick perante Gatsby. O glamour usado para esconder o real problema. O conflito em meio aos ricos e poderosos. Um grande drama romântico.
Superman: Entre a Foice e o Martelo (Superman: Red Son) (2020) - O Superman soviético. Mais uma boa animação DC. Parcialmente fiel a HQ de origem, mudando algumas coisas e acrescentando outras, pra melhor ou pra pior. A trama se desenrola ao longo de décadas, o que as vezes não fica claro até percebermos pelo visual dos personagens, mas isso no original tb é assim (embora a duração da adaptação seja menor). Já os personagens em si, alguns infelizmente se tornaram rasos, como o Batman, mas outros tb ganharam mais destaque, como a Lana. Como animação é bom. Vários acontecimentos que poderiam render fácil uma minissérie.
A Bruma Assassina (The Fog) (1980) - O filme em si não é grande coisa, mas tem uma atmosfera oitentista muito boa. Foi uma das primeiras produções de Carpenter. Aqui temos algo bem simples e de narrativa lenta com um clima de suspense. Descobri que teve um remake anos atrás que ganhou o título por aqui de A Névoa.
A Gripe (감기) (2013) - A Gripe continua ótimo. Filme sul-coreano sobre uma fatal gripe que causa um surto numa cidade do país. Como de costume, seguem o estilo de começar como uma comédia pra depois se tornar um drama. É uma fórmula funcional. Notei alguns furos visíveis na trama, mas nada que prejudique significativamente a obra (a qualidade "recompensa"). Por mais que haja um lado médico, o filme tem ao fundo todo um lado militar e governamental. Se focam mais na ação dramática que em explicações. Geralmente o formato é mais visto em filmes de zumbi. De brinde ainda tem indireta pros EUA rs
Vírus (Carriers) (2009) - Mediano. Pior do que o pouco que eu lembrava dele. O filme já começa com o mundo devastado e acompanha um quarteto no carro passando por vários lugares. Não há uma necessidade de encerrar tramas secundárias, apenas de mostrar que eles estão passando por vários lugares mesmo e outras coisas estão acontecendo enquanto apanhamos a jornada deles. Isso não é necessariamente negativo, claro. O problema mesmo são os personagens desinteressantes. O casal é muito chato e alguns momentos de tensão são causados por pura burrice deles. O 'não-casal' já se sai melhor, mas tb não tem muito impacto. Tem um foco nos irmãos pra dar um peso dramático. Em geral é um filme assistivel. Só não é nada demais.
Contágio (Contagion) (2011) - Aquele filme de quase uma década atrás pra se ver atualmente pq combina bem parcialmente com o cenário atual. A diferença é que a situação no filme é muito pior pq o vírus mata muito mais. / Mostram vários lados da situação, com focos na parte médica, na família americana do primeiro caso no país e no conspiracionista (que inclusive senti que poderiam ter aproveitado melhor). Por abranger um período grande, o filme meio que faz um resumão de tudo, sem precisar desenvolver tantos detalhes previsíveis, se focando mais nos estudos do vírus e na busca da vacina. Tem informações interessantes pela trama.
Cats (Cats) (2019) - É essa bomba toda mesmo. Se melhorassem esse filme ele pioraria rs O visual estranho é o que mais chama a atenção. A trama é muito fraca. Tem algo de fundo, mas o filme todo não passa de gatos apresentando suas personalidades. É um seguido do outro. Claro que tem desenvolvimento, mas tb não é grande coisa. O clímax é fraquíssimo e o encerramento mais ainda. De qualquer forma, em questão de música não gostei de quase nada, então não sei se gostaria da obra original tb. Talvez realmente funcione como musical no teatro, visto que é um sucesso, mas no cinema ficou uma obra vazia que não vai a lugar nenhum. No máximo uma metáfora sobre pessoas diferentes com histórias diferentes se reunindo numa noite especial pra cantar e dançar. Mas isso seria eu forçando algo. Miau.
Tá Dando Onda (Surf's Up) (2007) - Primeira vez que vejo completo. Antes só tinha visto partes. Gostei. O estilo doc combinou. Bem humorado e relaxante. Bons personagens. A dublagem rende diversas pérolas. Apesar de infantil, tem umas piadas adultas no meio rs Há tb elementos deveras curiosos pra uma obra do gênero, como a questão do protagonista abandonar a família que não o apoia e trocá-la pelos amigos que o incentivam.
A Turma da Mônica em A Princesa e o Robô (A Turma da Mônica em A Princesa e o Robô) (1984) - Atualmente é possível considerar como uma animação datada, tendo mais importância histórica e cultural. Curioso como a Turma é posta em segundo plano. O filme tem aquela pegada tranquila de antigamente, uma aventura legalzinha até, mas sua trama é bem esticada pra render um longa.
Dave Fez um Labirinto (Dave Made a Maze) (2017) - Filme deveras peculiar. Criativo. Resultado variável. Começa interessante e se mantém bem, mas seu ato final é meio cansativo. É uma comédia, mesmo com o leve toque de "terror" rs Cenários e armadilhas de papel. Tem até uma cena toda em papelão kk
O Ataque dos Donuts Assassinos (Attack of the Killer Donuts) (2016) - Um trash atual aos moldes antigos. Tem muitos elementos cômicos duvidosos através dos personagens. Na verdade o filme todo é duvidoso, né rs Bom que não é tão gore, mas chega a ter umas poucas cenas meio nojentas. Os donuts são ótimos seja quando utilizam reais ou cgi. Fiquei rindo deles pulando por aí haha O filme é uma clara referência a O Ataque dos Tomates Assassinos.
O Homem Invisível (The Invisible Man) (2020) - Baita suspense. Deram uma repaginada total no clássico do Homem-Invisível. Um filme sobre relacionamento abusivo. É uma cena mais tensa que a outra. Altas chances de já ser um dos melhores do ano.
VIPs (VIPs) (2011) - Uma adaptação cinematográfica que poderia ter sido uma boa, mas ficou devendo muito. Resultado mediano. Faz sentido buscarem um foco, um elemento em comum, e no filme foi a questão da aviação e do pai do protagonista, assim como faz sentido buscarem um acontecimento principal pra desenvolver, que no caso foi o famoso golpe da Gol, mas a história vai muito além disso. Perdem tempo demais por exemplo no começo criminoso, que nisso sim se focaram bastante e ainda assim não entregam tudo o que podiam. Seria melhor terem seguido a ideia de aventura com arcos no lugar de ficarem interligando e justificando tudo a todo momento. O documentário é bem melhor, mesmo que com um formato problemático. Bem que poderiam fazer um "remake" em forma de série. Seria mais adequado, pq cada caso é episódico.
Sonic: O Filme (Sonic The Hedgehog) (2020) - Divertido. É mais um daqueles filmes infantis que o pessoal gosta de chamar de "tipo Sessão da Tarde", só que todo baseado no Sonic. Pros fãs do personagem pode ser uma boa tb. Ele continua humorado, como já foi visto em adaptações anteriores. Considerando que tinha muito pra dar errado, começando pelo fato de tirar o Sonic de seu mundo pra colocá-lo entre humanos no meio de uma cidade (nossa, que original rs), até que o filme deu muito certo. E mesmo tendo algumas batalhas contra o Robotinic, ao fim deixa a sensação de querer ter visto mais. No aguardo da continuação. Tem uma cena após o filme e outra após os créditos animados.
Primeiro, Mataram o Meu Pai (First They Killed My Father) (2017) - Drama de guerra baseado em fatos. Numa Camboja tomado pelos Khmer Vermelhos (Vietnã), uma família tenta se manter unida. É um filme que envolve muito do emocional, tanto que há muito foco nas expressões dos atores e muitas cenas de mera observação. E toda a trama é vista sob o olhar da garotinha, que foi quem relatou o ocorrido na vida real.
Dragon Quest: Your Story (Dragon Quest: Your Story) (2019) - Adaptação baseada no quinto jogo de Dragon Quest. Uma aventura bem envolvente. Gostei mesmo. Vi alguns dizendo que tem que ser fã dos jogos pra entender e gostar, mas eu não lembro de ter jogado nenhum jogo da franquia, vi o filme, entendi e gostei (rs). O visual tá muito bom. Percebe-se elementos típicos de videogame e de jogos do gênero (consequentemente elementos japoneses), o que ajudou bastante no clima, até pelo filme abraçar suas ideias sem medo. A trilha é boa tb. A trama chega a ser empolgante como uma boa jornada deve ser, com desafios, reviravoltas, personagens indo e voltando, locais a serem visitados para continuar a missão, etc. As vezes incomoda de tão corrido que alguns 'arcos' são (após a intro que imita o jogo antigo, todo o começo é um mero aglomerado de cenas avulsas ao longo dos anos, por exemplo), o que por um lado mostra o quanto de potencial tinham pra talvez uma série ou mais filmes, mas por outro lado há toda uma justificativa para ser assim. Fizeram um plot ousado para amar ou odiar. Eu curti (rs). 'Your Story' foi uma boa surpresa.
Shaun, O Carneiro - O Filme: A Fazenda Contra-Ataca (Shaun the Sheep Movie: Farmageddon) (2019) - Ainda é uma divertida animação e tem boas sacadas, mas achei essa continuação bem inferior ao primeiro. Não por isso ruim. Talvez mais "infantil" (?). Tem referências a alguns clássicos do cinema. Embora tragam uma trama mais simples e que ganha novo foco devido ao acréscimo do alien, continuam com a diversidade nos detalhes. Ao fim ainda espero que tragam mais filmes do Shaun O Carneiro.
Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)) (2020) - Esse já era um filme que eu não tava muito confiante pelo trailer, mas ao conferir acabou sendo... Divertido. O longa em si não é grande coisa, embora tenha todo um peso por ser de uma equipe totalmente feminina. A narrativa fica num vai e vem que as vezes "cansa", o que por outro lado a edição diverte. O ponto forte do longa é obviamente a Arlequina, que está em emancipação após terminar com o Coringa. Ela rende bons momentos. Ainda assim senti que se seguraram em sua loucura. As demais tem suas importâncias, principalmente a Canário. O Máscara Negra como vilão foi interessante, mas tb senti que poderiam ter aproveitado melhor, ainda mais com seu parceiro Szaz. Ao fim foi um filme diferenciado que tinha potencial pra mais.
Último Suspiro (Last Breath) (2019) - Um doc que por vezes se apega a um estilo mais cinematográfico, unindo gravações reais e dramatizações. Lembro de ter visto sobre o caso na época, mas não sabia que tinham feito um doc sobre (a princípio pensei até que era filme mesmo). Acompanhar o cara preso no fundo do mar e o pessoal do navio tentando salva-lo rende momentos muita tensos. O doc se foca bastante nas reações dos demais sob o ocorrido, o que aumenta significativamente o peso da narração.
Emoji: O Filme (The Emoji Movie) (2017) - O tão mal falado filme dos Emoji. 💩 Será que é isso tudo de ruim mesmo? Não é pra tanto. 🙂 Emoji O Filme pode deixar a desejar em alguns quesitos, tem uma premissa duvidosa e interessante ao mesmo tempo, mas ainda é uma animação... divertida. 🙃 Poderiam ter aproveitado melhor o universo, até pq viajam através de aplicativos, mas os explorados não são convincentes ao nível de uma grande aventura.📱 Os personagens não ajudam, sendo meio coisados. Tem umas piadas toscas com as coisas que eu curti. 😂 Bastante propaganda tb, pq citam diretamente vários apps. 🤑 A trama humana é quase inexistente, servindo apenas como impulso pra dos emoji, por mais que uma influencie a outra. 🚶 E abraçam mesmo a ideia dos jovens se comunicarem por imagens, sem julgamentos kk / Sem querer ser chato, mas já sendo muito, a forma que o mundo dos emojis funciona me incomodou bastante. 🧐 Emoji ter que ser escaneado não cola. E emoji que muda de cara num texto? Sei não, hein. Pra isso existem outras coisas. 🤔 A proposta de cada um ter uma cara tem mais sentido figurativo que literal, mas ela mesmo se atrapalha, pq ao fim tudo soa vago. 😴 E se existe todo aquele mundo de emojis, pq só alguns trabalham como "modelo de emoji"? 😐 Enfim. Parei rs 🤐 / Em geral é uma animação legalzinha. 👍 Tinha potencial pra ser melhor que seu posterior concorrente Wifi Ralph, que tb nem foi grande coisa. Fazer o que. 👸
Sing: Quem Canta Seus Males Espanta (Sing) (2016) - Aproveitei pra conferir essa animação tb. Não tava confiante nisso, mas acabei curtindo. É um filme bem ok. Se assemelha muito a outros filmes de concurso musical, por vezes até melhor. Temos vários personagens com cotidianos diferentes que se unem e deixam tudo de lado pra cantar. A grande diferença mesmo é que no lugar dos humanos temos animais. Vale a curiosidade. Boa escolha de músicas. No meio das já famosas tem uma original que foi indicada ao Globo de Ouro.
Trolls (Trolls) (2016) - Ok, gostei desse troço kk Melhor do que pensava que seria. Me parecia apenas uma daquelas animações infantis musicais bonitinhas e tal, mas... É isso, mas não exatamente rs Não é tão musical assim e tem umas sacadas boas. As cores e a textura dos trolls chamam a atenção. As músicas são famosas já existentes, sendo que na versão dublada traduziram a maioria (por algum motivo deixaram duas no original mesmo). No aguardo da continuação.
FYRE Festival: Fiasco no Caribe (FYRE: The Greatest Party That Never Happened) (2019) - O gigantesco fiasco do Fyre Festival é uma prova de como somos facilmente manipuláveis (e como as pessoas amam esbanjar dinheiro e poder). Vender uma imagem bonita e gerar uma forte influência digital é um passo fundamental pro sucesso. Convencer a todos de um esquema grandioso não é pra qualquer um. Muitas coisas mantidas em segredo, várias situações que pioravam o evento a cada dia e quase ninguém sabendo de nada. Os próprios envolvidos estavam perdidos. Todo mundo saiu perdendo nisso, principalmente a galera que trabalhou sem receber um centavo. O doc ainda tem a sorte de que os bastidores eram constantemente gravados, além de todo o conteúdo das redes sociais e da mídia em geral, então tem muito o que mostrar.
Diga Quem Sou (Tell Me Who I Am) (2019) - Tenso. Incômodo. Um perturbador segredo de família num doc que por vezes abraça o molde narrativo de filme para causar mais impacto. Temos os relatos dos dois irmãos gêmeos que vivenciaram tudo, muitas das vezes com a câmera bem focada em seus rostos para sentirmos suas expressões. O doc se divide em três partes, sendo o primeiro focado no irmão que perdeu a memória e todo o contexto pós-acidente até a relevação. Daí sim na segunda parte focam no outro irmão, as consequências da revelação, a motivação do segredo e tal. A terceira parte tem um papel importante do documentário em si para concluir todo aquele sofrimento. É uma trama que parece de filme, mas é apenas a vida real mesmo.
Jumanji: Próxima Fase (Jumanji: The Next Level) (2019) - Continuação no nível do primeiro, ou seja, "dá pra divertir". Talvez esse seja até melhor. Achei mais divertido, pelo menos. O filme em si se baseia todo no anterior para o peso geral, mas ao mesmo tempo ignora certas regras (nem espere explicações). Os novos personagens adicionam muito. Ruim é quando o roteiro não sabe quando parar a ponto de cansar e continuarem mesmo assim pra cansar mais ainda. Felizmente a maior parte do filme diverte. No aguardo do terceiro.
Projeto Gemini (Gemini Man) (2019) - Vendido como revolucionário, filmado com uma alta taxa de frames por segundo, utilizando efeito avançado de rejuvenescimento facial... Mas no fim é um filme tão nada demais que se torna um genérico que só não é "qualquer" por conta de suas supostas inovações. A fluidez é tanta que chega a incomodar. Sacrifica-se aquele visual cinematográfico em prol de um visual mais realista estilo novela de televisão. Tão realista que deixa de ser realista rs Fica visível quando estão usando efeitos especiais. Tem cenário que parece chroma devido ao foco/destaque nos personagens. As cenas de ação se tornam mistas, ora empolgantes, ora perdendo o impacto que deveriam possuir. Uma experiência válida, ainda assim, mas não tão gratificante. Pena.
Pokémon: Mewtwo Contra-Ataca - Evolução (劇場版ポケットモンスター「ミュウツーの逆襲Evolution) (2019) - Nem Pokémon escapou de ganhar um remake de si próprio. Refizeram o primeiro longa só que em 3D, bem ao estilo daqueles remakes desnecessários que copiam o original de forma literal. Até tentaram encaixar nessa nova leva de filmes pós-reboot, mas ainda assim soa muito destacado, até pelo estilo da narrativa. É uma trama que teve mais peso pra época do que prós dias de hoje. Não dá pra negar que temos aqui uma versão piorada do clássico, independente de sua qualidade. Como deixei a entender, é basicamente mais do mesmo. Senti que a animação 3D, mesmo com um visual até bonito em alguns momentos (alguns), soa menos fluída que o tradicional 2D, além de não ter o "charme" da época (longe de nostalgia, falo do próprio estilo animado). Será que sabem que rumo trilhar para o futuro de Pokémon? Pq até agora parecem perdidos. / [O Mewtwo nessa nova versão parece aqueles adolescentes rebeldes revoltados da vida se questionando o pq de suas existências e dizendo que não pediram pra nascer rs Tão bad vibes e tão raso que até fiquei mal nessa parte. No mais, poderiam ter inserido o conteúdo do curta "Mewtwo - A Origem" nesse começo.]
Frozen II (Frozen II) (2019) - Embora não seja melhor que seu antecessor, Frozen 2 expande a trama iniciada no primeiro filme, trazendo novos rumos mesmo totalmente apegado ao passado. A trilha sonora não é tão marcante, soou mais genérico, mas dá pra salvar algumas. Só senti que exageraram na quantidade de músicas, como se quisessem esticar a trama (e não foi? rs). O longa traz boas surpresas e mudanças pra franquia, trabalhando bem seu tema de amadurecimento. Visualmente tá incrível. No fim deixa a impressão de que poderia ser melhor, mas ao mesmo tempo soa agradável. Talvez por não ser mais do mesmo. Olaf continua sendo o melhor personagem.
.......... 2020 .......... Séries
O Mandaloriano: Star Wars (The Mandalorian) (1ª Temporada) (2019) - Enfim vi o Mandaloriano. É melhor que metade dos filmes (rs). E isso falo em geral. A franquia precisava trazer pras telas algo onde o foco não fosse os Skywalker, assim como fizeram no excelente Rogue One e no duvidoso Solo. Os quadrinhos já exploravam outros lados, mas só agora estamos vendo isso com atores reais. / Eu não havia me empolgado quando anunciaram a série pq nunca fui tão interessado nos mandalorianos, nem sabia direito quem eram, mas a série mudou essa visão. / Essa primeira temporada começa morna, mas aos poucos vai demonstrando seu potencial a ponto de animar para o próximo episódio. Tem personagens variados e uma dupla de protagonistas que completam seus opostos (Mando a seriedade e "Baby Yoda" o alívio cômico).
A Maldição da Mansão Bly (The Haunting of Bly Manor) (2020) - A trama da Mansão Bly é carregada de um novo drama sobrenatural a ser explorado, com um resultado bem diferente da Residência Hill, mas ao mesmo tempo se encaixando perfeitamente como antologia. É muito mais simples que seu antecessor, mais leve até, menos reviravoltas, menos fantasmas, mas não por isso e de forma alguma ruim. Pelo contrário, pode até ser "inferior" quando comparado, e isso só pq faz parte da mesma produção, mas tá bom demais. Arrisco a dizer que tá tão bom quanto foi. É outra experiência, mesmo que com temas semelhantes. Baseando-se em outro livro, a temporada consegue novamente explorar muito bem os traumas carregados por seus personagens. Continuam com o mesmo estilo de narrativa lenta e envolvente. E, diferente de ficar apresentando pontos de vistas dos personagens como já fizeram, aqui inserem um estilo bem interessante de viagens e memórias (flashbacks), que se entrelaçam diretamente ao desenvolvimento. Gostei. E que venha mais. Já foram duas obras que já ganharam várias adaptações e mesmo assim conseguiram apresentar algo de alta qualidade.
Julie And The Phantoms (Julie And The Phantoms) (1ª Temporada) (2020) - O nome não me era estranho, daí pesquisar e vi que a série original é brasileira. Nunca vi, mas tava com a impressão de já ter ouvido falar. Enfim. Conferi a versão dos EUA pela Netflix. Ok. / É bem adolescente, pegada parcialmente leve, sem muitas surpresas. Parece que o roteiro tira sarro dele mesmo pra tapar seus problemas. Senti tb que a trama tem seu desenrolar arrastado. Não o clima, mas a narrativa. Mas mesmo assim, tava eu aqui assistindo, achando morno, nem sabendo se ia continuar, e de repente já tinha visto a temporada toda. Curioso como a série tá sendo bem recebida. Não é nada tão espetacular assim. Talvez por ser simples atraia. E é remake de produto brasileiro, o que deixa mais "interessante". / O grande trunfo são as músicas. Não é o que costumo ouvir atualmente, mas são boas pro padrão. Tem seu lado mais rock, outro mais pop, e por aí vai. Se fosse algum artista famoso lançando faria sucesso e tocaria em rádio. Certeza. Agora é esperar a próxima temporada.
3% (3%) (4ª Temporada) (2020) - A última temporada de 3% encerrou bem toda a trajetória da série. Desde o projeto inicial lá de quase uma década atrás, havia uma demonstração de alto potencial, e nem mesmo quando se tornou série e a primeira temporada pela Netflix foi lançada, era possível prever o quão longe isso iria. Inclusive, nesse começo, apesar do sucesso, era inegável os diversos problemas que a série tinha. Mas era tudo tão interessante, tão envolvente, tão "brasileiro", que compensava. Após, a trama foi expandida e houve melhorias técnicas significativas. E considerando que pra prosseguir a narrativa e desenvolver causas/consequências/etc (a real trama por trás de tudo) tiveram que deixar de lado o foco nas provas do Processo, o elemento mais chamativo de toda a série até seu fim, reforça como as coisas melhoraram. E tivemos aí toda uma saga com diversas reviravoltas, críticas sociais e personagens marcantes. E muitas outras provas, seja no Processo, na Concha, no Continente, no Maralto. 3% é uma distopia brasileira de qualidade que se espelha muito na vida real pra criar seu universo. Entre altos e baixos, o resultado é bastante positivo.
Mundo Mistério (Mundo Mistério) (2020) - Programa do Castanhari na Netflix. Finalmente lançado, né kk Já tinha virado lenda. Enfim. Tá sensacional. Tem toda aquela bagagem de conteúdo que se via no Nostalgia, só que de forma mais dinâmica e resumida, com direito a uma trama fictícia de fundo que dá uma ampliada a um universo próprio no lugar de um simples documentário direto. É visível que tem uma pegada mais infantil, e não vejo problema nenhum nisso. O que vi muitos reclamarem foi que, mesmo trazendo uma mulher negra como cientista, estereotiparam um zelador como burro e bobo. Realmente há de se indagar. Creio que poderiam facilmente tê-lo colocado como um estagiário. Fora isso, não entendo a reclamação do alívio cômico se a série se propõe a algo mais relaxante que pacato. De qualquer forma, apesar de não ser perfeita, a série tá tão boa que vi rápido. Gostei e quero mais pra ontem. E com mais participações especiais.
Kim Yoo Jung’s Half Holiday in Italy (Kim Yoo Jung’s Half Holiday in Italy) (2019) - Kim Yoo Jung encantadora como sempre. Basicamente vemos ela metade no trabalho numa gelateria e metade visitando algum lugar.
The SpongeBob Musical: Live on Stage! (The SpongeBob Musical: Live on Stage!) (2019) - Criativo, divertido e cheio de referências ao desenho nos detalhes. A transformação dos personagens da animação pra atores humanos ficou muito boa. Quanto ao musical em si, diria que ele começa e termina bem, talvez com alguns momentos meio cansativos no meio. Já tinha visto uma gravação de teatro, mas tb gostei dessa versão pra TV. / Menciono o quão crítico politicamente a peça é (e talvez algumas coisas a mais). Tá tudo inserido ali. E bem visível. A mídia alerta algo, a ciência prova, o governo ignora, o povo segue o governo. Quando dá ruim, a mídia culpa o governo e o governo culpa a mídia e o povo briga entre si.
Pacto de Sangue (Pacto de Sangue) (1ª Temporada) (2018) - Poderia ter sido melhor, explorar mais seus temas apresentados. A trama é ótima e senti que não aproveitaram seu potencial ideal. Tb senti o ritmo "travado". Há algumas cenas duvidosas tb. Mas... Não dá pra dizer que é ruim, pq tem coisa boa nessa série. De alguma forma, dá curiosidade de saber os próximos passos dos personagens. As várias tramas interligadas ajudam. Impossível não comparar com outro certo caso real que serviu de inspiração, mas pelo bem da série é melhor não comparar. Se tiver uma segunda temporada eu vejo.
Don't F**k With Cats: Uma Caçada Online (Don't F**k With Cats: Hunting an Internet Killer) (2019) - Repudiante, perturbador e real. Um fato que qualquer diria ser coisa de cinema. Baita documentário da Netflix que começa com um grupo de pessoas no Face buscando informações sobre um vídeo de alguém matando gatos. Conforme a investigação prossegue, o assassino passa a brincar com a situação e a soltar mais vídeos com mais mortes e pistas. É tudo muito estranho, sádico, bizarro. E é a vida real. Mesmo não mostrando as cenas de torturas e afins, o doc mostra os vídeos na medida do possível e até os sites onde foram postados, então cuidado quem for assistir. A problematização do caso no doc tb é de um questionamento que indaga até a existência do próprio doc. Muito doido. E doentio. Mas necessário.
Reality Z (Reality Z) (1ª Temporada) (2020) - Reality Z agrada ao trazer zumbis num ambiente paródia de Big Brother. Isso aí, mortos-vivos atacando aquela casa segura cheia de pessoas tretando. A versão brasileira de Dead Set consegue expandir sua ideia original a rumos interessantes. Dá pra considerar que metade da temporada é como uma versão estendida e readaptada da britânica e metade é conteúdo inédito. Ambos de qualidade. Até tem umas coisas duvidosas, uns furos que até séries maiores possuem, mas o legal é que abraçam mesmo o tema do início ao fim. O resultado é positivo e espero que abra espaço pra mais produções do gênero. E quem sabe uma segunda temporada.
Jeffrey Epstein: Poder e Perversão (Jeffrey Epstein: Filthy Rich) (2020) - Passei a ter noção do caso de Jeffrey Epstein agora com as acusações dos Anonymous. Curiosamente, vi que a Netflix tinha lançado esse doc (que, pelo que li, foi inspirado num livro e que sua produção começou muito antes da prisão do tal criminoso, sendo finalizada esse ano). É mais um caso de gente poderosa que compra tudo e todos pra manter seu esquema ilegal. Na verdade dá pra dizer que é "o caso". O cara tinha uma pirâmide de abusos, sabia induzir as vítimas, sabia até mesmo fazer as próprias vítimas trabalharem pra ele, mantinha contato com diversas pessoas influentes (celebridades, políticos, policiais, médicos, etc). É bizarro, infeliz e real. / O doc explora a base do caso, se resumindo ao longo de seus quatro episódios em contar o período de investigação contra Epstein enquanto se focam nos relatos de algumas das vítimas. São elas contando seus sofrimentos perante o ocorrido ao longo dos anos. A coragem delas em confrontá-lo em meio a ameaças e uma justiça que nada definia. Há tb entrevistas com outros participantes, como policiais, advogados, etc. Em diversos momentos são citados diretamente outros envolvidos e suspeitos no caso, mas em praticamente todos os casos pouco se é explorado, até por não haver provas contra a maioria deles além das denúncias. Mas uma minoria é citada e já é alguma coisa. Alguns a gente já sabe que já foram acusados de crimes, mas não pelas ligações aqui apresentadas. Outros só reforçam as suspeitas. / É visível que na realidade o caso é bem pior do que apresentaram. Ainda existe todo um esquema com uma vasta lista de gente poderosa envolvida em tráfico sexual, pedofilia e o caramba. Ainda tem muito o que se descobrir. O doc rende mais temporada fácil.
O Vazio (The Hollow) (2ª Temporada) (2020) - O Vazio é um bom desenho e essa segunda temporada superou a primeira. Mesmo não sendo tão marcante assim, seus mistérios envolvem o público. Ainda tem os puzzles e as aventuras, mas com outro contexto, renovando a ideia. A trama parece mais coesa, os personagens melhor desenvolvidos. As situações ainda tem seus altos e baixos, mas se sai muito mais positivo que no antecessor. Embora o plot do primeiro tenha sido bom, o desse creio que foi melhor ainda, por mais que ambos sejam clichês. Engraçado que em outro lugar vi gente se doendo pq tem personagem homo (rs), sendo que não influencia em nada na trama e é tratado como detalhe, algo que não costumamos ver por aí. Capaz de ter uma terceira temporada, pq deixaram alguns elementos em aberto, mas a trama até aqui se encerra de forma aceitável.
O Incrível Mundo de Gumball (The Amazing World of Gumball) (6ª Temporada) (2018) - Depois de 6 temporadas, O Incrível Mundo de Gumball chegou ao "fim" (ano passado) ainda com muito potencial a ser explorado. Não sei como definir uma premissa pq nenhuma faz jus ao resultado. / Considero Gumball o melhor desenho da atualidade. Cada episódio mais criativo que o outro. O humor ia do imbecil ao genial, algumas soando inocentes, mas outras completamente de duplo sentido (rs). Por vezes abordavam dezenas de assuntos se utilizando de críticas sociais nas entrelinhas, mas muitas vezes acabavam deixando bem escancaradas mesmo. Houveram inúmeras referências a cultura pop, desde citações até homenagens com direito a recriações das mais variadas. De quebra tiveram algumas canções tb. / O que mais chamava a atenção, claro, eram os diversificados estilos de animação, viajando entre 2D, 3D, tradicional, realista, live-action, fantoche, etc. A metalinguagem esteve presente em muitos elementos tb, chegando até a brincar com toda a ideia de "desenho animado". / Como Gumball não teve exatamente um início, acabou que seu fim tb não foi algo grandioso. Vi que muita gente se decepcionou, mas não creio que seja pra tanto, apesar de ter sido bem... Peculiar. É um final aberto, mas um episódio viajado como qualquer outro. O criador do desenho disse que não foi escolha dele. Ele tb falou sobre um possível filme pra finalizar tudo. Nada concreto, mas as ideias estão acontecendo. / O desenho tem uma cronologia de fundo, mesmo com os episódios sendo típicos de começar tudo normal no próximo mesmo que no anterior tenha terminado em desastre (algo que o desenho tb chega a brincar rs). O que resta agora é esperar por novidades (teve especial do Darwin, pelo que vi). Espero mesmo que saia o filme (ou os filmes). É algo que tb já brincaram no desenho (haha) e que todos pedem. Gumball "acabou" cedo demais e precisa de mais.
O Doutrinador: A Série (O Doutrinador: A Série) (1ª Temporada) (2019) - Comparar a série do Doutrinador com o filme é tipo comparar a versão estendida de Batman vs Superman com a versão de cinema. Vimos o produto final picotado nas telonas pra depois vermos seu conteúdo mais elaborado nas telinhas. A diferença é que o filme do Doutrinador, por mais que tenha furos e deixe claro que muita coisa aconteceu ali, não parece um resumo de uma obra maior, apenas uma produção apressada (assim como seu material de origem, os quadrinhos). É daí que somos surpreendidos com a mesma coisa, mas mostrando muito do que aconteceu entre as cenas. Arcos e personagens são estendidos e melhor aprofundados com uma trama mais coesa. Ainda há falhas, elementos que talvez possam ser exploradas na continuação já confirmada, seja proposital ou não, mas o resultado está muito bom. O tal "Justiceiro brasileiro" ainda tem potencial pra muito mais, tal como nos quadrinhos.
Guerras do Brasil.Doc (Guerras do Brasil.Doc) (2019) - Série-documentário sobre as guerras brasileiras. Cinco episódios foi pouco. / Por vezes soa como um resumaço mesmo, para que tudo caiba em menos de meia hora cada. É como uma aula (tem até o tempo ideal pra se passar em sala de aula). Falam sobre os índios na época do descobrimento, os escravos negros na época de Zumbi, a guerra contra o Paraguai, a revolução de 1930 e as origens dos crimes organizados em RJ e SP. / Pelo tom que o doc as vezes transmite, já pensei comigo mesmo que teriam muitas acusações bestas de lados políticos em comentários sobre, mesmo que no fundo não tenha nada disso. Curiosamente, foram poucos rs No aguardo da próxima temporada.
Ninguém Tá Olhando (Ninguém Tá Olhando) (1ª Temporada) (2019) - Boa surpresa. Um ângelus que se revolta contra o sistema. Indagando a tudo e todos, suas descobertas geram consequências. A trama aborda a questão da fé, da ideia de seguir princípios sem questionar o real motivo, do fazer bem ou mal, de viver por viver, etc. Apesar de não ofender nenhuma crença específica, ainda é uma série que inclui tabus sociais e faz releituras mitológicas/religiosas, então não é pra qualquer um. A temporada em geral é bem interessante e tem muito a desenvolver. A premissa mesmo cobre apenas o primeiro episódio. Os personagens variados e os plots ajudam a manter a qualidade. Curti as referências a outras obras, nacionais e internacionais. As produções brasileiras precisam de mais obras assim. Espero que tenha uma segunda temporada.
High School Musical: A Série: O Musical (High School Musical: The Musical - The Series) (1ª Temporada) (2019) - Como ser "original" mantendo a essência da fonte. Uma série sobre um musical de High School Musical. O nome por si só já é uma metalinguagem. A trama, que não deixa de ser batida (o que combina demais rs), tem uma pegada própria. Os temas abordados demonstram que a Disney tem potencial pra ousar, indo além dos filmes, mas mantendo a pegada infanto-juvenil. Ou seja: Não chega a ser um "Glee", mas não se limita ao que "HSM" foi. / A série constrói algo novo. O filme de HSM existe dentro dela. O musical do filme é o fio condutor por onde os arcos passam. E a trama do filme dentro da trama da série é vista sob um olhar "atualizado". O formato meio documentário combinou com essa "nova versão". Tb há várias canções originais, não se resumindo apenas a regravações. E são boas, hein. Algumas até melhores que algumas antigas. Em meio aos novos personagens, há algumas participações especiais. No aguardo da próxima temporada. Gostei.
.......... 2019 .......... Filmes
Meu Nome é Dolemite (Dolemite Is My Name) (2019) - Não sabia muito o que esperar, vi mais pela fama de ser "o grande retorno de Eddie Murphy", e o resultado foi variável. Inclusive quase desisti no começo, mas depois melhora. O filme é uma cinebiografia do começo de carreira de Rudy Moore, pioneiro do humor adulto e do cinema blaxploitation. A princípio o longa se foca em mostrar o início de Moore no stand-up para depois adentrar o começo de sua carreira cinematográfica. Munido de um humor duvidoso, ele fez sua fama pegando para si histórias contadas por um outro homem, com rimas repletas de sacanagem. Foi um sucesso para seu público. / Não tenho nada a criticar em relação a atuações e afins pq não é meu foco, nem mesmo ao Moore diretamente, mas, pessoalmente, achei todo esse primeiro momento cansativo demais. Não pelo filme, mas pela comédia. É um tipo de humor que considero bem sem graça, onde a tal "graça" está apenas em xingar e falar de transar. Vi muitos comentários sobre o como esse filme fez rir tanto, "o mais engraçado do ano" e tal, mas não consegui entender essa visão. Gostaria. Mesmo. Senti que o longa se tornou muito mais divertido quando Moore decidiu fazer um filme. Ali que a zoeira ganhou personalidade. As ideias, as frases, as gravações, o pessoal tentando de tudo fazer com que o longa fosse pra frente. / Um filme biográfico que curiosamente evita partir pro drama e se foca no lado cômico das coisas. Moore teve um papel importante no entretenimento, não há de se negar. Um filme deve ser avaliado pelo que ele é, mas ao mesmo tempo não tem como ser algo "imparcial". Foi do extremamente duvidoso para algo "interessante", embora, ironicamente, o "interessante" não seria nada sem o extremamente duvidoso.
Queendom (Queendom) (2019) - Queendom se mostrou um ótimo programa pros fãs de kpop. Não só isso como tb "o programa que o kpop precisava", ainda mais em meio a tantos competitivos. Não teve apresentação ruim. Algumas podem até ser consideradas mornas perto das outras, mas todas foram de alto nível. Ora, diferente de outros programas, aqui estamos tratando de profissionais. Muito bom ver as artistas se renovando. Tiveram que se desafiar em sua maioria. / O programa basicamente se resumiu a ensaios e apresentações, mas soou bem diferente de outros do gênero. Bem bacana ver o processo criativo. Não digo nem técnico, mas como as ideias vão surgindo. Seja o grupo fazendo sua própria performance, seja vindo de terceiros. Apesar de não concordar com o resultado final, gostei demais de tudo. As que mais se destacaram pra mim foram (G)I-dle e Oh My Girl. Quem diria...
Dois Papas (The Two Popes) (2019) - Filmão a base de conversas bem interessantes. O antigo e o futuro papa são tratados como meros humanos (com pensamentos bem diferentes entre si, diga-se de passagem) que buscam respostas enquanto se indagam sobre seus papéis e suas vidas pessoais perante Deus. O filme se passa por alguns idiomas, então há uma variedade independente de dublado ou legendado. É um longa inspirado na realidade, mas ainda uma ficção. De boa qualidade cinematográfica, querendo a igreja concordar ou não.
Era Uma Vez em... Hollywood (Once Upon a Time in... Hollywood) (2019) - Fui curioso conferir esse troço. Pela maior parte do tempo até esqueci que era um filme do Tarantino. Senti a trama vazia e as narrativas não tão interessantes. Tudo bem que se utiliza de elementos reais, mas o filme se limita a reproduzir/readaptar/parodiar a época e esquece de deixar sua marca. O clímax pode ser empolgante, mas falta peso, afinal, é construído quase todo com base em elementos "tardiamente" inseridos que sequer possuem grande impacto nem são desenvolvidos adequadamente. Tem que saber um pouco de história pra curtir mais essa viagem. É um grande compilado aleatório sobre a antiga Hollywood que não vai a lugar nenhum. Ambientação boa, mas faltou o resto. Sei lá.
Bacurau (Bacurau) (2019) - Finalmente conferindo esse tão falado filme. Num sentido geral gostei bastante. Não a perfeição toda que dizem, mas interessante. Difícil comentar sem revelar algo. Começa com um estilo meio ficção científica, mas aos poucos vai se apegando a algo mais "ação", meio faroeste e tal, mas, acima de tudo, sempre acompanhado fortemente de drama. Talvez não seja um filme pra qualquer um, até pelo seu ritmo e por 'certas cenas' (inclusive o filme parece se segurar em alguns momentos e em outros se soltar mais, o que me faz duvidar da necessidade), mas engloba muito do que se vê no cinema nacional (he). Tem até um choque cultural interessante nos momentos que envolvem elementos "hollywoodianos". Surpresas aqui e ali. Atuações bem variadas. A trama tem um lado bem feito (quando se mantém bem brasileiro), mas outro onde senti que faltou explorarem algo (quando envolvem o estrangeiro). No geral é um bom filme. Não duvido de ser o melhor do ano no cinema brasileiro.
Parasita (기생충) (2019) - Baita filme. Com certeza um dos melhores do ano. Não devia ter enrolado pra conferir. Trama sensacional. Crítica social sinistra. Muito doido o desenrolar dos acontecimentos. Uma coisa complementando a outra. Ótimas reviravoltas.
Star Wars, Episódio IX: A Ascensão Skywalker (Star Wars, Episode IX: The Rise of Skywalker) (2019) - Regado de elementos dos filmes anteriores e até mesmo do antigo futuro ignorado, além de muito fan service (o que pra mim não desmerece, afinal, "sou fã, quero service"), Star Wars chega ao seu novo final com um filme... bom. O mais fraco da trilogia, mas ainda bom. Tem ótimos momentos e um clima de aventura diferente dos anteriores. Cada filme dessa nova trilogia lembra em algo seus respectivos da trilogia original, embora cada um ao seu jeito. / Deixaram a Rey bem mais poderosa nesse longa (e ficou ótimo). O conflito com Kylo Ren continua sendo o ponto mais interessante do longa. Alguns personagens secundários ainda tem seus momentos, mas senti falta de mais espaço para outros. Palpatine volta sinistrão. O clímax tá sensacional. Pena que faltou ousadia na conclusão, com direito a uma decisão bem duvidosa. / Mais um bom filme de Star Wars, com tudo que se tem direito, mas "só". Dá pra dizer que tem "peso" pra encerrar a trilogia, mas não a franquia. Mas vida que segue. O ruim mesmo são os fãs reclamando de tudo rs No aguardo de mais filmes Star Wars explorando novas tramas além dos Skywalker. E que tragam novidades ou reciclem fórmulas de sucesso sim! Pq O Despertar da Força e Os Últimos Jedi foram ótimos.
Esquadrão 6 (6 Underground) (2019) - Perseguições, tiros, explosões, câmera lenta, sangue, violência, clichê, cortes, pop, passado/presente, piadas, números, mortes, adrenalina e mais explosões. Filme bem Michael Bay de ser. Ótima ação.
Angry Birds 2: O Filme (The Angry Birds Movie 2) (2019) - Não esperava muito não, mas achei bem "divertidinho" rs A trama é inferior ao primeiro, alternando junto a uma sub-trama, mas em quesito humor agrada. Ri de algumas coisas rs Tem todo o básico de animação infantil do gênero, como cenas com detalhes engraçados, piadas adultas disfarçadas e personagens atrapalhados.
Se Beber, Não Ceie (Especial de Natal Porta dos Fundos: Se Beber, Não Ceie) (2018) - Me interessei mais pela vitória do Emmy, pq antes me parecia apenas uma produção daquelas polêmicas gratuitas. E não é que era isso mesmo? rs Bem fraco, apelativo, humor duvidoso. Apesar de algumas sacadas, em geral o especial do Porta me pareceu mais querer causar por causar mesmo. Mesmo se tirassem o contexto religioso, continuaria fraco, mas como tá dentro do contexto, fica pior ainda (e ofensivo, diga-se de passagem). Já vi paródias religiosas melhores, principalmente as do Monthy Pyton, que compararam com isso devido a algumas referências. A diferença é que Monthy conseguia fazer até um religioso gostar de suas obras. Porta não.
Chacrinha: O Velho Guerreiro (Chacrinha: O Velho Guerreiro) (2018) - Nos palcos um cara sorridente e brincalhão, mas por trás das câmeras um velho ranzinza que só sabia reclamar das coisas. Essa é a impressão que o longa deu. Não vivi a época do Chacrinha, mas senti que a biografia poderia ser melhor. Embora haja um foco em polêmicas, o longa busca fazer um resumão da importância dos seus programas, referenciando inclusive diversos artistas que se tornariam grandes nomes da música brasileira. As mudanças de sua jovem época na rádio para a TV são enormes, mas o filme não ajuda a entender tais ocorridos devido aos enormes saltos temporais. As divertidas cenas televisivas intercalam com a realidade conturbada do apresentador. Sua vida pessoal é pouco desenvolvida fora do foco na carreira. Inclusive o que me pareceu é que o Chacrinha vivia apenas para seus programas. Tudo parece muito jogado na tela, mas apesar de tudo o resultado não é ruim, apenas poderia ser melhor. Filme ok.
Chocante (Chocante) (2017) - Drama cômico que parodia as boybands dos anos 90. Não aproveita todo seu potencial, mas dá pra curtir. Um antigo grupo decide voltar a ativa após a morte de um dos integrantes, mas a vida mostra que as coisas não são fáceis assim. O drama tá bem bacana, o humor equilibrado, mas o desenvolvimento não sai muito da mesma e seu final é fraco, deixando tantas pontas abertas que precisaria de uma continuação (o que seria uma boa rs). Ainda assim um longa que se destaca por seu diferencial dentre as produções da Globo Filmes.
Invasão ao Serviço Secreto (Angel Has Fallen) (2019) - Um bom filme de ação com um toque de comédia pra encerrar uma franquia que, mesmo não sendo grandiosa, soube empolgar e entregar ótimos momentos. Não é melhor que o primeiro, mas é bem melhor que o segundo. Mais um filme que pensei que seria ruim e acabei gostando. Tem muito do que os clichês do gênero oferecem.
Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments) (1956) - Literalmente grandioso e com certeza a adaptação mais completa da passagem bíblica. O marco do cinema entretanto pode soar deveras cansativo nos dias atuais, tanto por sua imensa duração (quase quatro horas) quanto pelos diálogos pausados. O filme toma um ar de renovação ao adentrar a segunda parte. É uma experiência cansativa, mas tb gratificante.
Dora e a Cidade Perdida (Dora and the Lost City of Gold) (2019) - A maior surpresa do ano. Quem discorda é pq não via o desenho. Ou realmente achavam que esse filme poderia ser bom? E pior que foi rs E não é só eu que digo não. Podem pesquisar. Filme infantil bem divertido. Eu não dava nada pra isso, pelo contrário, pelo trailer parecia bastante ruim. E não foi... XD / O live-action resgata a essência do irritante desenho (que eu gostava muito quando pequeno mas passei a achar muito "retardado" quando cresci rs). A trama mostra Dora indo pra escola estudar com Diego até que é forçada a voltar para a selva em busca de seus pais. O carisma de Dora conta muito no resultado, visto que ela é toda alegre que nem criança e o restante é tudo mais sério. / No longa temos vários personagens da franquia. Dora, Botas, Diego, Raposo... Dão jeito até de referenciar alguns mais viajados. Há tb alguns novos, mas que só acrescentam, diferente de certas adaptações que tentam forçar novidades. / O filme é repleto de referências ao desenho, com direito inclusive a uma cena sensacional. A quebra da quarta parede tb está presente e ainda zoam isso, como no começo quando Dora fica pedindo pra repetir o que ela diz. Pena que por boa parte do longa deixam isso de lado. Senti que desperdiçaram a oportunidade nesse quesito (que era justamente o que eu mais queria ver), pq no desenho há vários momentos assim com outros tb, como o Mapa e a Mochila. / Vale reforçar que é um filme infantil da Nick, mas com alguns elementos mais adolescentes. A trama é batida e há lições de amizade e afins. Só que é uma aventura tão leve que acaba gerando gosto. Não acredito que um dia diria isso, mas quero continuação.
Medo Profundo: O Segundo Ataque (47 Meters Down: Uncaged) (2019) - Baita tensão mesmo sendo inferior ao antecessor. Se no primeiro era um estilo mais de "sentir" aquela experiência, o que considerei ótimo (aliás, filme bastante subestimado), esse segundo já leva pra um lado mais "padrão" de filmes de tubarões. Mesmo bem diferentes entre si, ainda mantém a mesma ideia de antes. / No lugar de duas mulheres presas numa pequena jaula no fundo do mar temos quatro presas numa caverna maia. É um longa menos realista que o o outro, mais dinâmico tb, com um roteiro que força muito mais, efeitos não tão convincentes, bem mais diálogos, alguns duvidosos jump scares, final meio zoado, mas que ainda consegue manter aquele forte clima de suspense. Um bom filme de tubarão, mesmo com suas escorregadas. Que venha o 3.
Descendentes 3 (Descendants 3) (2019) - Terceiro filme finalmente conferido. Em trama, tem um desenvolvimento muito mais relevante que seu anterior. O problema é que o segundo, mesmo sem sair do lugar, trouxe certas novidades que ficaram marcantes, mais especificamente os novos vilões, em especial a Uma. Já o primeiro ainda considero o mais bem feito por saber apresentar o universo e ter uma trama mais consistente, com objetivos mais concretos. / Nesse terceiro pegam tudo o que foi preparado e desperdiçam bons potenciais em prol de um "ato final" mais... "amigável". Creio que tomaram um rumo tentando fugir de um clichê pra cair em outro (não havia escapatória, ainda mais num filme Disney Channel). Ainda assim alguns momentos soam um tanto forçados, como qualquer cena do Hades e seu impacto na trama. Em música, continua no mesmo nível do segundo, ou seja, tem boas canções. Ainda bem, pq não aguento as do primeiro. / Apesar das variáveis, qualquer filme da franquia é apenas mediano. O que mais atrai em Descendentes é o visual extremamente colorido. Não posso negar entretanto que os personagens ajudam demais. Eles tem um carisma que, na essência dos filmes adolescentes da Disney, trazem aquele clima agradável. E nem falo exatamente da Mal pq sinto os secundários muito mais "legais". Meu preferido era o Carlos (que Cameron descanse em paz). Nesse ele ficou meio apagado, infelizmente. E a Uma, que demonstrou enorme potencial, tb não foi a nível do que foi antes. Descendentes 3 poderia ter sido melhor do que foi, mas ainda encerra a trilogia na média e, mesmo desperdiçando potencial de um lado, deixa em outro pra mais tramas nesse universo.
Em Defesa de Cristo (The Case for Christ) (2017) - Em meio a tantos filmes ditos cristãos porém duvidosos, Em Defesa de Cristo surge como uma esperança. Sim, ainda é um filme totalmente voltado pro público religioso (o que não vejo problema nenhum, diferente de alguns críticos que criticaram mais esse fato do que o filme em si), mas de modo geral ainda tem seus créditos. Bem produzido. Apresenta e defende seus argumentos sem ofender ninguém. Ou seja: É tudo o que a trilogia Deus Não Está Morto deveria ter sido e não foi. / Aqui temos uma biografia de um jornalista que busca desmascarar o cristianismo após sua esposa se converter devido a um incidente com a filha. Ele parte em busca de provas e pra isso entrevista profissionais de diversas áreas, tanto ateu quanto religioso. Enquanto isso, sua investigação policial no jornal acaba servindo como um adicional comparativo para a trama. / Não é um filme que vai provar a existência de Deus, mas é um filme que busca mostrar como tal jornalista se converteu ao pesquisar a historicidade da crucificação de Jesus. Tb mostram como a questão da fé fala mais alto que tudo. E isso é bem interessante. O filme não tem medo ao indagar sobre certas questões, visto que a todo momento o protagonista tem suas dúvidas (até pq ele não acredita em nada daquilo), mas tb não sai de seu foco. Isso inclusive dá pra render continuações sobre ele tentando entender melhor o universo cristão (vale citar que o filme é baseado no primeiro de muitos livros que ele escreve até hoje). / Só de não ter o clichê de evangélico "do bem" humilhando ateu "do mal" nem de terminar com um musical ignorando tudo o que foi construído até ali já vale muito. Embora o próprio jornalista seja problemático, com problemas familiares, não se encaixa na artimanha a ponto de comparar com outras obras do gênero. Vale a curiosidade. Novamente, ainda é um filme religioso voltado pro público cristão e isso não tem problema nenhum, mas quem assiste deve ter essa consciência.
Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) (2016) - Gostei. Tava desconfiado, mas é um filmão mesmo. Meio drama, meio guerra, meio "gospel" rs História verídica interessante. A cena da guerra é realista demais. Pesquisando sobre, vi que o filme resumiu bastante o ocorrido, ou seja, as coisas foram mais grandiosas ainda do que mostraram. Rendia fácil uma série. Tb descobri que demoraram pra fazer um longa sobre o Doss pq ele tinha medo de como abordariam tudo, que fosse bem preciso com a realidade. Nesse quesito o resultado talvez tenha variado, mas foi o necessário pra resultar numa grande obra e pra transmitir a essência de tudo.
A Máscara em que Você Vive (The Mask You Live In ) (2015) - O problema de ser "homem" de acordo com o que é ditado. Não é "mimimi" nem "lacração" nem "militância". A cultura machista faz mal pro indivíduo e, consequentemente, pra sociedade. O ponto forte do doc não são as cenas dos estudiosos, mas sim os relatos daqueles que sofreram por não se enquadrarem nos padrões e como deram a volta por cima. O doc tb adentra questões de impacto em relação a entretenimento e além (da violência em filmes, músicas e jogos a questão do uso de armas e consumos de conteúdos adultos) de um modo que talvez possa até ser "raso", mas totalmente justificável dentro da proposta a ponto de se tornar preocupante, visto que um pode sim influenciar o outro e que um se espelha sim no outro. Documentário extremamente importante que infelizmente será ignorado pelas mentes fechadas.
O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate) (2019) - Mais um recomeço para uma antiga linha do tempo. Sem ter para onde ir após dois longas base e um terceiro supostamente conclusivo, fizeram um quarto explorando o antigo futuro e um quinto brincando com novas possibilidades. Todos dividiram opiniões e muitos não gostam. Então dessa vez pegaram os longas base e ignoraram os demais (no quesito trama, já que elementos há de todos). / O novo longa, que funciona novamente como um terceiro (transformando assim o terceiro original em uma linha do tempo alternativa), recicla seus originais assim como franquias como Star Wars e Jurassic World fizeram. A diferença é que aqui não funciona tão bem quanto poderia. O resultado é um filme básico de ação, bem clichê, com a repetida desculpa de "reviver" a franquia. / Diferente das continuações anteriores, esse novo longa busca uma premissa bem mais simples, assim como era no começo da franquia. Dois voltam ao passado, um quer proteger e outro quer matar e há a pessoa-alvo. É um ciclo aventuresco de lutar e fugir. Isso até que é bom. Contudo, algumas de suas soluções parecem tiradas do nada, vide seu encerramento. Para piorar, o tal mistério que perdura um bom tempo do longa é tão ultrapassado que não vale sua extensão. Felizmente, ainda há boas cenas de ação como os outros filmes sempre tiveram. Tb há bons principais e o exterminador tá sinistro (novamente). / É um recomeço para uma nova geração, que acaba por apagar muito do que foi construído até mesmo nos originais em prol de novos rumos que não fiquem presos ao passado. Tanto que temos novos personagens com novos destinos. Até mesmo a Skynet sofre com o peso da linha temporal. O passado só não é completamente ignorado pq ainda tem Sarah Connor e T-800. / Apesar de tudo, ainda é um bom entretenimento, assim como seus anteriores. Discordo totalmente de ser melhor, mas tb creio não ser pior. Gostaria de uma continuação futura brincando com as linhas criadas, pq terão que fazer algo muito bom pra justificar esse novo destino sombrio. Até agora tá morno.
Deu a Louca nos Nazis 2 (Iron Sky: The Coming Race) (2019) - Infelizmente decepciona. Queria entender quem achou melhor que o primeiro (ou quem achou esse bom rs). Ignoram e distorcem muito do primeiro pra contar uma nova trama e explorar novas conspirações. Nesse segundo temos de Terra oca a reptilianos, que poderia render algo bem divertido. Infelizmente pouco é aproveitado. Até mesmo a tal religião do Jobs que nem no longa é mais explorado que os demais temas. Por boa parte da trama parece que nada de interessante acontece. O primeiro pode ser zoado, mas aproveitou bem mais seu tema de nazistas lunares do que esse e ainda trouxe personagens muito melhores do que sua continuação. Mas... Que venha o terceiro. Tem potencial.
O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator Genisys) (2015) - Com a trama já encerrada e sem ter para onde ir, decidiram mudar. É o filme da franquia precisa estar com os anteriores frescos na mente, por mais que ele ignore metade de tudo e, na verdade, acabe refazendo praticamente tudo (rs). Seu ponto forte é toda a ideia que a trama apresenta sobre universos paralelos, algo que só enriquece a franquia. A trama por vezes pode soar confusa, mas não é difícil de entender. Acontece que não há tanto desenvolvimento para as mudanças, o que pode ser justificado como "surpresa". Gostei da coragem que tiveram em não ter medo de mexer nos clássicos e explorar novos horizontes. Os efeitos infelizmente variam bastante. Tem boas cenas de ação, mas não são necessariamente as melhores da franquia. Pena ter fracassado. Deixou pontas em aberto que seriam desenvolvidas futuramente.
Deu a Louca nos Nazis (Iron Sky) (2012) - Primeiro filme revisto. Produção finlandesa/alemã/australiana. Mesmo com as críticas, Iron Sky (traduzido como "Deu a Louca nos Nazis" no Brasil rs) conquistou sua parcela do público em meio a sua bizarrice. A premissa de nazistas morando no lado oculto da Lua é fruto das teorias de conspiração. Revi o filme por não lembrar de nada e por querer conferir sua recente continuação. Realmente, o resultado não explora todo seu potencial, mas é tão inusitado que chama a atenção querendo ou não. Rende diversos bons momentos, inclusive. Descobri agora que existe uma versão do diretor (ou melhor, do ditador [genial]) e é considerada melhor ainda kk Descobri tb que tem HQ e jogos. Quem sabe um dia confiro tudo. Agora é conferir a continuação.
Histórias Assustadoras para Contar no Escuro (Scary Stories to Tell in the Dark) (2019) - Tinha potencial pra mais, mas o resultado ainda é positivo. É um terror adolescente bacana, seguindo alguns clichês do gênero. Não chega a ser tão assustador quanto o nome sugere [ainda bem rs] (um clima de tensão em alguns momentos, talvez), mas tb não chega a ser tão leve pra ser um "Sessão da Tarde". Pensei que seria uma antologia (inclusive vi que é baseado num livro de contos), mas no longa a trama é linear, onde histórias vão aparecendo num livro enquanto acontecem de verdade. Tem um contexto político de fundo, mas ficou vago demais, tanto que não traz impacto real pra trama. O clímax deixa a desejar, mas seu encerramento só deixa com vontade de ver mais desse universo. Já quero continuação.
Gravidade (Gravity) (2013) - O que impede esse bom filme de ser um filmaço é o excesso de drama enrolado. Note que o problema não é o drama, mas sua construção. A narrativa lenta por sua vez faz parte da experiência. Fora isso são cenas sensacionais de tirar o fôlego, ainda mais quando se imagina no lugar dos personagens. Muito doido. Na primeira vez que vi achei excelente, mas depois fui achando apenas bom mesmo.
Mulher-Maravilha: Linhagem de Sangue (Wonder Woman: Bloodlines) (2019) - O começo engana ao parecer que será apenas mais um longa de origem da Mulher-Maravilha, assim como todos os solos anteriores da personagem. Esse é parcialmente(não acredite em quem diz que o longa é apenas mais do mesmo pq não é). / Digo que o começo engana pq, diferente de longas animados como do Constantine e alguns do Batman, que relembram suas origens e interligam com a trama, aqui fazem questão de retratar tudo de novo como se fosse a primeira vez. E olha que a trama tb é interligada. Felizmente, após essa longa introdução que dura mais do que devia, dão um salto temporal pra quando a heroína já atua. Pena que ao longo de sua primeira metade o resultado ainda é fraco. A primeira reviravolta mal tem peso. / Só na segunda metade que as coisas melhoram e rendem bons momentos. E melhora muito. Devo citar que a misteriosa vilã principal tá sensacional. E a Mulher-Maravilha mais sensacional ainda. A luta final é empolgante. Tem o clímax que o filme de cinema deveria ter. No fim é uma animação DC boa, mas que poderia ser melhor. Tinha potencial pra ser um dos melhores da DC. Por mais longas da Mulher-Maravilha. Fiquem ligados na cena pós-créditos que tem tudo a ver com a trama.
Constantine (Constantine) (2005) - Vi o filme inteiro pela primeira vez. Quando criança dava medo, mas hoje parece um filme que veria numa tarde qualquer rs Gostei. Não é nada grandioso, mas consegue muito bem desenvolver sua trama e seus personagens. Alguns momentos do Keanu Reeves me lembrou de cenas dele em outros filmes. Sobre o Constantine, o longa é mais uma das várias provas de que não precisa ser totalmente fiel pra ser bom (e olha que já tem uma década e meia). Só que, pelo pouco que li da HQ e pelo pouco que conheço do personagem, me pareceu que aliviaram bastante pro filme.
Sombras da Vida (A Ghost Story) (2017) - Já falei que Sombras da Vida é o filme lento mais empolgante já feito? E não to me pagando de cinéfilo cult pq não sou. Nem mesmo 2001, que considero desnecessariamente lento, conseguiu me cativar assim. Aqui o equilíbrio de situações diferentes e o mistério do futuro da trama presentes no roteiro, embalados com a boa trilha sonora, só deixam tudo mais envolvente. Até a "famosa" cena da mulher comendo torta por longos minutos se torna especial (aliás, se fosse pra escolher uma cena mais "cansativa" eu escolheria o começo, embora seja uma das partes mais importantes pra entender o final) [na verdade na primeira vez que vi tava achando o começo morno mesmo, mas depois que o filme foi avançando fui gostando cada vez mais, mas dessa vez gostei de tudo]. Sem dar spoiler, destaque pras cenas do diálogo sobre a humanidade e do fantasma caminhando.
Enterrado Vivo (Buried) (2010) - Prato cheio prós claustrofóbicos. É um filme sobre um homem enterrado vivo, mas a crítica é sobre a burocracia das ligações de serviços.
Questão de Tempo (About Time) (2013) - Agradável comédia romântica de viagem no tempo com um toque de drama. Questão de Tempo é um daqueles filmes que soam "bonitinhos", com as doses certas do gênero, sem trazer nada tão inédito e se agarrando a clichês pra contar uma boa história. Os personagens são ótimos e a narrativa envolvente. / Entretanto, vi através de alguns comentários que é um longa fácil de ser problematizado dependendo de como será interpretado. Por baixo do romance, o protagonista pode ser considerado um manipulador que fica voltando no tempo pra que tudo seja do jeito que ele quer. Isso poderia ser considerado um julgamento equivocado? Se colocando na posição dele, creio que muitos usariam viagem no tempo pra bens próprios. Não é assim todos os filmes de viagens no tempo? E mais: Ele não apenas se auto-beneficia, mas tb ajuda ao próximo e deixa claro desde o começo que não se pode mudar a mente de alguém só viajando no tempo. Seu primeiro amor resume bem esse último item. Um filme pra refletir.
The Gamechangers (The Gamechangers) (2015) - Filme não-autorizado da BBC sobre a polêmica real do GTA, de quando um garoto cometeu crimes após jogar GTA e, consequentemente, a Rockstar foi processada por incentivar a violência através dos jogos. Lembro na época que anunciaram os portais de notícias dizendo que seria um filme sobre a origem do GTA, mas acabou sendo sobre como GTA mexeu com o mercado. Não é um filme inovador nem explora seus temas tão a fundo como poderia (uma pena), mas dentro dos limites consegue um bom resultado. Se focam no contexto geral e apresentam a vida dos dois lados. Vale muito a curiosidade. O longa retrata desde o lançamento do Vice City até o San Andreas.
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido – Edição Vampira (X-Men: Days of Future Past: The Rogue Cut) (2015) - Na época que vi Dias de um Futuro Esquecido no cinema tinha achado o filme ok. Tava pra rever faz tempo, mas enrolei e só revi agora. Aproveitei pra conferir a Edição Vampira, que pouco muda do original. Dessa vez gostei mais do filme. Agora entendo considerarem um dos melhores da franquia. Por mais que o filme seja uma grande bagunça cronológica (que poderia ter sido facilmente evitado apenas considerando as linhas como universos paralelos), por mais que seu final soe positivo demais (quem lê quadrinhos sabe) e por mais que não seja melhor que Primeira Classe (esse sim é o melhor de todos), é um bom longa dos X-Men.
Constantine: Cidade dos Demônios (Constantine: City of Demons) (2018) - Longa animado de Constantine, originalmente uma web-serie. Talvez a animação DC mais "pesada" até o momento. Não é algo que eu recomendaria pra criança rs Baita surpresa. O Constantine tenta ajudar o amigo que tem a filha em coma e adentra uma batalha entre ele e outros demônios. Por vezes soa como uma trama básica, mas a DC nunca explorou as questões apresentadas a esse nível nas animações antes, nem mesmo na da Liga da Justiça Sombria (que inclusive eu gostaria de mais). A reviravolta final é sinistra. Só botei a mão na cabeça e pensei "Caramba...".
Batman: Sangue Ruim (Batman: Bad Blood) (2016) - Melhor do que eu lembrava, mas inferior aos anteriores O Filho do Batman e Batman vs Robin. A premissa serve mais como desculpa pra reunir a Batfamília, justamente o ponto forte do longa, mesmo que incompleta (infelizmente). Faltou um vilão melhor. A Talia continua boa, mas mais do mesmo. O Damian não marca tanto quanto nos longas anteriores. A Batwoman e o Batwing não são tão memoráveis assim, mas dentro do longa cumprem seus papéis e tem seus momentos. O Asa Noturna é o grande destaque. Faltou a Batgirl na festa.
Coringa (Joker) (2019) - Muito bom. O ato final em especial me deixou bem tenso. O longa traz uma versão inédita da origem do Coringa. Não que seja a melhor origem dele, mas é tão interessante e tão importante se levarmos pra nossa realidade que valida a situação. / É um drama de narrativa lenta que se torna cada vez mais tenso. Acompanhamos Arthur a todo momento tentando se controlar, mas com tudo o que a vida vai jogando em cima dele, ele começa a enlouquecer. / Há uma forte mensagem sobre como tratamos os ditos doentes mentais, que inclusive vira piada pelo protagonista. E embora não seja um filme tão violento assim quanto fizeram parecer, o clima é bem sinistro e rende algumas cenas pesadas. / No mais, na minha sessão tiveram umas pessoas rindo e comemorando os feitos do Coringa. Inclusive um cara saiu correndo pelo cinema comemorando rs
Halloween (Halloween) (2018) - Muito melhor que o superestimado clássico, mas no fim é apenas um "bom" filme de assassino que se salva mais pelo nome. Lembro que pretendia ver os filmes da franquia antes, mas logo no primeiro desisti. Vi esse mais pelo hype que criaram. Pelo menos reacendeu a vontade de conferir algum dos longas futuramente. / A nova versão infelizmente não possui o mesmo nível de suspense, mas felizmente não é aquela coisa monótona que insistem tanto em algo que acaba perdendo a graça. Aqui a trama se desenvolve muito melhor. É bem clichê, entretanto, e o roteiro é bem raso, tendo peso justamente pela franquia. Só não curti o filme ficar inserindo e desenvolvendo personagens aleatórios do nada só pra serem vítimas. Ainda assim consegue empolgar bastante.
Jovens Titãs em Ação! vs Jovens Titãs (Teen Titans Go! Vs. Teen Titans) (2019) - O crossover que todos pediram. Legalzinho, mas podia ser muito melhor. Não souberam equilibrar os universos. A versão idiota dos Jovens Titãs em Ação deixa tudo divertido. Eles são o foco, pq os Jovens Titãs do anterior parecem secundários. O desenho do Em Ação já brincou diversas vezes com a questão de humor e seriedade, mas no crossover senti falta disso. Há, mas não tanto quanto poderia. Gostei que colocaram um cara reclamando que estragaram a infância dele. Dava pra ser mais explorado. O final foi uma grata surpresa.
Doom: Aniquilação (Doom: Annihilation) (2019) - Como conseguem essas façanhas? Filme ruim demais. Já vi filmes genéricos que perto disso se tornam obra-prima do cinema. Segunda oportunidade de adaptar Doom e desperdiçam completamente. E eu nem sou chegado no jogo. Cenas de ação monótonas, longos diálogos cansativos que não levam a nada, personagens desinteresses. Não funciona como filme, não funciona como adaptação, não funciona como remake. O duvidoso filme "antigo", que deixa bem a desejar mas ainda rende ótimos momentos, fica excelente quando comparado a esse. Pior do ano fácil.
Vox Lux - O Preço da Fama (Vox Lux) (2018) - Queria entender isso tudo de bom que alguns consideraram. Achei bem mediano. Devo ter entendido errado rs A primeira parte é interessante. Tenso, promissor. A segunda parte desanda pra algo monótono. Não ruim, mas nada demais. A terceira parte é o fundo do poço. Não é um musical, deve ter duas músicas em sua maior parte, mas do nada se torna um show de canções genéricas ruins. O horrível final faz todo sentido sim... Mas ainda é ruim. O filme apresenta essas questões do lado negro do mercado musical, mas é tudo muito superficial. Pra piorar o narrador resume partes importantes. Se eu quisesse saber apenas da trajetória de uma artista inocente se rebelando a ponto de passar a ser considerada "péssimo exemplo" bastava ler um resumo da vida da Miley Cyrus rs
O Rei do Show (The Greatest Showman) (2017) - Pessoas normais: "Incrível! Maravilhoso!" ... Eu: "Uma ironia a si mesmo vendendo uma fraude pra que todos possam sorrir!" ... :v Pois me iluda mais que eu gostei haha / A biografia musical pop do revolucionário showman P. T. Barnum é um filme deveras leve, pra família, mostrando um cara que uniu pessoas rejeitadas e as fizeram finalmente reconhecidas e aplaudidas pela sociedade. Vi muitos elogios quanto a trilha, mas achei normal demais, coisa que se liga a rádio e tá lá tocando. Ainda assim tem algumas algumas canções muito boas pelo longa. Tem umas cenas sensacionais, realmente empolgantes. / Quanto a veracidade dos fatos, enfeitam demais a história de Barnum, excluem elementos importantes sobre sua vida (sabiam que ele teve carreira política?), aliviam suas polêmicas e exageram seus dramas em prol de uma trama que se encaixe nos padrões hollywoodianos. E sequer deixam claro o peso de seus feitos para o mercado. O que não significa que torne o filme ruim. O que vende é a felicidade, afim de trazer um sorriso no rosto de quem vê (quem entendeu, entendeu). Gostei e reveria de boa.
Terra (Terra, An Ode to Humanity) (2015) - Documentário fantástico com imagens sensacionais, do apreço ao incômodo, contando as relações natureza-animal-homem e seus impactos, principalmente em como o homem mudou todo o planeta após o reinado natural. Tratam sobre a vida, a evolução, a domesticação, a religião, a agricultura, o mercado, o consumo, a globalização, a destruição. Muitos temas pra apenas 100 minutos de duração, mas que conseguem passar suas mensagens de forma clara.
X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine) (2009) - Revendo essa pérola da franquia X-Men chamada Origens Wolverine. Sinto que as pessoas exageram demais quando dizem odiar um filme. Isso ou não veem filmes ruins o suficiente. Ou eu que gosto de filme ruim rs Ou tudo isso junto. Esse é sim um dos piores da franquia, mas eu veria de boa se tivesse passando na TV. Distorceram tudo, cagaram um monte de personagens, ignoraram acontecimentos anteriores, parte da trama leva a um clímax extremamente duvidoso... Ainda assim tem vários bons momentos. Ao todo funciona bem como um filme, sendo mais desprezado quando se considera o contexto. E pensar que na época que vi isso quando criança tinha curtido muito... Até que me peguei indagando tudo ao dizerem que tinha o Deadpool no filme e eu reclamando que não tinha kk Estragaram mais ele que tudo. No fim esse é mais um filme odiado dos X-Men que eu não consigo ver esse ódio todo mesmo vendo os pontos negativos.
O Primeiro Homem (First Man) (2018) - A história de Armstrong rendia um filme melhor. O longa é uma biografia dramática sobre a vida do futuro homem que iria pousar na Lua. A narrativa é cansativa e o filme pouco mostra algo tão interessante, o que não desmerece algumas cenas curiosas. Vale por alguns elementos e pelo visual, mas não é grande coisa como poderia ter sido. Aproveitando, se alguém quiser ver o lado soviético recomendo Gagarin, sobre o primeiro homem no espaço.
Turma da Mônica: Laços (Turma da Mônica: Laços) (2019) - Filme ok. Já não esperava algo tão engraçado ou divertido assim pq não é baseado no clássico, mas na releitura realista e dramática da Graphic MSP. Só que tb não é tão dramático rs No fim é um filme infantil pra divertir na média. Melhor cena é a do Louco, por mais que o fato de ser com atores reais limite bastante as coisas.
Amazônia - Planeta Verde (Amazônia) (2013) - Tentei ver a versão infantil narrada que entrou na Netflix um tempo atrás, mas nem terminei. Vi que tem na Globo Play tb, mas não sei qual versão é. Por acaso por aí pela internet nas aleatoriedades da vida encontrei o filme sem essa "narração". Sinceramente: Muito melhor. Documentário pra apreciar apenas com os sons naturais do ambiente e dos animais. Cenas bem bonitas. Fiquei curioso pelo processo de gravação. Vale citar que é um filme brasileiro-francês. Queria ter visto em 3D. Aproveitando o tema, recomendo tb O Reino dos Primatas, da Disney Nature.
Steven Universo: O Filme (Steven Universe: The Movie) (2019) - Filme agradável demais. Usaram bem a essência da franquia. É como um longo episódio musical. Funciona fechado, vide o resumaço inicial, mas só tem peso mesmo pra quem acompanhou as cinco temporadas. / Apesar de deixarem de lado tudo o que o desenho deixou em aberto, criaram algo que ainda assim só acrescenta conteúdo. Steven está crescido e gems estão criando um lugar pra morar. Vários personagens tem seus espaços. / A vilã foi uma grata surpresa. Parece uma personagem aliviada de Cuphead. As musiquinhas são bem empolgantes. Não dava muito pro filme, mas gostei mesmo. No aguardo da sexta temporada e das novas possibilidades.
It: Capítulo Dois (It: Chapter Two) (2019) - A cada flashback eu só conseguia pensar em como o primeiro foi tão melhor. A grandiosa continuação (e conclusão) de IT é 'boa', mas... O longa possui um ritmo tão desequilibrado que chega a cansar. Por vezes as cenas soam desnecessariamente longas (e talvez realmente sejam). Tem cenas bem empolgantes tb, mas mesmo nelas não senti o mesmo impacto de antes. / Os personagens adultos não possuem quase nenhum desenvolvimento, deixando apenas a entender suas realidades. Isso só dificulta a ligação com o público, pq o elenco infantil, além de carismáticos, tiveram tempo de sobra de mostrar seus lados. O elenco adulto é aquilo e pronto, tem que aceitar que aquele foi aquele e tal. Nesse quesito até a versão antiga de IT conseguia transmitir um elo maior. / O ponto forte do filme, por incrível que pareça, é o humor. Que coisa, não? he Viajaram bastante nessa continuação, principalmente no clímax. Vale lembrar que IT nunca foi "terror" popularmente falando e que uma adaptação é uma adaptação. IT 2 é bom, mas poderia ser melhor. Ou mais curto.
A Freira (The Nun) (2018) - Quando lançaram não quis dar uma chance a esse filme, mas acabei conferindo por ser parte da não tão mais sensacional franquia Invocação do Mal. E foi... Bem ok. É um mero terror qualquer, mas bem produzido. Pelos comentários esperava algo muito pior e muito mais assustador. Como sou cagão me assustei mesmo assim rs Mas é um filme nada demais mesmo, desnecessário pra franquia inclusive, o que não o torna necessariamente ruim. Só não é o mais fraco pq existe o primeiro Annabelle.
Gagarin: O Primeiro no Espaço (Gagarin: Pervyy v kosmose) (2013) - Biografia de Gagarin, o primeiro homem no espaço. Uma conquista histórica para a então União Soviética e posteriormente para o mundo. O filme se divide em duas linhas temporais: Uma acompanhando o dia do ocorrido e outra acompanhando a trajetória do cosmonauta desde a infância até os treinamentos. Não conheço muito da história real, mas quem conhece diz que o filme embeleza os fatos, o que é perceptível em alguns momentos. Mas é um filme muito bem feito. Vale a curiosidade.
Cegonhas - A História que Não te Contaram (Storks) (2016) - Tinha visto bons comentários, mas achei apenas ok. Ideia interessante, resultado mediano. As cegonhas abandonaram o serviço de entrega de bebês até que um bebê surge. A aventura é divertida. Tem momentos bacanas. A cena dos casais é curiosa pra uma animação infantil. O que mais gostei foram das cenas dos lobos e a cena dos pinguins. Em geral é meio bobinho, daquelas que passa uma mensagem bonitinha (embora muito válida) e pronto.
Doroga (Doroga) (2016) - Quando os russos fizeram um documentário das coisas que aconteciam nas estradas de seu país. Esperava mais. O doc até traz um compilado de alguns casos interessantes, inusitados, tensos e hilários, mas em diversos momentos fiquei pensando no que tava vendo e o que tinha de atrativo em alguns dos vídeos mostrados. Ao longo do doc, inserem alguns compilados rápidos de cenas curtas que renderiam muito mais se fossem completas e postas no lugar de várias outras que estão na "íntegra".
Dumbo (Dumbo) (1941) - Animação simples e parcialmente relaxante que atualmente nos faz refletir como as coisas mudaram. Bastante politicamente incorreto pros dias de hoje, totalmente normal pra época. Revendo notei como o filme começa bem, mas aos poucos vai se tornando viajado, com destaque pra cena da bebida com muitos elefantes rosas. Tb notei como passam uma imagem em sua maior parte alegre dos animais no circo, algo que foi desbancado com o tempo. Ainda assim continuo gostando do filme. Como disse, simples e parcialmente relaxante.
Happy Feet 2 (Happy Feet Two) (2011) - "Vai ver é um alívio momentâneo dos terrores existenciais da existência". A frase que resume bem Happy Feet 2. / Não é excelente, mas é subestimada. Longe de toda a grandiosidade que foi o primeiro filme, esse é bem mais leve e usa a ideia da influência humana apenas pra impulsionar uma trama mais rasa e fechada. Também não possui descobertas nem reviravoltas surpreendentes. A sensação episódica a cada cena dá lugar a diversos arcos que mesclam entre si graças aos focos em vários personagens (o que é reforçado pela divertida dupla de krills, ou, como polemizaram na época, o "casal gay" rs). Nesse vai e vem pegam os elementos do anterior e repetem a dose de forma diferente. Por tudo isso pode-se considerar uma "continuação desnecessária", mas não tem como odiar esse troço. É tão envolvente que vi do começo ao fim e queria mais. Tem momentos marcantes, mesmo que tb tenha momentos duvidosos. Esse segundo acaba sendo ofuscado pelo anterior, mas, se deixado de lado toda a comparação, oferece uma experiência muito agradável.
A Invocação (Sadako 3D) (2012) - Quando reclamei do terceiro Chamado americano, não fazia ideia da bomba que os japoneses tinham feito. Agora que vi, posso concluir que isso parece um telefilme de péssimo gosto. Difícil de acreditar como conseguem fazer isso. Distorceram a Sadako e, no lugar de aproveitar a ideia dela no mundo atual (se bem que os estadunidenses tb desperdiçaram, mas não nesse nível), insistiram numa trama fantasiosa sem sentido nenhum forçada ao extremo e muito, mas muito cansativa.
O Chamado 3 (Rings) (2017) - Conseguiram piorar o que já não era grande coisa. Sorte da Samara da maldição não ser de assistir a esse filme, pq senão ela ficaria mofando no fundo do poço junto com a qualidade do longa. Não sei se chega a ser o pior de toda a franquia, mas tá perto. Pelo menos da americana é. O começo parece animador, mas logo estragam. O ritmo do filme é um incômodo. Várias cenas de nada com nada. As investigações demoram a acontecer e enrolam sempre que podem. E quando avançam... nhe. / Os filmes japoneses antigos eram lentos, com um tom mais dramático, e mesmo assim conseguiam interessar. Aqui não, apenas pegam uma trama promissora (ora, Samara no mundo atual poderia render) e desperdiçam todo o potencial com algo batido. Até mesmo os forçados jump scares são ruins. Vi que algumas pessoas se incomodaram com o final, mas achei aquilo mais empolgante que qualquer coisa que mostraram desde o primeiro filme americano.
Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (Fast and Furious Presents: Hobbs and Shaw) (2019) - Mais um Velozes e Furiosos, só que dessa vez sem contar na numeração. O considerado primeiro derivado é bem diferente dos demais devido a sua proposta (ora, temos aqui um vilão com poderes tecnológicos!). Mesmo assim segue o nível padrão de ação e comédia (e um pouco de corrida, sendo esse provavelmente menos que os outros). É um filme divertido. O exagero tá presente e muito bem marcado. O humor varia do bom ao duvidoso (por vezes soa como um besteirol de tanta piada de pinto). A inusitada dupla de personagens até que funciona. O potencial já tava implantado no oitavo longa. / Só senti problema no ritmo. Algumas cenas mais longas do que deveriam (o filme em si poderia ser mais curto inclusive) e certa falta de equilíbrio nas transições entre a ação e o drama (embora bem estruturados isoladamente). Talvez seja o filme mais "fraco" da franquia, ou pelo menos dos últimos, quando se comparado a eles. E ainda assim... diverte. Tem muitas cenas que rendem um bom entretenimento com lutas, tiros, explosões, carros e piadas. Não achei isso tudo, ainda prefiro os principais, mas curti. No aguardo dos próximos filmes e derivados.
Goosebumps 2: Halloween Assombrado (Goosebumps 2: Haunted Halloween) (2018) - Continuação bem inferior ao primeiro. No máximo um filme "divertido" bem Sessão da Tarde. A impressão que deu é que quiseram "infantilizar" mais o clima, mesmo Goosebumps já sendo um infanto-juvenil. Não conheço a franquia a fundo (bem que podiam relançar os livros num kit), mas é muito bacana a ideia dos filmes de se passar num universo como na vida real, onde a franquia existe de verdade. Pena que esse filme deixa a desejar. Mas é ok. No aguardo do terceiro. Slappy continua marcando.
O Rei Leão (The Lion King) (2019) - Muito bom. É O Rei Leão clássico ali, só que num visual realista e com mais cenas de paisagens e do ciclo da vida. Tão real que até quando se percebe a animação parece real rs Mas quem tá dizendo que parece um documentário narrado, tá exagerando. O filme pode até ser bem mais restrito e menos caricato que a animação e ter algumas cenas que lembrem uma simulação da realidade, mas há limites. O resultado rende momentos incríveis. Só deixaram a desejar na dublagem, mas nada que atrapalhe a experiência. O 3D tb não é nada demais, portanto opcional. Agora o filme tá ótimo. Mais uma experiência caça-níquel Disney que deu muito certo.
Democracia em Vertigem (Democracia em Vertigem) (2019) - Embora tende para a esquerda, deixando claro sua parcialidade, o documentário Democracia em Vertigem é muito bem produzido e apresenta, de forma resumida, os fatos ocorridos nos últimos anos. / A narrativa chega a ser poética demais, o que deixa um tom problemático para a obra, mas não descartável. Apesar da narradora assumidamente tentar defender o PT, ao mesmo tempo apresenta os ocorridos dos dois lados da moeda, o que rende momentos do nível "Lula se envolveu com gente errada, mas o país alavancou" (só um exemplo por cima). / No fim, senti que estava vendo uma grande bagunça dos dois lados, sem ninguém se entender e tudo fazendo parte de uma grande conspiração onde o objetivo era apenas para um lado se dar bem e outro se ferrar. O que não ignora os problemas de cada lado, claro, assim como justiças e injustiças, qualidades e defeitos, mas para parte considerável do povo e dos próprios políticos, tanto faz. Quanto gado.
Kim Possible (Kim Possible) (2019) - Isso não ficou bom não. Já esperava algo mediano, mas foi mais fraco do que pensei. Ainda é um filme adolescente qualquer, mas deixa muito a desejar. Os atores representam muito bem seus personagens. O roteiro é que decide não aproveitar o que tem. Com tantos personagens e tanto pra desenvolver, o filme acaba deixando tudo raso pra se focar num conflito entre Kim e uma nova personagem, assim como o envolvimento de outros personagens. Isso mais atrapalha que ajuda, numa trama que poderia muito bem se manter apenas nos protagonistas (afinal, o filme é deles). Gostei de zoarem com alguns elementos, tem uns momentos divertidos, mas só. Tem gancho pra continuação, mas não fico empolgado. Vi que foi a pior estreia de um filme Disney Channel na década.
Alita: Anjo de Combate (Alita: Battle Angel) (2019) - Não dava nada pra esse filme, os trailers não me empolgaram, mas os elogios me deixaram curioso. Realmente, gostei bastante. A trama é boa, tem alguns personagens interessantes, várias cenas empolgantes, o visual tá muito bom, a mesclagem cgi/live funciona bem. Seria melhor se fosse uma série. Deu vontade de ler o mangá. No aguardo da continuação.
Descendentes 2 (Descendants 2) (2017) - Desconfiei tanto da qualidade disso que agora quero mais rs Descendentes 2 é um avanço parcial significativo em relação ao primeiro. As músicas estão MUITO melhores em sua maioria, diferentes daquelas coisas difíceis de ouvir do anterior, o que não impede esse de umas vergonhas. Só faltou uma trama, pq a dessa é bem fraca e mal leva a algum lugar. É apenas uma conclusão do anterior ao mesmo tempo que prepara pro posterior, mas com pouca novidade. Vilã pouco aproveitada, justamente a personagem mais interessante. Filme ruim que é bom. No aguardo do terceiro.
Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far From Home) (2019) - Bom filme. Bem melhor que o anterior, inclusive. Tava desconfiado, os trailers não empolgaram, ainda mais com vilões genéricos. O filme é algo mais divertido que se salva mais pela interação entre os personagens e o humor. Apesar das surpresas previsíveis, o que apresentam conseguem empolgar. Nesse sentido, as cenas dos créditos surpreendem mais. Não que uma coisa desmereça a outra. Muito bom ver o Aranha sem o Stark, por mais que o filme faça questão de lembrar disso a todo momento. Mysterio tá ótimo. Tem muitas cenas boas. No aguardo do próximo.
Quando as Luzes se Apagam (Lights Out) (2016) - Lembro na época que vi o curta. Tão assustador que nem pensei em ver o filme. Pois acabei vendo agora rs Bom filme de terror. Adicionaram uma profundidade interessante com a questão da depressão, que funciona relativamente bem dentro do contexto do filme, apesar de deixar algumas brechas a "furos". Interpretar além, entretanto, pode ser perigoso e desanimador. É um filme com seus clichês de terror, dá pra perceber que o roteiro salva os personagens da criatura em alguns momentos, a explicação pras coisas não são tão empolgantes assim, o final é bruto demais, mas o resultado é bem aceitável. Tem ótimos momentos. Conseguiu passar uma boa tensão.
Toy Story 4 (Toy Story 4) (2019) - Muito bom. Incrível como a qualidade visual da animação evoluiu tanto a ponto de ter momentos "realistas". Toy Story tinha encerrado perfeitamente no terceiro filme, mas esse quarto foi um complemento essencial sobre o que aconteceu depois de tudo. Não só, como tb trouxe novos horizontes. / Partiram da ideia de explicar o aberto destino da Betty pra criar toda uma nova aventura de peso. É uma boa aventura com um bom drama. Dá pra notar reciclagens de ideias dos anteriores, mas essas mesmas ideias trazem rumos novos, como reviravoltas quando comparadas. / Os personagens estão ótimos. O Woody tem grande destaque, deixando os demais do grupo dele meio que secundários (embora participem tb). A Betty ganha um bom destaque pelo seu ótimo retorno. Mas o destaque mesmo vai para o... Garfinho. he "Lixo!". Gabby foi uma escolha interessante de vilã. Colocar o Slappy no meio ficou demais. / Vai ser difícil fazer um quinto filme depois de tudo isso que apresentaram, mas, se futuramente fizerem (duvido que não façam), que tenha o mesmo nível de qualidade e que traga novidades. Por enquanto é melhor deixar a franquia descansar. [Obs.: Tem cenas durantes os créditos iniciais. E dessa vez não tem curta antes do filme.]
Tucker & Dale Contra o Mal (Tucker and Dale vs Evil) (2010) - Revendo essa pérola de uma década atrás. Apesar de não ter achado tão bom quanto da primeira vez, ainda é uma ótima paródia slasher que vale a curiosidade. A forma como ironizam o estilo é boa. Os caras vivendo suas vidas e os jovens achando que eles querem matar todo mundo rs Gostaria que explorassem mais elementos numa continuação (que inclusive tem projeto faz anos, mas até agora nada).
X-Men: Fênix Negra (Dark Phoenix) (2019) - O suposto último filme dessa geração. Uma despedida que soa como um filme qualquer e vida que segue. E no fim é só isso mesmo. Trama rasa, curta e só não mais objetiva por conta de certos personagens. Pro nível dos X-Men esse longa tá simples demais. Faltou bastante ousadia. Se comparar com sua versão anterior, essa nova Fênix deixa demais a desejar e a trama do longa soa descartável. Porém destacando assim soa pior do que realmente é. / O filme tem uns diálogos vergonhosos aqui e ali, alguns acontecimentos ora forçados ora indiferentes, reviravoltas fracas, trama que por vezes parecia ignorar tudo o que foi feito nos filmes anteriores, mas... Não consegui ver nada de tão desastroso perto do que disseram. Estavam considerando isso o horror. Exagero. Tá mais pra um filme ok de Sessão da Tarde. O drama tá na medida, tem momentos bem bacanas, capricharam nas cenas dos mutantes usando seus poderes pra valer... Só não funciona no total pelo filme ser bem raso mesmo. Desperdício de potencial, mas resultado totalmente assistível. O começo e o clímax são as melhores partes.
Godzilla II: Rei dos Monstros (Godzilla: King of the Monsters) (2019) - Finalmente um filme estadunidense decente para o Godzilla. Foi o que mais chegou perto dos japoneses, sendo até melhor que alguns. Ainda assim bem diferente. Sim, ainda é pura fórmula clichê hollywoodiana que impede de aproveitar o potencial ao máximo, mas... É um avanço tão grande e um resultado tão superior a tudo o que já fizeram que chega a surpreender. / Há diversas referências a franquia japonesa. Quem viu as dezenas de filmes perceberá. De cara já tem os monstros (os principais são o Ghidorah, o Mothra e o Rodan mesmo, os clássicos), mas não para neles, chegando até a referenciar passagens de certos filmes. / A trama funciona, tem uma ligação maior a tudo. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom por não ser algo aleatório e ruim por acharem que é mais importante do que deveria. Ainda insistem em focar mais nos humanos, mas dão bom espaço pros monstros. / Depois da decepção do anterior de "pular" as lutas, aqui acompanhamos o desenrolar das batalhas do começo ao fim. E as brigas são sensacionais. Mostram realmente o tamanho colossal dos titãs e como somos meros pontos para eles. Nisso é humano tentando sobreviver enquanto os deuses lutam. / Bom resultado. Óbvio que poderia ser melhor, e tinham material de sobra pra isso, mas é pedir demais de uma versão americana. O encerramento ainda é duvidoso, mas nada absurdo. Por tudo o que já foi apresentado, tá sensacional. Obs.: Tem uma cena pós-créditos. Pena ser bem descartável. Considerando o futuro crossover, foi burrice.
Aladdin (Aladdin) (2019) - Bom filme, salvo ressalvas. Um caça-níquel bem feito rs Queria ter curtido mais, não senti o impacto da animação, mas o resultado agrada. É um filme deveras diferente do longa original, trazendo algumas novidades, alguns novos acontecimentos, alguns novos personagens, em meio a tudo que já é conhecido. Claro, "novidade" aqui me refiro pra diferenciar as obras, pq o adicional é tudo clichê mesmo. Algumas coisas são válidas, outras desnecessárias. / O Gênio consegue divertir muito, por mais que seja bem limitado se comparado a sua versão animada. A Jasmine recebeu mais destaque e empoderamento, incluindo até música original (infelizmente ruim). O Aladdin... é ele mesmo. O resto é o resto. O Jafar não marca tanto e não soa tão ameaçador assim. Senti que deixaram a desejar no clímax e no destino de certo personagem. / Mas é bom. Só não é "isso tudo". O começo é morno, mas o filme vai melhorando com o tempo. Não dá pra não se empolgar com as cenas musicais rs Ainda prefiro muito mais a animação. Pelo menos o filme com atores tentou não ser mais do mesmo.
John Wick 3: Parabellum (John Wick: Chapter 3 - Parabellum) (2019) - Enfim o terceiro capítulo. Esse é um filme de "quebra de expectativa". Sua premissa deixa a esperar algo um tanto diferente do que aparenta. Embora não tenha achado melhor que os anteriores, ainda continua muito bom, com cenas sensacionais de ação e aquele bom humor do exagerado em meio ao universo criado. O que parecia rumar a uma conclusão, acaba por expandir ainda mais a franquia, ainda que o clima de limite continue. No aguardo de um quarto filme.
John Wick: Um Novo Dia Para Matar (John Wick: Chapter Two) (2017) - Segundo filme conferido, "Um Novo Dia Para Matar". Outro baita filme de ação. Talvez não melhor que seu antecessor, mas ainda assim num nível muito elevado. Aqui deixam o estilo videoclipe de lado pra desenvolver as cenas de forma mais "completa". Aos poucos a trama vai alcançando rumos grandiosos. O final é marcante e chega a incomodar. Agora entendo toda a empolgação pro terceiro.
John Wick: De Volta ao Jogo (John Wick) (2014) - Vi o primeiro, "De Volta ao Jogo". Bom pra caramba. Já via o pessoal elogiando, mas parecia ser só mais um bom filme de ação. Não é. Dizer que é muito bom ainda é pouco rs O ritmo é frenético e a edição estilo videoclipe deixa as coisas melhores ainda. Matou o cachorro tem que se ferrar.
Pokémon: Detetive Pikachu (Pokémon Detective Pikachu) (2019) - Finalmente, após décadas, Pokémon chega ao seu primeiro live-action, feito pelos estadunidenses em parceria com os japoneses. E... que "voltorb". É a adaptação parcial de um jogo que ninguém pediu pra ser adaptado baseado numa franquia de sucesso que "todo mundo" queria ver adaptado num filme decente com atores e que tem de sobra material base pra ser adaptado. / Vale dizer que Pokémon é sim infantil, doa a quem doer, mas... Comparado ao material japonês, Detetive Pikachu felizmente não chega a ser tão bobo, mas infelizmente tb não possui nada do peso mais sério. É como se ignorassem os dois extremos e criassem algo no meio só que com um resultado que deixa a desejar. Pra ter ideia, não tem aventura nem luta decente, coisas básicas encontradas em várias mídias Pokémon. / Um desperdício de ideias que tenta se compensar na ideia ver os pokémon ganhando vida em tela (e que mesmo assim possui efeitos variáveis demais), mas se encontra apenas num filme batido e talvez divertidinho de certo modo, mas nada demais. Exceto o Mewtwo, que é só decepção. As reviravoltas então são em sua maior parte lamentáveis. O clímax é fraquíssimo. Espero que melhorem na continuação e nos possíveis derivados.
Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame) (2019) - Ultimato é real e literalmente grandioso. Mais de uma década de filmes se colidindo em um só. É um filme bem diferente dos anteriores, por mais que siga um modelo semelhante ao anterior. Por ser o "último", possui um tom mais dramático. Aqui continuam ousados e possuem algumas surpresas marcantes. Muita fanservice tb (he). / Há referências a todos os filmes do UCM e isso é bom demais. Influencia pra caramba pra quem viu tudo, pq tem várias ligações a várias coisas. Há tb várias referências aos quadrinhos, incluindo sagas e títulos. / Só senti que alguns personagens tiveram pouco tempo de tela, ainda mais pra um filme de encerramento de toda uma geração. Explicável em parte, até pq o filme tem toda uma trama (muito boa, por sinal), mas ainda assim. Tb senti que o filme não precisava de 3h de duração, mas sendo sincero nem percebi o tempo passar (rs). / O destaque mesmo vai pro último ato. Foi a primeira vez que senti um filme de herói chegar perto das grandiosidades dos quadrinhos. O filme ao todo, na verdade. Pelo cinema ser outro formato, muita coisa "natural" nas páginas se torna um desafio cabuloso nas telonas. E aqui é como ver o outrora "completamente improvável de acontecer" ganhando forma. / Vale citar que esse é o último filme com a participação do Stan Lee. Achei bem discreta, fui perceber só depois conversando, mas tá valendo. Vai fazer falta. / Ultimato não é perfeito, mas é bom pra caramba. A Marvel cada vez mais expande seu universo. Foi o fim de um ciclo, mas a vida continua. To bem curioso pras novidades. Algumas já revelaram, mas quero ver esse futuro com a compra da Fox pela Disney.
As Boas Maneiras (As Boas Maneiras) (2017) - Filme brasileiro, co-produção francesa, dos mesmos diretores de Quando Eu Era Vivo (aquele com a Sandy) e Sinfonia da Necrópole (o musical). É possível sentir o mesmo clima dessas obras em As Boas Maneiras, inclusive alguns elementos. / Pra quem procura um filme diferenciado que envolva criatura vale a curiosidade. Agrega a produções envolvendo folclores e lendas, algo que o Brasil ainda necessita explorar no cinema. Diferente de blockbuster, esse é um daqueles filmes de narrativa lenta, feito pra sentir os momentos. / Dá pra dividir em duas partes, sendo até bem diferentes entre si. A primeira metade desenvolve a questão da relação das duas mulheres, introduzindo os elementos que levarão a segunda metade, que desenvolve as consequências.
O Silêncio (The Silence) (2019) - Bom filme (mais um que a galera fala mal, mas não é ruim rs). A ideia pode lembrar Um lugar Silencioso, mas são filmes com destinos bem diferentes. Aliás, O Silêncio é baseado num livro. Só senti que faltou um objetivo maior. O filme soou meio aleatório e até curto, parecendo como um começo de série, apresentando situações variadas, criando arcos, mas buscando resolver tudo logo depois, não deixando tempo suficiente pra digerir algumas coisas que, num tempo maior, seriam mais interessantes. Tb notei algumas forçações, mas nada que estrague, visto que qualquer filme no estilo (apocalipse/sobrevivência) tb faz suas licenças poéticas. Mas vale a pena conferir. Gostei.
Cadáver (The Possession of Hannah Grace) (2018) - Filme de terror bacana. Consegue causar tensão. Mais suspense que terror mesmo. O ambiente ajuda (necrotério). Praticamente sem jumpscares, o que é ótimo. Tem os clichês básicos, mas boa parte meio que tentam justificar com o jeito da protagonista. Gostei que a maior parte da trama se desenvolve num 'curto' espaço de tempo. Tem alguns furos estranhos no roteiro, como a duvidosa locomoção do corpo, mas nada que estrague a experiência. Vale a curiosidade.
Shazam! (Shazam!) (2019) - Gostei. Não dava nada pra esse filme, nunca me interessei muito no Shazam, mas acabou sendo bem divertido. Boa surpresa. Tem a dose moderada de humor e seriedade pra um filme do estilo. O Billy e o Sivana representam bem essa divisão, onde um é um garoto que ganha poderes e se diverte com isso sem querer responsabilidades enquanto outro é um homem amargurado que ganha poderes e decide se vingar de seu passado. / Ignoraram de vez o nome Capitão Marvel no filme (se bem que nas hqs creio que não usem mais tb), sendo apenas Shazam mesmo. E por falar em Marvel, nada a ver essas comparações que andam fazendo só pelo filme ser engraçado. O humor aqui funciona até melhor que em muitos momentos da rival, inclusive. Mas enfim, meros detalhes. Sem dúvida um dos melhores da DC (e bem melhor que seu antecessor Aquaman). Destaque pras surpresas no último ato e pra cena durante os créditos.
Descendentes (Descendants) (2015) - No começo tava achando meio bobinho (e terminei confirmando rs), mas vai melhorando com o tempo. A premissa é boa, mostrando os descendentes dos personagens de contos de fadas. Podem não aproveitar o potencial que possuem, mas desenvolvem tranquilamente a ideia dentro dos padrões esperados de um filme adolescente Disney Channel. Destaque pra Malévola. Só as músicas que são em sua maioria bem esquecíveis. Filme ok.
IO: O Último na Terra (IO) (2019) - Filme interessante, narrativa lenta, reflexivo, poético, final ambíguo. Não é grandioso, talvez até fique devendo em algumas coisas, mas pra quem curte o estilo vale a curiosidade. Curti.
Mon Mon Mon Monsters (報告老師!怪怪怪怪物!) (2017) - O ser humano é mais monstro que o monstro. Boa surpresa e bom achado pela Netflix (que infelizmente dificulta sua procura, tanto que só encontrei pq apareceu nos recomendados). Quando achei passei longe por pensar que era mais um daqueles filmes duvidosos de comédia chinesa (aliás, é taiwanês), um estilo que não me agrada, mas então voltei, pesquisei sobre, vi vários elogios e decidi conferir. Ainda bem. Parecia terrir, mas tá mais pra um terror/drama sobre bullying, sociopatia, fanatismo, etc. Um "terror colegial" bem interessante. / Basicamente temos um garoto que sofre nas mãos de seus colegas de classe (e da própria professora), até que o grupinho babacão o chama para se juntar a eles. Numa de suas babaquices, acabam raptando uma criatura que se alimenta de humanos e passam a usá-la pra experimentos, o que faz a outra criatura sair por aí procurando-a. Dá pra perceber o protagonista indagando a si mesmo pelo que ele começa a se tornar, corrompendo-se com peso na consciência. O final é sinistro e rende algumas boas reviravoltas no último ato.
Capitã Marvel (Captain Marvel) (2019) - Gostei. Talvez simples pros padrões atuais (bem "fase 1" da Marvel), mas bom. Gostei da trama, dos personagens, das reviravoltas. Cronologicamente, esse é o segundo na linha temporal. Tem algumas ligações com Vingadores e Guardiões da Galáxia. Nunca me interessei muito pela personagem nos quadrinhos, mas acabei gostando da Capitã Marvel no cinema. Não é forçada, igual uma galera insiste em dizer. Só senti que o longa não insere um desafio a altura para a personagem. Tudo soa "fácil". Basta comparar com Homem de Aço para entender a questão de limites e de algo para "provar" todos esses poderes. Senti que no filme trataram de algo mais "pessoal", mas ainda assim. Até a guerra Kree-Skrull, que o filme aborda em toda sua trama, é vista de forma rasa. Não por isso desmerecida, claro. Soa como uma prévia de algo muito maior que pode estar por vir. E não falo do Thanos. É um filme de introdução com um bom clima. Achei bem válido.
Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro (Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro) (2018) - Quem diria que fariam um trash "decente". Duvidoso, mas tem suas qualidades. Esperava algo pior do que realmente foi, ainda mais pelos comentários que fizeram sobre esse filme. Pelo menos é infinitamente melhor que aquela porcaria de filme do Pior Aluno. Exterminadores não era pra ser nada inovador, apenas um terrir gore clichê divertido. Creio que alcançaram o objetivo. Ou em partes. O humor é bem dividido. Tem partes boas, mas tb partes tão toscas que parece que tão forçando pra pagar de politicamente incorreto ou pra se parodiarem de forma falha. O terror até que tá tranquilo. Nesse quesito apostaram bem mais na violência gratuita e no sangue exagerado que nos sustos (ainda bem rs). A estrela do filme acaba não sendo o Gentili, mas sim o Murilo. As atuações variam bastante, do bom aceitável até o Leo Lins (he). Obs.: A trama continua nos créditos iniciais e tem uma desnecessária cena pós-créditos. E... há várias referências a cultura pop pelo filme. Poderia ser melhor, mas gostaria que continuassem. Não se vê muitas produções envolvendo lendas brasileiras. Soube que tem projeto pra uma série. Bora ver no que dá.
A Terra é Plana (Behind the Curve) (2018) - Gostei como o doc apresenta a vida dos terraplanistas. São pessoas normais e anormais assim como qualquer pessoa que acredita em algo, seja real ou não. Mostram um lado por vezes ignorado por intolerantes, revelando por trás dos "bastidores". Só senti que poderiam ter se aprofundado nas explicações da teoria, pq é tudo muito raso, apenas citado aqui e ali. Deixaria mais interessante. O foco mesmo é no movimento.
Annabelle Hooper e os Fantasmas de Nantucket (Annabelle Hooper and the Ghosts of Nantucket) (2016) - Uma garota escritora em busca de inspiração. Tem aquela pegada leve daqueles longas adolescentes estilo Disney/Nick, só que soa mais "tranquilo". O longa é uma grande aventura numa ilha atrás de pistas. Divertido. A proposta é de uma saga. Espero que continuem.
VIPs: Histórias Reais de um Mentiroso (VIPs: Histórias Reais de um Mentiroso) (2010) - História brasileira bem interessante com muita malandragem e genialidade sobre o cara que se passou por outras pessoas. Ele sabe que tá fazendo coisa errada, e não quero nem perto enaltecer seus atos condenáveis, mas isso não impede de surgir uma boa trama (he). O formato do doc deixa a desejar, mas os depoimentos, os contos, os golpes chamam muito a atenção.
A Morte Te Dá Parabéns 2 (Happy Death Day 2U) (2019) - O primeiro longa de A Morte Te Dá Parabéns foi uma grata surpresa e funcionou por si só, sem necessidade de continuação. Mas... Eis o segundo rs O suspense do original é trocado por mais humor e muito mais sci-fi, pegando a ideia do dia se repetindo e levando a trama ao multiverso. Empolgante na premissa, mas com um resultado variável. Inovação não é significado de grandiosidade. O filme viaja bastante em seus primeiros minutos pra introduzir o novo potencial, mas, acaba se "normalizando" com o tempo e se tornando apenas uma versão alternativa do antecessor, mesmo com potencial pra muito mais (vide o próprio começo). Ainda é bom, ainda diverte, mantém a essência, mas soa bem inferior ao anterior. Destaque pra cena pós-créditos iniciais.
Bodied (Bodied) (2017) - Como ser ofensivo, mas com respeito rs O filme produzido pelo Eminem é uma sátira ao mundo das batalhas de rap, contado através de um novato branco com jeito de nerd que adentra um cenário cultural majoritariamente negro durante sua pesquisa acadêmica. No começo ele passa a se questionar até onde deve ir, o que dizer e o que evitar, se é correto ou não estereotipar e se utilizar de argumentos preconceituosos, mas, acima de tudo, como fazer boas rimas. Depois de se libertar de limites e elaborar pensamentos, as coisas ficam mais sérias, e em meio a ataques e acusações, ele vai fazendo seu nome sem medo do que irão pensar. O resultado é um show de ofensas divisora de opiniões, como o longa faz questão de mostrar. Um choque cultural enorme. Esperava algo mais musical, mas não, são verdadeiras lutas verbais rítmicas bem elaboradas. Filme interessante.
Uma Aventura LEGO 2 (The LEGO Movie 2: The Second Part) (2019) - Tudo era incrível... A continuação de Uma Aventura LEGO é renovadora, trazendo algo diferente do que foi visto antes e ao mesmo tempo expandindo a ideia do plot twist do filme anterior. Pena que, apesar de bom, não é tão incrível assim e, se comparado ao primeiro, chega a ser inferior. Mas é bom sim. Dessa vez apresentam um choque cultural entre o masculino e o feminino, como indicado no final do primeiro filme. Aqui temos todo um vasto universo a ser explorado, repleto de coisas fofas e coloridas e adolescentes e musicais que levaram a uma tragédia apocalíptica o mundo onde outrora ocorreu a trama inicial. Bem bacana. O resultado é positivo, apesar de não ter o mesmo impacto.
Anna e o Apocalipse (Anna and the Apocalypse) (2017) - Filme musical natalino de zumbi. A proposta é bacana, mas o resultado deixa a desejar. Faltou mais emoção, pq as músicas são boas, mas no fundo é um filme morno e com uns acontecimentos bem forçados pra gerar cenas dramáticas (em meio a comédia) que sequer possuem peso. Mas até que curti rs Dava pra ser melhor.
Desenfreado (Chang-gwol) (2018) - Depois de Invasão Zumbi, a Coreia apresenta um novo longa diferencial do gênero. Não chega nem perto, mas é bom rs A trama se passa na Coreia antiga, em meio a uma trama política, atacada por zumbis vampirescos. Curiosamente, a recente série Kingdom, da Netflix, possui elementos bem semelhantes em alguns pontos a esse filme, mas são obras completamente diferentes. Rampant é bom, tem uma história interessante, algumas cenas sensacionais, mas senti que poderia ter sido melhor. A maior parte prossegue empolgante, exceto em seu último ato, onde esticam os acontecimentos pra dar um "drama" maior, além de exagerarem mais se comparado a tudo o que mostraram antes.
Pokémon, O Filme 21: O Poder de Todos (劇場版ポケットモンスター みんなの物語) (2018) - Pronto. Passada a tentativa de recomeçar mantendo algo inédito, a franquia volta a normalidade com filmes mornos e mais do mesmo. Não é bom, não é ruim, é apenas nada demais. Esse talvez se destaque sobre vários da franquia por não perder tempo com longas enrolações desnecessárias, vide alguns dos últimos feitos. Aqui criam vários personagens e desenvolvem cada um, mas sem nenhuma trama principal realmente interessante. As coisas vão fluindo naturalmente e é isso rs Se comparado ao anterior, perde o sentido de terem feito uma nova franquia, principalmente que esse não reaproveita praticamente nada do passado.
Pokémon, O Filme 20: Eu Escolho Você! (劇場版ポケットモンスター キミにきめた!) (2017) - Revi esse troço. Visualmente atraente. Acho que curti mais dessa vez. Pra um reboot, é mais uma boa animação após tantos filmes duvidosos rs Sério, talvez um dos melhores da franquia. Deve-se entender que isso não é um remake, mas sim uma nova animação que recomeça tudo, aproveitando elementos do original e criando uma nova história com novos personagens no meio. Ao fim soa como um resumo de uma grande jornada, funcionando bem por si só, mas tendo um impacto maior e deixando algumas pontas entendíveis apenas para quem acompanhou o desenho original.
Vidro (Glass) (2019) - O grande crossover de Corpo Fechado e Fragmentado. Filme interessante. Ele até funciona por si só, mas todo o peso vem dos filmes anteriores. Nesse apenas citam os ocorridos ao longo da trama pro público se situar. É uma irônica paródia ao universo dos quadrinhos de super-heróis. A questão psicológica é muito boa, indagando sobre a realidade dos envolvidos e buscando explicações para seus feitos enquanto suas mentes dizem o contrário. / Assim como nos anteriores, tentam trazer tudo para o mundo real, inserindo apenas alguns elementos fantasiosos. Isso explica a ausência do "épico" nas poucas cenas de ação e no clímax, movidas mais pela empolgação dos encontros. São pessoas perturbadas pelo idealismo heroico/vilanesco, interpretando os quadrinhos na vida real. O final que achei viajado demais pra essência da franquia, mas não por isso ruim. Só me indaguei quem são os verdadeiros loucos nisso tudo.
Shin Godzilla (Shin Gojira) (2016) - Quando fizeram um filme político do Godzilla rs Revendo o último reboot japonês, agora sem surpresas. Deu pra digerir melhor o filme. Continua bom. Talvez não tão grandioso assim, mas num nível elevado ainda. É um filme bem diferente para a franquia. / A trama do Godzilla personagem segue a mesma do original, com ele surgindo, andando por aí e sendo atacado, só que dessa vez mais ampliado a outros horizontes. Temos equipes de combates, voluntários estudando como detê-lo, políticos fazendo negociações. É uma grande burocracia que o filme faz questão de ironizar, como na cena que líderes e soldados vão se comunicando esperando ordens de seus superiores, que por sua vez tem seus superiores, e assim por diante. Existe um protagonista, mas são tantos personagens no longa que parecem dividir igualmente o espaço. / O filme tb apresenta outras questões sobre o rei dos monstros, como sua evolução e a radiação liberada por seu corpo e seus ataques. Cada vez mais ele vai ficando mais poderoso. A cena noturna continua incrível. Gostaria de ver todo aquele poder aproveitado numa continuação e com outros monstros gigantes, mas como não pretendem fazer, que o aproveitem pelo menos pro futuro universo compartilhado da Toho.
Godzilla: Planeta dos Monstros (Gojira: Kaijū Wakusei) (2017) / Godzilla: Cidade no Limiar da Batalha (Gojira: Kessen Kidō Zōshoku Toshi) (2018) / Godzilla: O Devorador de Planetas (Gojira: Hoshi wo Kū Mono) (2018) - Toda a trilogia é muito fraca. Ignorei a animação nada atraente, mas o filme não colaborou. Deveriam ter parado no primeiro, pq depois piora. Pra uma franquia Godzilla, faltou mais... Godzilla. A história é boa, mas enrolam pra caramba. É um falso desenvolvimento contínuo.
Homem-Aranha: No Aranhaverso (Spider-Man: Into the Spider-Verse) (2018) - Bom demais. Muito bom mesmo. Pra quem é fã do Aranha, um prato cheio de referências aos filmes, aos desenhos, aos quadrinhos, etc. Homem-Aranha é a tragédia encarnada, pq é cada desgraça que acontece... Agora imagina várias versões juntas. Até pouco tempo era surreal imaginar o Aranhaverso no cinema, mas conseguiram. / Finalmente inseriram o Miles no cinema. Não é dessa vez que veremos ele em carne e osso, mas em animação já tá valendo muito. Mesmo contando com poucos Aranhas nesse filme (comparado a vastidão de potencial que possuem), conseguem trazer a essência única de cada um dos que aparecem. Alguns possuem seu próprio estilo animado, se destacando sob o estilo do filme. Deu até vontade de ver uma adaptação pra cada. E mesmo com uma trama simples, ainda tem espaço pra boas surpresas. / A animação tem um tom interessante, com muitos efeitos de quadrinhos repaginados. Ainda possui uma trilha sonora pra cada momento. As lutas são hipnotizantes. As participações são sensacionais. Talvez a mais marcante do Stan Lee, inclusive. Espero uma continuação. E que tragam mais Aranhas.
WiFi Ralph: Quebrando a Internet (Ralph Breaks the Internet: Wreck-It Ralph 2) (2018) - Uma franquia que se originou com foco nos videogames conseguiu trabalhar melhor com internet do que com a ideia original. Não que isso torne o longa superior, mas os elementos são mais aproveitados. Não que não continuem desperdiçando potencial, mas... É isso. Wifi Ralph é outro nível, tem várias referências "palpáveis" ao mundo da internet, e não apenas citações vagas e easter-eggs de fundo. A história é bem nada demais, o filme ainda é infantil, por vezes bobo, mas diverte muito em alguns momentos. E apesar do novo foco, ainda conseguem ter espaço pro videogame. Bacana. Destaque pra participação das princesas Disney.
Black Mirror: Bandersnatch (Black Mirror: Bandersnatch) (2018) - O filme dá uma ilusão de escolhas e ironiza a si mesmo ao oferecer tantas opções e caminhos. Pensei que tivesse ficado bem claro, mas percebi que muita gente não entendeu. Em alguns caminhos deixam explícito, com direito a quebra da quarta parede. / O especial não é de "explodir a mente" como parte dos episódios da série costumam fazer, mas cumpre muito bem sua função. Em questão de roteiro esse deixa até a desejar de tão simples que é. Ainda assim tem vários momentos interessantes, como as cenas do protagonista indagando estar sendo controlado, tentando resistir, etc. Muito bom. Por isso o que mais conta é a experiência. Isso muda a percepção do produto. / Devo destacar o cuidado com alguns detalhes. Dependendo das suas ações, ao voltar para o passado para escolher outras ações, o protagonista pode ter uma espécie de deja vu, como se já tivesse vivido aquilo. Tudo faz sentido na perspectiva da história. Não que isso influencie nos finais, claro. Em poucas horas dá pra ver todos os finais e todas as opções. Uma interatividade curta, mas funcional. Vale a curiosidade.
.......... 2019 .......... Séries
Philip K. Dick's Electric Dreams (Philip K. Dick's Electric Dreams) (1ª Temporada) (2017) - Boa série baseada em contos do clássico escritor Philip K Dick. Electric Dreams tem uma pegada semelhante a Black Mirror e Além da Imaginação. Não só pelo formato antológico como tb pelos temas explorados. A ficção científica serve de base para tramas que exploram tanto um lado mais fantasioso quanto outro lado mais realista, mas todos envolvendo personagens em conflito com o ambiente onde vivem. O futuro é o principal cenário, com um clima sempre incômodo. Suas tecnologias tb são exploradas. Muitas vezes senti que a ideia de liberdade era apenas ilusão e que a realidade esconde segredos dos quais não temos controle. Episódios tão diferentes entre si que cada um se torna uma experiência única. Espero que consigam fazer uma próxima temporada.
YG e a Estratégia do Futuro (YG Future Strategy Office) (2018) - Lembro de alguns chamarem a mini de "The Office coreano" (tá mais pra "do kpop" mesmo). A ideia é boa, simulando o trabalho na YG, só que de um grupo desajustado liderado pelo Seungri. Dá pra divertir, tem bons momentos. Senti que poderiam ter explorado mais. E seria mais engraçado se não fosse trágico. / A série zoa muito bem as polêmicas da YG (o caso das suspeitas dos artistas usarem drogas) e do Seungri (os casos dele ter casos com mulheres). Não se censuram nem se seguram pra tirar sarro das próprias (e negadas) situações. Isso é corajoso. Quando li sobre as polêmicas da série, muitas eram bobeiras, principalmente pelas piadas adultas, que funcionam bem. / Entretanto, não dá pra aplaudir sabendo que, depois desses episódios, muito do que ironizavam se mostrou real. Ver isso apenas agora torna as cenas das mulheres falando mal do Seungri e das piadas de assédio mais sérias. No fim tem um gancho pra uma segunda temporada, mas na situação atual nem tem como. No mais, como entretenimento é bacana, mas prejudicada pela vida real.
Big Bang: A Teoria (The Big Bang Theory) (12ª Temporada) (2018) - Mais uma grande série que chegou ao fim. Mais de uma década de episódios. Vai embora no momento certo. Me diverti bastante ao longo das 12 temporadas. Queria mais, mas, pelo rumo que estavam tomando, era preciso um final não tão distante. / Há quem diga que a série piorou com o tempo, mas digo que não foi bem assim. Acontece que já era bom demais antes, o que dificulta de manter a mesma qualidade durante todo esse tempo. Mas a fórmula do sucesso era tão boa que continuou tudo muito bom. Personagens de desenvolvimento lento com humor variado e risos forçados, mas muito, muito, muito bom de acompanhar. / Ainda tem o derivado do Young Sheldon, que pretendo acompanhar futuramente.
Gotham (Gotham) (5ª Temporada) (2019) - Gotham chegou ao fim com uma temporada variável, levemente inspirado em Terra de Ninguém. Com metade de episódios tiveram que encerrar toda a trama da série. / A série sempre teve uma pegada trash e era isso que a fazia boa. O foco na polícia e nos vilões continuam sendo a melhor coisa. O roteiro problemático e os vários momentos forçados trouxeram um ar de graça que dificilmente funcionaria se levassem tudo a sério. Tudo acontece, todo mundo morre mas não morre, a polícia vive sendo invadida, distorcem as origens dos mais diversos personagens... Seria um desastre se não fosse atraente. / A última temporada não é a melhor e pouco explora o potencial que construíram, mas mantém o clima de loucura e insanidade. O episódio no futuro é um encerramento "aceitável", mas que se prejudica pela sua pouca duração. Ao todo fizeram algo bem empolgante de ver, mas que as vezes cansava (ora, resumi todas as temporadas rs). / A série evoluiu bastante com o tempo e discordo fortemente de quem acha o começo melhor (talvez por eu levar tudo como algo tosco descaradamente assumido). Em geral Gotham foi bom demais ao seu modo e deixará saudades por suas bizarrices.
Sintonia (Sintonia) (1ª Temporada) (2019) - Kondzilla mostrando que pode fazer uma boa série. Temos três arcos interligados de três amigos bem diferentes entre si que buscam seus sonhos na periferia. Com eles, vemos três lados do cotidiano: O do funk, o do crime e a da igreja. Cada lado consegue ser aprofundado em seus poucos seis episódios, que deixam potencial para muito mais. A batida do funk tá presente em toda a série, regendo a trilha sonora, como era de se esperar. Curioso que há uma quantidade considerável de trechos de canções gospel tb. Os personagens cumprem seus papéis. As atuações variam. Quero uma segunda temporada.
Scream: Resurrection (Scream: Resurrection) (2019) - A série não era grande coisa, mas o clima e alguns personagens mantinham a atenção. Apesar dos tropeços, andava melhorando a qualidade com o passar dos episódios. Com risco de ser cancelada, chegaram ao auge no especial de Halloween... Pra desperdiçarem a oportunidade de conclusão. Fim. Isso leva a Ressurrection. Um reboot total, ignorando tudo o que a série fez anteriormente. Dessa vez até o Ghostface trouxeram de volta. A premissa se tornou mais interessante, trazendo personagens com bons potenciais e realidades diferentes. E mesmo assim conseguiram piorar tudo. / Longe de querer comparar com os filmes, mas, se antes a série já não lembrava eles, agora lembra menos ainda. Na verdade só não deixam esquecer devido a máscara. A trama parece de um filme de terror genérico que acha que consegue brincar com estereótipos, mas quando sai o resultado fica um desastre. É apenas algo qualquer com a marca Scream e usando o Ghostface. E de qualidade duvidosa. Pelo menos seguem um arco fechado e de pouca duração. Até tentam criar um gancho, mas é bem descartável. Se prosseguirem, que mesclem com a trama anterior, pq a atual infelizmente desperdiçaram muito.
3% (3%) (3ª Temporada) (2019) - Depois de expandirem o universo de 3%, a terceira temporada volta a se recolher num ambiente específico, reciclando elementos de forma irônica, mas sem deixar de avançar com a trama. O foco é na 'Concha'. O começo é fraco, mas vai melhorando. Alguns momentos ainda incomodam, como se tudo soasse superficial. Outros porém empolgam, talvez mais pela trama que diálogos e atuações. Tem um conteúdo muito bom. Aqui continuam explorando o interessante passado do Maralto. Só faltou explorar mais do que aconteceu lá e no Continente entre a temporada anterior e essa. Pegam apenas lacunas e apresentam. Boa temporada, mas as anteriores foram melhores. Mas pelo final, a quarta promete.
Chernobyl (Chernobyl) (2019) - Mini muito bem feita. O conteúdo histórico presente é vasto. E afirmo que cinco episódios ainda foram pouco. A série resume o ocorrido ao redor do desastre, com foco principal no lado político. Alguns momentos são mais detalhados, já outros apenas citados ou pouco mostrados que poderiam ter sido melhor explorados. / Mas tratam de bastante coisa, como o funcionamento da usina e toda a questão de bloqueio e limpeza após o acidente, a censura do país e suas ameaças, a natureza após a evacuação, a deformação do corpo dos que tiveram contato direto, o impacto da radiação pelo ar, etc. É tudo muito tenso. / No mais, os personagens falando em inglês mesmo se passando na Rússia não é motivo de desmérito. E o pessoal usando a série pra criticar política é chato demais. Chernobyl é uma ótima série e com o material usado teria rendido facilmente mais episódios.
Bandidos na TV (Bandidos na TV) (2019) - Uma trama digna de cinema. Seria nossa versão de O Abutre ou de Making a Murderer? O deputado e apresentador virou herói e vilão ao mesmo tempo. Combatia o crime através de seu programa, fazia o papel que o governo devia, denunciava tudo, mas foi acusado dele mesmo ser criminoso e mandar matar criminosos em prol de audiência. Até o fim ele se considerou inocente. Não é o que a polícia diz, entretanto. / O documentário fica num vai e vem de provas contra e a favor, sempre mostrando os dois lados do caso, com diversas entrevistas. Como eu não conhecia o caso a fundo, pra mim ele era confirmadamente culpado, mas pelo visto há dúvidas até hoje sobre a veracidade dos fatos. A imprensa tem sim peso nas consequências. Ambos os lados apresentam elementos consideráveis, assim como elementos duvidosos, o que dificulta uma conclusão 100% correta. Pelo que apresentaram, não dá pra negar que tem algo nisso. Talvez até mesmo culpa nos dois lados. Pena que talvez nunca saberemos a real verdade. / Sobre o programa de TV, o que é apresentado nesse doc é mais as matérias policiais, o que faz sentido, mas deram um jeito de citar no primeiro episódio a famosa e hilária briga que viralizou na internet. Enfim. O negócio mesmo é execução violenta. Aqui vale uma observação importante: O doc apresenta fotos e vídeos reais de assassinatos tanto com quanto sem censura. Cenas fortes. / O formato de sete episódios é suficiente pra contar o caso, mas gostaria de ver mais sobre o impacto causado por tudo. E futuramente, quem sabe, o impacto desse documentário. Resta agora conferir a série ficcional Pacto de Sangue, que foi inspirada nessa conspiração.
Game of Thrones (Game of Thrones) (8ª Temporada) (2019) - Quase uma década e GoT chega ao fim. Uma ótima conclusão porém nem tanto. Muito bom, mas não muito bom rs / Não posso negar que gostei do encerramento da trama, do "ato final", do período após toda a confusão, da finalização dos personagens e apresentação do cenário futuro. Nesse quesito, senti que a série fez bem. Entretanto, há muitas ressalvas. Muita coisa ficou em aberto, restando ao público apenas imaginar. É como se ainda tivessem muito o que contar (e tem, né). / Acima disso, que pós-guerra morno. Bem morno. O clima como sempre impecável, o conjunto visual como sempre admirável, porém... Faltou mais. A série ainda manteve suas surpresas, mas não foi o suficiente, já que aparentemente, rumando em meio a imprevisibilidade, caiu em sua própria previsibilidade. Muita coisa poderia ter sido bem melhor. E vale aqui citar que não me refiro necessariamente a expectativas, pq o que importa é o conteúdo apresentado. / Uma coisa que concordei com muitos que reclamavam da temporada era que tudo estava corrido. Um erro da série diminuir a quantidade de episódios. Pelo que apresentaram na temporada anterior, realmente parecia que já não tinha muito o que contar. Quando finalmente chegou o grande momento, foi notável que poucos episódios não seriam suficiente. A sensação de conclusão estava lá, mas tb a de que poderiam ir mais devagar. / Como foi prometido, GoT teve um final agridoce. Defendi a temporada até onde pude, mas não dá pra ignorar que tiveram sim muitos erros e que a série merecia um final melhor. Não pelo contexto, mas pelo desenvolvimento. Ainda assim, "gostei" do resultado (ou melhor, não cheguei a desgostar ou odiar), apesar das sensações mistas e de, claro, ter deixado bem a desejar. Ainda assim, bem longe de tudo isso de ruim. E sobre a temporada ao todo, colocaria em meados numa posição de melhor pra pior. No mais, o saldo geral da série ainda é positivo pra caramba. Vai deixar saudades.
Persona (Persona) (2019) - Nos últimos anos a IU apresentou lados mais maduros, seja na música, seja na TV. Agora ela protagoniza uma série de curtas com selo Netflix feito por grandes diretores sul-coreanos. / É uma experiência interessante. Vale citar que precisa de paciência e de interpretação pra entender o que as situações querem dizer. São curtas lentos, existenciais, experimentais, sensoriais. Persona, creio eu, tem a ver com personalidade. Cada curta mostra uma forma diferente de relação e amor e como a pessoa se molda em cada uma dessa realidade. / Num ranking, diria que o primeiro foi o mais fraco e o quarto o melhor. Como se a cada conto fosse melhorando, embora todos sejam bem diferentes de si. IU vai de filha que não quer que o pai se case com a mulher, passando por namorada desinteressada no parceiro, amiga consolando outra amiga e, ao fim, esposa/namorada morta conversando sobre vida e morte com o parceiro. Espero ver uma coleção 2 com outros diretores.
Z Nation (Z Nation) (5ª Temporada) (2018) - Com o cancelamento, a série teve sua quinta e última temporada. Pelo menos conseguiram encerrar a história, embora tenham deixado potencial para mais. Depois de tantas bizarrices boas, a série já tava tomando um rumo estranho e se perdendo, mas nessa reta final se reencontraram e terminaram com qualidade. Não tão viajado assim, mas divertido como deveria ser. / Nessa temporada apresentaram os zumbis falantes, talvez o auge da evolução zumbi. Tb tiveram ótimos personagens, e aqui alguns antigos retornaram. A série viajou demais com o tempo (positivamente), apresentando um vasto catálogo de zumbis e personagens. Tudo muito trash e divertido demais. Teve de tudo kk Vai deixar saudades. Mas... Vi que tão fazendo uma série prelúdio com outros personagens. Bora ver no que dá.
Kingdom (Kingdom) (1ª Temporada) (2019) - Série coreana da Netflix com zumbis no período antigo do país. Gostei. Pensei que seria um minidrama, mas já confirmaram segunda temporada (ainda bem rs). O clima tá mais pra série mesmo, diferente dos tradicionais doramas. No começo tava achando meio morno, mas depois melhora. A trama envolve certos conflitos políticos. O protagonista é um príncipe considerado traidor. No meio desse caos surgem os tais zumbis, que aqui mais parecem misturados com elementos de outras criaturas em seus comportamentos. A história prossegue bem, sem pressa, se passando num curto período de tempo, e isso é bom até certo ponto. O final causou certo anti-clímax, mesmo com as ótimas reviravoltas, mas deixou um gancho forte pra próxima temporada.
Louvor à Morte (Saui Chanmi) (2018) - Minidrama cativante baseado em fatos sobre o trágico relacionamento entre a primeira soprano coreana e um escritor teatral, vivendo numa Coreia oprimida pelo Japão. A trama, embora o dorama não cite, faz parte da origem da música popular coreana. É uma história envolvente com um belo visual e trilha, num ritmo dramático, que dá toda a atenção ao casal proibido, pincelando o contexto histórico sob seus pontos de vista. / O dorama começa relativamente alegre, apesar da opressão do governo, e, conforme o tempo passa e as obrigações da vida multiplicam, um ar depressivo vai se desenvolvendo, mostrando a trajetória de como duas pessoas alegres e apaixonadas acabaram em pensamentos suicidas e revoltas contra a sociedade em que viviam. Pelo foco bem específico, creio que 3 episódios foram o suficiente pra trama.
Minecraft: Story Mode (Minecraft: Story Mode) (1ª Temporada) (2018) - Versão do jogo adaptado para série. [cofcof mais interativo que black mirror cofcof] No começo tava achando bobinho, mas com o tempo fui sendo envolvido pela trama. Bacana. O arco principal ocorre nos 4 primeiros episódios. Senti que esticaram a história mais do que o suficiente, podendo ocorrer facilmente em menos tempo, mas não é algo tão preocupante assim. Apenas uma pequena observação mesmo. / Fiz minhas escolhas, mas creio que não haja tanta diferença assim, até pq é uma série e as coisas precisam acontecer pra levarem a outras. Ainda assim algumas escolhas são significativas dentro do limite, mudando os acontecimentos de alguma cena ou até mesmo o destino de algum personagem. Conseguiram criar uma sensação de liberdade mesmo com seus limites. Percebi isso ao, por exemplo, criar um objeto que não era necessário no momento e ele ser usado bem mais pra frente, em outro episódio. Tb quando pude escolher se salvava um personagem ou outro. / O 5º episódio é "desnecessário" no contexto geral e só deixa gancho pra mais, mas foi talvez o episódio que mais gostei. Pesquisando, descobri que há mais 3 episódios no jogo (dessa primeira temporada). Espero que a Netflix adapte futuramente. Uma pena a Telltale ter falido, mas bem que a Netflix poderia comprar logo tudo o que saiu e adaptar. E quem sabe outras interações como The Walking Dead...
Ōban Star-Racers (Ōban Star-Racers) (2006) - Terminei de rever. Desenho de poucos episódios que faz parecer um "resumo" de algo que, nas mãos de uma empresa mais gananciosa, teria sido esticado. Mas fizeram bem em se focarem em pouco. / Alguns humanos são enviados para uma corrida intergaláctica, mas por trás daquilo está a salvação da Terra. A primeira parte se foca nas classificações para a grande corrida espacial de Oban. É tb a melhor parte do desenho. Apesar de explorarem alguns personagens, o foco das corridas são apenas na equipe da Terra. Na segunda parte, em Oban, o ritmo dá uma desacelerada, mas continua empolgante. Pela curta duração, a qualquer momento uma reviravolta ou uma revelação pode acontecer, deixando tudo mais interessante. A parte da corrida é boa, mas as tramas de fundo, tanto da história em geral quanto dos personagens, prendem muito a atenção. / A equipe da Terra é duvidosa e o desenho não esconde isso, enchendo o grupo de derrotas e fracas vitórias. A protagonista tb toma algumas decisões irritantes que dá vontade de torcer pros adversários mesmo, mas a culpa maior é de insistirem em esconder a verdade de todos por trás da participação da equipe na corrida. / O começo do desenho deixa algumas falsas impressões, mas que podem ser justificáveis quando se interligam com outros acontecimentos. Nada que atrapalhe a trama, apenas detalhes que poderiam ser melhor desenvolvidos ou melhor aproveitados. Meros detalhes. O resultado é satisfatório.
.......... 2018 .......... Filmes
Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman) (2018) - É tão insano que o filme brinca ao reforçar que "essa parada é baseada numa m*rda muito, muito real". O protagonista é um policial negro que consegue se infiltrar na KKK. Genial como o longa consegue unir diferentes temas num só lugar. É um filme sobre racismo, acima de tudo. De um lado temos um movimento negro lutando pelos seus direitos. Do outro lado temos um movimento branco lutando pelo extermínio de negros, judeus, etc. No meio temos a polícia. / O filme deixa claro o apoio aos direitos iguais e critica quem é contra isso. Ainda assim, não tem tem medo de ir a fundo e indagar alguns pontos. No movimento negro, por exemplo, o policial critica a ideia contra brancos e policiais. Na KKK não tem jeito, visto o puro preconceito inserido no ambiente. Enquanto um luta pelos direitos, outro luta pelo fim dos direitos. São lados extremamente opostos e o filme faz questão de brincar com isso e criar paralelos de como um lado soa tão importante e outro tão estúpido. / Embora seja um filme com um peso dramático, seu humor é bem visível. Cada momento 'troll' dos policiais infiltrados são hilários. A crítica ao cinema antigo é ótima tb. O mundo avança e o povo, a princípio, deveria evoluir, não? Pois é do que o filme trata. Tem gente regredindo a pensamentos ultrapassados. As questões ainda são muito atuais mesmo após décadas do acontecimento real. Inclusive há uma alfinetada política atual (he). Em relação a história real do policial Ron, pelo que pesquisei, o filme é apenas parcialmente real, mas outros acontecimentos são como um "resumo" de tudo o que aconteceu ao longo da infiltração.
Bumblebee (Bumblebee) (2018) - Não curto o Bumblebee nem tava empolgado pra esse filme (o trailer mesmo não me animou). Acabou que gostei do que vi. O Transformers mais simples, mas tb que mais faz sentido. Aqui vc entende melhor o que está acontecendo nas lutas, algo que normalmente é confuso. Os protagonistas tb são melhores que os dos primeiros filmes (se bem que até os dos últimos eram). O Bumblebee lembra até o Homem-Aranha de tanto que apanha de vilões mais fortes que ele rs Vi muitos dizerem ser o melhor da franquia. Não sei. É o mais diferente, com certeza. Mas ainda gosto das grandiosidades exageradamente explosivas do Michael Bay, apesar de tudo (embora o último tenha sido bem chato). Mesmo assim esse entregou muita coisa que andava faltando nos filmes principais. Fiquei satisfeito e quero mais no estilo. E que façam um em Cibertron logo.
Batman Ninja (Batman Ninja) (2018) - Uma história japonesa do Batman com tudo o que ninguém espera de uma história do Batman. Acontecimentos viajados sem noção de lógica e pouco uso da realidade. Tem de robô gigante a lutas com o pessoal voando. Quando se aceita a proposta, dá pra aproveitar muito mais. Visualmente atraente graças a textura utilizada em cima do 3D. Quando vi o trailer tinha achado bem feio, mas vendo a animação gostei bem mais. Ainda assim tudo isso parece um jogo de videogame. Os closes, os diálogos, as passagens, tudo lembra uma gameplay de PlayStation.
Aquaman (Aquaman) (2018) - É... ok. Tem umas cenas muito boas, o 3D é bom (finalmente, DC), mas é enrolado até demais. Fica num falatório imenso, só ameaças de ataque o tempo todo, flashbacks aos montes, mudanças drásticas de clima, personagens indo pra lá e pra cá... E ainda toda a trama do Arraia Negra pode ser completamente descartada pq o ponto mesmo é a guerra contra a superfície que o irmão do Aquaman fica anunciando e anunciando e anunciando (rs). / Mas, como disse, tem umas cenas sensacionais ao longo do filme, principalmente as cenas de ação e as de Atlanta. Bem empolgantes. O começo é ótimo, contando a história dos pais do Arthur. E falando no Aquaman, é um personagem bem divertido. Merecia um filme melhor. Ou pelo menos uma versão reduzida desse.
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald) (2018) - O pior filme de toda a franquia Harry Potter. Fica num desenvolvimento ininterrupto que parece nunca chegar ao clímax, sendo um mero filme de apresentações pra preparar terreno pros próximos. / Não que o filme todo seja ruim pq tem várias cenas boas, mas em seu todo deixa bem a desejar. Pelo menos vi em 3D, e fazia tempo que eu não via um filme nos moldes. Efeitos variados, nada demais.
Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo (Mamma Mia! Here We Go Again) (2018) - Um(a) agradável continuação/prelúdio que ninguém pediu mostrando o impacto do tempo. O trunfo é o peso que a história carrega, pq não chega ao nível do original. E pelo que notei há incongruências cronológicas. Mas não tem como odiar Mamma Mia. É bom de ver, de ouvir, de sentir. Terminei esse segundo querendo rever o primeiro.
Mundo Animal (Animal World) (2018) - Entendi, me perdi, fiquei confuso, entendi. Gostei. Já quero continuação rs É um campeonato mortal de pedra-papel-tesoura de forma pseudo-complexa contada através de um protagonista que tem delírios desnecessários como um palhaço matando criaturas animalescas. Já vi obras de jogos bem melhor desenvolvidas, como Liar Game, mas esse até que não deixa a desejar, apesar de tudo. É um ótimo entretenimento. No aguardo do segundo filme. Descobri que se basearam num mangá. Fiquei interessado.
Corpo Fechado (Unbreakable) (2000) - Com a referência de Fragmentado, tive que ver Corpo Fechado, até pra se preparar pro crossover. Gostei do filme. Tem uma analogia aos quadrinhos, a questão dos opostos, de um vilão ao nível do herói, do bem contra o mal. A narrativa é deveras lenta pro estilo de história que o filme narra, mas o resultado é tão interessante que compensa. Conforme avançava para o fim, sentia a ausência de algo ali, um clímax melhor principalmente, mas realmente gostei do que fizeram, principalmente a reviravolta.
Halloween: A Noite do Terror (Halloween) (1970) - Primeira vez que vi esse clássico. Não me arrependi de não ter visto antes rs Filme chato. Odeio esse suspense enrolado. O filme consegue criar a tensão adequada, mas não sabe quando parar, ficando num looping não só infinito pq é um filme e tem hora pra acabar. São uma hora de nada demais, deixando todo o trunfo pra última meia hora, que aí sim se torna bom. Antes é só conversinhas aqui e ali que não levam a nada e o assassino pra lá e pra cá sem fazer nada. Se tivessem apostado na carga do clímax teria sido melhor. De importante mesmo só o fato de marcar o gênero e iniciar uma tendência.
Arquitetura 101 (Geonchukhakgaeron) (2012) - Filme envolvente, com cenas lentas e quase sem trilha, beirando a um clima natural. Acompanhamos uma história de amor que não deu certo no passado e as consequências quando esse amor retorna no presente.
Operação Overlord (Overlord) (2018) - Pra um filme de "zumbi", é um ótimo filme de guerra rs Bem bacana. Um filme pequeno para todo o potencial que poderia ter sido explorado, mas com um resultado que não deixa a desejar. Basta se libertar de gêneros e entender a proposta. É muito bem feito. Empolgante. Destaque pra cena de abertura no avião e seus momentos posteriores.
Bohemian Rhapsody (Bohemian Rhapsody) (2018) - Empolgante. Um resumão que poderia ser melhor, mas bom, agradável, impactante. É Queen. A trama, como previsto, se foca no Freddie Mercury. Apesar de não ter medo de tocar nos assuntos polêmicos, o filme em si soa... "leve". Muito bom ver eles criando as músicas, crescendo na carreira e tal. A cena final é a melhor. Pra quem quiser conhecer mais sobre a banda, recomendo o excelente documentário Days of Our Lifes.
O Doutrinador (O Doutrinador) (2018) - Grata surpresa. Filme empolgante. O cinema brasileiro tava precisando. Uma história de vingança com fundo político com muita violência e muitas mortes. O Doutrinador mata sem piedade. Sua revolta contra o sistema brasileiro fala mais alto que tudo. É um equivoco comparar esse filme com os estrangeiros só por ter elementos comuns no gênero. O fato de ser brasileiro e apresentar algo que sequer vemos no nosso mercado audiovisual vale demais. É como o Justiceiro, só que em vez de matar bandidos qualquer ou a máfia, o Doutrinador mata os políticos corruptos. Espero que o filme possa de fato dar origem ao universo compartilhado Guará. No aguardo da série. / [Na sessão do filme pistolei no cinema e botei moral. Ainda consegui expulsar os retardados. / Tinha uns adolescentes do meu lado falando direto. Eles sequer estavam prestando atenção no filme. A falta de educação era tanto que um deles foi falar sobre o filme e a outra reclamou dizendo que não queria saber. Eu já sentia que daria ruim quando começaram a reclamar que era filme brasileiro (O Doutrinador). Uma das garotas toda hora perguntando o que tinha acontecido pq ficava no celular. Conversa vai, conversa vem... virei pra eles e gritei bem alto: "CALA A BOCA AÍ, PÔ!". / Calaram na hora. Não deram nem um pio. Ainda saíram da sessão kk Sim, foram embora. Sequer estavam vendo o filme. Engraçado que o cinema inteiro ficou quieto depois dessa até o final rs]
Johnny English 3.0 (Johnny English Strikes Again) (2018) - Esse é o tipo de filme que não precisa de muito pra ser bom. O terceiro continua bem divertido. A história é simples, clichê, sem surpresas ou complexidade, apenas relaxante e com bom humor. Não dá pra não ver o Mr Bean ali. Aliás, o nível dos filmes dessa franquia é o nível que os filmes do Bean deveriam ter tido e não teve.
O Jogo da Imitação (The Imitation Game) (2014) - Em tempos de ódio, um filme essencial. Quem não sabe quem é Alan Turing, deveria saber. Afinal, ele só mudou o mundo rs É um excelente longa, cinematograficamente falando. Por mais que seja um filme bastante elogiado, tb é bastante criticado por historiadores por distorcerem e ocultarem bastante coisa (bastante mesmo, até demais). É algo bem controverso, infelizmente. Mas o longa tem o cuidado de não manchar o legado de Turing, apresentando uma trama completamente envolvente sobre ele e dando uma noção de como as coisas eram. Como uma ficção inspirada em fatos, um excelente longa.
Deus Não Está Morto: Uma Luz na Escuridão (God's Not Dead: A Light in Darkness) (2018) - Deus Não Está Morto nunca foi uma franquia boa, mas eu conferi os filmes graças a interessante premissa de debates sobre a existência de Deus. Claro que isso se perdeu em meio a sub-tramas duvidosas e vitimismos religiosos, mas ainda estava lá. Eis que no terceiro tudo mudou. / Me questionei se achei esse filme melhor ou pior que os anteriores. É facilmente o mais chato, com uma história muito cansativa. Entretanto, fiquei surpreso pela evolução na qualidade (não das atuações pq o protagonista ainda não convence rs). Deixaram de lado a maioria das forçações e se focaram numa trama que buscou explorar a profundidade dos personagens em relação a fé. Isso é bem positivo até. / Se esse filme tivesse sido o primeiro se sairia muito melhor. Infelizmente a esse nível a franquia cansou. O desenvolvimento do suposto último longa é fraco. Sem o trunfo da premissa dos anteriores, a franquia vira apenas um filme cristão qualquer de boa mensagem. Funcional, mas esquecível. E, apesar da tentativa de algo diferente, no fundo ainda é mais do mesmo. Dentre a trilogia, o segundo continua sendo de longe o melhor. Não que seja realmente bom (he).
Venom (Venom) (2018) - Realmente, bem melhor do que a crítica anda considerando, mas muito longe de ser bom kk No máximo decente. Filme bem simples, nada demais, clichêzão, história batida. Tem uma ou outra cena de ação boa. Não todas. Bacaninha. / Só modificaram o Venom completamente rs A partir do momento que decidiram fazer um filme solo de vilão do Aranha sem a presença do Aranha, as coisas já caminhavam pro oposto do que deveria ser. Tanto que o Venom é basicamente um herói no filme. Não desde o começo, óbvio. E souberam fazer as mudanças. Nisso ficou de "boa", apesar de extremamente tosco. O problema mesmo é o filme em si que não causa impacto. / O começo me fez ficar lembrando do filme Vida, pq tem algumas semelhanças. Tanto que na época tinha rumores de que Vida poderia ser prelúdio de Venom. Acabou não sendo, mas dá pra interligar algumas coisas. Enfim. Espero que melhorem na continuação. Mesmo que a cena pós-créditos não empolgue tanto rs Fizeram divulgação do Aranhaverso tb, mas soou desnecessário e cansativo.
O Jovem Karl Marx (Le Jeune Karl Marx) (2017) - Filme mediano, mas interessante. Como o título sugere, conta sobre a vida de Karl Marx na juventude, mostrando o período em que viveu e a evolução e reflexão de suas ideias ao longo do tempo para no fim formar a base do manifesto comunista. Senti que faltou aprofundamento. Tanto suas ideias quanto sua vida pessoal são apresentadas de forma superficial, como um compilado de situações ora vagas ora marcantes. Ainda assim os momentos de discussão com os pensadores da época são as melhores cenas do longa.
Sujeito a Termos e Condições (Terms and Conditions May Apply) (2013) - Documentário feito antes do vazamento de informações do Snowden (citado durante os créditos). Continua bem atual. Muitas pessoas pensam que todo esse papo de governos e empresas monitorando o povo é coisa da ficção, uma conspiração viajada, mas não é. Isso é bem real. O documentário analisa os termos em comum entre empresas, compara mudanças nos termos (como no caso do Google, incluindo uma página oculta), mostra cenas de julgamentos, cita casos de pessoas prejudicadas por Isso, expõe ligações entre empresas e governos (Facebook é o principal alvo), etc. Bem bacana. Agora com licença que, após terminar de ver esse doc numa plataforma que guarda informações, tenho que compartilhar minha opinião em outra plataforma que guarda informações haha
Confiar (Trust) (2010) - Filme tenso em diversos momentos. Do começo da década pra cá muita coisa mudou, mas é tudo muito atual. Serve como um importante alerta. Atrás da tela pode estar qualquer pessoa, até mesmo um pedófilo. O filme a princípio acompanha todo esse processo da garota, inocente, em plena adolescência, sendo enganada, se envolvendo com ele pelo chat, etc. Após o ocorrido partem para as investigações e como tudo isso influencia na vida dela e de sua família. Não entendi pq algumas pessoas acusaram o filme de sensacionalista. É tudo muito bem tratado e sequer se focam no criminoso, mas sim na vítima.
Círculo de Fogo (Enemy at the Gates) (2001) - Filme interessante baseado em fatos sobre dois atiradores (um russo e um alemão) em meio a guerra na batalha de Stalingrado. A parte política é tratada de fundo na trama, envolta de comunismo e nazismo. O foco é nos personagens russos e suas tentativas de derrotar os alemães. Tb reforça o poder da propaganda e como isso influencia na imagem pública de uma pessoa. A parte romântica da trama tem uns problemas, mas nada que atrapalhe tanto. Muito bom ver filmes de guerra sob a visão de outros países além dos EUA.
Super (Super) (2010) - Creio que seja impossível não comparar com Kick-Ass, mas são filmes bem diferentes, mesmo tendo a mesma proposta. Diria que Super é como uma versão mais simples e mais realista da coisa. O cara tem umas perturbações e acha que Deus o pediu para se tornar um super-herói. Adicionado aos problemas pessoais tudo fica mais louco ainda. É bizarro. Curti.
Hereditário (Hereditary) (2018) - Sinistro. Mais um daqueles terror cult de trama demoníaca em meio ao drama e suspense. Realmente muito bem feito e tb incômodo. Temos uma família problemática onde só acontece desgraça e as coisas só vão piorando. / O filme dá várias pistas sobre os futuros acontecimentos, mas nada é perceptível até o real momento. É tudo bem calculado e explicado através dos personagens. Não vi nada de difícil de entender. Pode haver mais de uma interpretação a tudo, mas o resultado é claro.
A Primeira Noite de Crime (The First Purge) (2018) - A primeira noite do expurgo não foi muito animadora. Ainda em estágio experimental, acompanhamos a tentativa do governo de incentivar o ato. O desenvolvimento do expurgo é interessante por apresentar situações diferentes do esperado, mas que causam uma sensação de vazio. Talvez o filme mais fraco da franquia, mas que ainda assim se destaca bastante por todo seu contexto (até mais que os outros). Ficou devendo mesmo na ação, algo que, queira ou não, é justamente o que mais empolga nos filmes. Nesse não senti tanto impacto assim. Felizmente deixa sua marca assim como os outros, sempre evitando ser apenas mais do mesmo. Entretanto, ao fim continuei com dúvidas sobre como tudo aquilo evoluiu até o nível mostrado na trilogia. Claro, há indícios, mas precisa ser mais trabalhado. Ou seja: Tem potencial pra mais. Ainda verei a série de TV.
A Caminho do Desconhecido (Approaching the Unknown) (2016) - Um daqueles filmes lentos sensoriais que muitos odeiam por achar parado, mas que é ótimo quando se entende a proposta. O filme nos coloca junto com um astronauta que está a caminho de Marte para iniciar a colonização. O Tempo todo acompanhamos o astronauta dentro da nave e suas reações conforme o tempo passa. A princípio ele faz diversas coisas, até que algo dá errado e tudo começa a desandar. O fato do filme dizer os pensamentos do protagonista ajuda bastante na narrativa, acompanhando seus raciocínios e sua tentativa de se manter com a mente sã. Tem vários ensinamentos através do silêncio e do desespero.
Marcado (Branded) (2012) - "Antigamente as marcas eram formadas pelos desejos das pessoas. Agora são as pessoas que são formadas de acordo com os desejos das marcas". Revi esse filme depois de um bom tempo pra ver o que eu acharia atualmente. Mesma coisa rs Não tava sabendo que lançou no Brasil. Conferi dublado e achei a dublagem bem fraca (sem empolgação nenhuma). Merecia um cuidado melhor. / Sobre o filme, possui uma mensagem bem clara sobre a indústria, criticando a propaganda e os fast foods. A primeira metade é interessante, mostrando o processo do protagonista no mundo da publicidade. A segunda metade é onde entra as viagens, com ele vendo criaturas estranhas que surgem através das marcas. Pena que o marketing vendeu isso como foco, pq esses delírios são coisas que pouco aparecem na trama e servem apenas como sentido figurado para as situações. Mas é justamente o que chama a atenção, a ponto de querer ter visto mais disso na tela.
So Young (Zhì wǒmen zhōng jiāng shìqù de qīngchūn) (2013) - Filme chinês parcialmente baseado na história da diretora do longa. Basicamente acompanha um grupo de amigos na faculdade para depois mostrar um reencontro na vida adulta. São como dois filmes em um. No começo tentam inserir comédias bobas, mas aos poucos o drama vai falando tão alto que toma conta da história. Dá para fazer um paralelo a própria protagonista, que começa irritante, mas vai amadurecendo. Pena que não senti o romance convincente, soando forçado a princípio. Mas o clima é tão envolvente que "compensa" os problemas. / Senti que não souberam trabalhar muito bem com passagens de tempo. A transição para vida adulta sequer tem indicativo até que algum personagem fale. As coisas acontecem tão do nada que a sensação é de deixarem pra trás tramas que poderiam ter tido mais tempo na tela (tanto que há alguns flashbacks pra mostrar algo não contado, o que poderiam ter desenvolvido antes e que ficaria melhor num segmento contínuo). Isso não desmerece o peso da parte adulta, que chega a marcar com o destino de alguns personagens. Dois filmes teriam sido o ideal, ou uma duração maior.
A Letra Escarlate (Juhong geulshi) (2004) - Tragédia romântica coreana aclamada e polêmica com consequências além da obra. Filme tenso, ao mesmo tempo sensual e com uma história de peso. A narrativa lenta (que é notável mesmo com uma quantidade considerável de personagens) reforça as agonias passadas pelos personagens. Temos um policial detetive casado que está começando um novo rumo na relação enquanto trai sua mulher com uma cantora e investiga um caso onde o marido de uma mulher foi assassinado. / Esse foi o último filme da famosa atriz Lee Eun-ju antes do suicídio, o que deixou o longa mais pesado ainda devido a história de sua personagem e ao peso que seu papel gerou na vida real. Não creio que o filme a tenha matado, mas sim a própria mídia e os julgadores de internet, pq do outro lado ela estava sendo prestigiada e concorrendo a prêmios. RIP
Antes Que Tudo Desapareça (Sanpo suru shin'ryakusha) (2017) - Filme curioso rs A premissa gera momentos que chegam a soar tanto sérios quanto... inusitados. Três aliens se infiltram em (e entre) humanos pra colher "conceitos" para que possam dar início a uma invasão. É justamente nessa ideia de conceitos que rende o trunfo do longa. Uma grande crítica ao que nos faz humanos. Ainda assim senti que faltou algo, mas não sei dizer. Vai ver os aliens extraíram algum conceito haha Mas é interessante.
Buscando... (Searching) (2018) - Bom filme. Talvez o melhor nesse formato de se passar através de webcam, stream, e afins. Foi o primeiro que vi que não é de terror, então já merece a curiosidade. É uma investigação sobre o desaparecimento da filha do protagonista. Muitas reviravoltas que mantém a curiosidade a todo momento. / A trama se passa quase toda pela tela do PC, acompanhando páginas de internet, chats, arquivos, etc. A simulação é bem realista e fizeram um trabalho excelente na tradução. O filme prende a atenção desde o começo (aliás, marcante). Muito doido acompanhar passo a passo o cara procurando informações pela internet e pelas redes sociais da filha. Ele realmente vai a fundo buscando tudo o que ela publicava online. Obviamente uma alusão a nossa exposição virtual.
A Mansão (Le Manoir) (2017) - Comédia de terror que nem é tão comédia assim e menos ainda terror haha Filme ok. Dá pra entreter. Pena que demora demais pra algo acontecer. Perdem muito tempo no começo com vários nada. Depois do ano novo as coisas começam a melhorar.
Miss Saigon: Apresentação do 25º Aniversário (Miss Saigon: 25th Anniversary) (2016) - Mais um achado na Netflix. Apresentação comemorativa de 25 anos de Miss Saigon. Gostei bastante. Não conhecia a peça, fui pesquisar e descobri que é bem famosa e bem premiada (e bem polêmica rs). É uma tragédia romântica envolvente. Senti que a história terminou mais cedo do que poderiam ter aproveitado, mas a trama principal é toda contada. Os atores estão ótimos, com expressões bem realistas.
Shrek: O Musical (Shrek: The Musical) (2013) - Como nunca vi isso antes? Bom demais! Tava lá na Netflix, olhei "Shrek: O Musical", vi a imagem, fiquei olhando bem ao estilo do meme "estou horrorizado, mas curioso", deixei pra lá por semanas e agora finalmente decidi ver. Não me arrependi. Bem divertido, nem senti o tempo passar. Foi como ver uma versão estendida do filme, com muito mais conteúdo.
Encantada (Enchanted) (2007) - Filme leve, bacana de ver. Gostei. Sempre pensei que fosse algo bobinho demais, então nunca tinha dado chance até agora. A premissa é interessante. Tem umas referências e zoeiras a contos de fadas. Isso rende umas cenas divertidas como a do musical no parque, mas tb umas nojentas como a da arrumação na casa rs
O Último Sharknado: Já Estava na Hora (The Last Sharknado: It’s About Time) (2018) - Dorgas fora da validade, manolo. Encerraram a franquia com o melhor (ou menos pior) Sharknado. Viajado, sem sentido, furos de lógica e tosqueiras, em meio a viagens no tempo passando por dinossauros, idade média, guerra da independência, etc. Deram bastante destaque para os personagens que passaram pela franquia. Não há tantos easter-eggs quando comparado aos anteriores. O foco foi realmente encerrar a franquia, abraçar o que criaram e aproveitarem tudo uma última vez.
Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas (Teen Titans Go! To the Movies) (2018) - Os Jovens Titãs em Ação são uma piada e agora tem um filme pra reforçar isso. É isso rs Um Deadpool 2 para crianças, repleto de referências a diversas obras da cultura pop (várias a Marvel e a própria DC, claro). É um filme bem metalinguístico tb, já que na trama eles querem que façam um filme sobre eles e são rejeitados por serem considerados bobos, então partem numa jornada para conseguir isso. O resultado é algo que não se leva a sério e diverte. Se o filme é bom é outra história, mas é tão idiota quanto o desenho e isso não necessariamente é ruim.
Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs) (2018) - Au au. Bonzão. :p Novo stop-motion do Wes Anderson. Premissa interessante. O prefeito de uma cidade japonesa bane todos os cachorros para a Ilha do Lixo após uma epidemia canina e o sobrinho dele então vai atrás de seu cão. O filme dividido em capítulos ajuda bastante na hora dos flashbacks. / A jogada com as línguas é ótima. Gostei de colocarem intérpretes (em inglês) como personagens. E o clima do Japão futurista alimenta alguns elementos culturais do país. Mas tava pesquisando sobre o filme e vi que rendeu umas polêmicas na época que parece não ter ofendido nem os próprios observadores (haha). Como Moeko Fujii disse: "Dizer que a cena desumaniza os japoneses é assumir a primazia de uma audiência de língua inglesa. Tal lógica replica a própria tirania da linguagem que Isle of Dogs tenta erodir."
Te Peguei! (Tag) (2018) - Filme divertido. Já tinha ouvido falar desse caso, então foi interessante ver um filme sobre isso. O resultado é... um filme divertido mesmo rs Embora na vida real tenha sido algo bem maior do que o filme conseguiu representar, o longa consegue resumir a ideia se focando numa ocasião especial. Um humor variado, meio família, meio besteirol, funcionando mais nas inusitadas atitudes do que nas piadas medianas. Muito doido ver um monte de adultos levando a brincadeira a níveis extremos kk O encerramento foi ótimo. Poderiam contar mais da história real ao final, mas ok.
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo (Deepwater Horizon) (2016) - Bom filme. Cenas de destruição muito sinistras, com destaque pras sequências percorrendo o petroleiro. Gostei que, pra um filme de tragédia, não forçam tanto o drama igual milhares de filmes fazem. É bem moderado até. Só faltou a parte do julgamento, pq é estranho o filme abrir com áudio disso e em nenhum momento desenvolver. Nos créditos que inserem umas gravações, mas ainda assim tudo vago, mais pra reforçar que a tragédia foi real e suas consequências duradouras. É um longa focado no momento.
Megatubarão (The Meg) (2018) - Mediano. Dá pra curtir, mas poderia ser melhor, mesmo tendo os elementos que um blockbuster comum de tubarão deve ter. Os personagens são de boa. Tem umas cenas empolgantes, principalmente as de ação (é um tubarão gigante e tem gente enfrentando ele! rs). A trama guarda algumas "surpresas" (nada tão inesperado). Faltou um equilíbrio melhor no ritmo. Infelizmente forçam (demais) soluções fáceis pra resolver os problemas. Mesmo deixando a desejar, deixam potencial pra explorar mais esse universo criado.
Happy New Year (Happy New Year) (2014) - Começo morno, melhora com o tempo, mas não passa de um filme "divertidinho". Dá pra entreter, só que não compensa três horas de duração. O humor é extremamente caricato. Algumas cenas cheguei a rir pela bobeira, mas outras o dedo coçou pra pular. A parte musical quase não se destaca, e por se tratar de um filme com tema de dança entrelaçado, esperava algo melhor. A trama é simples, com algumas reviravoltas pra prender a atenção. O trunfo mesmo vai para os atores, pq se não fosse o carisma deles, esse filme se perderia completamente.
A Colina Escarlate (Crimson Peak) (2015) - Longa do Guilhermo del Toro classificado como "terror". Visual excelente e cenários e figurinos de cores chamativas. A trama é lenta. Começa tentando assustar, mas logo se rende ao drama, romance e suspense. Felizmente. Dá pra dividir a história em duas partes: Antes da mansão e durante a mansão. É um daqueles filmes que o pessoal reclama que é clichê, por mais que isso não seja problema (e há boas surpresas) e que não assusta, por mais que os fantasmas, como a própria protagonista diz nos primeiros minutos do filme, podem ser vistos como metáforas. Ou seja: É bom hehe / A protagonista soa meio ingênua, indo pra cima do perigo, descobrindo coisas e permanecendo nisso (não que tivesse como ela simplesmente escapar das coisas). Apesar disso, é visível uma mudança forte nela, já que no começo possui seu jeito independente, mas ao longo da trama se submete ao amor, algo ironizado tb pelo próprio filme sobre até onde as pessoas vão por amor. Filme interessante.
Corrente do Mal (It Follows) (2014) - Terror de qualidade, daqueles de suspense que tudo não passa de uma grande metáfora. Revendo esse filme que deveria ser a propaganda das camisinhas haha Quem não viu, recomendo ver antes de ler esse comentário, apesar de não ser spoiler, mas se tratar de interpretação. / Assim como Corra remete ao racismo e Babadook a depressão, Corrente do Mal remete a DST. A trama pode estar aberta a interpretações e leva a diversos questionamentos sobre tanto a existência quanto as atitudes da assombração, mas as pessoas se esquecem de aproveitar o filme e entender as reais mensagens. Cinema tb é figurativo. / A criatura se locomove andando, o que pode representar que as doenças podem surgir quando menos se espera, assim como ironicamente lembra os seres de filmes de terror, que, mesmo lentos, alcançam suas vítimas. A vítima deve passar adiante, mas a questão não é tão simples assim. De que adianta apenas passar? Se a vítima posterior for descuidada, tudo irá retornar. Não há escapatória.
Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) (1951) - 10 minutos de filme e eu já tava: "mds Que garota retardada! Aaaaaaaaaa!" :v Aí vai ela viajar nas drogas aceitando tudo de estranhos de boa. / Revendo essa versão da Disney achei meio cansativo. A Alice dos livros tb é irritante, mas é ótimo ver ela levando patada kk Na animação tentaram resumir tudo e ficou essa coisa doida de cenas sem sentido. Pior que é bom rs Sei lá, é viajado, né.
Skyline: Além do Horizonte (Beyond Skyline) (2017) - O que deveria ser uma continuação de Skyline se tornou um filme próprio. Recontam tudo desde o começo, mas sem ignorar o que aconteceu. É como uma história paralela, com um novo protagonista e que vai muito além do que apresentaram antes. Ainda assim deixa bem a desejar. Se o filme antigo tem seu charme, apesar de não ser grande coisa tb, esse novo é desinteressante. A ligação aqui ainda é jogada de qualquer forma, mesmo sendo um ponto crucial pra trama. / Todo o momento inicial da invasão é empolgante, assim como a batalha final, porém todo o resto, todo seu meio, é bem morno. Os efeitos variam tanto, de um blockbuster hollywoodiano a uma produção SyFy/Asylum, que parece que se focaram apenas em algumas cenas e pronto, acabou a grana. Personagens rasos, desenvolvimento cansativo, forçações de roteiro. Pena.
Tudo por um Furo (Anchorman 2: The Legend Continues) (2013) - Continuação de O Âncora. Se no primeiro o foco foi o machismo no jornalismo, dessa vez o foco é no surgimento do sensacionalismo, mas tudo novamente através da comédia. O humor continua nonsense, mas dessa vez menos besteirol que antes (apesar de ainda continuar sendo), porém muito mais exagerado e cansativo. Ao mesmo tempo que se torna interessante, se torna monótono em diversos momentos. Comparado ao primeiro, tem elementos melhores assim como piores. Dá pra curtir, mas não é grande coisa.
O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The Legend of Ron Burgundy) (2004) - Filme ok com bom elenco. Tentam mostrar o mundo machista do jornalismo nos anos 70 através da comédia, com um humor nonsense bem variado, do inteligente ao puro besteirol (e piadas que só são possíveis pelo contexto, senão o filme seria massacrado rs). Dá pra curtir, mas não é grande coisa, apesar de algumas listas considerarem uma das melhores comédias.
O Diabo e o Padre Amorth (The Devil and Father Amorth) (2018) - Documentário raso, mas funcional. O diretor de O Exorcista registra um suposto exorcismo real pelo simpático Padre Amorth. As pessoas estão vendo isso errado. Primeiro que o exorcismo real não é "empolgante" que nem nos filmes rs É completamente diferente. Segundo que a questão vai muito além de acreditar ou não. O doc ainda reforça isso ao mostrar a opinião de médicos, padres e afins sobre o assunto, mas tudo bem resumido, apenas apresentando uma conclusão de pensamentos que poderiam ser bem melhores aprofundadas. / Quanto ao momento do exorcismo, realmente mostrado (o que é muito estranho a Igreja permitir), pode soar duvidoso, mas particularmente não duvido da veracidade do contexto (pode ser mentira, pode ser verdade). O que duvido é de ter demônio envolvido ou não. E aqui entra toda a questão de ir muito além de acreditar nisso, apresentada no doc. Quanto a parte narrada no final, aí sim é bastante duvidosa rs Quiseram impactar e se esqueceram que isso é um documentário sobre um tema que mesmo mostrando supostas provas ainda deixa dúvidas, tanto que se destaca de todo o momento que apresentam o vídeo.
Monsterville: O Armário das Almas (R.L. Stine's Monsterville: The Cabinet of Souls) (2015) - Filme divertido, bem estilo filme de TV Disney/Nick. É baseado num livro do criador de Goosebumps, então tem aquela pegada de terror mais infantil/adolescente. Agradável. Sei que a Dove Cameron é a protagonista, mas a Katherine McNamara rouba fácil as cenas rs
Hush: A Morte Ouve (Hush) (2016) - Filme de suspense interessante, repleto de cenas silenciosas. Trama objetiva, temos uma escritora surda/muda que é cercada em sua casa por um assassino mascarado. Senti que forçaram umas coisas só pra ter história, mas ao mesmo tempo, analisando, a impressão que dá é que na verdade pensaram nisso. Fiquei que nem a protagonista buscando várias soluções pra deter o cara. Muito doido.
Jogador Nº 1 (Ready Player One) (2018) - Bom filme, embora não tão grandioso assim. A ideia é maior que o resultado, apresentando um universo fantástico de realidade virtual. A trama é básica, sem segredos nem reviravoltas impactantes, dignas de um filme de aventura família facilmente agradável. Muito bom ver diversas referências a cultura pop fazendo parte da história, e não estando lá apenas como easter-egg. Ainda assim é bom frisar que a qualidade de um filme deve ir além de referências. No fundo é um filme "comum", mas com esse trunfo que alegrará os nostalgistas. Como disse, agradável. Tem toda uma pegada de jogo mesmo e a antiga crítica ao virtual x real.
Do Fundo do Mar (Deep Blue Sea) (1999) - Filme clássico de tubarão de 1999. Bem dinâmico e facilmente um dos melhores do gênero. Trama simples, objetiva, filme que cumpre o prometido. Que se dane que seja clichê. Os efeitos variam muito de cena, já que usaram tanto animatrônicos quanto um cgi duvidoso, então dá pra notar quando é um ou outro. Filme empolgante. Apesar de não escapar de ter umas cenas forçadas, o resultado ainda é bem positivo. Tava pesquisando sobre o filme e vi que esse ano saiu uma continuação, mas o pessoal odiou. O original pelo menos dividiu opiniões.
Mister Bean: O Filme (Bean) (1997) / As Férias de Mr. Bean (Mr. Bean's Holiday) (2007) - Revendo o filme após anos percebo que não faz jus ao seriado, sendo bem inferior, mas ainda assim diverte. Há algumas ótimas cenas, mas os filmes só reforçam que o modelo adequado do personagem é no estilo da série. São uma resposta ao que aconteceria se colocassem o Bean numa situação "normal". Ainda assim são um bom passatempo.
Homem-Formiga e a Vespa (Ant-Man and the Wasp) (2018) - Hora da polêmica: Filme bem nada demais. Mediano. Se comparado ao UCM, dos piores da Marvel. Se comparado ao primeiro Homem-Formiga, chega a ser decepcionante. Não to dizendo que é ruim rs Continua divertido, tem algumas cenas ótimas (as do Luiz são as melhores [aliás, ele continua sendo o melhor personagem]), mas a trama é muito fraca (a premissa é interessante, mas desperdiça todo o potencial que possui, principalmente em relação ao universo quântico) e a vilã é tão morna que só empolga no começo e depois fica sem graça. Chegou uma hora que só tava vendo o filme pelas cenas divertidas mesmo, pq a história desanimei na metade. Me diverti com a brincadeira que o filme faz de aumentar e diminuir as coisas. Destaque pra cena durante os créditos.
Como Falar com Garotas em Festas (How to Talk to Girls at Parties) (2017) - Eu... hum... que? Tipo, sabe? rs Entendi o filme, é bem mais simples do que parece, por baixo de toda a suposta complexidade. E, por mais bizarro que possa soar, achei muito... "normal", embora não seja uma palavra adequada. Ficaria mais bizarro se aproveitassem mais as festas alienígenas (que pra mim durou muito pouco). Tava viajando legal naquilo haha / É baseado num conto do Neil Gaiman, mas só usam como base pra algo muito maior. Tem uns amigos que vão pra uma festa e lá é tudo esquisito, daí nas conversas com as garotas vão tendo uns diálogos de outro mundo (rs). Nisso uma "garota" se revolta e sai com o protagonista pra conhecer o movimento punk que ele tanto fala. E o filme é basicamente isso. Humanidade, transcendência, liberdade, amor, revolta, tradição, inovação, aleatoriedades, dedos em lugares sombrios e gritaria.
Os Incríveis 2 (Incredibles 2) (2018) - Que filme... incrível rs Isso que é uma continuação de qualidade. Tão bom quanto o original, por mais que a nova trama possua um peso completamente diferente. Continua de onde o anterior parou. Um investidor decide ajudar os heróis a voltarem aos holofotes. A Mulher-Elástico ganha mais destaque por se tornar a estrela da luta contra o crime, enquanto o Sr Incrível fica em casa cuidando dos filhos. Mas quem rouba o filme mesmo é o Zezé. / O novo vilão é interessante e rende cenas sensacionais. Até mesmo sua previsível revelação funciona muito bem dentro da proposta do longa. Gostei da participação dos outros heróis. Gostei de todos os personagens rs Bem variado. É um filme com empolgantes cenas de ação, comédia, suspense e um fundo dramático de ambos os lados de heróis e vilões, unindo tramas pessoais em meio a luta pela legalização dos heróis.
Festa no Céu (The Book of Life) (2014) - Anos antes da Pixar lançar Vida, a Fox lançou Festa no Céu (ou Livro da Vida, na tradução original). E olha que quase foi da DreamWorks (imagina a ironia rs). Tinha visto no cinema na época e decidi rever agora. Continua uma ótima animação. É talvez mais infantil e mais alegre que o da sua rival, com uma trama mais clichê porém não menos envolvente, mas são longas completamente diferentes, apenas com o mesmo tema e alguns leves pontos semelhantes. / Festa no Céu traz personagens vivos diferenciados, sendo o trio principal dois amigos tentando conquistar o coração de uma garota independente, enquanto trabalha tb com um pequeno grupo de entidades no universo dos mortos. A história é contada através de um passeio escolar a um museu, deixando claro que tudo aconteceu no passado. É curioso ver como a morte é quase sempre tratada de forma feliz ou cômica, algo ironizado na própria animação por ser infantil e pela própria celebração do dia dos mortos. / A trama pode ser resumida em pouco tempo, então seu desenvolvimento acaba sendo importante, já que, consequentemente, trailers, posters e afins acabam por revelar as poucas reviravoltas. Não que estrague a experiência saber, já que segue um padrão previsível. Curioso que, apesar de ser uma trama fechada, a ideia é de uma trilogia, com cada filme focado em um dos personagens do trio de amigos. Até pq, apesar do destaque nos três, aqui é facilmente perceptível quem é o real protagonista.
O Garoto de Liverpool (Nowhere Boy) (2009) - Filme bem envolvente. Ele só conta o comecinho mesmo, a adolescência de John Lennon. É legal ver os indícios do que viria a ser os Beatles (nome nunca citado no filme). A trama soa deslocada, com início e fim abruptos, como se fosse apenas uma parte da história (e de certa forma é). Seria muito bom se fizessem uma série da banda.
Inimigos Públicos (Public Enemies) (2009) - Um filme que começa empolgante, mas depois fica entendiante. Há curiosas cenas de tiroteio, vários momentos sem trilha sonora e boas atuações, mas tb um desenvolvimento cansativo e uma trama amorosa monótona. Os personagens são confundíveis (todo mundo de preto nesse troço e ainda espalhados por um monte de lugar rs). História real de gangster num filme que deixa a desejar. Mais de duas horas que parecem o dobro.
O Gato (Dr. Seuss' The Cat in the Hat) (2003) - Esse filme é muito... colorido? É pra traumatizar qualquer um rs O Gato é muito estranho, parece um comediante sendo forçado a fazer humor infantil e se segurando demais pra não ficar falando sacanagem. Se fosse filme adulto seria o horror. XD Agora os Coisas não dá pra curtir não. Se eu visse na minha frente tacava fogo e fugia. Que bichos perturbados. Que filme bizarro. Que troço medonho. Nem sei como vi isso de boa quando criança. Curti ahuahuahua
Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom) (2018) - Pensa num filme divertido. Muito divertido. A continuação de Jurassic World deixa a nostalgia de lado e retorna muito melhor que seu antecessor, inovando a franquia enquanto reutiliza alguns elementos e expande toda a ideia dos estudos genéticos dos dinossauros. / O longa abre com a indagação: O vulcão da ilha está prestes a explodir. Os dinossauros devem ser salvos ou morrer? Claro que os protagonistas vão pra ilha. E é lá que as reviravoltas começam, iniciando ao longo do filme uma ação desenfreada carregada de comédia, drama e suspense. Com o que restou do parque com seus dias contados, a ilha se torna apenas uma parte do longa, que decide seguir em frente explorando novos e interessantes rumos. / [Pra ver como as avaliações variam: Lendo os comentários, vi um reclamando do começo e elogiando o final, mas outro elogiando o começo e reclamando do final. Um dizendo que o filme não acrescenta quase nada na franquia, mas outro dizendo que acrescenta bastante. Um falando mal só por causa do que o filme fez com a ilha (como se estragasse a infância), mas outro falando bem justamente pelas novidades.]
A Ilha dos Mortos (Survival of the Dead) (2009) - Esse foi o sexto e último filme que Romero gravou para a franquia. Ele é continuação do anterior, que traz um recomeço pra franquia, contando uma história em paralelo. Pela primeira vez na franquia trouxeram de volta um personagem que já havia aparecido. Infelizmente o filme é ruim. Personagens chatos e cenas sem emoção. A cena do porto mesmo deveria ter adrenalina, mas parece... morta (rs). O humor é um trash zoado proposital que faz rir em alguns momentos. Pelo menos isso. Uma pena a franquia desandar assim. Antes da morte de Romero, era programado mais duas continuações. Apesar de tudo, eu gostaria de ver.
Diário dos Mortos (Diary of the Dead) (2007) - Lançado na época que o found footage (câmera na mão) estava na moda. Eu esperava uma continuação do anterior, mas esse filme tá mais pra "reboot" da franquia, mesmo se passando no mesmo universo. É como o começo de uma nova franquia, já que ele se passa nos dias iniciais do apocalipse zumbi, assim como o primeiro filme, e gerou continuação. O longa é todo gravado por universitários de cinema (na trama). Pelas notas esperava uma bomba, mas não foi bem assim. É um filme mais voltado pra quem curte o estilo. Não chega a ser grande coisa, há problemas, mas entretém em meio a sua crítica visível sobre "gravar acidentes" (os zumbis atacando os amigos e o cara só gravando em vez de ajudar).
Terra dos Mortos (Land of the Dead) (2005) - Depois da trilogia clássica, Romero decidiu continuar a franquia no novo século. Esse foi o último filme que seguiu uma ordem cronológica. Ele desenvolve melhor as ideias apresentadas no terceiro filme, dos anos 80, trazendo zumbis começando a se adaptar e a pensar melhor (no caso, um dos zumbis é que tem esse "despertar" e passa a liderar o bando). A trama é boa, tem cenas interessante, mas deixa muito a desejar em alguns quesitos. O filme cria três lados diferentes para os humanos, mas o roteiro sempre força a favor dos "heróis". Ainda continua um filme de zumbi divertido, mas que poderia ter sido melhor. Há uma crítica social na história sobre classes econômicas e afins.
A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead) (1990) - Um bom filme e um bom remake. Comparando com o filme original, a maioria dos elementos estão bem feitos. Grande parte dos personagens possuem maior desenvolvimento, seja para melhor ou pior, mesmo que para isso tenham que descaracterizar o original em prol da melhoria, o que é válido. Tb mudam alguns acontecimentos e motivações para deixar as coisas com mais "sentido", o que tb é válido. As cenas dos jornais foram praticamente excluídas, o que foi ótimo e deixou tudo menos repetitivo. / Entretanto, algumas coisas deixam a desejar, como o ritmo inicial, que, apesar do original ser lento, aqui soa menos interessante e menos tenso (aliás, o clima é completamente diferente), e a sensação de algumas cenas parecerem um resumo e outras uma versão enrolada da original. Não que isso atrapalhe tanto, visto que o remake tenta ao seu próprio modo criar algo com elementos inéditos, por mais que fique preso ao roteiro original durante todo seu longa. / É um remake decente que respeita a obra original do Romero. Deu até vontade de ver uma trilogia alternativa baseada nas mudanças do Savini. Se colocassem um personagem fixo então seria interessante. Pena que só foi um remake mesmo e parou por aí.
Dia dos Mortos (Day of the Dead) (1985) - Apesar das notas, não gostei tanto desse filme quanto os anteriores. Bem mediano. Personagens não muito interessantes e história que prende mais pelas experiências que todo o resto. Inclusive a primeira parte do filme só se torna "interessante" em meio a sua lentidão graças as experiências feitas nos zumbis, o que ainda assim não ajuda tanto o filme a melhorar. Dá pra curtir, mas demora muito pras coisas acontecerem e falta um impacto maior. O zumbi principal deixa as coisas com um ar mais tosco (por mais que a franquia já tivesse elementos assim, não era nesse nível).
Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead) - Um filme de zumbi mais divertido e com uma crítica ao consumo. Assim como no anterior, nesse os personagens vão parar dentro de um local que é o foco do filme. O que fazer num shopping vazio em meio a um apocalipse zumbi? Com uma situação diferente, os personagens se tornam mais zoeiros, embora a seriedade ainda esteja presente. O filme tb aposta num gore em meio ao visual colorido que possui. Bem bacana, mas meio longo.
A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead) (1978) - Vendo o clássico pela primeira vez. Incrível como o longa dos primórdios revolucionários dos zumbis continua ótima após tantas décadas e obras do gênero, superando diversas que vieram depois. Algumas cenas estão datadas, mas é pela época que o filme foi feito. As cenas dos jornais as vezes soam repetitivas. Fora isso, é um suspense envolvente que prende a atenção a cada cena. Os personagens vão se encontrando numa casa, que é onde quase todo o longa ocorre.
O Babadook (The Babadook) (2014) - Revendo esse ótimo suspense/terror psicológico dramático que as pessoas veem errado e acham ruim e que depois virou símbolo gay por causa do meme do erro da Netflix rs Mãe e filho mentalmente perturbados, a mãe se tornando cada vez mais depressiva e o filho cada vez mais agressivo. Aparece o coisa-ruim do Babadook e tudo desmorona. O tal fantasma/demônio vai muito além de uma criatura e é no medo e na pressão e tensão que esse medo gera que o filme trabalha, fazendo a todo momento nos perguntar se é tudo real ou fruto da imaginação (e, caso seja, de quem). Lembro que na primeira vez não tinha curtido o rumo do filme, mas depois que refleti sobre, percebi como aquilo fazia sentido demais. É macabro.
O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida (The Lorax) (2012) - Vi esse filme anos atrás e só lembrava da ideia. Revi e pelo visto curti menos umas coisas e mais outras. É um filme infantil, com uns momentos bem infantis até, mas outros bem bacanas tb. A crítica principal é obviamente ao caos ambiental gerado pelo mercado, mas tb deixam espaço pra criticar o consumismo. No presente, pessoas morando numa cidade artificial. No passado, a natureza prestes a ser destruída. Ainda inserem uma rasa ideia a la 1984, onde todos são observados o tempo todo pelo governo, mas é algo quase nada explorado que só serve pra algumas situações. Não sei como é na obra original, mas senti falta de dificuldades pro personagem sair da cidade. É como se facilitassem mesmo quando era pra tornar mais difícil, provavelmente pra dar tempo de inserir toda a história do outro personagem na duração do longa. Enfim. Personagens legais, história boa, quase nada de música porém chatinhas demais (só devo ter curtido uma rs), mensagem básica de meio ambiente, conteúdos relevantes, alguns diálogos interessantes.
LEGO Ninjago: O Filme (The LEGO Ninjago Movie) (2017) - Depois de duas ótimas produções cinematográficas, essa foi a primeira que eu não tava empolgado em assistir. Pelo trailer me parecia no nível das animações de dvd, que são divertidas, mas "só". Finalmente decidi conferir e... Poxa, é bem divertido sim. Ok, comparado a Aventura e Batman soa bem inferior, não possui nem de perto o mesmo nível de criatividade nem de humor, mas é um filme que entretém fácil. Ainda continua com a essência Lego e aproveitando do universo de brinquedos, por mais que seja o mais "genérico" até o momento. As cenas empolgam.
Gigantes de Aço (Real Steel) (2011) - Tinha visto esse filme quando saiu no cinema. Tinha me esquecido de como era divertido e empolgante. Por cima tem uma trama envolvente e simples de família problemática pai-filho. Durante, tem as lutas e os treinos com robôs, que aqui são tratados como máquinas que apenas obedecem mesmo, por mais que o filme tente criar boas analogias ao ser humano em algumas cenas. O roteiro busca explicar algumas "forçações" ocorridas em algumas lutas, de forma que se tornem aceitáveis e plausíveis, o que é ótimo, sem deixar acontecimentos jogados. A história da mudança do boxe humano pelo de robôs me deixou curioso para um prelúdio. Bem que podiam fazer.
Cargo (Cargo) (2017) - Vi o filme pela segunda vez por causa de uma ocasião e continuei curtindo. Lembro de um pessoal por aqui reclamando que os personagens são burros, mas não consegui notar isso. E não tem como não gostar de um personagem do Martin Freeman rs / Revendo deu pra notar melhor alguns detalhes. Por mais que eu tenha gostado do resultado, creio que poderia ter sido melhor em alguns aspectos. Conforme li numa crítica, o filme tem uma passagem do tempo problemática e a sensação de situações encaixadas, mas são detalhes que não me atrapalharam na experiência. / O que achei estranho foi não ter quase nenhum zumbi por aí. E a família da garota talvez desse mais impacto se aparecesse mais pro final. O fato deles não serem muito explorados (no máximo temos a garota falando de sua cultura ao longo do filme), deixou aquele grupo com pouco propósito pro decorrer da trama. A própria garota poderia ter aparecido só no momento do encontro, guardando surpresas pro filme. Mas pra um filme totalmente clichê e sem surpresas, foi envolvente demais, e isso é um mérito.
Deadpool 2 (Deadpool 2) (2018) - Melhor que o primeiro. A história, o humor, o drama, a ação... Mas ainda é só um filme divertido mesmo, nada dessa grandiosidade toda que alguns dizem. Agrada e pronto. Tem várias piadas boas assim como várias piadas sem graça. E várias referências incríveis, claro. / O Cable rende boas cenas, mas não senti ele como um grande vilão, embora o personagem seja bom, assim como os heróis secundários. É um longa repleto de bons secundários, deixando tudo melhor. Já quero todos os possíveis na continuação rs / Só senti que o filme ficou devendo em alguns momentos, rendendo quebras de ritmo. E faltou um melhor equilíbrio entre o humor e o drama. Detalhes. / A cena pós-créditos é sensacional haha Sério, que coisa genial. / [Quando fui ver Deadpool 2 na estreia, tive que apresentar minha identidade pra provar que tinha mais de 18 anos (como se não parecesse). Só que... Todos tiveram que mostrar as identidades. TODOS. / Agora imagina uma fila imensa cheia de adultos e as identidades de cada um sendo conferidas uma por uma mesmo com as pessoas tendo dois metros de altura e trinta anos na cara rs :v Isso que é não julgar pela aparência.]
Um Conto De Batman: Na Psicose Do Ventríloquo (Um Conto De Batman: Na Psicose Do Ventríloquo) (2014) - Com um clima noir, a trama se passa ao longo de uma conversa entre Bruce e Alfred, onde, em paralelo, é mostrado Batman investigando um esquema de alteração de remédios do Arkham. Os responsáveis são Ventríloquo e Scarface. A história acompanha diversos personagens, relembrando, através de flashbacks, seus passados e motivos para estarem ali onde estão. É a composição de um universo. Vemos as situações por outro ângulo, numa busca de encontrar o bem e o mal presentes em cada um. Os diálogos profundos e reflexivos acabam por dar peso aos personagens. / A trilha sonora também marca presença e envolve-se com a história. Músicas em inglês e português, em ritmos alegres e tristes, agitados e lentos, e até mesmo a ausência de canção em determinadas cenas, tudo isso influencia na experiência e possui um significado para o momento. A cultura pop é outra que está inserida na trama, com diversas referências a filmes ao longo dos diálogos, além de cenas do próprio Scarface de 1932. / Na Psicose do Ventríloquo é uma obra que faz jus ao Batman dos quadrinhos e que, ao fim, deixa a vontade de querer ver mais produções do tipo. Parabéns aos envolvidos.
Toc Toc (Toc Toc) (2017) - Decidi dar uma segunda chance. O filme tem uma melhora após todos os personagens estarem inseridos, mas continuei não achando nada demais. Tinha me interessado pela alta nota aqui no Filmow e pelos diversos comentários dizendo o quanto era engraçado, mas o que vi foram apenas algo mediano. / Não ri praticamente nada durante todo o longa, mas consegui me interessar na interação dos personagens. Me senti o diferentão, mas, pesquisando internet afora, percebi que a nota geral tb tá mediana. Uma comédia bem simples, com uma visão cômica de pessoas enfrentando seus problemas. Talvez funcione mais pra quem tem TOC, sei lá.
Esquadrão Suicida: Acerto de Contas (Suicide Squad: Hell to Pay) (2018) - A segunda animação do grupo, mas a primeira dentro da cronologia e com o título próprio. Bom ver a DC se levando a sério nisso de animações mais "pesadas", embora, nesse caso, em alguns momentos tenha parecido mais um "ui, sou adultão, olha como eu encho as cenas de sangue". Rende umas cenas bizarras, tb, como a do clube de strip rs E acho que é a primeira vez que vejo nudez numa animação DC. Mas é uma boa e empolgante animação, por mais que os integrantes do Esquadrão dessa vez não sejam tão envolventes quanto da animação do Arkham. Vi um pessoal comentando como tinha várias reviravoltas o tempo todo, mas não é bem assim. Estão mais acumulados em certas cenas, pq na maior parte do filme não tem muitas surpresas não. Pra quem acompanha as animações DC, tem uma surpresa.
Maze Runner: A Cura Mortal (Maze Runner: The Death Cure) (2018) - Considerado o mais fraco, mas eu curti tanto quanto o anterior, mesmo ainda inferior ao primeiro. Ele continua o anterior na mesma pegada, mas com uma história relativamente melhor. Os personagens estão procurando um meio de invadir a CRUEL e acabar com os experimentos. As cenas continuam empolgantes como sempre foram, apesar do filme forçar alguns momentos (isso é meio desanimador). Além, dessa vez conseguem mostrar o lado dos "vilões" com mais clareza (mesmo que pouco) em relação a busca pela cura, algo que o anterior ficou devendo. O final acaba se tornando uma grande ironia. Pena que o filme não responde nada e deixa qualquer dúvida criada durante a franquia em aberto.
Maze Runner: Prova de Fogo (Maze Runner: The Scorch Trials) (2015) - Precisei rever pq não lembrava de quase nada. É um longo filme de fuga, onde os personagens estão procurando um local e cada lugar que chegam sempre acontece alguma coisa (padrão do início ao fim). É uma aventura de ação com uma mistura leve de filme zumbi, num estilo bem diferente do primeiro. O longa tem seus acontecimentos importantes, mas em alguns momentos senti vago. Ainda assim são cenas bem empolgante de assistir. Não achei nada cansativo como alguns dizem. Gostei.
Viva: A Vida é Uma Festa (Coco) (2017) - Mais uma vez a Pixar surpreendendo. E com uma das animações que eu menos queria ver da empresa. Devo pedir desculpas por duvidar do potencial. Emocionante demais e já arrisco a dizer que é um dos melhores. / Pelo trailer eu tinha lembrado em partes do bom Festa no Céu, mas com uma premissa que não me empolgou. Acabou que o resultado foi completamente diferente e muito melhor.
Top Secret! Super Confidencial (Top Secret!) (1984) - Umas ótimas sacadas, algumas piadas bem duvidosas, várias cenas divertidas, mas em geral não achei nada grandioso não. Da forma que consideram esse filme esperava algo melhor. Não chega ao nível de "Apertem os cintos... O piloto sumiu".
Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu! II (Airplane II - The Sequel) (1982) - Não tão criativo quanto o primeiro, usando basicamente as mesmas piadas, algumas boas, outras que não funcionam uma segunda vez e outras bem duvidosas.
Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War) (2018) - A Marvel levou 10 anos para finalmente ousar. Demorou, mas chegou. Guerra Infinita é o resultado de boa parte do que foi construído até aqui. Thanos talvez seja o melhor vilão da franquia. Tava curioso pra ver como fariam o personagem no cinema e o resultado foi agradável. Conseguiram captar a essência dele das hqs. A profundidade, a inteligência, a reflexão. É um personagem curioso. É cada cena grandiosa do vilão que merece cada minuto da atenção. / Em relação a trama do filme, temos basicamente o tão esperado encontro e retorno de alguns personagens em meio a um vai e vem de diversos arcos que se dividem e se mesclam, algo muito bem organizado por sinal. Alguns arcos são ótimos, outros apenas ok, mas todos com suas importâncias pra trama. Em meio a essa base de aventuras, as surpresas ficam por contra das reviravoltas causadas por Thanos na história. São impactantes. E tudo resulta num incrível desfecho. Agora é esperar Vingadores 4 ano que vem. E que a Marvel continue em frente com a ousadia.
Cheese in the Trap (치즈인더트랩) (2018) - Quando vi o dorama, achei bom, mas nada grandioso como estava sendo considerado. É um romance universitário que tenta fugir de clichês. A história é simples e sabe se utilizar de seus ótimos personagens (o que eu mais gostei). Um cara que gosta de fazer maldade passa a influenciar a vida da protagonista. Do nada ele muda e fica bonzinho, até criar uma relação maior com ela. Só que seu passado continua a retornar e ela começa a duvidar de suas atitudes. / Quando anunciaram a adaptação em filme, fiquei animado pelo fato de ser um filme, logo precisariam ser mais objetivos. Não sei se é pq revi a trama pelo filme ou é o filme mesmo que conta melhor, mas dessa vez entendi melhor a história. No dorama, a trama muitas vezes me pareceu sem foco e sem rumo por conta das sub-tramas (embora tenha se mostrado algo bem agradável posteriormente). / O filme ainda deixa a desejar em alguns pontos, mas a forma que a história é montada, dividida em capítulos, ajuda a fluir melhor. Apesar de ter alguns pontos positivos superiores ao dorama, em geral fico com o dorama. Mas é agradável. Só faltou ser tão envolvente quanto. Acredito que a trama precise de tempo para ser apreciada e que os secundários de alguma forma tem sua importância, não pra história principal, mas pro público. Mas é um filme válido.
Apertem os Cintos... O Piloto Sumiu (Airplane!) (1980) - Nunca tinha visto esse filme, mas pesquisando vi que é considerado "uma das maiores comédias de todos os tempos". Tenho minhas dúvidas, mas gostei do resultado. As piadas de trocadilhos ao pé da letra são ótimas kk As paródias a filmes tb, principalmente a abertura com Tubarão (só de lembrar já dá vontade de rir). É um filme paródia com roteiro que funciona mesmo nos momentos de aleatoriedade, unindo do humor pastelão ao humor negro. Tirando umas piadas duvidosas no meio que ficaram datadas, é um filme bem divertido.
Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail) (1975) - Uma sátira ao Rei Arthur e sua jornada. Zoam com tudo rs Pra deixar mais bizarro inserem uns elementos toscos, como os cavaleiros galopando sem cavalos com o pessoal imitando os cavalos atrás batendo cocos. Divertido. Só o final que foi meio desanimador.
A Vida de Brian (Life of Brian) (1979) - No começo pensei que a história se passaria em paralelo a de Jesus (e de certa forma se passa, como visto no começo), mas apenas pegam a base da história pra criar uma paródia e uma crítica ao fanatismo religioso. Diversos momentos há alfinetadas sobre como desavenças de interpretações levam a criação de novos grupos e novos seguidores. Tb é possível perceber o surgimento dos falsos profetas e da vontade do ser humano de idolatrar a alguém. Tudo isso é apresentado de forma bem divertida e humorada. Fora isso, colocam humor besteirol pra ironizar o cotidiano dos romanos, frequentemente remetendo ao nosso, claro. O potencial que criaram daria pra preencher muito mais que 90 minutos.
O Sentido da Vida (The Meaning of Life) (1983) - Primeira vez que vi algo do Monty Python. Sempre soube do humor ácido deles, então tava curioso pra conferir. Realmente, tem umas sacadas sensacionais e umas críticas sociais fortes. Não há medo de polemizar. Entretanto, nem sempre o humor funciona, rendendo alguns momentos bem duvidosos entre os conjuntos de situações que formam o longa. Mas em geral é bom. Bem nonsense até.
A Maldição das Formigas Gigantes (It Came From the Desert) (2017) - Propositalmente tosco e clichê, embora deixe a desejar ainda assim. Baseado no jogo dos anos 80, que por sua vez faz menção aos filmes B dos anos 50. O filme entretanto só parece um genérico mais do mesmo só que zoando os filmes da leva e com várias referências a cultura pop. Fraco, mas dá pra divertir dependendo do gosto. Tem seus momentos.
Tokyo Idols (Tokyo Idols) (2017) - Ótimo documentário. A polêmica da cultura japonesa ainda tem muito o que render. O fanatismo por parte de alguns perante a cultura idol não é o destaque, mas sim o fato de homens velhos apreciarem garotas novas. E isso vai além, estando presente em outras mídias e afins. / Embora por vezes possa beirar algo pedófilo, o documentário desfragmenta esse pensamento e analisa as situações, demonstrando algo muito mais profundo. Muitos fãs procuram ali um meio de fugir da realidade e de se sentir bem. Uma forma de se satisfazerem e de suprirem suas vontades de forma fácil, mesmo que tudo seja apenas uma ilusão. / A verdade é que existem vários tipos de fãs e de idols. O documentário tenta focar no lado negativo desse universo, e não resumir tudo, por mais que seja a realidade. A questão do doc mostrar um fã preferindo uma idol por ser mais nova (e por isso mais "pura") e outro fã se apegando a uma idol por ela ser como um espelho pra ele por ele ter fracassado na vida mostram essas diferenças. / Não é que há apenas intenções maliciosas. Para muitos, há apenas a necessidade de ser amado. É como se elas servissem de consolo para eles. E parece que ambos os lados estão satisfeitos com isso. Como elas mesmo dizem, são graças a eles que elas estão onde estão. Isso abre a outros assuntos, como a submissão. É tudo construído culturalmente e socialmente para que chegue até onde chegou. / Deveriam ter dado mais espaço pra jornalista. As pouquíssimas cenas que ela apareceu só jogava uma verdade atrás da outra pra impactar e refletir. O universo idol é assustador e encantador ao mesmo tempo. Ele consegue unir os rejeitados e trazer novas motivações para viver. Agora os tais motivos variam de fã pra fã. Alguns estão bem, mas outros estão num nível preocupante.
Um Lugar Silencioso (A Quiet Place) (2018) - Filme interessante, daqueles de experiência. Quase sem diálogos, sendo a maioria por sinais. Apesar de "silencioso", parte é acompanhada pela trilha sonora. A cena de abertura é ótima e já demonstra o que está por vir. Vi muita gente falando sobre como tinha que ver esse filme em total silêncio, mas na sessão que fui as pessoas não paravam de comer nem de comentar rs Mas enfim. / A narrativa flui bem. Basicamente acompanhamos o cotidiano dos personagens sem fazer barulho pra manter as criaturas afastadas. Gostei, embora tenha achado cansativo alguns poucos momentos (tem que estar no clima, não é simplesmente assistir e pronto). Só o que não curti mesmo foram alguns sustos desnecessários que tentaram inserir. A sorte é que qualquer cena de tensão é realmente tensa de tão sinistro que o clima fica. Talvez o grande trunfo do filme. / No mais, a trama em si é bem simples, por isso o formato do filme, a experiência, a imersão, conta demais. O encerramento faz sentido dentro da proposta, mas com certeza deixará muita gente irritada rs É um suspense que funciona. Nada tão grandioso assim, mas realmente interessante.
Ele Está de Volta (Er Ist Wieder Da) (2015) - Um misto de filme e mock interessante, trazendo Hitler pros dias atuais. É um longa alemão de comédia/drama com um humor crítico social (e um pouco de humor negro). Vamos acompanhando a história tanto pelo cineasta que decide gravá-lo pra um programa de TV quanto pelo próprio Hitler (que inclusive narra seus pensamentos). / As pessoas não acreditam que o cara é mesmo Hitler, mas sim um ator comediante, e ele meio que não se importa com isso, pq todos o ouvem mesmo assim. Algo bom é que o Hitler não é tratado como um cara atacado, mas sim amável. Ele conquista o povo com suas palavras e sabedoria. É assustador, pq vc meio que começa concordar com ele... até se lembrar de quem ele é. / O filme vai se moldando aos poucos. A mistura de estilos diferentes me incomodou um pouco, poderiam ter mesclado de forma melhor e preferia que tivessem feito algo menos "amador", mas a ideia do filme é genial e o resultado curioso. O encerramento é marcante. Recomendo. Foi baseado num livro. Fiquei interessado.
Bee Movie: A História de uma Abelha (Bee Movie) (2007) - Filme divertido e com ótimas sacadas haha Há boas mensagens, talvez até mais do que possa aparentar. / Não que eu vá passar a achar uma abelha bonitinha e falar com ela depois disso rs Chega perto pra ver só! E vou continuar tomando seu mel. Que humano cruel eu sou... / Abelhar!
Rocky Handsome (Rocky Handsome) (2016) - Remake indiano do sul-coreano 'O Homem de Lugar Nenhum'. Basicamente pegam o original e refilmam de jeito semelhante, apenas dando um toque mais indiano e bem mais caricato. O ritmo tb é mais ágil, diferente do tom depressivo do original. O que era um drama de ação e luta agora é mais... ação. / Como remake, chega a ser dispensável de tanto que tentam se igualar ao original. Deveriam ter explorado melhor o universo do filme em vez de fazer mais do mesmo, ainda mais de forma mais "falsa". Como filme, é bacana sim. Só demora um pouco pra empolgar, mas o original tb começa morno. E vi um cara com a blusa do Brasil numa das poucas cenas musicais rs
Sunny (Nimeun Meongotyi) (2008) - Tava curioso pra conferir esse filme a um bom tempo. Um drama com toque de comédia meio musical meio guerra. É bom, poderia ser melhor, mas tem uns momentos bem legais. O que me incomodou mesmo foi a trama. / A mulher se ferra direto por um cara que não a merece. Primeiro que ela só via o marido no exército pq a sogra obrigava. Segundo que ele a traía. Terceiro que ela vivia em dúvida se o amava ou não. Ainda assim, quando ele vai pra guerra, ela se envolve com esquema ilegal numa banda pra ir atrás dele? Que? / Felizmente a construção da personagem durante esse período é muito boa. Começa tímida e os ocorridos vão a fazendo se soltar. As apresentações vão se tornando contagiantes. Destaque por terem mostrado ela incomodada com os assédios sofridos nas apresentações. / Tirando o vago encerramento onde deixaram muito a desejar, Sunny ainda é um interessante filme que começa morno e vai crescendo cada vez mais, mas que possui uma premissa duvidosa que dava pra ter mais sentido se tivessem desenvolvido melhor.
Bright (Bright) (2017) - Ok, dei uma chance pro filme e... muito bom. O universo que criaram é ótimo e dá pra expandir muito ainda. O filme é um conjunto de ideias que mais parecem um resumo de série, onde várias coisas acontecem uma seguida da outra ou até mesmo ao mesmo tempo. É muito doido. / A forma que inseriram o mundo da fantasia no nosso mundo demonstra o cuidado que tiveram ao criar um universo já estabelecido. Fica a curiosidade por detalhes do ocorrido no passado. / No quesito ação/comédia ainda é o básico do gênero, mas não vejo do que reclamar. Diverte. Em alguns momentos bastante. Temos tb a questão racial retratada entre orcs e humanos, um claro espelho social. No aguardo de uma continuação caso tenha.
Vida (Life) (2017) - Revi hoje. Continua um filme muito bom e com seus ótimos momentos. Só não achei tão frenético quanto na primeira vez que vi rs Mas é, só tem sua hora pra cada coisa, intercalando entre cenas de tensão e de calmaria, o que as vezes pode incomodar. / É um tipo de filme que se destaca pela sua analogia a vida. Aos mais concentrados, perceberão como vários de seus diálogos (e algumas situações) se referem a situações ligadas a vida nos mais amplos sentidos e, consequentemente, a morte também. Vida como forma de viver, vida como nascimento, vida como evolução, etc. Desde o momento de encontro e estudo de vida fora da Terra até as vidas pessoais dos astronautas, tudo está interligado. Fora isso, para muitos será apenas um filme qualquer de uma criatura espacial que entra numa nave e sai matando quem estiver nela. E de forma rasa realmente é, mas o filme não se resume a isso.
Liga da Justiça: Ponto de Ignição (Justice League: The Flashpoint Paradox) (2013) - "E num ato supremo de egoísmo... destruiu a história como um amador." / Talvez a melhor animação da DC. Não que seja perfeita, mas é sensacional. Ótima trama, séria, violenta, empolgante. O começo não demonstra o potencial do que está por vir, mas não demora para indícios surgirem. Gostei mais ainda do que quando vi pela primeira vez. As mudanças na outra realidade são interessantes e só tendem a melhorar conforme a grande guerra avança. / Se o filme que pretendem fazer no cinema for metade do que fizeram na animação já será bom (mas espero que façam algo diferente e envolvem outros personagens tb, como o Lanterna, mas que mantenham o Batman rs). Preciso ler a HQ...
Círculo de Fogo: A Revolta (Pacific Rim: Uprising) (2018) - Uma continuação válida, embora muito inferior ao seu antecessor, apesar de ainda assim ser bem divertido. Vai direto ao ponto e busca expandir o universo sem cair na mesmice. Consegue parcialmente. As reviravoltas são boas e causam surpresas, mas alguns de seus desfechos deixam a desejar. Não chega a ser algo tão marcante, mas o resultado em geral ainda é positivo. Apesar das críticas negativas, gostei do que vi, mas entendo a sensação de algo vago.
Tomb Raider: A Origem (Tomb Raider) (2018) - Um bom filme de aventura. Não tinha me empolgado pelos trailers, mas decidi conferir mesmo assim. Gostei. O começo não é grande coisa, mas depois que Lara embarca em alto-mar melhora. Os personagens são bem básicos. O filme em si é tanto quanto genérico, mas possui um peso maior por ser Tomb Raider. Aliás, a Alicia tá incrível como Lara Croft, rendendo as melhores cenas. / Só senti que o filme desperdiça potencial de exploração do universo criado. Soa como um resumo (e realmente é, já que os gamers disseram que tá bem fiel ao jogo, só que bem resumido). Obviamente isso ocorre pelo fato de ser um filme, e não uma série, que daria muito mais certo. Gostaria de ter visto mais da Lara sobrevivendo sozinha na selva e desvendando puzzles, mas o resultado agrada. Espero que tenha continuação.
Adeus, Christopher Robin (Goodbye Christopher Robin) (2017) - A tragédia por trás da inocência. Que filme! A história do criador do Ursinho Pooh é conturbada, num misto de beleza e drama. Momentos que parecem belos guardam um lado sombrio que são aos poucos revelados. A tentativa de fugir do "mal" num período pós-guerra leva a uma utopia enquanto pai e filho tentam desenvolver suas relações. É aí que a obra que mudou o mundo surge. Recomendo. São tantos diálogos marcantes que fica difícil citar apenas um.
O Chamado 2 (The Ring Two) (2005) - Embora não tenha o mesmo impacto que seu antecessor, a continuação do remake americano tem seus créditos, criando uma continuação original, assim como a japonesa criou para a dela (me refiro a de 99). Um mérito que a trama dessa continuação ganha é ser melhor que a da japonesa. / O filme é totalmente interligado ao primeiro e se foca nos protagonistas sobreviventes do anterior. A ideia de mostrar que a maldição retornou para eles é interessante. Não necessário, mas acrescenta conteúdo e traz lados interessantes, inserindo tb mais história pra Samara e sua mãe (bem diferentes dos acontecimentos da versão japonesa). Não que seja grande coisa, pq os acontecimentos são genéricos demais e o desenvolvimento não se sustenta, ficando sempre na mesma e deixando pontas soltas. Tem um curta antes que mostra o ocorrido antes da primeira cena. Daria um filme mais interessante rs
O Chamado (The Ring) (2002) - Vendo só agora a versão americana. Um dos casos em que o remake condiz com a versão original do outro lado do mundo. Talvez se eu visse na época tivesse curtido mais, mas gostei. Ele reaproveita toda a base do filme de 98 e seus acontecimentos, mudando vários detalhes e acrescentando tb elementos originais (algo que todo remake deveria fazer, tornando-o semelhante mas ao mesmo tempo diferente). Dá pra notar tb uma cena reaproveitada da continuação de 99. / Difícil comparar as duas versões. Não diria que a estadunidense é melhor, mas é muito mais dinâmica e possui uma trama mais fluída que a original (e olha que a duração é maior). Entretanto, exageram no cgi, tirando todo o realismo das cenas. Tb inserem preparações visuais desnecessárias para os ataques (pra que a água vazando, etc?). A Samara é como uma versão mais leve da Sadako. A fita de vídeo é fraca, não tendo o mesmo peso da versão de 98. Mas fora esses detalhes, a versão americana faz jus ao mostrar como uma mesma história pode ser contada em culturas diferentes. Se na japonesa possui um clima maior de realismo e suspense ao longo de uma narrativa lenta, na dos EUA buscam causar mais impacto visual e reforçar o sobrenatural.
Cutie Honey: Tears (Cutie Honey: Tears) (2016) - Infelizmente o filme é ruim demais. Decepcionante. Sei pouco sobre a personagem (sei que foi a primeira protagonista feminina de um shounen e tal). Cheguei a ver o filme antigo, que é mediano, e o tokusatsu, que gostei bastante (é meio pesado rs). Quando anunciaram uma releitura futurista mais séria, me interessei. Pena que ficou só por isso mesmo. Trama fraca, personagens desinteressantes e fazendo pose de modelo o tempo todo, reviravoltas sem graça, cenas de ação entediantes, visual duvidoso e ritmo cansativo com diálogos lentos demais pra algo que tenta ser agitado.
Pantera Negra (Black Panther) (2018) - Filmão. Boa história, bons personagens, boa trilha, bom visual. Curti o plot twist e o filme tem dois dos melhores vilões dos filmes da Marvel. E o Pantera é um dos personagens mais interessantes.
The Ring Virus (Ring) (1999) - Versão sul-coreana, remake da versão japonesa. Alguns chegam a considerar até melhor, mas eu não achei não, embora ambos sejam totalmente medianos rs Melhor só na atuação mesmo (he). É um filme tranquilo, tem umas mudanças aqui e ali, mas o modelo de trama e os acontecimentos são o mesmo.
Ring: Kanzenban (Ringu: Jiko ka! Henshi ka! 4-tsu no inochi wo ubau shôjo no onnen ) (1995) - O filme japonês esquecido. A primeira adaptação, considerada a mais fiel ao livro. Que bom que deixaram de lado rs Monótono demais. Embora eu tenha reclamado da trama não parecer evoluir no filme de 98, nesse aqui as coisas são muito piores. Começa bem, chega a ter um potencial interessante, mas para no tempo e segue um rumo nada demais. Existem várias diferenças com sua versão posterior, mas no fundo a história é a mesma.
Ring: Espiral (Rasen) (1998) - A continuação original que foi descartada pela má aceitação. Não achei ruim não, foi tão "bom" quanto o original. Talvez meu preferido. Adaptação do segundo livro da franquia. A trama continua de onde o anterior parou. Tentam misturar ciência com sobrenatural, o que foi interessante. O final é viajado, mas tb muito interessante. Pena que a ideia das fitas não é aproveitada.
O Chamado (Ringu) (1998) - Nunca tinha parado pra ver um filme da franquia Ring (O Chamado), só sabia da vasta quantidade de filmes, séries e remakes. Decidi conferir a franquia japonesa principal. / Ring, o filme que iniciou a franquia, apesar de não ter sido o primeiro a ser feito. Baseado num livro, o tal "terror" tá mais pra um suspense dramático, com um ritmo lento e uma premissa interessante. / Apesar de ser bem focado (uma repórter investigando casos de mortes relacionados à uma misteriosa fita), senti que o filme desperdiça potencial, entregando algo raso. Acompanhamos as investigações e tal, mas não parece evoluir. / Algumas ideias como a das visões são apresentadas de forma incômoda, mas são detalhes. O resultado é ok, ganhando méritos pela boa trama. Não iria continuar a franquia, mas o gancho final me deixou muito interessado.
Lady Snowblood: Uma Canção de Amor e Vingança (Shura-yuki-hime: Urami Renga) (1974) - Continuação desnecessária e totalmente diferente do original, porém ainda assim com suas qualidades. Se não levasse o nome da franquia talvez fosse mais valorizado. A premissa inicial é boa, mas adentram em outra logo depois. Uma trama política de fundo e um outro contexto pra saga de Snowblood, que meio que é deixada de lado em diversos momentos, já que ela adentra uma história de outras pessoas. Dá pra curtir.
Lady Snowblood: Vingança na Neve (Shurayukihime) (1973) - O filme que serviu de inspiração para Kill Bill. Bom visual e ritmo lento narram a trama da "Filha do Submundo", continuando a vingança de sua mãe. As cenas de luta são "cruas", com bastante violência, porém nem sempre empolgantes ou "realistas". As reviravoltas são ótimas. É um bom filme, com um estilo de época muito bem feito, mas não é algo que eu ficaria revendo.
O Paradoxo Cloverfield (The Cloverfield Paradox) (2018) - De uma hora pra outra tudo sobre o terceiro Cloverfield foi revelado. E eis que uma das mais misteriosas e aguardadas continuações se tornou... algo duvidoso. / Tudo muito previsível e sem surpresas. Como filme, é ok. Não chega a ser ruim, consegue entreter, mas é esquecível, genérico. A ideia foi ótima, porém nada aproveitada. Como parte da franquia, desperdiça muito potencial, deixando questões em aberto que poderiam ser desenvolvidas facilmente. / Um problema do filme é trabalhar com um suspense que o próprio roteiro não consegue manter, revelando as coisas ou dando pistas muito claras sobre as verdades. Em meia hora de filme já se sabe quase tudo. Outro problema é um certo personagem que não revelarei pra não dar spoilers, mas forçam uma reviravolta com ele/ela muito ruim, pq a própria atuação dele/dela é forçado e deixa visível que algo está errado. / Uma pena que de uma hora pra outra a franquia tenha caído tanto. Cloverfield é um ótimo found footage e Rua Cloverfield 10 é outro ótimo suspense de local fechado. Agora Cloverfield Paradox é apenas... um filme qualquer.
Dia Sem Fim (A Day) (2017) - Filmes com o modelo de dia que se repete costumam me fazer passar longe, então, pra eu assistir, tem que me interessar bastante. Decidi conferir "A Day" após ver o trailer empolgante e curti mais do que esperava. O resultado é bem dinâmico. Provavelmente o melhor que eu vi do gênero. Coreia do Sul mais uma vez marcando. Pra ter ideia, eu tava com fome, tentei comer uns biscoitos, mas não conseguia desgrudar os olhos do filme rs / O começo é tão de boa que fica aquela sensação de "vai acontecer alguma coisa sinistra". E acontece. A filha do protagonista morre e ele fica nessa de acordar toda hora pouco antes do acidente. Nisso o clima muda totalmente, ficando frenético demais como um bom thriller deve ser. Todo esse momento é sensacional. / Deixando a trama cada vez mais grandiosa, o filme possui diversas reviravoltas. No trailer e poster revelam que uma outra pessoa tb repete o dia, mas isso é só a ponta de algo muito mais profundo. Recomendo.
O Clássico (Keulraesik) (2003) - The Classic é realmente "o clássico". Kwak Jae Young é um ótimo diretor/roteirista de filmes que misturam romance, drama e comédia. O filme foi lançado entre o famoso My Sassy Girl e Windstruck. Tão incrível quanto os outros. A trama do passado se alterna bem com a do presente e semelhanças vão acontecendo. Aliás, a trama do passado é ótima, com seu drama envolvente. Graças a ela, a do presente, que é mais simples mas não menos importante, ganha um peso a mais. Apesar de estar no meio dos filmes iniciais, pelo que pesquisei, The Classic não faz parte da Trilogia Sassy Girl ("garota atrevida") do diretor, formado por My Sassy Girl, Windstruck e o japonês Ciborg She.
A Mosca 2 (The Fly 2) (1989) - Continuação do remake. Consegue ser melhor que a continuação do original, que é mais do mesmo. Embora não tenha o mesmo impacto do antecessor, ainda é um bom filme e tenta "inovar". Em vez do filho tentando continuar o legado do pai, como na sequência do original, aqui acompanhamos seu nascimento e envelhecimento acelerado, que, ao desacelerar, revela uma verdade obscura em seus genes. Como filme em si até que é bem feito, salvo dois ou três momentos que soaram como se tivessem deletado alguma cena após a edição do filme. Continua a trama sem forçar nada e traz de volta o estilo nojento e gore do anterior. Creio que a franquia ainda tem um vasto universo a ser explorado. Querem um novo remake, mas até hoje não saiu. Gostaria de mais filmes, desde que não fizessem igual o terceiro do original, pq aquilo foi sacanagem.
Jumanji: Bem-Vindo à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle) (2017) - Um Jumanji que não tem muito a ver com Jumanji. Se fosse qualquer outra coisa daria na mesma como filme, mas não venderia, então meio que acaba salvando o longa de ser algo genérico nesse sentido, por mais que continue genérico rs Obviamente inserem elementos que lembram o original, mas ao mesmo tempo fazem algo completamente novo. Mas ainda é um divertido filme de comédia infantil. Tem uns momentos legais, mas não veria de novo. / É um pouco melhor do que os trailers fazem parecer, mesmo não sendo grande coisa. A premissa que é batida mesmo, pq a ideia de um tabuleiro trazendo consequências no mundo real é muito mais interessante que pessoas em avatares dentro de um videogame passando fases. Creio que poderiam ter feito o Jumanji como um um tabuleiro virtual pra celular e mantido o estilo original. Mas enfim. Caso tenha continuação (nunca se sabe), podem adaptar Zathura.
Cuidado Com o Slenderman (Beware the Slenderman) (2016) - Curioso documentário sobre o caso real das garotas que esfaquearam a amiga em nome do Slenderman. Creio que deveriam ter esperado mais para lançarem, visto que o caso seguia em aberto, mas, apesar de "incompleto" (embora tenha uma "conclusão"), o longa consegue apresentar os principais assuntos para análise. / O tema "Slenderman" é utilizado como um ponto de partida para outros. Se por um lado o doc analisa o caso, as motivações, a saúde mental, etc, por outro analisa o poder da internet, o impacto do que se é consumido e, claro, a história do Slenderman. / Diferente de algumas opiniões pela internet, não senti o longa enrolado nem cansativo. Vários assuntos são inseridos aos poucos. Acompanhar os interrogatórios e as opiniões dos pais fortalece a visão sob a obra. / Porém, ao meu ver, o doc deixa a desejar em alguns quesitos, como abordar apenas o lado das duas crianças e praticamente esquecer do lado da vítima, que sequer tem seu destino clareado de imediato. Isso foi bastante problemático. O grande uso de gravações familiares das garotas se divertindo chega a ser irônico, dando um contraposto a situação atual delas. Não creio que precisavam de tanto. / Ao fim é um documentário que vale a pena assistir. Tem alguns problemas, mas o resultado é positivo. Seria bom uma continuação com novos materiais e outros lados da história.
.......... 2018 .......... Séries
Fear the Walking Dead (Fear the Walking Dead) (4ª Temporada) (2018) - Quarta temporada encerrada. Fizeram mesmo um "reboot". A série avançou no tempo só pra introduzir o Morgan. Valeu a pena? Não, mas já que fizeram, o importante era fazer algo bem feito. E até que gostei. / Tinha dito antes que a série tinha perdido a essência. Nem tanto. Tentaram mesclar algo no estilo da série principal no estilo do derivado. Alguns elementos inclusive o derivado continua fazendo de forma muito melhor que o principal. O episódio da casa na tempestade por exemplo é um sensorial funcional. Sem contar que essa temporada foi mais empolgante que as últimas de TWD. Fear só necessita mesmo de algo grandioso pra sair da mesmice. Continua outra pegada mesmo com as mudanças drásticas. / Na primeira metade achei desnecessário fazer duas linhas temporais, mas não é pra tanto incômodo. Achei meio enrolado em algumas partes. A segunda metade curti mais e sinceramente não entendo como um pessoal achou mais enrolado. Só foi um estilo diferente. O que ficou devendo muito foi a finale, mas ok. Fiquei satisfeito com a temporada. Tiveram surpresas. Tava bem desanimado, a ponto de desistir da série depois do que fizeram, mas fui conferir e acabei gostando. No aguardo da próxima.
A Maldição da Residência Hill (The Haunting of Hill House) (2018) - Dramas profundos podem surgir de premissas de terror. Que série! Inicialmente eu estava esperando um terror mesmo, mas me deparei com algo mais psicológico. Fui impulsionado pelos comentários de como era bom e assustador (e sem sustos forçados, principalmente) e foi muito mais que isso. Comecei achando a trama interessante, mas não "isso tudo" que diziam. Terminei achando "isso tudo" sim. / O clima é melancólico, depressivo, sombrio. As assombrações dão medo por simplesmente aparecerem, brincando com nosso imaginário. Seriam reais ou frutos de traumas? Cada personagem é único e só enriquece a história. A linha do tempo é completamente desestruturada, indo e voltando entre os acontecimentos do passado e do presente. Geralmente não curto isso, mas aqui faz todo o sentido. É como acompanhar memórias outrora perdidas sendo resgatadas em pedaços enquanto se interligam. "Quando morremos, viramos história". Destaque especial para os impactantes episódios do meio.
Junji Ito Collection (伊藤潤二「コレクション」) (2018) - Um anime ok, com fortes altos e baixos, mas que infelizmente deixa a desejar, não fazendo jus ao potencial das obras de Junji Ito. O primeiro episódio é o mais fraco de todos, mas depois melhora. Estranhei a escolha dos contos. São dois por episódio (12 episódios, 24 contos). Por mais que eu tenha lido poucos mangás do Ito, poderia citar vários contos muito melhores de pelo menos metade dos que foram adaptados. / O clima do anime é muito bom. Como adaptação, dos contos que li estão bem fiéis. O problema é o tempo. Por mais que um conto possa parecer curto num mangá, na tela ele requer cuidados audiovisuais. Como são dois contos por episódio, acabam acelerando a história, prejudicando o desenvolvimento. Eles estão lá praticamente na íntegra, mas não dão tempo de "respirar" e tacam acontecimentos um atrás do outro, sem espaço para um impacto maior. Alguns dos contos tinham potencial pra um episódio inteiro, inclusive. E falando de impacto, é inevitável que a parte visual sofra alterações. A arte de Ito no mangá é incomparável, mas o anime não faz feio, embora não seja tão bizarro quanto na maior parte. Talvez faça falta em contos em que o visual seja mais marcante que a história, mas ok. / A história da Tomie foi adaptada em dois OVAs, que rendem como um 13º episódio. Adaptam apenas o começo, mas de forma resumida e, novamente, corrida. Os contos iniciais dela renderiam tranquilo mais de meia temporada de anime. Confirmaram uma segunda temporada, mas não fiquei muito animado pra ver. Espero que melhorem.
3% (3%) (2ª Temporada) (2018) - Melhoraram bastante nessa segunda temporada. Na primeira era apenas interessante, mas nessa a história tá bem melhor desenvolvida e a qualidade técnica tá superior tb. A trama se passa ao longo da semana anterior ao Processo, mostrando as tentativas de ataque da Causa. Deixaram os jogos de lado para se aprofundar no universo criado, revelando muita coisa. No começo pensei que ficariam enrolando, e não é que não enrolam, mas dessa vez souberam contar a história. Sempre temos revelações, reviravoltas, acontecimentos que mantém a trama viva. Melhor que umas séries estrangeiras famosas por aí (he). Apesar de ter uns problemas (vários momentos de "salvo pelo roteiro" para forçar a história a prosseguir), o resultado surpreende. O final é curioso. No aguardo da terceira temporada.
O Vazio (The Hollow) (1ª Temporada) (2018) - Animação boazinha da Netflix. 10 episódios foram o suficiente pra temporada e pro básico que quiseram apresentar, deixando um enorme potencial a ser explorado caso queiram se aprofundar mais nesse universo. / O resultado não chega a ser algo tão grandioso, mas consegue chamar a atenção. Os personagens vão passando por diversos cenários bem diferentes. O primeiro cenário dá uma falsa impressão interessante, mas depois tudo se torna uma aventura. / O roteiro pega leve com as situações, mas deixa vários ganchos pra teorias existenciais. É uma obra infantil, em alguns momentos bobinho, mas bacana. O final faz jus a trama. Espero que façam uma segunda temporada.
13 Reasons Why (13 Reasons Why) (2ª Temporada) (2018) - 13RW voltou com uma trama mais livre, embora se foque nos julgamentos. O modelo narrativo das fitas era mais atraente, mas prendeu a série em enrolação. Dessa vez até tentam estender algumas coisas o máximo possível, mas em geral flui muito melhor que a temporada anterior. O marketing vendeu os polaroids como substitutos das fitas, mas não foi nada disso. / A série volta aos moldes de intercalar presente, mostrando as consequências, e passado (dessa vez de modo bem mais direto), mostrando detalhes ocultos nas fitas de Hannah, revelando outros lados das histórias. Isso acontece por darem mais espaço aos outros personagens além do Clay, o que expande as visões sobre os fatos, levando a indagações sobre a imagem formada pela Hannah que o Clay tinha, assim como alguns outros. / Falando na Hannah, ela volta nos episódios como uma espécie de fantasma na mente do Clay. Não curti no começo, mas depois fui aceitando. Sobre os demais personagens, a série continua suas sagas, entrando em diversos assuntos como abuso, estupro, machismo, homofobia, etc. Assim como no anterior, o clima fica nessa de que tudo sempre parece piorar, mesmo com seus momentos de esperança. / É uma série que não tem medo de polemizar, mostrando a vida real mesmo que tenha que ser cruel. Ela ainda ironiza as próprias acusações que recebe, como a questão do suposto romantismo. E olha que tem obras que são muito mais explícitas. 13RW é o que podemos chamar de série adolescente com conteúdo altamente relevante para a sociedade. Entretanto, a série ainda tenta ser uma espécie de auto-ajuda, sendo que na verdade está mais para um aviso/alerta feito para quem sofre procurar ajuda e para quem não sofre se conscientizar. No mais, o encerramento é bem anti-clímax, mas faz sentido dentro da proposta da série. Só não precisava do gancho. No aguardo da terceira temporada.
Love Cells 2 (Yeonaesepo 2) (2015) - Esperava uma continuação direta, mas logo de começo já dava pra perceber que fizeram um reboot. Uma outra trama que ignora tudo o que foi feito antes. Existe uma ligação no final, mas força furos de lógica que nesse haviam conseguido diminuir. / Ignorando o fato de novamente termos uma gata comendo uma célula e virando a mesma garota do primeiro e tb o fato dela não ter mais dias pra morrer, a trama mostra a garota tentando fazer com que o novo protagonista se apaixone por sua colega de trabalho. Ela é feita refém por essa mulher para isso, tendo uma "bomba" implantada nela. Ele porém não quer saber dela e ainda ama sua ex, que está numa outra relação fraca com um amigo onde não o ama de verdade, mas força afim de dar uma chance pra ele e esquecer o passado. / Trabalham com a ideia de amores antigos, falso amor, tentativa de amor, etc, só que de forma rasa. Apesar do tempo curto, o dorama pareceu enrolado. Dava pra reduzir pela metade. Completamente diferente do primeiro, com estilo diferente, essência diferente. A garota-gata-célula tá lá (sem explicações nenhuma para isso), mas é outra coisa.
Love Cells (Yeonaesepo) (2014) - Não esperava curtir esse minidrama, mas achei a proposta toscamente "interessante" e decidi conferir, mesmo sabendo que era "bobinho". Pois bem. Um romance agradável. E não é tão bobinho assim não, tem seu drama. Dá pra curtir se ignorar os furos de lógica. / Existe uma célula no corpo responsável pelo amor. Na trama o protagonista retira sua célula e vive sem rumo. Do nada sua célula aparece e é devorada por sua gata, virando uma garota. A tal garota (célula) o motiva a ir atrás de seu amor: uma celebridade. Ela tem 30 dias de vida e precisa fazer com que ele se apaixone novamente para que ela vire uma estrela, caso contrário desaparecerá. / Bem bacaninha. A Kim You Jung é admirável e diverte em seu papel. Apesar de clichê, consegue ter suas surpresas e reviravoltas. Envolvente. Por ser curto, o desenrolar da trama sofre uns problemas graves com isso, não dando tempo dos personagens demonstrarem suas mudanças. O final tenta marcar, trazer algo mais diferente, mas só deixa mais dúvidas. Tenho minhas teorias. Fiquei pensando no papel da célula e sua representação para o protagonista.
The Walking Dead (The Walking Dead) (8ª Temporada) (2017) - Depois de abandonar a série por um tempo, decidi voltar e acabei por conferir a oitava temporada. Melhor que a anterior, mas sequer tentam compensar os erros. Foi uma temporada "boa", mas que deixa a desejar. Bem longe dessa tragédia toda de ruim que alguns andam dizendo, mas ainda assim uma das mais fracas da série. / The Walking Drama desde o começo foi um misto e episódios bons e ruins, com conteúdos que avançavam com a trama e outros de pura enrolação. Na verdade metade de suas temporadas podem ser facilmente resumidas e mesmo assim era algo bem visto pela maioria. Mas, ao entrarem no arco do Negan, parece que tudo mudou. A base ainda foi a mesma, mas o desenvolvimento deixou a desejar. Isso pq antes havia equilíbrio e novidades, então havia compensação. Depois ficou mais difícil de se fazer quando se focaram em algo tão específico. / Se na sétima temporada se resumiram a basicamente mostrar os personagens primeiro buscando por alimentos e depois fazendo alianças (além de alguns arcos desnecessários no meio), na oitava o foco é total na guerra e suas consequências durante ela. A temporada começa empolgante com as cenas de invasão, mas logo caem na enrolação, com direito a papos motivacionais chatos, compilações repetidas dos rostos dos personagens, lamentações que nunca evoluem, etc. Daí vem a mid-season finale com o acontecimento mais marcante da temporada. / Na segunda metade as coisas melhoram em parte, mas é basicamente a mesma coisa. Uma guerra enrolada, lamentações, arcos inseridos no meio que não levam a nada e uma bela mensagem sobre o futuro. Mas é uma briga de gato e rato empolgante até, entre Rick e Negan. A série finalmente dá mais espaço pro Negan e podemos ver seu outro lado. E Rick insano é interessante. / Foi uma temporada com ótimos conteúdos pra desenvolverem, e tiveram sim vários bons momentos, mas 16 episódios sem sair do lugar cansa. Não acho a série tão pior do que tava antes e já tiveram episódios muito piores em temporadas melhores, mas enfim. Tudo questão de equilíbrio. O final foi mediano e meio que cria um fim temporário pra história, mas ainda tem muito o que explorar. Espero que melhorem.
Z Nation (Z Nation) (4ª Temporada) (2017) - A pior temporada da série. Os primeiros episódios conseguem ser os mais fracos (embora os dois primeiros sejam até que bons, só que mais longos que o necessário [um só dava pra contar]). Com o tempo melhora, mas ainda assim mantém um clima morno. Um ou outro episódio bom, mas nenhum realmente marcante. O final pelo menos é "satisfatório". / Senti que faltou mais criatividade. A série é conhecida por suas situações viajadas a base de z-conha e zumbis dos mais diversos. Nesse até tem um ou outro interessante, mas só. Mas o que mais incomodou foi o arco da Warren e seu sonho/visão/profecia. Muito enrolado e sem graça. Pelo menos a explicação de tudo foi boa. O roteiro parecia prolongado demais, preferia os casos bizarros da semana ao longo da viagem igual faziam antes. Espero que a quinta temporada traga tudo de bom que a série tem. De preferência que seja a última, pq dá pra notar que tão perdendo a linha.
.......... 2017 .......... Filmes
Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049) (2017) - Uma continuação que estende o universo do filme original através de uma nova história com novos personagens. Dessa vez temos um androide policial que descobre uma suposta vida gerada entre um humano e um androide, fazendo com que ele busque a tal criança. Uma trama maior, porém com um conceito mais profundo do que seu resultado. / Apesar do ritmo/estilo/clima semelhante ao primeiro, são filmes bem diferentes entre si. Sem uma trama mais objetiva como no original, a continuação se torna mais livre pra explorar outros caminhos, por mais que não faça. Em suas quase três horas de duração, acompanhamos uma investigação bem pessoal, por mais que seu impacto possa mudar o rumo de tudo o que existe. Espero que façam uma continuação, já que a história deixa em aberto algumas questões. Pessoalmente, por mais que tenha gostado do filme, não supera o original (e nem é nostalgia pq vi pela primeira vez faz algumas horas rs).
Blade Runner: O Caçador de Andróides (Blade Runner) (1982) - Primeira vez que vejo. Decidi conferir logo a versão final, que dizem ser melhor, mais completa e a que o diretor queria lançar na época. Muito bom. Não foi do jeito que o pessoal endeusa, como se fosse algo que necessita de muita compreensão pra entender, mas é ótimo e traz algumas questões interessantes. / Com uma premissa bem simples sobre um policial que é mandado pra matar os replicantes ilegais que vivem na Terra, conseguem entregar algo de alta qualidade. O impacto está na forma que a história é contada, junto ao clima criado visual, pela trilha sonora e pelos bons personagens.
Memória de um Assassino (Sal-in-ja-eui gi-eok-beob) (2017) - Mais um ótimo thriller sul-coreano, dessa vez baseado num livro. A trama é sobre um ex-serial killer com alzheimer que busca continuar vivendo com sua filha. Um dia ele bate com o carro num policial, que tb é um assassino. Sem conseguir provar que está correto e com a mente se apagando, ele vê o cara se aproximar cada vez mais de sua filha. / O filme cria um ambiente de tensão e de dúvidas. Primeiro que o assassino é um policial e consegue facilmente esconder seus crimes. Segundo que o protagonista tem perda de memória, o que o faz se esquecer facilmente das coisas e as vezes supostamente confundir a realidade. Pra piorar, ele já foi um assassino no passado, e, enquanto a doença progride, ele começa a sair do controle. / Todos esses conflitos pessoais rendem, ao longo da trama, uma história interessante com um final curioso. Destaque pras cenas de pensamento do protagonista, desde os ângulos de câmera até o diálogo.
Detroit em Rebelião (Detroit) (2017) - Décadas depois, a história ainda parece recente. Apesar da premissa dizer que o filme trata sobre a revolta popular ocorrida em Detroit nos anos 60, a trama na verdade se foca nos acontecimentos do hotel Argel, onde policiais invadiram o hotel e torturaram e mataram algumas pessoas. / Dá pra dividir o filme em três partes: Primeiros dias de conflito, onde desenvolvem os personagens e o contexto; hotel Argel, onde ocorre o foco do filme; e consequências do ocorrido no hotel, mostrando tudo o que aconteceu a partir dali. / É um bom longa, deveras perturbador, mostrando claramente o forte racismo presente na época, além do abuso de poder dos policiais. E, mesmo com o tema debatido, o filme ainda faz questão de lembrar que em ambos os lados há tanto pessoas boas quanto más.
Sombras da Vida (A Ghost Story) (2017) - A solidão personificada num fantasma. Que filme! 90 minutos de forte vazio existencial. A infecção cult percorre meus sentidos. Tava curioso quanto a proposta, mas já sabia que era um filme parado, então tinha que estar no clima pra assistir. / Nos primeiros minutos confesso que não me prendeu tanto e até pensei em continuar depois. São os momentos mais "cansativos", por assim dizer. Cheguei a pausar, mas pouco depois voltei. A curiosidade falava mais alto. Eu estava envolvido com a trama. Eu entendia o que queriam passar. / Esses momentos iniciais pós-morte tem uma mensagem clara do luto, da solidão, do período de sofrimento de quem tá vivo após um ente querido partir. Sem grandiosidades, apenas a simplicidade do silêncio e da perda. / Posteriormente o filme começa a se desenvolver mais. Mantendo ainda o ritmo lento, a história começa a avançar, a acompanhar o fantasma ao longo do tempo, enquanto o mundo continua a girar e sua mulher a seguir com a vida. E ele sempre acompanhando tudo. Sozinho. Sem ninguém notar sua presença. O que outrora foi uma pessoa, agora está apenas nas memórias de quem se lembra dele. / Mas isso é apenas uma parte de toda a trama do longa. Muitas coisas acontecem nessas uma hora e meia. O clima vai ficando mais envolvente e misterioso. A curiosidade de saber o que acontecerá vai aumentando. Tudo se tornando cada vez mais interessante... até que chega o momento de encerrar a jornada, com um final complexo e curioso. É um filme profundo, reflexivo.
Perigo Próximo (Better Watch Out) (2017) - Conferindo esse novo thriller natalino adolescente... depois do Natal. Evitem trailers e afins, como eu fiz. A sinopse diz que alguém está querendo invadir a casa onde uma babá cuida de um garoto, só que isso é apenas o início de algo muito mais macabro. A trama tem reviravoltas a todo o momento, o que torna o longa curioso. A atuação do garoto como uma criança perturbada é o grande destaque. / Não sei se lançaram pra aproveitar o recente trash A Babá, que tb se utiliza da ideia de "terror com babá", mas são coisas bem diferentes. Um longa politicamente incorreto, com crianças fazendo coisas violentas, e muito humor negro. Pra quem tá esperando um filme de "pessoas presas numa casa tentando sobreviver", por mais que realmente se passe numa casa e tenha assassino, algumas surpresas esperam. E fiquem para a cena durante os créditos iniciais.
Bingo - O Rei das Manhãs (Bingo - O Rei das Manhãs) (2017) - Realmente um bom filme. Ele pega uma trama real e faz uma ficção por cima (diferente do que li em alguns lugares, vai muito além de mudanças de nomes). É uma trama conturbada, num paralelo de ascensão do personagem e queda do ator (dentro do filme). Só senti que, mesmo com o foco apenas no período do Bozo, digo, Bingo (rs), poderiam ter ido além no final. Plantaram a ironia do destino, mas não desenvolveram. Mas ok, mero detalhe.
Star Wars, Episódio VIII: Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi) (2017) - Assim como O Despertar da Força se espelhou em Uma Nova Esperança, esse Os Últimos Jedi faz o mesmo em relação a O Império Contra-Ataca (dessa vez ninguém reclama disso, né?). O Episódio VIII é bem diferente do VII, tem outra pegada, se assemelha mais a trilogia clássica por conta do espaço que os antigos personagens ganham (incluindo aí uma grata surpresa e referência que não detalharei). / Começa muito bem, mas logo depois enfraquece e fica morno por um tempo, até pegar jeito e ir melhorando cada vez mais a um nível surpreendente, trazendo durante a trama reviravoltas sensacionais (errei todas as teorias rs). / Com a maioria dos personagens já introduzidos, o longa ganha mais tempo de desenvolver seus conflitos. Enquanto Rey está na ilha com Luke, outras tramas vão ocorrendo, envolvendo antigos e novos personagens. Os Rebeldes estão em falta e a Primeira Ordem reina cada vez mais. / O longa trabalha com a questão do bem e do mal e quebra a ideia de que jedi só faz coisa boa e sith só faz coisa ruim. Rey e Kylo são os grandes destaques e os personagens que mais evoluem nessa jornada. / Quando o filme não está sério, ele vira uma comédia, mas nada diferente do que já se viu na franquia. Felizmente não chega a ser nada do nível do Episódio I ou VI. É um humor que funciona em alguns momentos e em outros soa apenas bobo. O equilíbrio é aceitável. / Finalmente temos respostas para algumas dúvidas e acontecimentos impactante que trarão mudanças radicais na franquia. Os Último Jedi mais parece o fim de uma geração e o começo de algo novo. E estamos apenas na metade. Que venha o último filme!
Pokémon, O Filme 20: Eu Escolho Você! (劇場版ポケットモンスター キミにきめた!) (2017) - Já se passaram 20 filmes de Pokémon e finalmente decidiram recontar resumidamente o começo de tudo, outrora mostrado nos animes, só que agora em formato diferente e com novos elementos. Ok. / Como longa, é emocionante, com cenas tanto divertidas quanto marcantes. Como releitura, soa desnecessário, mantendo o padrão do desenho. Como resumo, se torna duvidoso. Como fator nostálgico, até consegue parcialmente, trazendo alguns elementos antigos e até cenas que já foram mostradas. Entretano, como há também muito ineditismo graças as mudanças ocorridas (personagens e situações), acaba por tornar algo novo para se ver. / Analisando assim existem vários motivos pra Eu Escolho Você ser um fraco filme de Pokémon, mas no fim consegue agradar e entregam algo que funciona, mesmo que deslocado. É só ter mente aberta, desapegar da trama original e ter noção de que é um longa infantil (por mais que em alguns momentos seja "pesado"), assim como sempre acontece na franquia.
Sinfonia da Necrópole (Sinfonia da Necrópole) (2014) - Musical brasileiro de poucas músicas que começa humorado, mas vai tomando um rumo dramático. A trama trata sobre um cemitério que tá passando por reformas para se expandir. / Ao longo da história, vemos os conflitos pessoais do protagonista, que busca algo na vida e acaba sendo encarregado como ajudante de coveiro, mesmo ficando incomodado demais com aquilo. Todos ali começam a influenciar como ele vê as coisas, desde os coveiros até a mulher que chega para planejar a reforma. / Por parte do musical, inicialmente é descontraído e os vocais variados, mas depois de poucas músicas o filme passa a focar os dois personagens principais, com canções tranquilas e envolventes na maior parte do tempo. / O tema "morte" não é tratado como algo triste no longa, sempre tendo seus momentos humorados mesmo quando as coisas começam a ficar mais dramáticas. Os mortos estão mortos. Os vivos é que tem que continuar a viver. / O resultado agrada, mas creio que poderia ter sido melhor. Ainda assim é um longa curioso e é bom valorizar produções assim. Seria legal uma continuação ou algo no mesmo estilo.
Operação Avalanche (Operation Avalanche) (2016) - Um filme para poucos, com um formato especial de found footage. Um falso documentário sobre os bastidores de um falso documentário (inception!) tentando "reconstruir"/"provar" a farsa da ida do homem a Lua. Dentro do filme, os falsos documentaristas (infiltrados) buscam criar gravações e imagens pra fazer todos pensarem que o homem foi até a Lua, já que a NASA não iria conseguir mandar alguém pra lá a tempo. Gostei do resultado. Chega a ser "convincente" até certo momento. O medo é alguém ver isso e achar que realmente é verdade rs
RV: Resurrected Victims (Heesaengboohwalja) (2017) - A ideia do filme tinha potencial pra um ótimo thriller de vingança, mas em vez disso apostam num bom drama investigativo. Partindo do princípio de que os mortos vítimas de assassinato estão voltando a vida, o filme explora a relação de uma mãe com seu filho, um promotor que a perdeu pra um assassino desconhecido. Ao voltar a vida, ela apresenta sintomas agressivos com sede de vingança, só que o próprio filho é o alvo. / Por mais que insiram o questionamento do "será que o filho matou a mãe?", o que não faz sentido, o próprio filme não dá tanta importância pra isso, ressurgindo vez ou outra apenas pro desenvolvimento da trama (seria melhor que nem pensassem na possibilidade ou descartassem de vez, poupando tempo pra se focar em outras coisas). / Porém a história guarda reviravoltas interessantes que trazem um grande diferencial, rendendo alguns pontos positivos para o filme. Só faltou ousarem no final, mas curiosamente o roteiro tem noção do que está fazendo e usa certa fórmula batida ao seu favor pra se defender (foi como se lessem a mente de quem iria reclamar rs). De qualquer forma, a ideia tem potencial pra mais e gostaria que voltassem a esse universo com um filme com outra pegada. Esse foi bom, mas pode ser melhor ainda.
Queen: Champions of the World (Queen: Champions of the World) (1995) - O documentário se salva utilizando diversas gravações do Queen, desde shows a entrevistas, fazendo um grande compilado. Apesar, soa parcialmente superficial em alguns quesitos, como os contextos das épocas, relatando tudo por cima. Por outro lado, apresenta as opiniões e curiosidades por parte dos integrantes da banda sobre a banda em si e os locais que passaram. Tb mostra diversas opiniões de artistas famosos. Basicamente se divide entre o início do grupo, os shows que fizeram (Brasil até que recebe bastante destaque se comparado a outros países), os visuais dos concertos e clipes e a morte e o legado de Freddie Mercury. Os fãs devem gostar.
Os Miseráveis (Les Miserables) (2012) - Não importa o quão longo seja o filme, sempre lembro de algumas músicas e dá vontade de ver de novo. O problema é que só consegui ver ele inteiro uma vez. É ótimo, mas longo demais. Na verdade é um misto de sensação boa e ruim. / A longa duração, o fato de ser um musical de ópera e de que 99% é cantado, acaba tornando o filme cansativo em alguns momentos. Ao mesmo tempo que penso que poderia ter sido mais curto, percebo que as cenas se conectam muito bem e cada uma dá tranquilamente para desenvolver cada momento. / Acho zoado as partes de diálogo cantados, não consigo sentir harmonia em algumas. Entretanto, as cenas musicais variam. Algumas são chatinhas, mas outras são emocionantes. Cada personagem tem seu ritmo e o filme usa isso muito bem. Pra melhorar, tudo vai se encontrando, as músicas se mesclando, e o resultado se torna surpreendente. / Cada período que a história acontece é diferente e é possível perceber as mudanças de tons que possuem. Isso é bom pra renovar e não ficar na mesma, por mais que constantemente o filme busque elementos anteriores e junte aos novos. Particularmente gosto mais da última hora do longa.
Liga da Justiça (Justice League) (2017) - E assim a Marvel dita o cinema. Reclamaram dos filmes anteriores sérios, agora segurem essa. Liga da Justiça é um filme divertido, com cenas empolgantes, mas que poderia ter sido melhor. / Com um clima totalmente novo, somos, ao longo do filme, introduzidos a cada personagem. Eles já existem, só estão esperando que sejam reunidos. O grande destaque vai para o Flash, responsável por todas as cenas boas de humor. Desde o Bruce visitando ele ao som de kpop (he) até o fim, melhor personagem. / O Ciborgue tá lá pq é importante pra algumas coisas. O Aquaman nada (rs). A Mulher-Maravilha poderosa como sempre. O Batman... dinheiro, né, se não fosse ele ninguém ia a lugar nenhum. O Superman não posso dizer pra não dar spoilers. E fazem falta Lanterna Verde e Caçador de Marte na Liga. Espero que apareçam no próximo filme. / É isso: Bruce indo atrás dos outros pra tentar reunir a galera e enfrentar o vilão. Sem grandes reviravoltas, sem surpresas, apenas uma boa aventura pra relaxar e curtir. E falando no vilão, ele é bem nada demais. O Lobo da Estepe soa genérico, mas tem seus propósitos. Mesmo que o filme jogue tudo na cara pro público apenas aceitar o que disseram e pronto, o vilão ganha pontos extras por ser mais objetivo. / Dividido entre momentos de drama e de comédia, o filme as vezes se perde no humor. Embora a maior parte seja boa, alguns poucos momentos soam forçados pra caramba e vergonhosos. Um exemplo é uma cena com uma sacada genial referenciando Batman vs Superman. Sério, é ótima. O problema é que logo depois jogam uma piada bem estilo Marvel pra quebrar o clima, justamente com o personagem sério e que nunca falaria algo daquele nível. Felizmente o filme se segura pra não fazer isso o tempo todo, o que por consequência acaba por destacar mais ainda esses poucos momentos. / Liga da Justiça é o Esquadrão Suicida que deu certo rs No ranking dos poucos filmes da DC até o momento talvez entre num top 3. Talvez. Ainda prefiro Homem de Aço e Batman vs Superman. Aliás, quem viu o trailer sentirá falta de várias cenas. Suspeito que cortaram vários momentos, então fico no aguardo da versão estendida. Mas, diferente de BvS, que picotaram tudo, prejudicando a imagem do filme (a estendida é tão melhor a ponto de mudar opiniões), aqui temos um resultado mais coeso logo em seu resultado de cinema, que é o principal.
Zona de Risco (Gongdong Gyeongbi Guyeok JSA) (2000) - O filme se passa todo na Zona Desmilitarizada da Coreia e arredores. Uma coreana sueca de fronteira neutra e um outro cara lá precisam investigar um caso complicado. Soldados do norte aparecem mortos enquanto um do sul aparece vivo saindo do lado do norte. Ele diz que foi raptado, porém um sobrevivente do norte diz que eles foram atacados pelo do sul. / A trama é bem específica e, apesar do ritmo lento, a percepção varia. As cenas de investigação e interrogação são carregadas de tensão, por exemplo. Quem tá dizendo a verdade? Se estiver mentindo, pq mentiria? A cada detalhe descoberto as coisas vão se tornando mais tensas. Teria sido culpa de um terceiro? O roteiro brinca com nossa necessidade de buscar um culpado ou algo maior. / Depois da história avançar até certo ponto, somos apresentados a um longo flashback, que a princípio pode soar deslocado da trama por ter momentos mais leves e humorados. Mas não atrapalha, sendo totalmente necessário pra trama, mostrando como tudo chegou naquele ponto. As consequências das revelações resultam num curioso ato final.
Gosto Se Discute (Gosto Se Discute) (2017) - Filme relativamente leve, vendido como comédia, mas que na verdade é uma comédia dramática (e tem bastante diferença nisso, pq de humor o filme tem pouco). Ainda assim é algo tranquilo, nada aprofundado nem tão emocionante, apenas... normal. As coisas acontecem até que num ritmo rápido, visto a duração do longa, o que acaba por deixar o conteúdo raso. É um clichê válido pra passar o tempo. Se censurar os palavrões dá pra passar na Sessão da Tarde.
Murder 3 (Murder 3) (2013) - Assim como o anterior, Murder 3 não tem relação direta com o primeiro, sendo também independente. Dessa vez o filme é inspirado num colombiano. Ele consegue ser mais bem feito que o primeiro e apresenta uma qualidade semelhante, embora inferior, ao segundo. Mesmo assim nenhum bate a trama do primeiro filme, mas enfim. / A história desse é bem simples e resgatam de volta o modelo do primeiro filme, onde uma história é contada por lados diferentes e se mesclam até que a verdade seja revelada. Basicamente uma mulher some e o cara que era namorado dela é suspeito de matá-la. Ele se apaixona por outra mulher e ela vai morar na casa dele, só que ela passa a ouvir sons estranhos pela casa. A grande reviravolta já acontece cedo, o que não é bem um problema, mas sem acontecimentos maiores futuros faz sobrar apenas a curiosidade sobre como aquilo vai acabar. E o encerramento não é dos melhores, sendo corrido demais e deixando a situação aberta.
Murder 2 (Murder 2) (2011) - A continuação de Murder traz uma nova história com novos personagens, o que me fez perceber que são independentes entre si (suspeitei quando vi que cada filme é baseado em um existente). O filme, inspirado num sul-coreano, foi mais bem recebido que o anterior. Concordo que seja melhor ao todo, mais bem feito, um ritmo mais envolvente, mas a trama do primeiro é mais interessante (se bem que comparar é complicado, são bem diferentes). / É uma trama boa, apesar do desenvolvimento que algumas vezes parece não sair do lugar. Dessa vez tem um cara apaixonado por uma modelo. O filme perde longos minutos na sensualidade onde nada leva a nada pra só depois inserir o assassino. Tendo parte de culpa na história, após uma mulher ser vítima, o protagonista vai atrás do cara e logo o encontra. O problema é mante-lo preso. Não é um filme de perseguição, tá mais pra drama com tensão. E tem o romance de fundo que soa raso e aparece em cenas bem específicas, mesmo tendo sua importância na história.
O Rei Leão (The Lion King) (1994) - Clássico. História, personagens, trilha sonora, tudo marcante. Uma animação bem séria até, mesmo com seus alívios cômicos e algumas cenas mais relaxantes. Os acontecimentos são marcantes. O filme já prepara seu potencial logo no começo. Depois de uma música sobre o ciclo da vida, abre pro primeiro diálogo... dito pelo vilão da trama, dizendo que a vida não é justa.
O Assassinato (Murder) (2004) - Viva a globalização! rs É um filme indiano inspirado num filme estadounidense, que por sua vez é baseado num filme francês. Um remake do remake. / Até que é bom, tá acima da média. Começa com a polícia prendendo uma mulher por ter matado seu amante, daí ela conta o que possivelmente a levou a fazer isso... até que uma reviravolta muda tudo. / Tirando algumas cenas, o resultado é bom e tem uma história interessante de romance/drama, com reviravoltas parte boas parte duvidosas. / Só não entendi as polêmicas que o filme teve, com a censura intervindo como se fosse algo pesado. Deve ser pros indianos. Pra nós dá pra passar de tarde na tv (he). / O filme deu origem a uma franquia. Pretendo acompanhar, dizem que a continuação é bem melhor. Curioso que cada filme é baseado num filme de um país diferente. O 2 num sul-coreano e o 3 num espanhol.
I Am a Hero (Aiamuahiro) (2015) - Bom filme de zumbi, mas que poderia ter sido melhor, por mais que agrade. / A história segue o clichê do cara que é considerado um fracassado na vida real e algo acontece que o torna o "herói" (aqui com direito a trocadilho e ironia). Um vírus se espalha, transformando as pessoas em zumbis. Em meio ao caos, ele e uma colegial se salvam, mas logo reviravoltas acontecem. / Os zumbis ficam vesgos e repetindo o que faziam da vida antes daquilo (crítica social?). Tem outros que, por algum motivo não explicado, se comportam como se tivessem possuídos, porém nunca são explorados no longa. A colegial tb sofre desse problema, que parece inserir grande potencial pra trama, mas não passa de um mero incentivo para o protagonista. / As cenas de zumbi são ótimas, empolgam. A história é objetiva, sempre progredindo com os personagens. Em geral o resultado é bem positivo. Sei que é baseado num mangá, mas será que há chances de uma continuação? Pq tem potencial pra mais.
Thor: Ragnarok (Thor: Ragnarok) (2017) - Thor é Thor, não dá pra esperar muita coisa. Filme divertido, bom humor, cenas legais. Padrão Marvel de ser, com piadinhas toda hora. / O marketing foi pesado no duelo contra o Hulk. Luta de poucos minutos, como previsto, mas boa. Mas não gostei do Hulk do filme, mais fraco e bobalhão que o normal. / Não sou fã do Loki, mas gostei dele no filme. E finalmente o Thor conseguiu ser marcante rs Mas o Loki continua roubando a cena mesmo assim. Bom pra encerrar a perseguição entre os dois. O resto é o resto, estão lá pra alguma função e pronto. / O filme é bem melhor que os anteriores, mas ainda assim nada grandioso. Continua sendo a franquia mais fraca da Marvel, com os filmes mais fracos (não necessariamente ruins, Marvel não faz filme ruim haha), mas pelo menos teve uma melhoria considerável.
Tempestade: Planeta em Fúria (Geostorm) (2017) - Felizmente bem melhor que 2012, Terremoto e afins desses últimos anos. Pode ser um filme-catástrofe clichê, mas possui boas cenas de destruição ao longo de uma trama repleta de ação. / O visual varia, tem umas cenas muito bem feitas, outras que dá pra perceber claramente o cgi animado. A trama é bem superior a filmes do gênero. Não que traga novidades nem que fuja da mesmice, mas é mais empolgante, vai além e conta com reviravoltas. Quem viu o trailer infelizmente já vai ter visto várias coisas que o filme faz questão de revelar só pra frente.
A Morte Te Dá Parabéns (Happy Death Day) (2017) - "A Morte tá de Parabéns" ahuahua / Gostei bastante do resultado. É dinâmico, empolga. A fórmula de ficar repetindo o mesmo dia nunca cansa pq funciona como um efeito borboleta: Tudo o que a protagonista muda vai refletindo no resto do seu dia. / Falando na protagonista, a personagem começa bem chata no início. A vontade era de mandar o assassino matar logo rs Mas depois vai ficando mais envolvente. E em relação ao assassino... Ele tá lá, né, misterioso, com rosto de bebê, aparecendo do nada ou até de formas esperadas, brincando com várias formas de matar. A revelação é bem previsível, mas não estraga o clima.
Watchmen: O Filme (Watchmen) (2009) - Quando assisti na época pós-lançamento, considerei o longa bem mediano. Conforme o tempo passou, meu gosto foi mudando e, com isso, minha opinião sobre os filmes tb. Ora, eu era uma criança na época. Mas enfim. / Já estava pra rever esse filme faz anos, então decidi conferir a versão ultimate com suas três horas e meia de duração. Muito bom. Nem sei como não gostei disso antes, pq o resultado é sensacional. Trama empolgante, com boas reviravoltas e personagens misteriosos. Remete muito a época em que a história se passa, com o mundo com medo de uma guerra nuclear que estava cada vez mais próxima. Nesse apego a nossa realidade, por se passar num universo alternativo, temos aí mudanças na história que deixam tudo mais interessante. / Não é o melhor filme de super-herói como alguns consideram, mas sem dúvida é um dos melhores. O clima sombrio numa realidade problemática onde o reinado de heróis e vilões acabaram e o mundo voltou ao "normal" (com exceção de alguns elementos) é envolvente. E a abertura é possivelmente a melhor dos filmes do gênero.
Esta É A Sua Morte (This Is Your Death) (2017) - Cheio de altos e baixos, o filme romantiza o suicídio enquanto tenta inserir alguma indagação. E se as pessoas pudessem se matar em troca de dinheiro para a família? Daí vem o espetáculo sangrento. / A crítica social está na ganância de pessoas que fazem tudo por dinheiro, crescendo e lucrando através de terceiros de forma cruel. Programas sensacionalistas e públicos sedentos por carnificina formam o mercado. As mortes são apenas o fio condutor da história. A ideia de um programa de suicídio é defendida de forma realista através de leis, mas não convence. Mero detalhe. É apenas um filme. Polêmico, mas apenas um filme. / A premissa é interessante, mas o desenvolvimento problemático, sendo resgatado pelas reviravoltas que a trama constrói, o que resulta num clima tenso em alguns momentos. Claro que no fim de tudo existe uma lição, por isso há duas tramas paralelas, que estraga uma parte da surpresa que está por vir ao mesmo tempo que tenta trazer motivações para a existência da história e toda sua sanguinolência. Conseguir conseguem, só poderia ser melhor.
Annabelle 2: A Criação do Mal (Annabelle: Creation) (2017) - Poucos minutos de filme e eu já tava cagado de medo e cantando o tema do Show da Fé. Menos de uma hora já tava infartando. Mas vi tudo sozinho, fazer o que. Aqui tem coragem. / O trambiroco, o coisa ruim, o cachifrum, o tinhoso, o trancastreet, aquele lá de baixo fica perseguindo as pessoas do filme, assustando aqui e ali, até pq pra que atacar logo, né? Tem que colocar medo. E é o vaporoso que persegue pq a maldita da boneca mal se mexe. É só uma boneca rs Daí o filho de sete velas fica dando sustos desnecessários junto com um clima de suspense macabro de fazer até o átomo prestar atenção. / E caramba, que personagens burros. Em alguns momentos a vontade de deixar o bicho matar todo mundo era grande, mas eu não desejaria aquilo nem pro pior inimigo kk Haja paciência pra aturar as mancadas que esse povo cometeu. Vê o bicho, vê as coisas se mexendo sozinho, vê o coisado agindo, é pra sair dali, não ir pra cima com medo, não atacar e implicar com o troço pra piorar mais ainda a situação. Não é pra mexer com coisa que não deve! E se mexer é pra ir pra cima com tudo, caramba! ahuahuahua / Enfim. Lamentável como Invocação do Mal gere frutos tão decadentes, embora funcionais em termos de grana (até pq é disso que o povo gosta). Esses derivados de terror barato tão longe da genialidade da franquia principal. É apenas mais um filme qualquer de terror, só que funcional. Bem funcional. Suspense do caramba com susto do capiroto. Que infelicidade.
Secret Universe: The Hidden Life of a Cell (Secret Universe: The Hidden Life of a Cell) (2012) - Documentário incrível da BBC que mais parece um filme de invasão alienígena dramatizando um ataque entre os vírus e a célula humana. É uma viagem pelas profundezas microscópicas do corpo humano e toda a batalha que acontece nele durante uma infecção. O resultado é surreal. Uma hora que passa depressa.
O Homem de Lugar Nenhum (Ajeossi) (2010) - Revi hoje depois de anos. Tinha uma lembrança bem diferente do filme, como se fosse algo totalmente de ação do início ao fim, mas percebi que, por mais que tenha cenas de luta e tiroteio (muito boas, por sinal), seu foco é o drama e o suspense. O cara sai com raiva atrás dos vilões, mas pra isso precisa cumprir ordens, nunca consegue chegar no chefe, tem que se esconder, etc. Fica aquela angústia crescendo pra que ele chegue logo nos responsáveis por tudo aquilo, os encha de porrada e resgate a garota. Enfim. Em alguns momentos o ritmo é mais lento, mas sabe se equilibrar. Não é a perfeição toda que eu achava, mas continua um ótimo filme. Recomendo.
A Atração (Córki Dancingu) (2015) - É aquele tipo de filme feito pra um público específico. Desviando do padrão blockbuster, se assemelha a um filme artístico ou algo do tipo. A ideia de um terror musical com sereias é na verdade um drama adulto, com uma história séria (e os polêmicos aparecendo toda hora, então, né rs). Em resumo, conta a vida de duas sereias irmãs trabalhando num clube noturno. As coisas começam a sair do controle quando uma se apaixona e a outra quer comer carne. Tem muita inspiração em A Pequena Sereia. Inicialmente o clima é leve, mas logo a parte sombria da trama é revelada. Como disse, é um filme para poucos. Não sou o caso, mas entendi a proposta. Tem algumas boas cenas e foi diferente do que eu imaginava.
It: A Coisa (It) (2017) - Nunca mais eu vou dormir haha Mentira. Muito bom o filme, um dos melhores do ano. Superou minhas expectativas. Mesmo tendo visto o filme antigo, conseguiu trazer novidades. Talvez por ser mais baseado no livro, que não li rs A nova versão traz ótimas mudanças e uma trama mais elaborada, interessante, bem desenvolvida. / Diferente do que muitos pensam, IT é uma mistura de drama, comédia e "terror". Quando quer assustar, consegue criar um clima macabro. E não é só com o palhaço. Quando quer fazer rir, insere a malícia infantil da juventude perdida, mas não esquece da inocência. Quando quer dramatizar, mostra a perda dessa inocência e os traumas reais. Quando quer misturar, inserindo humor na tensão, por exemplo, conseguem de forma como se fosse a Marvel que deu certo (he). / A história é sobre um grupo de crianças que passam por diversas situações na vida (um perdeu o irmão, outro é controlado pela mãe, outra é abusada pelo pai, etc). Pra piorar, todos são bulinados por uns caras que se acham (e é coisa séria mesmo). Pra piorar mais ainda, eles começam a ser assustados por um palhaço e por ilusões que realizam seus maiores pesadelos. E mesmo assim estão lá, crianças, querendo viver suas vidas. Existem vários paralelos com as situações, sobre o medo, sobre vencer o medo, do que realmente devemos ter medo, da vida real e de uma "ilusão" que foge dos padrões. Isso é bem bacana. / O filme mistura o clichê com o não-clichê, o que gostei bastante pra um filme de "terror". As crianças fazem burrice igual o pessoal de terror, mas aprendem com os erros e vão se preparando. Tem cenas que levam ao susto, mas tb tem cenas que vão muito além disso, mostrando os personagens enfrentando seus medos. O palhaço não sai por aí apenas matando, ele tb se alimenta do medo das crianças. / Sempre tem o pessoal que não gosta pq viu errado. No cinema vi gente reclamando da "falta de terror" e coisas do tipo, sendo que o filme entrega isso, mas não é o foco. Como li numa crítica, as pessoas se deixam levar por categorias. Pra quem tá procurando algo no estilo anos 80 com crianças enfrentando uma criatura das trevas num filme que se leva a sério e não pega leve apenas por serem crianças, recomendo.
Ao Cair da Noite (It Comes At Night) (2017) - Deveras interessante. Não é um filme que eu veria de novo, mas como terror/suspense ´psicológico é muito bom. Menos monótono que alguns filmes do gênero, mas pra isso não escapa do clichê de cenas enganosas de sonhos. O forte mesmo são os momentos de tensão e a construção da relação dos personagens, que pouco sabemos soube (na verdade nem do que está acontecendo sabemos rs).
Real (Rieol) (2017) - To confuso. Não sei se entendi, não sei se não entendi... Sei que entendi, mas não entendi. A trama é interessante, a reviravolta ótima, o visual é incrível, mas o filme é muito mal desenvolvido, enrolado e confuso demais. Quando as coisas começam a fazer sentido, menos sentido fazem. Imagine dois quebra-cabeças de modelos iguais. Vc irá conseguir montá-los mesmo se misturar os dois. Tudo se encaixará, mas a imagem não fará sentido. É mais ou menos isso. Sei lá, to confuso rs
Death Note (Death Note) (2017) - Quando que Death Note virou um romance adolescente e uma perseguição entre dois caras irritados que não tomam cuidado com nada? mds Netflix, que isso? Como faço pra desver? / Gosto de releituras, mas a versão americana foi tão morna, tão simples, como se quisessem colocar elementos do original a qualquer custo mesmo fazendo algo bem diferente. Não é de todo ruim, o clima criado é bom, mas é tudo tão fraco e sem rumo...
Ataque dos Tomates Assassinos (Attack of the Killer Tomatoes!) (1978) - Depois de anos finalmente revi o filme. Piadas toscas, situações aleatórias, referências a cultura pop e além, humor duvidoso, indiretas e críticas sociais. Trash de qualidade kk
Tom & Jerry: A Fantástica Fábrica de Chocolate (Tom and Jerry: Willy Wonka and the Chocolate Factory) (2017) - A ideia de unir Tom & Jerry com A Fantástica Fábrica de Chocolate nem de perto parece boa (quem pensou nisso?), mas no resultado é perceptível um cuidado com o filme original. Tanto que boa parte é apenas uma versão resumida animada do longa, com direito a enquadramentos, diálogos, músicas, etc, idênticos ou semelhantes. A grande diferença fica pela inserção de Tom & Jerry na trama, que não influencia quase nada, resultando em novos acontecimentos que servem apenas pro propósito da animação. E não, eles não divertem tanto, embora tenha algumas cenas boas. Esse filme serve mais pra apresentar o longa original pras crianças e é uma forma pros saudosistas relembrarem a trama, embora eu prefira rever o original. Descartável, mas não ruim.
Sharknado 5: Voracidade Global (Sharknado 5: Global Swarming) (2017) - A melhor coisa que a franquia Sharknado fez foi adotar a zoeira. O "tão ruim que fica bom" só ficou divertido a partir do terceiro longa, com direito a um encerramento com tubarões no espaço (revelado antes mesmo da estreia de tão tosco que as coisas são). Dali em diante já sabia que podia esperar qualquer coisa. O quarto filme veio e inovou ao explorar diversos tipos de sharknados e tecnologias para impedi-los. Eis que o quinto filme chegou, trazendo a premissa de sharknados globais. Pois bem. / Foi um misto de "surpresa" e "decepção" (tudo entre aspas mesmo). Surpresa por se passar ao redor do mundo (incluindo aí uma cena péssima de puro filler no Brasil [não que seja algo negativo aqui rs]). Decepção por deixarem grande conteúdo construído até aqui de lado. Pouco da ideia do filme anterior é aproveitado, justamente alguns dos elementos mais legais da franquia. É aquilo: A franquia é podre mesmo, cenas exageradas, mal feitas, furos de roteiro, tudo zoado (mas agora com noção de que são zoados e se aproveitando disso pra zoar tb, o que é ótimo), etc, então reclamar de algo faz parecer forçado, mas nem é tanto quanto o filme já é (he). Mas é Sharknado, mantém a "alta" qualidade dos anteriores, há diversas referências a cultura pop e o final deixa um gancho pro próximo, que tem potencial pra ser o melhor da franquia. O quinto filme é como se fosse o início do fim.
Corra! (Get Out) (2017) - Que filme tenso! Pode até ser previsível (como um pessoal chato por aí anda reclamando), mas consegue prender a atenção muito bem. É um "terror psicológico racial" (embora eu ache essa palavra problemática) bem feito, com boas atuações, boa trilha e boas reviravoltas.
Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes) (2017) - Como parte da franquia, é o mais fraco. Como filme, é bom. Assim como o segundo filme foi diferente do primeiro, trazendo outra proposta, o terceiro faz a mesma coisa em relação ao segundo. Depois de um filme de origem e de um de confronto, chegou a hora da guerra. Mas calma, não é guerra de tiro, porrada e bomba simplesmente. O sentido vai muito além. É mostrado o outro lado: o da sobrevivência. Os trailers enganam com muita ação e tal, mas na verdade o terceiro capítulo é um drama. Sua narrativa é mais lenta, mas sempre traz reviravoltas que renovam a trama. Serve como um belo encerramento pra trilogia, embora não seja o fim da franquia. Foi completamente diferente do que eu esperava, mas gostei do resultado.
Garoojigi: Um Conto Erótico (Garujigi) (2008) - Que filme viajado. A trama possui acontecimentos que tentam fazer "sentido" dentro do contexto e é interessante até onde a história pode progredir. Embora consiga ter seus momentos mais sérios, logo ofuscados pelo tom humorado da trama, o que prevalece é o humor sacana, que curiosamente não é tão gratuito assim. A graça fica mais nos acontecimentos, não nos diálogos. Há pouca nudez tb, mas nada de forma explícita, não é o foco e as cenas não são criadas apenas pra isso. Bem longe de ser igual aos filmes de besteirol americano, felizmente. Mas no fim se entrega a algo bobo, sendo apenas um filme inusitado de ver.
Death Note: Iluminando um Novo Mundo (デスノート Light up the NEW world) (2016) - Retornando após uma década, Death Note apresenta uma nova geração totalmente apegada a geração passada. Tudo se remete aos que já foram ou que continuam por aí, afinal, a trama retoma a busca de Kira pela conquista do mundo. É bem curioso. Sempre quis saber como o mundo ficou após o fim da história original, mas nunca exploraram muito isso (apenas indícios no mangá). Aqui contam com seis Death Notes pelo mundo com seis pessoas diferentes. Temos tb os "herdeiros" de L e de Kira. Uma caça pelos Death Notes começa. O filme ainda traz novas visões sobre os cadernos graças a variedade de usuários, por mais que não sejam tão desenvolvidos. Pra quem tem mente aberta e curtiu os anteriores, é uma nova e interessante aventura. Recomendo a minissérie antes, apesar de ser opcional. Espero que esse filme seja o primeiro de outros, o encerramento foi... curioso. Tem potencial pra ser maior ainda.
Dunkirk (Dunkirk) (2017) - Ótimo filme de guerra não tradicional. Consegue ser muito tenso e ter bastante dinamismo sem precisar ficar toda hora com tiros e bombas. A trilha sonora deixa as coisas mais sinistras. A história acompanha 3 linhas do tempo diferentes que caminham pro mesmo destino: A primeira é a dos soldados na praia cercados por todos os lados esperando resgate, a segunda é a do barco que tá indo ajudar no resgate e a terceira é a dos pilotos que tentam derrubar os aviões inimigos. O filme alterna entre eles variadamente. O curioso fica pra quando o encontro chega, onde conseguem mostrar um mesmo acontecimento por três ângulos diferentes. E tudo muito bem feito pra não ficar confuso. / 9Agora algo não tão inusitado que aconteceu: A sessão que fui tinha pouca gente, mas tinha um número considerável de garotas adolescentes. Estavam lá pra ver o tal astro teen que tava no filme. he Todo mundo morrendo e elas só preocupadas com o cara rs Mas não vi reclamando do filme, isso é bom. Espero que tenham gostado tb. Nolan é Nolan, o público as vezes fica dividido. E, como disse, esse não é um filme de guerra tradicional.]
Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight) (2017) - Difícil de acreditar, mas chegou o dia em que eu tive que falar que... Esperava mais de Transformers 5. E isso não o torna ruim (rs), apenas talvez o mais fraco (ou um dos) da franquia. Em relação ao anterior, esse foi bem inferior. Mas é Transformers, tem tudo que se espera rs / Na verdade nunca esperei muito dos filmes, sempre me diverti com as confusas e grandiosas cenas de ação, roteiro reciclado, e com esse não foi diferente, exceto pela expectativa que o trailer criou, por mais que fosse confuso e grandioso (haha olha a ironia). Tá tudo lá, mas tem nada lá. / De todos os temas que apresentam, basicamente só a do Rei Arthur que foi mais desenvolvida por ser o foco do filme. De resto, a de Cybertron é apenas jogada na trama sem explicações (apenas aceite). O resto é o resto: a Segunda Guerra Mundial é só uma cena rápida dispensável e o Optimus Prime maligno não é bem do jeito que o trailer mostra, embora aconteça (conseguiram transformar algo que poderia ser importante em puro filler). Mas pelo menos a maioria rende boas cenas, como de costume. / Alguns personagens soam irrelevantes ou estão ali apenas para algum momento que a trama precisar deles (algum detalhe pra fingir que foram importantes), e isso vale tanto pros antigos quanto pros novos. Mas o problema some quando consideramos que eles são melhores que certos outros da franquia que felizmente já não estão mais aqui (o filme ainda explica o paradeiro de alguns). Pelo menos os robôs estão mais carismáticos nesse filme, tanto os heróis quanto os vilões. / Enfim. 3D muito bom. A alternância entre as cenas gravadas normais e as gravadas em IMAX incomodam (vi num cinema normal). Fora isso, é Transformers, dá pra se divertir, só dura muito mais do que devia assim como qualquer outro. Quem curte, pode curtir esse. Quem não curte, tá fazendo o que reclamando de cada filme que sai? E que venha o próximo!
Carros 3 (Cars 3) (2017) - Talvez o melhor Carros. A franquia nunca foi grandiosa, mas teve seu espaço. Carros 3 tem seu lado dramático, mas não esquece da diversão. Sem se prender apenas a nostalgia, o filme faz questão de mostrar que é preciso se adaptar se quiser se manter. A sequência inicial é ótima, a cena do acidente de prender a respiração, e acompanhar Marquinhos, digo, McQueen se recuperando enquanto somos apresentados a nova e a velha geração, aos que vieram antes dele e aos que estão vindo depois, além das várias homenagens ao Doc, foi incrível.
Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming) (2017) - Mais uma vez acertaram no reboot (por mais que falem mal de Espetacular, irei defender), dessa vez trazendo personagens mais novos e convincentes com suas idades. Deixando muita coisa de lado, o filme sequer faz menção a certos personagens, trazendo um universo já estabelecido onde a origem é no máximo contada numa conversa sobre o Peter ter sido picado por uma aranha. Acompanhamos a trama a partir do momento que o Tony chama o Peter (como visto em Guerra Civil) [na verdade começa já introduzindo o futuro vilão e sua motivação, depois parte pro Peter]. É um longa leve, divertido, com bom humor e alguns momentos dramáticos. Os trailers resumem toda a trama, mas há surpresas no meio. O vilão está ótimo, sendo um dos melhores do UCM (como se fosse difícil rs). Espero ver mais personagens clássicos nos próximos filmes (se bem que o longa arma umas coisas).
Okja (Okja) (2017) - Bom filme. De início tava meio desconfiado, mas como gosto dos longas do Joon Ho Bong (O Hospedeiro, Memórias de um Assassino, Expresso do Amanhã), dei uma chance a esse e me surpreendi. Uma mistura de drama, comédia e aventura. O filme começa explicativo, passa pra cenas calmas na natureza, mas depois as coisas começam a ficar muito sérias quando Okja (a "super porca") é levada pra cidade. Gostei de manterem a linguagem de cada país e se aproveitarem disso dentro da trama. O longa rende boas cenas de perseguição e de diálogo, com personagens envolventes, e uma crítica visível para além do mercado.
Vida (Life) (2017) - Mesmo com um tema relativamente batido e cheio de clichês, o filme consegue ser muito bom, transmitindo a sensação de descoberta e tragédia com cenas de pura adrenalina. A pegada realista ajuda, criando um ambiente envolvente. A trama simples é direta ao ponto e os personagens, embora pouco aprofundados, estão lá para cumprir seus papéis. E isso não necessariamente é ruim. Vida não é Alien, não é Gravidade, não é um filme do Venom (rs). Vida é Vida, por mais que possa se assemelhar a longas do tipo. Recomendo.
Time Renegades (Siganitalja) (2016) - Muito bom! Faz um tempo que não vejo um filme assim cheio de reviravoltas e com roteiro interessante. Cinema sul-coreano mais uma vez agradando. Resumidamente, um professor nos anos 80 e um policial nos dias atuais começam a ver a vida um do outro através dos sonhos. Após ver a vida do professor, o policial descobre uma mulher igual a noiva dele e tb assassinatos passados onde a noiva era uma das vítimas. Após ver a vida do policial, o professor descobre que sua noiva e outras pessoas irão morrer e tenta impedir isso. De início o policial começa a investigar enquanto o professor tenta mudar o destino, mas as coisas vão complicando nos dois períodos. / A divisão da trama entre o professor e o policial é bem estruturada, cada um tem seu tempo (he) e não fica algo massante, já que um começa a influenciar o outro e isso vai levando a mudanças no passado e no presente. É muito doido. E quando a história atinge seu máximo, vai ficando mais doido ainda. Pode soar confuso nos últimos minutos, mas tem que pensar. Algumas coisas são óbvias, mas o filme sabe se utilizar da obviedade ao seu favor e levar a algo "complexo" (ou não). O encerramento é curioso.
A Múmia (The Mummy) (2017) - É... me surpreendi. Do jeito que os trailers estavam mostrando, esperava uma ação genérica, mas não, foi legal de assistir. O [re]início do Universo Sombrio da Universal entregou uma boa releitura de ação/suspense/comédia com A Múmia. Tudo bem que parece mais um filme de zumbi com múmia, mas não deixa de ser múmia rs / Pode não ser grandioso (e precisava?), mas é um filme que entretém, diverte, cumpre seu objetivo. É dinâmico, tá sempre acontecendo alguma coisa e ainda há surpresas em meio aos clichês. Destaque pra cena da descoberta do sarcófago e a do avião. / Por ser um universo compartilhado, há easter eggs de outros monstros, mas aqui existe um "Nick Fury" tb. A introdução do Médico quebra totalmente o clima do filme, como se um novo filme surgisse. Fica estranho mesmo, mas depois volta ao normal... no possível. É algo a se pensar, mas não senti como prejudicial, só aumentou a curiosidade pelos rumos que a trama poderia tomar. / Recomendo. Só não vale ser chato, pq tem gente que sequer entendeu a proposta do filme e fica reclamando pior os críticos rs Esquece a franquia anterior, esquece filme de terror, isso aqui é coisa nova, a proposta é completamente diferente. Só aproveitar e curtir o filme do Missão Impossível feat Múmia, digo, o filme da Múmia. Que venham os próximos monstros!
Mulher-Maravilha (Wonder Woman) (2017) - Bom filme. DC acertou novamente. Mas não achei nada grandioso no nível que andam considerando. O mais legal é por se passar durante a Primeira Guerra e envolver levemente mitologia. E temos aí um filme de heroína. Finalmente. Mas isso é detalhe. / Primeiro contam a história de Diana, das amazonas, etc, até que um cara chega e eles vão pra guerra. Claro que não é desse jeito rs A invasão inicial rende momentos marcantes. As cenas da Mulher-Maravilha lutando na guerra são boas. Ela ironizando nossa sociedade idem. O filme em si é bem estruturado. / Claro que tenho ressalvas, mas são poucas. Souberam equilibrar o humor e a ação. A história é bem simples e objetiva. O que esperava eram cenas dela na guerra em campo aberto, o que praticamente não ocorreu. Mas é detalhe. Só o que não curti mesmo foi o encerramento. Deixou muito a desejar. Muito mesmo. Mas por ser clichê básico e pelo resto do filme ter sido bom, não atrapalha. Que venha Liga da Justiça!
Baahubali 2: A Conclusão (Baahubali: The Conclusion) (2017) - O épico indiano chega ao fim. Bem melhor que o primeiro. Enquanto o anterior era mais aventura/romance na primeira parte e guerra na segunda, esse, por se passar depois da grande reviravolta, acaba carregando um ar mais 'pesado'. E isso é bom, já que tentam retomar algumas coisas, como o lado romântico-cômico de Bahubali, mas não duram tanto, já que tragédias maiores estão acontecendo, forçando o protagonista a agir. Temos aqui algo mais profundo, impactante, com novas grandes reviravoltas. / As cenas de guerra estão de volta tão grandiosas quanto, sempre exageradas e atrativas. Cinema indiano provando que pode fazer um bom filme do gênero. O peso da trama tb ajuda. Não lembro o quanto as músicas ocupavam no primeiro, mas aqui é pouco, mais na primeira parte. Comentar muito é difícil pq não quero dar spoilers, mas quem viu o primeiro ou uma cena que viralizou na internet de uma grande guerra de filme indiano sabe o potencial. Particularmente, não vi necessidade de dividir a história em dois filmes. Ou talvez fizessem dois mesmo, só que com durações bem menores, com duas horas no máximo. Ainda assim, esse segundo filme deu vontade de ver mais, seja prelúdio ou continuação. Foi um projeto ambicioso que deu certo.
Fome de Poder (The Founder) (2016) - Conseguem contar de forma bastante interessante como a lanchonete virou uma franquia, mas o conteúdo soa muito resumido (renderia uma minissérie fácil). E o cara realmente foi um aproveitador, mas tb um gênio. Seu papo moralista em meio a atitudes totalmente gananciosas e grandiosas mudou a história do mercado, apenas se aproveitando de uma ideia revolucionária que sequer era dele. Pensando em si mesmo e no futuro, viu uma oportunidade única em mãos. Poderia facilmente julgar cada personagem, mas é curioso acompanhar como as divergências de visões e objetivos entre o investidor e os irmãos McDonald começam a traçar caminhos diferentes. Situação financeira, arriscar ou não, ir além ou prezar pelo que tem, preservar um ideal ou repensar, são áreas constantemente em conflito e devem ser analisadas. Realista e cruel, mostra uma imagem controversa dos moldes da maior rede de fast food, trazendo a tona a esquecida história dos irmãos que criaram toda a base e como um cara tomou tudo para ele. Quem odiava, só terá mais motivos para odiar (rs).
Cantando na Chuva (Singin' in the Rain) (1952) - Revi anteontem. É um bom clássico. A forma que trabalha o cinema dentro do filme é interessante, mesclando a si mesmo no meio do processo. Algumas cenas não agradam meu estilo (hue), mas são bem feitas e compensadas por outras cenas que considero 'melhores', o que o torna inesquecível. Curioso que o filme não é muito original (oba, polêmica rs), se reutilizando de diversas ideias de filmes e musicais antigos, alguns momentos chegando a ser até mesmo uma espécie de "remake". Mas tudo ganha um novo ar por ser crítico, por tudo aquilo estar ali daquele jeito de propósito. A sátira é visível.
Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2) (2017) - Bom filme, trazendo algo bem diferente de seu antecessor, mesmo que não seja melhor. Dessa vez partiram pra um longa mais dramático e familiar, com toda a questão do pai do Quill. E isso levou a um caminho interessante, com um ótimo encerramento. Apesar da maior carga de drama, aumentaram tb o humor, além do proveito ao Groot fofo. O resultado é bem bacana. E sim, são cinco cenas durante os créditos, nem todas muito relevantes e outras mais pra quem lê hqs.
Internet: O Filme (Internet: O Filme) (2017) - O bordão do Cauê Moura resume tudo: "Que bosta, hein!". / Junte uma parcela dos youtubers mais famosos num filme. Como fazer um longa? O mais óbvio seria procurar uma forma de unir o formato dos vídeos no cinema, analisando os elementos e estilos. Mas não. O resultado não é bem assim. / A história é um conjunto de subtramas aleatórias partidas de uma premissa que é um evento de youtubers. Existe um cuidado pra manter tudo interligado (evento), mas não pra criar uma sensação de cronologia (quantos dias se passaram? quando terminou?). / Com a ideia de um evento, seria interessante se os youtubers fossem eles mesmo, não? Pois preferiram colocar todos interpretando papéis fictícios que nem sempre lembravam suas imagens comerciais ou lembravam forçadamente. Quando lembravam. / Por se tratar de internet e youtubers, apesar de ser cinema, o estilo poderia lembrar os vídeos do YouTube. Mas não lembram. Misturam meio que cinema com televisão e tacam uns memes de internet no começo e umas gravações amadoras aqui e ali pra fingir alguma coisa. Parece mais aquelas tentativas da tv quando fazem algo sobre internet. / Internet O Filme não é de todo ruim, mas é bem duvidoso, quase nada se salva. O filme não serve nem pra quem é fã dos youtubers que participaram. / Até agora o filme de youtuber mais decente que teve foi Eu Fico Loko, que conseguiu perfeitamente unir o estilo de cinema com o de vlog de internet, sempre procurando um equilíbrio. Não que seja uma maravilha de filme, mas o resultado é positivo.
O Caçador de Encrencas (Sing Si Lip Yan) (1993) - Apesar de clássico, é um filme bem problemático. Do jeito que ouvi falar bem, esperava muito mais (e pesquisando vi que não é isso tudo mesmo não rs). Não pretendi ser chato aqui e até aliviei o que iria escrever rs O filme diverte em alguns momentos, mas em outros estranhei. / Depois do início teatral bacana, quase toda a primeira meia hora do longa é muito cansativa. Parece um compilado de cenas aleatórias. E não to exagerando. Felizmente o filme dá uma melhorada depois, quando entra em seu foco, que envolve um grupo terrorista num transatlântico. Ainda assim há quedas durante o trajeto. Demoram demais pra apresentar o vilão. / O humor é duvidoso, ora bobo demais (dá pra deixar passar, apenas envelheceu, mas é o tipo de humor válido, eu é que não sou chegado), ora divertido (o bom e velho humor Jackie Chan), ora "que?" (um besteirol tão sem graça, tão forçado e umas coisas tão erradas que nunca que passaria na tv hoje). / Raramente gosto dos efeitos cartunescos em filmes, e aqui fiquei dividido, pq realmente aproveitam e, mesmo que nem sempre funcione, rende bons momentos, como a cena do cinema uma cena inteira em homenagem a Street Fighter.
Puzzle (Pazuru) (2014) - Sei lá. Saquei a ideia de quebra-cabeça, tanto que o filme foi montado assim (e não é confuso) e os jogos envolvem isso. A premissa de que uns estudantes mascarados de girassol invadem uma escola não representa a trama. O filme é 'bom', tem o policial investigando, o cara brincando de jogos mortais, tem um sentido pra tudo. Me incomodei com o tempo que gastaram na primeira tortura, foi bem desnecessário, mas de resto foi mais 'normal' (e violento). Poderiam ter gasto esse tempo num encerramento de verdade, pq depois daquele final todo, do jogo definitivo, esqueceram do resto da história (rs). E ainda tem uns créditos bem sem noção. Nada que surpreenda, claro.
A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (Ghost in the Shell) (2017) - A Vigilante do Amanhã é um bom filme, embora bem inferior ao anime (se bem que é baseado no mangá, e o anime já é diferente do mangá, então não venham reclamar rs). / Fiel é uma palavra pesada. Tem momentos bem iguais ao anime e outros apenas inspirados (era de se esperar, ainda mais com um vilão diferente fruto de um dos derivados da franquia japonesa). E só to comparando ao anime não pq só ele que eu vi, mas pq o filme realmente tem algumas cenas idênticas, mesmo com todas as diferenças. A história é semelhante, mas não igual. / Eu gostei. Nada inovador, mas é bom. Visualmente tb. E não é bem um blockbuster, a narrativa é lenta, não é pra qualquer um. O que faltou mesmo foi um aprofundamento na questão das máquinas, pq no filme é bem superficial, embora passe sua mensagem.
Assassination Classroom: Graduation (Ansatsu Kyoshitsu -Sotsugyou Hen-) (2016) - O primeiro filme sofria com uma edição rápida devido a muitas informações acumuladas pra um só longa, resultando num compilado de cenas apresentando vários personagens (rs). Parcialmente culpa de quererem adaptar o mangá de forma mais fiel mesmo com as mudanças. Só no clímax que desaceleraram. Ainda assim resultou num filme bizarro e divertido de assistir. Agora na continuação o ritmo tá bem diferente, mais parado, o humor praticamente some e dá lugar ao drama. É como se não tivessem mais nada pra contar, faltando apenas encerrar a história. Simplesmente pulam quase todo o conteúdo faltante no mangá e o longa se resume em três momentos: introdução, revelações e desfecho. Difícil de avaliar como um filme separado, mas deixou visível que a franquia merecia uma trilogia para melhor desenvolvimento. A quebra de ritmo é forte se comparado. Não que seja ruim, longe disso, só é "diferente" mesmo. Os dois se completam.
Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island) (2017) - Mais um remake de Kong, agora para se adequar ao mesmo universo do Godzilla. Numa comparação, essa é a pior versão americana do gorilão, mas ainda assim fica acima da média, o que é um feito favorável. Diferente de todos os anteriores, a história se passa num período pós-Guerra do Vietnã. Algo positivo e que traz um ineditismo em vez do mais do mesmo. Ou tenta. / Basicamente na trama temos soldados, cientistas e mais um pessoal variado (como o explorador e a fotojornalista) que vão explorar uma ilha recém-descoberta e acabam por ficarem presos por lá com seres monstruosos. Por parte dos personagens, é tudo bem básico. Eles cumprem seus papéis e pronto, sem questão de aprofundamento. Isso dos que são desenvolvidos, já que alguns são tão terciários que mais parecem figurantes. Por parte dos monstros, o filme acerta em seus visuais, mas erra em sua quantidade. São pouquíssimos, dá pra contar nos dedos quantos aparecem. E se contar as lutas do Kong, piora mais ainda a situação. / As cenas de ação são as melhores, com direito a explosões e câmera lenta com soldados em meio a tiros contra os "inimigos". Destaque principalmente pro primeiro encontro com o Kong. Memorável. Fora isso, o longa possui um ritmo bacana, é objetivo e só desliza em algumas cenas de humor forçado. Senti que o Kong não é o "protagonista" da trama (pelo menos marca presença e aparece o necessário, mais que seu rival Godzilla em seu solo hehe). E na verdade nem era pra ele ser o foco mesmo, já que a ilha em si é o principal. Mas vender um filme como "Ilha da Caveira" nem todos entenderiam. Colocar "Kong" antes soa mais comercial.
A Maldição Da Mosca (Curse of the Fly) (1965) - Último filme da trilogia que se iniciou com o clássico 'A Mosca da Cabeça Branca'. Que decepção. Lamentável o rumo que a franquia tomou. Lançado no Brasil como 'A Maldição Da Mosca', de ligação só tem detalhes mesmo. Temos uma nova família envolvida, os experimentos ocorrem, mas o longa desperdiça todo esse potencial de ir além com uma trama rasa e problemática. Pra começar, nem mosca tem nisso. E as falhas dos teletransportes não são nada comparados ao que deveriam ser. Como continuação, é péssimo. Como filme, é fraco, mas não chega a ser descartável. Se fosse um longa próprio se sairia menos pior, pq o filme é basicamente a história de cientistas inspirados pelos que viraram moscas. Ah, e de uma mulher que fugiu do manicômio. E de um casal chinês rs Pois é.
O Monstro de Mil Olhos (Return of the Fly) (1959) - Continuação do clássico 'A Mosca da Cabeça Branca'. Lançado no Brasil tanto como 'O Retorno da Mosca' quanto... 'O Monstro de Mil Olhos' (QUE???). É inferior ao primeiro em quase tudo, mas não faz feio. A continuação quase se assemelha a um remake, já que o caso se repete, mas em outro contexto. De forma decente, a trama se encaixa bem na cronologia e, mesmo não trazendo quase nenhuma novidade, explora uma forma diferente do ocorrido. Aqui temos o filho do cientista original continuando seu legado até que as coisas dão errado. É um bom filme se não comparado ao nível do anterior e se relevado seus pequenos defeitos e a falta de um aprofundamento maior em determinados personagens.
Sempre ao Teu Lado (Nae Yeojachingureul Sogae Habnida) (2004) - Ao som de Guns N' Roses é iniciado o longa "Sempre ao Teu Lado", do mesmo diretor e com a mesma atriz de My Sassy Girl. A tragédia romântica cômica policial revela uma história de amor, mas sem cair no meloso, apresentando em sua primeira parte um equilíbrio entre seus gêneros e na segunda parte um drama gerado pelas consequências. Uma mudança um tanto quanto brusca, mas válida e não forçada. É um filme belo. As comparações entre os dois filmes são inevitáveis. Além de mesmo diretor e atriz, possuem um formato de trama semelhantes, incluindo a maioria dos gêneros utilizados. Mas é forçado dizer que é a mesma coisa. Apesar de tudo, são filmes bem diferentes entre si. Tratam sobre amor e solidão, mas tomam rumos distantes graças aos seus contextos que nada tem a ver um com o outro. E por mais que My Sassy Girl seja muito mais famoso que esse que foi lançado depois, Sempre ao Teu Lado pra mim é bem melhor. Ótima surpresa. E pra quem viu My Sassy Girl, o final guarda uma homenagem.
Gantz:O (ガンツ:オー) (2016) - Depois das adaptações, Gantz finalmente ganhou um longa animado baseado no mangá. Só que... ele não funciona como longa separado. Como não li o mangá, mas vi o anime e os live-actions, tive noção básica das coisas. O filme até explica algumas, mas pra quem não sabe de nada só vai entender a parte rasa desse universo, perdendo todo o sentido e rumo dos acontecimentos gerados ao longo da trama. / Em relação ao longa em si, funciona em parte. É um único arco. Se passa após a morte de um personagem importante e o retorno de outro (que se torna protagonista). Os diálogos são bem comuns, mas alguns beiram o ridículo. As cenas de ação não são tão empolgantes, conseguindo algo bom quando querem, mas sendo prejudicadas em outros momentos com tamanha burrice das atitudes dos personagens. As pausas de diálogos entre os momentos quebram o clima quando a agitação começa. Os vilões surpreendem de primeira, mas depois se tornam mais do mesmo, tanto por parte dos genéricos quanto do principal, que chega a cansar. Mas a animação diverte. Resenhando assim parece ruim, mas não chega a ser não. Pra quem gosta de Gantz pode ser bom. E ainda conta com um bom cgi.
Passageiros (Passengers) (2016) - Pra um filme massacrado pela crítica e público, é um ótimo drama espacial. Tá todo mundo vendo errado. :v Caramba, gente, é drama no espaço, não ficção científica espacial com guerra, alienígenas e o caramba. São apenas humanos sozinhos no espaço que acordaram antes do previsto e sabem que morrerão antes do resto da civilização acordar... (acontecem mais coisas, mas é spoiler que o trailer faz questão de mostrar rs). / Clima envolvente, a cada cena vinha a curiosidade de como a história se desenrolaria, o que aconteceria depois, como tudo aquilo acabaria. Foi satisfatório.
LEGO Batman: O Filme (The LEGO Batman Movie) (2017) - A versão cinematográfica de Lego Batman é genial! Do início ao fim temos cenas muito divertidas, empolgantes, reflexivas, que aproveitam todos os climas do morcego, desde sua depressão até sua alegria, além dos personagens de seu universo. O Batman ainda brinca com o filme logo de começo, narrando as logos que abrem o longa. E há referências a tudo, tanto de sua carreira cinematográfica quanto do universo DC, do próprio Uma Aventura Lego e de outras franquias sem ligações da Warner, mas contar mais que isso já é spoiler. Difícil descrever, só sentir. Resumindo: É genial!
Viagem ao Centro da Terra (Journey to the Center of the Earth) (1959) - Ontem conferi esse clássico. Bom filme. O o visual atraente dos longas antigos ajuda a manter o clima. Fui esperando algo diferente, mas acabei me surpreendendo. Ok, é clichê, segue parte do formato aventuresco do herói e tal, mas diverte. Depois que a expedição começa é só fingir que a Terra é oca e aproveitar o filme, pq os ambientes que os personagens passam são sempre enormes e chamativos (rs). Os personagens são bem diferenciados, embora os vilões não marquem e a introdução do estrangeiro seja duvidosa. É um longa de exploração muito bem conduzido e que mantém a curiosidade do que virá a seguir. E ainda desenvolve a questão do machismo na época a todo momento devido a presença das personagens femininas (é bem visível, tá muito na cara). Tirando o encerramento forçado, é um longa que diverte e reflete.
Real (Riaru: Kanzen Naru Kubinagaryu no Hi) (2013) - Vi hoje mais cedo. Bom filme. O cara entra na mente da amiga que está em coma após uma tentativa de suicídio para faze-la acordar, mas as coisas começam a complicar pq ela não quer e a experiência causa efeitos colaterais e ele começa a ser assombrado na vida real. Mas isso não é nada perto do que está por vir. / Comecei a teorizar os acontecimentos e como seria a conclusão, mas mesmo com rumos óbvios, o filme engana. Isso por causa da grande reviravolta, introduzida de forma rasa devido ao seu peso e criando certas expectativas (ou eu que viajo demais teorizando as coisas), mas pouco depois desenvolvem o ocorrido, dando tempo para refletir. Senti que o filme ironizou o impacto ao colocar um personagem indagando sobre o motivo daquilo ter acontecido daquela forma. Não só isso como tb reutilizam momentos pré-reviravolta de forma repaginada pós-reviravolta, o que é curioso. / 'Real' é um daqueles longas japoneses de baixa produção que chamam a atenção e possuem histórias tão boas que relevam qualquer problema de edição (que é bem fraco, mas não prejudicial). É um longa lento, que atrai pelas conversas naturais e a curiosidade do que tudo aquilo realmente significa, o que é verdade. Curiosamente, isso leva aos minutos finais um tanto quanto 'diferente' do restante do filme. Das surpresas, deve ter sido a mais inesperada pra mim haha Foi estranho. E não posso deixar de observar que, pelo filme não usar as 'assombrações' para assustar (sequer é o objetivo), felizmente não se utiliza de efeitos sonoros forçados para tal, equilibrando com o clima do longa.
Resident Evil 6: O Capítulo Final (Resident Evil: The Final Chapter) (2017) - E RE chega ao fim com um filme mais do mesmo! Dizer que a história é rasa é complicado, até pq desde o início da nova trilogia não havia mais história pra contar rs Mas aqui, assim como parte do filme anterior, há apenas uma longa cena de ação. É o suposto fim de tudo, então que seja, tacaram as revelações em meio as cenas e pronto. / O filme não começa de onde o anterior parou. Em vez disso, dá lugar a origem de tudo aquilo. Depois continua com a aventura de Alice indo para Racoon City, num ritmo frenético composto por cenas de ação empolgantes, que são o alto do longa. Quando o suspense toma conta, infelizmente é prejudicado pelo irritando som agudo que tenta forçar sustos a todo momento. Desnecessário. / Se por um lado o filme acerta em alguns elementos, por outro erra. O filme insere novos personagens, como o Chris dos jogos, mas não explora ninguém, servindo apenas como peso. As cenas de ação são empolgantes, mas as batalhas contra os infectados são prejudicadas pela edição brusca. A enorme multidão de zumbis normais chama a atenção, mas de resto os infectados monstruosos são bem aleatórios e mais descartáveis que os novos personagens. / Apesar dos pesares, RE6 cumpre o que promete. O filme ainda cria reviravoltas que surpreendem em meio aos diversos clichês. Tudo leva a um desfecho duvidoso, mas satisfatório.
Seoul Station (Seoul Yeok) (2016) - Como prelúdio de Train to Busan é dispensável e controverso, mas funciona como uma boa animação de zumbi. Não gostei do estilo da animação, mas a história, que começa morna, melhora com o tempo. Digo dispensável por não apresentar nenhuma ligação com o filme e controverso por aqui termos zumbis mesmo, que comem gente. Aliás, o nome do filme é Seoul Station, mas ele nem se passa na estação de Seul. Por via de curiosidade, mesmo sendo lançada depois, a animação foi iniciada antes de Train to Busan e levou a criação do filme. Preferi muito mais o filme.
Um Dia de Fúria (Falling Down) (1003) - AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH!!!!!
La La Land: Cantando Estações (La La Land) (2016) - La La Land não é apenas um musical pra crítico e cult falar bem. Para os amantes de musicais, é um agradável longa de trama simples referenciando o cinema antigo, com um visual clássico, uma trilha sonora marcante e cenas relaxantes. Uma história de romance e drama embalado pelo jazz e acompanhado por momentos poéticos e naturais que resulta num final marcante.
Assassin's Creed (Assassin's Creed) (2016) - Bem longe dessa ruindade toda que andam considerando, mas tb não é grandioso. O filme diverte. Nunca joguei os jogos, mas senti falta de mais cenas no passado, que são bem poucas. Não é esse o foco nos jogos? Tb senti falta de um aprofundamento maior nos elementos da trama, todas superficiais, embora não atrapalhe o filme. É o que é e pronto. Como filme, segue o clichê hollywoodiano e entretém facilmente. Como adaptação, de acordo com alguns críticos gamers é sim uma boa adaptação, apesar do resultado final ser mediano como filme. / De quebra ainda tem uma cena de bug.
Shin Godzilla (Shin Gojira) (2016) - Gojira está de volta! Depois de 12 anos, é hora de recomeçar. Os japoneses entregam um bom filme de introdução com um Godzilla repaginado e sem ligação com os filmes anteriores. O rei dos monstros está tão forte que dizer que exageraram é pouco, principalmente no quesito da rajada de energia. Quem viu os trailers já sabe o que esperar, mas independente disso o filme ainda guarda surpresas que podem estranhar, como na primeira aparição do Godzilla. É um colosso evolucionário, / Os personagens da trama são diversos. Não há muito aprofundamento e quando há é bem "raso". São o que são e cumprem seus papéis. Diversas pessoas envolvidas em prol de um objetivo: Buscar um meio para deter aquele ser que apareceu no Japão e está destruindo tudo. / A trama reflete os personagens, que estão o tempo todo buscando o objetivo, além da crítica contra os Estados Unidos por se intrometerem em tudo e tomarem posse como bem entenderem e a compaixão japonesa de sempre proteger os cidadãos para que não passem pelo que os sobreviventes da 2ª Guerra passaram. / O estilo do filme mescla algo totalmente diferente dos anteriores, mas ao mesmo tempo possui cenas com clima semelhante aos antigos, sendo ajudado pela trilha sonora, com direito ao tema original, e a forma como as cenas de ação são gravadas. / Destaque pra primeira cena da rajada de energia que o Godzilla solta, com uma música épica de fundo e um cenário noturno. O poder liberado chega a ser surreal até mesmo se comparado com suas versões anteriores. Marcante. Grandioso. Magnífico. Que venham mais filmes!
.......... 2017 .......... Séries
My Little Pony: A Amizade é Mágica (My Little Pony: Friendship Is Magic) (4ª Temporada) (2013) - Finalmente MLP ficou bom kk Depois de quatro temporadas posso dar um veredito melhor rs Mais pra frente explico o motivo. / My Little Pony é igual The Walking Dead: Tem episódios que vejo e digo "É por isso que eu vejo isso!", mas tb tem outros que vejo e digo "Pq estou vendo isso?". Em alguns momentos desperdiçam um potencial absurdo, mas... não sou bem o público alvo, né rs Por mais que esteja encaixado parcialmente na faixa do fã-clube (o que é bem inusitado). Assim como existem episódios bem divertidos, que dá gosto de ver, existem outros que são um saco, beirando a desistência. Mas é questão de gosto. A variedade de personagens permite uma variedade de temas e histórias a serem desenvolvidas. / Quando comecei a assistir o desenho, busquei entender pq algo do tipo fazia tanto sucesso e como um "desenho de menininha" atraiu vários "marmanjos" (haha). No começo foi divertido e rapidamente entendi parte disso. O clima leve, os personagens envolventes, as referências a cultura pop, tudo isso ajudava, era tranquilo de assistir e nada bobo. Mas mesmo assim eu não conseguia achar "aquilo tudo" que diziam. Aos poucos o desenho foi se dividindo e não exatamente piorando, mas tb não ficando tão na mesma. Como disse, tiveram episódios bons e ruins. E finalmente na quarta as coisas melhoraram bastante. Mas pq não desisti? Já tinha lido antes algumas opiniões e percebi que a série começava a melhorar apenas depois da terceira temporada. / O final da terceira abriu um leque novo de possibilidades a ser explorado. A diferença pra quarta é alta, a começar pelo visual melhorado. A qualidade dos episódios tb melhora. Ou dá impressão disso. Na verdade é como se pegassem a parte boa do desenho até ali e duplicassem. Ou seja: Menos episódios ruins, mais episódios bons. Claro, isso de acordo com minha opinião. Nem me considero brony (pelo menos não ainda), mas tá sendo curiosa essa experiência. MLP é um desenho divertido, assumo. Irei continuar acompanhando.
Supergirl (Supergirl) (2ª Temporada) (2016) - Essa segunda temporada melhorou bastante a série. A mudança de emissora fez muito bem. Não chega a ser uma maravilha, mas talvez seja um dos melhores de super-heróis da atualidade. A estrutura é como a de arcos entrelaçados, o que faz a trama progredir e voltar ao que deixou em aberto quando necessário, sem ficar preso naquilo o tempo todo. Tiveram vários acontecimentos, mas o tema principal da vez foi a questão dos refugiados (aliás, indireta ao governo americano não falta rs). Houve tb a aparição do Superman, que não era necessário mas ficou tão bom que deu vontade de ver mais. Os daxamitas, o Super e a Cat renderam bons episódios no arco final. Em geral foi positivo, mesmo com uma queda ou outra, principalmente lá pela metade da temporada. É o problema de séries com temporadas tão longas. Espero que continue melhorando. E que o Guardião se aposente. E que a Cat retorne ao elenco fixo pq ela é a melhor personagem. No aguardo da próxima temporada.
Imaginário - Mitos (Imaginário - Mitos) (2016) - A premissa do projeto é ótima e esse primeiro passo foi revelador. Por parte de produção, tá bem feito. O roteiro segue um padrão básico aceitável e conseguiu render alguns episódios curiosos (a maioria), que deixam aquela vontade de querer ver mais. Acredito que o formato acabe atrapalhando a experiência. São curtas bem curtos mesmo (rs), mas a sensação que dá é de ver cenas aleatórias, trechos de algo com potencial pra muito mais. É uma iniciativa interessante, o resultado tá bacana, mas seria muito legal ver isso mais elaborado, com episódios mais longos, histórias mais aprofundadas, explicações dos mitos, etc. Quem sabe futuramente...
13 Reasons Why (13 Reasons Why) (1ª Temporada) (2017) - Terminei a série. Gostei bastante do resultado. De início nem veria, mas depois de tanta insistência decidi procurar melhor pra saber do que se tratava e me interessei. Não me arrependi, viciei no primeiro episódio. Enfim. / Os primeiros episódios são os mais mornos e os últimos os mais pesados. Apesar dos diversos clichês e do clima aventuresco/detetivesco (que deixou a história muito mais interessante), a trama trata sobre assuntos sérios como bullying, depressão e suicídio inseridos no contexto do ensino médio, então sim, é uma série adolescente com temas fortes. Isso não ignora absolutamente nada a gravidade da situação. / Pensei que me incomodaria com o desenvolvimento lento de tanto que via reclamarem, mas não, foi bem envolvente. Manteve o suspense e deu pra acompanhar melhor as mudanças dos personagens. Porém a série não resolveu tudo o que deveria, manteve algumas coisas em aberto que poderiam ter desenvolvido. Quem sabe numa segunda temporada. / Sobre a polêmica de incentivo ao suicídio: Quem acha isso não viu a série direito. Não há incentivo nenhum. Pelo contrário, a série sempre mostra alguém revoltado com tudo o que anda acontecendo. Os personagens tratam sobre isso. Tudo é questionado. Precisa ser. E as cenas mais pesadas são feitas pra chocar mesmo, pra mostrar como é que as coisas acontecem. É um alerta. Em nenhum momento a série se taxou como auto-ajuda, apenas criou uma trama fictícia com esses temas e pronto. Ainda assim souberam conduzir muito bem e inseriram uma boa mensagem, tanto que teve um resultado positivo com pessoas depressivas e com tendências suicidas pedindo ajuda.
The Village: Achiara's Secret (Achiaraui Bimil 마을-아치아라의 비밀) (2015) - Quando terminei do último episódio do dorama, meu sentimento foi um misto de (in)satisfação, mas boa parte (quase por completo), tem um resultado positivo. Com ares parte de novelão mexicano, parte de série policial, o dorama a princípio parece tratar sobre uma mulher que vai pra uma vila procurar sua suposta irmã "falecida" e descobre um corpo enterrado. Na verdade vai muito além. É um drama sobre famílias. O corpo é só um fio condutor pra toda a história se desenvolver, já que tudo gira ao redor do mistério de quem é o corpo (e posteriormente de quem é o assassino), mas vida que se segue. / A trama familiar é uma verdadeira floresta genealógica perdida em meio ao labirinto do minotauro dividido pela cronologia da franquia cinematográfica dos X-Men, pq, caramba... É cada reviravolta, cada revelação, cada julgamento, cada preconceito, cada hipótese, cada prova... E tudo pode acontecer, qualquer um pode ser o culpado, pode ser outra coisa, sei lá. Pode ser tudo. Pode ser nada. A história avança e mesmo quando parece retroceder, avança mais ainda. Claro que tudo a favor da trama. Nada deve ser ignorado, e isso é deixado muito claro conforme as histórias dos personagens prosseguem e começam a se cruzar. / O primeiro episódio é o mais "fraco", depois melhora. A princípio me senti enganado ao ver a mania que os coreanos tem de colocar estrangeiros em algumas cenas. Pensei que teria certo envolvimento, mas não. Passou aquilo, nem voltam no assunto. Reclamo disso apenas pq já vi dramas que desenvolvem relações internacionais e utilizam muito bem tais cenas para uma trama melhor e mais explorada. Mas enfim. / Notei a ausência de músicas cantadas. É uma ost instrumental, no máximo com músicas dentro do contexto da trama sendo tocadas em ambientes ou cantaroladas por algum personagem. O dorama também foge de alguns clichês, trazendo uma carga romântica baixa e de forma diferente do habitual, até mesmo quando se trata de 'triângulo amoroso', se é que dá pra ser considerado isso. / Por parte dos atores, não há muito do que reclamar. A maioria possui uma atuação competente e combinam com seus personagens. Por parte de desenvolvimento, está ótimo. Cada personagem cumpre seu papel na história, não há tramas aleatórias, assim como qualquer bom dorama que se preze também não há. Tudo está conectado, por mais que não pareça rs / Mas é nesse ponto que está o problema do dorama. Ok, tudo o que é mostrado é por algum motivo. Nada é aleatório. Ótimo. Só que há personagens que a princípio não são tão importantes para a trama e, por mais que alguns possam influenciar o rumo das coisas tanto quanto ou até mais que alguns dos principais, não se tornam destaques. O destino deles pode ou não se desenvolvido, independente de sua importância. Tudo bem que o dorama tem bastante sub-tramas, é um monte de personagens, várias famílias, mas no último episódio deixou visível demais que poderiam 'arredondar' a história, mas não fizeram. O resultado é uma obra competente, que encerra seu arco principal, mas que deixa uma história incompleta desnecessariamente. Felizmente não desmerece a obra como um todo.
Goblin (쓸쓸하고 찬란하神-도깨비) (2016) - Goblin foi a maior surpresa que tive nos doramas até agora. Isso pq eu teria deixado passar se não fosse a quantidade de elogios (incluindo de gente com bom gosto rs). Geralmente não me atraio pelos doramas tão falados, mas esse me interessei pela sinopse e tive que conferir. E tinha o ator que fez Train to Busan (aliás, há referência no dorama sobre isso). :v Viciei no primeiro episódio e não consegui parar mais até terminar. / Como de costume, o primeiro episódio dos doramas nem sempre condizem com o estilo do restante. Aqui temos um início épico, uma batalha antiga na época do império, resultando num fim trágico. Apenas depois somos levados para próximo a atualidade e assim continua até finalmente os dias atuais chegarem, onde os personagens começam a ser melhor apresentados e a história passa a se desenvolver mais lentamente. O dorama então entra numa mistura de gêneros, com drama, romance e comédia, seguindo os clichês do mesmo, mas com uma trama e personagens marcantes. / Uma trágica história de amor sobre um imortal que virou duende e quer morrer, mas, para isso, a mulher certa deve puxar sua espada cravada em seu peito. Vale mencionar que inicialmente a suposta "noiva do duende" ainda é menor de idade, e o dorama sempre deixa isso claro, tendo cuidado ao mostrar o envolvimento dos dois e a dúvida sobre aquela possível relação (não só pela idade, mas pela falta de confirmação). / Os personagens não tão secundários assim compartilham de momentos tão intensos quanto os principais. Tudo está interligado e falar mais que isso é spoiler. Muita coisa acontece durante os episódios e tudo pode mudar a qualquer momento. Para não prolongar, dentre os personagens marcantes há o ceifador, encarregado de levar a alma daqueles que morreram para o outro mundo, seguindo ordens superiores. As cenas dele trabalhando são memoráveis. / Como todo bom dorama que se preze, a tragédia marca presença, ainda mais aqui onde envolve a todo momento a morte, a vingança, a saudade. A cada episódio, a cada revelação, a cada reviravolta, uma curiosidade sobre o que irá acontecer surge, mesmo que saibamos o inevitável. E quando tudo parece estar caminhando para um lado, pode também estar caminhando para outro, mas também para o lado que sempre caminhou, sendo apenas evitada sua percepção. Surpresas e mais surpresas. / Goblin conta com ótimas atuações, uma trilha sonora marcante (uma das melhores que ouvi), alguns enquadramentos dignos de cinema e efeitos especiais convincentes e bem trabalhados, sendo superiores a muitas produções, incluindo americanas. Desde seu início épico até seu final marcante, a história daqueles que pagaram o preço pelas consequências da vida passada vai deixar saudades.
Cheese in the Trap (Cheese in the Trap) (2016) - Depois de quase desistir, o dorama me prendeu apenas no quarto episódio. Vi tantos elogios, mas não achei isso tudo não. Acabou que, aos poucos, fui envolvido pelos personagens e não quis mais parar de assistir, mas ainda assim não foi nada grandioso. / Os personagens cumprem muito bem seus papéis e o dorama soube desenvolver a maioria, mas não soube finalizar alguns, desaparecendo da história do nada. Tb senti uma falta de foco na história, o que por um lado acabou me interessando mais quando outros personagens começaram a tomar conta de tudo rs De início parecia que era a história de uma estudante que passava dificuldades até que apareceu um cara que manipulava pessoas pra piorar sua vida. Acabou que nem tudo é o que parece, que isso é só parte da história, que a ideia inicial ficou só de fundo. Entretanto, não dá pra reclamar muito disso quando acabei gostando do resultado dessa "dispersão" da trama pra outros personagens. / O final deixou a desejar. Gosto quando fogem do clichê, mas quando terminei o penúltimo episódio senti que teriam que correr com o último, pq deixaram muita coisa pra resolver, com a história pra muito mais potencial, mas deram um jeito de finalizar tudo sem parecer forçado. Tentaram.
Scream Queens (Scream Queens) (2ª Temporada) (2017) - Inferior a primeira. Começou bem, mas logo cansou. Trouxe novos personagens pra trama, apresentou um cenário diferente e uma trama interessante. Pena não terem ido além, ficando num arco de pouco conteúdo, sem reviravoltas marcantes e com um final deprimente.
Gotham (Gotham) (3ª Temporada) (2016) - Quem ainda tá reclamando, não sei pq tá assistindo. Gotham continua boa na terceira temporada com seu próprio estilo. / Gostei do Chapeleiro. Repetiram a fórmula do vilão que gera consequências e surgimento de outros vilões, por assim dizer, mas ok, não ficou forçado. / Tb curti a jornalista (he), provavelmente terá um papel importante por causa da foto. / Sobre supostamente terem transformado o Pinguim em gay, não vi problema do jeito que foi feito. Na verdade interpretei como um amor de posse. Ele admira demais o Nygma e o quer só pra ele. E que tanta raiva é essa? Vi gente reclamando como se a série tivesse destruído o personagem. Lembro no início da série que reclamavam que o Pinguim tinha um "jeito estranho", se é que me entendem, mas isso não o impediu de ser elogiado. Pois é. / E finalmente a Bárbara deixou de ser uma personagem chata e descartável. Agora to curtindo ela rindo das desgraças dos outros kk / Uma coisa que não gosto são os cortes de cena, sempre muito pesados, não esperam os clima da cena terminar. Sei que é série, mas não precisa ser assim. / O que achei muito forçado foi o destino da Ivy. Envelhecer anos daquele jeito? Sei não, hein. Tb não vi necessidade de um envolvimento maior da Corte e etc. São interessantes, mas o Bruce deveria conhece-los melhor só depois de se tornar o Batman. Mas já que tão mostrando, que venha bons resultados. / Agora é esperar ano que vem. E vão retornar com o Jerome. Provavelmente faz parte do arco da Fish. Espero que não façam besteira.
.......... 2016 .......... Filmes
Mahou Shoujo Madoka Magika Movie 1 (Mahou Shoujo Madoka★Magica Movie 1: Hajimari no Monogatari) (2012) / Mahou Shoujo Madoka Magika Movie 2 (Mahou Shoujo Madoka★Magica Movie 2: Eien no Monogatari) (2012) / Mahou Shoujo Madoka Magika Movie 3 (Mahou Shoujo Madoka★Magica Movie 3: Hangyaku no Monogatari) (2013) - Que viagem! Começou sem graça, só continuei vendo pq sabia que algo muito sinistro aconteceria. Mas não aquilo! kk Que cruel. Depois daquilo... O que foi aquilo? E cada vez mais que o filme avança, vão surgindo várias revelações, tendo várias reviravoltas, e a viagem é forte. História muito profunda. Quando pensa que não dá pra ficar mais tenso, fica. Quando pensa que não dá pra viajar mais, viajam. Quando pensa que estão chegando ao limite, ultrapassam. Quando pensa que foram longe, percebe-se que nunca existiu limite. E quando decide aceitar tudo, as coisas vão ainda mais além.
Visita ao Inferno (Into the Inferno) (2016) - Bom documentário, mas acredito que funcionaria melhor como uma série. Tem potencial pra mais. Ele usa o tema "vulcão" pra falar sobre determinados lugares, desde uma tribo vanuatuense, que possui em sua crença relações com o vulcão, até a ditadura norte-coreana, que possui em sua história um capítulo marcante envolvendo uma região vulcânica. O documentário explora muito além da lava expelindo e das imagens sensacionais. Em alguns momentos eu até esquecia que estava vendo um documentário sobre vulcões. A princípio me incomodei por estar despreparado, mas logo me envolvi nas histórias de cada povo.
Snowden: Herói ou Traidor (Snowden) (2016) - Esperava mais do filme, mas conseguiram passar o recado. Basicamente o filme se divide entre momentos da entrevista secreta com os jornalistas (que virou o excelente documentário Citizenfour, altamente recomendado) e cenas do passado de Snowden até ali, mostrando sua vida pessoal e como tudo chegou aquele ponto. Achei cansativo a montagem, preferia uma linha cronológica em vez alternar entre passado e presente o tempo todo. / O longa se mistura em formatos, ora parecendo filme (maior parte), ora documentário (algumas cenas), ora sei lá o que (rs). As atuações variam, mas destaco que o Gordon-Levitt ficou muito semelhante ao Snowden kk Não esperem uma história viajada, a história real envolve mais paciência, oportunidades e conversas do que muitos filmes do tipo fazem, repletos de ação. Em geral é um bom filme. E ainda abre debate pra questão além da espionagem: Cometer atos duvidosos que são considerados crime através do governo deixam de ser crime? / Sobre o envolvimento do Brasil na história, só deixaram as citações do Snowden sobre espionagem e cortaram a passagem dele por aqui.
Orange (Orenji) (2015) - Cinema japonês entrega mais uma ótima obra movida pela simplicidade com uma beleza depressiva num drama romântico sobre amizade. Muito bom. Uma estudante recebe uma carta dela mesma do futuro. A carta diz o que vai acontecer em determinados dias e pede pra mudar algumas coisas. O motivo é a morte do estudante transferido, que ela se apaixona. Muita coisa acontece até o fim, revelações que tornam o drama cada vez mais profundo. O filme então alterna entre cenas no presente e algumas no futuro. O olho chega a tremer, pq as coisas vão ficando cada vez mais emocionantes. / Apesar do foco na relação entre os personagens, que logo se tornam amigos, e seus sentimentos, o longa ainda brinca com a ideia de universo paralelo e viagem no tempo. O raciocínio, de forma completa, que seguem é algo que pouco vejo explorarem nos filmes (geralmente vejo mais em quadrinhos de super-heróis [aliás, o filme é baseado num mangá]). Costumam mostrar apenas um lado da história, mas aqui mostram os dois. Recomendo.
Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One: A Star Wars Story) (2016) - Rogue One é um filme bem específico, direto ao ponto, com um estilo diferente da franquia. Seus primeiros minutos são monótonos, melhorando apenas quando os personagens começam a se conhecer. Embora a protagonista não seja marcante, os personagens secundários e outros conseguem manter a trama ativa. As ligações com outros filmes tb ajudam. A história se agarra a dúvida que quase nenhum fã deve ter tido que é saber como foi que os planos da Estrela da Morte foram roubados, e é justamente nisso que o filme acerta em cheio (na verdade o filme é só isso mesmo), entregando um terceiro ato repleto de ação e emoção, com direito a uma espetacular cena na praia. Darth Vader tb marca presença. Mesmo não sendo o foco, consegue chamar toda a atenção para si quando aparece. O encerramento é um prato cheio para os fãs. O filme tá longe de ser perfeito nem considero um dos melhores da franquia, mas é bom. Se for pra comparar com os outros filmes, diria que é um dos mais fracos. E olha que é bom. Pra um primeiro derivado de Star Wars se saiu bem.
Se os Gatos Desaparecessem do Mundo (Sekai kara neko ga kieta nara) (2016) - Um daqueles dramas japa depressivo de alguém que tá morrendo. A sinopse diz que ele faz um pacto com o coisa ruim pra viver mais um dia, só que a cada dia algo deve deixar de existir, o que traz consequências. / Clima bem lento, flashbacks o tempo todo (se duvidar, mais que o presente do filme), alguns erros de continuidade visíveis, alguns furos de roteiro, mas uma boa história.
Névoa do Mar (Haemoo) (2014) - Mais um bom filme sul-coreano, só que agora em alto mar. Parcialmente inspirado numa história real envolvendo imigrantes ilegais. O melhor jeito é assistir sem pesquisar sobre o ocorrido, dá uma surpresa maior a trama. Uma das surpresas, na verdade, pq há outras reviravoltas. O que se segue após o fatídico acontecimento é devastador. Adicionado ao clima envolvente e um visual chamativo, eis o ótimo resultado. Tem uma cena que soou bem forçada no meio da trama, bem "que?", mas nada que atrapalhe o tenso desenvolvimento e as consequências resultantes.
Fuscão Preto (Fuscão Preto) (1983) - Os caras levaram a letra da música muito a sério e fizeram um filme de um fuscão preto que tinha um caso com uma mulher (interpretada pela Xuxa). O cantor da música tb participa do filme. Que viagem... E o filme nem é bom rs Tinha tudo pra ser um bom trash, mas não foi kk
Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them) (2016) - Bom filme. Nada de tão surpreendente quanto alguns tentaram me fazer acreditar, mas ainda assim um bom e divertido filme. Achei até melhor que os primeiros Harry Potter. A trama explora lados que a franquia anterior não explorou e deixa em aberto um grande potencial pela frente. No caso desse primeiro filme, ele possui uma história simples, aventuresca, humorada, que vai ganhando um drama maior com o tempo. Gostei dos personagens que compõem o elenco principal, mas apesar do ótimo protagonista, pra mim quem marcou mais foi o secundário. Em relação aos animais, embora eu não soubesse direito o que esperar, esperava que algo mais ameaçador fosse mostrado. Os desafios propostos por eles são leves, mas rendem boas cenas. Ainda não sei se é um filme que ficará marcado, provavelmente não, nunca fui grande fã da saga, mas afirmo que é difícil (e talvez injusto) comparar Animais Fantásticos com Harry Potter, pq são filmes completamente diferentes, apenas se passando no mesmo universo (bem mais diferente que O Hobbit x O Senhor dos Aneis, por exemplo). Já fico no aguardo do próximo.
O Abutre (Nightcrawler) (2014) - Um homem decide entrar no mundo do jornalismo criminal filmando de perto acidentes sangrentos e manipulando cenas de crimes com o fim de chocar o público (na verdade de conseguir dinheiro rs). Ele, que sequer é jornalista, passa não só a gravar como tb a ditar a matéria, já que o que é filmado, embora não seja falso, é manipulado e mostra o ocorrido de acordo com sua vontade. Uma cena que deixa isso claro é ainda no início do filme, onde invade uma casa interditada pela polícia, vê uma geladeira perfurada com tiros na parte de cima e na de baixo vê votos do casal, sobe algumas fotos, posicionando-as perto dos tiros, e filma. Depois, filma o casal conversando com a polícia através de uma janela tb perfurada pelos disparos. E ainda rouba uma carta. E isso é apenas o começo.
O Quarto Poder (Mad City) (1997) - Com uma semelhança visível a 'A Montanha dos Sete Abutres', aqui temos um jornalista que se aproveita de uma situação tensa pra si mesmo. Um ex-segurança faz crianças e funcionários de um museu de refém e o jornalista logo conquista ele, dizendo o que ele deve ou não dizer para a polícia e para a imprensa, marcando entrevista para a tv, montando uma imagem de acordo com o que ele quer. No caso, se utilizando do fato do homem não ser uma pessoa má, apenas alguém em crise, para brincar com os sentimentos humanos, colocando o povo ao seu lado. Mas diferente do filme citado no início, nesse a concorrência está mais presente e leva a um rumo interessante para a trama.
Todos os Homens do Presidente (All the President's Men) (1976) - História real dos homens que levaram ao caso Watergate. As investigações começam com um caso simples de invasão e rapidamente param num esquema de ligação com o governo americano, com pessoas de poder dentro da Casa Branca e ligadas diretamente ao presidente Nixon, e entidades de segurança como a CIA e o FBI. Por um lado temos um jornalista novato, todo certinho, que busca sempre a verdade. Por outro temos um experiente e insistente, que se utiliza de artimanhas através do diálogo para conseguir informações de testemunhas. É interessante acompanhar como uma pista foi levando a outra e o caso cada vez mais aumentando, a ponto do governo se virar contra eles.
No Silêncio de uma Cidade (While the City Sleeps) (1956) - Filme noir com jornalistas em busca de um assassino. Clássico estereótipo do jornalista policial detetivesco, que não apenas apura o caso como tb ajuda a polícia e ataca o serial killer. Os chefes de cada área batalham pela vaga criada pelo inexperiente herdeiro da megalópole, enquanto o apresentador de tv fica na sua (rs), o que é mentira, como podemos ver na cena em que o repórter ameaça o assassino pelo telejornal, com acusações carregadas de achismos e preconceito em meio aos fatos com provas.
A Montanha dos Sete Abutres (Ace in the Hole) (1951) - A manipulação de mídia alcança um novo patamar quando um jornalista decide tirar proveito de uma tragédia. Ele influencia todo o comércio de uma cidade, transformando o local numa atração turística. Enquanto a vítima está soterrada na montanha, ele tenta ao máximo estender o resgate. Chega a ser assustador ver o rumo que isso toma, com as pessoas se divertindo do lado da montanha e outras lucrando com o ocorrido. Mesmo mais de 50 anos depois, o longa continua bastante atual.
Nine Muses of Star Empire (Nine Muses of Star Empire) (2012) - Documentário da BBC sobre o lado negro do kpop. Finalmente pude conferir a versão completa em vez da resumida. Em certo ponto é deprimente e mostra o kpop pelos bastidores. No caso, através do grupo 9Muses, que estava se preparando para debutar. / Basicamente se divide entre momentos delas como grupo (coreografia, festivais, ensaio fotográfico, gravação, etc) e, em certas partes, conseguem transmitir um lado mais pessoal delas, o lado de insatisfação com tudo aquilo. Dá pra notar o terror psicológico que acontece na agência. O tempo todo elas são chamadas a atenção, recebem bronca, são criticadas. O padrão do kpop é a perfeição, tudo programado perfeitamente num modelo padrão que nem uma fábrica. Elas chegam a chorar querendo que tudo aquilo acabe, pq nunca nada parece estar bom e quando finalmente parece estar, não está pq algo ruim acontece e a realidade cruel volta a tomar conta. A cena do hospital onde elas são diagnosticadas com baixa estima mostra isso. Se as coisas fossem boas, não teriam motivos pra elas estarem tão desanimadas, Afinal, elas seriam estrelas, famosas, artistas. / Podemos ver os momentos citados em cenas como quando o pessoal da agência obriga elas a verem a gravação da apresentação do grupo na tv diversas vezes até notarem todos os erros cometidos por elas. Pior: Mesmo que eles reconheçam que o problema não seja só delas (o doc não entra muito na questão, mas deixa a perceber que a música e coreografia eram problemáticas). Podemos ver tb quando eles tão lendo os comentários negativos do grupo, chamando elas de feias, dizendo que não sabem cantar, etc, o que divide a equipe (um deles até tenta acalmar a situação dizendo que grupos famosos tb são assim, só que eles transpiram mais confiança, algo que o grupo deles precisa). Temos tb os momentos de quando alguma das integrantes está doente, mas mesmo assim ela tem que treinar, tem que se recuperar de qualquer forma. Outra quando elas se acidentam e mesmo assim ensaiam, com machucados e tudo mais. É muito dinheiro investido nelas e elas tem que recompensar a empresa. E sobre o padrão de beleza, tem uma cena que mostra que a empresa segue a risca o padrão da mulher jovem, alta, magra e bonita, quando decidem escolher uma nova integrante pro grupo. Cantar é opcional em alguns casos (quem não sabia disso, fique sabendo, pq tem integrante em grupo de kpop que só tá ali pra ser modelo, e o doc deixa isso nítido até demais), o que leva a outras cenas tb como a do "o que eu estou fazendo aqui?" e a do "me diga a verdade: eu posso realmente cantar?". O próprio compositor destaca que algumas tem vozes ótimas, outras não. O 'básico' mesmo é estar em todos os padrões e saber dançar, se 'comportar' na frente da mídia, cuidar da imagem, coisas assim. / A pressão é tanta sobre elas que o tempo todo vemos comentários sobre elas quererem sair do grupo. É como se o grupo, desde o início, fosse feito pra dar errado. Uma delas inclusive sai antes mesmo do debut. Por falar em debut, elas não conseguem estrear bem. Chega a ser macabro ver como pelas câmeras tudo parece perfeito, mas por trás daquilo há basicamente trevas. Não que as pessoas envolvidas sejam más, a questão é mais profunda. O trabalho de alguns exige rigidez, o que pode tornar a imagem dessa pessoa ruim. Em entrevistas, o diretor até disse que não foi a intenção dele, pq ele conviveu com todos ali e soube das coisas muito além do que ele pode registrar. Ele entendeu o motivo daquelas atitudes, mesmo achando cruel. O grande problema de tudo mesmo é esse formato de trabalho. Não que todos sejam assim, mas se isso aconteceu com um grupo de uma empresa, o que impediria de acontecer com vários outros? Pois é, nada. / O encerramento, depois de um longo processo de cenas de ensaios, algumas de choros, lamentações, etc, mostra o que aconteceu com cada uma após o documentário. É o mercado competitivo, elas sabiam dos riscos e não suportaram viver sendo tratadas como estavam sendo. Tem gente que suporta, e isso é doentio, mas quem sou eu pra julgar? Cada um decide até que ponto e de que forma os sonhos devem ser alcançados. Algumas inclusive o doc diz terem continuado no ramo musical. A imagem do grupo atualmente mudou bastante (literalmente, até pq é cada entra e sai de membros), mas isso foi um marco, principalmente pq a empresa teve polêmicas que ocorreram depois e esse caso foi lembrado. / Em geral é um bom documentário, consegue passar sua mensagem. "Este poderia ter sido um belo documentário", mas o mundo é cruel. Senti que poderia ter sido melhor em alguns aspectos. Além dos já citados anteriormente, senti falta de mais depoimentos, por exemplo, mais relatos das integrantes, até mesmo dos ceos, staffs, managers e tal. Mas entendo que o responsável pelo longa teve que seguir algumas regras, afinal, ele tava filmando um grupo com permissão da própria empresa. Ele disse numa entrevista que tiveram algumas condições e uma delas era não ir contra as decisões da agência. Foi uma situação complicada, acredito que se ele tivesse feito algo que não podia ali, não teríamos esse registro. Relevando isso, continua um interessante documentário para os fãs de kpop e uma forte recomendação antes de sair amando ou odiando os artistas. Eles batalham duro pra conquistarem seus sonhos, mesmo que pra isso tenham que "perder a humanidade", como é dito numa das últimas frases.
Ponto de Vista (Vantage Point) (2008) - Premissa interessante e formato para poucos torna o filme curioso, mas se perde em alguns momentos e não vai além do que deveria. No filme, alguém atira no presidente dos EUA e explode umas bombas. Essa é a história. / A cada momento, o filme vai contando o ocorrido através do ponto de vista de um personagem diferente (daí o título traduzido, que se encaixou muito bem). Começa com a equipe de telejornal, passa pros seguranças do presidente, pro suposto policial, pro turista, e assim vai. Chega uma hora que isso começa a cansar, não só pelas cenas que se coincidem como tb pela quebra de clímax, já que, a cada "ponto de vista", conteúdos são adicionados e, bem na hora que algo inédito acontece, o filme volta no tempo pra contar outro ponto de vista. / Apesar desse lado negativo, o formato é positivo quando a questão é mostrar como diferentes pessoas veem um acontecimento. Isso torna o filme interessante, essa enganação, essa forma de contar a história, de mostrar como uma pessoa pode presenciar algo e interpretar o ocorrido de forma errada. Claro, tudo dentro do contexto da trama, que não explora tanto assim esse potencial, mas entrega a ideia e cumpre o que promete. / É uma premissa simples, digna de curta, estendida para diversos personagens. Independente disso, faltou mesmo um encerramento menos brusco, pq deixaram muitas dúvidas em aberto. No mais, é um bom filme que poderia ser melhor.
Doutor Estranho (Doctor Strange) (2016) - Um dos solos mais divertidos da Marvel. Mesmo com a fórmula de sempre, consegue seu diferencial ao inserir um personagem bastante carismático e explorar o lado da magia que a franquia cinematográfica ainda não explorou. Por incrível que pareça, o humor funciona muito bem. Pelos trailers não criei hype, mas acabei me surpreendendo mais uma vez, assim como aconteceu com Homem-Formiga e Guardiões da Galáxia. Espero que a Marvel se utilize da ideia dos multiversos futuramente.
Francofonia – Louvre Sob Ocupação (Francofonia – Le Louvre Under German Occupation) (2015) - Quem disse que eu não vejo obra cult? rs / Embora não seja meu estilo, achei a ideia legal e curti o filme mais do que pensei que iria curtir kk Mas não curti tanto a montagem não. Uma mistura de filme/documentário com cenas reais de gravações da época da guerra, dramatizações das conversas entre o diretor do Louvre e o general nazista de Paris e pequenos arcos de história ficcional no presente (dois fantasmas famosos no museu e um cara num quarto). O filme conta sobre o Museu do Louvre durante a ocupação nazista e o significado da arte, a presença dela na história da França e tal. Chega a avaliar algumas obras. Outras apenas joga na tela, mas apresenta de forma tão envolvente que nos faz olhar e refletir. Interessante.
Seremos História? (The Turning Point) (2016) - Documentário incrível. O melhor sobre conscientização ecológica da atualidade. Lenardo DiCaprio faz um ótimo trabalho viajando o mundo e mostrando a situação da Terra, além de entrevistar diversas pessoas, como profissionais da área, professores, políticos ou até mesmo figuras famosas como o presidente Barack Obama e o papa Francisco. É o tema visto de forma humana, política e econômica. / O documentário não se prende apenas em dados e estatísticas. Ele mostra a realidade, mostra os locais, dá exemplos, faz comparações, prova que estamos destruindo o planeta. Mostra como o governo atrapalha a luta pela salvação da Terra, como o comércio de combustíveis fósseis prejudica ainda mais, como aqueles que tentam conscientizar não são levados a sério, etc. Cita nomes, pessoas, marcas, empresas. Não só, como tb acusa ligações entre alguns políticos e as empresas. / Cidade, floresta, recife, calota polar, onde for, o documentário abrange o mundo e literalmente o planeta. Tb mostra a saga de DiCaprio na ONU, as críticas que recebeu no início apenas por ser ator e estar envolvido nisso, as conferências ambientais, etc, além de citar a produção do filme O Regresso em dois momentos que relacionam bem ao tema. / Um tema tratado é a questão dos povos, cidades, países que estão sendo afetados devido as mudanças climáticas. Mortes, refugiados, pobreza, recuamento da população, territórios sumindo do mapa, imigração, revoltas, protestos, falta de recursos básicos, um verdadeiro caos. A ironia é que, mesmo se parássemos de poluir agora mesmo, a natureza levaria muito tempo para se estabilizar. Mas estabilizaria. Ou seja, o futuro de alguns povos já estão confinados. Outros se apegam a esperança de que o mundo perceba o que fizeram com a natureza. / Além de todo o alerta, o documentário não fica apenas nas críticas e na desgraça. Ele tb mostra soluções, debates, formas de salvar o mundo mesmo parecendo ser tarde demais. Mostra o que já fizemos, o que podemos fazer, atitudes temporárias para resistir enquanto o mundo não se decide, etc. Infelizmente a incerteza de que os líderes mundiais irão tomar medidas drásticas antes que seja tarde demais continua. E quando digo tarde demais digo globalmente, pq para alguns a extinção é só questão de tempo.
Os Miseráveis (Les Miserables) (2012) - Hoje revi Os Miseráveis (2012). Gosto de musical, mas sou mais chegado ao pop do que ópera, mas esse filme é incrível. Não é pra qualquer um: são duas horas e meia de duração e praticamente tudo é cantado. / Na primeira vez que vi, achei fantástico. Terminei com vontade de rever, mas desisti nas duas vezes que tentei por estar impaciente. Hoje revi e consegui ver tudo, querendo até que durasse mais. Tem que ter paciência mesmo, mas vale a pena (pra quem gosta de musicais). A maioria das músicas são empolgantes demais. O melhor era quando as músicas se entrelaçavam de acordo com o cenário, acontecimento e personagem. / Entretanto, não vi necessidade dos diálogos entre as músicas serem todos cantados, parecia que forçavam um ritmo, mas ok, não é algo que estrague o filme, só não soou bem para meus ouvidos em alguns momentos. Sobre sempre cantarem, pra quem não está acostumado pode achar tudo muito tosco. Não culpo, eu tb cheguei a achar rs Acredito que a primeira hora do filme seja a mais "cansativa", mas depois novos personagens vão surgindo e deixando a trama mais interessante e ampla em vez de apenas dois focos (protagonista e antagonista).
Inferno (Inferno) (2016) - Um tanto quanto decepcionante, o terceiro filme do "Professor Langdon" é o mais fraco se comparado aos anteriores. O tema do Inferno da Divina Comédia é pouco explorada, servindo apenas como base pras poucas pistas que o filme trabalha. Todo aquele contexto histórico dos filmes anteriores foi reduzido, trocando por cenas românticas, flashbacks e enrolações. Toda a complexidade dos enigmas anteriores somem, restando desafios facilmente resolvidos pelos personagens. Ainda rende algumas ótimas cenas, as reviravoltas são boas, mas de resto chega a cansar.
Festa da Salsicha (Sausage Party) (2016) - O filme mais criativo e sem noção do ano, mas tb o mais besteirol. Festa da Salsicha ultrapassa os limites da insanidade e não sabe quando parar, resultando numa animação promissora, porém duvidosa. É genial ao dar vida aos alimentos, usando-os como forma de criticar assuntos como preconceito e fanatismo religioso, mas ao mesmo tempo se perde em querer impor piadas de duplo sentido a todo momento, algumas desprezíveis. / Comédia e drama se misturam numa aventura tão viajada que nos faz indagar sobre a existência do longa. O humor negro é forte e em alguns momentos chega a passar dos limites. Entretanto o filme procura justificá-los através de ensinamentos de morais (mas apenas de alguns rs). Em meio a cenas ora divertidas ora vergonhosas, toda a tragédia das comidas levam a um desfecho inacreditável, o auge de toda a viagem, em parte surpreendente, em parte repudiante. / Criatividade a mil, premissa interessante, clímax inesquecível, cenas bastante divertidas e certo humor crítico dividem espaço com cenas completamente desnecessárias (incluindo aí alguns personagens) e humor sofrido numa comédia besteirol mais pesada que qualquer filme do gênero.
Tempestade de Fogo (Fung bou) (2013) - Bom filme, mas fiquei em dúvida se tinha assistido o correto. A partir do momento que a sinopse enfatiza que uma tempestade está indo para Hong Kong, imagina-se que será filme de ação que, em determinado momento, a natureza se rebela. Mas não foi bem assim, longe disso. A tal "tempestade" mais parece figurativa, mas não entrarei em detalhes pra não dar spoiler. É "apenas" um bom filme de ação de policiais tentando capturar terroristas, com uma boa carga de adrenalina nas cenas de ação. Pena que o final tentou ser grandioso mas encerrou de forma bastante forçada e desnecessária. Já ficaria satisfeito com o resultado do clímax.
Horas Decisivas (The Finest Hours) (2016) - As cenas deles em alto mar... que tenso. Pensei que gostaria menos do filme, "ah, é só mais um daqueles filmes de resgate de gente no mar", mas não, entregaram um longa com um clima e visual muito bom.
Alice Através do Espelho (Alice Through the Looking Glass) (2016) - "Que viagem é essa, véi?" rs Enquanto o primeiro buscou recontar a história de Alice, já adulta, numa versão mais 'sombria', misturando elementos dos dois livros, mas se focando no País das Maravilhas, o segundo trouxe uma história inédita e mais divertida. Em relação ao livro, só devem ter usado umas duas passagens bem de leve só pra dizer que usaram alguma coisa do livro, além, obviamente, da passagem do espelho (dã). Não dá pra considerar o filme como uma adaptação ou sequer uma releitura do segundo livro. / E estamos de volta ao País das Maravilhas, mais colorido e mais alegre que antes (tá explicado: Tim Burton não dirigiu haha). Os personagens antigos recusam reapresentações e os novos são inseridos em seus determinados momentos na trama. A causa de toda a aventura é loucura: Alice tem que voltar no tempo pra salvar a família do Chapeleiro, que está cada vez mais doente. O problema é que ela não pode ser vista nem pode modificar o passado. Pois é... Aceitando isso, o filme viaja (literalmente). O Tempo personificado foi baseado numa interpretação que considero errônea, mas ok, conseguiram criar um personagem aceitável. / O uso de viagens temporais torna a trama interessante, mas tudo não passa de uma desculpa para inventar origens para os personagens. Isso enriquece o universo criado na franquia, mas faz a continuação parecer desnecessária. As cenas das viagens são boas, mas suas consequências parecem não existir e, quando existem, em sua maioria são leves demais, sobrando pro grande clímax compensá-las. Mas calma que isso não faz do filme ruim. Apesar do roteiro mal aproveitado e da ideia duvidosa, o ótimo visual e o carisma dos personagens tornam Através do Espelho uma boa diversão, com tudo o que o primeiro deveria ter e não teve.
A Colmeia (The Hive) (2014) - Filme interessante. A narrativa em flashbacks foi o ideal pra se contar a história, mas em alguns pareciam se esquecer das regras pra isso, apesar de inventarem uma desculpa. No fundo é meio que um filme romântico e apresenta uma ideia diferente pro gênero apocalíptico envolvendo infectados. O encerramento deixou confuso o que realmente aconteceu.Em alguns momentos os personagens pareciam normais demais pra um ambiente devastado, o que atrapalhou no clima desses momentos.Mesmo assim achei o filme bem melhor do que muitos andam considerando, só não foi tão bom quanto poderia ter sido.
O Lar das Crianças Peculiares (Miss Peregrine's Home for Peculiar Children) (2016) - Bom filme, visualmente atraente, divertido, interessante. A premissa não me empolgou tanto, nem sabia direito o que esperar, mas me surpreendi com o rumo que a história seguiu. O desenvolvimento é bem natural e a trama avança de forma satisfatória. Nem percebi o tempo passar (com perdão do trocadilho). Apesar do gancho pra possível continuação, o filme se sustenta sozinho. É uma mistura de aventura, fantasia, com certo drama, suspense, aquele leve toque de terror e repleto de peculariedades dignas de um filme do Tim Burton que não se via faz anos. Cheguei a comprar o livro antes de anunciarem o filme, mas nunca tive pressa pra ler. Agora fiquei curioso pra tb acompanhar a história.
O Menino e o Mundo (O Menino e o Mundo) (2013) - Criativo. De início indaguei o motivo da animação ter sido aclamada, pensei ser apenas por causa do estilo, que por si só já vale a pena ser assistido, mas aos poucos a felicidade foi dando lugar a tragédia que chamamos de vida e a animação começou a mostrar rastros de que uma história mais profunda e séria estava por vir. Por mais depressiva que seja a crítica construída ao longo da trama, a história é contada pela visão de uma criança que busca a alegria em meio ao monótono mundo em que vivemos.
O Flautista (The Piper) (2015) - Releitura sul-coreana do conto O Flautista de Hamlet. Não é bem uma "versão sombria" do conto, até pq o original não é nada alegre, mas essa releitura deixou a história com um teor mais violento. Inseriram a trama num contexto pós-guerra, onde refugiados vivem isolados sem saber que a guerra acabou. O flautista tem um filho que está doente e luta para sobreviver. No fundo é uma história de vingança com um final macabro, mas o foco do filme é mostrar como o flautista e seu filho ganharam respeito naquele vilarejo ao planejarem expulsar os ratos e como o fanatismo religioso ferrou com tudo. Pra quem conhece o conto original, o filme tem suas surpresas, afinal, é uma releitura, não uma mera adaptação da obra.
Ave, César! (Hail, Caesar!) (2016) - Fui ver sem saber o que esperar (só tinha visto o trailer e não entendi direito o que era), mas logo notei que se tratava de uma empresa de filmes que teve seu ator da grande produção raptado. O filme segue outros personagens tb, como o ator péssimo que o povo ama e o dono da empresa. Sei lá o que comentar. Fotografia bonita rs Filme leve de assistir, clima agradável, história daquelas que parece não sair do lugar mas que se sustentam tranquilamente. Entretanto é um filme funcional apenas pra quem curte mesmo cinema e/ou trabalha no ramo. Pareceu meio que uma homenagem ao cinema antigo e uma ironia aos problemas enfrentados na área.
Invasão Zumbi (Busanhaeng) (2016) - Filme incrível! Já esperava coisa boa por ser uma produção sul-coreana, mas foi muito além. O resultado foi tão bom que arrisco a dizer ser o melhor filme de zumbi da década, ou pelo menos um dos melhores. / Praticamente o filme todo se passa ou dentro do trem ou numa estação de trem, tornando a experiência curiosa. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu, mas as ruas estão desertas e os zumbis tomando conta dos vagões. Apesar dos personagens principais, o filme dá espaço para os secundários. Todos possuem um papel importante na trama. A relação construída entre os personagens são envolventes. O destino de alguns, impactantes. Os efeitos os zumbis estão muito bons (destaque pra moça bonita que trabalha no trem, que fica assustadora ao ser infectada, digno de filme de terror de possessão). As reviravoltas ao longo da trama são ótimas e não deixam o filme ficar parado, sempre apresentando desafios muito maiores para os sobreviventes. O encerramento é satisfatório, mas ao mesmo tempo "revoltante" devido aos acontecimentos anteriores. Filme altamente recomendado. Fico no aguardo do prelúdio animado.
Águas Rasas (The Shallows) (2016) - Bom filme. Não sei o motivo de tanta decepção por parte de alguns, como se esperassem uma trama surreal, sendo que ela é bem simples e funcional. O filme cumpre o que promete e entrega boas cenas de tensão. Nos primeiros minutos o filme gasta certo tempo na introdução da personagem, que oferece informações básicas sobre sua vida e o resto são cenas em slow mo na água. De resto, todo o momento dela fugindo do tubarão é ótimo.
O Homem nas Trevas (Don't Breathe) (2016) - Muito bom. Tenso demais. Caramba, que filme tenso. Ai meu coração. / Um trio de adolescentes vão roubar uma casa. Ora, ex-militar cego, não sai de casa, não tem ninguém na vizinhança, não passa polícia, só vive ele e seu cachorro naquele local. O que poderia dar errado? Tudo, claro rs A pessoa tem quatro fechaduras na porta e a maioria das janelas estão com grades. É claro que vai dar ruim! Pois bem. Dá muito ruim... / Basicamente o cara tranca todos dentro da casa dele e começa uma perseguição para matá-los. Cheio de reviravoltas até o fim. O título original é Don't Breathe (Não Respire), e faz muito sentido dentro da trama. Literalmente uma respiração pode ferrar tudo. Cegos possuem outros sentidos apurados, e quando se está num ambiente de completo silêncio, uma pessoa sem fôlego irá fazer barulho ao respirar, por mais que tente se segurar. É só questão de tempo hehe / Destaque pra cena dos jovens invadindo a casa e pra cena no escuro total. Foram as melhores.
Medo Profundo (47 Meters Down) (2017) - In the Deep segue o caminho do clichê para poder surpreender. A tensão vai e vem em meio a escuridão do mar, aumentando quando alguma das protagonistas decide sair da jaula, ficando exposta aos tubarões. Acredito que cerca de 80% do filme se passa embaixo d'água, onde acompanhamos tudo através das duas mulheres. E tudo parece muito real. O filme pode até forçar em alguns momentos, mas se aproveita muito bem disso pra causar tensão. Como disse, "segue o caminho do clichê para poder surpreender". Ao longo da trama ocorrem algumas "reviravoltas" e seus últimos minutos são insanos. O coração chega a pular pela boca.
Yeh Jawaani Hai Deewani (Yeh Jawaani Hai Deewani) (2013) - Vi por recomendação das cenas musicais, então nem tava me preocupando muito com a história. No início pensei que seria mais um drama romântico adolescente daqueles clichês da nerd e do popular que se apaixonam, mas aos poucos foi dando lugar a um drama romântico mais adulto. / A primeira parte do filme serve como um grande flashback, se passando oito anos antes, contando o começo da relação entre a garota nerd e o trio de amigos que só queriam curtir a vida (todos antigos "colegas de classe"). A primeira meia hora é sem graça e não dá indícios de melhora, mas depois as coisas lentamente vão ficando boas, naquele estilo sempre envolvente dos clichês românticos. / A segunda parte do filme já se passa no 'presente', com os personagens mais crescidos e seguindo suas vidas. É aqui que vemos como a vida adulta acabou com toda a magia da adolescência dos personagens. Ao se reencontrarem, pensamentos e reflexões vem a tona, envolvendo amizade, amor, família e vida profissional. / Enquanto na primeira parte temos a garota nerd como protagonista, na segunda as coisas mudam para o cara popular, que agora amadureceu bastante. Essa mudança de foco chega a ser interessante, mas a verdade é que todos tem seus espaços, incluindo os outros amigos. / A trilha sonora é ótima e com certeza entra pra minha lista de preferidos nesse quesito. Quanto ao filme, a primeira parte pode deixar a desejar por um bom tempo, mas a segunda não. Seu clima misto de depressão e alegria não o deixa ser tão romântico quanto poderia ser (felizmente), o que é ótimo para mexer com o público e deixar a incerteza na mente sobre como tudo aquilo irá terminar.
The Himalayas (Himalaya ) (2015) - Apesar de eu não ser muito chegado em filmes do tipo, como tinha visto o filme americano Everest, lançado meses antes desse, decidi dar uma chance tb para o coreano The Himalayas. Isso pq ambos são baseados em fatos e se passam no mesmo lugar, mudando a data e a equipe. Porém são filmes completamente diferentes. Infelizmente a versão coreana é mais desconhecida, mesmo com as notícias que circularam parte do mundo dizendo que The Himalayas venceu Star Wars VII em sua bilheteria de estreia na Coreia do Sul. / O filme se divide entre momentos humorados e dramáticos. A maior parte do humor está presente antes da grande tragédia (que é revelada já na sinopse do filme e provavelmente no trailer, ou seja, só quem ver sem saber de nada irá se surpreender nesse quesito). Mesmo com certa alternância entre dois personagens em destaque, o principal mesmo é o capitão Um Hong-gil. O que divide espaço é o Park Moo-taek. / O tom cômico inicial dá um ar de graça a situação e um apego rápido aos personagens. Quando chega a tragédia, porém, o humor esfria (com perdão do trocadilho) e dá lugar a um forte drama que literalmente ultrapassa o Everest. / A trama percorre anos de história, mas nem sempre o filme deixa isso claro, cabendo ao leitor bastante atenção para perceber que um tempo se passou desde a cena anterior. O mesmo vale para as poucas cenas de flashback que ocorrem mais pro final do filme. / Boas atuações, trilha adequada e efeitos dignos fazem de The Himalayas uma interessante recomendação para quem gosta de filmes do gênero e procura algo diferente.
Wyrmwood: Road of the Dead (Wyrmwood) (2014) - "Mad Max encontra Madrugada dos Mortos" kk Não é bem isso, mas entendi a comparação. ~enfim~ Visualmente bem feito pra uma produção de baixo custo. Gostei do filme. Consegue divertir e tem umas ideias criativas que vão sendo postas em prática com as revelações ao longo da trama. Difícil comentar sem dar spoiler. O filme começa morno, mas aos poucos vai melhorando e ficando mais interessante. Não é pra ser levado tão a sério. Já quero continuação.
Sharknado: Corra Para o 4º (Sharknado 4: The 4th Awakens) (2016) - Depois de Sharknado 3, eu não duvidava de mais nada, principalmente com aquele final épico que ultrapassou os limites do exagero. Não só deixaram amplos caminhos pra franquia seguir como tb adotaram a zoeira definitivamente em vez de se levar a sério como nos péssimos anteriores (o primeiro fazia rir de tão ruim). / Superando todas as expectativas, Sharknado 4 volta mais louco ainda, apresentando novos elementos, como tecnologias e os diferentes tipos de shaknados, como o de areianado, óleonado, fogonado, granizonado, etc, entre outras surpresas ao longo da trama. / As cenas continuam insanas. Quando vc pensa que não dá pra exagerar mais nem viajar mais, fazem questão de mostrar que conseguem sim. E quando vc pensa que chegaram no limite do limite, ultrapassam novamente. São clichês misturados com reviravoltas em cenas repletas de um exagero absurdo digno da franquia. Calma, vc com certeza não sabe o que esperar. Não basta toda a bizarra cena do carro em Las Vegas durante o areianado, tem que ter tb pessoas lutando mano a mano contra tubarões. Usam até sarrada como golpe! rs E isso é só o começo do filme! / E cinéfilos, preparem-se para um referêncianami gigantesco a clássicos. São muitas citações (e além), de Star Wars a O Mágico de Oz. Já quero Sharknado 5!
Esquadrão Suicida (Suicide Squad) (2016) - Um bom filme da DC com uma hype errada e um marketing exagerado. Antes esperava algo no nível da animação, mas depois fui sabendo das coisas e desanimando cada vez mais. Coringa apaixonado pela Arlequina? Como assim? O que fizeram? E cadê o Coringa marcante que prometeram? Pq o que eu vi tá ok, nada de tão sinistro. É, não liguei pra crítica, liguei pro que descobri que fizeram. / O Coringa sequer é da Tropa, então faz todo sentido ele aparecer pouco. O problema é como ele foi usado no filme. Não que suas cenas sejam ruins, pq não são, mas todo seu contexto é. O Batman aparece bem pouco tb, mas não quero dar spoilers. Os destaques dos vilões vão parar a Arlequina, sempre insanamente divertida, o Pistoleiro, pai de família preocupado com a filha, e el Diablo, arrependido por seus crimes. Os outros personagens cumprem seus papéis, mas nada tão relevante, incluindo os inimigos que eles enfrentam, que são talvez os personagens mais fracos do longa. / A história é tão focada em seu objetivo que, mesmo com tantos personagens, tudo parece acontecer em poucas cenas. Temos os vilões, alguém decide formar um esquadrão suicida com eles, acontece umas coisas, um ser surge pra destruir tudo, os vilões são convocados pra bancar o herói e pronto, vão pra luta. Os primeiros minutos do filme alternam entre flashbacks de cada um dos personagens (vilões), apresentando rapidamente a história de cada um. É um festival de cenas com uma música para cada flashback. Depois desacelera e prossegue normalmente. Diferente de muitos que disseram que o filme parecia todo picotado, não percebi isso. Claro, só nos primeiros minutos, mas a edição ficou chamativa. O resto do filme foi normal. / Uma coisa que gerou discussão na internet foi sobre o filme ser divertido em vez de sombrio. Se esse filme é "divertido" no sentido que dizem, não quero nem imaginar o "sombrio", pq o filme até tem seu humor, principalmente pela Arlequina, mas tem uma pegada mais dramática. Na verdade consegue até equilibrar ambos os momentos, sem forçar nada e se adequando ao clima. / Como pontos positivos, posso citar a trilha sonora e os personagens. As cenas do Esquadrão em ação são boas. A cena do bar tb curti. De negativo, temos os vilões que os vilões enfrentam (não que seja ruim, mas pareceu genérico) e o Coringa cegamente apaixonado pela Arlequina (ele aparece unicamente pra isso). O que não entendo é como esse filme ganhou tanto haterismo. Esquadrão Suicida é um bom filme, apenas. Tem seus defeitos, mas continua sendo um bom filme. / Obs.: Tem cena pós-créditos.
Angry Birds: O Filme (The Angry Birds Movie) (2016) - Adaptar Angry Birds parecia impossível, mas já tínhamos adaptações antes, como os esquecidos curtas e o desenho de tv Angry Birds Toons, então já tinham algo pra ajudar. A animação não se baseia unicamente no primeiro jogo, misturando elementos de todos os outros. / Dá pra considerar que a adaptação foi bem fiel. Criaram características únicas pra cada personagem e inseriram os elementos do jogo na história. O longa é mais voltado pro público infantil, repleto de piadas ora bobas ora divertidinhas, mas tb com algumas piadas adultas (sem comentários rs). / O grande problema é que o filme leva mais da metade de seu tempo desenvolvendo a trama, e nesse tempo chega a cansar em determinados momentos. É como se fosse um prelúdio do jogo, sendo o jogo mesmo o clímax do filme. Quando chega a tão esperada cena do ataque dos pássaros aos porcos com o estilingue aí sim a animação fica cada vez mais divertida. / 3D bem feito. / Visual da animação ótima.
Enoshima Prism (Enoshima Purizumu) (2013) - Produção japonesa envolvendo viagem no tempo com aquele clima que só os asiáticos conseguem. A princípio o protagonista viaja no tempo um dia antes da morte de seu amigo e da ida de sua amiga para o exterior e percebe que pode mudar o passado, mas coisas começam a acontecer. / Pode parecer "mais do mesmo", mas o filme consegue contar de forma diferente os clichês do gênero ao mesmo tempo em que se mantém na abordagem da amizade entre os três. As cenas entre os três amigos colegiais são bem relaxantes de assistir. Em contrapartida, os momentos do protagonista são tristes. O final é marcante e não decepciona.
Conexão Mortal (Cell) (2016) - Os caras tinham tudo pra fazer um bom filme, mas erraram feio. A premissa é muito interessante, com toda essa ideia de celular transformando as pessoas em "zumbis" (claramente uma ironia), mas só. De início até vai bem, consegue prender a atenção, mas depois é só bizarrice. Tirando a boa cena do Trololo, que só pode ter sido feito pra rir mesmo, todo o resto se leva bem a sério de forma medonha, por mais tosca que pareça. / As cenas em geral nem são tão ruins, algumas é que são mal feitas, mas outras são normais. O problema mesmo é a linha de raciocínio que o filme segue em relação aos 'mistérios' que ele implanta na trama, sempre confuso e com explicações que só confundem mais ainda. E cada vez mais perto do final, mas confuso vai ficando. No encerramento então nem se fala, acaba com a graça toda do filme. / Acabou que criei minha teoria sobre o que realmente foi o filme, mas acredito que o próprio filme deixou isso óbvio no encerramento, só não deixou claro, até pq as coisas começam a ficar doidas, como se fosse proposital deixar o público confuso (o que suspeito que tenha sido o objetivo) e jogasse a verdade no último instante, Mesmo seguindo essa ideia, continuei achando sem graça e bem forçado, por mais que exista uma lógica.
12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição (The Purge: Election Year) (2016) - Depois de explorar o universo criado nos primeiro e segundo filmes, o terceiro segue a ideia do segundo de mundo aberto, mas agora envolve políticos no meio e finalmente mostra os rebeldes que são contra o expurgo, além de outros novos personagens. Dessa vez os arcos são mais interligados e não demoram para se encontrarem. O resultado é uma união em meio a grande noite do expurgo onde pela primeira vez ninguém está protegido por lei e qualquer um pode matar qualquer um. Muita ação e cenas dignas de videoclipe tomam conta da trama no possível encerramento da franquia, embora eu não duvide de mais filmes vindo por aí.
Batman: A Piada Mortal (Batman: The Killing Joke) (2016) - Difícil não criar hype para uma animação baseada num ótimo clássico, ainda mais quando colocamos Batman e Coringa na mesa história. A animação de A Piada Mortal consegue adaptar a hq de forma bem fiel até, pelo menos no quesito de acontecimentos, diálogos, enquadramentos, etc, mas erra feio no ritmo e seu acréscimo de conteúdo não é marcante. O resultado é uma animação "montanha-russa", ora bom, ora não ruim mas deixou devendo algo. / Por mais que a ideia de inserir a Batgirl e desenvolver sua personagem na trama fosse ótima e necessária, algo que eu mesmo gostaria de ver, entregaram algo 'nada demais', que cumpre sua função mas não marca (nem a polêmica e duvidosa cena envolvendo ela e o Batman). Além, fizeram ela parecer a protagonista, enquanto a história sequer é dela, o que deixa bem claro na segunda metade do filme, quando realmente A Piada Mortal é adaptada. / Ainda que alguns diálogos sejam bons nas hqs, na animação pareceu forçada, como se um livro tivesse sendo citado (o que não deixa de ser verdade), como na cena do Batman interrogando o Coringa antes do caos começar. Outro problema foram os flashbacks, que soaram vagos e mais cartunescos (embora a animação parecesse mais cartunesca que de costumo). Talvez fosse melhor unir todo o flashback numa única cena e ela fosse a abertura do filme. / Toda a parte que adapta A Piada Mortal é previsível para quem leu a hq, mas dá pra marcar. Coringa insano praticando crueldades pouco exploradas envolvendo nudez e abuso. Só senti que não marcou tanto quanto esperava. Talvez por já saber a história e seguirem fielmente, mas sem o peso das hqs, por mais que seja sério. Mas ele tá lá, doentio como nunca. / Apesar das falhas, A Piada Mortal ainda assim é uma boa animação, mas prejudicada pelo próprio hype, não só por ser uma adaptação de uma hq clássica, mas tb pela DC ser conhecida por suas animações de qualidade.
A Era do Gelo: O Big Bang (Ice Age: Collision Course) (2016) - Entre altos e baixos, a franquia chega ao quinto filme com sinais de desgaste, mas ainda de bom humor. A história sobre o possível fim de tudo é o trunfo em meio ao reaproveitamento de piadas e os diversos personagens (a cada filme foi aumentando, perdendo aquela sensação do trio original para dar lugar a famílias e etc [Falando assim lembrei de The Big Bang Theory]). Notei que o humor ficou um pouco mais "pesado". Tudo bem que a franquia já tinha isso, mas aqui o nível está maior, se é que me entendem kk Os caras viajaram nesse filme. O Scat não é o grande destaque, mas suas cenas continuam marcantes.
Dead Rising: Endgame (Dead Rising: Endgame) (2016) - Deixando toda a criatividade e o clima trash do primeiro filme de lado, a continuação de Dead Rising mais parece um filme genérico de zumbi, com uma história mais séria e objetiva, consequente das revelações do filme anterior. Não que isso seja desculpa pra fazer um filme assim e não que o resultado seja ruim, apenas fizeram algo diferente do esperado, algo mais "normal", mas ainda dá pra entreter. No aguardo da continuação, mas quero a zoeira de volta.
Caça-Fantasmas (Ghostbusters) (2016) - Tão divertido quanto os antigos, mas cada um do seu jeito, já que o original se adequou a época em que foi feito e o remake ao momento atual que vivemos. Pensei que teria ligação com os filmes antigos, mas é reboot total (ainda assim há referências e participações especiais). / As protagonistas estão ótimas e o visual dos fantasmas incríveis. Não curti o secretário burro e o vilão caricato, mas conseguem render algumas boas cenas, embora nada comparado as cenas das novas Caça-Fantasmas. A história não possui nenhuma grande reviravolta, e na verdade nem precisa. O objetivo aqui é divertir. E isso conseguiram com sucesso.
As Crônicas de Xaropinho (As Crônicas de Xaropinho) (2011) - Ainda to raciocinando o que acabei de ver. Xaropinho fica encarregado das cartas dos fãs e decide ajudar os fãs que necessitam de algo, mas enquanto ele pensa que tudo está saindo bem, as coisas estão uma verdadeira confusão nos detalhes. É tipo um filme religioso disfarçado de comédia com humor duvidoso de pegada infantil mas não sendo tão infantil com casos questionáveis dignos de teoria do caos. Misture tudo, crie uma linha cronológica, insira algumas tentativas de piadas e a narração do Xaropinho e pronto. Rapaz!
The Walking Deceased (Walking with the Dead) (2015) - Diferente do habitual, o filme paródia engana em seus primeiros minutos com um besteirol fraco típico do gênero, o que pode fazer muitos desistirem, mas aos poucos vai se encontrando e se focando na relação entre os personagens, fazendo com que a história se leve mais a "sério", tendo uma mudança perceptível. As piadas ruins continuam presentes, mas não ficam forçando sacanagem, o que por si só é um alívio pra algo do tipo. Os personagens são caricatos e souberam se utilizar disso, como no exagero do Rick ao chorar e ao ficar chamando o Carl. / O filme une e/ou faz referência a The Walking Dead, Meu Namorado é um Zumbi, Zumbilândia, Madrugada dos Mortos, entre outros filmes de zumbi, além de alguns filmes de outros gêneros. Apesar de ter seus momentos, em geral o longa não é grande coisa e só vale mesmo pela curiosidade ou pela falta do que fazer. Só não vale assistir esperando algo bom.
Invocação do Mal 2 (The Conjuring 2) (2016) - Já tinha lido sobre o caso antes de ver Invocação do Mal 2, então já esperava algo bom (tb pelo fato do primeiro filme ter sido muito bom). Na continuação, o clima de tensão retorna reformulado e a história muito mais interessante. Acrescentam um pouco de humor e tb uma cena musical a la Elvis Presley, ambos funcionais (quero mais), mas exageram em alguns momentos (a dentadura foi o cúmulo) e o terror ganha mais espaço em vez do suspense. O que antes parecia tudo o que Atividade Paranormal não foi, agora temos algo mais "físico" para assustar. Não que seja ruim, até pq o filme foi ótima, mas dá pra perceber a diferença. / O que mais gostei, e isso pensei que deixariam de lado (felizmente não deixaram), foi o envolvimento da mídia. Até hoje há dúvidas sobre o caso, e o filme se aproveita muito bem disso, adaptando fielmente gravações e fotos, e mostrando tanto o lado dos demonólogos quanto dos que ainda estão céticos se tudo aquilo é real ou não. Recomendo e fico no aguardo do terceiro filme (não to empolgado pro spin-off da freira).
Hardcore: Missão Extrema (Hardcore Henry) (2016) - Como o filme vive sendo adiado no Brasil e já lançou lá fora faz tempo, decidi conferir logo essa gameplay de fps. Digo, esse filme de ação em primeira que mais parece um jogo de tiro. Talvez vcs se lembrem de um curta/clipe que circulou na internet a um tempo no mesmo estilo. Pois bem, é o mesmo cara por trás do curta. / Hardcore Henry é insano, repleto de violência, com uma trama genérica porém semelhante a jogos antigos de beat 'em up, filmado com uma GoPro e financiado pelo povo. São referências ao lado de muita ação, tiroteio, explosões e parkour. O ritmo frenético dá poucos momentos para o descanso num filme onde tudo acontece e tudo pode piorar. A trilha empolga (tem até Queens). Até tem um problema ou outro em questão de roteiro, alguns personagens não são aproveitados, reaproveitam elementos desgastados mais de uma vez, mas tá aí um filme pra divertir.
A Bruxa (The VVitch: A New-England Folktale) (2015) - Vi o polêmico nada polêmico A Bruxa. O filme é "interessante", mas cansativo. A publicidade foi exagerada e o público viu o filme errado, esperando algo assustador. Não há uma única cena que dê susto, se querem saber. Felizmente, pra mim, já que nunca vi graça nisso e vi por saber do haterismo do povo pela falta de susto. Na verdade o filme é um suspense, mas na maior parte do tempo nada acontece. Ainda assim, a trama possui momentos que prendem a atenção e a história tende a melhorar cada vez mais. Pena que seu encerramento é bem ruim. Não esperava nada, me surpreendi com a história, mas foi monótono e o final decepcionante pro nível que as coisas estavam alcançando.
Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft) (2016) - Vi essa gameplay disfarçada de filme. Muito bom pra quem curte o gênero. Nunca fui fã da franquia de jogos, apesar de, se não me engano, já ter jogado um dos primeiros, então não sabia muito o que esperar além de batalha entre orcs e humanos, mas... :v O filme é só isso mesmo kk Por conter uma premissa tão simples e sem mistério, o filme acaba por prender com bons personagens e reviravoltas que trazem renovação a trama. / O visual tá incrível. E parece mesmo um jogo transformado em filme. O figurino, os cenários, o clima, tudo remete não só a Warcraft, mas tb a jogos do gênero. Até a 'câmera' brinca com isso, mostrando desde ângulos aéreos de batalhas e construções, como se a tela do cinema se transformasse numa tela de computador, até momentos que lembram demais cutscene. Quase duas horas de filme e o tempo passou rápido. Quando terminou deu uma sensação de que teria que comprar uma expansão kk Já quero o segundo.
X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse) (2016) - Vi com baixas expectativas e acabei me surpreendendo. Dividindo opiniões, há quem diga que esse é um dos piores filmes da franquia, há quem diga que é um dos melhores. Eu fico com a segunda opção, se levarmos em conta que menos da metade da franquia são filmes realmente bons. Nesse último filme da trilogia sobre a origem dos X-Men, que acabou sendo o pontapé pra novos filmes futuros em vez de reboot, temos finalmente o início de mutantes aguardados, como Ciclope, Jean Grey, Noturno, Anjo, Tempestade, entre outros. (e a Jubileu, que infelizmente a publicidade nos enganou e no filme não passou de uma figurante). Pra encerrar em estilo, apressaram acontecimentos que deveriam ocorrer mais futuramente, mas isso já era de se esperar, visto que no filme anterior tb fizeram isso. Só que dessa vez há surpresas, das boas, mas acalmem-se que não darei spoilers. / O filme é bom, consegue empolgar, há referências, mas deixa uma sensação de que poderia ser melhor, por mais que tenha diversas cenas... empolgante. Assim como Dias de um Futuro Esquecido, a demora pros atos acontecerem acaba cansando, porém dessa vez conseguiram equilibrar com as cenas de ação. / Não sei se o filme foi renderizado as pressas, mas, assim como há cenas bem feitas em cgi, há tb outras muito falsas. Foi como se tivessem se focado nas "principais" e deixado o resto de lado. Alguns poucos diálogos tb ficaram estranhos, mas não me recordo de algum pra citar agora, mas são detalhes. / Finalmente vemos os X-Men (ou futuros X-Men) trabalhando em equipe, com personagens que já deveriam ter aparecidos. E o clima 'equipe' até que funciona bem aqui. O humor tb tá na medida certa. As cenas de luta tb são boas. Gostei muito da batalha final. E dessa vez consegui curtir mais ainda o Mercúrio, coisa que no anterior achei apenas "bom", mas nada mais do que isso como diziam pela internet. Agora é esperar os próximos filmes e esperar tb pra que o nível melhore cada vez mais, assim como no ótimo Primeira Classe.
Os Dez Mandamentos: O Filme (Os Dez Mandamentos: O Filme) (2016) - Vi o filme e alguma intervenção queria fazer eu parar de ver, pq o filme travou duas vezes e congelou a tv. Mesmo assim continuei e vi todo o longa. A primeira coisa que me veio em mente ao terminar foi: "Pq, Record?". Em parte é ruim, em parte é bom, e explicarei melhor a seguir. / Todo mundo já sabe que o filme na verdade é um resumo de umas 200 horas de novela em duas horas de longa, correto? Não, mas a maioria deve saber (espero). Então deve-se esperar uma novela, e não um filme, certo? Não, pq eu quero ver filme, não novela. Mas se é uma novela disfarçada de filme e eu vi pq quis, não posso ficar reclamando disso, posso? Poder até posso, mas tentarei ser bonzinho. / Cheguei a ver algumas matérias na Record na época que anunciaram o filme, sobre a conversão cinematográfica, a melhora de qualidade, etc. Nada disso funciona, pq o filme continua parecendo novela. Fica na cara que o filme é um resumo, e nem precisa entender de cinema pra isso e talvez nem saber que existe novela. As passagens de cenas deixam claras. Enquanto em umas são bem feitas, outras simplesmente começam do nada e mostram conteúdo que qualquer um que não conheça toda a história de Moisés fique confuso. Felizmente o filme tem bons momentos e não fica o tempo todo jogando informações no público e largando depois. Não o tempo todo. / Lembro dos comentários sobre quão magnífico havia ficado os efeitos. Pra uma novela brasileira ficou ótimo, pra uma série normal ficou como deveria ficar, mas pra cinema ficou ultrapassado demais. Vale ressaltar que há filmes com qualidade muito pior, mas o caso aqui é especial por se tratar de cinema, mesmo sendo um resumo de novela. / Falando em resumo, não achei tão corrido quanto falavam. Lendo algumas críticas então entendi que muitos acharam a primeira metade muito corrida e só depois o filme começou a andar mais devagar. Realmente, passado o início, o filme sai tacando acontecimentos variados pra só depois parar e seguir mais tranquilamente, mas sem parar. / A história de Moisés já foi contada várias vezes e aqui não é diferente. Apenas recontaram a história mudando algumas coisas, considerando como licença poética. Teve gente que gostou, mas tb gente que se revoltou e considerou heresia. Não lembro tudo o que tá na história bíblica, mas estranhei muito alguns momentos. Pela obra que originou o filme se tratar de uma novela, dá pra entender os acréscimos e as interpretações. O que realmente achei desnecessário foi Josué relembrar a história de Moisés. Soube que as tais cenas adicionais e final inédito não são novidade nenhuma, primeiro pq não acrescentam em nada na trama e segundo pq a novela ainda contará mais coisas, enquanto no filme encerram de vez a história de Moisés, sobrando assim a de Josué para contar. / Sobre a parte visual, não dá pra comentar muito, já que é uma produção de tv, mas dá pra deixar passar. Sobre as atuações, tem umas sofríveis e outras ok. Uns fazem seu papel, outros soam caricatos demais. Peço desculpas aos que eu ri kk sobre a trilha, sem reclamações, só elogios na verdade. / Agora uma coisa que me incomodou mais que as passagens repentinas e a falta de desenvolvimento em alguns momentos foram o modo de dialogar. Simplesmente saíram falando normalmente, com sotaques e entonações que não lembra aquele povo. Fiquei esperando alguém soltar uma gíria. Sério. / Outro incômodo foi a narração. Em alguns momentos até ajudou a explicar as coisas nas passagens de tempo, mas na maior parte apenas disse o óbvio, como se o público não já tivesse vendo que aquilo que o narrador disse já havia acontecido ou estava acontecendo. / Os Dez Mandamentos passa bem longe de ser uma perfeição e tb não chega nem perto de versões anteriores como a dos anos 50, considerada a "definitiva", mas não é um lixo completo como muitos andam dizendo. Como cinema falha miseravelmente, mas como filme-resumo até que está bem feito. Já vi coisas muito piores que isso, muito mesmo. Então é aceitar que é um filme-resumo de novela e ver com essa mente pra então aproveitar o longa. / Pior de tudo mesmo é a exploração exagerada que estão fazendo com essa novela: Livros, peça teatral, bijuterias, esmaltes... Sim, podem pesquisar que é tudo real. Só o que é boato é sobre o desenho animado, até então nada confirmado. E preparem-se para mais, pq a segunda temporada da novela tá aí e não duvido que tudo se repetirá.
Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War) (2016) - Guerra Civil, por mais que pareça, não é um Vingadores 3, e sim a continuação de Soldado Invernal. A trama de Bucky continua, só que agora adicionada a outras questões. Os Vingadores estão sendo obrigados pelo governo a assinarem um tratado para controlar os heróis, feito após as imensas destruições vistas nos filmes anteriores. / Com exceção de Thor e Hulk (e certo outro), os heróis estão de volta e se veem divididos. O passado do Capitão volta a assombrar (como sempre) e a por tudo em risco. Em meio ao conflito, são inseridos novos personagens. Mas vamos falar dos dois destaques: Pantera Negra e Homem-Aranha. Ambos já existem no universo cinematográfico e a forma em que são inseridos é aceitável. Caramba, o Aranha nos Vingadores! O ARANHA NOS VINGADORES! Nem preciso falar mais nada. Ele tá incrível! (exceto pela dublagem brasileira) Em seus "poucos" minutos de fama ele já representa as características do personagem nas hqs: Brincalhão, faz piada toda hora e não cala a boca. E precisa de grana. / As cenas de luta são o grande trunfo do longa, repleto de ação, explosões, tiroteio e tudo o que um blockbuster do gênero merece. Os vilões podem não ser tão marcantes, mas o foco dessa vez são os heróis. São eles que estão brigando entre si. Os acontecimentos vão levando a consequências cada vez mais grandiosas. / Marvel costuma ser conhecida tb pelo seu excesso de piadas na hora errada, coisa que quase não acontece aqui. Novamente temos um domínio maior do drama, o que é ótimo, mas sempre procurando um meio de manter os dois "gêneros" no mesmo filme. / Devo dizer que não é para comparar o filme com a hq? Pq são bem diferentes. Há semelhanças nas ideias, mas só. Cada um segue seu lado. Foi cedo a Marvel ter feito isso? Foi. Mas nem por isso fizeram besteira. Tb não dá pra ficar comparando com o recente Batman vs Superman. São filmes completamente diferentes, mesmo que ambos envolvam luta entre heróis e julgamento de tais. Então relaxem e aproveitem Guerra Civil, com bons efeitos 3D, boas cenas de ação, bons personagens e boa história. E O HOMEM-ARANHA! Tudo o que foi construído na franquia até aqui levou a esse ponto, mas a história ainda não acabou. Que venha mais!
Inspetor Faustão e o Mallandro: A Missão (Primeira e Única) (Inspetor Faustão e o Mallandro: A Missão (Primeira e Única)) (1991) - "Você destruiu o meu ovo!" huehuehue Que filmes tosco! :v Curti. Faustão faz piada sem graça toda hora (é tipo mestre do Marcos Castro, pra nível de comparação). E ainda para o filme pra citar frases geniais (sqn). / Mallandro só quer saber do rap do ovo kkk Mas aproveitando o assunto, o filme tem a participação de cantores como Wando, Sidney Magal, Sandrá de Sá, entre outros. :v E ainda tem as paquitas da Xuxa (curiosidade: O filme é Xuxa Produções, sério). / A trama é muito sem noção: Deus (sim, Deus) olha pra feira de Caxias e transforma o feirante Faustão num inspetor, pra acabar com o contrabando de aves que rola pela região. Em troca do serviço, ele oferece a Faustão uma geladeira ( :v ). Mallandro, filho do chefe de polícia, se junta a ele pra desvendar o caso. Há outros personagens que acompanham a trama tb, mas são poucos os que são normais nesse filme (como a mulher do Faustão e a namorada do Mallandro), pq a maioria é bem sem noção (tipo o garotinho que acompanha os dois nas missões). Faustão ainda tem dois cachorros chamados Inflação e Salário Mínimo. / O que se segue são momentos infames. Basicamente Faustão contando piada e falando frases estranhas, como já contei antes. Só achei que o encerramento poderia ter sido melhor. Não só contradisse os personagens (?) como tb não fez sentido nenhum (!!!). Mas o que faz sentido nesse troço? kk / Com enrolações digníssimas e quebra da quarta parede, essa tosqueira suprema do cinema brasileiro que a Globo tenta apagar mas não consegue continua viva. Pesquisando na internet, descobri sites que analisam cada momento do filme. Merecido.
Deus Não Está Morto 2 (God's Not Dead 2) (2015) - Depois de um primeiro filme estereotipado ao extremo que desperdiçou ao máximo seu potencial, pensei em passar longe da franquia, mas a situação imposta na continuação me chamou a atenção e decidi conferir. Que surpresa: Evoluíram muito. Acertaram em umas coisas, erraram em outras, exageraram em outras, mas o filme voltou bem melhor. / Vale citar, porém, que mesmo com essa evolução, há certo reaproveitamento dos elementos do primeiro filme. Por um lado, toda aquela trama paralela sem graça foi retirada (há referência ao carro, mas não passa disso). E nem todos os ateus são maus (a maioria ainda é haha). Por outro, a imagem de que todos os cristãos são bons continua e repetem a base do arco da muçulmana que se converteu e foi abandonada pela família, só que agora é com um chinês. / Uma professora responde uma pergunta de uma aluna envolvendo Jesus. Os pais da garota, juntamente com o Estado, decidem processar a professora. O advogado da professora é ateu, mas vê naquela situação uma injustiça. A trama do filme pode ser considerada puramente vitimista e até mesmo de uma realidade paralela, como já cheguei a ler pela internet. Pois bem. Primeiro devemos entender que é um filme religioso, voltado para o público religioso e que fala de coisas religiosas. Sim, há filmes religiosos aclamados pela crítica e público independente de crenças, como Os Dez Mandamentos de 1956 e O Príncipe do Egito, mas não é o caso de Deus Não Está Morto 2, que entra no quesito "totalmente voltado para o público religioso", engrandecendo o cristianismo, por exemplo. Segundo devemos compreender que o filme tem como base uma mistura de acontecimentos reais. Mas então tudo isso justifica o fato do filme ser do jeito que é? Ironicamente não, mas se não fossem os exageros presentes na trama, sequer teríamos filme. A ideia de uma professora ser processada pq citou Jesus como figura história interligando com King e Gandhi, na vida real, não creio que faria algo do tipo acontecer. Impossível não, mas improvável. / Diferente do primeiro, o foco aqui é mais no julgamento que tudo (chega a ser estranho ter que citar isso, mas no primeiro o debate ficou em segundo plano). As cenas nos tribunais são atraentes e conseguem prender a atenção, seguindo caminhos curiosos. Para um cristão, um prato cheio do evangelho. Para pessoas de outras religiões ou ateus, talvez uma curiosidade. Mas como disse, é um filme totalmente voltado para o público ao qual foi designado, logo o filme sempre estará ao favor dos cristãos, independente do quanto mostre o outro lado. / "O que realmente está em julgamento aqui?", diz uma das perguntas escritas num bloco de notas. Dessa vez não é Deus que está sendo desafiado por existir ou não, e sim Jesus. E aqui entra o ponto mais positivo do filme: Tiveram o cuidado de pesquisar argumentos que tentem provar a existência de Jesus, trazendo até estudiosos da área para depor, tornando assim o julgamento ainda mais interessante. Porém devo ressaltar que provar a existência de Jesus é uma coisa, agora provar a divindade aí já é questão de fé. O filme pode forçar em determinados momentos, mas nesses não há uma insistência em provar a divindade, separando assim seus momentos de fé dentre os cristãos e deles para o mundo e seus momentos de confronto da Bíblia como fato, ou pelo menos de Jesus. Duvido que parte do público note isso, tanto cristão quanto ateu. / O final entretanto soa forçado, mas não desmerece os pontos fortes do filme. O show que no primeiro fez tudo parecer uma propaganda está de volta, mas agora de forma decente. Ufa. Pena que a corrente continua, mais brega que isso não dá. E uma coisa curiosa é que existe uma cena depois disso tudo, antes dos créditos subirem, resgatando partes que o filme não encerrou, dando assim um gancho para uma continuação que parecer ser maior ainda. Deus Não Está Morto 2 pode não ser uma maravilha, mas cumpre o que promete e é feito sob encomenda para seu público, ou parte dele.
Ousama Game (Ousama Game) (2011) - A qualidade do filme lembra filme caseiro com novela. Em algumas cenas a câmera fica se movimentando pelo cenário sem fazer planos cortados. A história é interessante, mas não espere muita coisa. As pessoas que não obedecem a vontade do Rei ou perdem a rodada de seu jogo vão sendo apagadas e pronto. Tem acontecimentos que não explicaram o que aconteceu, como se quisessem acelerar o filme (que de certa forma é lento) de qualquer jeito, mas no final buscam uma reviravolta válida para encerrar a história. Todo envolvido em segredo e com revelações mínimas, o longa é daqueles pra se conferir por curiosidade.
Liga da Justiça vs Jovens Titãs (Justice League vs. Teen Titans) (2016) - A animação não tá ruim não, mas esperava uma história melhor. Senti falta de alguns personagens e o foco mesmo é na Ravena e seu pai demônio (na verdade tudo aqui gira em torno de possessão demoníaca e o caramba, chega a ser estranho ver um longa assim visto que a DC não costuma explorar esse lado nas animações). A Liga mal aparece, se tornando um filme mais dos Jovens Titãs com o Damian. A capa engana mostrando o Ciborgue com os Jovens Titãs (que tá na Liga) e ocultando personagens como o Besouro Azul (que tá nos Jovens Titãs), apenas para referenciar a formação mais famosa do grupo. Foi legal ver os Jovens Titãs, apesar de eu achar apelativo demais aquele visual da Estelar, mas gostaria que fizessem uma aventura que envolvesse mais o grupo. Não vale aquela cena chatinha deles se divertindo no parque nível mistura de filme adolescente com aqueles animes sem graça que meu irmão vê.
O Grande Mestre 3 (Ip Man 3) (2015) - A franquia Ip Man retorna para um terceiro filme, mas nada de "encerrar trilogia", e sim "adicionar mais um capítulo sobre a vida do mestre". Comparar com os anteriores talvez não seja o mais correto, até pq a franquia segue como base uma história real, mas como filme, esse é o mais 'fraco' mas ainda assim muito bom. / A trama se foca na década de 50, com Ip Man já famoso, tratando temas envolvendo a mulher de Ip, os baderneiros que querem acabar com a escola local e um lutador poderoso. O que era um filme sobre proteger o próximo aos poucos se mistura com um clima dramático sobre aproveitar o momento enquanto ainda há tempo. / Boa parte das cenas de luta são muito boas. Porém a que Ip enfrenta o personagem atuado por Mike Tyson (que faz uma pequena participação especial no filme, mas que a publicidade fez questão de aproveitar ao máximo na divulgação) pareceu não ter muita importância para a trama. / Desde a abertura com o futuro Bruce Lee (que pensei que apareceria mais) até o encerramento marcante, Ip Man 3 não se resume apenas a lutas. É um filme sobre a história de um homem de grandes ensinamentos.
O Bom Dinossauro (The Good Dinosaur) (2015) - Decidi conferir o "primeiro fracasso comercial da Pixar". Com as críticas divididas, vi sem esperar muito. O resultado foi de surpresa com uma das animações mais dramáticas já feita pela produtora. Como diz o Buzz na paródia de Toy Story 3 pela MAD: "Os filmes da Pixar podem ser tristes no começo, as vezes no meio, mas nunca no final". (ironicamente Toy Story 3 é triste no final). E se eu dissesse que O Bom Dinossauro, mesmo com seus momentos divertidos, possui um clima forte em diversos momentos da trama? Pois é. / Dentre os temas tratados no filme, a morte é algo em pauta. Como explicar isso para as crianças? Preparem os corações. Tudo bem que tb tem parcialmente a morte de caça-caçador, mas isso já é tratado de forma mais humorada, mas vale a citação. / Na história do filme, o asteroide não atingiu a Terra e os dinossauros evoluíram. Aqui há uma inversão de papel, onde os dinos falam e pensam, até plantam a própria comida, enquanto o humano (um garotinho) se comporta como cachorro, além, é claro, de todo aquele jeito que vemos os homens das cavernas serem retratados. / O visual é um show a parte, tem momentos em que a ambientação parece real demais, principalmente em relação a água. As vezes parecia que gravaram uma cena real e colocaram uma animação 'realista' na cena. / O humor é simples e diverte com seu jeito inocente, até na cena alucinógena haha Quem viu entenderá. Altamente recomendado. Pixar acertou com a animação, pena que não obteve o sucesso merecido.
Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice) (2016) - Vi o filme na sexta. Ainda não consigo descrever o quão incrível foi. Não perfeito, mas grandioso. Ousado, sombrio, sem medo da concorrência, sem recuos, um sonho realizado pra qualquer leitor de hqs fã da DC. Se para os críticos de cinema foi uma decepção, para a maioria dos fãs será um dos melhores filmes de super-herói já feito. / Depois da boa abertura focada nos Wayne, temos uma excelente cena interligando BvS com MoS, com Bruce em meio a destruição de Metrópolis. Passado isso, o filme acaba sofrendo com algumas cenas arrastadas, mas não necessariamente ruins. Talvez a edição tenha surtido esse efeito devido a tanta história para contar. Porém aos poucos as coisas voltam a melhorar e depois tudo se torna um mero detalhe perante a grandiosidade que as cenas posteriores apresentam. Durante o longa são tratadas questões importantes envolvendo o Superman, que está sendo visto como uma ameaça depois dos rastros de destruição que deixou em suas lutas, onde diversas pessoas morreram. Batman está doido para acabar com o alienígena, assim como Superman não gosta "desse tal de Batman". / Chega a ser surpreendente ver como levaram tudo tão a sério e criaram uma adaptação que parece ter sido construída totalmente focada nos fãs do universo das hqs. Diferente da concorrente Marvel, com seus filmes pipoca feitos para toda a família, repleto de humor e aventura, a DC mostra um mundo sombrio, filosófico, cruel. É outro nível, bem diferente, difícil de comparar. Vale ressaltar que gosto bastante dos filmes da Marvel, mas a DC mostrou algo que sempre quis ver num filme de super-herói, algo mais sério, mais dramático, sem alívios forçados. / O grande destaque vai para a luta entre Batman e Superman, que dá nome ao filme. São momentos únicos, algo tão surreal que para entender só vendo mesmo. A batalha contra o Apocalipse também é de suar os olhos, unindo a "Trindade" da DC: Batman, Superman e Mulher-Maravilha. Para o povão talvez seja uma nova experiência, mas os leitores de hqs perceberão referências a clássicos dos quadrinhos, usados mais do que apenas inspiração para o roteiro. Em determinados momentos mais parecia que transcreveram algumas passagens das hqs e filmaram, salvo mudanças, claro. E certas cenas ainda abrem espaço pra teorias. / Ben Afleck como Batman tá demais, agora sim temos um Batman mais detetive e lutador no cinema, algo que ficou devendo em parte na trilogia Nolan, por mais incrível que tenha sido os filmes. A Mulher-Maravilha nem se fala, já chega arrasando. Gal Gadot cumpre bem o papel. E o que falar o Lex Luthor? Insano! Ele de certa forma funciona como um alívio cômico, mas a base de pura ironia de uma mente doentia. Agora o Alfred não fica marcado, mas quem sabe num filme solo do Batman poderemos ver melhor o personagem. O Apocalipse não preciso comentar, mas já comentando, ele vai muito além do que mostrado nos trailers. / Falei muito mas falei pouco. Comentar um filme desse nível onde diversas coisas acontecem sem dar spoiler é uma tarefa difícil, mas o recado foi dado. BvS inicia uma nova era com indícios de um mundo de heróis. Sim, o universo já está montado, os "deuses estão entre nós", mas, por mais que tais personagens sejam jogados na trama sem explicação, fazendo suas pontas, o filme entende que o público precisa entende-los, e é o que farão nos próximos filmes da franquia, antes de chegarmos ao mítico filme da Liga da Justiça. Senti que esse universo DC já começou com clima apocalíptico (sem trocadilho). Estariam caminhando para algo grandioso ao nível das grandes sagas da DC? Depois do que vi, não duvido de nada.
Singham (Singham) (2011) - Bollywood e seus exageros presentes na ação de Singham, que muitos já viram gifs e cenas que viralizaram no Face. O filme não chega a ser isso tudo que alguns consideram, mas consegue divertir. De início confesso que tava bem chatinho, não vi graça no humor nem nas lutas, mas depois de quase uma hora de filme as coisas começaram a melhorar. A história que era uma comédia romântica se torna um drama de um policial honesto em meio a policiais corruptos numa cidade dominada por bandidos. O final foi bem inesperado pra mim, diria que até "polêmico". Destaque pra cena do Singham puxando o cara pra fora do carro enquanto o carro capota por cima dele. O mundo precisa de mais policiais como Singham!
Seu Crime, Seu Sofrimento (Makkhi) (2012) - Quando digo que o cinema indiano é muito criativo, não estou exagerando, e Eega é prova disso. Quando soube desse filme, pensei que seria mais cômico, mas isso é apenas parte do longa, pq o drama tb está presente e é muito bem utilizado. Imagina: Como matar uma pessoa sendo apenas uma insignificante mosca? Como proceder nessa situação quando seu assassino está em cima da mulher que vc ama? Ora, perturbando o cara. Não é isso que as moscas fazem? kk Recomendo.
Go Goa Gone (Go Goa Gone) (2013) - Vi faz um tempo, mas considerei legal citar aqui. É um filme indiano de zumbi com teor cômico e muitas drogas (os zumbis surgem numa festa rave). O filme chega a brincar com alguns elementos (como a cena do "Na Índia não tem zumbis" e "Alguém traduz o que ele disse?") e diverte com cenas humoradas de quatro indianos que só queriam aproveitar uma festa e dois traficantes da máfia russa que se encontram presos numa ilha repleta de zumbis. Bom passatempo. / Vale citar que é um filme curto pra uma produção indiana (menos de duas horas) e foi o primeiro que vi ter campanha anti-fumo na metade (geralmente vejo apenas no início e lá pro meio tem o intervalo) [pra quem não sabe, os filmes indianos que apresentam drogas costumam mostrar os malefícios do cigarro]. Ao final, o filme parece uma grande campanha contra drogas, bebidas e um alerta ao uso de cinto de segurança, mas maconha parece liberado kk "Erva da Babaji", como diz uma das músicas, que tem até videoclipe nos créditos.
As Horas Finais (These Final Hours) (2013) - Quando soube do filme, logo lembrei de Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo, porém, mesmo tendo a mesma base (meteoro em direção a Terra e humanidade aproveitando seus últimos momentos de existência), os filmes possuem focos totalmente diferentes. As Horas Finais é mais pesado, possui um teor mais adulto, mais sério. O protagonista decide desistir de tudo e ficar "doidão" enquanto espera o fim do mundo, mas no caminho salva uma garota de pedófilos. Em meio a tragédias que se seguem, ele começa a mudar e a se sentir responsável por aquela criança. Em geral é um bom filme, só tem uma cena ou outra cansativa (a do bunker foi chata e o primeiro flashback repetitivo), mas fora isso consegue prender a atenção em meio a todo um drama e a busca da correção como pessoa nas últimas horas de vida.
Sniper Americano (American Sniper) (2014) - Filme bem feito sobre um cara considerado velho para servir e se torna um soldado de elite, indo para uma guerra "para defender a nação" e deixando até mesmo a família para trás (embora ele se preocupe). Fiquei surpreso pelo filme não ser tão patriota assim quanto alguns filmes são. Ora, o soldado está na guerra, mas vez ou outra vemos outros se indagando o motivo daquilo tudo. Deixando desacordos de certo ou errado de lado, se considerarmos as circunstâncias o sniper foi um herói (ironicamente ser americano ajuda), dá pra perceber como ele ficou atordoado com o que passou e quis proteger seus amigos daqueles que os queriam matar. São momentos de tensão entre tirar ou não a vida de homens, mulheres e crianças, inocentes ou não.
A História Não Autorizada de Três é Demais (The Unauthorized Full House Story) (2015) - Telefilme da Lifetime sobre a história da série Três é Demais numa produção "não autorizada", aproveitando o retorno da série na Netflix, ou seja, filme de baixo orçamento com atores amadores feito pra tv e sem o consentimento da equipe da série. Não espere muita coisa. / A princípio estranhei demais os atores, e terminei ainda estranhando, mas pelo visto foi o que conseguiram, e não é um trabalho fácil quando se necessita de atores semelhantes (ou que lembrem bem de longe rs). / O filme se foca nos três atores homens mas dá espaço pros outros tb. Acompanha a vida deles desde anos antes da série estrear até anos depois do cancelamento, mostrando a convivência nos bastidores e a vida pessoal e os problemas de cada um. / O telefilme acaba funcionando justamente pelo fato de contar a história por trás das câmeras de Três é Demais. Para os fãs, vale a curiosidade. Deu vontade de rever a série.
Fatal Frame (Gekijô-ban: Zero) (2014) - Baseado no livro "Fatal Frame: A Curse Affecting Only Girls", que por sua vez é baseado na franquia de jogos. O filme possui uma narrativa bastante lenta, mas um clima envolvente, embora tenha momentos cansativos. O que prende a atenção são as várias reviravoltas que acontecem durante seus 100 minutos. Ao final eu já tava confuso tentando ligar os pontos, mesmo com o filme explicando em detalhes quase tudo o que aconteceu. Não joguei os jogos, mas o que eu sabia da franquia era sobre a máquina que via fantasmas. Ela aparece no filme, mas é bem pouco. Enfim. Foi bem diferente do que esperava e o filme mais pareceu um prelúdio. Quando pesquisei sobre, tinha um "Zero" escrito no nome original, o que reforça minha ideia. Não é um filme que dá vontade de rever, mas é decente, só que muito longo pra algo tão monótono.
Deuses do Egito (Gods of Egypt) (2016) - Até que o filme não é ruim não, consegui curtir. A comparação com Fúria de Titãs é inevitável, mas são filmes bem diferentes um do outro (e Fúria é melhor rs). Pode não ter um cgi tão realista, mas visualmente é incrível. Quando os deuses (que são um pouco maiores que os humanos) se transformavam e ganhavam armaduras a la Cavaleiros do Zodíaco, já podíamos esperar boas cenas de luta. Ok, nem sempre. / Mesmo com uma história decente e visual de videogame, o filme tem uns problemas, o próprio diretor e/ou roteirista parece ter tido noção disso (ou não). Um desses problemas chegam a inventar uma desculpa bem sem graça. Tb tem umas situações que parecem forçadas. Os diálogos vi muita gente reclamando, mas nem liguei muito. O que decepcionou mesmo foi o monstro gigantesco do espaço que aparece no trailer. O pior é que ele cumpre seu papel no longa, que não é nada demais mas o filme nos faz criar uma expectativa alta sobre ele. / Pra quem não for tão exigente e não ficar xingando o filme por causa da polêmica de personagens brancos, Deuses do Egito é um bom entretenimento, de preferência em 3D. Não é sempre que temos filme de mitologia egípcia.
Sector 7 (7 Kwang Gu) (2011) - Tinha tudo pra ser um bom filme de suspense com monstro "gigante" adicionado ao humor, mas acabou se tornando genérico e mais longo do que deveria. Tem algumas boas cenas, a história é ok, as atuações variam (umas são péssimas, outras dão pro gasto). Só que o filme fica enrolando (até demais), há cenas desnecessárias (o que foi aquela corrida de moto pelo petroleiro?), acontecem umas coisas muito forçadas (que chega a incomodar justamente por se levar a sério, o que não deveria) e todo o ambiente externo parece puro cgi (e não duvido que realmente seja). O final é desnecessário e ainda tem informação real sobre o "Setor 7" (o local existe, mas não tem nada a ver com o filme), o que dá uma mensagem ao filme além do entretenimento.
Baahubali: O Início (Baahubali: The Beginning) (2015) - Bollywood apresenta uma batalha de irmãos, mas deixe isso um pouco de lado, esse é um filme de origem. Shiva, ou melhor, Bahubali, é o protagonista da história épica. Ele foi salvo ainda bebê e veio lá de cima das montanhas da cachoeira, até que cresce, descobre sua super-força, vê uma máscara que caiu lá de cima, imagina uma mulher (quem nunca, né? [sqn]) e decide escalar. Tudo ao som da música indiana e quadros cinematográficos. Daí vemos a treta que tá rolando lá em cima, a guerreira da qual o herói se apaixona, etc. Tudo ocorrendo de forma dinâmica, como um longo episódio de série. O uso do cgi é frequente, as batalhas são exageradas, criatividade não falta. / Chega um momento que parecem ter contado tudo, daí o filme entra num longo flashback, que inclusive viralizou pelo Face: uma grande cena de guerra com elementos surreais que nos faz pensar "Como não pensaram nisso na época?" (daí vc se toca na viagem). Só citando um deles: Duas bolas são lançadas nas catapultas com um enorme pano pegando fogo. Agora o final do filme... uma grande reviravolta pra deixar gancho pra continuação. A impressão que dá é que provavelmente será como um único filme só que dividido em duas partes. No aguardo.
Hotel Transilvânia 2 (Hotel Transylvania 2) (2015) - Melhor que o primeiro. O mais legal do filme são as "caras e bocas" dos personagens e as ações dos secundários, que roubam as cenas. Animação infantil, mas bem divertida. Não esperava muito e acabei gostando. Senti que o filme é um pouco mais "sério" (se é que dá pra dizer isso) que o anterior, provavelmente por causa dos temas apresentados nele (casamento, filho, ser ou não ser um monstro), mas tudo é desenvolvido em meio a situações cômicas, e funciona muito bem.
Deadpool (Deadpool) (2016) - O amado e odiado personagem dos quadrinhos que se metia em histórias escritas a base de misturas potentes de drogas elevado ao infinito finalmente ganhou um filme. Apesar do medo, muitos acabaram elogiando o longa, alguns até disseram ser o melhor ou dos melhores filmes de "super-herói" de todos. Exagero demais, eu sei. Mas então, o filme é bom? É. Muito bom mesmo? Não. Na verdade nem chega perto de ser toda essa maravilha grandiosa extraordinária que andam comentando por aí. Mas calma, o filme é muito divertido. Vamos por parte. / Antes de falar do filme, tenho que falar do material de divulgação. Primeiro veio aquele vídeo divertido que fez o filme acontecer, até aí tudo bem. As propagandas em imagens tb foram ótimas. Mas meu ponto são os trailers. Não entendi quanta empolgação a internet ficou com eles. Pra mim são trailers chatos, ruins mesmo, o filme parecia uma bosta. No primeiro só tinha sacanagem e nada mais. No segundo só umas cenas genéricas de ação. Podem reclamar, mas Deadpool não é só isso. Ele é pura zoeira, mas não pura sacanagem. Minha expectativa diminuiu drasticamente e nem as boas notas conseguiram me empolgar, mas caramba, é Deadpool, ia ver de qualquer jeito. E fui. Cinema lotado, consegui pra sessão posterior, mas vi o filme. E aqui, sem mais enrolações, começo a falar do filme. Dessa vez considerei melhor dividir em tópicos. / - História: Aceitável. Não há segredos na simples história cinematográfica de Deadpool, um filme de origem com uma trama romântica envolvendo drama, ação e... "sacanagens". Wilson é o cara zoeiro que descobre ter câncer, acaba fazendo parte de um experimento cruel, vira o Deadpool e decide se vingar. Ponto. / - Personagens: São normais, nenhum realmente marcante, mas todos cumprem seus papéis. Os mutantes são ok (dos X-Men tem o Colossus e a outra de "nome maneiro"), o Deadpool é zoeiro demais e os vilões são o de menos. / - Humor: As piadas do Deadpool ocorrem durante todo o filme, desde a zoada cena de abertura até a divertida cena pós-créditos. São piadas tanto idiotas quanto de humor negro, mas nada tão agressivo. Pena que muitas são apenas piadas idiotas sobre pinto e bunda. Pois é. Besteirol americano ativado. O Deadpool tb zoa todos, não perdoa ninguém, nem ele mesmo, nem a Fox, nem os X-Men. / - Ação: Tudo o que um filme de super-herói não costuma mostrar: Pessoas sendo estraçalhadas, decapitadas, esmagadas, etc. Tudo isso ao embalo de tanto tiroteio quanto lutas corporais. / - "Para maiores": O filme tem muitos xingamentos, muitos mesmo, o tempo todo. E de quebra ainda possui nudez, mas é bem pouco, já que a maior parte envolvendo algo a mais não aparece nada (como uma que ocorre ainda no começo). / - Referências: O que tem tanto quanto a zoeira do Deadpool? Referências, claro. São muitas, citadas durante as mais diversas piadinhas toscas. Referências a atores (inclusive do próprio Ryan e sua carreira [dentre elas os papéis esquecíveis em X-Men Origens Wolverine e Lanterna Verde]), a confusão da franquia X-Men, a Star Wars e muitas outras coisas, não só da cultura pop. Difícil lembrar agora de tudo. / - Quebra da quarta parede: Assim como nas hqs, Deadpool no filme tb quebra a quarta parede. Vez ou outra ele olha pra tela no meio das cenas e conversa com o público, dizendo seus pensamentos e recomendações. Ele tb sabe que está num filme. / A diversão é total, com ótimas cenas de ação e uma comédia que, apesar de sacana, consegue causar algumas risadas. A parte dramática tb está presente e é boa, ocorrendo mais nos flashbacks. Falando em flashbacks, eles correm durante a primeira (e longa) cena do filme, que começa na rua e rola a perseguição de carros e o tiroteio. Nesse momento o filme faz pausas pra contar o passado do personagem. Pode parecer cansativo de primeira, mas conseguem equilibrar a comédia e o drama. / Apesar da boa diversão, senti bastante falta de algumas coisas presentes nas hqs que o filme deixou de lado, algumas que poderiam ter deixado o filme melhor: / - Vozes da mente: Os leitores de hqs do Deadpool sabem que o cara é doido e fala consigo mesmo, que por sua vez fala consigo mesmo (olha o nível). No filme não existe nada disso. / - Censura: Nas hqs Deadpool é censurado ao xingar e a nudez tb não aparece (coisa bem normal nas hqs, até pq tanto adultos quanto crianças compram). Só que, mesmo não sendo tão frequente assim, Deadpool já chegou a brincar com essas censuras. No jogo, por exemplo, ele brinca com a tarja que censurou a parte de baixo dele quando ele foi no banheiro. Bem que podia ter brincadeiras com censura no filme, pelo menos no começo, só pra descontrair, mas não rolou. / - Palavreado: Nas hqs Deadpool fala besteira, mas não sai por aí falando sacanagens até não dar mais. No filme ele xinga e fica falando de pinto e bunda o tempo todo. Exagerado até demais. / - Quarta parede: Tudo bem que Deadpool fala conosco, mas senti que poderiam ter ido além. Nas hqs ele sabe que vive numa hq, mas todos pensam que ele é louco (o que não é mentira), já que pros personagens da hq aquilo é o mundo real. O filme podia adaptar isso, com o Deadpool falando que tava num filme perto dos outros e todos ficarem confusos com o que ele falou. / Claro que mudanças são inevitáveis, mas esses elementos me incomodaram. Deixei passar o fato do Deadpool não ser mercenário no filme pq é filme de vingança pessoal, então não faria sentido ele sair por aí matando por dinheiro. E como a história é boa... tá valendo. / Antes eu achava que Deadpool seria um filme de super-herói com besteirol americano, e depois de ver até que podemos considerar que é, mas em parte. Primeiro que ele não é um herói. Segundo que a gratuidade do besteirol varia com a situação presente na cena. Mesmo assim, e sem querer soar repetitivo, o filme diverte bastante em determinados momentos. É pura zoeira. / Depois da cena pós-créditos tem uma surpresa. Para os antenados em filmes, não há novidades, mas para o povão, muitos devem se surpreender.
A 5ª Onda (The 5th Wave) (2016) - Nem a boa atuação e beleza da Chloe salvam a história do que poderia ter sido um bom filme distópico sobre aliens. Mesmo sendo bem previsível (bem mesmo), considero o filme "bonzinho". É um filme adolescente clichê, então não espere tanto (embora tenha começado sinistro). Há cenas boas, como algumas das cenas de ação e toda a primeira parte onde são mostradas as ondas (os ataques dos aliens), mas tb há cenas fracas, principalmente nas românticas, algumas até vergonhosas (cantada melosa foi o pior haha no cinema todo mundo ficou rindo das cenas de romance). Provavelmente teremos continuações, fico no aguardo, mesmo com o primeiro filme não sendo grande coisa.
Lifi: Uma Galinha na Selva (마당을 나온 암탉) (2011) - Sacanagem, me disseram que era uma animação infantil, terminei com a mão na cabeça surpreso com o que ousaram mostrar :( Vendido como infantil, mas de infantil mesmo só algumas cenas, pq acontece cada coisa... / Desde a capa o longa me chamou a atenção, e realmente, o traço da animação é bem atraente. O título brasileiro é equivocado e nada chamativo, só reforça a impressão de algo infantil. Me surpreendi com tanta gente falando bem do filme e pensei "Não deve ser tão infantil assim não, tem algo nisso". Quando descobri que tinham censurado o final, o pensamento ficou mais claro ainda. Daí começo a ver e fica claro que realmente não é tão infantil assim, afinal, há mortes, há o ciclo natural da vida (um animal come o outro), tem umas poucas cenas onde mostram sangue (mas tem), até bicho cagando aparece, e já começamos vendo os ovos saindo das galinhas haha É muito difícil vermos animações infantis mostrarem essas coisas, são poucas. / A história da galinha que foge do galinheiro e adota um patinho órfão é pra cativar qualquer um, não importa a idade. Como a sinopse diz, os pais desse patinho morrem com o ataque de uma doninha, mas isso não acontece de imediato no filme, ainda tem muita coisa antes. Passado todas essas tragédias, acompanhamos o crescimento do pato e a adaptação da galinha aos novos ambientes. / Sobre a censura e o final, vou por parte. Pelo que soube a censura ocorreu em algumas mídias, mas não sei o critério usado, pq a versão que vi tinha o final original, e vi dublado mesmo. Que final forte. Não tava preparado pro que fizeram. Mesmo com tudo o que mostraram, não acreditava que realmente fariam aquilo. Voltando a censura, vi a tal versão pela internet. Tentaram deixar o ambiente mais alegre cortando toda a cena "controversa". Realmente o original é bem forte pra uma criança, mas não sei se devia haver uma censura. Sim, é pesado, pra caramba, mas faz todo sentido dentro da trama, é um encerramento perfeito pro ambiente que o filme criou.
Os Oito Odiados (The Hateful Eight) (2015) - Bom filme. Pensei que ia ficar cansativo por ter quase 3 horas de duração com grande parte a base de diálogos, mas estamos falando de Tarantino. O troço é bom, envolvente, os personagens, suas histórias e seus segredos prendem a atenção até o fim, isso além das reviravoltas.
Montage (Mongtajoo) (2013) - Mais um ótimo thriller sul-coreano, repleto de tensão e reviravoltas, que de tão bom compensa os problemas. As pistas encontradas e as ligações com os casos levam a explicações muito detalhadas que só faz aumentar o interesse. Mas como nem tudo são flores (desculpem o trocadilho, não foi proposital [entendedores entenderão]), o filme possui alguns furos que incomodam. Na verdade muita coisa o filme brinca com o público e ao fim tudo faz sentido, mas isso acaba tornando diversos momentos confusos. / Não sei se o nome "Montagem" (tradução) se refere ao que acontece no filme e/ou a edição mesmo do filme. Se for o segundo caso, que pena, a montagem é o que menos gostei. Inserir cenas que acontecem no passado sem pistas de que é um flashback foi a pior coisa. Tudo bem que entendi o que o filme quis fazer, mas mesmo assim não desceu. / Mas como disse, é um filme ótimo, muito bom mesmo, pegaram uma trama já clichê por lá e fizeram algo original, onde a trama principal e a subtrama se unem, pois tudo tem bastante importância pra história. Tem que prestar atenção em tudo o tempo todo.
A Irmandade da Guerra (Taegukgi hwinalrimyeo) (2004) - Anos 50, Guerra Fria ocorrendo pelo mundo. Coreia do Norte entra em guerra com a do Sul. Dois irmãos são separados de sua família e obrigados a ir para o campo de batalha. O mais velho quer fazer o mais novo voltar, mas o mais novo se recusa. A relação entre os dois começa a mudar. / Filme forte, repleto de cenas intensas de pura chacina, em ambientes onde o caos reina absoluto. É tudo tão bem feito, a história, o visual, a trilha, que não é de estranhar o filme bater de frente a grandes produções hollywoodianas do gênero, como O Resgate do Soldado Ryan. Comparações a parte, são obras bem diferentes, mas A Irmandade da Guerra merece seu espaço entre os melhores filmes de guerra já feitos. A última cena da guerra é pura agonia, mas como tudo pode piorar, o encerramento é mais forte ainda.
Twenty (Seumool) (2015) - Só conferi pq vi muita gente dizendo que era "o filme coreano mais engraçado de 2015", então decidi dar uma chance. Como suspeitava, não ri tanto assim, mas o filme é bom. Consegue divertir mas tb consegue deixar deprê. É mais voltado pros coreanos, envolve a forma em que as coisas funcionam por lá e vez ou outra vemos pequenas críticas ao sistema do país. / Na história tem três amigos com seus vinte anos que estão numa fase de mudanças (colégio-faculdade) e começam a pensar em mulheres e transar. Vemos eles tentando tomar atitudes e a irmã de um deles zoando eles. Então mulheres começam a entrar em suas vidas e os deixam apaixonados. Adicionado a isso, eles começam a sofrer pressões na família, seja por futuro (profissão) seja por questões mais pessoais. / Não tem como falar muito sobre o filme sem dar spoiler, então paro por aqui. O humor é bobo e em diversos momentos tem uma pegada meio besteirol (nada comparado ao americano, bem longe disso). Com o passar da história vemos como as situações obrigam as pessoas a amadurecerem de uma hora pra outra. O final é irônico.
Remanescentes: Esquecidos por Deus (The Remaining) (2014) - Filme de "terror" sobre arrebatamento (não é spoiler, mesmo que a sinopse não revele [sério, nem 15 minutos de filme já revelam]) meio que levado ao sentido literal, tudo tendo início com um grande som (a primeira trombeta) e suas consequências, de acordo com a Bíblia. Os primeiros minutos da destruição são bons, mesmo com o cgi barato. São momentos interessantes. Pena que depois o filme cai e as surpresas só voltam a acontecer lá pro fim, mas ainda dá pra assistir, mesmo que os caras comecem a viajar sem sair do lugar. O final é chato. Tem cenas filmadas com câmera parada e cenas com câmera na mão. Agora não sei se o problema foi aqui, mas o áudio tava muito desequilibrado, os diálogos baixos e os efeitos sonoros o triplo do volume. Atrapalhou bastante.
Assim na Terra Como no Inferno (As Above, So Below) (2014) - Quando o filme chegou por aqui, li o título e quis passar bem longe. Com esse nome e uma capa dessas, parecia um filme barato de terror que serve só pra assustar. Porém acabei lendo comentários na internet de gente dizendo que o título era "sensacionalista", apelativo, feito apenas pra atrair público (ou manter longe, como foi meu caso). Só que, mesmo com isso, li comentários negativos dizendo como o filme era ruim. Logo deduzi que muitos que viam estavam "vendo o filme de forma errada" e decidi conferir. Pra começar, é um filme "câmera na mão", ou seja, já foi feito pra um público restrito. Outra é que ele não é bem um terror, e sim um suspense. Sobre o título, é apenas um trocadilho ruim, mas não foge da proposta do filme. / Sem enrolações, o filme já começa com uma arqueóloga procurando um objeto, depois se apresentando e explicando a situação pra câmera ("filmando um documentário") e logo depois já parte em busca de ajuda pra encontrar a "pedra filosofal", para assim entrar nas catacumbas parisienses onde a maior parte do filme se passa. O que já possuía um clima dinâmico antes de entrarem no subterrâneo, coisa que diversos filmes do gênero não sabem fazer e gravam meia hora de cenas desnecessárias, logo é tomado por tensão quando finalmente entram. / O que se passa nessas cavernas labirínticas é o medo. Claustrofóbico para alguns, cada vez mais os arqueólogos vão entrando na caverna. Mais e mais. Eles encontram coisas, ouvem barulhos, há um clima de terror no ar. Tudo segue de forma bem realista até certo momento, pois depois o filme começa a inserir suas "fantasias". Como não sabia muito o que esperar, pensei que o filme começaria a se perder ali, a entrar na mesmice, mas não, continuou interessante. Os acontecimentos que se seguem não entrarei em detalhes para não estragar as surpresas. A última meia hora é mais 'assustadora', é o momento que o filme já apresentou as coisas, já fez seu suspense, então tava na hora de soltar tudo e deixar o inferno rolar (desculpe o trocadilho). É tb a parte mais tensa do filme (sim, a tensão não para, aumenta cada vez mais). Gostei de ter bem poucas cenas de susto, de não ficarem forçando isso que nem muitos filmes do gênero fazem e que considero ridículo, mas ainda assim não precisava aumentar o áudio absurdamente nesses momentos Acertaram de um lado, erraram do outro. O final é agradável, só por ter fugido do clichê já valeu. Sério, o fato de terem encerrado daquele jeito foi muito gratificante. Aquela sensação de tempo perdido não existe nesse filme.
A Maldição De Downers Grove (The Curse of Downers Grove) (2015) - O filme soa como "já vi isso em algum lugar", tem problemas em algumas cenas (aquelas "visões" e sonhos da garota são um saco), mas a história é boa. A ideia de existir uma maldição serve como pontapé inicial para uma outra história, o que não contradiz o filme mas faz parecer que a premissa foi deixada em segundo plano. De acordo com a maldição, um aluno morre perto da graduação. Com isso somos levados pra uma história de uma garota sendo perseguida por um cara que ela feriu. As pessoas associam os acontecimentos com a maldição mas a protagonista tem uma visão diferente das coisas, visão bem óbvia até, mas que os outros parecem fugir, preferindo acreditar em algo sobrenatural. Ao fim tudo faz sentido, os acontecimentos se conectam e encerram de forma 'inesperada'. Vi que o filme foi massacrado pela crítica, mas pra mim passa longe de ser ruim como andam considerando por aí. Dá pra perceber que tinha potencial pra mais e que há coisas desnecessárias na história, mas, mesmo com seus defeitos, boa parte da trama e seus acontecimentos conseguem prender a atenção.
Evereste (Everest) (2015) - Bom filme, bons atores, bons efeitos, bom 3D, mas nada grandioso. Tem umas coisas desnecessárias mas são detalhes. O filme melhora depois que começam a escalar. Vi um pessoal reclamando que faltou mais ação, adrenalina, sei lá o que querem, mas é um filme baseado numa história real. Os caras chegaram no pico do Everest quando foram atingidos por uma enorme tempestade que saiu massacrando todos. É isso, não há segredo.
O Reino dos Primatas (Monkey Kingdom) (2015) - Documentário da Disneynature sobre uma espécie de macacos que vivem na floresta que cobriu as ruínas de um antigo templo na Sri Lanka. Dizem que humanos e macacos possuem muito em comum, daí vem o longa e mostra os macacos divididos em classes sociais, dos maiorais (que vivem no topo da árvore) para os miseráveis (que vivem no chão). / Parece roteiro de filme, mas pelo que pesquisei a história é real. Tem uma macaca de "classe baixa" rejeitada que tem que aturar os maiorais do grupo sem poder fazer nada, tem o macaco que se apaixona por ela mas sequer pode chegar perto pq o líder do grupo não deixa, tem... o líder do grupo, que soa como o vilão da história, e por aí vai, não quero dar spoilers, há umas reviravoltas ao longo das gravações. / A narração de Tina Fey ficou muito boa, se adequando entre os momentos alegres e tristes do documentário, com direito a algumas piadas e interpretações do que os macacos estariam pensando, mas tudo na hora certa.
Até Que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final (Até Que a Sorte nos Separe 3) (2015) - Vi o filme ontem. Curti. É bem melhor que o anterior (o que não foi difícil), só não sei ainda se foi melhor que o primeiro. Pra encerrar a franquia, nesse terceiro decidiram se aproveitar da situação atual do Brasil e fizeram um filme escrachado mesmo, sem medo de fazer humor que o povo ama adicionado a figura do Hassum e suas caras. Apesar de não ter rido de tudo que as pessoas riram no cinema, tenho que dizer que ri demais de algumas (várias) cenas. Fazer o que, né? Conseguiram. Mas já prevejo gente reclamando que o humor é preconceituoso em alguns momentos. Digo, já vi. / Tino mudou muito e agora faz piada com tudo (não que não fizesse antes, mas agora é com tudo mesmo). A história é bem básica, mas funcional, e o filme fica o tempo todo em cima disso: Tino é atropelado pelo filho do homem mais rico do Brasil, Tete se apaixona pelo rapaz, decidem se casar, Tino ganha um emprego, ferra tudo, zera a empresa, deixa o Brasil em crise e as coisas só pioram a partir daí. / Gostei de como o filme, mesmo aliviando por ser comédia, não procura meios fáceis ou impossíveis de tentar resolver toda a situação. Além dos personagens fixos na trama, há a participação de algumas figuras famosas da tv, paródias políticas e o retorno de um personagem do primeiro filme. / Pra uma franquia que já tava programada desde o início como trilogia [mas a cada filme fazia os pseudo-cults e haters do cinema brasileiro reclamarem e o povão empolgar e lotar as salas de cinema], mas pareciam não ter mais história pra contar depois do primeiro, o terceiro reconheceu a forçação do segundo e viu que precisava de algo 'diferente'. Esse foi o resultado.
Parasita: Parte 1 (Kiseiju) (2014) - Descobri esse filme por acaso. Tinha visto um poster de um garoto com um bicho na mão e procurei o que era. Vi o trailer e parecia bizarro. Não li o mangá (talvez leia futuramente) nem vi o anime (não faço muita questão disso), mas tinha que conferir esse filme. Foi muito melhor do que eu esperava. Do começo ao fim, muita ação e drama, com poucas cenas de comédia. O parasita se hospeda na mão do garoto e vira a própria mão, agora com olho e podendo mudar de forma. Daí mostram que os parasitas se alimentam de humanos. Eles abrem a cabeça que nem aqueles zumbis estranhos do Resident Evil. Na metade do filme eu já tava doido, acontece tanta coisa sinistra... Tem parasitas que só querem matar mas tb tem uma que fica se indagando sobre a vida e sobre os humanos. Difícil explicar o que vi, é bizarro, selo "coisa de japonês" e muito bem feito.
A Travessia (The Walk) (2015) - Uma biografia do equilibrista que atravessou o WTC. Os trailers já mostravam que algo bom estava por vir, e foi isso que aconteceu. O filme se divide em dois momentos, enquanto é narrado pelo protagonista (algumas cenas dessa narração achei problemáticas, mas outras deram mais emoção). O primeiro momento é uma sequência de cenas sobre como Philipe se apaixonou pela corda bamba, onde acompanhamos seu treinamento e sua vida ao longo dos anos. Só que chega uma hora que o filme "para", e daí vem o segundo momento: World Trade Center. Os momentos mais interessantes estão justamente aqui, onde vemos os carismáticos personagens elaborando um meio de subir aquelas torres e montar uma corda entre elas infringindo a lei e praticando atos escondidos da polícia para realizar um sonho maluco de um equilibrista insano. Que demais! haha A cena da travessia é incrível, o 3D ajuda a aumentar a tensão. Na verdade todo esse segundo momento foi ótimo, sem desmerecer o primeiro, que serviu mais como curiosidade. Deu pra sentir a emoção dos personagens. E a atuação do Gordon-Levitt tá espetacular.
Perdido em Marte (The Martian) (2015) - O filme é mesmo tão bom quanto dizem, mas não perfeito. Prende a atenção o tempo todo, a cada cena tudo pode acontecer, já que há muito mais chances de algo dar errado do que certo. Achei interessante as propostas que os personagens foram elaborando para os desafios e as formas que fizeram pra se comunicarem. Esperava um filme totalmente sério, dramático, mas não, vez ou outra um tom humorado tomava conta, o que foi positivo, entreteve, fazendo as mais de duas horas de filme não se tornarem cansativas. Por fim cito o 3D que tá surreal, queria ter visto isso em tela grande.
Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma (Paranormal Activity: The Ghost Dimension) (2015) - Vendido como "o capítulo final", "o filme que interligará todos os anteriores", "as respostas para todas as dúvidas"... Mas acabou que não teve nenhuma revelação surpreendente, as respostas fajutas já haviam sido (em parte) mostradas nos anteriores e as ligações são tão óbvias que chega a ser vergonhoso terem vendido o filme com essa proposta. Pelo menos encerraram o arco do Toby, mas e daí? O que acontece depois? Nem duvido se anunciarem mais continuações. Ok, pra mim foi um dos melhores da franquia (não que signifique muito), gostei dos efeitos, é mais dinâmico (ainda assim tem aquelas cenas monótonas), as coisas não demoram pra acontecer, mas a essência dos filmes são as mesmas, o que muda é que acrescentam elementos diferentes, alguns bem legais e outros indiferentes. / No primeiro filme as coisas se mexem sozinhas de noite. No segundo o coisa ruim ataca qualquer hora, seja noite, seja dia. No terceiro tem história de origem e revelam uma seita. No quarto tentam dar uma inovada mostrando as cenas através de webcam, o coisa ruim sendo captado por sensor de movimento, essas coisas, tem até uma cena fora de casa. No Marcados Pelo Mal tentam inovar mais uma vez, daí colocam o possuído ganhando "poderes", cenas em outros lugares como igreja e rua, tem ataque às bruxas e o final viaja, mais parece um filme de "ficção" que "terror". Então chega Dimensão Fantasma e a inovação fica por conta de uma câmera que capta espíritos, ou seja, agora vemos ele em vez de ficar vendo as coisas mexerem do nada, e tem mais pessoas pra "enfrentar" o tal espírito.
Os 33 (The 33) (2015) - Acho que todo mundo deve conhecer essa história, mesmo que por cima. O filme proporciona um adicional, onde acompanhamos o lado dos mineiros, das famílias (com foco na irmã de um dos mineiros) e do político envolvido. Tem alguns poucos momentos enrolados, mas em geral é um bom filme, conseguiram transmitir a emoção dos personagens, a cada cena vem aquela agonia por tudo estar piorando cada vez mais, o que leva ao desespero de todos. O filme ainda faz uso de algumas imagens reais usadas em matérias de telejornais. Só pensei que o áudio original do filme seria em espanhol, mas foi em inglês.
.......... 2016 .......... Séries
3% (3%) (1ª Temporada) (2016) - Desde que vi o piloto anos atrás já via potencial. Felizmente a Netflix tornou a série realidade. E o resultado foi positivo. / Nos primeiros episódios tava achando cansativo, mas depois não queria mais parar de ver rs Tem potencial pra mais e fico no aguardo de uma próxima temporada. / Vi gente reclamando da falta de ação, mas isso sequer é o objetivo da série. Os desafios que os candidatos devem passar envolvem o pessoal, são mais psicológicos que tudo. / Em relação a atuações, tem tanto boas quanto ruins. Trilha sonora idem. A abertura não nada marcante, uma pena. Fora esses detalhes, foi uma série bem decente e com episódios mais que suficientes pro arco.
W - Two Worlds (W) (2016) - A cada reviravolta desse dorama eu ficava que nem o meme: "Que viagem é essa, véi?". W une elementos de dorama com quadrinhos e se aproveita disso pra contar a história. É tanta coisa acontecendo que toda a ideia de poder entrar na história e influenciar seu rumo, a ideia do criador contra a criação, etc, servem apenas como uma base pra toda uma complexidade maior. O dorama brinca com a ideia de quadrinhos, do formato, dos clichês, e cada vez mais que a protagonista do dorama se envolve com o protagonista da hq, as coisas começam a mudar de forma grandiosa. / Uma das reviravoltas ainda nos primeiros episódios brinca com a noção dos personagens estarem numa hq. E se algum deles soubesse que vivia numa ficção? O que ele faria? Isso abre diversas possibilidades a serem exploradas. A maioria é bem inesperada. São detalhes aqui e ali aproveitados que geram mudanças radicais na trama. / Após os primeiros episódios senti que o dorama tava mudando, parecia que iria passar a priorizar romance e comédia em vez de drama e ação, mas tudo fazia sentido. O dorama ironizava a si mesmo através da hq e deixou pistas claras sobre isso, como a do professor da protagonista reclamando que a hq tava perdendo o foco ao introduzir romance e ela dizendo que até os heróis podem ter esse momento romântico. E isso acarreta em consequências sérias na história. Ora, é uma hq de drama que vira romance. Óbvio que algo de muito ruim vai acontecer. Tudo no dorama tem sentido, até mesmo os clichês são propositais, pelo menos dentro da hq (dentro do dorama em si é outra história, embora possa ser explicado/desculpado com base na hq). / O último episódio é bom, mas senti que poderia ter sido melhor. Tb cansam com um reaproveitamento de ideia, apesar de fazer sentido dentro do contexto, o que dá prá deixar passar. Nada que atrapalhe na história em geral e tire a genialidade que W foi, ainda mais se pensarmos que a obra se utiliza de clichês pra fazer algo original. É tanta coisa acontecendo que compensa tudo. Meu destaque de personagem vai para o assassino da história. De mera citação, de mero personagem que serviu pra iniciar a trama do herói e depois sumiu, passa a ganhar importância quando a verdade começa a ser revelada, e a verdade é sinistra, muito sinistra.
Pânico (Scream) (2ª Temporada) (2016) - Por mais que Scream ainda não tenha feito jus a franquia de filmes ao qual foi baseada, a segunda temporada conseguiu de longe superar a primeira. Não que isso a torne realmente boa rs Logo no primeiro episódio já mostraram o potencial que tinham em mãos, mas logo depois já começaram a fazer algumas besteiras, como a questão dos sonhos. Felizmente isso foi deixado de lado e conseguiram equilibrar os momentos na maior parte do tempo (na primeira temporada era absurdo como um episódio podia estar bom e rapidamente ficar ruim). Os últimos episódios foram os mais empolgantes. / A série tem certo problema em relação aos personagens. A maioria não consegue ser marcante. São poucos ali que conseguem envolver. Até a segunda vítima lá do início da série conseguiu fazer eu me preocupar mais do que um monte de outros. Ainda assim gosto dos sobreviventes de Lakewood, mas bem mais dos outros do que da protagonista. Noah e Audrey melhores personagens. / Sem spoilers: Em relação ao season finale, foi muito melhor que a da temporada anterior. Esperava mais impacto com a revelação do assassino, mas dois fatores pessoais me atrapalharam: Primeiro que era o principal suspeito pra mim, e dessa vez foi mais fácil criar suspeitos que na anterior. Segundo que me deram spoiler kk Mas como era o que eu mais achava ser, não atrapalhou tanto. / A série ainda tem bastante o que melhorar, mas o avanço foi significativo, por mais que repitam os mesmos erros. A temporada conseguiu terminar muito bem e o gancho pra próxima deixou com vontade de ver logo a próxima.
The Muppets (The Muppets) (2016) - Quando criança, eu não era fã dos Muppets. Na verdade mal conhecia eles e devo ter visto uns dois filmes dos fantoches. Meu interesse aumentou quando lançaram o bom filme Os Muppets, trazendo a equipe pros dias atuais. Depois veio a continuação, que não foi grande coisa, mas divertiu. Quando anunciaram a série, fiquei empolgado. Uma reformulação em forma de 'falso documentário' acompanhando os bastidores do programa e a vida dos personagens, além de uma pegada mais adulta com um humor que pensei que faria mais polêmica, até pq estamos falando dos Muppets. A polêmica mesmo foi com o poster do Kermit e seu "ensaio nu" haha Poderia citar frases da série muito mais "pesadas" que isso. / A série funciona? Sim, muito. Nem todos gostam do estilo, mas eu curti bastante. Repleto de piadas, trocadilhos e muitas participações especiais, garantindo boas músicas nas cenas do programa. A interação muppet-humano funciona de forma tão natural e todo o ambiente é tão real que parece mesmo que tudo aquilo está realmente acontecendo de verdade, como os bastidores de um programa, não de uma série. Mas o melhor mesmo são os personagens secundários, são eles os principais responsáveis pela série ser boa. / Infelizmente a série foi cancelada devido a baixa audiência, mesmo com diversas mudanças na produção (que a série indiretamente parece fazer referência quando o programa da Miss Piggy passa por mudanças). Tinham até deixado um gancho pra próxima temporada, mas parece que não saberemos mais o que irá acontecer...
Produce 101 (Produce 101) (2016) - Grande surpresa esse programa. Gostei muito do formato. Geralmente o padrão dos programas musicais é aquele de ir eliminando metade por metade, mas já sabia que Produce 101 fugia desse formato. Apesar de já ter visto apresentações de vários outros programas (coreanos), esse foi o primeiro que acompanhei todos os episódios (mesmo com longa duração, foram apenas 11 episódios). 101 trainees (todas garotas) de 50 empresas diferentes disputando 11 vagas para formar um grupo de kpop durante 1 ano. / Sério, quero mais disso. E vou listar os motivos que fizeram esse programa ótimo: / - Treinamento antes de eliminação: Depois das classificações e reclassificações iniciais, as trainees foram treinadas para se apresentarem. Ou seja: Mesmo indo mal na apresentação inicial, a trainee era posteriormente treinada para assim se apresentar novamente. / - Público como jurado: Tenho minhas ressalvas quanto a isso, mas o povo é quem decidia quem continuava ou não. Por um lado isso trouxe uma interatividade maior ao programa, mas por outro fiquei com medo de votarem apenas nas populares. Felizmente as surpresas foram boas. / - Avaliação em quesitos: Para entender melhor o programa deve ter certo conhecimento do mercado musical e do kpop, especialmente em como são formados grilgroups. Então, naquela busca por perfeição, diversos pontos são avaliados. Os dois principais são: saber cantar e dançar. Não adianta saber cantar mas não saber dançar. E os avaliadores pegavam pesado mesmo. A pessoa pode ser a mais gente boa de todas, mas se errar, leva bronca e o clima fica sério. Claro que teve elogios, mas nos momentos adequados. / - Avaliadores: Os avaliadores foram pessoas famosas do ramo que entendem do assunto, como a Kahi (ex-After School), Cheetah e JeA (BEG).O apresentador foi o Jang Keun Suk, o "Príncipe da Ásia", que chegou a avaliar no início tb. Cada um é experiente numa área diferente, o que equilibrou na hora de avaliar. / - Participantes em desenvolvimento e experientes: Apesar de diversas trainees que nunca saíram das agências, no meio haviam algumas relativamente famosas, inclusive trainee que saiu de grupo, que o grupo acabou, que saiu no pré-debut, que participou de outro programa musical, etc. De início pareceu que elas receberiam toda a atenção e prejudicaria a participação das outras, mas talentos escondidos começaram a aparecer ao longo do programa e ganharam seus espaços. / - Produtores musicais e músicas originais: Ao longo do programa, começaram a aparecer produtores e artistas musicais famosos no kpop que produziam músicas. Ou seja, o programa não ficou preso apenas a covers. Com o tempo vieram músicas totalmente originais. / - Treinamentos e aproximação com o público: Na maior parte do tempo os episódios se dedicaram a mostrar os ensaios das trainees e suas dificuldades e sucessos, além de pequenas entrevistas contando suas histórias (caso se encaixasse no momento). Isso fortaleceu demais o vínculo com o público. Não tinha como não amar as participantes. Adicionado a votação pública, como já citei antes, a aproximação ficou maior ainda. / - Apresentações: Todas as apresentações feitas para o público foram em grupos, ou seja, não bastava apenas a integrante ser boa, ela tinha que ter harmonia com as outras integrantes e todo o grupo precisava demonstrar seu potencial. O prêmio acabava sendo pontos bônus para as classificações. As apresentações tb eram bem produzidas, com visual próprio pra cada grupo. Nos covers até aconteceu de 'renovarem' as músicas com novos passos de dança e afins. / Apesar de tantos pontos positivos, de negativo cito a enrolação desnecessária do programa. Muito legal (e, de certa forma, interessante) acompanhar o processo de formação dos grupos, como era escolhido quem seria quem, mas as vezes demoravam demais nisso. Mas o pior mesmo eram nas eliminatórias. Suspense além do limite. E, caso não fosse o bastante, ainda enchiam com cenas variadas das integrantes e pequenos tops feitos entre elas, como as mais lindas e tal. Não que fosse ruim, mas a partir do momento que usam com finalidade de enrolar, a qualidade cai um pouco. / Mesmo com esses pequenos problemas, a maior parte de Produce 101 merece ser aplaudida. Um projeto ambicioso que uniu diversas empresas e garotas com o sonho de debutarem no kpop.
Steven Universo (Steven Universe) (2ª Temporada) (2015) - O desenho evoluiu muito desde a primeira temporada. O tanto de ideias que inseriram nessa segunda abriu inúmeros caminhos a serem seguidos. Percebi que o modelo de episódios fechados foi sendo deixado de lado e deu lugar a episódios contínuos. A história começou a andar mais devagar, mas agora tão conseguindo desenvolver bem os momentos, coisa que antes se resumia em 10 minutos e pronto. / Com a 'besta do apocalipse' chegando, espero ótimos episódios na próxima temporada. E, claro, o grande ataque, que um dia acontecerá (quando não sei). Só o que não gostei foi de terem dividido a temporada (em vez de 52 episódios, teve 26), deu pra perceber que cortaram no meio. A season finale sequer parece final, tem a essência dos episódios anteriores desenvolvendo a Peridot, que foi o foco da temporada. Agora resta esperar a próxima ano que vem. Steven Universo tá sendo um desenho incrível, com sua própria mitologia sendo construída e desenvolvida aos poucos.
Making a Murderer (Making a Murderer) (1ª Temporada) (2015) - Através dos episódios são mostradas as cenas dos julgamentos, das interrogações policiais, da mídia jornalística (tanto bastidores quanto as matérias que foram ao ar), depoimentos dos familiares e outras gravações diversas. / O documentário se foca em mostrar materiais que tentem inocentar Avery, até pq o foco é em Avery, sua família e seus advogados de defesa. O outro lado não gostou nem um pouco disso. Soube que muitas informações não foram apresentadas, mas todo o contexto, toda a trama principal, está nos episódios. / Os primeiros episódios mostram os 18 anos em que Avery ficou preso mesmo sendo inocente. Já começa surreal, com uma suposta conspiração por trás daquilo. Como se não já fosse o suficiente, depois, como numa reviravolta de filme, acontece um assassinato e Avery se torna o principal suspeito. Daí até o final acompanhamos todo o processo de julgamento para dizer se ele é culpado ou inocente, agora com risco de pegar prisão perpétua. Novamente a suposta conspiração vem a tona. Avery contra as autoridades, uma batalha difícil de vencer. / Não conhecia a história do cara e não procurei muito sobre ele antes de ver a série. O que sabia é que a série havia causado revolta na população, o que levou a criação de um abaixo-assinado em defesa de Avery. E realmente, o sentimento de revolta é o que reina aqui. Ao longo dos últimos episódios, essa sensação aumentou perante o rumo que toda a história chegou. São tantas reviravoltas que parece mesmo coisa de filme, mas é puramente a vida real. / Com base no que foi apresentado na série, meu veredito é que Avery é inocente e que existe sim uma conspiração por trás da história. Tentei avaliá-lo como culpado, mas tudo me levava a inocência dele. Já Brendon (para os desavisados, outro personagem da história) fiquei na dúvida até o fim, mas em último momento o considerei inocente. A série acabou, mas a vida continua e estou curioso para saber o rumo da história depois do suposto fim e o impacto da série nela.
God's Gift - 14 Days (Shinui Sunmool - 14il) (2014) - Que dorama foi esse? Não conseguia parar de assistir, foi um episódio melhor que o outro. Já tinha lido ótimos comentários sobre, e mesmo assim não esperava isso tudo. Um dos melhores doramas que vi. Demorei pra ver pq não tava tão confiante na história. "Uma mulher que volta no tempo 14 dias pra impedir o assassinato de sua filha". Ok, interessante, mas não sabia se um dorama aguentava isso. Procurando saber mais, descobri as informações necessárias pra assistir de uma vez: Primeiro que a garota foi morta numa série de assassinatos. Segundo que havia outro personagem que voltava no tempo, ou seja, ele teria algo relacionado. Terceiro que tudo o que aconteceu antes da viagem no tempo acabava acontecendo de novo, por mais que tentassem impedir. Bônus: Muita ação e romance quase inexistente haha Pronto, na mesma semana já tava conferindo. E adiciono uma observação: Senti falta de trilha sonora cantada, algo muito comum em doramas. Aqui é mais trilha instrumental mesmo, muito boa por sinal. Cantada tem bem poucas cenas. Outra observação menos importante que tudo é a censura pras facas. Mostrar os caras se matando pode, mas faca não. Mas vamos aos episódios. / Os dois primeiros episódios se focam no que aconteceu desde os assassinatos das mulheres até a morte da garota. Somos apresentados aos personagens e ao contexto da história, tudo muito bem desenvolvido. São episódios trágicos, onde a desgraça acontece sem piedade. Bem forte, inclusive no encerramento. Só isso já forma um filme bastante depressivo, com início, meio e fim. Aqui vemos tb o potencial dos atores, com destaque pra protagonista. / Passado a desgraça, vamos a mais. Apenas no terceiro episódio é que a mulher e o outro cara voltam no tempo. Obviamente ninguém acredita neles, mesmo com eles dizendo o que vai acontecer. A mulher percebe que tudo o que aconteceu está acontecendo de novo e tenta mudar isso, mas as coisas voltam a acontecer mesmo assim, mesmo que seja num contexto diferente. Como voltaram 14 dias, o que fazer? Simples: Tentar impedir os assassinatos. Obviamente falham e as coisas começam a ficar cada vez mais desesperadoras. Daí até mais ou menos a metade do dorama se resume a perseguições frenéticas. Gostaria de poder comentar mais sem dar spoiler, mas é impossível. Só digo que as cenas de ação são muito boas. / A metade do dorama é a mais 'fraca'. Depois de muita tensão, as coisas começam a se esfriar e, com isso, surgem cenas mais calmas. Os personagens precisam de descanso, não? Mas logo depois o dorama recupera o fôlego e rapidamente volta a mostrar seu ótimo desenvolvimento que estava tendo antes. Não estranhe se algumas coisas soarem vagas, se ideias parecerem repetitivas, pq isso realmente acontece, mas tem seus motivos. Tem até uma ironia quando a protagonista diz que nem sabe mais o que tá fazendo. Realmente, por mais que tentem impedir as coisas, mesmo que consigam mudar algo, tudo volta a acontecer como já havia acontecido, e a cada investigação as coisas parecem cada vez mais longe. Chega uma hora que não se sabe mais qual o real objetivo daquilo tudo, pq tem muita treta por baixo dos acontecimentos. Isso pq diversas tramas acabam se colidindo como uma grande rede conspiratória, onde tudo está interligado. E tudo faz sentido! Caramba! / O encerramento percebi ser polêmico, muitos gostaram, muitos não, mas tenho que dizer novamente que tudo faz sentido haha O dorama não é perfeito, mas faz o máximo possível pra manter uma boa história sem ficar enrolando o tempo todo, e tb se preocupa em fechar as pontas principais. O final acaba se tornando corrido e ainda tem um final "aberto" (entre aspas pq ele finaliza a história, mas não finaliza tudo [não entrarei em detalhes]). Não gostei de terem deixado de lado o destino de alguns personagens, senti falta de uma conclusão pra eles. Sobre a conclusão do dorama e, logo, a conclusão do arco principal, que interliga todos os outros arcos, foi uma reviravolta muito inesperada, Eu realmente pensei que não fariam aquilo, que era algo impossível de acontecer. E aconteceu. Gostei do final, mas poderia ter encerrado melhor. Ainda assim tudo fez sentido, menos a viagem no tempo, mas isso se releva pq a premissa é fantasiosa mesmo. O que vale é o conteúdo.
Liar Game (Raiaa Geemu 2) (2ª Temporada) (2009) - Difícil não assistir a segunda temporada com altas expectativas, ainda mais depois de uma ótima primeira temporada, porém a continuação de Liar Game não supera seu antecessor, nem fica no mesmo nível, mas ainda assim continua bom. Depois de jogos cada vez mais grandiosos na primeira temporada, as coisas partem pra algo mais diferente, algumas apenas versões modificadas de outros jogos já mostrados. Na quarta fase as vezes até esquecia que aquilo era Liar Game (ironicamente, um dos personagens diz pra se lembrar que aquilo é Liar Game haha). O final não surpreendeu mas foi bacana. E em vez do gancho pra continuação (no caso, pro filme), passam uma prévia depois dos créditos.
Liar Game (Raiaa Geemu 1) (1ª Temporada) (2007) - Um ano depois de ter conferido o remake coreano, decidi conferir a versão original de Liar Game. Muito, muito, muito bom. Não é perfeito, mas a história é tão boa e tão envolvente que dá pra relevar os defeitos, principalmente pela parte das atuações exageradas de alguns personagens (sério, esses risos são muito estranhos) e da burrice sem limites da protagonista (não me sinto feliz por escrever isso, mas é a verdade, mas felizmente a série faz questão de se aproveitar disso, logo não foi em vão). Me disseram que a versão japonesa era mais viajada e bem diferente. Viajada realmente é, e eu não podia esperar menos que isso. Diferente, em parte. Digo, a coreana tem muitas diferenças, mas os jogos tão lá, os personagens, o que muda completamente são os apresentadores (no original é só um homem mascarada dando ordem numa tela e no coreano tem um apresentador de tv mesmo). Fora que no original os jogos acontecem às escondidas, só quem sabe daquilo são os participantes e a organização que promove, e que parece ser bem perigosa. Na coreana é um programa de tv com legalidade duvidosa, o que leva a investigações enquanto tá tudo acontecendo. A versão coreana toma outro rumo mais pro final e vai muito além, enquanto a japonesa busca algo mais "humano" por trás daquilo. Algo simples porém ótimo, e menos enrolado hehe / É interessante ver o que as pessoas fazem por dinheiro. Elas apostam seu futuro em troca de uma boa grana, mesmo que não seja garantida. Ou são descuidadas e acabam entrando no jogo. De qualquer forma, é simples: Ou vc vence o jogo, ou fica devendo muito dinheiro pra essa empresa misteriosa. / Como já tinha visto o remake, já sabia dos jogos que teriam, mas fora isso, mesmo sendo a mesma história, o contexto é outro. Felizmente (?) não lembrava de muita coisa, principalmente alguns detalhes cruciais durante as partidas, então fui lembrando ao longo dos episódios, mesmo que tenha me surpreendido alguns momentos. E mesmo sabendo os resultados, caramba, esse troço é muito bom! Não queria parar de ver, foi um episódio atrás do outro. / Minha principal reclamação vai para o último episódio. O que tinham em mente ao fazer o que fizeram? Imagina vc acompanhando a série, cerca de 40 minutos o episódio, e de repente, no final, são quase 2h30m de duração? A história simplesmente para e decidem resumir TUDO, só que adicionando cenas inéditas do que rolava fora do jogo e além dos dois protagonistas, com foco num certo homem misterioso. Tudo bem, legal resumir, mas não num último episódio, e não com toda essa duração. Tá mais pra um especial, uma edição pra filme, mas não série/dorama. Enfim. Conteúdo novo mesmo deve ter cerca de uma hora, o resto é opcional. / O final inesperado foi bom e já quero assistir a segunda temporada e os filmes.
.......... 2015 .......... Filmes
The Chasing World (リアル鬼ごっこ) (2015) - Filme japa estranho (normal rs) que começa com umas garotas num ônibus, daí todo mundo morre cortado ao meio pelo vento, menos a personagem principal, que é perseguida e, ao fim daquilo, ela vai parar na escola onde tá todo mundo vivo. Não sei se falar o que acontece depois disso é spoiler, mas a história é basicamente a garota atravessando "mundos". E as garotas ficam mostrando as calcinhas. Tem umas coisas doidas que já revelaram em sinopses, como uma pessoa com cabeça de porco (que cena bizarra a dele), professores metralhando os alunos, etc. A reviravolta final traz todo um sentido pra trama que parece sem nexo, mas não é nada de explodir o cérebro, chega a ser sem graça. A ideia é interessante, mas não vão além, apenas mantém o suspense até o fim e pronto. Acho que a mensagem do filme é uma crítica ao machismo, maturidade da garota, reivindicação, algo assim. A trilha só me agradou nas músicas lentas, são relaxantes (que bom, senão as milhares de cenas da garota correndo durante minutos seria um grande problema). A atriz principal é kawaii (é assim que se escreve, Google?). Filme deprê, tudo de ruim acontece com a garota, e pra piorar tem aquele final... É um daqueles filmes que poderia ter sido muito melhor, mas que tb não é ruim, só é confuso, estranho, e tem uma mensagem ao final.
Star Wars, Episódio VII: O Despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens) (2015) - Na minha lista dos filmes mais esperados do ano, Star Wars estava em primeiro lugar. Tinha revisto os filmes essa semana pra relembrar de algumas coisas, só aumentou a vontade de ver logo o novo. A franquia voltando para uma nova geração, com novos personagens mas com a presença de alguns personagens antigos... o que poderia dar errado? Na verdade muita coisa hehe Mas felizmente digo que o filme não é bom, é excelente. A cada cena espetacular dava pra perceber que podiam fazer algo grandioso tão bom quanto os filmes antigos. Acabou o filme e senti como se tivessem ainda na metade. Relaxem, não darei spoiler. / O filme é sim um recomeço para a série, mas toda a história permanece intacta. Dá para tantos os fãs quanto os curiosos ou modinhas verem e curtirem. Só que há um porém: É um filme que mexe diretamente com os fãs, até pq né, Han Solo e Leia velhos, Chewbacca, Millennium Falcon... até a subtrama "Onde está Luke?", tudo se remete aos filmes antigos. Em contrapartida, por mais que eles roubem as cenas, o filme é dos personagens inéditos. Ora, até o vilão é novo. Por isso dá pra todos verem, mas só os fãs é que entenderão o real sentimento daquilo. / Assim como cada trilogia seguiu um estilo diferente, esse filme seguiu o seu mas se aproximando mais da trilogia antiga. Temos a essência Star Wars, mas numa versão modernizada. Difícil explicar. A diversão tá lá, o humor, a aventura, o drama, só que ao mesmo tempo soa como algo novo. Lembrei muito do Episódio IV em alguns pontos da história e na diversão, mas tb do Episódio V nos momentos de seriedade. / A cena inicial é incrível, o que o vilão faz já deixa a expectativa passar dos limites. As cenas com sabre de luz tb são um show a parte, todas ótimas. E, claro, as cenas com Han Solo e Chewbacca impactantes. Falando nos personagens, os antigos não tem muito o que esperar pq todo mundo já conhece, eles só tão mais velhos. Agora os novos são novidade (dã). Pra falar a verdade, o filme se foca mesmo nos dois novos protagonistas e no vilão, pq de resto, alguns tem seus momentos, outros chegam a aparecer mas não há desenvolvimento, o que acredito eu ser proposital, já que ainda teremos outros filmes nos próximos anos. / Mas então, eles são bons? Pros novos protagonistas, não revelarei nada pq tudo será spoiler, então só digo pra se prepararem pra surpresas. O robôzinho conquista o coração. Agora o vilão, muitos já viram ele sem máscara e sabem que não bota medo, mas com máscara tem moral. O cara dá ataque quando fica irritado. Pra mim isso foi curioso, pq ele é poderoso demais, mas sua fisionomia e atitudes o tornam uma piada, mas ao mesmo tempo as pessoas o temem pq se ele der ataque, ou ele comete as bobeiras dele (que podem envolver essas pessoas no meio) ou ele faz algo pra deixar marcado. / É isso. Evito falar mais (dava pra escrever um livro sobre rs) pq considero legal ver esse filme sabendo de poucas coisas, não muito além do que é mostrado nos trailers. Só aviso pra prepararem seus corações, até pra quem tá esperando certos acontecimentos, pq é sinistro, muito sinistro. Mas a pergunta que não quer calar: O que foi que aconteceu com o Jar Jar? Brincadeira (mentira, é sério, quero saber), a pergunta mesmo é: O que será que a franquia está nos escondendo? Pq sinto que terá revelações maiores futuramente. Ainda há muito o que contar sobre esses novos personagens. Sobre a colocação desse filme na franquia, ainda tenho minhas dúvidas, mas só deve perder mesmo pro Episódio V, talvez pro IV tb, não sei, é algo que tentarei resolver futuramente. Não que isso importe, pq o filme é ótimo de qualquer jeito. / [Obs.: 3D bem legal em alguns momentos]
Star Wars, Episódio VI: O Retorno do Jedi (Star Wars, Episode VI: Return of the Jedi) (1983) - Maratona Star Wars (revendo após muitos anos) - Episódio 6 / O fim havia chegado, o grand finale que encerraria tudo aquilo que foi construído [por um bom tempo]. De começo já somos levados para o impiedoso Jabba, que Han Solo tanto falou nos filmes anteriores, rendendo ótimos momentos. Mas como nem tudo são flores, temos o arco divisor de opiniões com os ursinhos ewoks, onde o filme cai numa pegada mais infantil, mas não menos divertida. Isso torna o filme o mais fraco da trilogia, mas longe de estragá-lo. Cheguei a ficar pensativo quanto a influência deles nas cenas, mas consegui curtir. Não que seja incrível, mas dá pro gasto. Relevo por todo o resto do filme ser muito bom. O ataque ao império é só emoção. Destaque pra batalha final Luke x Vader e das cenas onde Luke é tentado para ir para o lado negro da força. Ao fim temos um sentimento de conclusão de tudo aquilo que acompanhamos.
Star Wars, Episódio V: O Império Contra-Ataca (Star Wars, Episode V: The Empire Strikes Back) (1980) - Maratona Star Wars (revendo após muitos anos) - Episódio 5 / A tão aclamada continuação, considerado por muitos o melhor Star Wars já feito. Tenho que assinar embaixo, pq o filme é grandioso. Cada momento é épico. Enquanto no filme anterior vimos os arcos dos personagens e seus encontros, aqui o filme não se preocupa em ficar unindo todos numa cena, já que os secundários (que novamente roubam a cena) se tornaram tão importantes quanto o principal. A história já tá consolidada, os personagens apresentados e a vida continua. Enquanto Luke e R2D2 estão em busca de Yoda, dentro de uma nave navegando pelo espaço estão Han Solo, Leia, Chewbacca e C3PO fugindo do império. O humor está de volta, mas dá pra sentir um ar mais sério, mais sombrio no filme. Difícil citar apenas alguns momentos, mas a mais impactante de todas é sem dúvida a que ocorre mais pro final do filme, com a icônica revelação durante a batalha Luke x Darth Vader. O encerramento é ótimo.
Star Wars, Episódio IV: Uma Nova Esperança (Star Wars) (1977) - Maratona Star Wars (revendo após muitos anos) - Episódio 4 / Onde tudo começou. Uma grande aventura pelo espaço com personagens secundários que roubam a cena do protagonista. A história de premissa simples funciona muito bem e apresenta um filme bastante divertido de assistir. Depois de cenas espaciais somos apresentados a Luke e sua vidinha pacata, daí acompanhamos suas descobertas e a mudança radical de sua vida. Tudo contado em sua hora e num ritmo agradável. E assim funciona o filme, vamos descobrindo novos personagens e acompanhando seus trajetos, até seus destinos se cruzarem. Destaque pra cena do bar e pra cena dos rebeldes contra a Estrela da Morte. Destaque tb para os efeitos, o visual e a trilha sonora, todos espetaculares.
Star Wars, Episódio III: A Vingança dos Sith (Star Wars, Episode III: Revenge of the Sith) (2005) - Maratona Star Wars (revendo após muitos anos) - Episódio 3 / De longe o melhor da 'nova trilogia' de Star Wars, sendo muito superior aos anteriores e tão bom quanto os filmes clássicos (mesmo sendo estilos diferentes). Anakin, que parecia ter se normalizado, retorna com seu lado rebelde através de influência e deixa escapar seu medo de perder sua amada. O filme mostra os dias finais do suposto escolhido de forma incrível. Tudo leva para o inevitável início da era negra galáctica comandada pelo império. E mesmo acompanhando Anakin indo cada vez mais para o lado negro da Força, chega a causar impacto como tudo pode mudar de uma hora pra outra com certos atos. A cena de caça aos jedi é emocionante, mas o destaque mesmo vai para a grande batalha Anakin x Obi Wan em meio a lava. É de suar os olhos com tamanho espetáculo. O encerramento desesperançoso de fracasso só aumenta a emoção.
Star Wars, Episódio II: Ataque dos Clones (Star Wars, Episode II: Attack of the Clones) (2002) - Maratona Star Wars (revendo após muitos anos) - Episódio 2 / Mesmo a continuação trazendo elementos mais interessantes para desenvolver, o roteiro é fraco e as situações fazem o filme ser o mais diferente da franquia. Ele é mais "terrestre", com poucas cenas no espaço, chegando a mostrar a população do planeta em que o governo vive. Tb há grande foco no romance Anakin e Padmé, foco até demais. Na primeira hora do filme não acontece nada tão empolgante e, por mais que eu goste das cenas de diálogos da franquia, aqui a coisa começa a cansar. Um ponto positivo que curti bastante foi o desenvolvimento do lado rebelde de Anakin, principalmente na cena em que ele procura por sua mãe e as consequências disso. As cenas finais tb são boas, a da arena e o encerramento empolgante para a continuação. Considero esse o mais fraco da franquia.
Star Wars, Episódio I: A Ameaça Fantasma (Star Wars, Episode I: The Phantom Menace) (1999) - Maratona Star Wars (revendo após muitos anos) - Episódio 1 / Os primeiros minutos do filme são os mais fracos, não tendo algo realmente interessante para prender a atenção. O filme só se torna bom mesmo quando Anakin é inserido na história. Por mais que muitos reclamem da infantilidade do filme, as cenas são divertidas e empolgam do seu jeito, principalmente a da corrida. A guerra em Naboo e a batalha contra Darth Mal tb são outros pontos positivos. Mas falando do ser que todos amamos odiar: Jar Jar Brinks. De começo ele é insuportável, chato demais, chegava a dar raiva, mas depois fui curtindo o personagem e me diverti com ele. É um filme bem divertido, pra falar a verdade. Mesmo que seja um filme que sirva mais como curiosidade pra saber como Anakin era quando criança, não deixa de ser um bom filme.
As the Gods Will (Kamisama no Iu Tôri) (2014) - Tinha que ser japonês pra ser tão louco assim. Que filme bizarro! Divisor de opiniões, para assistir isso deve ter em mente que: É um filme louco, insano, e não uma historinha qualquer. Logo de começo já vemos alunos tendo as cabeças explodidas por um ser, e da cabeça voam bolinhas de gude vermelhas. Depois vemos os sobreviventes daquela escola se unindo. Eles estão presos, não conseguem sair. O jeito é jogar os jogos da morte, pois logo depois eles são levados a uma quadra, onde há pessoas fantasiadas de rato... Enquanto isso, mundo afora, coisas começam a acontecer. As cenas que se seguem são tão insanas quanto a primeira. / E ainda botam religiões no meio (só na primeira cena tem o boneco Daruma (zen budismo chinês) explodindo as cabeças e um estudante num flashback reclamando a Deus por sua vida patética e na hora do massacre pedindo ela de volta), além de seres baseados na cultura japonesa. Preparem-se para as referências (esses eu só capitei um, tive que pesquisar os outros depois haha). / O filme tem um estilo surreal, com um visual atrativo e muita violência, com momentos toscos propositalmente que beiram a transformação do ridículo presenciado em estado de choque em meio ao desespero da luta pela sobrevivência. Chega a ser assustador. / Tudo o que detalhei me resumi ao início do filme. Não dá pra dizer mais que isso sem dar spoiler, mas a premissa foi explicada. O que não curti muito foi o final aberto. Tem "sentido", as pessoas é que não estão acostumadas a obras do tipo. Pesquisei sobre o filme e descobri que é baseado numa série de mangá e que a segunda série está sendo escrita, então provavelmente teremos mais filmes futuramente.
Smosh: O Filme (Smosh: The Movie) (2015) - Quem diria que o Smosh ganharia um filme? E pela Netflix! Caso vc não seja fã dos youtubers que fazem vídeos de humor, há chance de achar esse filme estranho e sem graça. Caso vc seja fã, tb há chance de achar esse filme estranho e sem graça. Curto o trabalho dos caras, mas senti que o filme é diferente do que eles costumam fazer. Talvez seja o costume por vídeos curtos (e por eu gostar mais das paródias que fazem), e quando criaram toda uma história diferente pra um longa, o estranhamento já bateu. Sem contar que esperava eles sendo eles como nos vídeos, daí vinham as paródias se conectando. Bem... mesmo sendo diferente, o filme é quase isso pra falar a verdade (???). Interpretei o universo criado no filme como uma versão deles no futuro, o Anthony mais sério e com emprego e o Ian o cara que cresceu mas não deixou de ser criança. / O humor é idiota, algo bem bobo, o que acaba divertindo, em parte (e os vídeos deles não são assim? haha). A história, ou pelo menos seu desenvolvimento, é nada demais, mas a premissa é bastante interessante. Rola altas referências durante o longa, principalmente a Pokémon, e quem sabe da história do Smosh, entenderá pq eles cantam o tema de Pokémon, digo, o tema de Monstros Escravos de Bolso. Referência ao YouTube troll, quem sacou? hehe Não sei se to viajando, mas se não tiver, tem a ver com o caso do Pokémon. / Um problema do filme é não explorar o potencial de sua premissa. Os dois amigos entram em contato com o YouTube para deletar um vídeo vergonhoso gravado na época da formatura. Para isso, o Sr YouTube pede para eles se abaixarem e... Digo, entrar num portal. Eles entram e vão parar dentro do YouTube, onde começam a viajar entre os vídeos, podendo interagir e mudar tudo. Fiquei curioso pra ver o que podiam fazer, mas o filme se resumiu a poucos vídeos e alguns bem genéricos. O foco mesmo era o vídeo da formatura, obviamente, e o da garota da bunda sendo massageada (rs). Outro "problema" é que senti falta de uma reviravolta maior, mas não quero dar spoilers. Ainda assim foi bacana de assistir, deu pra entreter. [Há cena pós-créditos]
Bol Bachchan (Bol Bachchan) (2012) - Fui ver esperando isso tudo que tavam dizendo... achei legalzinho, mas só. / O primeiro terço do filme é cansativo, começando a melhorar apenas antes de quase uma hora de sua duração. Mas quando melhora, não quis parar de ver. Nada tão engraçado, mas divertido de assistir. / Tirando a abertura, as cenas musicais só voltam a ocorrer depois de uma hora de filme, mas não empolgam, são chatinhas até. / As cenas de ação, ao mesmo tempo que trazem algo a mais para o filme, são casos a parte. São cenas muito exageradas e parte delas acabam se tornando divertidas (tudo proposital). Pessoas voando e rodando só pq foram chutadas ou socadas. Infelizmente tem umas cenas bem toscas, dá pra ver até os cortes de cena mal feitos e ângulos mal posicionados onde a pessoa voa sem ter sido nocauteada pelos personagens, que dão golpes no ar. E exageraram demais nos efeitos sonoros de soco. E o plano de chicote com a câmera ("vai e volta", "dá zoom e tira zoom") é irritante (por sorte poucas cenas usaram esse troço). Mas tirando isso, todo o resto tá coisa de louco, principalmente a cena do ônibus.
Ataque dos Titãs: Parte 1 (進撃の巨人 ATTACK ON TITAN) (2015) - Como acontece com live-actions, sempre tem fãs do anime/mangá reclamando o quanto mudaram as coisas. Como não li/vi, embora tenha conferido diversas partes do anime, aqui vai uma opinião do filme como filme. / Início situando a história, vemos os personagens principais vivendo suas vidinhas, tudo pacato, umas conversas, nada demais acontecendo... e do nada um titã aparece e destrói o muro. Que medo daqueles troços, parecia um filme de terror. Pra marcar já tacam uma longa cena de massacre, com os titãs entrando na cidade e devorando as pessoas, que tão correndo desesperadas tentando se salvar. Violência pura. Um troço macabro. / Passado isso, que já ocupou parte considerável do filme, ainda resta mais ou menos uma hora de filme (sim, 90 minutos apenas), e é nesse momento que a história pula dois anos e já mostram soldados treinados se preparando pra uma missão fora do refúgio em que se acolheram. Obviamente as coisas dão errado e finalmente aparece gente com aqueles apetrechos pra "voar" e sair matando os titãs. Depois disso a história já começa a viajar mais, mas continua boa. / O filme empolga, os titãs são bichos medonhos, mas é muito estranho vê-los com atores reais. Um titã é um humano gigante cinza sem roupa, sorte que eles não tem órgãos (só a bunda mesmo haha). Pensei que ia ficar tosco, mas mesmo tendo um ar cômico neles, não vi nada que estragasse o clima. Outra coisa que tb pensei que ficaria tosco são os soldados "voando" com aqueles equipamentos, mas acabou ficando bem legal. O que não gostei foi do final, ou pelo menos da ideia apresentada nele. Sim, as coisas viajam mais ainda. Mas isso será tema do próximo filme. No aguardo, mas to mais interessado na luta contra o titã gigantesco que apareceu e sumiu.
Assassination Classroom (Ansatsu Kyōshitsu) (2015) - E não é que o filme é legalzinho? No começo tava achando tudo muito tosco, mas depois me acostumei. O problema é que resumir a história dos mangás, onde o tempo todo há um personagem novo aparecendo, acaba deixando tudo muito acelerado. Realmente, parte do filme, a cada cena tem alguém sendo inserido pra tentar matar o alien, seja esse personagem aparecendo apenas naquela cena, se tornando fixo ou voltando mais tarde. / Não se preocupe com lógica, até pq nada aqui tem sentido, já começando pelo fato de que alunos rejeitados que estudam numa escola boa são treinados pra se tornarem assassinos profissionais para que possam matar o alien que pretende destruir a Terra em um ano. / O alien tá muito bem feito visualmente. Não tenho muito o que ficar comparando pq li apenas os primeiros volumes do mangá. O filme cortou quase todas as cenas dos alunos conversando, se focando nos ataques contra o alien professor. Apesar dos personagens irem sendo inseridos, com suas devidas apresentações, tem personagem que tacam na história do nada. Nesse caso, chega a incomodar um pouco. Tb percebi que o alien é mais "sério" no filme. Lembro que no mangá há diversos momentos em que ele se mostra desajeitado. No filme ele basicamente ri e incentiva os alunos. / Mesmo com os defeitos, o filme consegue entreter se levar em conta a trasheira que isso é. O filme meio que se divide antes das férias e depois das férias. Antes tem lá os personagens a cada cena, os alunos tentando matar, etc. Depois, acontecem coisas mais tensas que colocam em perigo não só o professor, como o filme inteiro mostrou anteriormente, mas tb os alunos. O encerramento é bacana, fico no aguardo da continuação.
No Coração do Mar (In The Heart of The Sea) (2015) - Filmão. Esperava um filme bom mas naquela de ter umas cenas de tensão e muitas cenas em alto mar sem acontecer nada, típico de filmes do tipo. Mas não, superou minhas expectativas. O tempo todo contam algo sem ficar enrolando, a narrativa é ótima. No início contam um pouco sobre os personagens e logo partem pra aventura, sem demorar a acontecer as loucuras de alto-mar: Mastro que fica preso, tempestade, baleias... / A história é narrada por um dos sobreviventes do navio, quando um escritor vai até ele pedindo para que ele conte a história para servir de inspiração para ele escrever Moby Dick. O filme não diz que é baseado numa história real (e foi), mas ao final tem todas aquelas frases dizendo o que aconteceu depois. / Os atores tão ótimos, trilha boa e o visual é incrível, as baleias parecem reais. O 3D deixa a desejar e só funciona mesmo em alguns momentos, deixando a maior parte com a impressão de não ter efeito nenhum. Mas isso é detalhe. / A cena do ataque da grande baleia branca é sinistra. Depois disso o filme vai ficando cada vez mais tenso. Conseguem transmitir muito bem o drama dos tripulantes tentando sobreviver no meio do oceano, com pouco alimento e quase nada de água potável.
Hairspray: Em Busca da Fama (Hairspray) (2007) - Muito bom, sempre que revejo gosto mais ainda. O ritmo frenético das cenas, adicionado as boas músicas e todo o visual colorido acaba chamando a atenção. Amanda Bynes muito linda nessa época. Queen Latifah arrasando. Nikki Blonsky gordelícia. John Travolta de mulher. Zac Efron mesma cara de HSM. Christopher Walken comediante. E por aí vai pq o elenco é imenso. Não vou pagar de cult, esse remake, mesmo sendo bem mais leve que o original, acaba sendo bem mais divertido e gostoso de assistir.
Ironias do Amor (Yeopgijeogin Geunyeo) (2001) - Já tava querendo rever esse "clássico" a um tempo. O filme sul-coreano que chegou a ser comparado com Titanic em relação ao sucesso que fez no leste asiático (inclusive ganhou remakes e outras adaptações em diversos países) é parcialmente baseado numa suposta história real e se divide em 3 partes. Na primeira, um cara salva uma mulher de cair nos trilhos e acaba entrando em diversas confusões graças a ela. Acompanhamos o relacionamento "conturbado" dos dois em meio a comédia e ao drama, com acontecimentos inesperados dignos de um azarado (ex.: o cara vai tomar banho, esquece a roupa, vai pegar do lado da garota [que tá dormindo], a polícia aparece e pensa que ele tava tentando molestar ela). Na segunda parte vemos o desenrolar dessa amizade/namoro. A comédia e o drama continuam, mas dão mais espaço ao romance. Na terceira parte, quase puramente dramática, temos as reviravoltas dessa história de amor. É um filme simples, parte leve, parte "forte", com momentos engraçados e momentos tristes, basicamente sobre um cara sem rumo e atrapalhado e uma moça mandona e exigente.
Jogos Vorazes: A Esperança - O Final (The Hunger Games: Mockingjay - Part 2) (2015) - Jogos Vorazes chega a seu possível último filme com "A Esperança - O Final" (título bem ruinzinho por sinal, um "Parte 2" já tava de bom grado, mas pelo menos não foi que nem Amanhecer: "Parte 2 - O Final"). Depois de um filme que dividiu opiniões e foi considerado o mais fraco da franquia, tanto por crítica quanto por público, chega mais um filme que dividiu opiniões. Nessa onda desnecessária de divisão em duas partes, o último longa do Tordo começa de onde o anterior parou pra por um fim a toda aquela história. É um bom filme, mas não compensa tal divisão. / Parte do filme possui o mesmo clima da Parte 1, só que menos monótono. Katniss para no tempo e continua aquela garota que sofre por tudo, que é boazinha com todo mundo, mesmo que tentem matá-la. Ela continua sendo manipulada e usada pelos rebeldes, mas nem liga para isso, já que tudo o que quer é matar o Snow, ou simplesmente que alguém a mate antes. Logo o esquema da Parte 1 se repete: Umas cenas de ação aqui e ali, vários diálogos, cenas silenciosas, etc. As coisas melhoram quando Katniss se revolta e vai pro campo de batalha. FINALMENTE! Mas como nem tudo são flores, decidem aumentar as cenas do chato triângulo amoroso. Se bem que é o último filme, dá pra entender, tem que resolver de uma vez. / Outro ponto é que Katniss vira uma mera personagem longe dos campos de batalha mesmo quando tá no próprio campo de batalha. Ela é obrigada a ficar onde está, enquanto a guerra rola bem na sua frente. Porém, como esperado, em diversos momentos as coisas saem do controle e ela acaba entrando em meio ao fogo cruzado. É lutar, fugir e sobreviver. Os Jogos Vorazes acabaram, mas os perigos parecem sair das arenas para ocorrerem nas ruas evacuadas da Capital, repletos de armadilhas das mais sinistras. Quanto mais perto do Snow, mais perigoso fica. / Uma das cenas mais tensa ocorre no esgoto, que também é de longe a mais viajada, se tornando estranha até mesmo pro universo criado ali. Mas é tão boa que dá pra relevar esse detalhe. Outra é logo depois dessa, dando pouco espaço para descanso. / O clímax que todos esperamos não é o ponto forte da trama, mas não darei spoiler. Enquanto alguns acontecimentos acompanhamos em detalhes, outros até mais importantes simplesmente são pulados ou mostrados de longe, o que pode incomodar alguns. Apesar das reviravoltas, tais revelações não surpreendem, mas garantem ótimos momentos, se tornando mais interessantes. / Uma das cenas que menos gostei foi o encerramento. Achei bobo, clichê, chato. Talvez o mesmo acontecimento mas desenvolvido de outra forma poderia ter ficado bem melhor. Tudo bem, depois de tudo o que aconteceu vir aquilo, ok, mas soou tão forçado e artificial... / A Esperança O Final pode não ser melhor que Jogos Vorazes e E Chamas, mas é melhor que sua primeira parte, que considero um bom filme porém arrastado demais, falho em equilibrar seus momentos. Aqui temos os mesmos elementos do anterior só que melhorados, agora com muito mais ação. As cenas vão se tornando cada vez mais grandiosas a cada momento. Os diálogos continuam ótimos. / 3D fraquíssimo. / Povo do cinema gritava direto.
Doom: A Porta do Inferno (Doom) (2005) - Não me surpreendo com as mudanças de gosto que tive ao longo dos anos. Meio que era "contra" os críticos e ao mesmo tempo [quase] que "contra" o povão, já que pra mim "o que importa era a pessoa gostar". De poucos anos pra cá, vez ou outra acabei revendo alguns filmes que a um bom tempo cheguei ou a gostar ou a odiar mas a crítica e/ou o público diziam o contrário. Dentre eles, teve Demolidor, que achava bom e, quando revi, percebi como era sofrido, mas tb não era tão ruim assim. Outro foi Inteligência Artificial, que odiava e, quando revi, achei espetacular. Por acaso o filme dessa vez foi Doom - A Porta do Inferno. / Não lembrava de quase nada do filme, mas na época tinha achado tudo muito incrível. Revendo, percebi os graves problemas. O filme não chega a ser ruim, mas tem uns defeitos sérios. Ok, no jogo tem demônios e tal, já no filme a princípio são aliens mas tem uns meio zumbis e o caramba. Pra ver essa adaptação não se pode esperar uma reprodução do jogo, e sim inspiração. Nunca fui fã do jogo mesmo... então tanto faz. / Começando pelo começo: Doom não tem nada de interessante pra apresentar nem pra mostrar antes disso, já que tudo ainda é um mistério. Resultado: 20 minutos indo pra lá e pra cá até finalmente chegar no local onde quase o filme todo se passa. Mas espere, pra adentrarem mais a fundo o local, leva mais uns 10 minutos. Pronto, cerca de meia hora gasta como os filmes costumam gastar pra desenvolvimento, hora do show. / Falar das partes boas? Hum... tem ação, tem... uma cena em primeira pessoa que nem no jogo... e só. Pera, tem The Rock. Agora bora falar do que todo mundo gosta: As partes ruins. Começando pela iluminação. Tudo bem que se passa num ambiente escuro e tal, mas caramba, nem os filmes do Batman são tão escuros assim. Resultado? Vc torce pra ver o personagem nos esgotos, mas o que vê é no máximo os tiros. Outro ponto é a localização. Fiquei um tanto confuso. O local que entrou em quarentena ficava ligado aquele local cheio de gente que tava de boa? Não seria melhor evacuar aquilo tudo? Nisso tem uma cena do primeiro soldado ferido, que é levado pra enfermaria, passando no meio desse povo enquanto os soldados gritam pra evacuar. Mas antes daquilo não tinham achado o médico e levaram pra enfermaria? Não passaram por aquele local? E as pessoas ficaram de boa mesmo? Um médico soa um alerta de quarentena, os soldados o acham, ele é levado pra enfermaria, que fica do outro lado de tudo, e é como se nada tivesse acontecido? Espero ter entendido errado, vai ver tem uma passagem, sei lá, mas se tivesse podiam levar o soldado por lá tb. Enfim. Poderia citar alguns diálogos terríveis, erros de continuidade, mas dá pra deixar passar. Por fim, digo que o final é uma bosta. / Depois de tantos problemas, pq digo que o filme não é ruim? Bem, apesar de tudo o que citei, vale mencionar que o filme tem personagens variados que ajudam a diversificar em vez de ser aquela coisa de soldados sérios, todos iguais e pronto. As cenas de ação ou são boas ou conseguem empolgar. O suspense é mais furado que uma cópia mal feita de Alien (pq foi isso que me lembrou) mas justamente pelo clima consegue ser algo que vc vê, sabe que é ruim, mas não consegue odiar. Por último, cito a linda da médica que... digo, volto a citar a cena em primeira pessoa, que é sensacional.
As Aventuras de Alice no Mundo das Maravilhas (Alice's Adventures in Wonderland) (1972) - Adaptação musical vencedor de dois BAFTA unindo elementos dos dois livros de Alice, com foco no primeiro. Sinceramente, o musical chega a ser "opcional", já que são canções de poucos segundos em sua maioria. As vezes chega a ser apenas algumas frases cantadas e pronto. As mais 'longas' merecem destaque: Adaptações das canções dos livros. / O filme transforma os seres em humanos e acaba funcionando bem. A narrativa começa lenta, cheguei a querer parar, mas depois fui entrando no clima. Demora um pouco pra melhorar mas chega lá. A história fora do País das Maravilhas é curiosa. É o próprio Lewis Carroll (digo, um ator interpretendo-o) contando a história para as três garotas que ele convivia, dentre elas a Alice. Claro que aqui elas tão mais crescidas que na vida real, mas é apenas um detalhe. / O visual consegue agradar por ser atrativo e ao mesmo tempo simples. A mistura dos dois livros é feita de forma natural. Na verdade inserem acontecimentos do segundo livro na história do primeiro e trocam alguns de ordem. E deu certo. Os personagens carismáticos só melhoram as coisas. Destaque pra cena do chá, a mais divertida do filme.
Alice (Neco z Alenky) (1988) - Poucos diálogos, muito stop-motion, um toque de macabro. A releitura tcheca do clássico Alice consegue trazer algo original ao mesmo tempo que mantém acontecimentos da obra em que foi baseada. Ou quase isso. / Num conto "perturbador", Alice vê um coelho tentando fugir de sua casinha (?). Ele se rasga, veste roupa e depois ainda tenta prender seu corpo aberto e comer o que tem dentro dele pra enchê-lo de novo. Isso são apenas os primeiros minutos. Quando Alice chega no suposto "País das Maravilhas", as coisas ficam mais tensas, com direito a animais apenas osso, chapeleiro marionete, etc. Alice quando encolhe vira uma boneca, e em meio aquele universo, isso é assustador. / O clima lento e as cenas com mais diálogos, todos contados através de Alice, acabam cansando em alguns momentos. Sobre os diálogos, Alice fala o que o personagem ia falar enquanto o filme foca no tal personagem. Depois mostra a boca da Alice dizendo "respondeu o Chapeleiro", "disse a Rainha", essas coisas.
Alice no País do Espelho (Alice Through the Looking Glass) (1998) - O filme possui falhas, mas boa parte de seus acontecimentos e diálogos tão bem fiéis ao livro. Deve-se levar em conta tb que parece ter sido uma produção barata. / A maioria dos seres foram transformados em humanos, algo até comum em adaptações antigas, mas que aqui demora pra se acostumar. É como se os seres virassem humanos e depois voltassem a ser como eram. Tudo interpretação, claro. / Problema mesmo é o conjunto da história além do livro e da atriz que interpreta Alice (não falo de atuação). Primeiro que a Alice no filme é adulta e tem uma filha, daí passa pelo espelho e o filme esquece completamente disso, só retornando no final. Segundo que sequer modificaram o roteiro pra se adaptar as mudanças. Foi copiar e colar do livro. Quando Alice diz ter sete anos e meio, não desce. / Mesmo com os problemas, não deixa de ser um filme no mínimo aceitável e recomendado para os fãs do livro ou os curiosos. Com o tempo, as coisas vão se desenrolando melhor e logo vc se apega aos personagens. E surpresa: Nessa versão há a cena da vespa de peruca.
Cidade de Deus (Cidade de Deus) (2002) - Vi pela primeira vez. Realmente tão bom quanto dizem. As histórias se conectando entre diversos personagens, as reviravoltas, tudo muito bom. A divisão em capítulos e o desenvolvimento dos personagens, que passam por grandes mudanças, dão a sensação de estar vendo uma série.
O Último Caçador de Bruxas (The Last Witch Hunter) (2015) - "Início ok... Magia escondida dos humanos, parece aqueles filmes adolescente de bruxa do bem... Legal, mistério pra descobrir... Agora o filme vai ficar bom... Ué, já descobriram?... Não precisa ficar explicando... Droga, já revelaram tudo... Bruxa adolescente do bem, já esperava... Efeitos bacanas... Curti os vilões genéricos mal aproveitados, mas a história tá tão sem graça... Pronto, mais uma cena que não mudou em nada a história... Finalmente alguma reviravolta!... Pensei que já era o final do filme... Agora tá voltando a ficar bom... Oba, reviravolta... Até que enfim a batalha final... É isso? Sério?"
3 Idiotas (3 Idiots) (2009) - Vi por recomendação. Pq enrolei pra conferir? É muito bom! Considerado por alguns como um dos melhores filmes indianos já feito (se não o melhor), 3 Idiotas começa com dois amigos e um mala em busca de um antigo amigo de faculdade. Ao longo do caminho, eles relembram dos momentos que passaram juntos, logo o filme se divide entre momentos no passado, contando como eles se conheceram e o que aconteceu em suas vidas, e no presente, onde "reviravoltas" acontecem. / O filme se divide entre momentos de drama e comédia. Incrível como conseguem um equilíbrio perfeito entre os dois gêneros. Vale destacar tb as cenas em que os gêneros se encontram, mas quero evitar spoilers. / É basicamente um filme sobre amizade e vida. Rancho, o destaque da trama, critica o sistema em que vivemos, o modo que as escolas e faculdades ensinam os alunos (decorar em vez de aprender de verdade), o jeito que vivemos que mais nos fazem parecer máquinas, estudar apenas pra ficar rico, etc. Querendo mudar as pessoas ao seu redor, sua influência começa a se espalhar por toda a faculdade. Frases como "faça o que vc gosta" e "seja o que quiser" se tornam inspirações para alguns e pesadelos para outros. / Além da questão da profissão e vontade dos pais, o filme também trata sobre suicídio, em particular os causados pelas decepções estudantis. Vez ou outra o tema é resgatado, já que tb é utilizado na trama. As cenas em questão são bem tensas. A primeira então... impactante. / Como de costume de Bollywood, há cenas musicais, mas são bem poucas e a trama não para pro pessoal dançar, nada disso. Tudo segue seu rumo, história adiante. Se bem que devo ter contado umas três cenas musicais apenas. Isso fora a música de fundo da abertura. / Recomendo muito. Mesmo com uma duração de quase 3 horas, é tão bom que passa depressa. Personagens envolventes, acontecimentos marcantes, tudo numa história simples e objetiva: A amizade de 3 amigos, considerados "idiotas", e a influência de Rancho nas pessoas ao seu redor.
Circle (Circle) (2015) - Genial. Praticamente todo o filme se passa dentro de um local escuro cheio de círculos onde há pessoas em cima. Se elas saírem, morrem. A cada rodada, alguém morre de qualquer jeito. As pessoas ali presentes começam a procurar sentido naquilo, ou simplesmente não fazem nada. Vemos como muitos são fáceis de serem manipulados, basta alguém impor uma imagem de líder e convencer os outros de seus ideais. Se alguém fizer o mesmo, a pessoa pode facilmente mudar de opinião, tornando-se uma contradição a si mesma. Vemos tb como julgamos os outros sem saber quem eles são. Nacionalidade, etnia, classe social, crença, tudo é posto em prova quando qualquer um pode morrer a qualquer momento, mas principalmente quando começam a descobrir como aquilo funciona. Ainda assim, em quem acreditar? Na hora do desespero, o ser humano muda, a razão começa a sumir pra dar lugar ao caos.
Goosebumps: Monstros e Arrepios (Goosebumps) (2015) - Nunca li nenhum livro de Goosebumps nem vi as séries (quando pequeno tinha medo do comercial que passava na Jetix, até que um dia vi e me perguntei "pq eu tinha medo disso?", mas acabei que nunca vi um episódio sequer), mas ao longo do tempo cheguei a conhecer alguns personagens, seja pesquisando na internet, seja através de algum amigo (é raro demais eu ver alguém falando de Goosebumps). Mas vamos ao filme. / Muito divertido. É um filme sem segredos, bem previsível, mas consegue entreter a ponto de nem perceber o tempo passar. Os monstros do terror infanto-juvenil inseridos numa história pra toda família, com um humor em sua maior parte infantil porém funcional e referências a livros, filmes... Stephen King..., acabou resultando num bom filme pra assistir relaxado. A maior parte dos monstros aparecem como figurante, mas alguns possuem cenas inteiras para eles. / Destaque pro Slappy, que rouba a cena em todos os momentos que aparece. ~To pensando em ver as séries e/ou ler alguns livros, o interesse surgiu faz um bom tempo já, mas acabei deixando de lado. Com o filme, isso voltou.
Tudo Vai Ficar Bem (Every Thing Will Be Fine) (2015) - Filme de ritmo bem lento, mas é tão envolvente que dá pra ver tranquilo. Eu mesmo nem esperava que conseguisse ver tudo de vez. Acabou que foi que nem com Boyhood, vi tudo e ainda podia ver mais. Pois é, não sou fã do gênero "filme onde nada acontece", mas há exceções. / A história dá uns pulos temporais em poucos momentos e, mesmo com foco na vida do escritor, há momentos da mãe do garoto que morreu. Ambos tentam seguir a vida superando o acidente. O irmão do garoto tb chega a ter certo espaço na trama.
Deep Web (Deep Web) (2015) - "Um dia seremos um farol de esperança para as pessoas oprimidas do mundo, assim como as almas oprimidas e violadas já encontraram refúgio aqui". Documentário sobre o fechamento da Silk Road, maior rede de drogas da Deep Web, e de Ross Ulbricht, um dos administradores do site. / Primeiro explicam o que é Deep Web, Bitcoin, essas coisas. Depois mostram como funcionava o site e como o FBI fechou, além da captura de Ross. Após, o documentário entra na parte mais importante, envolvendo um grande debate sobre privacidade virtual, o modo de agir do governo e o combate as drogas. / O assunto é tão abrangente que chega a ser difícil escrever algo aqui. As questões não são as drogas vendidas no site e se isso era certo ou errado, mas sim o que o site representou, os ideais de Ross, o motivo por trás de tudo aquilo.
A Caverna (La Cueva) (2014) - O filme funciona muito bem no estilo câmera-na-mão. Se fosse diferente talvez perdesse o realismo. Claustrofóbico, vemos um grupo de amigos perdidos numa gruta imensa cheia de passagens dos mais diversos tamanhos. A cena em que eles estão indo cada vez mais pra dentro da gruta, se metendo naqueles espacinhos que só dá pra passar agachado ou rastejando, já consegue causar muita tensão. Mas mais tenso ainda são os minutos finais. Só achei algumas cenas pré-gruta bem desnecessárias, mas fazer o que, sacanagem atrai público. E sim, mesmo sendo um suspense psicológico, consegue assustar bastante com os típicos clichês usados em filmes de terror.
Sr. Sherlock Holmes (Mr. Holmes) (2015) - Clima lento, história incrível. Acompanhar um Sherlock mudado pela velhice e aposentadoria foi no mínimo curioso. Aqui temos o Sherlock por trás das histórias, inclusive ironizando elementos como o chapéu e o cachimbo. Beirando a morte, ele tenta se lembrar de seu último caso enquanto vê no filho da governanta (da casa onde mora) um amigo. / Só fazendo uma observação, ele não é assombrado por um mistério não solucionado, como as sinopses dizem. O que acontece é que ele tá velho demais e sua memória começa a enfraquecer, fazendo-o se esquecer das coisas.
Terror Nos Bastidores (The Final Girls) (2015) - Bom filme, mal filme dentro do filme haha Tem um visual ótimo e a trilha ajuda no clima, mas o destaque vai pra história. O filme começa mostrando como a mãe da garota morreu e dá um pulo de anos pra quando a garota vai numa sessão especial do filme que sua mãe fez, que os fãs realizam todo ano como homenagem. Lá um incêndio ocorre e, numa tentativa de achar uma saída, ela e mais um pessoal rasgam a tela do cinema e entram lá. Acabam parando dentro do filme. / A partir daí começam as brincadeiras. Não dá pra fugir do filme, mas dá pra modificar a história. Eles sabem que no filme só a virgem sobrevivia, então começam a elaborar planos enquanto tentam se enturmar com os personagens do filme. É coisa de doido, falar mais que isso já é spoiler (que provavelmente deve ter no trailer). Tem jogada com flashback (lembrando que eles tão acompanhando e interagindo com o filme), meio que tiram sarro do fato do assassino aparecer só quando duas pessoas tão se pegando, etc. / O final clichê é um show a parte. Primeiro, o final do filme dentro do filme, que mesmo sabendo o que vai acontecer, consegue manter o clima de tensão. Depois, as conclusões e o encerramento do filme, que deixa com muita vontade de ver uma continuação (que inclusive tá sendo planejada).
Monster (Monseuteo) (2014) - Lendo o coments, esperava um ótimo filme. Acabou sendo bom, mas nada muito além. História boa, atores bons, mas cinema coreano consegue ser melhor que isso. Alguns poucos momentos descontraídos nada demais, humor fraco (muito nem combina com o filme), porém boas cenas de ação e altas doses de tensão. Sério, tem umas cenas tensas demais. Começa bobinho, mas quando o assassino chega na casa da mulher... "ferrou". / O assassino é muito sangue frio. Cada cena... A garotinha é normal, agora a outra garota é meio burrinha, não? Cada cena... hehe O filme, em suas quase duas horas, mostra basicamente as garotas fugindo do assassino. Não importa em que lugar estejam, ele tb estará lá esperando a hora certa pra atacar. Destaque pro encerramento.
Get on Up - A História de James Brown (Get on Up) (2015) - Aliviando e ocultando momentos da vida do cantor, o filme biográfico acaba servindo mais por curiosidade do que para um bom entretenimento. A não linearidade cronológica, contar uma história avançando e retrocedendo no tempo, ora funciona ora não. Aliás, não consegui ver aquela sensação de durabilidade de uma vida, de anos, décadas se passarem, foi algo leve. Entretanto, as atuações merecem destaque e a trilha sonora, independente do gosto, é inquestionável. James Brown cantava muito e o filme faz questão de mostrar isso o tempo todo. Outro ponto positivo é a quebra da quarta parede. Conversar com o público? Genial. / O filme, obviamente, tb mostra como era a vida do artista por trás do palco. Exigente, mandão, rude. Não um artista, mas o artista, afinal "é James Brown, logo pode tudo", e tudo deve sair perfeito. Sua infância difícil, sua jornada em busca da fama, seus amigos, seus ex-amigos, suas mulheres, o que ele queria era curtir a vida fazendo o que bem entendesse. Apesar de suas atitudes que custaram amizades e renderam polêmicas, o cara entendia de música, sabia inovar, conseguiu deixar sua marca, mudou todo o ramo da música.
O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending) (2015) - Visualmente o filme é ótimo. Os efeitos 3d funcionam bem. As cenas de ação conseguem entreter. A trama é clichês mas dá pro gasto. Pena que o filme é fraco. As ideias são pouco aproveitadas, os personagens desinteressantes e alguns diálogos maçantes. Apesar do ótimo visual, como citei no início, me incomodei com algumas cenas onde dava pra perceber que o fundo era puro cgi. E o que foi essa história? Tentam fazer algo grandioso, mas ficam na mesma o tempo todo.
A Visita (The Visit) (2015) - Filme de terror psicológico estilo câmera na mão com tensas cenas de suspense. Não que seja um filme grandioso, mas consegue prender a atenção, é bem desenvolvido. Aquela velha dá medo, vc não sabe se ela tá mesmo doente ou se tá possuída. E, claro, não poderia faltar a reviravolta marcante. Nessa hora botei a mão na cabeça... 'agora a parada ficou mais séria do que já era'.
Corrente do Mal (It Follows) (2014) - Muito melhor do que esperava. De início pensei ser um filme de terror decente, boas críticas, gente elogiando... decidi assistir mesmo não sendo fã do gênero assombração. Acabou que o filme envolveu o psicológico, o medo, a angústia, o pesadelo, de forma excepcional. / Quando os personagens não estão fugindo da criatura, estão refletindo sobre a vida. Não sabem o que fazer, não sabem para onde ir, só sabem que devem fugir. Sabem que podem espalhar esse terror para outros, sabem que podem adiar o encontro, sabem que esse ser os alcançarão uma hora ou outra. / Sem contar que tem todo um sentido por trás da história, acredito que podemos interpretar de diversas formas. Como alguns comentaram pela internet, pode ser uma metáfora para a morte, um alerta para os jovens sobre relações, o amadurecimento, o aproveitamento da vida, etc.
O Renascimento de Mothra 3: O Ataque de King Ghidorah (Mosura 3: Kingu Gidora Raishu) (1998) - Nesse encerramento de trilogia decidiram viajar, literalmente. Mothra chega a viajar no tempo pra época dos dinossauros, com direito a cena em stop motion que chega a ser cômica. A trama ainda tem uma pegada infantil, mas é mais séria que as anteriores. E tem King Ghidorah, o temível vilão do Godzilla que... rapta crianças e as prendem numa espécie de casulo? Que? Pois é... Pelo menos ele se apresentou como um oponente difícil, nem a classificação infantil do filme impediu ele de arrancar pedaços do Mothra. Falando em Mothra, ele não só viaja no tempo como tb muda de forma.
O Renascimento de Mothra 2: A Batalha Submarina (Mosura 2: Kaitei no Daikessen) (1997) - O mais fraco e o mais infantil da trilogia. Pelo título parecia coisa boa, um ser do ar tendo de enfrentar um ser da água, um bom desafio. Acabou sendo bem mais simples do que parecia. Quando vi aquelas pirâmides e suas passagens, esperava uma aventura boa. Embora eu tenha curtido em parte essas cenas, acabou que foi só enrolação. Outro problema é o tempo. Não só as lutas como tb algumas outras cenas são arrastadas, fazendo o filme parecer ser mais longo do que é. Sem contar os elementos mal aproveitados, como as estrelas-do-mar carnívoras.
O Renascimento de Mothra (Mosura) (1996) - Foi bem diferente do que eu esperava. Pensava que iam trazer algo mais sério, mas apostaram em filmes de aventura com protagonistas crianças e um apelo para preservar o meio ambiente. / De longe o melhor da trilogia, e nem foi difícil. A batalha dentro da casa foi divertida, com as fadinhas e seus... mothrinhas? O inimigo dessa vez é um monstro totalmente inspirado em King Ghidorah, que arrasa com Mothra rapidamente (ela já tá quase morrendo de velhice e ainda tem que lutar contra o ser). A pegada infantil acaba fazendo do filme algo divertido. O que não curti foi o nascimento do novo Mothra, cheio de borboletas, mas deixo passar.
Cooties: A Epidemia (Cooties) (2014) - Filme maneiro. O início engana um pouco sobre o nível, mostrando como um nugget é feito, desde o matadouro, e, depois, na escola, umas crianças xingando livremente. Apenas quando a infecção começa é que vemos como o filme realmente é. As crianças se matando no pátio da escola, virando zumbis (embora só usem o termo 'infectado'), fazendo vítimas, enquanto os professores tentam sobreviver. / O humor é divertido e o ambiente escolar ajuda a criar um clima melhor. Os personagens conseguem entreter. Tem o professor normal, o treinador louco, o suposto gay, a infeliz, a tranquila, etc. A violência pode ser considerada mediana (até tem umas cenas de gore leve). A trilha causa tensão em alguns momentos, principalmente no início da infecção no pátio. / A maior parte do filme se passa dentro da escola. Seria legal uma continuação pra explorar mais lugares.
Por Trás da Máscara: O Surgimento de Leslie Vernon (Behind the Mask: The Rise of Leslie Vernon) (2006) - Vi por recomendação, consideram esse filme semelhante a ideia de Pânico, embora sejam filmes bem diferentes. / Acompanhamos os "bastidores" de um assassino. Vemos tudo ou por uma câmera (que uma jornalista e sua equipe estão filmando para fazer um documentário) ou normalmente mesmo, como um filme (no caso, quando a câmera tá desligada). A equipe registra o dia a dia de um cara que decide tirar proveito de ter um passado semelhante aos de personagens de filmes de terror. Ele vai ensinando como os assassinos fazem pra assustar as vítimas e depois matá-las. É tudo muito estranho, chega a ser surreal como ele e sua família tratam tudo com naturalidade. Pra equipe, parece mais uma brincadeira. / Já saquei a reviravolta antes de ocorrer, mas não tirou nem um pouco a tensão do momento.
A Série Divergente: Insurgente (The Divergent Series: Insurgent) (2015) - Melhor que o primeiro. Esse pelo menos empolgou até o fim, no anterior já tava quase dormindo antes da metade. Ainda tem problemas, mas é um filme que entretém. É basicamente composto por cenas dos personagens se escondendo, fugindo e recrutando aliados. Com menos história pra contar, acaba tendo mais cenas de ação. A parte da simulação é uma das melhores. O encerramento meio que dá um final alternativo pra franquia. Só não entendi o que tem de tão confuso no filme como alguns andam dizendo, pq eu entendi tudo. Os segredos que o filme mantém (que não dão nem um pouco de curiosidade) provavelmente serão revelados nos próximos filmes.
Don't Blink (Don't Blink) (2014) - Tinha ouvido comentários divididos sobre o filme, uns falando bem, outros falando mal. Basicamente uns amigos adultos vão pra uma casa no meio do nada e um por um começa a desaparecer sem motivos e sem deixar rastros. / Já sendo diferente logo nos primeiros minutos, os personagens estão normais apenas durante o trajeto até a casa. Ao chegar, o mistério começa. Eles tentam encontrar onde tá o pessoal do local e tudo piora. / Suspense funcional, prende a atenção o tempo todo. De início tava bem duvidoso quanto a isso, a impressão que dava é que colocavam suspense em tudo, mas não foi bem assim. A cada desaparecimento as coisas pareciam ficar mais sérias. / O decorrer do filme é ágil, com poucos tempos de descanso, qualquer um pode desaparecer a qualquer momento. O que pra mim deixou a desejar foi o final, mas já esperava por aquilo. Porém, pensando depois, pelo estilo do filme (todo misterioso), talvez fosse o final adequado mesmo.
Final Fantasy VII: Advent Children (Final Fantasy VII: Advent Children) (2005) - Tinha visto o filme quando criança e tava com vontade de rever quando soube dessa "versão estendida". Quase meia hora a mais de conteúdo com cenas adicionais, cenas modificadas, trilha modificada e melhoria no gráfico (mais escuro e com mais detalhes). / O que predomina na primeira hora de filme são longas cenas de diálogos, o que pode causar cansaço. As cenas de ação, que devem ocupar quase metade do filme, são boas e algumas empolgantes. Sinto que faltou um equilíbrio entre a ação e o diálogo. / O que eu esperava da versão estendida e que não aconteceu era uma introdução melhorada daquele universo. Quem não conhece o jogo pode ficar sem entender de onde saíram os personagens. A história entende-se de forma geral pq o filme diz o que aconteceu.
Demolidor: O Homem sem Medo (Daredevil) (2003) - Depois de anos, acabei revendo o filme. Quando criança achei um bom filme. Agora que revi... / Como filme diversão é ok, as cenas de ação dão pro gasto. O problema são os exageros, como a cena do Mercenário empilhando nas mãos os cacos de vidro da catedral que tavam caindo e a cena do Demolidor pulando de um prédio pro outro numa distância que só o Hulk pularia. / A história soa corrida e sem muitos atrativos, a Elektra é mal utilizada, mas o Demolidor, Mercenário e Rei do Crime achei decente. Mesmo assim o roteiro não aproveita todo o potencial deles.
Cubo Zero (Cube Zero) (2004) - Li comentários de gente dizendo que esse terceiro filme era melhor que o segundo, talvez pq o segundo era bem mais viajado, mas... considero esse terceiro o mais fraco, mesmo tentando trazer o estilo 'simples' do primeiro. Alternando-se entre cenas dentro do cubo e de dois funcionários que só "seguem ordens" sem questionar (até que um começa a fazer justamente isso), o filme em sua primeira metade pode se tornar cansativo. A segunda metade é melhor, mas não vai longe. O bom do filme é que parte das dúvidas do primeiro filme (talvez as mais "importantes") são respondidas.
Cubo 2: Hipercubo (Cube 2: Hypercube) (2003) - Deixando de lado a complexidade mais 'realista' criada no primeiro filme, a continuação dá espaço ao futurista. Agora o negócio é quarta dimensão. A essência continua e de certa forma é um bom filme, apesar dos pesares. Ao fim, as dúvidas só aumentam, até mesmo sobre a ligação desse filme com o original. E o fim desse universo criado na franquia, cadê? Pq o próximo filme é um prelúdio do primeiro...
Cubo (Cube) (1997) - A ideia do filme é simples, funcional e interessante, mas tem umas falhas na história e momentos previsíveis. Ainda assim é um baita filme psicológico. Propositalmente, fazemos as mesmas perguntas dos personagens, mas o mais importante é descobrir como sair dali, e não quem é o dono daquilo.
Carrossel: O Filme (Carrossel: O Filme) (2015) - Vi o filme e posso dizer que é divertido e decente, mantém a essência da novela num novo cenário. Transformar uma novela onde o foco é escola num filme de aventura em acampamento poderia ser desastroso, e o trailer dava a impressão dessa diferença. Como vi críticas positivas tanto por quem acompanhou a novela quanto por quem viu por algum outro motivo, fiquei mais tranquilo. E realmente é um filme divertido. / O envolvimento é maior pra quem já conhece os personagens, mas a história funciona por si só. Referências a novela apenas com frases de efeito. Um filme que poderia ser apenas um caça-níquel (e se for importa?) demonstrou ser um filme que agrada pessoas de qualquer idade, criança ou não, fã da novela ou não. Eu mesmo não acompanhei fielmente a novela e mesmo assim entendi as referências e me diverti.
Dia Zero (Zero Day) (2003) - Filme 'câmera na mão' baseado no Massacre de Columbine. / É como um diário em vídeo. Dois garotos gravam seu cotidiano enquanto planejam o grande ataque. Através desses vídeos eles mostram coisas como modificar arma ilegalmente, construir bomba caseira, além dos planos do ataque, alternativas caso algo dê errado, o que fazer e o que não fazer, etc. Espero que um assassino não veja esse filme hehe / A proposta é interessante e boa parte dos vídeos que formam o "testamento" dos atiradores tb, mostrar um outro lado dos garotos. Não me surpreendi, eles eram pessoas 'normais' mas tinham essa vontade insana de cometer essa loucura, ou seja, tinham suas vidinhas de adolescente, mas em tempos livres planejavam as coisas. Ora, não era pra surpreender mesmo. / A cena do tiroteio não é o foco. Dura pouco, é mostrado por câmeras de segurança e fica uma policial falando por cima toda hora. Por causa disso, quando cessam o tiroteio, a cena acaba parecendo mais longa do que é.
Quarteto Fantástico (Fantastic Four) (2015) - Vi o filme ontem e... não é essa porcaria toda que tão dizendo. Pode não ser um filme grandioso, pode não ser um filme que dê vontade de rever, mas passa longe de ser ruim como dizem. / Dividirei em 3 partes: Origem, treinamento dos poderes e batalha final. / Origem: Na melhor parte do filme vemos a infância de Reed e Ben e depois os estudos e criação da máquina de viagem dimensional no edifício Baxter, já com a Sue e o Johnny. Não lembra um filme de super-herói, mas não impede de ser bom. A cena da exploração na outra dimensão consegue causar tensão. / Treinamento dos poderes: Ok, e agora, pra onde o filme vai? Depois de um salto temporal, o filme acaba entrando no desinteresse. Sem mostrar nada demais, vemos minutos e minutos dos ainda não heróis sendo testados. Apenas isso. Não seria algo ruim se fossem mais além. A cena da chegada de Destino é boa, mas o ainda não Quarteto parece morto, ficam andando largados pelos corredores tentando descobrir o que aconteceu. Caramba! Tá todo mundo correndo desesperado! Pq tão com essas caras sonolentas? / Batalha final: Sabem, curti como mostraram a origem dos poderes, mas tava na hora do filme encerrar... é aqui que tudo muda. Parece que não tinham mais tempo e decidiram criar uma cena de ação. Pronto. Não é uma cena ruim, mas soou tão simples... Esperava algo maior. / Por fim, devo citar os efeitos especiais ultrapassados. Dá pra perceber quando tão usando animação. Nem pra deixar real. Vindo de uma grande empresa, é complicado. O Coisa tá feio, o Destino tá feio... e fiquei lembrando dessa coisa do cabelo da Sue mudar em algumas cenas. / Comparando com os filmes da franquia anterior, é inferior ao primeiro mas superior ao segundo. Já o elenco, o antigo é imbatível.
Ram-Leela (Goliyon Ki Raasleela Ram-Leela) (2013) - Filmão indiano inspirado na história de Romeu e Julieta. / O início é meio humorado, tem uns alívios cômicos, mas depois o filme vai ficando bem sério (principalmente depois de certo acontecimento), dividindo espaço entre cenas românticas, dramáticas e ação. / As músicas posso dizer que desconfiei que iria gostar. De começo não tava curtindo, mas as que vieram ao longo do filme até que são boas, principalmente as lentas. / Visual ótimo (cena da chuva a melhor), boas coreografias, boa história. A duração não incomoda depois de um tempo, só achei que todo aquele início de filme poderia ter sido reduzido. Felizmente, aos poucos, o filme vai melhorando absurdamente.
A Escolha Perfeita 2 (Pitch Perfect 2) (2015) - Vi a continuação ontem. Consegue divertir em vários momentos, mas achei um filme raso. Quiseram contar um monte de coisa num filme só. Os personagens novos são pouco desenvolvidos. Esse segundo filme é (ou deveria ser) um encerramento da geração iniciada no primeiro, mas como um terceiro filme já foi confirmado... Considerações: Apresentação final ótima. Há um foco maior na Amy Gorda. Não vejo graça nenhuma naquela garota que fala coisa em sentido (ela tava no filme anterior?). A asiática rouba a cena em rápidos momentos. A novata canta muito. Cena da festa onde rola competição entre grupos muito legal. Participação especial de Snoop Dogg e Pentatonix (não citado). E... cheguei a pensar que veríamos um grupo brasileiro na competição mundial, mas não rolou.
Quarentena 2: Terminal (Quarantine 2: Terminal) (2011) - Assim como REC 3 trouxe algo paralelo e utilizou a gravação normal de cinema, a continuação de Quarentena tenta ser um filme próprio. E conseguem. Acaba sendo mais um filme qualquer de zumbi, mas achei bacana. Não se prendem ao anterior, apenas fazem umas referências que interligam os filmes e pronto. Só faltou mais explicações.
Quarentena (Quarantine) (2008) - Como os americanos conseguiram? O primeiro REC era tão bom que chega a ser difícil acreditar que puderam fazer isso. Nem sei por onde começar a falar do desastre que foi esse remake. Personagens chatos e roteiro muito corrido. Tem cenas que são exatamente as mesmas do original, só que sem o ânimo. Ou seja, o que "presta", digo, o que é "menos pior" é cópia inferior. Gostei de algumas das mudanças, mas o desenvolvimento é sofrido demais. E prefiro nem citar a abertura, que só se "salva" pelas curiosidades sobre bombeiros. / Quando disseram que Quarentena tinha muita cena igual a REC, esperava algo de mesmo nível. Acho bem desnecessário um remake assim, mas nem isso os caras conseguiram. Não tem a mesma sensação, não tem o mesmo impacto, soa quase tudo artificial.
Amizade Desfeita (Unfriended) (2014) - O filme começa normal, vai melhorando aos poucos, fica tenso, climax é o ponto alto, mas a conclusão é uma droga. Ruim demais. / A coisa que mais incomoda durante o filme são as webcams na hora dos "ataques". Chega dessa coisa da câmera ficar dando problema. Fica boa a maior parte do tempo, daí na hora da ação começa a falhar. Forçado demais. / Fora isso tá quase tudo de boa, tem problemas de roteiros mas nada tão grave assim (não tão). Mesmo não sendo o primeiro filme a fazer isso e não ser uma maravilha, é interessante ver um filme que se passa completamente por uma tela de computador. Vale a conferida, por curiosidade. / Obs.: Tem que manjar do inglês pq tem muita conversa escrita e não vi legenda pra isso. / Não dá pra não lembrar de The Den, que se passa por um programa semelhante ao Skype e por câmeras via stream, que aliás consegue ser melhor e "assustar" mais. As principais diferenças entre os dois filmes é que Unfriended se passa em redes sociais conhecidas, é voltado pro público mais teen, se foca no cyberbullying e tem um toque mais sobrenatural, já The Den tem uma pegada mais adulta, se foca na exposição por chats e é mais "pé no chão".
ABCD (ABCD (Any Body Can Dance)) (2013) - História ok, clichês, divertido, uma reviravolta inesperada, danças muito sinistras. Não curti muito a trilha sonora, apenas as músicas lentas cantadas. Mas as coreografias são muito boas. / O marketing é jogado na cara, principalmente do spray. Close-Up tá no nome do programa que tem no filme, não dá não não perceber. E DDR (Dance Dance Revolution) é uma clara referência ao jogo. / Não vi tantos filmes indianos ainda, mas não lembro de ter visto antes uma cena musical inteira dedicada a comemoração do deus deles. E longa.
[REC]⁴ Apocalipse ([REC]⁴ Apocalipsis) (2014) - "Ok, to curioso pra ver como vão fechar a franquia. Os personagens antigos estão de volta, o cenário é clichê mas dá pra deixar passar... vamos ver no que dá". he Chega a ser melhor que o terceiro, mas não vai longe. A franquia é encerrada com chave de papel, pq aquele final é bizarro. Como os dois primeiros filmes já fizeram quase tudo, essas outras continuações são mais cenas de ação adicionais.
[REC]³ Gênesis ([Rec]³: Génesis) (2012) - 20 minutos iniciais de câmera na mão prometendo um cenário mais aberto e com mais pessoas, parecia que seria um ótimo filme. Logo depois trocaram por gravação normal de cinema, como um filme qualquer. A mudança brusca demora pra se acostumar e o filme é tão tosco, tem umas atuações tão amadoras... tem personagem que mais parece cosplay simples, quebrando o clima da cena. Dentre os que se salvam, a noiva é de longe a melhor. Oh, John Esponja! Acabou sendo um filme "engraçado".
[REC]² Possuídos ([Rec]²) (2009) - A continuação é quase do nível do anterior. Mesmo com uma cena ou outra nada demais, é um bom complemento. Com as revelações do primeiro filme, o segundo tem mais liberdade pra trabalhar naquilo que se foca. Há mais câmeras para acompanhar, o que é algo positivo. Daí o filme vai se ligando, primeiro ato uma coisa, segundo ato o que tava acontecendo durante e terceiro ato a união de todos esses personagens.
[REC] ([REC]) (2007) - Que filme louco! Câmera na mão, todo mundo preso dentro de um prédio, algo estranho acontecendo, um possível vírus pelo local, uma pessoa insana que morde o cara e... pronto, o caos já evoluiu pra outro nível. Não tinha visto esse filme antes pq pensava que era terror barato (não ao sentido literal), me falaram de demônios atacando pessoas e decidi ignorar. Tá mais pra um filme de zumbi com toque de sobrenatural.
A Teoria de Tudo (The Theory of Everything) (2014) - "Tempo". Desde as atuações até a trilha envolvente, tudo aqui é de alto nível. Não é apenas um filme de superação, mas tb um filme sobre a vida e seu propósito, ou pelo menos a busca por uma resposta, uma esperança. E vemos o lado mais humanos de Stephen Hawking, o cara por trás da imagem famosa que todos conhecemos.
Sharknado 3: Oh, Não! (Sharknado 3: Oh Hell No!) (2015) - Agora sim a franquia Sharknado se achou! Não se levar a sério e aceitar a zoeira foi a solução. O nível de bizarrice chega a outro nível com o terceiro filme. Tão ruim que se torna bom. Diversos ataques de sharknado começam a ocorrer pelos EUA e alguns personagens buscam uma forma de deter o apocalipse: uma parede de sharknadoss. Em menos de 10 minutos já temos o primeiro ataque numa cena hilária. / E em pouco tempo tb o filme já mostra o roteiro sofrível, talvez com mais erros que os anteriores. Não é possível que ninguém perceba isso na montagem final, parece que os caras fazem de propósito. Mas tudo acaba em diversão, os erros fazem rir. E fora isso, o filme é bem superior ao 1 e 2. Ainda rolam referências a acontecimentos, como a dos soldados levantando a bandeira dos EUA, e tb a filmes, como Star Wars. / Sharknado acontece em todos os lugares, da Casa Branca ao parque da Universal. E os tubarões tão insanos, tem um que chega a descer de tobogã e outros que parecem se esconder do outro lado do corredor pra pegar a vítima de forma fatal. Se tratando de tubarões sugados por tornados, revelam o óbvio: Há tubarões nas nuvens! Mesmo assim o filme não se importa em desenvolver isso e tenho dúvidas se irão futuramente. / Mas o melhor foi deixado pro final. O filme é tão zoado que o final já foi revelado e dá ideia do que pode acontecer. [spoiler] Os tubarões vão pro espaço! Isso foi demais! Trash, tosco, louco, mas ainda assim demais. Imagina vc no espaço enfrentando tubarões. Como? Nem o filme tem ideia. Na verdade o filme ainda abre perguntas curiosas. O que eu quero saber é: Pq apenas os tubarões são sugados pelos tornados? Respirar no espaço é o de menos haha [/spoiler] / Ao fim ainda rola uma votação pro destino do que acontece no encerramento do filme, que provavelmente será o início de Sharknado 4 (ou não, podem mostrar em flashback). Que venha a continuação!
Pixels: O Filme (Pixels) (2015) - Pixels é divertido. Muito divertido. E funciona pra quem é gamer ou tem noção dos jogos dos anos 80, caso contrário não entenderá nenhuma referência. / A trama simples é funcional e provavelmente a mais adequada pro tipo de filme, inclusive sendo uma própria referência aos jogos. Os personagens são ok, nenhum marcante, mas dá pro gasto. O humor tb é ok, nada pra se rir muito mas tb nada que encha o saco até não dar mais. Não odeio Adam Sandler e nesse filme ele tá ele mesmo. / Obviamente, o que mais chama a atenção aqui são os jogos. Embora o trailer não conte realmente como funciona a trama mais a fundo, mostra diversos jogos um de cada vez. E é basicamente isso: São rounds, um jogo de cada vez. Eles só se misturam no grande ataque (como o trailer tb mostra). Clichê, mas o melhor caminho a ter seguido. As cenas funcionam melhor com os jogos separados, até pq assim os personagens humanos se focam naquilo. Quando tá tudo junto, eles meio que tentam apenas matar todo mundo e se proteger. / Como era de se esperar, apenas alguns jogos possuem foco, como Centipede, Pacman, Donkey Kong, entre alguns outros (uns mais, outros menos), já outros são apenas easter-eggs, como Space Invaders, Tetris, Frogger, etc. Deixarei a surpresa pra quem for ver. Ainda assim é muito legal de ver tais jogos mesmo que em cenas rápidas. E o visual de todos tão incríveis. Seguem o 8-bits mas de forma tridimensional e chamativa, principalmente nas cenas noturnas. / Todas as cenas de "ação" são divertidas. Compensam as piadas e todo o resto. / Difícil de decidir uma nota, mas vale pela diversão, referências e a trama que se encaixou bem no tema. / 3D bom.
Minions (Minions) (2015) - Quando o filme foi anunciado, tinha boas expectativas, mesmo sendo algo inseguro e arriscado. Com os trailers, essa expectativa diminuiu, mas ainda esperava um filme divertido. Acabou que até é divertido, mas é um filme nada demais. Dá pra ver, mas não tenho vontade de rever. Há cenas boas com os minions, deve divertir a garotada, mas tudo aqui é bem inferior aos dois Meu Malvado Favorito, que acho ótimas animações. Pro pessoal mais crescido, as diversas referências presente no filme entretém, como uma caça a easter eggs e uma piada ou outra que os pequenos possivelmente não entenderão.
O Abutre (Nightcrawler) (2014) - Ah, o jornalismo sensacionalista... Vc já sabe que o filme vai ser tenso quando vê que a história é sobre um cameraman que grava matérias pra um jornal e o título intitula tal personagem como abutre, apelido "carinhoso" dado a jornalistas que vão atrás de notícias brutais. Filme ótimo, com boas atuações, bom roteiro, além de ser um tema que está presente diariamente em nossas vidas. O que acontece nos bastidores do jornal, a manipulação de informação, o que é verdade ou não, o que é certo ou errado, até onde o jornalista pode ir sem infligir a lei, tudo é tratado através do foco na parte de filmagens. Esse cara... não sejam esse cara.
Homem-Formiga (Ant-Man) (2015) - Vi o filme. Fiquei olhando pros créditos: "Já acabou? Parece que não passou nem uma hora!". História bacana, alívio cômico bom e cenas de ação divertidas. Gostei do universo do Homem-Formiga já existir, de ter coisas que aconteceram no passado. Isso torna o filme não apenas de origem, mas tb soa como um filme de recomeço. Sem contar que tudo é desenvolvido no tempo correto e há um equilíbrio entre o humor e o drama. É o mais diferente da Marvel, o filme de menor referências da fase 2, funciona bem fechado. Nem parece encerramento de fase, é como um grande bônus pós Vingadores 2. As cenas do Homem-Formiga encolhido são as melhores: entrando em diversos lugares, lutando contra os outros, treinando com as formigas, vendo o mundo de outro ângulo... Agora fico na espera de Capitão 3. / 3D tá muito bom. / Primeira cena pós-crédito boa. Segunda dispensável. / Participação do Stan Lee nada demais.
Depois de Lúcia (Después de Lucía) (2012) - Angustiante, ritmo lento, muito silêncio, realismo nas atuações. A noção de tempo desaparece, seja nas inúmeras cenas dentro do carro do pai de Alejandra, seja nas cenas solitárias da própria Alejandra. A falta de comunicação entre pai e filha e o forte bullying ocorrido na escola são mostrados de forma cruel. A ânsia de querer saber logo como tudo irá terminar é maior que tudo. Torcemos pra terminar bem. Queremos isso. Queremos que Alejandra tome coragem e denuncie seus colegas! Queremos que alguém descubra! Queremos que a justiça seja feita! Mas as coisas nem sempre são como queremos. Além, podem piorar cada vez mais... Tudo soa tão real que dá vontade de entrar no filme e encerrar aquela agonia. Céus, o silêncio é devastador...
Kill Bill: Volume 2 (Kill Bill: Vol. 2) (2004) - Já tava empolgado com o primeiro filme e no ritmo decidi conferir esse logo em seguida, afinal, é como um grande filme dividido em duas partes. Embora tenha preferido o Volume 1, o Volume 2 chega a ser tão bom quanto. As boas atuações, construção de personagens marcantes, trilha sonora de qualidade, cenas de ação empolgantes, diálogos envolventes, ângulos e cortes de cena cuidadosamente elaboradas e curiosas alternâncias nas cores estão presentes assim como no anterior. Quando terminou nem parecia que tinha passado mais de duas horas de filme.
Kill Bill: Volume 1 (Kill Bill: Vol. 1) (2003) - Primeiro filme do Tarantino que vejo. Tudo muito genial. A história pega algo simples como uma busca por vingança e potencializa com boas atuações, construção de personagens marcantes, trilha sonora de qualidade, cenas de ação empolgantes, diálogos envolventes, ângulos e cortes de cena cuidadosamente elaboradas e curiosas alternâncias nas cores. Quando terminou nem parecia que tinha passado quase duas horas de filme. Gostei de dividirem em capítulos.
Godzilla: Batalha Final (Godzilla: Final Wars) (2004) - Vigésimo oitavo filme do Godzilla, último da terceira série Pra encerrar temporariamente a franquia, um filme especial de 50 anos foi planejado. E qual a melhor forma de fazer isso? Botando o Godzilla pra enfrentar diversos monstros dos filmes anteriores. O filme considera os ataques dos monstros gigantes de diversos filmes, mas não necessariamente seus filmes. / O estilo é o mais diferente da franquia. A trama envolve uma equipe de humanos e mutantes combatendo aliens que copiam os corpos das pessoas, controlam os mutantes e os monstros gigantes (menos o Godzilla). Os aliens então mandam os monstros destruírem a Terra, daí os humanos libertam o Godzilla. / As batalhas são frenéticas, o ambiente é devastador, a trilha é agitada, o clima é apocalíptico. Pena que o Godzilla tá forte demais. Demais mesmo! O que ele levava minutos pra enfrentar nos filmes anteriores, ele derrotava em muito pouco tempo. E até mais de um de vez. Pena também que as batalhas não ocupam boa parte do filme. O filme possui muito mais foco na trama humana, que é ok. Ainda assim, são cenas épicas. A trilha ajuda bastante, com um rock pesado acompanhando Godzilla contra os monstros e os humanos e mutantes contra os aliens. / Pra um encerramento de franquia, o filme é até adequado, uma grande compilação de "nostalgia". Tudo aqui é reciclado, todas as ideias foram utilizadas nos filmes anteriores (só os mutantes que não tinham antes, mas tinha algo parecido). Apesar dos pesares, Final Wars é uma grande homenagem a própria franquia e um filme voltado para os fãs, agora bem ao estilo tokusatsu.
O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator Genisys) (2015) - O filme tem toda essa questão de viagens temporais e realidades alternativas baseado na trilogia original. É um "reboot" que não ignora nenhum dos filmes anteriores. Disseram que não precisaria ver os Exterminadores anteriores, mas o filme acaba sendo repleto de referências a trilogia original que só quem viu irá entender (inclusive as cenas iniciais do passado são quase que um remake das do primeiro filme, mas com certos elementos que acabam mudando o curso da história que conhecemos). / Comparado aos outros filmes da franquia, esse filme só é melhor que o quarto (que, apesar de tudo, eu gosto) e, talvez, o terceiro (que não vejo isso tudo de ruim que dizem). Passa longe de ser do nível do primeiro e do segundo, que são excelentes. Ou seja, tá pelo meio. Ainda assim não tira a emoção, é um bom filme repleto de reviravoltas com o clima Exterminador do Futuro.
Godzilla: Tokyo S.O.S. (Gojira tai Mosura tai Mekagojira: Tôkyô S.O.S.) (2003) - Vigésimo sétimo filme do Godzilla. Diferente dos anteriores da terceira série, esse filme é continuação direta do anterior, trazendo de volta o Mechagodzilla, os soldados e alguns personagens. O filme acrescenta na lista de considerações o ataque do Mothra e o primeiro encontro com as fadinhas. Era de se esperar que o Godzilla voltasse, mas o governo não estava preparado pra um segundo ataque, já que o Mechagodzilla não estava consertado. Com o caos, Mothra é convocado pra salvar o Japão. Só que Mothra quer os ossos do primeiro Godzilla de volta, senão destruirá a Terra. Que isso, Mothra, pensei que fosse bonzinho haha Com Mothra perdendo, Mechagodzilla é mandado do jeito que tá pra ajudar. Ótimas cenas de batalha, roteiro melhor que do filme anterior e um bom final.
Godzilla vs. MechaGodzilla (Gojira tai Mekagojira) (2002) - Vigésimo sexto filme do Godzilla. Consideram apenas o primeiro filme da franquia. O Godzilla que retorna aqui não é o mesmo do primeirão, aquele tá morto, esse é um outro Godzilla. Com o retorno dele depois de um longo tempo, decidem construir um Godzilla robótico usando os ossos do primeiro Godzilla como base. A trama humana tem partes boas, partes ruins, mas a maioria dos envolvidos são a equipe contra o Godzilla, assim como aconteceu no final da segunda série da franquia. Os humanos mais uma vez influenciando o rumo das batalhas. Não é por menos, eles estão controlando um robô que tem vida própria. É como se a Skynet deixasse vc controlar ela, depois de destruir parte da cidade, coisa que é tratada com seriedade, mostrando o lado dos soldados e do governo. Bom filme.
Godzilla, Mothra e King Ghidorah: O Ataque dos Monstros Gigantes (Gojira, Mosura, Kingu Gidorâ: Daikaijû sôkôgeki) (2001) - Vigésimo quinto filme do Godzilla. O filme considera apenas o primeiro filme da franquia e o ataque do Mothra (de algum filme), além do ataque de um outro monstro de outro filme. Com 3 mitos no título, tinha como dar errado? Na verdade tinha, mas felizmente deu certo. / Godzilla possuído, sinistro, mal, decide atacar o Japão com tudo. Enquanto isso, na trama humana, um velho diz sobre uma profecia e convoca os monstros guardiões pra salvar a Terra: Baragon, Mothra e King Ghidorah (sim, Ghidorah aqui é do "bem"). Há diversos personagens, mas a principal é uma mulher que trabalha pra uma empresa de filmes de baixo orçamento. Também há alguns aleatórios. / É tensão do início ao fim, como uma grande cena de ação com uma luta que dura o dia todo. Primeiro o Godzilla e o Baragon se enfrentam, mas Baragon leva a pior. Então Mothra e King Ghidorah chegam pra tentar detê-lo. Curioso que as fadinhas de Mothra não aparecem no filme. E Mothra aparece tanto em lagarta quanto em borboleta. Ótimo filme da franquia.
Godzilla vs. Megaguirus (Gojira tai Megagirasu: Jî shômetsu sakusen) (2000) - Vigésimo quarto filme do Godzilla. Aqui consideram apenas o primeiro filme do Godzilla e o ataque solo dele do segundo filme. Quando o monstrão retorna, há um projeto de deter ele de vez usando um disparador de buraco negro (!!!). A trama humana serve mais pra iniciar a história e, claro, influenciar a batalha com os soldados. O vilão é um inseto de outra dimensão que se multiplica, mas o "chefão" deles tá só esperando a hora de atacar. Esse é o filme que mais usa cgi descaradamente. Enfim, é um bom filme, tem boas cenas de luta e é considerado por alguns um filme mais detalhado que outros da franquia.
Godzilla 2000 (Gojira ni-sen mireniamu) (2000) - Vigésimo terceiro filme do Godzilla, primeiro da terceira série. Um recomeço que não é recomeço, trazendo de novo uma melhoria gráfica e o uso do cgi. Aqui o Godzilla parece já ter atacado antes e decidem por um fim quando ele retorna mais uma vez (como sempre). Não especifica quais filmes anteriores foram aceitos e quais foram rejeitados. A história humana é ok, as cenas de luta dos monstros são boas, mas o monstro mesmo é bem sem graça.
Goal of the Dead (Goal of the Dead) (2014) - Imagine um filme de futebol só que com zumbis? Pois é. A produção francesa Goal of the Dead mistura o inusitado. De início acompanhamos um time problemático, onde um jogador é odiado pelos torcedores e outro está na mira dos maiorais pra mudar de time. Depois, vem o apocalipse futebolístico, em meio a uma partida de futebol, com um jogador do time rival infectado iniciando o caos. O filme acompanha diferentes personagens em diferentes lugares (no estádio e arredores) e é dividido em dois tempos, assim como uma partida de futebol. / É tosqueira do início ao fim, com revelações entre os personagens e acontecimentos bizarros. Seria como um filme de zumbi qualquer, se não fosse o fato de que tudo se passa envolvendo futebol: jogadores, jornalista, torcedores... A cena final é loucura pura. Claro que por baixo de tudo isso está uma grande crítica ao mundo do futebol, em especial aos torcedores fanáticos. Filme criativo e divertido.
Godzilla vs. Destroyer (Gojira tai Desutoroia) (1995) - Vigésimo segundo filme do Godzilla, terceiro da trilogia que une personagens principais japoneses e alguns americanos aqui e ali, último da segunda série. Uma boa forma de encerrar uma geração, repleto de ligações com o filme original. / Com novamente o retorno de alguns personagens dos dois filmes anteriores, o centro de defesa contra o Godzilla continua a todo vapor. Godzilla por sua vez vira uma bomba, a ponto de poder explodir e levar o mundo consigo. Procurando por um fim definitivo a tudo aquilo, alguns cientistas tentam recriar a famosa arma utilizada no primeiro filme da franquia. Sem "ingredientes", eles pegam pedaços do solo onde a bomba foi utilizada pra descobrir como fazê-la, mas acabam encontrando um ser modificado que desfaz tudo que ataca, que foge e começa a crescer e a se multiplicar. Quando se unem, ficam absurdamente imensos. / O caos está formado, os humanos só podem usar armas congelantes, já que o Godzilla não pode ser atacado por um explosivo. Enquanto isso esses seres estranhos começam a destruir toda a cidade. O Baby Godzilla, que estava considerado morto, já está gigante (embora bem menor que seu pai) e vira alvo dos tais seres. O resultado é uma batalha contra um Godzilla furioso e desesperado, com o corpo de desfazendo e cuspindo fogo tão quente quanto a lava!
Godzilla vs. SpaceGodzilla (Gojira tai SupēsuGojira) (1994) - Vigésimo primeiro filme do Godzilla, segundo da trilogia que une personagens principais japoneses e alguns americanos aqui e ali. Viajei enquanto assistia, em alguns momentos o filme parecia sem rumo. Agora tem um centro pros telepatas, um projeto de tentar controlar o Godzilla por telecinesia. O Baby Godzilla tá com um visual infantil demais, mesmo tendo crescido bastante desde o anterior (felizmente mal aparece no filme). O SpaceGodzilla é duro de matar, mas não chega a ser um monstro marcante. A luta dura até mais do que o necessário. O destaque vai pra trama humana, trazendo alguns personagens do anterior de volta, em especial a equipe do centro de defesa contra o Godzilla.
Godzilla vs. MechaGodzilla II (Gojira tai Mekagojira) (1993) - Vigésimo filme do Godzilla, primeiro da trilogia que une personagens principais japonesas e alguns americanos aqui e ali. Muito cara de Sessão da Tarde graças ao Baby Godzilla, que acaba tirando a seriedade do filme. E a telepata agora tem uma escola de crianças com o mesmo dom! Gostei de como Rodan e Baby Godzilla foram inseridos, trouxe um sentido maior que nos filmes antigos. A trama humana é ok. Confesso que não fiquei tão surpreso com o Mechagodzilla, mas deu pro gasto. Achei legal a ideia de ser um robô gigante controlado por humanos, como nos tokusatsus. Pelo menos aqui ele é como um robô mesmo, não tinha fantasia de Godzilla haha
Godzilla vs. Mothra (Gojira tai Mosura) (1992) - Décimo nono filme do Godzilla. Que filmão da franquia! O querido Mothra retorna numa história repaginada. Temos a volta das fadinhas, cantando como sempre, mas sem aquelas músicas que ocupavam 5 minutos de cena (por vez). A ilha por sua vez não existe aqui, ela foi inundada (ufa, sem cenas de rituais que ocupavam 10 minutos [por vez]). De acréscimo, temos uma profecia sobre fim do mundo e legado de Mothra, além da adição de Battra, o "Mothra Negro". A trama humana é boa e é diretamente ligada ao destino dos locais de batalhas no filme. / O campo de batalha está formado: Godzilla vs Mothra vs Battra... isso enquanto, numa ilha [não tão] distante dali, a Terra começa a se abrir e a cuspir lava, dando segmento a profecia do fim do mundo. É tudo grandioso. / A forma magistral que Mothra se transforma de lagarta em borboleta deve ser apreciada com a boa e relaxante música das fadinhas. Em contrapartida, a trilha agitada faz a transformação de Battra ser mais hardcore. A batalha final é colossal do início ao fim, ótimos momentos. E ainda há um encerramento emocionante.
Godzilla Contra o Monstro do Mal (Gojira tai Kingu Gidora) (1991) - Décimo oitavo filme do Godzilla. Tentando inovar, o filme acaba bagunçando o monstrão, mas traz elementos a la Jurassic Park e Exterminador do Futuro antes deles terem sido lançados. E Star Trek. Tem aliens, mas dessa vez eles não trazem o King Ghidorah pra Terra. Aqui temos viagem no tempo! E andróide! E bichinhos fofinhos que... ok, vou manter segredo. De leva o filme ainda mostra como o Godzilla era antes da bomba. / O principal problema é justo a viagem no tempo. Como é que todos continuaram sabendo do Godzilla se ele não mais existia? Acho que uma pergunta dessas basta por enquanto, ainda tive outras durante o filme. Tenho teorias, mas nenhuma que eu ache plausível até mesmo pra ficção. / A luta contra o King Ghidorah não é grande coisa inicialmente (depois melhora), mas só de ver o retorno do dragão de três cabeças vale a pena. O mais curioso é ver como o Godzilla lutou contra ele sozinho, coisa que no antigo ele precisou de ajuda em todos os filmes que o bicho apareceu. Apesar dos pesares, gostei da historinha humana.
Godzilla vs. Biollante (Gojira tai Biorante) (1989) - Décimo sétimo filme do Godzilla. O retorno dos filmes de batalha contra outros monstros gigantes. Dessa vez é... bem... uma planta gigante que possui o dna do Godzilla e que possuía ou não (vc leu certo) a alma de uma pessoa. Não ria, o filme se leva a sério. Uma trama humana um pouco viajada e meio sem rumo, com erros no roteiro. Sei que tem uma garota que conversa com plantas e sente onde tão os monstros (ou algo do tipo). De começo estranhei o nível de batalha entre Godzilla e uma planta dessas, mas foi mostrando seu potencial. A batalha final é boa.
O Retorno de Godzilla (Gojira) (1984) - Décimo sexto filme do Godzilla, primeiro da segunda série. Ignorando as 14 continuações anteriores, esse filme do rei dos monstros é um recomeço da franquia. Toda a tosqueira é deixada de lado e a seriedade presente no primeiro filme retorna. Aqui o Godzilla não enfrenta monstros gigantes, voltando com o embate do primeiro filme exclusivamente entre ele e os humanos. A trama humana é simples e boa. Há alguns probleminhas técnicos, mas dá pra deixar passar se levarmos em conta a época em que o filme foi feito. De início não tava muito confiante, mas ao fim o filme me convenceu.
A Gripe (감기) (2013) - Mais um excelente thriller do cinema coreano e um dos melhores sobre epidemia que já vi. Drama e tragédia se unem e ainda dão um pouco de espaço pra ação e um toque de política. Roteiro bem escrito, trilha sonora empolgante e personagens atrativos. A diversidade e troca de personagens é outro ponto positivo. Todos ali possuem seu momento, seja um dos principais, um dos secundários, ou até mesmo aquele aleatório que mais parece figurante. Há toda uma ligação. / A trama mostra uma grave epidemia que se espalha numa parte da Coreia do Sul. A transmissão se dá pelo ar, basta absorver uma simples gotícula da tosse de um portador. O resultado é uma tosse ininterrupta, febre e, ao fim, o portador cospe sangue e morre. Em meio ao caos, o governo coreano e americano se unem pra conter esse vírus a qualquer custo, mesmo que pra isso tenham que usar formas nada "corretas". / Há diversos personagens durante a trama. Temos como principais um bombeiro que salva uma mulher de um acidente quando seu carro cai num buraco (e ele acaba se apaixonando por ela). A mulher, por sua vez, é uma das médicas que está em busca da cura e tem uma filha, que tb é importante pra trama. Tem o portador sobrevivente, um imigrante ilegal; os irmãos que ficaram a cargo de buscar esse imigrante; o oficial do exército que se aproveita de seu cargo como bem entender; os políticos coreanos; alguns americanos (como um médico e outro a serviço do governo dos EUA); entre vários outros. / Um ponto importante pra citar é como o americano é retratado: Guerra é a solução, matar pessoas é o único modo, eliminar um problema que possui solução em vez de solucionar é o caminho correto a se seguir. Daí vemos que alguns coreanos não são tão diferentes assim, apoiando esse ideal, mas tb vemos que outros rejeitam (assim como existem americanos que rejeitam, mas no filme não é mostrado). / Acabamos acompanhando diversos arcos que acabam se encontrando em algum momento, seja do bombeiro e da médica e sua filha, dos políticos e médicos, dos irmãos e do portador sobrevivente, entre outros. / Essa diversidade de personagens e encontro entre eles em algum momento do filme me lembrou Tidal Wave, que tb tem isso.
Dragon Ball Z: O Renascimento de Freeza (Dragon Ball Z: Fukkatsu no Freeza) (2015) - Nunca fui grande fã de Dragon Ball, mas conferi esse troço. / O filme todo é bem melhor que o anterior. Aqui as batalhas são batalhas mesmo, e não aqueles tapinhas frescos. Ainda assim, continua faltando algo que tinha no desenho. / A primeira luta é muito genérica, mas depois dela os personagens viram meros figurantes, então aproveite, afinal, a grande batalha, que ocupa boa parte do longa, é apenas entre Goku e Freeza. E mesmo assim esperava bem mais da batalha. Não que seja ruim, os caras saem destruindo tudo, mas esqueceram de equilibrar os poderes. Goku forte demais, isso tira a graça. Sem contar que inserem o Goku e o Vegeta fortões mas não mostra o processo de como eles chegaram naquele nível, mas isso dá pra entender com as citações durante o longa. / Fora as cenas de luta, dá pra se divertir com as cenas humoradas envolvendo o patrulheiro espacial e o mestre viado haha Majin Boo faz falta...
Divertida Mente (Inside Out) (2015) - Não sabia bem o que esperar e não tava muito confiante, mas por ser selo de qualidade Pixar acabei conferindo. Boa parte por curiosidade tb, a premissa toda é uma grande nuvem de ideias interessantes pra explorar. E assim Pixar conseguiu mais um belo filme. / "Você já parou pra pensar o que se passa na mente de uma pessoa?". Sim, o tempo todo. Acompanhamos Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojo, que vivem na mente de uma garota e controlam suas emoções por um painel. Há toda uma estrutura em sua mente, como as ilhas (do hóquei, sua paixão; da amizade, que ela gosta tanto; da família, que ela é apegada; e da bobeira, que a faz ser divertida). Há tb o labirinto das memórias a longo prazo, armazenando tudo o que ela absorveu; as memórias base, que a fazem ser o que ela é; entre outros. / Ver a história em terceira pessoa (as emoções) dentro de primeira pessoa (a garota) foi uma sacada genial da Pixar. Uma história de uma garota que era feliz, se muda e sua vida vira um desastre. Além, ela está crescendo, novos gostos vão surgindo, uma nova percepção de mundo, a adolescência chegando. Perceber como as emoções podem mudar o rumo dos acontecimentos, como uma pessoa age controlada por tal emoção, como a tentativa de forçar a ausência de uma emoção (ou a presença de outra) pode resultar em consequências desastrosas, como nossas lembranças influenciam em nossas vidas, como nossas experiências de vida nos moldam a ser o que somos, são ideias tratadas na animação. / Apesar do foco nas emoções, o universo criado em Divertida Mente é vasto. Podemos perceber isso ao longo do filme, quando as emoções viajam pela mente da garota, das ilhas ao mundo adentro. O que foi criado aqui tem potencial pra uma franquia, se bem utilizada.
Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (Jurassic World) (2015) - Então... é um bom filme. Poderia ter sido bem melhor, mas ainda assim é um bom filme. / Prato cheio pra nova geração e nostálgico pros fãs da trilogia antiga. Tem algumas boas cenas com dinossauros. Foi legal ver como seria se o parque tivesse sido aberto ao público. / As ideias apresentadas durante o filme são ótimas, mas os limites da história não deixam aproveitá-las ao máximo. Ok, um parque de dinossauros com milhares de pessoas visitando é claro que irão se focar em dinos mais tranquilos, adeptos ao público, deixando apenas um ou outro carnívoro pra atração. Quando o parque começa a ser invadido pelos dinos, cabem a esses poucos dinossauros causarem o caos. E o foco aqui é muito mais pro Indominus Rex que tudo, ou pelo menos dividindo quase o mesmo espaço com os velociraptors, que são meio que "domesticados" (embora esse seja um termo errado). / Apesar dos pesares, dá pra se divertir. Tem uma boa tensão em algumas cenas. A caça pela floresta de noite, a cena do aviário, a primeira cena do Indominus Rex, a batalha no fim do filme, bem legal. Fico no aguardo de uma continuação. Há um gancho pra filmes da franquia com outros estilos. / Uma dúvida: E a ilha dos dinos? / 3D opcional, não faz muita diferença.
O Terror do MechaGodzilla (Mekagojira no Gyakushū) (1975) - Décimo quinto filme do Godzilla, último da primeira série. Continua o filme anterior e serve como um bom complemento. Tem um tal de Titanosauro descoberto por um doutor rejeitado, umas coisas assim. Não há muito o que comentar. Pra um filme de encerramento, soou mais como um filme qualquer da franquia. Não que desmereça a obra. Só acho que se esqueceram que os aliens são macacos, pq quando um morre, não se transforma.
Godzilla vs. MechaGodzilla (Gojira Tai Mekagojira) (1974) - Décimo quarto filme do Godzilla. Não sabia que haviam macacos no espaço que se disfarçaram de humanos haha Oh, Planeta dos Macacos Espaciais? Aqui tem uma profecia doida de que um monstro destruiria o mundo e caberia a dois outros monstros salvarem. No caso, um tal de King Caesar e Godzilla. O destruidor (ué, mas os "salvadores" tb destroem muito) é o Mechagodzilla, uma versão robótica do Godzilla (dã). O legal aqui é que temos mais um monstro difícil, com uma pele impenetrável porém um ponto fraco bem vulnerável se descoberto. É um bom filme, apesar de mais uma vez envolver aliens querendo dominar o mundo, e o disfarce nem é uma ideia nova.
Godzilla vs. Megalon (Gojira tai Megaro) (1973) - Décimo terceiro filme do Godzilla. Godzilla mestre do kung fu, badass e bom amigo. Inesperadamente, pela primeira vez temos a presenta de um robô que mais parece ter saído de um tokusatsu: Jet Jaguar. Os dois se unem pra enfrentar Megalon, vindo de um reino subterrâneo, e Gigan, que detonou o Godzilla no filme anterior. Olhem só, dessa vez não são aliens querendo dominar o mundo, são humanos haha Sem muito a declarar. Destaque pra voadora do Godzilla.
Terremoto: A Falha de San Andreas (San Andreas) (2015) - Terremoto é a prova de que um filme tão clichê e tão previsível pode sim entreter. / No meio de uma história ok, roteiro furado, problema familiar (como sempre, divórcio), diálogos toscos e personagens divertidos, temos gigantescas cenas de destruição em massa, um maior que o outro. Por mais que tente mostrar tudo de perto em cenas de tirar o fôlego, seus inúmeros exageros não o tornam muito sério. Não que seja ruim, pelo contrário, acredito eu que o filme foi feito já pensado nisso, clássico "filme pipoca", como alguns consideram. Bom, é um filme do The Rock, não precisa de explicações.
Godzilla vs. Gigan (Chikyū Kōgeki Meirei: Gojira tai Gaigan) (1972) - Décimo segundo filme do Godzilla. Uns aliens querem dominar a Terra (novamente) e controlam King Gidorah e Gigan, atraindo Godzilla e Angilas pra batalha. Claro que antes ocorre muita coisa, já que temos a trama humana como em qualquer filme. / Temos tb algo inusitado: Chegam a mostrar o que o monstros conversam em forma de balõezinhos [que nem hq], embora ocorra em apenas duas cenas (descartável, o legal é imaginar o que eles tão falando, mas acaba sendo engraçado por ser tosco, diferente de outro filme que há intérprete e não incomoda). / Sobre os aliens, a trama deles é até mais simples que de outros filmes da franquia que envolvem aliens (que não costumam ser tão bons assim), porém é melhor que a maioria. Já a origem deles... melhor nem comentar. Pior que eu já imaginei algo parecido. E não se esqueçam do Gigan, o monstro com barriga de serra elétrica haha
Godzilla vs. Hedorah (Gojira tai Hedora) (1971) - Décimo primeiro filme do Godzilla. Mais um filme diferente. A questão tratada dessa vez é a poluição. Hedorah, o monstro tóxico, é quase que invencível. Sua pele é ácida e queima quem a toca. A poluição transmitida por ele pode ser fatal, matando desde plantas a seres humanos e derretendo construções. Ele pode mudar de forma. Em líquido, mais parece a Bolha Assassina. Foi provavelmente a batalha mais difícil que o Godzilla participou, já que sua força e seu laser não adiantavam de nada num monstro que podia se regenerar. Mas como todo bom filme do Godzilla, não podia faltar alguma tosqueira, e a desse no final é em palavras hehe
A Mosca (The Fly) (1986) - Avaliando o filme em si: Interessante e ao mesmo tempo nojento. História atrativa, atuações ok, pegada meio trash. De início não tava muito confiante mas a narrativa foi se tornando interessante, acompanhando o cara virando uma mosca. Ao fim foi um ótimo filme. / Comparando com o original: Bem diferente, o que é algo positivo, afinal, pra que um remake mais do mesmo, né? Pra começar, no original o personagem principal tem uma família e quer revolucionar o mundo. Tem toda uma questão de guerra, paz e humanidade. No remake não há essa questão e o personagem é solteiro e se apaixona por uma jornalista. No original, quando ele se "infecta" com a mosca, partes de seu corpo se transformam em mosca aos poucos, como a cabeça e o braço. No remake, primeiro ele ganha força sobre-humana e depois começa a se deformar dia após dia, ficando cada vez mais semelhante a uma mosca. O desenvolvimento não conto pra não dar spoiler, mas é diferente tb. / Ambos os filmes são ótimos. Embora prefira o original, principalmente pela história, o remake tem seus méritos e poderia dizer que é tão bom quanto.
O Jogo da Imitação (The Imitation Game) (2014) - Tentei pensar em algo pra escrever sobre o filme, mas a verdade é que ele me deixou sem palavras. Já conhecia a história do cara, um gênio incompreendido que não só salvou vidas e "manipulou" a guerra como tb mudou o mundo e inovou a tecnologia. Infelizmente, na época, o fato dele ser gay ignorou sua importância pro mundo e acabou com sua vida. Mas seu legado ainda persiste. / Sobre o filme, é tudo muito bem feito. O olhar da guerra por gênios de cabeça que não participaram de confrontos armados mas foram tão importantes quanto. Sobre a fidelidade dos fatos narrados, soube de inúmeras mudanças, como muitos filmes "baseados em histórias reais" fazem. Ainda assim, o filme como filme é incrível e seu contexto é real. / Curioso, e ao mesmo tempo estranho, pensar que, se não fosse por esse cara, eu poderia sequer estar escrevendo isso aqui nesse exato momento, num computador. Pessoas poderiam não existir, linhagens, ou pelo menos não serem do jeito que são atualmente. Na verdade o mundo inteiro poderia ser diferente. / Muitos questionam "E se Hitler tivesse vencido a guerra?", mas deveríamos acrescentar outra pergunta: "E se Alan Turing não tivesse desvendado o Enigma?" ou "E se a invenção de Turing fracassasse?".
Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road) (2015) - Posso resumir em uma palavra: "Testemunhe". / Loucura atrás de loucura, cenas de perseguição insanas (tanto das do deserto quanto a do início do filme, com o Max tentando escapar), figurino top, trilha empolgante. Os caras pendurados nos carros, o carro de som com tambores e um guitarrista com uma guitarra lança-chamas, carro cheio de espinho, tudo muito louco. De longe o melhor Mad Max até agora. Falando no Max, ele é o de menos, os outros personagens ganham um destaque absurdo, o que é muito bom. E tem homem reclamando que o filme é cheio de mulher... / 3D bem legal em alguns momentos, embora em outros não se perceba tanto.
Dead Rising: Watchtower - O Filme (Dead Rising: Watchtower) (2015) - Boa surpresa, o que muitos podem considerar um "trash atual". O filme tem umas cenas bem divertidas e uma história ok, aquele tipo de filme pra "relaxar e curtir". E é bom. Até tem uma coisa ou outra clichê que poderiam ter feito diferente, e não gostei das transições a la série de tv, mas não chega a incomodar muito. Mas acertaram nas bizarrices, embora "comportadas". Logo na abertura já vemos palhaço zumbi com machado, que tenso. Depois a história volta alguns dias e começa de onde deveria. Pouco depois já revelam de cara problemas com o tratamento contra a infecção zumbi (é, já houve um surto que foi controlado no passado e um tratamento foi criado, mas tava se tornando falho e um novo surto estava surgindo). / Não joguei os jogos, mas já vi trailers e gameplays (e já vi gente jogar) e posso dizer que foi até fiel, pelo menos nos elementos. Tirando o sangue, que aqui é bem reduzido, tem cenas nas ruas com os zumbis cercando as pessoas, a gangue de motoqueiros causando o terror, a "cura" e até mesmo a junção de armas. Isso pode soar meio tosco (e não é?), mas é divertidíssimo. Unir serra elétrica com martelo através de uma fita adesiva. Quem nunca, né? Tb notei que os personagens ficam com a arma por certo tempo, perdendo fácil a cada momento, coisa que nos jogos tb acontecem bastante. E é assim mesmo, tem que recorrer com o que tiver mais perto. Tudo pode ser usado como arma... ou quase tudo. / Pode não ser o melhor filme de zumbi, mas é superior a diversos, além de ser um bom filme pra curtir. Gostei das poucas cenas em primeira pessoa, foram boas, em um ou dois (ou pouco mais) momentos tive a impressão de que colocaram a câmera na arma pra vermos o movimento (suspeito que realmente fizeram isso). Quero continuação, o filme até deixa um gancho pra isso (inclusive ele meio que encerra aquele "arco" mas não encerra toda a história, então uma continuação seria válida). Se os gamers vão gostar do live-action, difícil dizer. Dica: não levem o filme a sério. É Dead Rising, o jogo por si só já é zoeiro.
A Vingança de Godzilla (ゴジラ・ミニラ・ガバラ オール怪獣大進撃) (1969) - Décimo filme do Godzilla. Não esperava que um filme do Godzilla pudesse ser tão ruim. Tudo bem que dentre vários filmes poderia facilmente sair algo abaixo da média, mas não poderia imaginar algo a esse nível. Achei ok a história do garoto, do inventor de brinquedos, dos ladrões atrapalhados, tentaram seguir algo mais infantil, como em O Filho do Godzilla, só que aqui há problemas que vão muito além. Pra começar, o garoto imagina estar na ilha dos monstros, ou seja, nada daquilo é "real". E as cenas de luta são recicladas de filmes antigos, exceto a única batalha original do filme, com um monstro que é uma representação de um garoto que comete bullying com o garoto. Pra piorar tudo, o divertido Minya sabe falar! Filme fraquíssimo.
O Despertar dos Monstros (怪獣総進撃) (1968) - Nono filme do Godzilla. Esperava bem mais. Esse já tinha visto quando criança e lembro de ter curtido bastante justamente por causa das lutas dos monstros. Não há uma noção exata de quanto tempo se passa entre os filmes, mas sabe-se que é pouco, já que o Godzilla costuma aparecer onde terminou no filme anterior. Aqui avançam pro fim do século, onde os monstros estão presos numa ilha. O título vem de uma parte do filme em que os aliens controlam os monstros e mandam eles pra diversos lugares do mundo destruírem o que verem pela frente (e não, o filme não se foca nisso). A história clichê dos aliens e humanos até dá pra deixar passar, mas é desinteressante, inclusive os personagens. O bom mesmo é quando os monstros se unem para enfrentar King Ghidorah no final do filme. Pra quem curte, bom até demais essa parte.
O Filho de Godzilla (Kaijū-tō no Kessen: Gojira no Musuko) (1967) - Oitavo filme do Godzilla. É, minha gente, o Godzilla agora é pai! Dessa vez partem pra algo mais infantil, mas isso não desmerece o conteúdo. Aqui temos o filhote do Godzilla e não vemos nenhuma explicação de como isso foi possível. O ovo simplesmente é descoberto e sai o filhote de lá... sendo maltratado por uns louva-a-deus gigantes. Coitado, sofrendo bullying desde que nasceu. O bicho é todo atrapalhado, tropeça direto (seja pisando numa pedra, seja andando) e é muito medroso (o Godzilla solta sua rajada e ele sai correndo abraçar o pai). O Godzilla, como um pai rígido, tenta treinar seu filho pra ser um monstro de verdade. Já a trama do filme é aceitável, tem lá seus personagens, algo tranquilo de assistir. E curti como encerraram o filme, foi o melhor caminho a seguir.
Ebirah, Terror dos Abismos (Gojira, Ebira, Mosura: Nankai no Daikettō) (1966) - Sétimo filme do Godzilla. Bonzão. As diversas cenas sem trilha de fundo só aumentam a experiência do filme. A história de fundo funciona e entretém, trazendo de volta a ilha de Mothra e seus habitantes. E gostei como o Godzilla retornou nesse filme, só fiquei curioso pra saber como ele entrou naquele lugar. Agora tenho que falar das lutas: Godzilla humorado não tem pra ninguém, "brincando" com os aviões. E a primeira batalha contra o Ebirah (lagosta gigante)? Mais pareciam que tavam jogando bola. Bizarro. O Godzilla com sono coçando o olho então... Sem comentários. O filme, assim como os outros, possui uma história séria, mas as cenas do Godzilla são pura diversão.
A Guerra dos Monstros (Kaijū Daisensō) (1965) - Sexto filme do Godzilla. Dessa vez deixaram um pouco a desejar. O Godzilla vira um simples figurante de uma trama maior (apesar de já ter ocorrido antes, não foi ao nível desse). Esperava que aproveitassem mais o King Ghidorah, que mal aparece em seu filme contra o Godzilla, mas não ocorreu. A história dos aliens não é grande coisa mas dá pro gasto. Ao fim é um filme pra passar o tempo. Há melhores. Destaque pro Godzilla comemorando com pulinhos toscos.
Ghidrah, o Monstro Tricéfalo (San Daikaijū: Chikyū Saidai no Kessen) (1964) - Quinto filme do Godzilla. :v Nunca pensei que veria uma lagarta em cima de um... "dino pássaro" enfrentando um dragão de três cabeças. / Sobre o filme, é tosco, muito tosco. Ri demais da batalha. A cena dos monstros conversando negociando pra deter o King Ghidorah kkkkk A luta entre os monstros ocorre só no final do filme, o que é uma pena. ´basicamente a cena que o King Ghidorah aparece, pq no resto do filme, acho que só duas cenas rápidas. Esse filme deveria se chamar "Godzilla vs Rodan", pq ele aparece mais que todos. / E dessa vez inseriram uma parada alien no filme, embora nenhum apareça realmente, só a mulher lá que dizem que é princesa, mas ela diz ser de Vênus e fica alertando sobre o que acontecerá no futuro. Tem uns caras que vão atrás da princesa/alien, como são ruins de mira, o cara nem perto com espingarda (ou algo do tipo) e mira consegue acertar o alvo.
Godzilla Contra a Ilha Sagrada (Mosura tai Gojira) (1964) - Quarto filme do Godzilla. Ele demorou tanto pra aparecer que eu até tinha me esquecido que era filme dele e já tava pensando no solo do Mothra. Falando em Mothra, curti a personagem. Uma borboleta contra o Godzilla. A cena da lagarta mordendo o rabo do Godzilla é a melhor haha / Batalha mesmo rola pra depois de uma hora de filme, mas a história humana é envolvente, então deixo passar. Aquelas mulherzinhas são fadas ou algo do tipo? Cantam bem.
Batman vs Robin (Batman vs Robin) (2015) - Em tempos de Novos 52 e com a falta de interesse da DC em criar animações de outros personagens, resta aos do Batman salvarem o legado. Boa trama, não correm com nada, achei até que encerrariam em aberto a história (claro, tem gancho pra novidades que estão por vir). Só o nome que é meio exagerado, já que é mais conflito pai e filho do que uma luta mano a mano (que tb acontece). Poderiam muito bem ter chamado de A Corte das Corujas. / A abertura é bem "creepypasta"/"deep web", com as crianças-bonecas. / Já ouvi falarem bem da hq ao qual a animação foi baseada. Pretendo ler futuramente.
Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron) (2015) - Ah, Marvel... é assim que se faz! / Ia comentar ontem de noite, mas peguei no sono quando cheguei em casa. Saí quase uma hora de casa pra tentar pegar uma das primeiras sessões. 10 minutos depois tava eu no cinema (é perto de casa). Cinema fechado, uma fila gigantesca dando a volta pela praça de alimentação. Cerca de uma hora depois consegui comprar ingresso "apenas" pra sessão das 16h15m. Até que a fila foi rápida, todos os caixas estavam funcionando. Lembro de filme que já fiquei até mais tempo na fila com uma fila menor pq tinha um ou dois caixas apenas. Mas não vem ao caso. / A fila pra entrar na sala deu volta no corredor atrás do cinema, lugar escuro, a iluminação vinha dos celulares das pessoas. Lá tinha uma passagem com escadas onde, no meio dela, tinha um poster da Mulher de Preto 2 em forma da... mulher de preto. Um pessoal ficou brincando com isso, uns se assustaram, eu tirei foto (do poster). Aquilo tinha sido proposital, só pode. Mas tb não vem ao caso. / Só passou trailer do Homem-Formiga. Esperava mais trailers. Mas vamos ao filme. / Antes de tudo, não me peçam pra dizer qual é o melhor, o primeiro e segundo Vingadores são bem diferentes, e isso dá pra notar desde o início. O primeiro era um filme divertido e humorado. Esse é divertido e humorado tb, mas com um clima mais sério, dá espaço pra várias cenas dramáticas. Há momentos em que o humor é nulo, mas não é sempre, afinal, Marvel é Marvel e sabemos que ela ama fazer piadinha em alguns momentos. Felizmente, tudo aqui funciona, assim como no primeiro. / Não há pressa pra apresentarem o Ultron. Primeiro temos os irmãos Maximoff e a Hydra, que ocorre no início do filme, com os Vingadores em sua "última missão" (acreditavam eles). Entretanto, o Ultron não demora pra aparecer. E quando aparece, já deixa sua marca, já mostra que aquilo sim é um vilão de verdade. Pronto, depois disso tudo vira um caos. / De um lado, os Vingadores se escondendo do Ultron procurando um meio de derrotá-lo, mesmo parecendo impossível. Do outro, Ultron construindo sua legião de outros Ultrons e os irmãos Maximoff ao lado dele. / A relação da Viúva Negra com o Hulk, bem ao estilo A Bela e a Fera, é retratada nesse filme, mostrando a paixão dos dois. A Viúva inclusive tem umas revelações tristes. O Gavião Arqueiro tb ganha seu destaque, se tornando o lado mais humano do filme. O Thor tá naquela de terminar aquilo e ir pra casa. O Homem de Ferro... bem, vcs sabem como ele é. O Capitão América idem. Os irmãos Maximoff tão bem representados. Há um motivo para eles fazerem o que fazem. Os outros personagens inseridos no filme, sejam novos, sejam antigos, tão bem inseridos, nada forçado e todos com seu momento. / O Ultron é sinistro. Ele não fica fazendo piadinhas como disseram, mas tb não é totalmente sério como nos trailers. Apesar disso, é bem moderado. Não há exagero, em alguns momentos ele se utiliza de ironias e altos pensamentos para falar com os humanos. É demais. / Claro que não poderia deixar de falar do Visão, personagem marcante. Só não vou endeusar ele como muitos estão fazendo, achei um bom personagem sim, muito bom, e cumpriu seu papel, mas não acho que tenha sido "o melhor personagem". Tá tudo muito grandioso nesse filme, fica difícil equiparar os personagens. / A famosa cena do Hulkbuster contra o Hulk é sensacional. Não acho que os trailers tenham estragado, continuou muito bom. Mesmo tendo sido a mais exposta das cenas, mas dá sim pra se divertir bastante. Muita coisa do filme continuou em segredo, mesmo com tanta exposição nos trailers. Então sim, dá pra se surpreender, e muito, com o filme. / O final é coisa de louco. Altos acontecimentos e reviravoltas. É curioso notar que os Vingadores apenas surgiram para cumprir uma missão, e eles continuam nessa vibe de encerrar tudo logo (a cena festiva ainda no início do filme seria uma despedida, se não fosse o Ultron pra unir os heróis novamente). Mas nós sabemos que, independente deles se separarem ou não, acabam voltando, o grande perigo ainda está por vir. / Por enquanto acho que só tenho isso pra falar. É um filmão da Marvel, obrigatório pros fãs, pra quem quer um bom filme de drama e ação com um toque de comédia, pra quem quer se divertir e se emocionar. E não se esqueçam da cena durante os créditos, que, apesar de simples, concluiu os pensamentos de muitos leitores de hqs. Infelizmente não temos citação do Aranha e só há uma cena depois do filme. Acreditam que tem gente que ainda não sabe quem é que apareceu na cena dos créditos? A essa altura do campeonato? Acontece. Agora é esperar por Homem-Formiga esse ano ainda. Mas to empolgado mesmo é pra Guerra Civil ano que vem. Enquanto isso, vamos aproveitar Vingadores 2, um dos melhores filmes da Marvel.
O Despertar da Lenda (Huang feihong zhi yingxiong you meng) (2014) - Bom filme, boas cenas de luta, bons personagens, boa história. Tb tem umas jogadas de câmeras legais, tem cenas que chegam a colocar a visão em primeira pessoa, pena que são poucas e rápidas. Apesar da inspiração em história real, as lutas são um tanto surreais, há meio que aqueles exageros típicos de alguns filmes do gênero, porém aqui é bem mais "pé no chão" do que costumamos ver, entenda como um "exagero leve". O que prende mesmo a atenção nem é a luta, e sim a história.
King Kong vs. Godzilla (Kingu Kongu Tai Gojira) (1962) - Revi hoje, divertidão kk Dessa vez vi a edição original japonesa, sem cortes e modificações feitas pelos americanos. / Ri muito das lutas. E o filme ainda tem umas cenas humoradas com os humanos, como no início, do cara testando a linha forte, e a do intérprete na ilha. / Primeira batalha: King Kong chega encrencando com o Godzilla. King Kong taca pedra no Godzilla. Godzilla queima King Kong. King Kong sai triste. huehuehue / Que loucura a última batalha dos dois. Sem comentários aquilo...
Interestelar (Interstellar) (2014) - Agonizante, esplêndido, magnífico, perturbador. / História muito interessante com um drama familiar realmente bom. / Toda essa ideia de tempo e espaço astronauta-Terra (ex.: 1 ano pra ele pode ser 5 na Terra) já conhecia antes e até já vi em outra obra, mas não do jeito apresentado aqui, com toda a física envolvida. Curti bastante o resultado. / Achei que alguns poucos momentos forçaram a explicação, afinal, os caras são experts e tem que relembrar e falar pro outro em voz altas coisas básicas pro trabalho deles? Ok... mesmo assim não atrapalhou em nada. / O visual é incrível. Sem palavras. Real demais. Bons atores, bons personagens... A trilha tb ajuda muito no clima.
Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments) (1956) - Filmão. Roteiro bem feito, efeitos agradáveis (ainda nos dias atuais possui seu charme e é mais real que muitos), trilha boa. Quase quatro horas de filme (ou umas três horas e meia se desconsiderar a abertura, o intervalo, o encerramento e a introdução), ainda assim parece que passa depressa de tão bom que é. A história narra praticamente toda a vida de Moisés, principalmente sua estadia no Egito (de egípcio real a hebreu escravo e a libertação do povo, passando pelas pragas). Depois é mostrada a vida dos hebreus no deserto, onde ocorre a divisão do Mar Vermelho, o pecado do povo e os 10 Mandamentos. Vale citar que o filme não se foca completamente em Moisés, dando espaço a outros personagens durante a trama. Recomendo.
As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin) (2011) - Vi uma vez no cinema, em casa tentei rever não consegui, agora depois de um bom tempo revi tudo, em duas partes. Que animAÇÃO! / Acontece que a primeira metade do filme parece uma montanha-russa, ora é boa, ora é mediana, e acaba cansando em algumas cenas. Mas isso não desmerece a animação. / Agora a segunda parte, da cena da tempestade em diante, o filme melhora absurdamente. Cada cena prende a atenção ao máximo. Sem contar que o visual das paisagens com a qualidade da animação deixa tudo mais incrível. Terminei o filme querendo ver mais. / A primeira parte é "bom", mas a segunda é boa demais. / 3D bom. / Na primeira vez que vi, no cine, tinha achado tudo muito bom. Ainda estou no aguardo da continuação. / Melhores cenas: Perseguição em Marrocos, batalha no porto, flashback do navio pirata e tempestade.
Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey) (2015) - Vi o filme. É ruim, mas não tão ruim como dizem. / A história é pobre, mas não é de todo mal. Poderia muito bem ser contada em menos tempos, duas horas acaba se tornando cansativa. / Temos a relação dos casalzinho contada muito bem, até pq o filme é só isso, então não foi difícil. Como disse, o filme é só isso, do início ao fim a mulher tenta entender esse cara misterioso que curte bater pra sentir prazer. / Que filme estranho, além das cenas de sexo só terem no máximo peito e bunda (no máximo mesmo), parecem mal montadas,a última então soa como um festival de cortes. / O pior mesmo são os diálogos, toscos até não dar mais. E não, não vi graça nessa tosqueira, como muitos disseram que riram exatamente por ser tosco. Mas nossa, as frases são piores do que pensei. / Uma coisa que percebi em algumas opiniões sobre o filme são de que algumas pessoas tão interpretando o filme errado. A mulher o tempo todo entender esse universo que o homem a oferece, de dor e prazer. Ela vive se indagando sobre isso, o motivo dela virar um produto dele, o pq dele querer bater nela pra sentir prazer, sua motivação, etc, e tudo isso jogado na cara do público sem medo de polêmica. É "- Quer ser minha, somente minha, e fazer tudo o que eu mandar e se desobedecer vai pagar caro?" e pronto. Só que esse é o ponto: Ela tá mudando ele, ele tá se influenciando por ela, ela tá tentando entender ele. Ela é apaixonada por ele e adentra nesse mundo em busca de respostas. Pra quem se manter cego, o final deixa isso bem claro, ela fica na dúvida se curte tudo aquilo ou não, ela tá se descobrindo. / Falando em final, termina em aberto pra continuação, que provavelmente não verei.
Agonia do Planeta (The Prodigal Planet) (1983) - Como o anterior, começa com uma cena curta qualquer e então, como as continuações, retorna para a cena de onde o anterior parou, dando prosseguimento a ela. Dessa vez é o fim de tudo. Agora são pouco mais de duas horas de filme, o mais longo. / O mundo está devastado, falta alimento, água e o calor está insuportável. O Anticristo já governa a Terra e restaram poucos cristãos, já que a maioria foi morta. Novamente temos novos personagens na trama, mas tb o retorno de alguns antigos. Acompanhamos o personagem do anterior com seus novos amigos, dessa vez equipados contra o exército. Eles possuem um carro com um computador conectado direto a central e buscam chegar ao local descrito num código que precisam descriptografar, que os levarão até o local onde estão um grupo de cristãos refugiados. Mais uma vez há questionamentos de ateus durante o filme, mais que os outros até, já que uma das personagens insiste em não crer. / Assim como todos os filmes da franquia, ainda há alguns problemas de roteiro (até mais grave que os anteriores) e transições de cenas mal feitas, mas, novamente, não representa sua maior parte. Há um acréscimo de cenas de ação mais que os anteriores, que se focavam mais no drama que era do cristão sobreviver a esse mundo satânico. Mas como já tava tudo acabado e o mundo poderia terminar a qualquer momento, decidiram fazer a história final da humanidade.
A imagem da Besta (Image of the Beast) (1980) - O filme começa com uma cena curta qualquer e então retorna para onde o anterior parou, dando prosseguimento a cena interrompida. Aqui temos o encerramento desse arco e o início de outro. Tudo está conectado. / Agora somos apresentados a novos personagens, dessa vez com homem, mulher e criança. Eles são cristãos e estão buscando meios de burlar o sistema da marca, tendo de fugir do exército e de todos aqueles que os querem com a marca. Alguns personagens antigos retornam, afinal, são importantes na história. Só soa meio forçado o fato de alguns se conhecerem. Apresenta um personagem novo, ele encontra um antigo e pronto, já se conheciam. Sempre acontece isso com pelo menos alguém. / Dessa vez o Anticristo está começando a tomar posse do mundo e as coisas estão ficando cada vez mais complicadas, ainda mais quando o exército descobre que os cristãos refugiados estão burlando o sistema e tentando derrubá-los. Acompanhamos esses novos personagens fazendo de tudo pra sobreviver e fugir, conhecendo cristãos, ateus e satanistas no caminho. / Assim como o anterior, o filme tb não escapa do encerramento brusco, embora não seja tão brusco como o anterior. Ainda continua com alguns problemas de roteiro e transições de cenas mal feitas, mas, novamente, não representa sua maior parte. E mais uma vez temos explicações de passagens do livro de Apocalipse.
A Grande Tormenta (A Distant Thunder) (1978) - Continua de onde o anterior parou, mas em forma de flashback. A história aqui já se passou um tempo desde o arrebatamento e mostra que as pessoas estão sendo obrigadas a implantar a marca da besta. Caso a pessoa não queira, é morta pelo governo. Enquanto os personagens estão esperando seu suposto fim, a personagem do filme anterior relembra o que aconteceu depois do arrebatamento e como ela foi parar ali. / As profecias continuam se cumprindo e a chegada do Anticristo é avisada, enquanto os cristãos começam a se refugiarem em diversos locais. Acompanhamos um grupo de amigas tentando sobreviver a esse novo mundo onde é preciso da marca pra comprar alimentos. Os questionamentos de 'ateus' retornam no filme, já que uma personagem não consegue aceitar tudo o que está acontecendo. Na verdade, de alguém que ainda tem dúvidas se se torna cristã ou não. / Em relação ao anterior, o filme dá uma melhorada significativa, com uma história melhor. Mesmo trazendo alguns novos personagens, alguns antigos estão de volta. Como disse, a história continua, coisas vão acontecendo, os cristãos tão sendo perseguidos: ou se marcam ou morrem. Assim como o anterior, tem um encerramento brusco, na verdade mais brusco ainda, realmente termina do nada. Ainda tem alguns problemas de roteiro e transições de cenas mal feitas, mas tb não representa sua maior parte. E temos novamente explicações de passagens do livro de Apocalipse.
Um Ladrão na Noite (A Thief in the Night) (1972) - Prelúdio do que está por vir. Acompanhamos os últimos dias/meses/anos (não há noção de tempo) antes do Arrebatamento descrito na Bíblia. Filme curto, com menos de uma hora de duração, nos apresenta os personagens, tanto cristãos quanto ateus. / A trama tem início quando um grupo de amigas ouvem um garoto falar sobre o apocalipse. Ela, que é ateia, acaba se convertendo e tenta chamar suas amigas pra Jesus, mas elas parecem recusar. Por ser curto, o filme não vai muito além, com uma ou outra coisa a mais na história e terminando com os primeiros segundos do arrebatamento. O filme tb explica passagens do livro de Apocalipse. E temos alguns questionamentos de ateus e falsos pastores que são explorados no filme. / Pra avaliar o filme, deve-se levar em conta o baixo orçamento e o público alvo, assim acaba se tornando um bom filme, ou pelo menos assistível. A abertura soa tosca, amadora demais, já o encerramento, dá aquele clima de tensão de que as coisas vão ficar mais sérias ainda, mas acaba terminando de forma brusca, como se tivessem cortado o filme no momento que se iniciaria o clímax, o que não deixa de ser verdade, meio que é isso mesmo. / Alguns problemas de roteiro, algumas transições de cenas mal feitas, mas não representa sua maior parte. Não chega aos padrões de um grande filme, mas acaba funcionando mais pelo tema apresentado que pelo desenvolvimento. Além, é um prelúdio da verdadeira história.
Robot (Endhiran) (2010) - Filmão, Bollywood representando a ficção científica com um ótimo filme de robô. Depois de quase uma década em pré-produção, o filme finalmente começou a ser filmado e, 2 anos depois, foi lançado, se tornando o filme indiano mais caro de todos e tb o de maior bilheteria ao redor do mundo. Sua trilha sonora foi o primeiro cd indiano a entrar pro top 10 mundial da iTunes Store. O filme ainda conta com a atriz Aishwarya, eleita Miss Mundo em 1994 e a mais bela Miss Mundo de todos os tempos em 2000, além de receber, com esse filme, o maior salário já pago pra uma atriz na Índia. A trilha sonora ficou por parte de Allah Rakha Rahman, o mesmo que compôs a trilha de Quem Quer Ser um Milionário. Por fim, o filme teve uma cena musical gravada no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (Brasil) e uma em Machu Picchu (Peru). Mas vamos ao filme. / Teve uma recepção relativamente boa, dividindo opiniões entre o regular e o bom. A história fala sobre o cientista Vaseegaran, sua namorada Sana e seu robô Chitti. Vaseegaran tenta criar um robô que ajudará o ser humano, mas as coisas não saem como planejado, já que o Chitti não possui sentimentos, o que leva a desastres a ponto de pedirem para que Vaseegaran o desmonte. Num último pedido, Vaseegaran dá sentimentos a Chitti, porém o que era pra ser uma vitória, começa a se tornar um problema: Chitti se apaixona por Sana. Enquanto tudo isso acontece, uma outra pessoa está de olho no robô com outras intenções. / Apesar da ótima história, o filme peca em alguns momentos variados, com problemas no roteiro, cgi mediano, mas nada tão prejudicial, sequer tira a emoção de assistir a obra. São apenas detalhes, se dividindo entre cenas sérias durante o drama, como quando Vaseegaran se irrita com Chitti, que busca entender o motivo do pq a máquina não pode ser como o homem; humoradas durante a comédia pastelão, como quando os ajudantes de Vaseegaran zoam com Chitti; divertidas durante a ação, com todos aqueles exageros bollywoodianos que chegam a ser surreais e fazer vc se perguntar o que tá assistindo; e toscas durante, bem, prefiro não entrar em detalhes, mas tem uma cena em que Chitti conversa com mosquitos obrigando a um deles pedir desculpas por picar Sana. Além temos as cenas musicais coloridas e extrovertidas, seguindo o típico estilo Bollywood de ser. / Embora tenha seus defeitos, Endhiran se torna um filme recomendado por ser descontraído e reviver elementos batidos de forma "interessante". Basicamente é um filme sobre um robô que inicialmente deu errado até ganhar sentimentos para melhorias, onde acaba se questionando sobre sua existência e se apaixonando pela mulher de seu criador. De bônus, em quase 3 horas de filme, temos em sua última hora as consequências de tudo o que foi montado até ali, com cenas de ação exageradas, muito cgi e muita, mas muita loucura.
Bob Esponja: Um Herói Fora D'Água (The SpongeBob Movie: Sponge Out of Water) (2015) - Divertidão, terminei o filme quase cantando junto. É muita dorga que usaram, coisas loucas, estúpidas e criativas ocorrendo em diversos momentos (embora eu esteja dizendo isso mais pq teve uns momentos coloridos com reggae). / De início achei tudo muito chato. Quando o pirata começa a contar a história é que vai melhorando aos poucos. Na verdade todas as cenas do pirata antes do Bob Esponja e sua turma encontrar ele é chato demais. Mas pra nossa alegria, não ocupa tanto tempo, a maior parte do filme acompanhamos o 'desenho do Bob Esponja'... com o apocalipse da Fenda do Biquíni! Tá tudo lá, os personagens, os cenários, tudo girando em torno da fórmula do hambúrguer de siri. / Quando nossos, hã, 'heróis' chegam a superfície, ficam em 3d. O filme não perde a qualidade depois disso, continua bom, apenas se adequando ao formato. / O maior destaque vão pras várias referências, mas não vou citar, é melhor deixar pra verem, se entenderem. Sei que não peguei todas, mas as que eu percebi achei demais. / Mas o que mais gostei foram as "viagens" (quem viu entenderá). Aquelas cenas foram demais, principalmente a do golfinho. / Queria comentar mais, mas tá difícil, a maioria seria tudo spoiler. / 3D bacana, claro que no 2d não funciona tão bem, mas dá uns efeitos legais, já no 3d é... bacaninha, mas mais do mesmo, opcional. ha
Quando Eu Era Vivo (Quando Eu Era Vivo) (2014) - Me decepcionei, assisti sem esperar muito, me surpreendi com o rumo que o filme tava levando, mas parou por aí. O legal do filme é que ele brinca com as lendas urbanas (tem até Fofão e disco rodando pra trás), mas seu trunfo é tb seu fracasso: metáforas. Quando chega o momento de encerrar tudo aquilo, somos apresentados a cena mais fraca de todo o filme. "É só isso?".
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus) (2009) - Não sabia o que esperar do filme, apenas que era uma história sobre um homem que fez apostas com o diabo e queria um jeito de reverter a situação. E era o último filme do Heath Ledger (que interpretou o Coringa no segundo Batman do Nolan), que morreu durante as gravações e 3 atores o substituíram. Enfim. Acabei me deparando com um filme de ar misterioso, repleto de símbolos por todos os lados, ocultistas, maçons, illuminati. Chega a ser "assustador" a quantidade de símbolos em cada cena, algumas muito visíveis, outras só parando pra observar. Mas pq tudo isso? / No filme, o Dr Parnassus ganhou a imortalidade após vencer uma aposta com o diabo, mas na verdade o diabo deixou ele vencer, pq sabia como o mundo iria se tornar no futuro. Depois ele ofereceu sua futura filha ao diabo numa época que achou que nunca teria filhos. Com o dia do diabo buscar a filha se aproximando, ele decide fazer algo para continuar com ela. É aí que começa o filme. / Tenho que citar que Parnassus tem um espelho que leva as pessoas para seu imaginário. Quando a pessoa entra pelo espelho, vê as coisas do jeito que ela quer, de forma surreal. Dependendo da escolha que a pessoa fizer lá dentro, pode acabar morrendo de verdade. / Analisando o filme como filme, tem uma história na média, efeitos legais e uma sacada bem inteligente com os cenários. Pesquisando mais a fundo, descobri que muita coisa ali possui significado, como disse sobre os símbolos. Os atores são ótimos e a história caminha naturalmente. / Mas todos esses símbolos me incomodaram. Eu poderia citar a fundo alguns, mas acabaria dando spoiler. Parecem haver ligações e referências até mesmo com a morte do Heath. Até onde eu saiba, o próprio diretor disse que ficou assustado com isso e que o roteiro não foi mudado depois da morte, era como se tudo tivesse ligado a ele. Coincidência? O filme diz que não existe isso. / Ok, paro por aqui, já virou uma teoria da conspiração, real ou não, embora eu acredite que seja real.
Caminhos da Floresta (Into the Woods) (2014) - Curti o musical. Ligaram vários contos de fada e ainda fizeram referências a alguns que ficaram de fora. E com uma história decente e que foge um pouco dos padrões Disney. Tem elementos que são dos contos originais, e isso pra mim já fez o filme subir de conceito. / As músicas são aquelas típicas de musicais, mas gostei de várias. É claro que uma ou outra ficou 'estranha' e não se encaixaram muito bem no meio das conversas, mas outras deram mais emoção pras cenas, ficaram incríveis. / O filme tem dois momentos diferentes, e gostei de ambos. Achei legal a reviravolta e suas consequências, embora essa parte tenha achado que podia ser melhor. Mas não chega a atrapalhar. Gostaria de ver um outro filme envolvendo outros contos.
Jogos do Apocalipse (After the Dark) (2013) - Filme interessante. O professor elabora situações para os alunos sobreviverem ao apocalipse e daí acompanhamos as situações como se eles tivessem vivendo aquilo de verdade. Até dava pro filme ser melhor, mas ainda assim foi bom e deu vontade de assistir mais. O desfecho é uma incógnita, soa confuso e aberto a interpretações. / Logo na primeira situação já é mais ou menos assim: "Vc tem um abrigo que suporta 10 pessoas. Vc tem que selecionar as 10 pessoas que sobreviverão com base em suas profissões. Mas isso não é tudo, afinal, como sobreviver dentro do abrigo? Parece uma pergunta fácil, mas não é."
A Bolha (The Blob) (1958) - Bem diferente do remake dos anos 80 e tb inferior. Enquanto o remake é um "terror" com um pouco de sci-fi, o original se mantém como "terror", só que de forma mais leve. / O original começa quase da mesma forma que o remake, salvo diferenças, com um casal de namorados vendo uma estrela cadente, a bolha se prendendo no velho que foi olhar o que era e o casal levando o velho pro médico. / São diálogos atrás de diálogos. Como personagens que participam da trama temos o casalzinho de adolescentes interpretados por adultos que sequer parecem adolescentes, os amigos deles (a mesma coisa), os pais e a polícia. A sim, e o cachorro do velho. / Basicamente o filme consiste em cenas dos adolescentes tentando provar aos policiais que um monstro está a solta e cenas deles procurando a bolha. Além, é claro, da bolha fazendo seus ataques, que não são mostrados tantos assim, apenas citados. / Muitas ideias do original foram utilizadas no remake, mas cada um ocorrendo da sua forma. Felizmente, cenas desnecessárias contidas no original foram deixadas de lado. / Citando a bolha, é fantástica. Ela é transparente mas vai ficando avermelhada a cada vítima que suga e derrete, fazendo-a crescer. A camada externa continua transparente, mas seu interior fica vermelho. O formato e textura na maior parte do filme parece uma bola de gelatina ou uma geleca. / Pra mim o filme teve seus méritos, pode não ter tanta 'ação' como o remake, ocorrer de forma mais simples, ter momentos dispensáveis, mas tem seu charme de época e merece ser lembrado por ter apresentado um monstro clássico do terror diferente dos demais.
A Mosca da Cabeça Branca (The Fly) (1958) - Superando minhas expectativas, o clássico dos anos 50 me surpreendeu bastante, é um filme sério, filosófico e perturbador. Qual é o limite que o ser humano deve ter com a tecnologia? / O filme já começa com uma mulher falando que matou o marido. Os primeiros minutos são totalmente voltados para isso. A mulher parece estar ficando doida e esconde um segredo que não quer revelar para ninguém. E ainda entra em desespero ao ver uma mosca. Passado isso, ela relembra o que aconteceu, é aí que começa a história que a premissa do filme nos diz. Seu marido era um inventor que havia descoberto o teleporte (embora não citem essa palavra no filme). Acompanhamos seu fascínio pela descoberta e os consertos da máquina, até que acontece um acidente: Uma mosca entra na máquina durante os testes e faz com que o cientista ganhe cabeça e braço de mosca. Não vou contar o que acontece depois pq só aí já passou boa parte do filme, é uma história relativamente curta mesmo com sua duração de longa, mas possui um ótimo desenvolvimento e diálogos de qualidade, trazendo tb questões sobre a tecnologia, já que nos anos 50 tudo estava mudando. / Geralmente não curto essa coisa do filme começar do 'final' (ou, nesse caso, da 'metade'), mas aqui é diferente, isso acaba dando um clima para a história, mesmo revelando algumas coisas que acontecerão futuramente, até pq depois que a história é contada, ainda tem mais coisa. Como disse, a mulher disse ter matado o marido e conta a história da mosca. O final é coisa de louco, sinistro e bizarro. E quando a gente se depara com aquilo percebemos que fazia todo o sentido, mesmo sendo insano e surreal. Dá pra achar facilmente spoiler pela internet. Sem querer estragar, mas não esperem muitas cenas com o homem-mosca, são bem poucas até, mas não atrapalha em nada. Só digo que o filme é muito bom. Muito mesmo.
Samurai X: O Fim de uma Lenda (Rurouni Kenshin: Densetsu no Saigo-hen) (2014) - Demais! Mais uma vez o filme se diferencia dos anteriores mesmo sendo literalmente uma segunda parte do filme anterior. Ok, ele não é tão diferente assim do segundo. Seguindo um estilo semelhante, ele continua mais sério e dramático. A diferença fica por conta dos tipos de acontecimentos na história. Dessa vez temos um Kenshin acabado, e o desenrolar da história leva a acontecimentos de teor diferente aos vistos nos filmes anteriores. Mais uma vez, novos rumos a serem explorados. Todos os filmes se equilibram, se completam, é incrível. / Aqui temos outra grande cena que mostra os samurais contra o exército da nova era, mas isso acaba ficando de fundo, até pq... é hora de encerrar o arco! É hora do Kenshin! É hora da batalha final! Vidas estão em jogo! Mas antes, uma longa pausa pra treinar. / Como visto no fim do filme anterior, já se tinha noção do que estava por vir. Aqui temos diversos personagens reunidos, é coisa de louco, empolgação a mil. A batalha final é um show a parte. Mas sinceramente, espero que tenha mais, dá pra fazer mais história, tanto que o mangá e o anime continuam depois disso.
Samurai X: Inferno de Kyoto (Rurouni Kenshin: Kyoto Taika-hen) (2014) - Ainda to com certas dúvidas. Acontece que o filme é diferente do anterior, ele é mais sério, mais dramático, e o filme acaba se tornando mais parado, mas isso não chega a ser ruim, pelo contrário, consegue explorar outros caminhos. Só tem que tomar cuidado com a empolgação, se vier na hora errada pode atrapalhar no aproveitamento do filme. / A história trata de forma mais séria pq o contexto histórico é mais sério. Ora, uma guerra estava se iniciando, samurais sobreviventes do lado do mal contra soldados com armas de fogo no governo da nova era. Aquele que queimou no fogo é muito esperto, sabe o que faz mesmo quando parece não saber, pois é isso que ele quer que pensem. Calculando pontos de equilíbrio, os filmes se completam, o que o anterior fez, esse procurou fazer melhor, diferente ou da mesma forma, e nunca pior. / Tenho que dizer que as cenas de luta são muito boas, assim como o primeiro foi. Os personagens tb tão muito bem, temos toda a excentricidade estilo anime só que tratado de forma séria, profissional, e o resultado é incrível. / O filme é ótimo, mas se é melhor ou pior ao anterior, não sei ainda. Destaque pra última meia hora, é incrível, só por aquilo já vale todo o filme, cada minuto é surreal... Não dá pra falar sem dar spoilers, então não detalharei, só digo que vale muito a pena assistir. Destaque tb pro início, naquela cena dos corpos pendurados caindo no fogo.
Reino Escondido (Epic) (2013) - Divertido, boa animação. O visual é incrível, vemos a natureza minúscula e os supostos seres que a habitam travando uma batalha mortal. / Mesmo sendo infantil, tem seus momentos dramáticos, como a cena da morte da Rainha (que é onde começa a trama da humana que encolheu), um show a parte. E tb o conflito pai e filha, já que pra filha o pai dela ficou louco, o que não nego. / As cenas de ação tb são boas, dá pra empolgar. Os homens-folha montados em beija-flores contra os seres maléficos que apodrecem tudo o que veem pela frente. / O humor fica por conta da lesma e do caracol, rendendo boas cenas como a deles falando sobre a barriga molenga deles e a conversa com a mosca da fruta. / 3D bom.
O Elevador sem Destino (De Lift) (1983) - Tinha visto o remake americano a alguns anos e fui em busca do original holandês. / O filme não é exatamente um trash, ele é bem levado a sério. Um elevador de um prédio parece ter ganhado vida e começa a fazer suas vítimas. O técnico responsável pelo conserto, que entrou no lugar do anterior, que ficou louco, começa a perceber algo estranho e tenta descobrir quem está por trás disso. / Não é um filme que se diga "nossa, que filme!", mas dá pro gasto. Fez certo sucesso na época. Os atores são ok, menos o principal, sem expressão nenhuma. Não há muitas revelações, são coisas bem simples. Só achei que o filme "para" no final, as últimas cenas são longas, diferente do restante do filme, mais 'movimentado'. Não que isso seja ruim. / Apesar de ter visto o remake, não lembro muito, sei que é mais exagerado (inclusive o segredo por trás do elevador assassino, elevaram a mil), um trash mesmo.
O Sorveteiro (Ice Cream Man) (1995) - Acontece que no filme anterior que eu tava vendo tava com fome e isso me induziu a ver esse filme, que já tava baixado aqui e eu tava pra ver a algum tempo. Preparo meu lanche e vou assistir ao filme, mesmo sabendo que é de um sorveteiro que faz sorvete com pessoas e animais. Daí aparecem coisas nojentas como barata e etc. Ótima escolha, não? haha / Ok, falando do filme: Bizarro mas moderado. Enquanto acompanhamos o sorveteiro fazendo suas vítimas e logo sendo descoberto por crianças, temos flashbacks do seu passado. É legalzinho, só senti falta de mais ataques do sorveteiro. O que me incomodou foram os policiais burros, chegava a dar raiva. Fora isso, é sentar, ver o filme e se divertir tomando sorvete, de preferência com cobertura de olho humano passado na boca de um defunto. (se bem que aquela cena do hospício... nossa... o que foi aquilo?)
Gremlins 2: A Nova Geração (Gremlins 2: The New Batch) (1990) - :v Sei nem o que dizer dessa zoeira sem limite. Ele zoa tudo, se zoa, é auto-zoação pura. Diversão das mais loucas, gremlins sofrendo mutações, filme dentro de um filme... que se dane a lógica, esqueça a seriedade, aqui fizeram um troço que beira ao tosco mas é divertido demais. Não é melhor que o primeiro, mas... que seja, é divertido, é bom, é zoeiro!
Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba (Night at the Museum: Secret of the Tomb) (2014) - Depois de um filme duvidoso, Uma Noite no Museu volta para seu último filme. Infelizmente, ele acaba se mostrando que poderia ser muito melhor, mas se torna definido pelas limitações infantis que estamos acostumados a ver. Entretanto, é um filme divertido, daqueles pra relaxar e curtir, não levar muito a sério. Dividido entre momentos de comédia e drama, o filme tenta encerrar a franquia com o retorno de diversos personagens e o acréscimo de um ou outro. Bem que poderia ser uma comédia dramática realmente boa, mas a infantilidade e a forçação de barra acabam atrapalhando alguns momentos. Sorte que outros se salvam. Não foi uma despedida de alto nível, mas como disse, é um filme pra relaxar e curtir. Quem gosta da franquia, pode acabar gostando desse. / Não dá pra ver e não se esquecer da morte de Robin Williams. Ironicamente, no filme seu personagem está no fim da vida e os momentos dramáticos com ele se tornam especiais. Outro ator que aparece e já partiu foi Mickey Rooney. Ambos são citados ao fim do filme.
.......... 2015 .......... Séries
Fear the Walking Dead (Fear the Walking Dead) (1ª Temporada) (2015) - Season finale muito bom. Já esperava que ocorresse um ataque zumbi em massa. Antes pensava que terminaria com o exército abandonando as pessoas e os moradores fugindo de um ataque, mas a série foi além. / A temporada foi como um grande filme dividido em partes, onde um episódio continuou o outro de onde parou. O ritmo lento foi interessante, o que engrandeceu as cenas de 'ação' quando ocorreram. E a série funciona exatamente por ser uma série. Se fosse um filme seria cansativo de assistir de uma vez. / Pronto, o apocalipse já começou, tudo está parado, as cidades estão desertas (na verdade as pessoas devem estar escondidas), o mundo começou a virar um caos. :v Se bem que as pessoas mesmo já se destruíram antes de tudo cair. / Porém, agora a série deu a impressão de que ficará mais parecida com sua principal, TWD, que se passa meses depois, mas acredito que ficará só na impressão mesmo. As séries ocorrem em lugares diferentes, possuem climas diferentes e os personagens são diferentes. A única coisa em comum é que se passa no mesmo universo.
Scream Queens (Scream Queens) (1ª Temporada) (2015) - Scream Queens muito bom haha Vou continuar acompanhando. / Uma mistura de terror com comédia envolvendo sociedades de colegiais e um assassino fantasiado de diabo. Um humor duvidoso porém divertido onde mortes ocorrem, acidental ou propositalmente. A série é trash, não se leva a sério, é zoeira e reviravolta sem fim, cheio de segredos e brincadeiras.
Z Nation (Z Nation) (1ª Temporada) (2014) - Não imaginava que fosse curtir tanto uma série de zumbi da Syfy/TheAsylum. / Comecei a ver pq já esperava algo tosco, e isso foi proporcionado nos primeiros epis. De início nem tive muita vontade de continuar, foi algo mais "ver pq é tosco legal", mas as coisas foram mudando. Comecei a curtir mesmo a partir do epi 4, início do curto período de episódios verdadeiramente bizarros da série, com direito a znado, zunami e até zumbi chapado. A partir da metade da série as coisas vão ficando muito mais sérias... Epi 7 considero o mais marcante. / Falando em zumbis, há uma variedade de bizarrices, mas evitarei spoiler, só vendo pra crer. Logo no primeiro epi tem um zumbi bebê que mais parece possuído, mas isso não é nada pelo que vem ao longo dos outros epis. / Os personagens são bons, dá pra se preocupar com eles (Cidadão Z, Doc, 10K e Murphy rules). As atuações até que estão ok.. E vindo da SyFy, na verdade tá tudo de alto nível, até os efeitos são melhores que muitos filmes da produtora. Maquiagem não deixa a desejar. Agora os exageros tão lá, e quando digo exagero é exagero exagerado mesmo, os caras viajam demais. Nem preciso citar problemas de continuidade e passagem de tempo pq isso é meio que marca registrada, pq toda (ou quase toda) produção da SyFy sofre disso. / A série fica tão boa em sua segunda metade que daí em diante é só surpresas. Não que a primeira metade seja ruim, pelo contrário, chega a ser hilária por suas tosqueiras. / Season finale ótima, com um encerramento inesperado. No aguardo da próxima temporada. Curioso pra saber o rumo que aquele encerramento irá levar, já que a temporada meio que encerra aquele arco. Vindo da SyFy, não duvido nada. / Não posso deixar de comparar com The Walking Dead. O que a falta de novos epis não faz, né? E Z Nation consegue a façanha de acontecer mais coisas numa só temporada do que todas as temporadas de TWD juntas. Claro que qualidade não se compara, mas Z Nation é único. "Chupa, TWD" haha
Pinocchio (피노키오/ Pinokio) (2014) - Que dorama! Uma história de amor, vingança, manipulação e jornalismo. Indicado a diversos prêmios, dos quais ganhou vários, e com uma boa audiência, Pinocchio logo se tornou um sucesso. / Como todo bom dorama que, de início, esconde seu potencial, Pinocchio em seus primeiros episódios não se mostra surpreendente. A única coisa que mantém a curiosidade é o flashback impactante de segurar o choro mostrando como Dal Po perdeu sua família, que falarei daqui a pouco, e o tal irmão querendo vingança. Tentam mostrar algo "leve" em geral mas tacam cenas pesadas aqui e ali mostrando que algo está por vir, que o dorama não é bem o que parece ser. Apenas pelo terceiro, quarto episódio é que as coisas começam realmente a melhorar. Depois disso, melhora a cada episódio, são diversas "reviravoltas", segredos vindo a tona, acontecimentos marcantes. E, embora o dorama tenha um foco, vai além. Muitas surpresas. Sim, é esse tipo de dorama. Não só, o dorama também é um daqueles em que todos os personagens possuem seu espaço, todos os personagens são bons e os personagens secundários chegam a ser "melhores" que os principais, mesmo os principais sendo bons. / "Um pinóquio pode ser jornalista?", é a pergunta que fazem. Ora, um pinóquio não pode mentir, apenas dizer a verdade. Isso traz mais credibilidade ao jornalista? Tudo bem, traz, mas e se a emissora tiver algo a esconder? Como resolver? São questões que a personagem In Ha busca responder. Mas... os jornalistas não deveriam dizer apenas a verdade? Nessa parte entra a revolta de Dal Po. / A maioria dos atores foram novidade para mim, embora até agora só tenha reconhecido a atriz que fez a In Ha, que vi num filme. Mas não me focarei neles, e sim em seus personagens. / Todos os personagens possuem seu espaço no dorama. Eles se dividem entre momentos sérios e divertidos. Provavelmente apenas a repórter se fixa totalmente na seriedade. Até o irmão do Dal Po tem seus momentos divertidos, apesar da maior parte ser séria. Parte dos jornalistas se fixam em trazer os momentos mais divertidos, mesmo que involuntariamente. Rixa de emissora, briga com estagiário, estagiários fazendo planos, tentativa de conseguir uma exclusiva a qualquer custo, encontro com o repórter da outra emissora, todas essas ocasiões trouxeram situações cômicas. Mas, como disse, eles também trazem a parte séria do dorama. Matérias de tragédia, investigações, apurações dos casos, visita às vítimas, são tudo com eles. Os estagiários ainda contam com a ajuda de um policial amigo do Dal Po e da In Ha, outro bom personagem. / Gostaria de citar todos os personagens, até aqueles que aparecem pouco, mas deixaria meu texto muito longo (digo, maior do que já tá), então, além dos personagens já citados, cito meus dois preferidos: Yoon Yoo Rae, a garota linda e louca que acha que tão dando em cima dela, que reclama por ser deixada de lado, que bebe pra esquecer e dá ataque... deu pra rir bastante; e o capitão Hwang, que... faz o trabalho dele e ajuda Dal Po. Deixarei os outros para você descobrir quando assistir, caso assista. / Pinocchio conseguiu a proeza de trazer personagens secundários melhores que os principais, mesmo os principais sendo bons. Geralmente o que acontece é dos principais serem fracos, deixando os secundários salvarem o dorama, mas não é esse o caso. Sem querer ser repetitivo, mas todos são bons. Ok, não falo mais isso. / Depois de tudo explicado, não poderia deixar de dizer o quanto um jornalista tem o poder de mudar a vida de uma pessoa. A mídia domina o mundo, o jornal se tornou uma fonte de autoridade, onde, além de passar as informações para as pessoas, alguns ajudam a polícia nas investigações. As pessoas assistem o jornal para se atualizarem e saberem o que está acontecendo ao seu redor e ao redor do mundo. Elas acreditam fielmente no que é mostrado no jornal, sequer se indagam sobre a veracidade dos fatos. Por isso, as matérias devem ser muito bem apuradas para que nenhum erro ocorra. No dorama, o caso dos bombeiros é o que melhor mostra isso. Por causa de um rumor, toda a atenção se voltou para a família do bombeiro e trouxe consequências terríveis. Ao longo do dorama, quando são reveladas outras surpresas, o ódio do público só aumenta em relação a certos repórteres. / Muitos podem dizer logo que há manipulação de informação, mas não é apenas manipulação que ocorre. O problema é mais simples do que parece: apuração do caso. Durante o dorama outros exemplos ocorrem onde casos não são totalmente apurados e acarretam em situações problemáticas. A manipulação também não vem exatamente dos jornalistas, já que há todo um filtro na redação para que isso não ocorra. Aí sim as coisas são mais profundas do que pensamos. No fim, resta aos bons repórteres mostrarem que o jornalismo possui caráter e que o compromisso com a verdade não foi esquecido. / Pinocchio é recomendado não só para os dorameiros de plantão, mas também para quem aprecia uma boa história e, claro, para os jornalistas. Há ensinamentos de como um jornalista deve ser, o que não deve ser feito, dicas para atrair público, até mesmo como desviar o foco de notícias, como se safar de situações que manchem a imagem da emissora e do jornalista, etc, revelando truques muito usados na vida real. / Apesar do início parecer sem sentido em relação ao resto do dorama, saiba que tudo ali tem seu motivo, que será revelado posteriormente. O final do dorama é satisfatório, embora o último episódio sirva apenas para mostrar a vida dos personagens depois de tudo o que aconteceu. Pinocchio já entra na minha lista de melhores doramas que vi, com uma história envolvente, personagens marcantes, um bom roteiro e uma boa trilha sonora. Eis o resultado do sucesso.
Glee (Glee) (6ª Temporada) (2015) - "E depois quero sair daqui como seu eu fosse ver todos no clube glee amanhã. Então não será um adeus." ~Bem isso. Terminei de ver o episódio como se fosse mais um episódio, já com vontade de assistir ao seguinte. Acontece que não terá um episódio seguinte. / Tudo tem um fim. E para Glee esse fim chegou. Foram anos acompanhando a série que me ajudou a vencer preconceitos e ter um novo olhar sobre as pessoas. Tiveram altos e baixos, muitos baixos até, já cheguei a me perguntar o motivo de continuar assistindo, mas a explicação é simples: Valia a pena. Os altos eram marcantes, viciantes, não dava pra simplesmente abandonar. Além, haviam bons personagens, uma história que se levava a sério mas nunca deixava de se "auto-zoar" sempre que possível (Sue que diga, a personificação dos haters da vida real) e boas músicas. Muitas músicas e artistas eu sequer conhecia antes de Glee e hoje acabo ouvindo, tudo graças a Glee (olá, The Journey). / Ainda faltou muita coisa que gostaria de ver acontecendo em Glee, como um tributo a Elvis Presley (até imaginei o Finn cantando Love Me Tender pra Rachel), ou a Rachel cantando My Heart Will Go On (e cantando The Climb direito), ou a Tina tendo mais sorte nas coisas, mas foi bom terminar por aqui, por mais que eu queira mais. A série andava bem, mas depois das complicações e morte do Cory, o roteiro muita das vezes começou a parecer improvisado. Ora, realmente foi isso que aconteceu, não? Felizmente a série foi reconhecida e, em vez de ser cancelada, tivemos uma última temporada para nos despedirmos dos personagens. Não que fossem episódios ruins, gosto bastante de diversos episódios da "segunda trilogia" tanto quanto da "primeira", como o especial "Glease" (Grease), mas quem acompanhou sabe como foi. / Meu personagem preferido da série era o prof Will, seguido do Finn. Melhores vozes pra mim, masculino era o Blaine e feminino a Quinn, embora não seja nada definitivo, já que tb curto bastante a voz do Sam, do Artie, do Kurt, da Rachel, da Amber, da Santana, d... ok, de todos, ou pelo menos da maioria, até da Emma curtia, acho. Enfim. Poderia falar muito mais, mas não irei. Pelo menos não agora. / Glee vai fazer falta, isso será um adeus para o ineditismo, mas não um adeus para a série, os artistas e tudo o mais, afinal, mesmo que não saia nada novo daqui em diante, lembrarei e relembrarei de todos os momentos e continuarei ouvindo os covers de Glee, acompanhando os artistas em suas carreiras musicais e/ou de atores. Quando bater a saudade, assistirei alguma apresentação da série ou colocarei a música para ouvir no celular. Até mais, Glee Club.
Titanic (Titanic) (2012) - Minissérie em 4 episódios contando a tragédia de diferentes pontos de vista, dos ricos aos pobres, dos que conseguiram entrar no bote aos que ficaram onde estavam. Os momentos finais são mostrados por aqueles que estavam na água (tanto no bote quanto literalmente), vendo o Titanic afundar cada vez mais. / Cada epi conta a história desde antes do Titanic embarcar até o momento dos botes, exceto o último que retorna um pouco antes da colisão. Como são muitos personagens e quiseram deixar o drama acontecer logo, a cada epi voltamos ao começo e acompanhamos o cotidiano de diversos personagens dentro do Titanic (e alguns pouco antes tb). Todos tem espaço na série. / A série é ótima, o último episódio então consegue ser um drama forte. O único ponto negativo é que há uma quantidade significativa de cenas iguais ou semelhantes durante os epis, já que os personagens sempre se encontram em algum momento. Não que isso seja ruim, o problema é o excesso de tais cenas, mas a ideia foi muito bem utilizada, buscando trazer algo de diferente em algumas dessas cenas, como mostrar aquele acontecimento de outro ângulo ou revelar algum diálogo que acabou sendo "abafado". Há tb cenas onde contam o que aconteceu com algum personagem entre uma cena ou outra que não foi mostrada no episódio anterior. / Ao fim, a série é como uma história que vai sendo contada através de pedaços misturados, cabe ao público juntar as peças e apreciar toda a história contada de diferentes modos, mas com algo em comum: a tragédia do Titanic.
Nae Il's Cantabile (Naeildo Kantabilre) (2014) - É bonzinho, dá pra divertir, se não comparado ao original. Se comparado, é inferior. / Erro principal: Tirar boa parte das apresentações da orquestra. No original temos música direto e também a história por trás das músicas e seus significados. No remake mal tem isso. / Acerto principal: Ignorar o humor a la anime do original, que era tosco demais e incomodava. / Problema: Esqueceram de inserir um humor melhor, pq, mesmo tirando todo o humor tosco do original, o original é ainda mais divertido. / Ponto negativo: O capítulo final, que mais parece um capítulo solto. O original é tudo bem costurado e deixa gancho pra continuação. No remake não, termina de qualquer jeito e ainda resumem os acontecimentos importantes que a trama desenvolveu cuidadosamente. / Ponto positivo: O remake consegue ser ele mesmo, por mais que a cada 'fim de arco' os acontecimentos sejam o mesmo do original. Só que o remake não tenta ser totalmente fiel e até acrescenta novos personagens e novas situações. / Quem espera ver pela música clássica, pode se decepcionar bastante. O original é repleto de música, história e suas continuações ainda contam com participações especiais de grandes nomes da área. O remake só serve pra matar a saudade e se divertir relaxado sem todo o conteúdo de peso, e não há planos de continuar a história e mostrar o que aconteceu depois.
Liar Game (Laieo Geim) (2014) - "Bem que esse reality show poderia existir na vida real, seria interessante", eu pensava enquanto via o dorama. O dinheiro move as pessoas, fazem elas traírem os próprios amigos, não acreditar em ninguém, a ganância leva ao poder e ao desespero. Aqui vemos o rosto por trás da máscara e como as pessoas reagem nessas situações. Cada jogo do programa é um espetáculo a parte, digna de um filme de sucesso. / Um pessoal é escolhido pra participar do Liar Game ("Jogo da Mentira"). Pra levar o dinheiro é simples: tem que mentir. Se o dorama já se mantém com o reality, ele decide ir além mostrando as manipulações por trás das câmeras, os apelos propositais, os 'preferidos' dos responsáveis pelo programa, etc. Só que isso não é tudo, existe um segredo por trás do programa, causador de polêmicas. / Citando o primeiro jogo: O jogador inicialmente ganha uma maleta com dinheiro. Ele tem que conseguir a maleta do adversário escolhido no sorteio em uma semana, pode negociar, pode roubar, fazer o que quiser, só não vale agressão física. Como pegar o dinheiro de alguém que tb quer ganhar o jogo e sabe que a pessoa em questão quer pegar o dinheiro dela? Aí fica o mistério. / A versão de 2014 é um remake (ou reboot, já que o original já se tornou uma franquia) coreano de uma obra japonesa. Dizem que os corebas sabem fazer melhor que os japas, mas como não vi o original, verei e depois compararei. / Ótimos atores (principalmente a do apresentador do programa), trama que prende do início ao fim, cheio de reviravoltas, cenas alternando entre a vida dos personagens principais, o reality show e por trás das câmeras... quero logo uma continuação!
City Hunter (Siti Hyunteo) (2011) - Bom k-drama. É como uma montanha-russa: melhora e piora, as vezes se mantém, daí volta a melhorar e piorar. Isso dividido em 'arcos', já que o cara busca vingança contra os políticos e vai atrás um de cada vez. / O primeiro epi é entediante e alguns acontecimentos soam falsos e forçados. Dele só se salva o início, que dá origem a história do dorama. Depois o dorama começa a deixar de lado a ação e vira uma comédia romântica com um toque de ação. Só depois a ação começa a ganhar mais espaço e a dividir com o romance. Os últimos epis são um tanto parados, mas são bons. O dorama não define um público certo, já que não se decide se mistura os gêneros corretamente ou faz cada episódio de uma forma diferente. / Acho que 20 episódios foi muito, dava pra ser até menos, mas que a história é boa, é. E o dorama teve diversas cenas ótimas. Só deixaram a desejar no encerramento, desnecessário aquilo. A cena anterior tinha sido ótima...
.......... 2014 .......... Filmes
Jersey Boys: Em Busca da Música (Jersey Boys) (2014) - A história do famoso quarteto The Four Seasons, que marcou o mundo da música. Não sou fã, sequer conhecia esse quarteto, entretanto conhecia algumas músicas. Sabe aquelas músicas que vc conhece mas não sabe quem canta? Então, foi isso. / Filmão. É um musical sério e dramático, contando as brigas dos integrantes e seus problemas familiares, além das passagens pela polícia, as dívidas, etc. As apresentações são todas em palcos, durante os locais que eles se apresentaram. Só no final tem uma descontraída estilo musicais pop, durante os créditos, que é divertido. Vale a pena assistir, seja fã ou não. Realmente muito bom. E ótimos atores por sinal, gostei de todos.
Êxodo: Deuses e Reis (Exodus: Gods and Kings) (2014) - Filme bem mais ou menos. Cansativo e enrolado, em uma hora já desanimei de assistir. / Achei as mudanças desnecessárias, mas como sou aberto a novas interpretações (obviamente observando até onde pode ser algo aceitável), deixei passar, mas... a cena do mar foi decepcionante demais. Já tava ansioso esperando o mar abrir ao meio e acontece algo mais sem graça e 'plausível'. Sobre Deus em forma de criança, sei lá, não tenho uma opinião formada sobre isso. / Apesar de tudo, o filme não chega a ser ruim, tem algumas cenas bem feitas, como a das pragas invadindo o Egito. E resume bem a história de Moisés. Ainda assim, não é um filme que eu veria de novo. Basta. Tem versões muito melhores. Inclusive com a história mais completa, diferente desse que termina do nada.
O Predestinado (Predestination) (2014) - O grande truque do filme é o paradoxo da história, que é revelada com o tempo e aos poucos. Metade do filme é como um enorme flashback, com um cara contando a época que era mulher, sua infância difícil, seus problemas, a pessoa que mudou sua vida, como ela mudou de sexo (e que acontecimento, hein, o motivo de ter mudado), etc. Depois, como o trailer mostra, ele ganha uma chance de voltar no tempo num determinado momento pra consertar as coisas, daí começam as indagações se seria possível fazer isso mesmo, mudar o passado. Enquanto isso, o personagem principal continua na sua missão secreta de viajar pelo tempo pra impedir uma catástrofe. Cabum! É aí que o grande paradoxo começa a ser revelado e as reviravoltas começam. / O paradoxo é a chave principal que deixa tudo interessante e o filme roda todo em cima dele. Não espere nada além disso. Acho que não sou normal, pq adivinhei (teorizei) o paradoxo na primeira das revelações. Confesso que me surpreendi em algumas revelações, mas quando todo o paradoxo foi montado, não vi surpresa nenhuma, era exatamente o que imaginei.
A Entrevista (The Interview) (2014) - Depois de todo o alvoroço, da ameaça de guerra, do ataque hacker, do terrorismo, etc, não podia deixar de conferir o filme. E... muito barulho por nada. O filme tem uma história legal, embora seja meio que um besteirol mais "comportado". Possui uma trama, possui elementos de qualidade, mas seu humor as vezes só fica na sacanagem. As vezes funciona muito bem, outras soa forçada demais. / Não achei tanta zoação assim com os corebas, até pq o filme não fica zoando os corebas. Se zoou, não reparei. O que o filme zoa é o ditador, e ainda assim não é o tempo todo, mas não vou falar mais pra não dar spoiler. Digamos que o ditador manipula o país pra parecer bom perante o apresentador. / Não diria que é um baita filme, não chega a ser isso tudo, mas é divertido em boa parte do tempo e vale uma conferida. Acho que se seguissem por um lado de comédia sem ficar colocando sacanagem sem sentido, seria muito melhor. Potencial teve.
Coerência (Coherence) (2013) - Spoilers bem leves a seguir, coisas que se acha fácil em comentários pela internet mas que a sinopse oficial não revela: / O filme começa como se fosse uma compilação de cenas de amigos (casais) se reunindo na casa de alguém e conversando, até que começa um papo sobre um cometa e uma história sobrenatural e então ocorre um apagão em toda a região e coisas estranhas começam a acontecer. Ao averiguar a situação numa casa perto dali que não sofreu apagão, coisas mais estranhas acontecem, como fotos deles numeradas numa caixa e a aparição deles mesmos na outra casa! / É bom e interessante. Todo o filme se passa dentro de uma casa com amigos conversando sobre o cotidiano e tentando solucionar esse mistério do cometa, ou seja, é basicamente diálogos e teorias. Tem uns momentos que ocorre repetição, mas, nesse caso, é essencial na trama (quando ver, entenderá). Tem toda uma jogada de universos paralelos e tal. E ao mesmo tempo o mistério do que está acontecendo. Quem curte o assunto e quer saber mais, recomendo assistir ao filme. Difícil falar muito sem dar spoilers. Só achei que o final poderia ser melhor, pelo menos mais longo, que não terminasse exatamente daquele jeito, mas... é opinião minha.
Copa de Elite (Copa de Elite) (2014) - Nem é tão ruim assim, e ainda é melhor que muitas paródias americanas. Mas pera, isso não significa que o filme seja bom, pq não é. O grande problema fica pelas piadas e trocadilhos idiotas. Em relação a essa parte, não posso negar. Pelo menos tem uma história fixa e não fica toda hora parando pra inserir momentos estilo sketch, a maioria das paródias fazem realmente parte do filme, se unindo e acompanhando a trama, não é apenas algo momentâneo. E tem Molejão!
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies) (2014) - Voltei da aventura épica. Melhor filme da trilogia. / O filme como todo é mais aceitável que os anteriores, que tinham diversas cenas descartáveis. O fim da enrolação foi decretada (embora possamos chamar esse filme de uma grande porém boa enrolação). / Aqui Peter Jackson mostra que foi um erro transformar um livro fino numa trilogia de filmes, criando uma história onde a quantidade de acontecimentos diferentes é mínima (fim do dragão, conflitos intermediários e guerra), compensando com uma imensa batalha que dura boa parte do filme. E prepare-se para referências e reutilização de elementos de O Senhor dos Anéis, o que as vezes é bom, as vezes é indiferente. Tudo isso pode soar como algo negativo, mas apesar desses pontos, é um filme bem feito, com ótimas cenas e altas proporções de diversão. / O início do filme é como o segundo deveria ter terminado. Sério, custava algo? São poucos minutos que o dragão aparece. / Entre altos e baixos, O Hobbit foi uma boa trilogia. Passa longe do nível O Senhor dos Anéis, mas teve seus momentos marcantes. / 3D bom.
Deus Não Está Morto (God's Not Dead) (2014) - Potencial desperdiçado, forçações e possíveis estereótipos fazem do filme algo mediano, mas felizmente há seus valores. / Esse é um daqueles filmes que gera fácil uma grande crítica, mas vou fazer apenas alguns [grandes] comentários. Primeiro devo ressaltar algo que o filme meio que engana quem quer assistir com certo pensamento: O garoto não tenta exatamente provar a existência de Deus, e sim dizer que seu professor está errado ao dizer que Deus está morto. Pode soar confuso para alguns, mas não é. / Vou resumir tudo em quatro pontos: / 1 - Filme de cristão pra cristão. ~ Diferente do esperado, ele não acolhe o lado ateu ou de outras religiões para assim começar o debate. O tempo todo o foco é cristão. Mas ora, por parte, é exatamente isso, é um filme gospel e filmes gospel tem foco cristão, só que por outra, erra em si mesmo ao tratar de um tema desse nível sem se aprofundar. Explicarei mais no ponto a seguir. / 2 - Deus está morto! Não, Deus não está morto! Deus está vivo! ~ Ateu ou não, a pessoa que se interessar por esse filme vai ser pelo mesmo motivo: O garoto cristão que é desafiado pelo seu professor ateu a provar a existência de Deus. Independente do resultado final, é de extrema importância fazer com que tais momentos sejam interessantes e com propostas válidas. Sim, o filme consegue manter o nível de interesse alto durante esses momentos, ou pelo menos, em parte deles. O garoto se utiliza de pensamentos dos próprios filósofos e cientistas que o professor tanto admira por serem gênios e ateus. Ótimo, isso torna tudo muito mais interessante. O garoto, ainda em fase de conhecimento, perdendo e o professor, já experiente no assunto, ganhando. Melhor ainda, curiosidade a mil. Se levarmos em consideração que o filme é sobre um garoto de pouca experiência que busca provas e um professor profissional no ramo que se utiliza de tudo o que já presenciou e conhece, dá pra entender o motivo do filme não entrar a fundo em alguns aspectos, dando respostas simples. Vi muitos reclamarem que os argumentos são ruins e fáceis de serem derrubados. Concordo em parte, tanto que o professor derruba fácil alguns argumentos, mas o garoto tenta dar a volta por cima contra-argumentando. A proposta, como disse, não é provar a existência de Deus, e sim dizer que Deus não está morto. O garoto não se utiliza de argumentos cristãos, e sim de gênios e filósofos, e apenas usa a Bíblia para comparar fatos. O grande ponto foi o fim do debate, que, apesar do momento intenso, acabou se aproveitando de outras situações, o que provavelmente anularia a si mesmo, mas a questão fica em aberto. Não acho que há uma ignorância de tudo o que foi construído, e sim uma forçação por parte do roteiro pra que tudo terminasse a favor do garoto. Mas pera, não terminou o filme. / 3 - Estereótipos, preconceitos e clichês, entre a verdade e o exagero. ~ Como explicar a cena do cara que caça patos mas por ser cristão tá de boa? Cúmulo. Só pq uma pessoa é cristã não significa que ela possa fazer o que bem entender só pq acredita em Deus. E a do pastor que não consegue nunca ligar um carro pq misteriosamente qualquer carro que ele tenta não liga e só consegue resolver isso com fé? Esse nem prefiro comentar, perda de tempo precioso do filme. Agora o que muitos incomodaram foi com a garota muçulmana que desacreditava na religião de sua família e acreditava em Deus, mas da forma evangélica. Bom, não sei qual foi o objetivo do filme, pode ser tanto ofensivo quanto um modo de dizer que mesmo vc pertencendo a outra religião, vc pode mudar. E por fim temos o ateu arrogante. Nem todos são daquele jeito, mas o que percebi é que muita gente reclamou do filme mostrar os ateus daquele modo. Bom, existem sim muitos ateus como o professor, mas o estranho é o filme não mostrar ateu que respeite o pensamento do cristão. E tb tem o fato de mostrar todo cristão como alguém bonzinho. Sabemos que tem muita gente por aí que se diz cristã mas na verdade não é. Por último cito a reviravolta no final do filme, momento pós-debate, novos cristãos, show, etc. Apenas cito mesmo, pq fiquei em dúvida sobre opinar sobre... aquela cena. Forçado foi, e muito, muito mesmo, mas novamente fico naquela de que pode ser preconceito ou apenas tentaram mostrar que tudo pode acabar a qualquer hora. / 4 - Histórias paralelas descartáveis. ~ O objetivo do filme não seria mostrar o garoto que foi desafio por seu professor a provar que Deus não está morto? Então pq um monte de outras histórias só pra mostrar algo com mensagens "bonitinhas" no final? Se essas histórias pelo menos fossem de qualidade, deixaria passar, mas entra em problemas como citado no ponto 2. De longe o melhor desses personagens é o amigo do pastor, que tem mais fé que o próprio pastor. Sempre descontraído e dizendo coisas como "Deus é bom o tempo todo. O tempo todo Deus é bom". O encontro entre essas histórias tb não são das melhores. Tirando a cena em que o pastor encontra o garoto e uma lá pro final do filme, o resto acontece de forma comercial. Não entendeu? Pros últimos minutos do filme, há uma cena em que alguns dos personagens se encontram (não que isso não acontecesse durante o filme, até pq acontece, mas to indo mais a fundo). E esse encontro é... não sei nem explicar. É como se tivessem preparado tudo pra um momento que mais parece uma propaganda. Se estou equivocado, no mínimo é uma cena forçada e clichê daqueles de nível 'só acontece em filmes'. / Não sei se esqueci de algo, mas concluo temporariamente minha avaliação sobre o filme. Não quis entrar em pontos comuns sobre atuações, trilha e tal pq achei todos esses quesitos tranquilos, normais, não me incomodou em nada. Apenas citei o roteiro, seus defeitos e suas qualidades. / O que achei do filme? Mais ou menos. Pelo menos tem umas frases legais. / Soube que vai ter continuação. Fico no aguardo, mas espero que dessa vez façam algo melhor. Sério, bota o garoto como alguém formado e experiente no assunto que é desafiado mais uma vez e assim surge um debate. Seria tudo o que esse filme prometeu e esqueceu de fazer.
Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood) (2014) - É... hã... bem... o filme não tem uma história genial, e nem era esse o objetivo, mas... nem sei o que dizer, é tudo muito simples e mágico, difícil até de avaliar. É incrível, ele prende a atenção em suas quase três horas de duração e dá vontade de ver mais! 12 anos de gravação resumido em poucas horas de filme, parece que a vida passou diante dos olhos.
Batman: Ataque ao Arkham (Batman: Assault on Arkham) (2014) - Uma das melhores animações DC e de longe a melhor das últimas feitas até agora. Tb vale citar que é a animação mais adulta, com direito a cenas, digamos, "quase mostrando os polêmicos" e mortes importantes. A violência nem preciso citar, já faz parte das animações DC, e até que esse pegou leve no sangue. / Acompanhar a história pelo lado dos vilões e deixar o morcego de segundo plano foi interessante. E não forçam a equipe de vilões a trabalharem juntos, os caras são muito problemáticos, brigam direto. A regra é simples: Os vilões são meio que feitos de refém e tem que cumprir ordens, senão morrem. No caso, eles tem que assassinar o Charada. Destaque pra Arlequina, muito louca.
O Babadook (The Babadook) (2014) - Que surpresa! Fiquei meio desconfiado pq parecia ser mais um filme de terror, mas me enganei. O filme não é terror, é suspense, e não força sustos, acho que cena com "monstro" só tem duas ou três mas nada grave, o foco mesmo é psicológico. / É um conto ganhando vida numa casa. A mãe viúva tenta cuidar de seu filho já um tanto "doente" (na visão de todos), já que ele vive com medo de algumas coisas e é agressivo, até que um estranho livro chamado Mr Babadook chega com uma história macabra e, após sua leitura, a vida deles começa a piorar mais do que já tava (ora, o garoto já era perturbado, imagina agora com um ser que quer matá-los, mas antes 'brincar' de assombrar). / E uma coisa legal: Por um bom tempo, vc não sabe se aquilo é real ou ilusão, isso é revelado aos poucos, e mesmo depois de revelado, ainda há momentos que podem te confundir. / Ba...Ba... dook... dook... dook... aaaaaaaaaargh! Que sinistro! Recomendo. / Só achei o final sem graça, acho que poderia terminar melhor. Destaque pra personagem que faz a mãe do garoto.
Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 (The Hunger Games: Mockingjay - Part 1) (2014) - Difícil dizer se é o melhor ou pior, é completamente diferente dos anteriores. As cenas de ação estão muito boas (a da escada em especial é tensão pura), mas o filme quase não sai do lugar por um bom tempo. A história prossegue mas sem novidades, sempre na mesma, na busca de dar respostas a Capital, de planos, etc. Não que isso seja ruim, há ótimos momentos com isso, mas é que poderiam ter reduzido essa duração ou inserido mais conteúdo. Por exemplo: Mais revoltas nos distritos, que aqui tem muito menos que o filme anterior. Felizmente, a maior parte do filme é bem feito e dá pra deixar esses pequenos detalhes passar. No aguardo da parte 2. / Até agora a divisão em duas partes não me convenceu. Apesar de sentir cansado em alguns poucos momentos do filme, a maior parte me empolgou, algumas bastante. / [Vi o filme com os pobres que só vão pro cinema zoar (sorte que ninguém ficou gritando), os que só vão pra ficar no celular, as adolescentes histéricas (parece um sonho, mas acreditem: não teve gritinhos, mas elas ficavam naquela agonia macabra de "é agora!", fazendo aqueles barulhos de ansiedade), gente que ficava contando o que ia acontecer só pq leu o livro (bando de fdps, sorte que eu tapava os ouvidos na hora)... mas o único momento que todos falamos juntos foi quando pensamos que o filme ia acabar numa certa cena, que dá impressão que acabou mesmo, mas não havia acabado ainda. Veio um alívio quando o filme voltou... / Embora eu tenha tentado ignorar os fdps, recebi spoiler do final do livro, como tudo termina. Esses desgraçados!]
Se Eu Ficar (If I Stay) (2014) - Foi abaixo do esperado, mas não me decepcionei. / O filme tá dividindo bem opiniões. Uns dizem ser mais um filme adolescente de romance (negativamente falando), outros dizem que é exatamente isso, mas é bem feito e merece reconhecimento, outros dizem que tem seus pontos positivos. / Sim, é bom, emociona, mas tb não foge dos problemas. Clichê é, aquela coisa que vemos direto em romances adolescentes, mas isso não faz o filme ruim. Ele tem seus problemas, como as alternâncias das cenas iniciais entre acidente e passado (depois melhora, mas de início fica meio estranho), a falta de desenvolvimento de personagens importantes (que são tacados do nada na trama, embora o filme consiga transmitir a sensação de importância), as cenas de namoro (são muitas mas nem todas são boas), entre outros fatores. A Chloe mesmo tem uns momentos que sua atuação parece forçada, uma pena, já que é uma excelente atriz. / Mesmo assim acho que o filme merece ser valorizado, e nem falo só pq tem a Chloe Moretz no elenco (que já vale por tudo) (tem a Liana Liberato tb), mas pq... se lá, é bom. O final que achei brusco, ainda mais na velocidade que o filme prosseguia, querendo mostrar os 'momentos'. / O filme é bastante comparado com A Culpa é das Estrelas, embora não tenha nada a ver além do fato de romance adolescente. Parece até que ninguém nunca viu isso antes. A diferença aqui é que a garota tá em coma e tem que decidir se vive ou morre, acompanhando seus familiares e amigos no hospital, enquanto o filme relembra seus momentos com o namorado, com a família, etc.
Annabelle (Annabelle) (2014) - Acho filmes de terror sem graça e sempre evito a maioria, mas tem uns que possuem uma trama interessante. Vi um monte de gente falar o quanto Annabelle é assustador, mas, sinceramente, de assustador tem pouco. Eu que tinha certo medo desses filmes não levei susto quase nenhum. Não importa, é assim que eu prefiro, susto é pros fracos. Vamos ao filme. / Annabelle é muito diferente de Invocação do Mal, que é ótimo e traz uma nova experiência num considerado "terror gospel", popularmente falando, de qualidade. Entretanto, Annabelle acaba sendo inferior e se rebaixa aos clichês de terror, com as típicas cenas no escuro que acabam por mostrar assombrações. Felizmente, há ótimas cenas assim, então deixo passar. De resto, achei o filme "bom", passou longe do que eu esperava mas foi bem feito. / Acho que vai ter Annabelle 2, o filme nem mostrou como a boneca chega naquela família que aparece no início desse filme e de Invocação do Mal.
O Apocalipse (Left Behind) (2014) - O filme é simples, pouco conteúdo, mas desenvolve um tema quase que em tempo real, já que a história se passa em menos da metade de um dia. Até daria pra resumir bastante, mas não me incomodei com a lentidão das coisas, fluiu natural. / Não, o filme não fica dando sermão, não fica citando a Bíblia, nada disso, sequer fala a palavra 'arrebatamento'. Os personagens tb não vão procurar a Bíblia de imediato, o motivo dos desaparecimentos não é revelado de início, o tempo todo os personagens estão assustados e se questionando o que aconteceu. É algo que a gente sabe pq sabemos a premissa do filme, mas na história, esse papo de fim do mundo é coisa de outro mundo e poucos desconfiam que seja algo bíblico, isso nem passa pela cabeça. / Alguns problemas aqui e ali, umas forçações, tentativas desinteressantes de tentar colocar uma "ação" a mais, suspense desnecessário em alguns momentos, o filme tem sim problemas, mas não vi todos esses problemas que muitos tão reclamando. E outro: Falar mal do Cage virou moda, e nesse filme ele nem tá ruim, o personagem dele é que não tem muita variedade, é algo fixo, ele é um piloto de avião que tá pilotando um avião. Pronto. Nem os efeitos estão ruins, considerando que o filme é de baixo orçamento. Tem coisas muito piores, muito mesmo. A trilha que é mais ou menos mesmo, dispensável até, acho que tem momentos que o filme funcionaria melhor sem ela. / E não espere grandes cenas de caos, a história se foca apenas no avião e na garota que tá "andando por aí" sem saber o que fazer (sério, ela fica pra lá e pra cá toda hora sem rumo nenhum). Ou seja, só vemos aquilo que está acontecendo ao redor desses personagens. No avião é que se concentra o maior número de personagens, com os passageiros. Destaque para a cena do arrebatamento, bem repentino. / O Apocalipse não é o reboot adequado para a franquia Deixados Para Trás, mas quero que façam a continuação. A franquia deve continuar. Por mim nem deveria ter sido cancelado os filmes antigos, mas já que cancelaram, que não cancelem de novo os novos.
Malévola (Maleficent) (2014) - O filme é bem feito, tem um visual agradável, mas não me desceu essa nova versão com uma Malévola do bem. Pensava que o filme se tratava sobre a história da Bela Adormecida sob o ponto de vista da vilã, mas não é bem assim. Até trata, mas mudam a história só pra transformar a Malévola na injustiçada, na pessoa que era do bem e virou do mal mas tem dúvidas se é do mal mesmo.
Festa no Céu (The Book of Life) (2014) - Boa animação. Lembrando que é infantil, o tema da morte é levada de forma mais descontraída, mas isso não impede do filme ter seus momentos mais sérios (mesmo que muitos sejam passageiros). E sim, tem alívios cômicos do início ao fim, e funcionam. / Não achei o 3d grande coisa não, bem "acostumável" e nem dá pra perceber os efeitos sempre. Mas sobre o visual: Muito bom, detalhado e um toque realístico em alguns momentos. / E não sei que sessão dublada é essa que o pessoal tá indo dizendo que as músicas tão alternando entre traduzida e original em inglês. Só a primeira é legendada, o resto é tudo em português. E são boas cenas musicais.
Fúria (Tokarev) (2014) - Premissa boa, filme ruim e enrolado. Poucas cenas boas (algumas realmente boas), muitas cenas ruins (algumas ruins de doer), diversas cenas mal feitas (algumas absurdamente mal feitas que vc se pergunta como puderam fazer aquilo). / Resumindo: "hum... wow... tá... zzzzzzz... já terminou essa cena? ainda não?... zzzzzz... show... zzzzzz... hum... anda logo... legal... qual é, é sério isso?... zzzzz... tá de sacanagem, né?... zzzzzz... nhé... zzzzzz... nada demais... zzzzzz... nossa... ok... gostei do final".
O Fim do Mundo (When Worlds Collide) (1951) - Acho o filme injustiçado. Vi comentários na internet considerando ele com uma história ruim e efeitos sofríveis que era surpreendente apenas pra época. / Os efeitos de quando o mundo começa a ser destruído são bem feitos, se utilizaram de grandes maquetes pra isso. Até tem uma cena que parece computadorizada e outra que é uma gravura mal pintada, mas fora essas duas, de resto, tudo muito bem produzido. Hoje em dia quase ninguém mais usa maquete, mas não digo que os efeitos do filme hoje são sofríveis, passa longe disso. / A história é até boa, se compararmos com histórias sobre o fim do mundo. Um cientista descobre que o mundo vai acabar, manda um cara entregar uma mala sem saber do fim, ele descobre sobre o fim e se envolve na história, onde um grupo de pessoas estão construindo uma nave espacial pra 40 pessoas. Tudo bem que o filme viaja em algumas coisas, mas caramba, é um filme de ficção dos anos 50 decente, com bons efeitos e uma história muito melhor que várias de fim do mundo que vemos hoje!
O Candidato Honesto (O Candidato Honesto) (2014) - Eu curto o Hassum, ele foi bem no filme, só que o filme em si não é grande coisa. Tem uma história legal e tal, tem algumas cenas descontraídas de humor, mas tb tem cenas desnecessárias e as vezes o humor soa forçado, mas ao mesmo tempo aquele forçado auto-zoativo, como se o filme tivesse fazendo propositalmente (sei lá, posso ter viajado agora). Enfim. É... mais ou menos... E nem sei o que falar agora, saí de uma sessão que levou 25 minutos pra começar o filme, logo 25 minutos de pessoas falando alto, tirando foto, etc, e durante o filme criança chorando... Não esperava nada desse filme mas tb não fiquei surpreso com nada.
King Kong (King Kong) (1976) - Apesar das várias mudanças (a mulher, em vez de ser uma atriz contratada, é uma sobrevivente de um náufrago que tava indo fazer filme em vez; o mocinho, em vez de fazer parte da tripulação, é um clandestino; não temos diretor; o navio está em busca de petróleo na ilha, nada de fazer filme; Kong não sobre numa torre só; entre outros), é um bom filme. Tem uma história envolvente e foca mais no lado humano de Kong. Aqui a mulher capturada (dessa vez com nome Dwan), percebe que Kong a ama. Isso resulta nuns momentos romanticamente toscos, como Kong a secando com assopro, por exemplo. Mas deixemos pra lá. / O filme tb sofre com umas forçações terríveis e uns erros graves, coisa que pode passar despercebido e até perdoado perante o desenvolvimento da história, que começa duvidosa mas aos poucos mostra seu potencial, embora pudesse ser muito melhor. O destaque mesmo vai para os momentos de Kong na cidade, aí sim o filme chega em seu auge. / É interessante citar que as torres que o Kong sobe nessa versão são as Torres Gêmeas. Tem uma alusão, forçado mas ao mesmo tempo genial, no filme explicando o motivo disso. E é irônico como a vida imita a arte. Não vou entrar em detalhes. Por fim, cito o encerramento arrasador, que só não foi melhor por causa da incompetência de segmentos que fizeram, mas fora isso foi ótimo. / O remake dos anos 70 de King Kong manteve parte da essência do original e nos mostrou uma nova versão com algumas modificações sobre o que poderia ter acontecido. Mesmo com seus problemas e com uma queda ou outra, consegue se manter durante suas mais de duas horas de duração.
Invocação do Mal (The Conjuring) (2013) - Curti esse "terror gospel baseado numa história real", e é interessante que o pessoal vai caçar um espírito e acha um demônio, mas só quem pode exorcizar são padres com autorização da Igreja Católica. / A personagem que ficou misteriosa foi a Annabelle, ele quase não aparece e é citada muito pouca, mas o filme faz questão de dar uma importância a ela, o que provavelmente deve ser explicado nos filmes posteriores. / E nem dá susto, vi sozinho em casa de boa. :v com a luz ligada, claro haha
O Ataque dos Tomates Assassinos (Attack of the Killer Tomatoes!) (1978) - Revi hoje depois de talvez uma década desde a primeira vez que vi. / O filme é tão ruim que se torna bom, uma autozoação explícita, com piadas toscas, humor negro marcante e muitos tomates. Os tomates são simples tomates que saem rolando pela estrada ou dão pulos altos se jogando de forma suicida em cima das pessoas. E a trilha sonora é tão variada que vai desde o tema marcante até certa música sobre puberdade de estourar os ouvidos. Clássico!
Angry Video Game Nerd: O Filme (Angry Video Game Nerd: The Movie) (2014) - "Nerd Revoltado dos Videogames - O Filme", um filme baseado numa famosa websérie sobre reviews de jogos, composto tb por histórias que integram alguns episódios. Tem como dar errado? Tem. / Filme feito pra fã, bem simples, mas não se aguenta durante as duas horas de duração. / A primeira hora tenta montar toda a história, temos uma abertura especial mostrando a fama do Nerd Revoltado na internet, a história do filme liga com a da websérie (embora ignore o episódio 100, que foi especialmente feito pro ET e pra avisar sobre o filme que estava por vir), começa empolgante. A segunda hora já começa a viajar e cada vez mais viaja até chegar ao exagero, que tb está presente em alguns episódios da websérie. / Basicamente o Nerd viaja com um amigo e uma garota que tá lançando ET 2 em busca dos cartuchos do ET original de Atari enterrados no deserto. Lá eles acabam chamando a atenção do exército, que querem acabar com eles a qualquer custo (literalmente). / O filme poderia ser bem melhor. Tem cenas boas, se fosse mais curto daria mais certo. Não completamente pq algumas coisas não se salvam mesmo, mas não vou dar spoilers. / Tem que levar em conta tb os problemas de produção, entre outras situações que atrapalharam bastante o filme, mas só o fato de ter sido finalizado, mostra que conseguiram de algum jeito fazer algo, e nesse caso é um tanto decente, embora isso não signifique que seja bom. / Recomendo por curiosidade apenas aos fãs, é um filme que dá pra ver pelo menos uma vez e que tinha potencial pra algo melhor. Quem não é fã é menos provável que goste, mas sei lá, pode até gostar mas não vai entender a essência utilizada no filme. / Prefiro o Nerd do seriado mesmo. Até filmes de grande orçamento baseado em seriados com um tema específico sem mundo aberto não dá tão certo assim. Entretanto apoio um segundo filme se tiverem uma ideia melhor, desde que não queiram fazer revelações e reviravoltas arriscadas que não surpreendem o público, mas apenas inserem mais ação e conteúdo desnecessário.
No Olho do Tornado (Into The Storm) (2014) - Gostei do filme, é legalzinho. Ele tenta se manter antes dos tornados começarem, mas é aquela coisa, não tem muito o que mostrar, pelo menos de interessante, mas dá pra assistir. As cenas dos tornados são muito boas, efeitos de primeira, e ver no cinema só ajuda, com aquele som potente de destroços 'voando' por todos os lados da sala. / Não esperava por um filme documental. As filmagens se alternam, na maior parte, pelas câmeras dos personagens que participam da história. Poucas vezes, só consegui contar duas, mostra por câmera de segurança. Não sei se alguém vai perceber, mas em alguns momentos, acho que poucos, o filme parece mostrar as cenas pela visão de um câmera que não tá participando da história (a cena do grande tornado deixa claro isso), ou seja, como se fosse um filme "normal". Bom, mas digamos que mais de 90% do filme é documental. / O foco são em 4 lugares: Em um tempos os caçadores de tornados, que estão... caçando tornados, com o objetivo de entrar dentro de um e ver o olho dele. Em outro temos o pai, que é diretor da escola, e o filho, que ambos estão na escola por causa de uma formatura. Já em outro temos o outro filho e uma garota, que estão presos num local (é a parte dramática do filme, já que não acontece nada de interessante). Por último, temos a parte humorística do filme, com dois malucos que ficam fazendo coisas malucas e gravando pra postar no YouTube. / O filme sabe marcar seus personagens, cada um é bem diferente do outro, e há um equilíbrio. Ele é sério quando precisa, e engraçado quando vê que dá pra descontrair. Apesar da historinha clichê e sem atrativos, as cenas dos tornados são de primeira.
Akira (アキラ) (1988) - Verdadeiro 'animeAÇÃO'. Clássico dos anime, com uma trama fixa e um universo todo construído que nem precisa ficar explicando as coisas, tudo se desenvolve naturalmente e é ação do início ao fim. / Interessante é que o suposto vilão recebe mais destaque que o suposto herói, sendo que não existe exatamente um vilão e herói na história, pelo menos não no sentido clássico. E Akira não é nenhum daqueles personagens. / Acho que viajou um pouco no final, mas nada que atrapalhe, é mais normal que vários animes e nem viaja tanto assim. Senti que as coisas chegaram a certo ponto de que não se aguentaram e "explodiram", de tanta coisa que foi acontecendo, uma situação mais séria que a outra, resultando naquele final louco. / A animação é muito bem feita e em algumas partes podemos perceber que muitas coisas dos cenários são móveis, não ficando apenas naquela coisa desenhada a fundo pro cenário.
Uma História de Amor e Fúria (Uma História de Amor e Fúria) (2012) - A colonização do Brasil, a guerra em Caxias, o início do cangaço, ditadura, entre alguns outros acontecimentos são o que forma o filme, é como um aglomerado de cenas variadas de diversas épocas. Pra interligar tudo, tem a trama do índio que tá vivendo faz 600 anos, participando da história do Brasil. / Vale a pena conferir, até que tá bem feito. Pena que, por ter mais ou menos uma hora de duração, as coisas são corridas e muitos acontecimentos são apenas citados. E achei que exageraram no volume dos efeitos, ou os diálogos que tão baixos demais.
A Pequena Sereia (Русалочка) (1976) - Ouvi falar bem e decidi conferir. Sofre daquela coisa de 'filme para poucos'. Não tem muitos efeitos especiais, e quando tem é ruim, então partem pro visual físico, que até fica legal, já que tentam fazer tudo parecer normal. / O filme conta mais o lado dos outros que da sereia. Já mudam a história pq tem um "vagabundo" que acha a sereia e decide ajudar ela, aí chama uma bruxa, a bruxa pede os cabelos azuis e dá pernas pra sereia, que fica com cabelo loiro. A propósito, atriz linda, loira de olhos azuis. O final tb é diferente, embora triste do mesmo jeito que a história original. / O início e o fim são desnecessários. O filme tb tem umas cenas toscas que tentam causar humor. Caramba, nada a ver aqueles troços, como um anão fingindo ser bebê e rindo pra câmera, cabeças de cavalo feitas de papel (mal-feitas), um cara que vira a cabeça e toma água, etc. / Enfim. Esse filme não é pra mim, não curto esse estilo mais teatral no cinema, não desse jeito, acho cansativo. A história já é parada, não acontece quase nada (embora inventem um monte de coisas pra passar o tempo) e a sereia nem fala muito, fala mais como sereia que como humana (e olha só, sereia falando, não era pra ela falar, pq sereias são mudas!).
Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time) (1980) - Filme lindo! Meus olhos brilharam com tanta beleza mostrada. O que dizer? Por onde começar? Quais as palavras adequadas? Como falar sobre essa maravilha? / Além das excelentes atuações, transmitindo bem a emoção dos personagens, tem aquela trilha sonora marcante. Uma música que se repete incansavelmente e cada vez que se ouve dá vontade de ouvir mais e mais. / Começa como um filme de mistério, passa pra um filme de romance e termina num filme de drama. Ao desenrolar da trama, as diversas perguntas que surgem vão sendo respondidas, pelo menos as principais. Vamos descobrindo a história, o que aconteceu, como tudo mudou, quem foi o responsável. E por mais que se tente imaginar, há inúmeras possibilidades do que poderia realmente acontecer, então chega o momento e te surpreende com algo que talvez vc não tenha imaginado. / Só fico indignado com as notas baixas que o filme tem. A história é boa, os atores são bons, a trilha é boa, tudo muito bom, bom demais... / [Já conhecia a música tema de Em Algum Lugar do Passado, mas não sabia o nome nem que era de um filme, sempre tive curiosidade de saber. Ouvi muito durante anos e nem sabia. A 93 FM (rádio gospel que eu ouvia as vezes) usa essa música de fundo no quadro 'Falando com Deus'.]
As Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles) (2014) - A história é simples, não dá pra levar tão a sério, e nem falo por causa de tartarugas adolescente mutantes ninja, mas já começando pelo nome do time inimigo ser Clã do Pé pq pisa nas pessoas. Ri nessa parte. / Tem diversos problemas. No início, o mal de parkinson toma conta do câmera, só depois que melhora. Tem tb problemas em algumas transições de cenas, mas não é tão grave assim, pode ser implicância minha. E tb tem uns acontecimentos forçados e furos terríveis, pra ficar se perguntando "como?". / Sobre os Tartarugas, tão muito boas e alternam entre a seriedade e o humor. O cgi tá incrível. O do Splinter nem tanto, mas dá pro gasto. A armadura do Destruidor tb tá boa. / Apesar de todo o ar de comédia e zoeira, as cenas de ação são um tanto violentas, até brincam com isso em uma cena numa frase típica de adolescente. O humor é infantil e bacana, tirando uma ou outra piada mais, digamos, de duplo sentido (feitas pelo cara que tá apaixonado pela April). / Me diverti com o filme, mas é um daqueles pra se ver uma vez apenas. / 3D bem utilizado.
Ameaça Sem Controle (Destination: Infestation) (2007) - Esse filme é um daqueles que sofre de erros graves e clichês entediantes mas tem uma história legalzinha que é prejudicada por todo o resto do filme. / Olha, formigas assassinas. zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz blablablablabla História chata, personagens chatos, garota rebelde, mãe solteira, carinha que fica na dele, cara que mexe com os outros, reclamão, etc, etc, etc zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz Até que enfim, primeira vítima. Hum... pq as formigas tão indo pra todos os lados menos pra cima do cara que tá do lado do corpo da vítima, pior, segurando a vítima já morta? zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz Agora sim ficou bom, espero que... zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz Pq todo mundo tá mais normal? Cadê as formigas que se espalharam? zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz Tá, vai ficar mostrando essa porcaria de grade toda hora, caramba? zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz A sim, agora decidem fazer as pazes e toda aquela conversa fiada de filme politicamente correto zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz Interessante, quero saber o que vão fazer pra resolver isso, mas bem que o filme poderia melhorar, pq tá... zzzzzzzzzzzzzzzzzzz Ótimo, agora é o encerramento. Que bom que acabou. Tanta ideia mal aproveitada.
Video Games: O Filme (Video Games: The Movie) (2014) - É bom. Poderia ser melhor mas é bom. "Video Games - The Movie" tem um nome tão definitivo que vc já vê pensando "esse não vai ser apenas um documentário qualquer, esse vai ser o documentário". / O documentário começa com um minuto de rápidas cenas de jogos antigos dividindo a tela, depois temos uma introdução sobre a origem dos videogames e vem uma abertura empolgante ao som de Don't Stop Me Now, do Queen, enquanto passa cenas de jogos. / Nos primeiros minutos, o documentário apresenta um visual atrativo e não se prende apenas a pessoas falando e imagens e vídeos. Há momentos de áudio com textos interativos. Enfim, só quis citar esse diferencial. Durante o documentário tem umas poucas frases tb. / A primeira parte fala sobre a origem e a evolução do videogame, citando grandes nomes e perguntando as pessoas quem elas achavam que era o pai do videogame. Embora tenha faltado informações, resume o tema e traz umas curiosidades e opiniões boas. Depois entra no quesito de evolução gráfica, cita a queda e ascensão do ramo, como o jogo ET arruinou tudo, como Super Mario Bros revolucionou os jogos, etc, tem um momento tb que falam sobre a polêmica dos games, que foram acusados de incentivar a violência, mas não entram muito no assunto. Na verdade muita das vezes acontece isso, mas falarei mais pra frente. / Pessoas importantes no universo dos games tb contribuem com opiniões e histórias durante o documentário, seja da Nintendo, da Sony, da Microsoft, etc, o que melhora e dá mais créditos ao documentário. Confesso que não esperava ver alguns deles. / Um problema que o documentário sofre é ficar nessa de falar bem dos games, o que ocupa longos minutos espalhados pela montagem. E outra é a falta de conteúdo em alguns momentos, geralmente fazendo uma citação rápida ou simplesmente mostrando em imagens ou vídeos enquanto o narrador ou o entrevistador fala, ou seja, se a pessoa que estiver vendo não souber do assunto, vai ver a imagem como se fosse qualquer outra imagem pra ilustrar a paisagem, mas as vezes essa tal imagem traz conteúdo importante que infelizmente acaba passando despercebido. / De qualquer forma, tá aí um documentário pros gamers. Senti que funcionaria melhor como um seriado, como A Era do Videogame fez, do Discovery Channel. Ficou muita coisa resumida, e a divisão de conteúdos não ficou muito boa. A propósito: Conta do início até os dias atuais, depois volta pro início e vai de novo até os dias atuais, repetindo o ciclo. Não é exatamente assim o tempo todo, mas sim na maior parte do tempo. Destaque mesmo pra variedade de entrevistados, pra dinâmica envolvente, pro visual e pra trilha sonora que tenta dar uma animada.
Sharknado 2: A Segunda Onda (Sharknado 2: The Second One) (2014) - Assisti esse troço. Decepção. A continuação não é tão tosca como o primeiro, mas continua com os exageros, só que dessa vez sem graça. Nem quero continuar vendo, só o primeiro que foi legal de assistir, usando psicologia reversa, de tão ruim que se tornou bom. / Lado curioso: O segundo tem um roteiro mais decente, (bem) menos erros, mas consegue ser pior, e dessa vez não funciona essa coisa de quanto pior, melhor.
IRIS: The Movie (Airiseu Movie) (2010) - Foi bom pra relembrar o dorama, mas é inferior e tem vários problemas, é um resumo mediano, que funciona como resumo, mas como filme não. Pelo menos tem algumas cenas de ação do dorama, que é repleto de cenas de ação. Todo esse universo de espionagem já resultou em três doramas considerados os mais caros já feito. O primeiro filme resume o primeiro dorama. O filme foi lançado antes do dorama (primeiro gravaram o dorama e editaram como filme). Resume cerca de 18 horas de informação em apenas duas horas. Obviamente, muita coisa ficou de fora. / Um terço do filme não funciona. Enquanto o dorama, com mais de uma hora pra cada episódio, desenvolve bem os momentos e tem umas "enrolações" aceitáveis, o filme tenta contar tudo ao mesmo tempo. Nos primeiros minutos, as trocas de cenas são ruins demais, tudo muito corrido, não dá tempo de se acostumar com as coisas. / Porém aí vem a salvação. Quando metade do dorama já tá resumido e o essencial já foi contado, a história se desenvolve mais lentamente, como um filme mesmo. Até tem uma coisa ou outra rápida, mas é pouco mesmo. E isso é bom, até pq um filme deve desenvolver a história e dar tempo do público se acostumar. / Como eu disse, muita coisa ficou de fora, alguns personagens foram praticamente cortados, situações sumiram, etc. Devido a isso, algumas situações são "mudadas", o contexto é o mesmo, mas alguns acontecimentos simplesmente somem, como se não tivesse acontecido, como algumas mortes de alguns personagens. E aí entra um enorme problema: O filme deixa de explicar algumas coisas importantes, cabendo ao público usar a lógica e ir percebendo aos poucos o que aconteceu com tal personagem: caso esteja vivo, é só se ligar nas cenas. Caso o personagem suma, provavelmente deve ter morrido. Uma pena terem sido tão relaxados quanto a isso. / Apesar de ser um resumo, o final é inédito, mostrando depois do dorama, alguns minutinhos rápidos. O dorama termina em suspense, com um final arrasador de doer o coração :'( E no filme vemos o complemento da cena final, quem foram os responsáveis, qual foi o motivo daquilo ter acontecido, etc, e ainda colocam mais minutos depressivos pra pessoa ficar realmente triste com o polêmico final que repercutiu o mundo dos doramas e marcou quem acompanhou toda a série. / O dorama (novela/série/drama) é muito bom, até tem seus baixos, mas os altos valem a pena. Já o filme foi bem mais ou menos, primeiro correm demais com a história, depois começam a ir mais lentamente. Fora isso ainda tem os problemas de roteiro devido aos cortes, por mais que tentem encaixar tudo. / No fim, o filme serve mais pra quem quer relembrar o dorama e saber o que aconteceu depois. Bem que podiam voltar com a história na continuação, mas o máximo de citação que tem nem é na continuação, mas sim no spin-off. Obviamente tem personagens que retornam, mas os principais dos principais mesmo, param por aqui, já que eles são meros personagens num universo de espionagem criado no dorama, boa sacada até, mas deixa saudades.
Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy) (2014) - Guardiões da Galáxia é incrível, não sabia muito o que esperar, ficava naquela de humor bobo da Marvel, mas não, aqui é tudo melhor e funciona bem. / Tem seus momentos de drama, seus momentos de tensão, seus momentos de comédia e momentos mesclando tudo isso sem estragar o clima e de forma mais natural que os outros filmes da empresa. / Os personagens são carismáticos e marcantes, o envolvimento é grande, tem uma história boa, uma trilha muito divertida e momentos de impactantes a hilários bem feitos. / O 3d é o melhor da Marvel até agora, e até que funciona bem em algumas partes. Já o filme, será o melhor da Marvel tb? Talvez. / [Cena pós-créditos lamentável haha sem comentários]
Planeta dos Macacos: O Confronto (Dawn of the Planet of the Apes) (2014) - Filmão, muito melhor que o primeiro, e olha que o primeiro foi bom. Esse segundo se supera e entra pra lista dos melhores do ano. Pra aumentar a sensação, vi o filme com um monte de macacos no cinema, se é que me entende. (qual é, aqueles idiotas ficavam imitando macaco toda vez que aparecia um) / Drama e ação nos momentos certos. Assim como no primeiro, o filme desenvolve aos poucos todo o processo até a 'grande' guerra, pra que dê tempo de nos acostumarmos com os personagens e sentirmos o que eles estão passando. Mas ainda tem muita coisa pela frente. / Apesar dos personagens humanos serem novos, deixam sua marca. Nem todos são tão aproveitados, o filme não quer saber de desenvolver a fundo todos os personagens apresentados, apenas os essenciais, alguns vc já entende com poucos minutos, não tem o que ficar procurando, é aquilo e pronto. / Nesse segundo filme temos muitas cenas com os macacos e como eles vivem, mostrando o quanto eles evoluíram desde o primeiro filme. As cenas ou são mudas (com legendas traduzindo os sinais) ou possuem algumas poucas palavras, o que é ótimo. / O filme é muito bom, com toda aquela trilha sonora 'épica' e efeitos de primeira, além de um roteiro decente quee, com perdão do trocadilho, evolui a cada ato. Ansioso por um terceiro filme.
Sakura Card Captors 2: A Carta Selada (劇場版 カードキャプターさくら 封印されたカード) (2000) - Já tava com vontade de rever esse filme faz um tempo. Acho que foi ano passado ou retrasado que revi todo o anime, pela primeira vez com os episódios em ordem cronológica, além de ter visto o primeiro filme tb, então fiquei devendo o segundo, que assistia durante minha infância. / Que animação boa! O tempo passou e continuei gostando, se duvidar acho que gostei mais que antes. Sakura tem algo que prende a atenção mesmo em cenas simples. É aquele clichê: Mostra o cotidiano e vez ou outra algo estranho, pra no final ter a grande batalha. No desenho tb era assim, a diferença é que aqui tem mais tempo pras coisas, afinal, é um longa. Os erros cometidos no primeiro longa, que sofre por não conseguir se manter como um longa, não se retete nesse segundo. Tudo tem sua hora, os momentos são aproveitados e os clichês são divertidos. / Os momentos dramáticos me soaram mais pesados, percebi coisas que não percebia quando criança. Aquela cena da chuva, onde Sakura fala com Shaoran sobre sacrificar o sentimento mais importante em troca da salvação da humanidade, a cena em que Sakura diz que viu um mundo vazio e solitário e não quer que isso se torne real, são cenas emocionantes. / Até o ato final contra a carta não mais selada, que lembra um pouco encerramentos daqueles desenhos infantis, foi levado a sério, e isso é muito importante, tratando o público com maturidade. / O filme foi necessário. Sei que o anime completa a história, tem um encerramento inesquecível, mas precisava continuar, a história não podia simplesmente parar ali, a cena pós-créditos do último episódio era triste, não dava pra aceitar que tudo terminaria daquele jeito, era um tanto pesado pra um desenho infantil. E eis que veio A Carta Selada, mostrando a vida dos personagens depois que tudo parecia ter terminado. / Assistir foi nostálgico. Os personagens são inesquecíveis, e foi bom rever boa parte juntos. Gostaria que fizessem um terceiro filme, ou uma nova série, alguma coisa, já faz uma década e a única coisa que teve de Sakura foi o anime Tsubasa que se passava num outro universo onde Sakura era princesa, tinha vampiros, clones, etc, e eles viajavam pelos universos dos animes da Clamp. Sakura Card Captors marcou toda uma geração e vai ficar na lembrança. Com o segundo filme terminou satisfatoriamente, realizou o sonho que muitos fãs queriam e que o anime não mostrou.
Godzilla Contra-Ataca (Gojira no Gyakushū) (1955) - Segundo filme do monstro-dinossauro e a estreia do primeiro adversário monstro do Godzilla: o Anguirus. / O filme é bem inferior ao primeiro, mas não deixa de ser bom. O grande problema dele é seu roteiro mal dividido, além dos graves erros de localização e tempo, e, claro, de uma história um tanto sem motivação. / Os primeiros minutos do filme são mornos e tentam algumas coisas pra chamar a atenção, mas fica na mesma. / A batalha do Godzilla contra o Anguirus hoje em dia pode ser considerada bem tosca, eu mesmo ri da cena, mas não deixa de ser divertida, bem divertida. É legal, e ao mesmo tempo cômico, ver uma luta entre pessoas fantasiadas de dinossauro, e o filme consegue deixar claro que são pessoas. / De qualquer forma, Anguirus é meio que deixado de lado, é como se fossem dois filmes em um, depois dele ainda tem mais história com os personagens humanos contra o Godzilla. Descobrimos que o Godzilla é atraído por luzes. / Falando dos personagens humanos, o filme não dá tempo de um bom desenvolvimento dramático e as atuações são fracas, perdendo a emoção adequada. Ninguém marcante. / Entre altos e baixos, o filme consegue divertir e tem seus momentos sérios. A cena da perseguição policial, que leva a grande cena de luta, é uma das melhores do filme, embora pare por aí mesmo pra dar espaço pros dois monstros lutarem. O final da luta é violenta, mas a cena novamente tem exageros. Depois disso o filme não anda, mas consegue encerrar bem, apesar de ter deixado no ar um sentimento de que ficou faltando algo. / Falando assim parece até ruim, mas só assistindo o filme mesmo pra saber.
Transformers: A Era da Extinção (Transformers: Age of Extinction) (2014) - Explosões por todos os lados! Michael Bay voltou as origens no novo Transformers. / A história humana é muito melhor que da trilogia anterior, pelo menos os personagens, apesar de simples, são mais interessantes comparados aos outros. Dessa vez é uma história mais dramática e séria. / Já os robôs novos, são bons. Tem poucos robôs, e nas cenas de luta dá pra saber quem é quem. O problema mesmo são os genéricos do mal, que são alguns poucos. Sim, tem sentido eles, tem um motivo, mas esperava mais. / Os outros personagens tem seus momentos, dá pro gasto. E tem negociação de robô e humano, coisa que não tinha nos anteriores. Outra são os robôs que não são nem autobots nem decepticons. / Já a história do filme em si é aquela coisa de sempre, e tem reaproveitamento principalmente do terceiro filme. Além, outro reaproveitamento é a arma alienígena que puxa tudo pra cima e solta no ar pra cair. Só que aqui parece ser melhor utilizada. / As cenas de ação são boas e temos cenas de robôs contra humanos tb. Tem até cena de corrida. / Quando Bay falou sobre o filme ser o mais sombrio, não mentiu, mas não é exatamente isso. O filme tem mortes mas tb tem várias piadinhas vez ou outra, típicas da franquia. / O 3d é bem utilizado. / Não sei se é o melhor Transformers, muita coisa é mais do mesmo, mas ainda assim tem umas novidades, ou quase isso, e há reaproveitamentos bons. No aguardo do quinto filme, mas que tenha uma duração menor. / Obs.: Não fiquem ansiosos pelos robôs dinossauros, não são o que vcs pensam.
Silent Hill: Revelação (Silent Hill: Revelation 3D) (2012) - Tinha achado esse filme ruim, mas revendo achei melhor. / Ele é mais "agitado" que o primeiro filme, muito mais até, a maior parte do filme se passa quase que em tempo real. Na verdade o filme em si se passa todo num só dia, ou pelo menos é essa a impressão. / De qualquer forma, tem uns erros no roteiro e a história não fecha todas as pontas, mas encerra um ciclo começado no primeiro filme. / Outro ponto negativo é que ele reaproveita muita coisa do primeiro mas de forma leve, não causa todo aquele impacto como no anterior. / E convenhamos, historinha bem mais ou menos, sem surpresas e agrados. / Mas... é Silent Hill, né, é assistível. / *Tem uma cena pós-créditos tão desnecessária que não faço ideia do motivo dela estar lá.
Godzilla (Gojira) (1954) - Filmaço! Deve ser visto por todos os admiradores de filmes de monstro. / A história e os personagens são envolventes, tem uma trama mais profunda, uma preocupação além do inicialmente mostrado, como o fato dos humanos usarem as coisas pra fazer o mal. / Primeiro dão aquele suspense, sem mostrar o monstro, apenas boatos de que o monstro de uma antiga lenda, Godzilla, havia voltado. Mesmo assim, pouco depois, já vemos parte do Godzilla. Daí tem uma reunião sobre de onde ele veio, como ele saiu, e aí entra a parte das bombas atômicas e o que elas fizeram com o monstro. / O Godzilla só aparece por completo lá pra metade do filme, destruindo cidades, enquanto o exército tenta de tudo pra matá-lo e as pessoas tentam sobreviver. / A origem original do monstro é de que ele é um dinossauro que sobreviveu a extinção e ficou vivendo no fundo do mar. As bombas atômicas o despertou e ele absorveu a energia delas (possivelmente isso explica suas rajadas de fogo). Seu ataque a superfície fica claro que foi por causa das bombas, que mexeram com ele e ele ficou irritado, destruindo tudo o que encontrasse. / Apesar de ter continuações, o filme pode ser visto de forma 'fechada'. Até tem uma citação que possibilitou outros filmes, mas a história em si se encerra ali, no ato final contra o Godzilla. Isso me fez pensar se os outros monstros são o mesmo Godzilla, só que foram evoluindo, ou são outros, cada filme ou cada ciclo um diferente.
Operação Invasão 2 (Serbuan Maut 2) (2014) - Que filme! / São 150 minutos repletos de socos, chutes e muito sangue. Só uma observação: O filme não se passa todo duas horas depois do primeiro, isso é só na introdução, depois tem uns pulos temporais. / O filme é diferente do anterior. Embora não tenha tantas lutas de gente armada contra desarmada, como tinha no primeiro, e tb não se passe praticamente em tempo real, as lutas são muito boas e a história envolvente. E dessa vez tem perseguição de carros, luta dentro de trem, dentro de bar, no meio da rua, em galpão, vários lugares. / De início me perdi por causa dos personagens que aparecem do nada, mas aos poucos dá pra se achar, cada um tem seu papel na história. / Assim como Tropa de Elite 1 e 2, onde cada filme tem um foco diferente e o personagem principal acaba se envolvendo num esquema muito maior e mais poderoso do que ele imaginava, além de ter que enfrentar os mesmos tipos de inimigos, The Raid segue esses passos. / Melhor que o primeiro? Acho que sim. Tem menos enrolação, não tem flashbacks e as coisas são mais ágeis. De qualquer forma, soube que foi confirmado um terceiro filme. No aguardo.
O Despertar (After) (2012) - Bom filme, tenta não ser mais do mesmo mesmo não trazendo novidades. / O homem e a mulher sofrem um acidente de ônibus, acordam num mundo onde só eles existem e veem que uma névoa preta tá vindo em direção a eles lentamente. / Antes da metade do filme quase tudo já é revelado, mas mesmo assim o filme continua bom depois, até pq né, os dois ainda tão lá sozinhos e a névoa cada vez mais se aproximando. Não vou revelar mais pra não dar spoiler. / Tem um final decente, não me decepcionou, até fiquei surpreso, mas ficou um pouco confuso sobre o motivo daquilo tudo. / Tem uma cena pós-créditos que parece desnecessária, mas dependendo de como interpretar, pode mudar a história do filme.
Rab Ne Bana Di Jodi (Rab Ne Bana Di Jodi) (2008) - Acho que foi o melhor filme indiano que vi até agora. Foi bem aceito pelos críticos e pelo público e ganhou diversos prêmios. / O filme é uma comédia romântica que trata de forma interessante o amor se aproveitando dos costumes locais. Na história, uma mulher se casa contra a própria vontade com o ex-aluno preferido de seu pai, que morreu de ataque cardíaco após saber que o noivo de sua filha havia morrido num acidente no dia do casamento. Ela então se casa com o homem mas já deixa claro que não o ama, mas que será uma boa esposa. Ela entra pra um concurso de dança e ele, se aproveitando da situação, decide se disfarçar e incorporar uma outra pessoa totalmente diferente, pra tentar conquistar o amor dela. Só que ela começa a se apaixonar pelo homem que não existe, enquanto com o marido continua algo sem emoção, afinal, o marido é quieto e tímido, já o tal parceiro de dança é descolado e agitado, embora os dois sejam a mesma pessoa. / Mesmo com uma duração de aproximadamente 165 minutos, vale a pena conferir. A história é boa e os personagens são carismáticos, cada um com suas características únicas. A trilha sonora é outra que ajuda bastante. O filme é composto de 6 músicas cantadas, e acredite: a música mais agitada é a mais fraca, já as românticas são muito bem feitas. E outro ponto positivo são os diálogos. Os pensamentos do homem são de solidão, de sofrimento por um amor platônico. Já os da mulher são tb de solidão e sofrimento, mas por não conseguir amar alguém e, posteriormente, por ficar confusa entre o certo e o errado. / Os momentos de drama e humor são bem equilibrados, não tem essa de tentar inserir drama no meio do humor e humor no meio do drama, e isso é ótimo, é assim que se faz um filme mais natural, sem perder a essência dos personagens. Lembrando que é um filme de bollywood, e segue o estilo do mesmo, mas é só ter mente aberta pra perceber o real e filosófico significado de tudo. Conseguiram um ótimo filme com um tema tão clichê. Não é por menos, tem personagens interessantes e uma boa história.
Ra.One (Ra.One) (2011) - Comecei vendo com a expectativa de que seria bonzinho, mas me surpreendi... por um tempo. Ra.One conta a história de uma família onde o pai trabalha criando jogos e o filho é fã de vilões e odeia heróis. O filho dá ideia pro pai de criar um vilão e o pai, pra agradar, cria o vilão invencível, mais forte que o herói. O jogo conta com movimento: O jogador veste um equipamento e controla o personagem virtual. O vilão tem inteligência artificial, escolhendo suas falas e movimentos. Obviamente algo de ruim acontece: O vilão começa a controlar as máquinas e sai do jogo. Daí acontece o momento marcante do filme, que muda tudo. / A primeira hora do filme é boa, melhor que o resto do filme na verdade. Começa leve, mas vai melhorando e ficando interessante. As coisas soam com naturalidade na maior parte do tempo, não há pressa de mostrar logo os momentos climax de cada parte. Tem uns alívios cômicos que não ajudam mas tb não atrapalham. / O problema é que depois do filme se "montar", quando a história tá toda preparada pra desenvolver as consequências, a qualidade cai. O primeiro encontro do vilão e do herói no mundo real é cansativo e possui um humor infantil que não tem graça. Rola até crossover com um personagem de algum outro filme, mas soa bem sem sentido, estragando um pouco da história, por mais que a ideia tenha sido boa, acho, para os indianos. / De qualquer forma, o filme se recupera mas aumenta o humor e diminui o drama. O que antes era equilibrado, com seus momentos sérios e relaxados, vira algo mais divertido e humorado, sobrando pra última hora do filme tentar recuperar a essência inicial, e até consegue, em parte. Tem umas coisas desnecessárias, como o final, mas, em resumo, é decente. Só acho que o filme não aproveitou todo o potencial que tinha, não se aprofunda no conteúdo oferecido. Tentou equilibrar o drama e o humor mas nem todas as vezes deu certo.
Krrish 3 (Krrish 3) (2013) - Não sabia muito o que esperar do filme, já que o anterior meio que fechou um arco, mesmo deixando espaço pra mais história. Novamente, há referências a Superman, mesmo que não diretamente, mas isso não desfaz o mérito do filme. / Tem uma boa história e é mais dinâmico que o anterior, além de seguir um estilo padrão do início ao fim. E dessa vez parece mesmo um filme de super-herói. / Agora finalmente Krrish tá famoso e começa a juntar amigos pela Índia, os cidadãos. Quem faz o bem ganha uma pulseira com o símbolo dele. Só que surge alguém muito mais forte que ele. / Buscando uma brecha na história, o filme não volta atrás do que deixou passar no anterior e cria uma nova com ligações passadas. De início parece que irá cair na maldição dos terceiros filmes, mas não, ele consegue até superar o anterior. / Apesar de umas forçações e erros mais fortes que o anterior, são poucas, e ainda assim a qualidade do filme aumenta, e os efeitos especiais estão melhores. Krrish está mais forte, mas os vilões estão ainda mais, e tb mais espertos. Aqui temos mutantes, o que foi algo inesperado pra mim. / Vale dizer que o filme pega mais pesado na história. O anterior se segurava, tentava mostrar algo mais heroico e romântico. Esse novo até tem isso, mas por exemplo: se o personagem tem que morrer, ele vai morrer. Logo nos primeiros minutos Krrish tá vivendo sua ascensão como herói ao mesmo tempo que as maiores dificuldades aparecem. Tem uma cena que várias pessoas estão morrendo e ele decide salvar uma garota que veio pedir ajuda dentre várias pessoas. A garota morre em seus braços. / Como o filme ainda fica naquela de tentar encerrar os momentos bem, por mais mal que ocorra, acontece algumas coisas meio duvidosas, mas dá pra deixar passar comparado a todo o filme e seus propósitos futuros. / E poxa, o visual do herói é maneiro, mas pq o vilão principal parece um cospobre do Robocop com Magneto? Podiam ter melhorado. Até tem sentido o uniforme, o legal é isso, o filme busca um sentido pra tudo, mas ainda assim ficou tosco demais. Mas enfim.
O Vingador da Noite (Krrish) (2006) - Filme de ficção indiano com tema de super-herói. Criativo e diferente do que estamos acostumados a ver. Tem uma história boa e mesmo com quase 3 horas de duração, consegue manter uma boa narrativa. / A primeira hora é a mais diferente do filme, se passa no campo, onde o homem com poderes vive com sua avó afastado da cidade. É onde uma mulher encontra ele e ele logo se apaixona após salvar a vida dela. Depois vamos pra cidade e daí começa de verdade o filme, depois de cenas românticas e indagações sobre o motivo da avó não querer o neto na cidade. A mulher começa a fazer de tudo pra que o cara mostre seus poderes, tudo pra não perder o emprego. Durante isso, o homem faz amizade com um cara que trabalha no circo e faz apresentações na rua pra arrecadar dinheiro pra irmã que precisa operar as pernas. Cena linda. Daí o filme começa a se desenrolar mesmo, as coisas vão ficando cada vez mais interessantes. / Apesar de metade do filme montar apenas a relação dos personagens, faz isso muito bem, conseguem fazer as coisas soarem naturais na maior parte do tempo e dão tempo suficiente pra se acostumar com os personagens, como num seriado. Depois começa a mostrar o motivo do cara virar super-herói, como surgiu seu uniforme e sua máscara, de onde vem seus poderes, quem é o vilão da história (afinal, tem que ter um), qual é o mistério por trás de tudo, etc, tudo bem explicado, a segunda metade do filme é bem mais movimentada. / Percebi pela internet que algumas pessoas reclamaram dos efeitos. Digo que tá muito melhor que vários filmes americanos de baixo orçamento. Pode não ser perfeito, mas é bom. E não tem com o que se preocupar, o cara é como um super-humano, então tem sentidos aguçados, nada de voar, atirar coisas, etc, no máximo pulo alto, super-velocidade (que mal usa), essas coisas. / No filme é revelado que o pai do herói tem envolvimento com a história, rola até uns flashbacks quando é revelado a origem dos poderes do personagem principal. Daí fui pesquisar na internet e descobri que esse é o segundo filme da série Krrish. Na verdade o primeiro serve como um prelúdio (tanto que o segundo é apenas "Krrish"). O prelúdio conta o que foi mostrado no flashback. / Foram 3 horas gratificantes e logo verei a continuação, Krrish 3 (por mim podia ser '2' mesmo, considerava o anterior, 'Koi... Mil Gaya', como um prelúdio e depois seguia uma ordem numérica sem pular, mas enfim). Um quarto filme já foi confirmado devido ao sucesso. Quanto ao primeiro filme, tb verei, mas não por enquanto. / Por favor, é um filme de bollywood. Tem seus problemas, o filme muda demais a cada hora que passa, mas ele ainda é ele mesmo, é como se acompanhássemos um amadurecimento do personagem. De um carinha do campo a um super-herói em busca de vingança pelo seu pai.
O Homem de Lugar Nenhum (Ajeossi) (2010) - Novamente outro filmaço sul-coreano. Já tinham me recomendado esse mas demorei pra ver. / As atuações são convincentes e a história é muito boa. As cenas de luta parecem reais, pancadaria até quebrar tudo. / Não que seja algo inovador, mas é tudo tão bem construído, os acontecimentos são todos costurados pra evitar furos, tem um cuidado pra não deixar o filme cair e manter aquele clima de tensão. / Apesar de algumas forçações, não atrapalha nem um pouco no brilho que esse filme é.
A Letra Que Mata (Dangerous Calling) (2008) - Filme gospel de suspense que só o que salva é a história (pretendia fazer trocadilho, mas deixei pra lá). / As atuações em geral são ruins, só um ou outro se salvam, exceto nas cenas com mais "ação", pq nelas qualquer um fica péssimo e soa falso demais até mesmo nos atos que fazem, como bater em alguém, que parece mais um carinho seguido de uma consequência saída de uma violenta e exagerada pancada. / A trilha funciona melhor nas cenas de suspense, daqueles bem clichês mesmo, com silêncio e a música aumentando ou a música em contínuo som enquanto alguém está se escondendo, essas coisas. Não posso dizer que é ruim, até pq consegue transmitir a sensação, mas fora as de suspense acho que nenhuma chega a empolgar ou marcar, nem sequer lembro delas. / A história, como já disse, é o que salva o filme, ou pelo menos tenta salvar. Temos um doente mental que tem uma mãe fanática religiosa e logo no início vemos o assassinato do pastor da igreja, daí o novo pastor e sua mulher vão pra essa igreja porém a casa deles fica em reformas e eles vão morar na casa dessa mulher doida, onde coisas estranhas começam a acontecer. Pra piorar na igreja a mulher ainda discute dizendo que os jovens mundanos não podem entrar e que televisão rock é coisa do diabo, além de que o líder da juventude da igreja é obra de Satã pra acabar com a vontade de Deus. Algo bem louco mesmo, mas se pararmos pra pensar isso acontece muito na vida real, mais do que imaginamos.
No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow) (2014) - O filme passa longe de ser ruim, mas não chega a ser bom. É legal, mas fica aquela sensação de que faltou algo, que poderia ser muito melhor. / A história tá lá, cumpre o que o trailer promete, o cara cada vez que morre repete o dia e vai treinando pra saber como deter os aliens. O filme se preocupa em não ficar repetitivo, criando surpresas e "reviravoltas". No fim das contas é decente, mas apenas um filme 'qualquer'. / Sobre o 3d, funciona muito bem em alguns momentos e vez ou outra parece ter algo saindo da tela tb, mas o problema é o que ocorre em muitos outros filmes: O estilo de filmagem. As vezes a câmera é muito tremida, outras vezes parece que deram um zoom de tanto foco que dão em algo, essas coisas. Por mais que os efeitos funcionem, pode causar dor de cabeça com tantas aproximações e cenas corridas que mais parecem um borrão.
Hello Ghost (Hellowoo Goseuteu) (2010) - Confesso que até agora to surpreso pelas revelações que esse filme fez. / A história conta sobre um homem que, após duas tentativas falhas de suicídio, começa a ver 4 fantasmas: uma criança bagunceira, um velho tarado, um homem de negócios e uma mulher chorona. Pros fantasmas irem embora, ele precisa realizar os pedidos de cada um. Enquanto tenta, ele se apaixona pela enfermeira do hospital, que foi onde os fantasmas apareceram pela primeira vez. / É algo bem relaxado, começa num drama com papo de morte mas rapidamente o humor vem a tona. Não achei aquela comédia tão engraçada assim, mas tem seus bons momentos. Acho que, mesmo satisfatório e bom, poderia ser melhor no quesito humor. Mas deixando de lado, o drama tá muito bem feito. / O cara, acabado, sem emprego, sem família, sem rumo, vê uma chance de viver ao se apaixonar pela enfermeira, porém os fantasmas o coloca em situações complicadas, já que eles, em alguns momentos, precisam controlar o corpo do homem para fazer algumas coisas. / Alternando entre um clima divertido e um forte drama, Hello Ghost consegue fazer o público rir e chorar. Não chega a ser comédia romântica propriamente dita, mas alguns podem considerar. / O grande destaque vai para a reviravolta. Ora, os fantasmas apareceram por algum motivo, eles tem parentes ou conhecidos que estão vivos e tem ligação com a enfermeira, o protagonista é meio que um suicida, então é claro que não poderiam deixar as coisas soltas. / O encerramento é surpreendente, algo totalmente inesperado, e é o maior destaque de todo o filme.
Don't Worry, I'm a Ghost (Geokjungmaseyo, Gwishinibnida) (2012) - Inicialmente era pra ser uma comédia romântica, mas o filme não consegue isso, o drama fala mais alto. / Na história, um homem sofre um acidente e perde a memória, ao mesmo tempo em que começa a ser "assombrado" pelo fantasma de jovem mulher, que foi assassinada, e só ele vê ela. Os dois começam a ficar próximos e o homem tenta cada vez mais se lembrar de tudo o que aconteceu. / O clima inicialmente é tranquilo, o cara vai percebendo que ele conhece a mulher, lembra que alguém a matou mas não sabe quem é, e por aí vai, enquanto sua relação com a tal fantasma vai ficando mais íntima. O filme consegue criar uma boa história. Entretanto, não esperem reviravoltas surpreendentes, até pq não há tantos suspeitos assim pra ser o assassino nem há preocupação em explicar o motivo da fantasma. São pouquíssimos personagens, o que é até legal por um lado, e ao longo do filme já descobrimos diversas coisas. / O ponto forte mesmo fica para o grand finale, depois de tudo ser descoberto e "fazer sentido". Que final depressivo! O tempo todo temos algo mais romântico e dramático mas quando chega nos últimos minutos, a coisa muda. / No fim fica aquelas dúvidas que bons filmes fazem. Embora não seja grande coisa, esse conseguiu encerrar muito bem.
7 Caixas (7 Cajas) (2012) - Acho que foi meu primeiro filme paraguaio. É muito bom, conseguem manter o clima de tensão e a história não cai. O filme já foi indicado e ganhou diversos prêmios. / São vários acontecimentos que vão surgindo, alguns até inesperados. E inicialmente tem uns personagens que parecem um pouco soltos na história, mas cada um tem sua importância. / Mesmo com algumas coisas forçadas, não perde a maestria. Só achei que poderiam encerrar de um jeito melhor, mas gostei da sacada.
Sem Escalas (Non-Stop) (2014) - Que filmaço! A tensão fica da primeira mensagem a última. / O filme não nos tenta enganar o tempo todo, mas deixa sempre aquele ar de dúvida. / Eu fiquei meio naquela, achando que fosse previsível demais, devido a outros trabalhos do ator, mas me enganei. / Apesar de algumas coisas forçadas, as reviravoltas são boas e a tensão é alta.
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past) (2014) - Acabei de ver o tão esperado "X-Men - Dias de um Futuro Esquecido" (apesar de que, pra mim, ainda tinha dúvidas sobre esse filme, fui ver mais por ser X-Men mesmo... e gostei do resultado). / O filme em si é muito bom, mas funciona mais pros fãs dos mutantes, pra quem gosta mesmo da franquia no cinema ou os fãs de hqs mesmo. Apenas. / De longe é o mais diferente de todos. Aqui temos algo mais narrativo, tanto que vi gente saindo do cinema reclamando que não teve muita ação. Pois bem, tem ação, mas não é aquela coisa toda como nos outros filmes. / Wolverine mais uma vez ganha certo destaque, mas dessa vez equilibrado, dividindo espaço principalmente com o Prof X, Magneto, Mística e Fera no passado. No futuro temos outros heróis lá. Coitada, a Kitty, mesmo sendo a peça-chave, o que a torna a mais importante, tem pouco destaque. E sim, temos a aparição no futuro da Tempestade, Magneto e Prof X tb, que estiveram na trilogia antiga. / A história não possui tanto conteúdo assim, é algo simples: Wolverine volta pro passado pra impedir que Mística mate Strak e comece a era dos Sentinelas, que destruirão o mundo. Não vai tão além disso, essa é a base e o filme fica o tempo todo nessa coisa, mas sabe construir uma linha narrativa boa, embora tenha seus momentos parados e com cenas que duram mais que o necessário, mas são compensadas depois. / A tal "forçação" passado/futuro é até explicada, pelo menos em alguns aspectos. O filme busca consertar os erros e, de certa forma, consegue. O problema é que pra entender isso tem que deixar o filme fluir na mente. Confusões temporais, sabe como é. Forçado foi, demais, dizer que Primeira Classe é o passado da Trilogia X-Men, o que resulta em todos os furos possíveis, mas nada que viagem no tempo não resolva. Ou seja, o filme já começa estragando toda a franquia e tenta consertar tudo. Mas tá perdoado. / E qual é o lado negro do filme? Ha! Se esse foi um filme pra encerrar a franquia antiga, há um furo terrível durante o filme, mas não vou revelar qual. / O encerramento é ótimo, mas... qualquer movimento brusco e aparecerão erros cronológicos. / Sobre a cena pós-créditos, é algo bem solto e misterioso, só quem leu as hqs ou via o desenho X-Men Evolution deve saber. / Sobre o 3d, é bom, mas só funciona bem em alguns momentos, então fica opcional. / Não sei se é melhor que Primeira Classe haha
Stage Fright (Stage Fright) (2014) - Filme legalzinho, mas não levem a sério "Glee com Pânico", pq foi só uma frase de efeito. / Souberam equilibrar as cenas musicais e a mistura terror com musical até que ficou legal. Só achei que o assassino tinha que ter mais participação. / A história é bem simples e não tem uma reviravolta marcante, mas dá pro gasto, tem um roteiro leve. / As músicas geralmente são cantadas em lugares "adequados" e todas estão realmente acontecendo naquele momento, não fica aquela coisa de todo mundo parar pra cantar do nada e quando terminar tudo voltar ao normal como se nada tivesse acontecido. Na maioria das vezes soa natural. / Sobre as músicas, são bem estilo musical mesmo, com frases prolongadas e ritmo alegre, nada pop. Só o assassino que canta rock, não via a hora de ele entrar com uma guitarra pra matar alguém, muito louco, pena que o filme não aproveitou satisfatoriamente a ideia. / Em geral é um musical decente, no início, após a introdução, é zoado mesmo, bem zoado, tem zoação da zoação inclusive, mas depois vai ficando mais sério e o humor vai sumindo. Tem seus momentos de terror, tem o assassino, as vítimas, o sangue espirrando, além de referências a outras obras. / Destaque pros créditos, onde as músicas que os personagens cantam durante o filme são cantadas pelo assassino em versão rock.
Fugindo do Amanhã (Escape from Tomorrow) (2013) - Bom... por onde começo? WTF? O que foi que eu vi? Enfim. Um pai (tarado) que persegue duas adolescentes (lésbicas?), uma mãe histérica (reclama de tudo), casamento problemático (deu pra perceber, né?), filho estranho (é o demônio), filha tranquila (até que enfim alguém normal aqui), rostos malignos aparecendo em bonecos pelo parque (???), mulher com uma pedra misteriosa (???), homem se aproveitando da deficiência pra agredir os outros (crítica), etc. / Pelo que eu entendi, o cara já tava cansado da mulher e se atraiu por duas adolescentes, só que durante o passeio a Disney com a família, ele tinha alucinações e via rostos malignos nos bonecos que tinham dentro de túneis. (é... é isso mesmo). / A coisa é tão estranha que já no fim da abertura, vc vai se perguntar: "Foi isso mesmo que eu vi?". / Mais pro final, com o cara já no delírio, o filme fica mais louco ainda e há revelações pra entender o que tá acontecendo. Pois é, pelo menos isso, só faltou explicar os motivos. Medo do final. / Sei lá, o filme não é ruim, é até interessante tentar entender o porque daquilo tudo, mas é tudo tão confuso, tão sem conteúdo... No final vc fica se perguntando o que o filme quis dizer com tudo aquilo. Foi apenas uma crítica a Disney? Ou teve algo mais? / Nota 6/10 pela premissa, pela ótima trilha sonora (muito divertida em alguns momentos), pela naturalidade dos atores e pela curiosidade de saber como filmaram tudo aquilo sem ninguém ver. É um filme surrealista, em preto e branco, mal compreendido (ou não) e com altas doses de lsd. Dá pra ver pelo menos uma vez, nem que seja por curiosidade. / Sei que não falei quase nada, mas nem sei o que falar mesmo. Acredito que seja um daqueles filmes que precisa ser estudado com calma pra entender tudo o que mostraram.
Godzilla (Godzilla) (2014) - Que os japoneses perdoem os americanos mais uma vez. As cenas de monstros salvaram a maior decepção do ano de ser um filme completamente ruim. / Roteiro fraco e repleto de problemas, clichê, pouquíssimas cenas de luta e um foco humano que mais acaba atrapalhando do que ajudando, tirando o interesse ao cobrir cenas tão aguardadas. / O lado bom do filme são as boas cenas com os monstros, que conseguem manter o clima dos filmes de monstros gigantes. E, claro, a luta final, que até poderia ser melhor, mas é algo decente e muito legal. / Por enquanto não tenho mais o que falar. Nem tudo foi perdido, algumas coisas se salvam, mas infelizmente o filme é uma... catástrofe.
Minúsculos: O Filme (Minuscule: La vallée des fourmis perdues) (2013) - Criatividade. Essa é a palavra pra resumir 'Minúsculo - Vale das Formigas Perdidas', filme da série francesa Minúsculos, de 2006. Para os fãs da série, é satisfatório e dá pra matar a saudade depois de 6 temporadas. Pra quem não conhece, é uma nova experiência. / Alguns personagens estão de volta e há o acréscimo de outros inéditos, mas todos ficam em segundo plano. Os principais são as formigas e a joaninha. / Há referências a série em alguns momentos, mas aqui o filme tenta buscar algo novo, algo diferente, se expandindo e arriscando nas inovações. Enquanto a série mostrava a vida dos animais na floresta e na casa de campo além das reações perante objetos, o filme meio que já deixa tudo isso montado, mas sem perder a essência. / Aqui temos uma história fixa, é basicamente isso: Uma joaninha, impossibilitada de voar após se afastar dos pais e ser atacada por moscas, salva a vida de formigas. Essas formigas, pretas, decidem levar a joaninha para o formigueiro. No meio do caminho, as formigas vermelhas aparecem querendo o alimento que as formigas pretas estão levando. A partir daí começa a batalha, que se prolonga até o fim do filme. As formigas pretas e a joaninha vão levando seu alimento pro formigueiro enquanto as formigas vermelhas tentam a qualquer custo alcançá-las, mas sempre acontece um desastre. Como os trailers mostram, isso tudo culmina numa verdadeira batalha mais pro final do filme. / Apesar, nada estraga o momento. Na verdade a batalha em si é um plano de fundo. O foco mesmo é na joaninha que não consegue voar. Durante o trajeto ao formigueiro, vão acontecendo diversas coisas que dificultam a chegada. E na batalha há surpresas também. É incrível a criatividade que usaram pra montar tudo. / Como alguns devem saber, as filmagens das paisagens são reais, e aqui temos belas imagens da natureza. O que é animação são os animais (no caso os insetos, que são praticamente todos) e os objetos. Em geral, a animação é bem trabalhada. Peca apenas em momentos rápidos na cena da correnteza e da cachoeira, mas dá pra deixar passar. / Embora tenha alguns alívios cômicos, em geral é algo "sério", afinal, é uma história de drama e de guerra, por assim dizer. Esses alívios não atrapalham o filme, até divertem em sua maioria. Devemos lembrar que é algo infantil, então esses alívios se encaixam muito bem, mas os assuntos são levados a sério, sem deixar se tornar ridículo. / No fim, talvez 'Valley of the Lost Ants' sirva tanto pra quem já viu o seriado quanto pra quem não viu. E quem viu, perceberá as referências e até conseguirá encaixar a história na série. Falando em referências, percebi algumas a 300, ou foi só percepção, como na cena em que as formigas vermelhas estão na ponta de um penhasco e quando elas arremessam com um estilingue milhares de palitos de dente pra cima das formigas pretas. Aproveitando, destaque pra cena da chuva, no início do filme. É tudo tão escuro, mas ao mesmo tempo tão surpreendente, é como se estivéssemos lá. / Vale das Formigas Perdidas se torna uma obra que vale a pena ser conferida ao tratar de seres minúsculos, como o nome sugere, com paisagens naturais e uma história boa que encantará pessoas de qualquer idade. O filme não possui falas e os humanos são praticamente inexistentes, restando, em sua maior parte, a floresta, os insetos e os divertidos efeitos sonoros dignos de um bom desenho animado. Agora é só esperar pra saber se retornarão com o seriado, se farão um segundo filme ou se pararão por aqui. / Obs.: Nos créditos vem escrito: "Em homenagem a Jean 'Moebius' Giraud", famoso escritor e ilustrador francês que infelizmente faleceu em 2012. Dentre seus trabalhos no cinema, ele ajudou na parte de design, arte e concepção de filmes como Death Note, O Quinto Elemento, Space Jam, Tron e até mesmo o clássico Alien. Nas hqs ele chegou a desenhar um arco do Surfista Prateado, da Marvel.
Titanic (Titanic) (1997) - Ainda não consigo descrever a sensação de assistir um filme desses. Já se passaram 17 anos e ele continua firme e forte, cativando do início ao fim. São mais de 3 horas que passam depressa. A história é tão boa que mesmo que quase metade do filme seja puro romance e briga, é atrativo, funciona perfeitamente. Na primeira vez, a hora da colisão é sempre a melhor, toda aquela empolgação, aquele drama, o desespero correndo pelas veias, os olhos aflitos, mas depois de rever algumas vezes, não há pressa de chegar naquele momento, há toda uma história antes, há toda uma beleza antes que tudo chegue ao fim, pq depois... não há mais nada para se segurar, restando apenas ver o navio afundando e matando o maior número possível de pessoas. / O 3d é idêntico ao do cinema, os efeitos são incríveis, parece até que foi filmado desse jeito. Para quem não percebeu efeito quase nenhum, ou o cinema tava ruim ou a pessoa tem olho ruim, pq tá tudo muito visível, os destaques são impressionantes. Quem puder rever em 3d numa tv 3d, reveja pq vale a pena. / James Cameron conseguiu uma proeza de poucos e Titanic entrou na minha lista dos melhores filmes do mundo. / Éum clássico que ficará no meu coração até eu morrer.
Need for Speed - O Filme (Need for Speed) (2014) - O filme é mediano, mas vamos por parte. / Primeiramente, a história possui pouco conteúdo para mais de duas horas de filme, resultando em muitos momentos parados e longos. E o fato de surgir o clima de um futuro casalzinho já mostra o clichê hollywoodiano. / Segundo, a trilha sonora é péssima, parece que uma música fica repetindo o tempo inteiro. Vai ver que é a mesma música mesmo... / Terceiro, as atuações são boas, mas a melhor mesmo é do Aaron Paul. O cara é demais. / Agora falando de adaptação: Os fãs não tem muito do que reclamar. O filme faz referências a diversos jogos da franquia, incluindo algumas cenas bem semelhantes a alguns jogos, como The Run, que deve ser o mais percebido. Claro que ficou muita coisa de fora, mas o filme tem diversos elementos: carros, perseguições policiais, corridas por ruas, colisões, oficina, venda de carros, etc. Apesar de muita coisa ser bem rasa, os elementos estão lá. / As cenas de corrida são muito empolgantes, assim como algumas cenas durante o filme. Disso fiquei satisfeito. / No fim das contas, o filme como uma adaptação é até boa, mas poderia ser muito melhor. Já como filme, deixa a desejar. / O 3d é bom e deixa muitas conversões no chinelo, fizeram em cima da hora e fizeram melhor que vários filmes que convertem meses antes.
Oldboy: Dias de Vingança (Oldboy) (2013) - Preparem-se: O mundo vai acabar esse ano, pq... Finalmente um bom remake americano baseado numa produção asiática! / Primeiramente, deve-se deixar claro que o filme se passa nos EUA, e não Coreia do Sul, então tudo é diferente. Já começando pela cultura. E tb o tempo em que se passa a história. / Não tentaram adaptar as coisas, e sim refazer. / O remake, apesar de várias semelhanças (como a invasão com martelo [não a cena em si, mas o cara lutando com o martelo contra várias pessoas]), é bem diferente do original. (tem até umas referências a cenas que ficaram de fora, como a clássica cena do polvo). / É preciso lembrar tb que o remake não chega aos pés do original. No original temos um cara doente, louco, que muda bruscamente depois de raptado. No remake temos um "badass", que muda um pouco, mas fica com aquele visual de herói de filme de ação. / A história tb é bem diferente. No remake o personagem tem um amigo que trabalha num bar e tb conhece uma médica (ou algo do tipo), e ambos acabam envolvidos na história, tentando ajudar ele. / Sobre as atuações não tem muito do que reclamar. / Sobre a violência, sim, ela está presente no filme, e em alta dose, quase que uma violência gratuita (pois é, soou assim, nem tudo é um mar de rosas). / Concluo então que o filme como filme é bom. Agora o filme como remake é bem mais ou menos. / Tem seus defeitos, tem seus momentos nada convincentes, tem suas mudanças clichês, mas ainda assim é um bom filme. / Se vc quer ver tudo como no original, esqueça. Agora se vc quer ver algo diferente usando a mesma história, aproveite essa releitura e readaptação da história.
Abaixando a máquina - Ética e dor no fotojornalismo carioca (Abaixando a máquina - Ética e dor no fotojornalismo carioca) (2007) - Recomendadíssimo pra todos que curtem jornal ou fotografia. O documentário é contado através de depoimentos, fotos e gravações. O tempo todo questões sérias são indagadas, como a ética, o respeito, a violência, o costume, a humanidade, entre outros. / Muito bom, dinâmico, tudo bem dividido e interligado, e com inúmeros casos diferentes que nunca se repetem e tb com a participação de vários fotojornalistas contando suas experiências e indagando sobre o certo e o errado. / Caramba, é coisa de doido, um paradoxo de pontos positivos e negativos que se colidem. Tirar a foto ou não, eis a questão.
Uma Aventura LEGO (The LEGO Movie) (2014) - A emoção de ontem nem deixou eu falar direito do filme. Vamos lá: / Caramba, o filme é incrível! Todas aquelas peças, uma variedade infinita de legos, inúmeras referências, aquele visual stop-motion com lego... demais. / Uma coisa genial foi a própria Lego satirizar sua história. Ou vc acha que "Senhor Negócios" foi feito 'do nada'? Óbvio que não! / O terceiro ato possui uma reviravolta tão genial, tão sensacional, tão estupendo, tão incrível, que não sei descrever nem mais ou menos o que senti. / Não esperava aquilo de jeito nenhum. Nenhum! A história é bem simples, tudo muito simples e belo, e aquilo chega marcando. / Sobre o 3d, vale a pena. Não fica 'tacando' coisas pra fora da tela toda hora mas dá um bom destaque nos ambientes. / E "Tudo é Incrível" fica na cabeça até depois do filme.
Caminhando com Dinossauros (Walking with Dinosaurs 3D) (2013) - Filme cansativo, história sem graça e mais do que infantil. / Toda hora que um dinossauro novo aparecia a tela congelava, falava o nome do dino, o significado e o que ele era. / Um deles ainda tem um momento especial sobre. / A trilha sonora tenta empolgar mas não consegue. Como tentaram deixar algo real, uma luta entre dinos pesados não é lá grande coisa. Afinal, eles só dão cabeçadas! / A dublagem é péssima. Além de enjoada, não transmite emoção nenhuma! NENHUMA! Parece que tão lendo um papel qualquer no meio da rua. / Agora sobre o 3d, é muito bom, efeitos de primeira, tanto no destaque quanto de coisas 'saindo' da tela. / E o visual tb é bom, embora em poucos momentos pareça realístico. / Enfim, nada a ver com os trailers. O início e o fim são com atores reais, aí a história volta no tempo e conta sobre a vida de um dinossauro lá. E não param de falar! / Não serve nem como aprendizado para as crianças. Piadinhas idiotas (algumas até funcionam) e trocadilhos do início ao fim. As informações são bem rasas, não acrescentando nada num contexto geral.
.......... 2014 .......... Séries
IRIS (2ª Temporada) (Airiseu 2) (2013) - É muito bom! A continuação não é apenas algo aproveitado desse universo policial secreto, mas sim uma verdadeira continuação mesmo, com ligações com a série anterior e o spin-off, além do retorno de alguns personagens de ambos. / Enquanto Athena se aproveitou de uma situação criada em IRIS pra interligar as séries, IRIS 2 se ligou diretamente, afinal, além dos personagens antigos, como já citei, temos o retorno do vilão do primeiro. / IRIS 2 demorou pra se aprofundar nos personagens. Inicialmente isso incomoda, mas depois que as revelações vão ocorrendo, dá pra entender o motivo. / A jogada política é boa, mostrando como várias pessoas no poder de um mesmo país pode ter pensamentos diferentes. Outra coisa boa é a jogada psicológica sobre o que é justiça e se um vilão é mesmo vilão ou apenas um "pobre coitado" que foi enganado, teve sua mente manipulada, etc. / O vilão no primeiro episódio dá-se a entender que será o antigo, mas logo vemos que as coisas não são bem assim e começamos a ver quem são os verdadeiros vilões. E tb temos a ideia da perda de memória e/ou manipulação de mente, o que deixa bastante interessante o ponto de vista dos vilões perante os heróis. / Em alguns momentos a língua não é apenas coreano, temos tb inglês, japonês, chinês, indiano e húngaro. E não cai as partes em inglês, fica estranho. Sério, e tem muita. Mas dá pra ignorar e se acostumar aos poucos. / IRIS 2 se aproveitou muito de ideias dos seriados anteriores, muito mesmo, como a bomba, o agente que todo mundo pensa que morreu, o par romântico que logo é arruinado pelos terroristas, entre muitos e muitos outros. / Difícil dizer qual o melhor, já que o IRIS enrolou um pouco mas teve carisma entre os personagens e uma história simples. Já Athena demorou pra empolgar mas conseguiu se achar e teve direito até a uma cena com um helicóptero com lança-mísseis. Por fim, IRIS 2 foi um complemento necessário, já que o primeiro seriado não se fechou (e o spin-off apenas comprovou). / Encerrando, não gostei do final. O primeiro foi polêmico, o segundo aliviaram, mas o terceiro foi forçadíssimo. Aguardando um novo spin-off, pq se fizerem um IRIS 3, sei que não mostrará... aquilo. E sim, ainda tem coisas em aberto.
Athena: Goddess of War (Athena: Jeonjaeng-ui Yeoshin) (2010) - Demorei 4 episódios pra me empolgar e me interessar mais pelo seriado. Antes só tava vendo por ser um spin-off de Iris. E não é que o spin-off é bom? Não é apenas algo pra ganhar dinheiro, a história é boa mesmo. Da metade em diante, principalmente os últimos episódios, melhora bastante. / Há alguns furos no roteiro e muito aproveitamento do que foi usado em IRIS. As vezes aproveitamento até mesmo do que acabaram de usar no seriado. / Aqui não temos o final polêmico de IRIS, dessa vez temos algo mais pesado durante os últimos episódios. ~Pq fui reclamar do vilão?~ / Falando no "vilão", somos apresentados a um cara não tão mal assim, mas aos poucos vemos do que ele é capaz. Tem um epi que ele diz "Você vai ver o que um demônio sem alma pode fazer". Depois disso, um lenço de papel pra cada episódio, por favor. / Enquanto em IRIS a história era mais simples (um cara, traído pelo próprio amigo e equipe de trabalho, foge e tenta se provar inocente se infiltrando entre os terroristas e tentando desmascarar a corrupção dentro da própria organização), em Athena temos algo além. Aqui temos envolvidos vários países como EUA, Itália, Japão e China. O conflito Coreia do Sul x Norte é deixada de lado pra se focar em Coreia do Sul x ... Sul. / Falando em foco, aqui parece que o menos interessante é o personagem principal. São tantos personagens que a série tenta igualar todos, mesmo aqueles que não sejam de tanta relevância inicialmente, mas que tem um papel importante no futuro. Em Iris tínhamos os personagens e o foco era totalmente sobre eles, mas em Athena é em geral, as vezes parecia até que figurante tinha seus momentos. Isso é positivo, embora tentem dizer "aquele é o principal". / Embora tenha seus defeitos, Athena provou que um spin-off pode beirar a qualidade da obra original. Mesmo com poucas ligações, criou um universo dentro de outro universo já estabelecido. A série muda muito durante os episódios.
..... Antes disso eu comentava muito sobre episódios isolados. A quarta temporada de Glee deve ter sido a que mais comentei. Depois vem alguns de The Walking Dead no auge de sua fama.
.......... 2013 .......... Filmes
Terra das Sombras (Shadowlands) (1993) - O filme retrata a vida amorosa de C S Lewis. O foco aqui é totalmente em sua relação com a mulher que o visitou apenas como uma fã e logo se apaixonaram. Ou seja, Lewis já está com uma idade mais avançada e já voltou ao cristianismo, grande parte de sua vida não é contada. No máximo citada. / Belíssimo, trilha simples e agradável, ótimos atores, bom desenvolvimento. Dizer que o filme deveria explorar mais outros lados é um erro, afinal, o foco é na relação dos dois. Talvez o correto seria que o filme deveria fazer mais referências. Mas enfim, não o impede de ser bom, muito bom por sinal. / Em todo o momento temos lições de Lewis, citações de seus livros que ele mesmo dizia, até mesmo um pouco de como ele escrevia. É curioso notar que o filme não explica muita coisa além da relação, pra se ter ideia Nárnia, sua obra mais famosa, aparece poucas vezes, citado em poucos momentos através do filho da sua fã (futura esposa). / A maior parte é um filme dramático. Não diria depressivo, mas acho que triste se encaixa. Aqui vemos o outro lado da moeda, um lado mais pessoal de Lewis, o verdadeiro Lewis, e não o Lewis que todos conhecem pelos livros. E tudo é bem encaixado, alguns detalhes são trabalhados, o que torna o filme mágico para os fãs ou para quem já leu biografias sobre o autor.
Contagem Regressiva (Jerusalem Countdown) (2012) - História clichê e elementos clichês resumem esse filme, mas algo nele prende a atenção. Apesar do entediante segmento que não leva a quase nada, há um ponto interessante: A ligação de um filme de ação transformado num filme cristão que não deixa claro ser cristão, tendo apenas referências rápidas. / Até daria um bom filme, mas a história é mal desenvolvida, os personagens são sem graça, a trilha só empolga em alguns momentos (em outros chega a incomodar, como se tivessem colocado de qualquer jeito), entre outros pontos negativos. / O final é uma incógnita, nada leva aquele momento mas ao mesmo tempo tudo leva. Confuso? Só vendo ou sabendo o fundamento do filme para entender. O clima de ação, envolvendo polícia vs bandidos/assassinos/traficantes e tb um vizinho curioso consegue se encaixar no contexto ao todo, embora não seja de grande relevância. Entenda como um filler, uma enrolação, mas é algo que acrescente história mesmo que não seja importante para o contexto final. / No fim das contas contradisse o filme, já que o final anula tudo, ou quase tudo, o que foi montado até aquele momento. / Não sei quanto ao livro, mas achei o filme fraco. Espero que tenha uma continuação, pq a melhor cena é a do final.
Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses (Dragon Ball Z: Kami to Kami) (2013) - Melhor cena é do majin boo comendo pudim.
A Pequena Sereia (アンデルセン童話 にんぎょ姫) (1975) - Mundo cruel! A versão japonesa é baseada no conto original do conto de fada, que, assim como outros contos, se tornaram os famosos "contos macabros" (termo usado em outro sentido atualmente) mesmo sendo os contos originais. / Esqueça a felicidade, a esperança, o amor. O que temos aqui é a desilusão, a perda, a tragédia. E, acima de tudo, a lição de que a vida não é do jeito que queremos que ela seja. Uma mudança radical pode ser fatal. / Cativante em seus 68 minutos contando a história da sereia Marina que deixa de lado toda a sua família e seu amigo golfinho Fritz para se tornar humana através de um pacto com a bruxa apenas para ir atrás do seu querido príncipe. Em troca, Marina precisa se casar com o príncipe para não morrer, porém as coisas não saem como esperado.
Círculo de Fogo (Pacific Rim) (2013) - O filme é incrível. Muitas referências japonesas. Muitas lutas com muita adrenalina entre gigantes. Máquinas realistas, bem pesadas. Monstros rápidos e impiedosos. / Pode não ser o melhor filme de ficção já feito, talvez nem o de robô (ou será que é?), mas até agora foi o melhor filme do ano. / O roteiro é simples e bem desenvolvido: Monstros surgem, humanidade cria robôs gigantes, chega uma hora que tudo muda e eles tem que descobrir como se adaptar as novas dificuldades. / 3D bem utilizado. Conversão de alto nível. / A história tinha potencial pra mostrar mais, pra um filme com mais duração, mas isso não faz desmerecer tudo o que foi feito.
Sharknado (Sharknado) (2013) - Filme mal feito, com roteiro péssimo e inúmeros furos, são tantos furos que parece que fizeram o filme de qualquer jeito. Apesar disso, a ideia foi um tanto original e, mesmo que pudesse ter sido melhor, chegou a ser bem utilizada. Não curti algumas atuações, mas dá pro gasto. A trilha sonora está acima do nível, em alguns momentos chega a ser muito bom, mas em outros é lamentável. Os efeitos são baixos, mas isso todo mundo já sabe. Há muito exagero, uma hora o filme faz os tubarões parecerem pedra e outra hora parecem papel, alternando isso do início ao fim do filme. Não deixa de ser um filme divertido e com bons momentos. Não achei necessária uma continuação nem sei como esse filme pode ter ganhado fama, mas aí está e Sharknado 2 está vindo. A maior parte do filme não é sobre um furacão com tubarões, mas grandes ondas invadindo as cidades e carregando tubarões. Entre muitos altos e poucos baixos, Sharknado é recomendado pra se ver sem preocupação e paciência. Quem quer um filme sério, passe longe. Quem reclama a cada furo que vê, tb passe longe. Agora quem tá curioso, vai em frente e assista, tem uma ideia legal, só o resultado que não é lá grande coisa.
O Homem de Aço (Man of Steel) (2013) - Assisti ao filme. Já avisando: Não vejam em 3d, tem efeitos muito fracos que podem ser ignorados. A dublagem é boa. / Agora sobre o filme: Sua maior parte é composta pela origem do Super e seus questionamentos sobre a vida, seguido de reflexões. A primeira parte é só de Krypton. Depois já começa com Clark adulto e toda hora ele fica tendo flashbacks. Isso dura cerca de 1h30m ou mais. É algo filosófico, reflexivo, inspirador, esperançoso. Na última hora do filme temos muita porrada, muita pancadaria. São cenas excelentes, com as lutas resultando em grandes destruições. Em geral é um filme muito bom, só peca por ser longo. De início fiquei um pouco incomodado com a troca de cenas mas consegui me acostumar. É um filme de super-herói diferente do comum, onde o foco é mostrar algo mais real, algo mais humano e o que acontece quando algo alienígena interfere nesse ambiente, ambiente esse envolvendo um alien que quer ser humano e vários aliens que querem destruir humanos. Há dois principais easter eggs bem legais que percebi facilmente. Há também referências a hqs em algumas cenas. / Gostei do filme. Não achei melhor que os dois últimos Batman do Nolan nem Os Vingadores. Logo, Homem de Aço vai para o quarto lugar da lista de melhores filmes de super-heróis que vi. / Quem espera demais pode se arrepender, mas é um bom filme não só para os fãs mas tb para quem quer uma "nova visão" sobre o personagem. "Nova visão" pq nas hqs já presenciamos esses elementos que estão nesse novo filme. Que venha Homem de Aço 2!
Ironias do Amor (My Sassy Girl) (2008) - Finalmente assisti Ironias do Amor, remake americano do filme sul-coreano My Sassy Girl. Como remake, ele é bem fiel, mesmo resumido e com pequenas diferenças. Como filme, ele é bom mas nem tanto. O remake consegue transmitir um drama forte numa comédia fraca, consegue transmitir o romance, a sensação, porém não consegue transmitir com a força do filme original. O original transmite uma comédia forte, um drama forte, toda uma montagem, toda uma ligação para os fatos. Mesmo que pareça algo sem noção ele busca formar um sentido para a ocasião ou pelo menos aproveitar ela. O remake é muito corrido, perde a graça, fica romântico demais e assim continua, se focando mais no final, que fica bem mais parado porém bom. Ironias do Amor não é um filme ruim, pelo contrário, é agradável, mas ainda assim prefiro My Sassy Girl, afinal, pra que ver um remake que é semelhante e de certa forma fiel mas sabendo que o original é bem melhor, explica melhor e tem muito mais conteúdo? A diferença é a conversão de modo de vida da Coreia do Sul pros Estados Unidos. E em vez dos misteriosos e enigmáticos momentos do original, o remake joga de vez, ou seja, em vez de montar todo um envolvimento de forma poética, ele monta o envolvimento mas de forma jornalística, ou quase isso. Nota 9 para o original e 7 para o remake.
Oz: Mágico e Poderoso (Oz: The Great and Powerful) (2013) - O Mágico de Oz é um clássico citado durante décadas e que sempre fez sucesso. Não é a toa, sua trama simples conquistou muitas pessoas e milhares de adaptações e versões foram feitas. Para quem não sabe, o escritor L Frank Baum escreveu 14 livros sobre as aventuras da querida garota no mundo do grande mágico. Apesar disso, vale lembrar que há 40 livros oficiais de Oz, sendo continuado por outros atores. Além disso, há vários outros livros não-oficiais. Embora essa quantidade seja muito grande até mesmo para uma saga de livros, apenas o primeiro de todos ficou famoso, escrito por volta de 1900. Fatidicamente, nunca houve uma história que contasse a origem do mágico. Passageiro nas histórias oficiais, nas telas foi completamente o contrário, ganhou destaques em tudo. Deixando Dorothy de lado e com a ajuda da Disney, estamos presenciando uma possível história sobre a origem do "grandioso ser". Mas deixemos de bobeira, o mágico de Oz, que se chama Oz, não passa de um ilusionista. (...) A abertura e as primeiras cenas são totalmente em preto-e-branco, resgatando a nostalgia e homenageando o filme original. Nessas cenas é mostrada a vida de Oz num circo e toda a sua pilantragem e falsidade. Resumindo: Oz era um sacana, malandro e desprezível ilusionista que queria sempre se dar bem e fugia de seus problemas. Vale destacar que tudo é mostrado numa tela em formato quadrado, como as tvs de antigamente. Apenas alguns efeitos saíam pelas linhas pretas ao lado, para ajudar no 3d, mas depois voltaremos a isso. O trailer já entrega como ele chega em Oz, mas não falarei aqui. Quando Oz chega em Oz a tela vai abrindo, ficando retangular, e o cenário vai ficando colorido. Daí vamos sendo apresentados aos personagens, todos com suas cenas e seus espaços. As paisagens são incríveis. Somos acertados por cenas belíssimas numa animação com um toque realista e com uma vasta coloração. (...) Mesmo sendo um filme longo, vale a pena cada minuto, seja apreciando a paisagem, reparando nos incríveis e bem caprichados figurinos ou até mesmo observando os detalhes das cenas ao redor. (...) Agora falando o 3d: ótimo. (...)"
.......... 2012 para trás .......... Filmes
Detona Ralph (Wreck-It Ralph) (2012) - Muitas referências a jogos, a maioria não acrescenta nada a história. O filme é bom e a dublagem não é tão ruim como dizem, só achei que poderia ser melhor. Divertido. Tinha potencial pra ser um filme mais pesado, mas por ser infantil, não deu.
Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo (Seeking a Friend for the End of the World) (2012) - ~Imagine se um meteoro estivesse vindo em direção a Terra (ao estilo Armageddon) mas a última tentativa da humanidade falhasse. Imagine se fosse cronometrado um tempo pro impacto e que você tivesse apenas esse tempo para viver. Imagine que você soubesse que a morte seria iminente e não poderia fazer mais nada pra impedir. O jeito seria ou se suicidar (que na verdade é a pior coisa pra se fazer) ou viver como se nada tivesse acontecido ou tentar aproveitar a vida que resta. (…) O filme foi considerado uma comédia romântica dramática, porém a comédia em si não está tão presente, mas é bastante perceptível quando o filme tenta ser engraçado. Porém, mesmo com a tentaviva de humor, o drama toma conta da situação, chegando a ter cenas com muito drama e nenhuma comédia mesmo. (…) É um filme um tanto depressivo, algo que pode nos fazer refletir o que fazemos da vida, quanto tempo estamos fazendo algo, o que não fizemos ainda mas queríamos. São essas indagações que os personagens vão levando ao decorrer da história. (…) e você quer ver um filme apocaliptico sem zumbis, sem robôs, sem infecções, sem aliens, nada disso, apenas uma história voltada para a realidade, o cotidiano, a vida, e como as pessoas reagem a situação de fim do mundo (…)~
Ruby Sparks - A Namorada Perfeita (Ruby Sparks) (2012) - ~ (…) A história consegue se envolver com o público de uma forma surreal e nos prende a atenção do início ao fim, talvez pela curiosidade de queremos saber o que vai acontecer ou pelo fato de já sabermos mas querermos ver por puro prazer ou confirmação. Com uma trilha agradável, atuações de primeira e história envolvente, Ruby Sparks consegue atrair pessoas curiosas. Imagine se você pudesse criar a pessoa que você ama. (…) O fato de você poder controlar alguém não te dá um peso na consciência se essa alguém é a pessoa que você ama? E se essa pessoa, só te ama por que você faz com que ela te ame? Eu comecei a me indagar algumas coisas durante o filme. (…) Quem não gostaria de ter uma pessoa que te amasse e você pudesse mudá-la a sua forma, aos seus pensamentos? A pessoa dos sonhos, a pessoa que poderia ser considerada "perfeita". Todos gostariam! Até eu gostaria! Mas isso traz sérias consequências. (…)~
Diário de um Banana 3: Dias de Cão (Diary of a Wimpy Kid: Dog Days) (2012) - ~Já disse que uma coisa legal de Diário de um Banana é o fato de fazer algo divertido e sem pressão, transformar o clichê em originalidade, mostrar que a comédia infantil pode ser boa. O terceiro filme da saga não tenta ser melhor que os anteriores, coisa que, apesar de parecer fácil, não é. Dessa vez temos os antigos personagens de volta e sem muitos acréscimos de outros. É interessante acompanhar os filmes com o tempo porque assim percebemos quanto tempo passou entre um e outro, como os atores estão crescendo e tal. A história do filme é bem básica, mas muito divertida. O humor é agradável e não percebi exagero. Há ótimas cenas. Greg mais uma vez se mete em muitas confusões (Sessão da Tarde?), parece até que é um garoto muito azarado. Quase eu (brincadeira). Enfim, recomendo assistir. Espero o quarto do mesmo jeito que esperei o terceiro.~
Indie Game: The Movie (Indie Game: The Movie) (2012) - ~Trabalho independente não é pra qualquer um. Imagine construir um jogo com um grupo pequeno de pessoas que dá pra contar em uma mão. Mais difícil ainda. Indie Game - O Filme (traduzindo) mostra o processo de criação de dois jogos independentes, Super Meat Boy e FEZ. O documentário nos mostra os processos, a longa jornada pela frente, as dificuldades de se fazer um jogo, os desafios, as decepções, entre muitas outras coisas. Apesar de não mostrar 100% toda a trajetória, conseguimos ver o lançamento oficial de Super Meat Boy, que se tornou um dos jogos mais vendidos no X-Box, alguns considerando o melhor jogo independente da história. Recomendo assistir. Do início ao fim é isso, um processo de criação de jogos, o que está envolvido, quais são as barreiras, quais são as recompensas, etc. O documentário se acha de graça pra assistir no site oficial ~
Menos que Nada (Menos que Nada) (2012) - ~Existe uma teoria que diz que nossos ancestrais eram mais semelhantes aos macacos, que fomos evoluindo aos poucos. O ser humano se adapta ao local de vivência e às mudanças do mundo. Mas todos são assim? Menos que Nada é uma triste história sobre um cara que fica doido e é internado no hospício. Uma estágiária decide estudar o caso dele para o seu trabalho, indo em busca de respostas e descobrindo muitas coisas. Como entender o que se passa na mente de uma pessoa com problemas mentais? Como entender essa pessoa? Como funciona? O filme é basicamente isso o tempo todo, busca por respostas, que vão se encaixando aos poucos, mostrando como tudo levou àquele momento. É interessante, dramático e nos faz de certa forma pensar sobre algumas coisas da vida. Um filme filosófico. Recomendo assistir. Um filme brasileiro novidade e bom que merece destaque e merece ser assistido.~
O Impossível (The Impossible) (2012) - ~Enquanto estou lembrando da música final, vou escrevendo essa crítica. O Impossível é mais uma bela obra espanhola, mais uma obra-prima do cinema, mais um excelente filme-catástrofe. É tensão do início ao fim, desde a cena do tsunami até os momentos finais. Baseado numa história real, a história mostra uma família de cinco pessoas que foram divididas pelo tsunami. (…) As cenas são fortes e bem reais, lágrimas não vão faltar para os mais sensíveis ou até mesmo para os mais durões. Sempre somos surpreendidos com drama. (…) A cena do tsunami foi incrível, a mais real cena já feita, e posso explicar o segredo. Foram feitas várias tomadas de mesmo ângulo para a mesma cena. Fizeram o tsunami de verdade (claro que numa escala menor, porém muito grande mesmo assim), fizeram maquete, gravaram com os atores separados, fizeram versão animada, etc. Depois tudo foi sendo sobreposto e formou essa magnífica cena, de um tsunami "real". (…) Curiosidades: alguns figurantes do filme são realmente sobreviventes da catástrofe.~
A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2) (2012) - Assisti Amanhecer Parte 2! E aí? É Bom? Não, mas é o melhor da saga. É regular, deixo o filme na média. Tem a melhor cena de toda a saga mas também tem a pior. A cena de luta foi sensacional, muito bem feita e bastante empolgante para até mesmo quem não é fã da saga ou quem não gosta. Porém o que estragou o filme foi a trollada que posso considerar a maior trollagem cinematográfica de todos os tempos. Que raiva eu fiquei... kkk. Mas enfim, espero que não tenha mais filmes. (pois é, a escritora disse que talvez faça mais, e sem contar o quinto livro que é um resumo especial visto por outro personagem e felizmente não vai ser adaptado, se bem que economizaria horas de enrolação). Assim como todos os outros! E olha que to sendo bem bonzinho.
Resident Evil 5: Retribuição (Resident Evil: Retribution) (2012) - Acabei de voltar do cinema. Posso dizer que esse foi o Resident Evil mais diferente que vi. Tudo está inovado, personagens de filmes anteriores estão de volta, novos aparecem, etc. E muitos elementos dos jogos. Arrisco a dizer que foi o melhor, mas o filme me fez perguntar sobre os verdadeiros zumbis, já que todos são modificados e tal. O 3d é muito bom e segue quase a mesma coisa do 4. Que venho o último filme!
..... Antes disso a maioria eu ficava falando que era muito bom, muito ruim, o melhor filme que vi, o pior filme que vi e outras besteiras. Os que estão com (...) é devido a eu ter postado prévias para chamar para o site de críticas, que já não existe mais.

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