A jornada pelo espaço em busca de uma salvação para a humanidade. Quando Interestelar lançou, lá em 2014, o cinema perto de casa colocou um poster gigante dele, mas ao fim não exibiu o filme. Era costume. Acontecia vez ou outra. O poster enorme, em destaque, mas chegava no lançamento e nada. O tempo passou e acabei conferindo o filme em casa. Foi "absolute cinema" à primeira vista. Que filmaço. Fui revendo com os anos e continuava incrível. Daí que um tempo atrás comecei a dar atenção a certas críticas em relação ao filme e acabei até concordando em pelo menos uma em relação ao tempo de tela de certa personagem em certa cena. Porém, ao rever, a sensação de estar presenciando algo magnífico voltava. Eis que agora, em 2025, uma década e um pouquinho mais depois, enfim pude conferir o longa no cinema em seu novo relançamento. Que filmaço. É uma sensação muito diferente ver um filme em tela grande numa sala de cinema. Mesmo já tendo visto e revisto, mal notei as quase três horas passarem. Pelo contrário, reparei mais nos momentos, nas cenas, nos temas. E continuou tudo muito bom. Mesmo os supostos defeitos, tudo se esvaiu e se tornou poeira cósmica perante o universo apresentado ali. Toda a viagem espacial, toda a temática, toda a abordagem científica e humana, toda a questão do amor, tudo me atraiu novamente. Tudo muito bom. Não devemos ter medo da morte. Devemos ter medo do tempo.
Aqui publico matérias que escrevi ao longo dos anos para sites e blogs e também rascunhos de publicações e outras aleatoriedades. Um espaço pessoal para textos diversos. Espero que gostem.
30 agosto 2025
31 maio 2025
[RASCUNHO] Algumas mídias de O Guia do Mochileiro das Galáxias.
[Fiz o post originalmente para o grupo do Facebook Icons & Edits, mas, por algum motivo, recusaram (mais de uma vez). De qualquer forma, segue na íntegra.]
O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma franquia do autor, comediante e roteirista Douglas Adams, acompanhando as aventuras espaciais do humano Arthur Dent após o planeta Terra ser destruído pelos Vogons para a construção de uma rodovia. Ele é acompanhado de seu amigo alienígena e mochileiro galáctico Ford Prefect, do presidente galáctico Zaphod Beeblebrox, da astrofísica Trillian (garota que ele conheceu meses antes) e do robô deprimido Marvin. A saga rendeu série de rádio, série de TV, livros, filme, jogo, discos, peças de teatro, quadrinhos, etc. Aqui listo algumas delas. A famosa "resposta para a vida, o universo e tudo mais" ser "42" surgiu aqui. No dia 25 de maio, no mesmo dia do "orgulho nerd", também é comemorado o "dia da toalha", importante objeto presente nas obras.
O Guia do Mochileiro das Galáxias surgiu através de uma série de rádio, iniciada em 1978 com duas fases. Teve seu retorno apenas em 2004 para uma terceira fase e encerrou em 2018 com a sexta fase. Da terceira em diante, se basearam nos livros que viriam a ser escritos após a segunda fase. A ideia de uma sitcom de ficção científica veio em 1977 pelo produtor, autor, roteirista Simon Brett para a BBC. Adams então fez um esboço, com a ideia inicial de uma série onde cada episódio mostraria um fim do mundo no planeta Terra, mas logo foi mudando. Com a saída de Brett, Geoffrey Perkins entrou na produção. Adams chegou a pedir ajuda para seu amigo John Lloyd para terminar de escrever a série. Um episódio especial natalino, feito posteriormente, acabou por levar a segunda temporada.
O Guia do Mochileiro das Galáxias ganhou adaptações teatrais entre 1979 e 1980, baseando-se nos roteiros da série de rádio. Em 2012 retornaram, mas cancelaram em 2013 devido a baixa bilheteria. Outras apresentações ocorreram ao longo dos anos.
Talvez a versão mais conhecida mundialmente, o primeiro livro de O Guia do Mochileiro das Galáxias foi lançado em 1979, sendo baseado nos quatro primeiros capítulos da série de rádio. Em 1980 veio O Restaurante no Fim do Universo, baseado nos episódios seguintes da série de rádio até então, continuando a jornada de Arthur e dos demais personagens. Em 1982, saiu A Vida, O Universo e Tudo Mais, surgido a partir de um material não utilizado que o autor escreveu para a série Doctor Who. Ele continua de onde o anterior parou, mas brinca com viagem no tempo. Já em 1984, foi lançado Até Mais e Obrigado Pelos Peixes, onde Arthur mais uma vez de novo novamente vai parar na Terra. Apenas em 1994 saiu o quinto e "último" livro da "trilogia", Praticamente Inofensiva. Aqui retomam toda a bagunça de viagem no tempo e universo paralelo para encerrar de vez a trama. Apesar disso, Adams queria continuar a saga, ainda mais depois da recepção mista do último livro. O Salmão da Dúvida estava sendo escrito como um terceiro livro da série Dirk Gently, mas Adams estava insatisfeito e queria reutilizar o material para um sexto Guia. Infelizmente o autor faleceu antes que pudesse concluir. Um sexto livro, E Tem Outra Coisa..., foi lançado em 2008 por Eoin Colfer com permissão oficial, aproveitando uma brecha do final do quinto para render uma nova trama. O resultado dividiu opiniões.
Em 1981 foi lançado a série de TV de O Guia do Mochileiro das Galáxias, adaptando elementos da série de rádio, do primeiro livro, do disco de vinil e das apresentações teatrais. Teve ao todo seis episódios e cobre a jornada original da franquia, presente nas duas primeiras temporadas da série de rádio (que depois se tornaram os dois primeiros livros). Chegaram a cogitar uma animação, mas ao fim foi feito com atores reais mesmo. Ganhou alguns prêmios. Uma segunda temporada foi cancelada. A ideia seria a mesma que levou posteriormente a criação do terceiro livro. Em 2019 foi anunciado um reboot, uma nova série, mas até então nenhuma novidade, com alguns já considerando o projeto cancelado.
Um filme de O Guia do Mochileiro das Galáxias foi lançado em 2005, adaptando basicamente a trama vista no primeiro livro. Dividiu opiniões. O projeto surgiu ainda nos anos 70. Em 1982, Adams escreveu três roteiros, mas o projeto não foi pra frente (inclusive um dos produtores envolvidos largou mão e foi fazer Os Caça-Fantasmas). Em 1997 o projeto foi vendido, mas apenas em 2001 começou a avançar, com Adams escrevendo um novo rascunho, mas falecendo logo depois. Karey Kirkpatrick, roteirista de Fuga das Galinhas e outros filmes infantis, escreveu um roteiro com base nesse rascunho. O resultado do longa em 2005 dividiu opiniões, mas teve mais críticas positivas que negativas. A bilheteria não rendeu o suficiente para receber sinal verde para uma continuação.
07 março 2025
25 janeiro 2025
Quantos filmes vejo em um ano
[ATUALIZADO EM 2026 com as informações de 2025]
~ publicado originalmente em redes sociais ~
[Em 2024 não vi tantos filmes assim, mas ainda mantive minha média. Foram 116 vistos pela primeira vez.] Por via de curiosidade, consultei meu Filmow, que tem registros desde 2011, e vi o quanto de filmes vejo em um ano. Vou compartilhar o resultado. Não são números exatos, mas dá pra ter noção. Considerei apenas longa-metragens.
Vejo mais de 100 filmes por ano. 130, 150, 180, varia. / Recorde registrado: 232 em 2022.
Vejo uma média de 50 filmes lançados em seu ano. / Recorde registrado: 83 em 2025. A conta é maior ainda se considerar as datas de lançamento brasileiras. E viva os fansubs.
Vejo geralmente mais de 20 filmes no cinema. / Recorde registrado: 35 em 2023 e 2025.
Vou considerar uma média de 10 filmes brasileiros, mas varia. / Recorde registrado: 23 em 2022.
Não vejo muitos filmes brasileiros no cinema. / Recorde registrado: 9 em 2025.
[Até gostaria de fazer com livros e quadrinhos, mas nunca anotei tudo rs]
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Dados brutos: 2012 a 2025 (números aproximados):
Filmes vistos no ano: 154 205 177 193 137 135 151 137 122 187 232 157 116 183
Filmes do ano vistos no ano: 50 55 68 53 55 59 48 56 39 65 64 66 67 83
Filmes vistos no cinema: 26 28 24 18 27 29 20 21 7 13 12 35 26 35
Filmes nacionais vistos no ano: 6 9 13 9 4 8 1 11 13 13 23 16 19 21
Filmes nacionais vistos no cinema no ano: 4 3 0 0 0 0 0 3 1 1 3 4 2 9
[RASCUNHO] Arca de Noé (2024)
~ publicado originalmente em redes sociais ~
Arca de Noé (2024)
Sing versão Arca de Noé na suposta maior animação brasileira. Quem achou o Noé do Aronofsky herético, vai infartar com esse e encontrar Jesus ou o diabo no mesmo dia. O que os dois tem em comum na real é que ambos tem apenas uma inspiração no conto bíblico, e não são adaptações deles. A enorme diferença é que o outro é bom e tenta se usar de licença poética, enquanto esse... Só pega a base mesmo e que se dane o resto. Na real, essa animação é inspirada em poemas do Vinícius de Moraes, que, junto a Tom Jobim, são homenageados no longa. É um filme bem infantil, com músicas bem infantis e roteiro bem infantil.
Eu nem veria, não só por não ser o público-alvo, mas também porque achei o trailer ruim demais, porém... Teve polêmica, vi boicote, vários textões copia e cola provando que muitos sequer viram o longa, então decidi conferir. É... Meio que é tudo ou boa parte verdade por parte das acusações, mas a noção de realidade e contexto passou mais longe demais. Algumas das reclamações que fizeram foi a indagação do porque Deus não escolheu famílias lgbtqia+ na arca, o uso de pronome neutro, Noé sendo um pateta, Deus dizendo a Noé "se vira, caboclo", coisas assim. Tem tudo isso mesmo rs Em momentos únicos de frases únicas, mas tem sim.
Os protagonistas da trama são dois ratos, mas a neta de Noé ganha destaque também. A trama remendada estica no que pode pra render um longa. A premissa de um concurso musical demora a ocorrer, porque até lá tem outros poucos acontecimentos. O vilão é o leão, que se acha superior e cria uma divisão no local, ameaçando a todos. Tem um arco de um buraco que surge na arca também. O uso de gírias atuais é constante e faz sentido, então do nada tem referências e piadinhas e coisas como "dá um like" e "isso é fake news". Quando abre um buraco na arca, os animais de fora ficam falando "Titanic!" (rs). Achei criativo no começo, os animais impacientes zoando a enorme demora que os filmes brasileiros são pra começar de verdade por conta das dezenas de marcas que aparecem na abertura. Tire todas as polêmicas e terá apenas uma animação bobinha e caricata pra garotada. Chato, mas, novamente, não sou o alvo disso.
Sobre Mim
- Lucas
- Ninguém importante. Formado em jornalismo. Ex-colunista de cinema, quadrinhos e k-pop por aí.