25 janeiro 2025

[RASCUNHO] Parasite Eve

 ~ publicado originalmente em redes sociais ~

Parasite Eve

Um drama sobre luto e experiência científica. Creio que a mídia mais famosa de Parasite Eve seja sua franquia de jogos, porém tudo nasceu com um livro, que depois foi adaptado em filme. Enquanto os jogos seguem como uma "continuação espiritual", o filme busca ser mais fiel ao livro. Pelo menos é o que pesquisei, pois não li nem joguei (rs).

Falar sobre a trama é quase que um spoiler, visto que, apesar das duas horas de duração, o conteúdo narrativo do longa se resume em sua própria sinopse. Um cientista que está estudando o poder das mitocôndrias perde sua mulher num acidente. Em paralelo, um médico busca um doador de rins pra salvar uma paciente. Os dois se cruzam e o cientista descobre que as mitocôndrias são inteligentes e tem consciência própria.

Até aí já foi mais da metade do longa. É um filme lento, que começa como um romance e se torna um drama e culmina numa ficção científica com pegada de horror. Mas o drama romântico e meloso permanece. Diz o diretor que foi obrigado a seguir por esse caminho. Ele queria fazer um filme com uma pegada mais voltada ao terror e não deixaram. Provavelmente teríamos visto uma mistura boa de ambos na tela. Mas falando do resultado, temos algo competente na maior parte do tempo. Sem preocupação em acelerar as coisas, a trama bate na ideia de luto e do biólogo tentando superar as coisas e estudando seus casos. Acaba se estendendo mais do que devia, mas tem um clima envolvente.

No ato final acaba deixando a desejar, como se prometesse muito e entregasse pouco. Não sei qual foi o orçamento, mas parece ter sido baixo. Apenas arranham possíveis potenciais de um horror e talvez uma ação, destoando um tanto do que foi visto até ali, mas o drama volta a prevalecer. Soube que aliviaram o filme em relação ao final original do livro. É um filme curioso.

[RASCUNHO] Oficina do Diabo (2025)

 ~ publicado originalmente em redes sociais ~

~ apenas uma análise de base, sem aprofundamentos ~

Oficina do Diabo (2025)

O primeiro filme da Brasil Paralelo. Uma ficção inspirada em obras clássicas da literatura, principalmente em um livro de C S Lewis, que inicialmente venderam assim e depois de uma polêmica voltaram atrás. Como citam, "propaganda é a alma do negócio". Isso serve também pros próprios com o marketing descaradamente apelativo elogiando sua própria produção e criticando o cinema brasileiro, como se estivéssemos diante de algo inovador. [E o Paulo Kogos chamando de melhor filme nacional de todos os tempos? haha] Mas tem que vender, né. Nisso até a Sony já chamou Venom de filmaço. Mas deixemos de lado. Sigamos.

Sabem aqueles filmes gospel de baixo orçamento com lição de moral e tudo mais? Acho entediante. Um saco de ver. O que temos aqui é algo parcialmente parecido, só que, e isso acaba sendo um mérito, melhorado. A Brasil Paralelo sabe fazer um audiovisual chamativo. Trazendo uma pegada mais interessante pra batida história de desafios da vida, a trama acompanha dois diabos, um novato e outro experiente, tentando conquistar a alma de um homem que se sente fracassado na vida após não conseguir alcançar seu sonho e voltar a morar com a mãe religiosa.

Em suas desnecessárias mais de duas horas de duração, o longa explora métodos de como o diabo tenta, seduz, manipula as pessoas a se tornarem perdedoras. Seus poderes não são atacar as pessoas diretamente, e sim plantar sementes aqui e ali que terão impactos duradouros futuramente. Criticando o mundo atual, as filosofias de pensadores clássicos e tudo o que supostamente afasta as pessoas de Deus, o filme é uma jornada sobre recomeço, perseverança e fé. Um papo muito batido para alguns, porém muito envolvente para outros. Sinto que fiquei em algum meio de caminho. Esperava uma bomba completa, mas vi até o fim e fiquei "é, ok, brega, poderia ser melhor, mas... ok". Apesar da péssima fórmula "Deus Não Está Morto" de colocar ateus como os chatos que zombam de alguém que acredita em Deus ser usado aqui, pelo menos não colocam os cristãos como perfeitos.

Realmente, tem potenciais aqui e ali, momentos interessantes, uma tentativa de falar da essência humana e de criticar atos que fazemos que nos prejudicam, por baixo das questões religiosas, além de levantar alguns pontos reflexivos (sobre como ter fé, sobre livre arbítrio, etc), embora nem sempre respondam (deveriam? talvez), mas muitas vezes esticam as cenas que, junto a uma trilha repetitiva e a momentos por vezes melosos, acaba cansando. [Nem consigo criticar tanto o uso excessivo da música lá de Israel porque eu também gosto dessa música (rs)]. Mas uma coisa que senti que ficou devendo foi o impacto das mudanças do protagonista terrestre. Faltou mais peso nos ocorridos. Soam vagos, aleatórios. Até mesmo alguns dos acontecimentos. Quanto a atuações, não sou técnico nessas coisas, achei ok. É um dos filmes já feito.

01 dezembro 2024

[LER ONLINE] O Apocalipse das Capivaras (As Crônicas de Wesley)

O Apocalipse das Capivaras

(As Crônicas de Wesley)

História em Quadrinhos


Leitura via Facebook. Deu trabalho para listar, mas consegui. Caso algum link dê ruim, acesse a página oficial ( https://web.facebook.com/Ascronicasdewesley ). Diferente das tirinhas habituais, em comemoração aos 10 anos de As Crônicas de Wesley, foi publicada uma história de narrativa única ao longo de 65 posts contando uma aventura apocalíptica de comédia e drama envolvendo o universo do personagem e referências a cultura pop. Além dos quadrinhos, algumas legendas dos posts enriquecem esse mundo nonsense. Recomendo a leitura.


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05 novembro 2024

[ChatGPT] A conversão de C S Lewis

 Pergunta:

Como Tolkien convenceu Lewis da existência de Deus? Cite seus argumentos. 

Resposta:

J.R.R. Tolkien foi essencial para a conversão de C.S. Lewis ao cristianismo, principalmente durante uma conversa marcante em setembro de 1931. Na época, Lewis era um ateu que se via cada vez mais intrigado com questões espirituais e a fé, enquanto Tolkien, um católico devoto, acreditava que a mitologia e as histórias que ambos amavam poderiam apontar para verdades mais profundas.

Aqui estão alguns dos argumentos que Tolkien apresentou a Lewis:

1. Mitologia como reflexo da Verdade: Tolkien argumentou que os mitos – incluindo as histórias que eles mesmos criavam – poderiam ser "ecos" ou "sombras" de uma verdade maior. Para ele, as narrativas míticas, com seus temas de sacrifício, redenção e heroísmo, refletem anseios profundos da humanidade por algo além deste mundo. Tolkien sugeriu que essas histórias apontavam para o que ele chamava de "mito verdadeiro" – a história de Cristo – que, diferente dos mitos, realmente aconteceu.

2. Cristianismo como "mito verdadeiro": Tolkien explicou que o cristianismo é, em essência, o "mito que se tornou real", onde Deus entrou na história humana de forma única. Ele acreditava que os evangelhos continham uma verdade histórica e que a figura de Jesus cumpria simbolicamente os temas universais dos mitos antigos, mas em um evento real. Essa ideia atraiu Lewis, que já era fascinado por mitos e, embora cético, percebeu que talvez estivesse descartando a ideia de Deus devido ao seu próprio orgulho intelectual.

3. O papel da imaginação e da razão: Tolkien usou o conceito de que Deus poderia alcançar o coração humano por meio da imaginação, antes mesmo de tocar a razão. Ele sustentava que a imaginação é uma das vias pelas quais as pessoas captam a verdade – mesmo antes de a entenderem racionalmente. Assim, Lewis começou a ver o cristianismo como algo que não apenas fazia sentido lógico, mas também completava e satisfazia seus anseios interiores por beleza, justiça e significado.

Esses argumentos tocaram profundamente Lewis e, posteriormente, o levaram a uma conversão ao cristianismo, embora ele tenha optado pelo anglicanismo. A partir dessa conversa, ambos permaneceram amigos e continuaram a explorar temas cristãos e mitológicos em suas obras, influenciando mutuamente suas visões de mundo e suas criações literárias.

Pergunta:

Quais os argumentos posteriores de Lewis para justificar sua crença?

Resposta:

Após sua conversão ao cristianismo, C.S. Lewis se tornou um apologista influente, desenvolvendo argumentos em defesa da fé cristã. Em seus escritos, ele abordou tanto questões racionais quanto emocionais, buscando responder dúvidas que ele mesmo teve no passado. Seus principais argumentos incluem:

1. O Argumento Moral: Em Mero Cristianismo, Lewis argumenta que todos os seres humanos parecem ter uma noção universal de certo e errado, um "sentido moral" que transcende culturas. Ele acreditava que essa moralidade não poderia ter surgido apenas de convenções sociais, pois reflete uma "Lei Moral" que aponta para um Legislador – ou seja, Deus. Para ele, a presença dessa moralidade universal era uma evidência de que Deus existia e era a fonte dessa Lei.

2. O Argumento do Desejo: Lewis também desenvolveu o "Argumento do Desejo" em obras como O Problema do Sofrimento. Ele observou que os seres humanos têm desejos profundos que nada no mundo consegue satisfazer completamente. Para Lewis, essa insatisfação era uma pista de que fomos feitos para algo além deste mundo – ou seja, para uma realidade divina. Esse anseio, ou "saudade" por algo transcendente, ele via como um sinal de que Deus existe e de que fomos criados para uma relação com Ele.

3. Cristo como Senhor, Mentiroso ou Lunático: Também em Mero Cristianismo, Lewis formulou o famoso "trilema" sobre a identidade de Jesus. Ele argumentou que, ao alegar ser o Filho de Deus, Jesus só poderia ser um mentiroso, um lunático ou realmente o Senhor. Lewis considerava que Jesus não tinha perfil de mentiroso nem de lunático, então, a opção mais plausível seria que Ele estava dizendo a verdade – ou seja, Ele é o Senhor.

4. A Razão e a Fé: Em Milagres, Lewis argumenta que a própria capacidade humana de raciocinar aponta para algo além do materialismo. Ele sugeriu que, se o mundo fosse puramente material, nossos pensamentos seriam apenas produtos de processos físicos e não haveria razão para confiar na lógica ou na verdade. Para ele, a existência da razão indicava uma fonte sobrenatural – um Deus racional que criou mentes capazes de compreender a verdade.

5. O Problema do Sofrimento e do Mal: Em O Problema do Sofrimento e A Grief Observed (depois da morte de sua esposa), Lewis abordou como o sofrimento não contradiz a existência de um Deus bom, mas pode ter um papel na formação do caráter humano e no crescimento espiritual. Ele acreditava que, embora o mal e a dor sejam reais, eles não são incompatíveis com a bondade de Deus, mas são parte de um mundo onde o livre-arbítrio permite o desenvolvimento de um amor autêntico e de virtudes.

Esses argumentos, para Lewis, não eram apenas ideias teóricas, mas respostas às perguntas e dificuldades que ele mesmo enfrentou. Ele os considerava uma maneira de apontar para uma fé que é tanto racional quanto profunda, respondendo ao anseio humano por significado e verdade.

Pergunta:

Quando Tolkien confrontou Lewis com a existência de Deus, Lewis a princípio não acreditou. Posteriormente, após finalmente acreditar, ainda assim bateu o pé com alguns temas, como Jesus ser o filho de Deus. Ao fim de tudo, Lewis cedeu aos argumentos e passou a acreditar ao todo. Já ouvi um termo que deram a ele de "o mais relutante dos convertidos". Creio que ele deva ter sido polêmico, até mesmo em suas obras, vide a famosa As Crônicas de Nárnia, unindo mitologia, cotidiano e temas bíblicos. 

Resposta:

Sim, C.S. Lewis é conhecido como "o mais relutante dos convertidos", um título que ele mesmo usou para descrever sua jornada espiritual. Ele foi cético até os últimos estágios e, mesmo após aceitar a existência de Deus, resistiu a aceitar a figura de Cristo como o Filho de Deus, achando isso especialmente difícil de conciliar com sua formação intelectual.

Lewis era cuidadoso ao explorar temas cristãos em suas obras, como em As Crônicas de Nárnia, onde misturou simbolismo cristão com mitologia greco-romana e nórdica, o que gerou algumas controvérsias. Por exemplo, a figura de Aslan como um leão que se sacrifica e ressuscita é uma referência clara a Jesus, mas ao lado de personagens mitológicos, como faunos, ninfas e o próprio Papai Noel. Essa abordagem única de Lewis trouxe críticas de alguns cristãos que viam a inclusão de seres mitológicos como potencialmente conflitante com as doutrinas cristãs, enquanto outros o viam como alguém que conseguia transmitir verdades cristãs de uma maneira acessível e imaginativa, especialmente para crianças.

Pergunta:

O que Lewis dizia de toda essa polêmica?

Resposta:

C.S. Lewis estava ciente das controvérsias sobre sua abordagem e as misturas de temas em suas obras, mas ele acreditava que estava oferecendo algo mais profundo e útil. Em relação às críticas sobre o uso de mitologia em As Crônicas de Nárnia, ele não via isso como uma contradição ao cristianismo, mas como uma maneira de tornar o evangelho e os temas cristãos mais compreensíveis e envolventes, especialmente para os jovens.

Para ele, a mitologia não era uma ameaça à fé, mas um recurso que refletia verdades universais, como Tolkien argumentara em suas conversas. Lewis acreditava que, ao conectar mitologia com a narrativa cristã, ele revelava que muitos dos temas e arquétipos presentes em várias culturas e mitologias apontavam para um mesmo anseio humano por redenção, sacrifício e virtude – temas centrais ao cristianismo.

Além disso, Lewis via a imaginação como uma ponte para alcançar o coração e a mente das pessoas. Ele acreditava que histórias com simbolismo cristão podiam ajudar os leitores a perceberem a beleza e a verdade do evangelho, de uma forma emocional e intuitiva, que talvez não se conseguisse só com argumentos teológicos. Em resposta à polêmica, ele chegou a dizer que a fé cristã podia "tornar o universo maior", e ele via Nárnia como um reflexo desse conceito: um mundo onde o sobrenatural e o cotidiano se entrelaçavam, como ele acreditava que acontecia no mundo real.

Em suma, Lewis estava menos preocupado com as polêmicas e mais interessado em criar histórias que falassem ao coração das pessoas, plantando sementes de fé e reflexão que elas talvez não encontrassem em outros lugares.

05 outubro 2024

Títulos semelhantes - Memórias e Assassinos

Em 2003 foi lançado o filme sul-coreano "Memories of Murder". Em 2017, os japoneses lançaram "Memoirs of a Murderer", mas o filme não tem a ver com o outro, e sim um remake do filme também sul-coreano "Confession of Murder", de 2012. Daí que, ainda em 2017, os coreanos lançaram "Memoir of a Murderer", mas também não tem nada a ver com o japonês nem com o outro coreano. Títulos semelhantes. Inclusive, tem um filme americano de 1990 chamado "Memories of Murder", mas também não tem nada a ver com os citados kk No Brasil, o filme de 2003 ficou conhecido como "Memórias de um Assassino". Só que os filmes de 2017 também podem ser encontrados na internet como "Memórias de um Assassino", embora o coreano também possa ser encontrado no singular, "Memória de um Assassino". O de 2012 ficou como "Confissão de Assassinato". Vale notar, porém, as pequenas diferenças dos títulos em inglês, que parece terem sido ignoradas nas traduções (oficiais ou não). Por via de curiosidade, os títulos originais também possuem semelhanças, embora alguns possuam títulos alternativos que os diferenciam mais.

Sobre Mim

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Ninguém importante. Formado em jornalismo. Ex-colunista de cinema, quadrinhos e k-pop por aí.