[Eu] Me fale sobre estéticas de internet e também sobre gêneros, movimentos, estilos popularizados/resgatados pela internet que se relacionem aos casos. Me fale sobre cyberpunk, steampunk, dreamcore, weirdcore, vaporwave, synthwave, lo-fi, frutiger aero, y2k, retrofuturismo, etc. Me fale sobre creepypastas, backrooms, poolrooms, liminal spaces, analog horror, quiet apocalypse, etc. Dei alguns exemplos, mas não se prenda apenas a eles. Explore os temas, suas características e afins.
Aqui publico matérias que escrevi ao longo dos anos para sites e blogs e também rascunhos de publicações e outras aleatoriedades. Um espaço pessoal para textos diversos. Espero que gostem.
21 março 2026
[ChatGPT] cyberpunk, steampunk, dreamcore, weirdcore, vaporwave, synthwave, lo-fi, frutiger aero, y2k, retrofuturismo, creepypastas, backrooms, poolrooms, liminal spaces, analog horror, quiet apocalypse, etc
Conversando com IAs sobre estéticas de internet (gerado a partir de uma conversa)
Faz um tempo que ando interessado em estéticas de internet e gêneros relacionados. Comentei com algumas IAs (ChatGPT, Grok, Gemini, Meta AI) sobre algumas coisas: jogos de realidade virtual (como Pools), sonhos (como caminhar de noite sem chegar em lugar nenhum), ambientes de terror que trazem a sensação de conforto e desconforto, a vibe de nostalgia e melancolia, etc. Vou deixar as respostas do meio das conversas, focado nas estéticas mesmo, por estarem mais elaboradas, interligando com a ideia do que pedi após introdução e afins. Editei os espaçamentos.
...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///
[ChatGPT] O que você está descrevendo forma quase um “ecossistema estético” que a internet não só popularizou, mas também refinou. Esses estilos compartilham temas como nostalgia distorcida, vazio, tecnologia, solidão, simulação e percepção alterada — exatamente as sensações que você relatou. Vou organizar isso de um jeito que revele as conexões entre eles, não só listar.
🌐 1. A internet como criadora de estética
Antes da internet, estilos eram mais centralizados (movimentos artísticos, cinema, música). A internet fez algo novo: misturou referências de épocas diferentes; transformou sensação em estética (não só aparência); criou gêneros baseados em “vibe”, não em regras. Exemplo: não existe uma definição rígida de weirdcore — ele é sentido antes de ser entendido.
🌃 2. O eixo do “futuro estranho” (tecnologia + nostalgia)
🟣 Cyberpunk: alta tecnologia + decadência social; cidades densas, neon, chuva; sensação de vigilância constante; medo externo (sistemas, corporações). 👉 É o medo “clássico”, visível.
⚙️ Steampunk: tecnologia a vapor, engrenagens; mistura passado + futuro; menos psicológico, mais estilizado.
🌆 Retrofuturismo: como o passado imaginava o futuro; cria estranhamento temporal; algo “quase certo”, mas não exatamente.
💿 Vaporwave: estética de computadores antigos, comerciais, elevadores; música desacelerada; sensação de tempo suspenso; crítica ao consumismo + nostalgia vazia. 👉 Aqui começa o vazio que você descreveu.
🌇 Synthwave: neon, carros, pôr do sol eterno; nostalgia romantizada; menos inquietante, mais “cool melancólico”.
🟢 Frutiger Aero: céus azuis, bolhas, natureza + tecnologia; promessa otimista da tecnologia; hoje causa estranhamento → nostalgia “limpa demais”.
💾 Y2K: interfaces brilhantes, futurismo ingênuo; mistura esperança + medo do bug do milênio.
🌫️ 3. O eixo do “vazio e do estranho psicológico”
Esse é o que mais conecta com você.
🟨 Liminal Spaces: lugares de transição (corredores, estacionamentos, escolas vazias); iluminação artificial; ausência de pessoas. 👉 sensação: “eu não deveria estar aqui”; tempo parado.
🌀 Backrooms: labirintos infinitos; repetição; isolamento total. 👉 mistura: liminal + paranoia + infinito.
🏊 Poolrooms: piscinas internas silenciosas; eco, água parada; estética parecida com Pools (o jogo que você citou). 👉 isso conecta diretamente com sua experiência.
🧠 Weirdcore: imagens estranhas, baixa resolução; frases sem contexto; sensação de sonho ou memória corrompida. 👉 é quase como: > entrar na sua própria mente bagunçada.
🌙 Dreamcore: ambientes familiares, mas distorcidos; lógica de sonho; sensação de nostalgia + confusão. 👉 seus sonhos de “andar e não chegar” encaixam muito aqui.
📼 4. O eixo do “medo indireto”
📺 Analog Horror: fitas VHS, transmissões antigas; baixa qualidade; narrativa implícita. 👉 medo vem de: sugestão; incompletude; “algo está errado”.
👻 Creepypasta: histórias curtas, virais; muitas vezes ambíguas; criam paranoia leve.
🎧 5. O eixo do “conforto melancólico”
🎵 Lo-fi: repetição; ruído; simplicidade. 👉 transforma solidão em algo confortável.
🧩 6. O que conecta tudo isso?
Todos esses estilos giram em torno de alguns temas centrais:
1. Nostalgia artificial: lembrar de algo que talvez nunca viveu; ou lembrar errado.
2. Espaço sem propósito: lugares feitos para uso… mas sem ninguém usando.
3. Tempo quebrado: loops; ausência de progresso; “andar sem chegar” (seu sonho).
4. Presença invisível: algo pode estar ali; mas nunca aparece.
5. Ambiguidade emocional: medo + conforto ao mesmo tempo.
🧠 7. Por que isso tudo te pega tanto?
Porque essas estéticas externalizam estados internos:
sensação interna / representação estética
ansiedade / corredores vazios
incerteza / labirintos infinitos
solidão / cidades desertas
vigilância / “alguém está vendo”
curiosidade / explorar o desconhecido
🎮 8. E os jogos nisso tudo?
Jogos como: Pools; Ocean Rift. funcionam como interfaces dessas estéticas. Eles não só mostram — eles fazem você sentir.
🧭 9. Um jeito simples de entender tudo
Essas estéticas são basicamente: > formas visuais e sonoras de ansiedade, memória e percepção humana. E a internet amplificou isso porque: permite experimentação livre; mistura referências infinitas; conecta pessoas com sensações parecidas.
...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///
[Grok] Essas estéticas de internet que você mencionou (e várias outras relacionadas) são fenômenos típicos da era digital: nasceram ou explodiram em fóruns como 4chan, Reddit, TikTok, Tumblr e Pinterest, muitas vezes sem criador oficial, só com memes, edits e vibe coletiva. Elas resgatam ou inventam estilos visuais/sensoriais que mexem exatamente com o que você descreveu antes: espaços vazios, solidão psicológica, nostalgia uncanny (familiar mas errado), mistura de calma e desconforto, e aquela sensação de “estar preso num sonho ou pesadelo sem saída”.
O ponto em comum é o liminal (de transição): lugares que deveriam ser cheios de gente (piscinas, corredores, escritórios, malls) mas estão abandonados. Não é terror com monstro; é horror existencial, como seus sonhos de andar sem chegar e os jogos Pools e Ocean Rift. Muitas surgiram ou bombando na pandemia (2020-2022), quando a solidão urbana e o “vazio” do mundo real viraram espelho. Vou agrupar e explicar as principais que se conectam ao seu caso, com características, origens e por que viram “conforto desconfortável”.
# 1. O núcleo liminar: Liminal Spaces, Backrooms e Poolrooms (o que mais bate com Pools)
- Liminal Spaces (espaços liminares): Imagens de corredores vazios, shopping centers desertos à noite, salas de aula fora de hora, escadas que não levam a lugar nenhum. Características: iluminação fluorescente amarela/fria, carpetes molhados, eco, tons pastel ou monocromáticos, perspectiva ligeiramente errada. Evoca “uneasy nostalgia” (nostalgia inquietante) + sensação de estar “entre” realidades. Popularizado em Reddit/TikTok por fotos reais + edits. Não tem monstros: o medo é interno (perda de orientação, solidão, “alguém olhando”).
- Backrooms (2019, 4chan creepypasta): O “pai” de tudo isso. Labirinto infinito de salas de escritório amarelas mofadas, carpetes úmidos, luzes zumbindo. Origem: uma foto antiga + texto “no-clipping” (sair da realidade como bug de jogo). Características: monotonia 90s, arquitetura impossível, sensação de loop eterno. Virou horror psicológico puro — você anda, anda, nunca chega. Milhares de jogos, vídeos e fanarts.
- Poolrooms / Pools (variante dos Backrooms): Piscinas vazias infinitas, águas calmas refletindo nada, azulejos brancos/azuis, escadas subaquáticas, arquitetura surreal. Exatamente o jogo POOLS que você citou (VR, sem jumpscare, só exploração hipnótica e opressiva). Características: beleza aquática + terror de afogamento psicológico, medo de se perder na escuridão ou no vazio. Criado por artistas como Jared Pike; virou subgênero “Poolcore”. Perfeito pra VR porque a imersão amplifica o “estou sozinho no meio do nada”.
Esses três são o que você viveu em sonhos e jogos: desconforto vira conforto porque você controla o ritmo (pode parar, explorar, sair). É exposição segura ao medo real.
# 2. Sonho e estranheza: Dreamcore e Weirdcore
- Dreamcore (final dos 2010s, Tumblr/TikTok): Imagens surreais de sonhos. Características: espaços liminares editados com pastéis, nuvens, bolhas, colinas infinitas, sombras erradas, perspectivas distorcidas, elementos flutuantes. Mais “sonhador” e calmo que Backrooms, mas ainda dá anemoia (nostalgia por algo que nunca existiu). Muitos vídeos com stitched characters (bonecos costurados). Overlap direto com Poolrooms e Backrooms — você citou exatamente isso em Pools.
- Weirdcore: Versão mais bruta e desconfortável do Dreamcore. Low-quality, gráficos digitais crus, cores saturadas erradas, colagens caóticas. Evoca confusão mental, derealização. Menos nostalgia, mais “isso não faz sentido e me incomoda”.
Juntos, capturam o “sonho onde eu ando e nunca chego” que você descreveu. Na internet viraram terapia visual: gente faz edits pra processar ansiedade.
# 3. Analog Horror e Creepypastas
- Analog Horror: VHS, fitas velhas, found footage (como se fosse gravação perdida). Características: estática, data stamps dos anos 80/90, áudio distorcido, narrativas de “algo errado na TV”. Exemplos: Mandela Catalogue, Local 58. Liga direto com Backrooms (muitos vídeos “encontrados” nos Backrooms). O medo é psicológico: “isso aconteceu de verdade?”.
- Creepypastas: Gênero de histórias de terror curtas na internet (Slenderman, etc.). Backrooms nasceu aqui. Características: texto simples + imagem, sensação de real. É o storytelling por trás de tudo.
# 4. Nostalgia consumerista e “vazio bonito”: Vaporwave, Frutiger Aero, Y2K, Lo-fi
- Vaporwave (2010s): Música eletrônica lenta + visuals de malls vazios dos anos 80/90, estátuas gregas, palmeiras, cores ciano/rosa, glitch. Características: crítica ao capitalismo + nostalgia melancólica por um futuro que nunca veio. Muitos espaços liminares (corredores de shopping deserto). Direto relacionado: o vazio consumerista é o mesmo desconforto dos liminais.
- Frutiger Aero (resgatado ~2022): Estética de interfaces Windows Vista/7 (bolhas, vidro, natureza glossy, fontes arredondadas). Características: clean, futurista dos 2000s, mas hoje parece liminar quando vazio (telas de loading, ads abandonados). Muita gente acha uncanny porque lembra infância + tecnologia que envelheceu mal.
- Y2K (revival 2020s): Futurismo millennial (metálico, rosa brilhante, cyber Barbie). Mistura nostalgia com vazio high-tech.
- Lo-fi (beats to relax/study to): Quartos vazios com chuva, plantas, TV antiga ligada. Calmo, mas melancólico — solidão confortável.
- Retrofuturismo / Synthwave: Futuro imaginado pelo passado (neon 80s, carros voadores). Synthwave é a trilha sonora (música synthwave). Relaciona com o “sonho de futuro que não chegou”.
# 5. Os “punk” clássicos (menos centrais, mas conectam)
- Cyberpunk: Alta tecnologia + baixa vida (neon, chuva, corporações). Popularizado online via Blade Runner, Cyberpunk 2077. Tem o vazio urbano noturno que você descreve (ruas desertas, observação paranoica).
- Steampunk: Vitoriano + vapor. Mais fantasia física, menos psicológico.
# Por que tudo isso explode na internet e vira conforto?
Todas essas estéticas são internet-native: criadas por algoritmos, reposts e comunidades. Elas transformam o desconforto real (solidão urbana, pandemia, ansiedade existencial) em arte controlável. O “medo” vira prazer porque:
- Você escolhe entrar e sair.
- Mistura nostalgia (conforto) com uncanny (tensão) = catarse.
- Em VR (como Pools) fica 100% imersivo mas seguro.
Muita gente que não é gamer (como você, mais de filmes) cai nelas porque parecem “cinema interativo” ou sonho lúcido. São reflexos da vida moderna: cidades vazias à noite no Rio, rotina de loop, medo interno de “nunca chegar”.
...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///
[Gemini] A explosão das redes sociais e de fóruns como o Reddit e o 4chan criou um fenômeno chamado "Aesthetics" (Estéticas). Elas não são apenas estilos visuais, mas ecossistemas de nostalgia, sentimentos e, muitas vezes, uma fuga da realidade atual.
Para organizar o caos, podemos dividir essas estéticas pelo que elas tentam evocar em você:
1. O Estranho e o Onírico (O seu "Labirinto")
Esses estilos lidam diretamente com o que você sente em Pools e nos seus sonhos: a sensação de que algo está "fora do lugar".
* Dreamcore / Weirdcore: Focam em imagens que parecem sonhos ou memórias distorcidas. Usam baixa resolução, personagens com objetos no lugar da cabeça (como um olho ou uma flor) e frases enigmáticas. O objetivo é causar desconforto nostálgico.
* Liminal Spaces / Backrooms: A estética do "vazio". O medo aqui não vem de um monstro, mas da arquitetura. São hotéis vazios, escolas à noite ou escritórios infinitos com luzes fluorescentes que zumbem. As Poolrooms são uma derivação específica de azulejos brancos e águas turquesas, unindo limpeza extrema com claustrofobia.
* Analog Horror: Um subgênero de terror (ex: The Mandela Catalogue) que usa a estética de fitas VHS, transmissões de TV antigas e avisos do governo. O medo vem do que está escondido no chiado da imagem.
2. Nostalgia e Melancolia Digital
Aqui o foco é o passado que nunca existiu ou que foi interrompido.
* Vaporwave: Mistura estátuas gregas, cores neon (rosa e azul), tecnologia dos anos 80/90 e críticas ao consumismo. A música é lenta, transmitindo uma sensação de "shopping center fantasma". É a melancolia de um futuro que nos prometeram e não chegou.
* Synthwave / Retrowave: Diferente do Vaporwave, este é vibrante e focado na ação dos anos 80 (carros velozes, pôr do sol em tons de roxo). É a "nostalgia da adrenalina".
* Lo-fi (Low Fidelity): Mais um estado de espírito do que uma estética visual. Foca em ambientes aconchegantes, estudos, chuva na janela e uma batida de hip-hop relaxante. É o antídoto para a ansiedade das ruas desertas.
3. Otimismo Tecnológico (O "Futuro que Deu Certo")
Se o seu medo é a solidão sombria, essas estéticas são o oposto: o brilho da tecnologia limpa.
* Frutiger Aero: Popular entre 2004 e 2013 (pense no Windows Vista/7). Caracteriza-se por bolhas, água cristalina, grama verde, peixes, céus azuis e vidro. Passa uma sensação de frescor, tecnologia "limpa" e progresso humano.
* Y2K: A estética da virada do milênio (anos 1990/2000). Muito prateado, roupas de plástico, design futurista arredondado e uma obsessão com o início da era da internet. É pura energia e otimismo ingênuo.
4. Distopias e Máquinas
* Cyberpunk: "High tech, low life". Cidades superpovoadas, chuva eterna, neon e desigualdade social extrema. É o medo do futuro corporativo.
* Steampunk: O futuro imaginado no século XIX. Máquinas a vapor, engrenagens, bronze e couro. É a tecnologia "analógica" levada ao extremo.
Tabela Comparativa: Sensação vs. Estética
| Se você sente... | A estética correspondente é... | Elemento Principal |
| Solidão e Vazio | Liminal Spaces / Backrooms | Corredores vazios e luzes fluorescentes. |
| Nostalgia Confusa | Dreamcore / Weirdcore | Imagens de baixa qualidade e frases surreais. |
| Medo do Desconhecido | Analog Horror | Chiado de TV e mensagens de erro antigas. |
| Paz Tecnológica | Frutiger Aero | Bolhas, água e natureza digitalizada. |
| Melancolia Urbana | Vaporwave | Estátuas de mármore e shoppings abandonados. |
Por que essas estéticas nos prendem?
A internet permitiu que pessoas com "sentimentos sem nome" (como a sua sensação no labirinto) encontrassem imagens que validassem o que sentem. O Pools, por exemplo, é um jogo feito inteiramente dentro da estética de Liminal Spaces. Ele transforma um medo instintivo em uma experiência artística contemplativa.
Você mencionou que suas memórias são vagas. Muitas vezes, o que chamamos de "falsa memória" na internet é alimentado por essas estéticas: você vê uma foto de um parquinho vazio à noite e jura que já esteve lá, porque ela toca em um arquétipo universal de isolamento.
...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///
[Meta AI] Ah, que massa! A gente acabou de falar sobre a sua experiência com o medo psicológico e os espaços liminares, e agora você quer mergulhar nas estéticas da internet que surfam nessa onda. Adoro essa conexão! A internet é um celeiro de tendências, resgates e criações que tocam em pontos muito profundos da nossa psique. Vamos explorar algumas dessas estéticas, incluindo as que você mencionou e outras que se conectam com o que você descreveu:
Estéticas da Nostalgia e do Desconforto
Essas estéticas frequentemente usam elementos do passado ou da tecnologia de um jeito que provoca sentimentos complexos – nostalgia, sim, mas também estranheza, melancolia ou um sutil desconforto.
Liminal Spaces / Backrooms / Poolrooms
Características: Ambientes de transição (corredores, escadas, lobbys, estacionamentos vazios), muitas vezes com iluminação artificial fraca, cores desbotadas ou uma paleta neutra e sem pessoas. A sensação é de que esses lugares foram esquecidos, abandonados ou existem fora do tempo e do espaço comum. Os Backrooms e Poolrooms são extensões desse conceito, com labirintos infinitos e ambientes úmidos, respectivamente, que intensificam o sentimento de aprisionamento e desolação.
Conexão com seu relato: É exatamente o que você descreveu! A falta de monstros ou sustos explícitos, mas o medo psicológico da solidão, do "nunca chegar" e da vigilância tácita. O perigo não é visível, mas a ameaça está na própria existência do lugar e na sua insignificância nele.
Weirdcore / Dreamcore
Características: Imagens e vídeos de baixa qualidade, muitas vezes distorcidas ou com filtros vintage. O conteúdo mistura elementos infantis (brinquedos, parques de diversão), paisagens oníricas (céus incomuns, florestas surreais) e símbolos de internet (erros de sistema, interfaces antigas), criando um universo que é ao mesmo tempo familiar e profundamente perturbador. Textos e avisos enigmáticos podem aparecer, aumentando a sensação de um "glitch na realidade".
Conexão com seu relato: Esses gêneros exploram diretamente a sensação de que algo não está certo, como se você tivesse entrado em um sonho esquisito ou em uma versão quebrada da realidade. O desconhecido e o irracional são a fonte do medo, assim como na sua experiência de não conseguir chegar ao destino.
Vaporwave / Synthwave / Lo-fi
Características: Embora mais ligadas à música, essas estéticas têm um forte componente visual.
Vaporwave: Temática de consumismo dos anos 80/90, arte greco-romana, interfaces de computador antigas, estética de shopping center e glitch art. A música é desacelerada, sampleada, com um ar melancólico e irônico.
Synthwave: Nostalgia dos anos 80, filmes de ficção científica e de ação da época, carros esportivos, luzes neon, paisagens urbanas noturnas. A música é eletrônica, com sintetizadores que evocam trilhas sonoras de filmes da era.
Lo-fi: Música calma e relaxante, muitas vezes acompanhada de visuais animados de loops infinitos (como uma pessoa estudando em um quarto chuvoso, ou paisagens urbanas à noite).
Conexão com seu relato: A atmosfera noturna, fria e solitária que você mencionou no jogo de labirinto pode se encaixar perfeitamente no Synthwave ou até mesmo no Vaporwave mais melancólico. O Lo-fi, por sua vez, é um exemplo de como o desconforto (solidão, escuridão) pode ser resignificado em algo pacífico ou contemplativo.
Analog Horror
Características: Vídeos feitos para parecerem gravações antigas de VHS ou de transmissões de TV dos anos 70/80/90, com muitos ruídos, falhas na imagem e áudio distorcido. Geralmente apresentam narrativas fragmentadas e perturbadoras, que revelam uma ameaça cósmica ou paranormal sutil e inexplicável. A tensão é construída pela ambiguidade, pela falta de clareza e pela sugestão de algo terrível se escondendo nas entrelinhas. Exemplos famosos incluem Local 58 e The Mandela Catalogue.
Conexão com seu relato: Este é outro que ressoa diretamente com o seu medo psicológico. A ameaça não é um "monstro", mas uma presença insidiosa, uma violação da realidade que te deixa inquieto. A "sensação de alguém possivelmente observando e esperando para atacar" é o coração do Analog Horror.
Frutiger Aero / Y2K / Retrofuturismo
Características:
Frutiger Aero: Estilo de design digital do início dos anos 2000, com transparências, reflexos de água, bolhas, brilhos, texturas de vidro e um foco na natureza e na tecnologia harmoniosa. Passa uma sensação de otimismo e futurismo "orgânico".
Y2K: Estética do final dos anos 90 e início dos 2000, com metalizado, plástico translúcido, cores vibrantes, formas geométricas, e uma visão ingênua/otimista do futuro tecnológico.
Retrofuturismo: Visão do futuro como imaginado no passado (ex: anos 50-80). Pode ser cyberpunk (futuro distópico e tecnológico) ou steampunk (futuro baseado na tecnologia a vapor).
Conexão com seu relato: Essas estéticas, embora nem sempre ligadas ao medo, mostram como a nostalgia por eras tecnológicas específicas pode ser resgatada e reinterpretada. O Frutiger Aero, com seu brilho e transparência, pode criar uma sensação de estranhamento se aplicado a um contexto de espaços liminares, por exemplo. O retrofuturismo pode gerar um desconforto pela distância entre o "futuro prometido" e a realidade atual.
O Desconforto que Vira Conforto (ou Entendimento)
A vontade de vivenciar essas estéticas, mesmo que causem um certo "medo", vem de vários lugares:
Curiosidade e Exploração Segura: Como conversamos, explorar medos em um ambiente controlado (seja um jogo, um vídeo ou uma imagem) nos permite processar emoções intensas sem o risco real. É um "playground" para a nossa mente.
Identificação e Validação: Ver essas estéticas online, descobrir que outras pessoas também sentem essas coisas ou se fascinam por elas, valida sua própria experiência. "Não sou o único que se sente estranho em um shopping vazio à noite!"
Catarse e Libertação: Experimentar uma dose de ansiedade ou melancolia de forma controlada pode ser catártico, liberando tensões internas.
Subversão da Expectativa: Essas estéticas muitas vezes subvertem o que esperamos de determinados ambientes. Um labirinto deveria ter um monstro, mas não tem. Uma imagem vintage deveria ser reconfortante, mas é perturbadora. Essa subversão é intrigante e nos mantém engajados.
Seus sonhos, seus jogos e sua fascinação por essas estéticas são como um mapa da sua mente, explorando os limites do conhecido e do desconhecido. Não é estranho se sentir atraído por isso; é uma forma bem humana de tentar entender o que nos assusta e o que nos intriga no mundo e dentro de nós.
...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///...///
28 fevereiro 2026
[RASCUNHO] Pânico 7
Pânico chega a 30 anos de franquia refém de si mesmo. O que outrora brincava com clichês de filmes de terror, zoava da repetição, fazia referências e esbanjava metalinguagem, agora cai na armadilha do que combateu. E não foi por falta de potencial. Até acredito que fosse inevitável uma hora ou outra, mas não agora.
Depois de um bom retorno da franquia com o quinto filme, o sexto tentou inovar, trazer novidades e ainda inserir elementos para expandir a saga. Apesar de ressalvas, o resultado ainda foi bom. Já o 7, por mais que não seja essa ruindade toda que andam apontando, parece um slasher genérico que foi adaptado pra se encaixar na linha narrativa de Pânico.
Inicialmente, elaborei enquanto escrevia esse comentário que o filme parece viver a base de uma nostalgia já desgastada nos últimos longas (digo, neles foram bem feitos, já aqui se torna apenas repetição), porém, refletindo melhor, parece mais que o roteiro está satirizando a si mesmo da forma mais rasa possível, não com ironia, mas como se tivesse noção do "erro" e utilizasse tal elemento como "desculpa" para as coisas ocorrerem como ocorrem.
Aqui Sidney está vivendo sua vida longe dos holofotes. Ela está em conflito com sua filha quando se vê novamente na mira do assassino mascarado, com suspeitas de um possível retorno. O que essa última parte acrescenta? Nada demais não. O que era pra ser o trunfo, fazem de forma tão relaxada e com um suspense tão artificial que quase revelam tudo de primeira. Ainda bem que o roteiro se mantém sem isso.
Com um impacto morno, o sétimo longa recicla o que já foi reciclado, possui personagens em sua maioria descartáveis, algumas atitudes questionáveis, uma revelação de assassino muito do sem graça e, o pior, ainda deixa de lado as tantas homenagens ao cinema de terror que se tornou marca registrada. Um absurdo.
Por outro lado, em meio ao vazio, ainda diverte, ainda traz algumas boas cenas, ainda tem vítimas reagindo e confrontando o Ghostface, ainda tem bons momentos de tensão, ainda consegue prender a atenção em alguns pontos. A verdade é que dá pra ver o filme "de boa". Ou parte dele. A crítica vem quando se coloca em perspectiva com o todo. Não é um filme qualquer. É Pânico. E isso pesa.
Um grande acerto o retorno da Sidney pra franquia e a contínua presença da Gale, mas que erro terem demitido a atriz protagonista dos anteriores, ignorando todo um arco em andamento que poderia ter levado a um rumo curioso. Espero que as coisas possam se consertar até um próximo, mas parece difícil. Pânico 7 está mais para a série da MTV que para os filmes cinematográficos. Que facada (rs).
26 dezembro 2025
Ordem da saga de quadrinhos A Última Bailarina
"A Última Bailarina é um romance gráfico do gênero humor de autoria de Guilherme de Sousa e publicado em 2014 de forma independente pelo coletivo Korja dos Quadrinhos. O livro é ambientado em um apocalipse zumbi e conta a história de Laurita, uma menina que usa roupa de bailarina e não entende os perigos que corre. Ela é acompanhada por Fifo, um ursinho de pelúcia desbocado e violento, e Leo, um unicórnio gay. A história mostra, usando humor "politicamente incorreto", o trio de protagonistas lutando pela sobrevivência." [Wikipedia]
"Uma bailarina, um unicórnio e um urso de pelúcia desbocado tentam sobreviver a um apocalipse zumbi! A série de humor politicamente incorreto A Última Bailarina é uma criação de Guilherme de Sousa (Xaveco - Vitória, Trabalho de História) é vencedora do Troféu HQ Mix, sucesso de público e coleciona elogios da crítica especializada." [Korja dos Quadrinhos]
Ordem de publicação:
- A Última Bailarina (2014)
- Fifo (2015)
- A Última Bailarina Contra-Ataca (2016)
- Leo (2018)
- A Vingança da Última Bailarina (2023)
Dentre a "trilogia em cinco partes", Fifo e Leo são derivados centrados em contar as histórias dos respectivos personagens antes dos eventos da primeira HQ.
26 outubro 2025
Ingressos nacionais mais baratos e sessões vazias
Texto variante de uma publicação que postei nas redes sociais.
Texto adaptado e reescrito:
Já faz um tempo que o cinema, pelo menos o daqui de perto (Cine Araújo), está exibindo alguns filmes brasileiros por um preço mais em conta. 10, 12, 13 reais, por aí. Não sei o motivo da variação do valor nem como escolhem quais filmes entram no quesito. É a meia da meia. Mas eu mesmo fui pouco, ainda assim. Inclusive, nem tava sabendo até mês passado quando quis ver um e me deparei com o preço. Não vejo divulgação nenhuma dessa promoção. Vai saber o quanto perdi.
Até agora vi seis filmes (três no começo do ano e três nessas semanas). Confesso que a maioria dos filmes dessas semanas que descobri isso e que estive disponível pra ver, pareciam bem desinteressantes, então deixei passar a maioria. E nem é exatamente questão de "não dar chance", e sim que ir ao cinema gera custos maiores (apesar de eu morar quase do lado de um), então só fui quando ou queria muito ir ou tinha outro filme em cartaz que eu queria ver e aproveitava pra ver junto.
Praticamente sempre as sessões estavam vazias, de qualquer forma. Mesmo na primeira "semana do cinema" desse ano, só filme popular encheu. Inclusive teve um que vi no mesmo dia de outro famosão também e só tinha eu na sessão, enquanto o famoso lotou. Meio que isso tá acontecendo em geral também, mas nacional noto que a situação é pior, ainda mais sem divulgação nem do filme nem da promoção.
Tudo bem que geralmente não são filmes considerados filmaços (precisam?), com alguns sendo bem razoáveis, e muito provavelmente a maioria eu não veria no cinema se não fosse a promoção nem a coincidência de ser lançado junto a outro de meu interesse, mas gosto de conferir novas produções e considero bom "ir ao cinema ver um filme legal", já dizia certa turminha (ah, o do criador dela não tá em promoção rs), então pra mim tá valendo a experiência. E valoriza o cinema nacional também.
.
Texto original:
Já faz um tempo que o cinema, pelo menos o daqui, está exibindo alguns filmes brasileiros por um preço mais em conta. 10, 12, 13 reais, por aí. Não sei o motivo da variação do valor nem como escolhem quais filmes entram no quesito. É a meia da meia. Mas eu mesmo fui pouco, ainda assim. Inclusive, nem tava sabendo até o dia em que quis ver um e me deparei com o preço. Não vejo divulgação nenhuma dessa promoção.
Na "semana do cinema" do começo do ano, vi três filmes. Agora, do mês passado pra cá, vi mais três. Confesso que a maioria dos filmes das vezes em que eu pude ir pareciam bem desinteressantes, então deixei passar. E nem é questão de "não dar chance", e sim que ir ao cinema gera custos maiores, então só fui quando ou queria muito ir ou tinha outro filme em cartaz que eu queria ver e aproveitava pra ver junto.
Quase sempre as sessões estão vazias, de qualquer forma. Mesmo na "semana do cinema" que citei, só filme popular encheu. Teve um que vi no mesmo dia de outro famosão brasileiro também e só tinha eu na sessão. Tirando os problemas do cinema que um dia posso acabar abrindo queixa, muito bom ver filme sem gente atrapalhando. Já o da foto aqui teve mais gente (cinco, talvez?), e depois ainda encontrei um antigo amigo.
Tudo bem que não são filmes considerados filmaços (precisam?), com alguns sendo bem razoáveis, e muito provavelmente a maioria eu não veria no cinema se não fosse a promoção nem a coincidência de ser lançado junto a outro de meu interesse, mas gosto de conferir novas produções e considero bom "ir ao cinema ver um filme legal", já dizia certa turminha (ah, o desse não tá em promoção rs), então pra mim tá valendo a experiência. E valoriza o cinema nacional também.
Sobre Mim
- Lucas
- Ninguém importante. Formado em jornalismo. Ex-colunista de cinema, quadrinhos e k-pop por aí.