22 maio 2021

[O VÓRTICE] [CRÍTICA] Turma da Mônica Jovem: Umbra (HQ)

Turma da Mônica Jovem: Umbra

Após cerca de seis anos de sua publicação original, a trilogia que marcou a Turma da Mônica Jovem chega em edição única de luxo, com capa dura, pôster e só isso mesmo, sem bônus maiores. Talvez algumas alterações ortográficas, como vi algumas comparações pela internet, mas não me recordo o suficiente nesse detalhe em específico para comentar. Enfim. O que importa é o conteúdo. Aproveitando o relançamento e o Halloween, decidi escrever uma resenha sobre a famosa e polêmica trilogia Umbra.

Lançada nas edições 74, 75 e 76 da primeira série da Turma da Mônica Jovem, Umbra é um arco de uma saga conhecida como Supersaga do Fim do Mundo. Roteirizado por Emerson Abreu, o cara que inovou a Turma da Mônica, a tal Supersaga traz uma pegada mais levada ao terror, com direito a assombrações, maldições, profecias, viagens temporais, etc.

A macabra aventura

A trama de Umbra se inicia com Cebola, Cascão, Mônica, Magali e Quim viajando até Sococó da Ema para fazer um documentário para a escola sobre a Jumenta Voadora. E, curiosamente, na cidade está sendo comemorado o Dia da Jumenta Voadora, ocorrido no dia 31 de outubro. Participam da trama também Denise, Sofia, Madame Creudozete, Berenice, um suposto primo do Xaveco, entre outros personagens adicionais.

A Jumenta Voadora é um espírito que surgiu nas histórias da turminha em 2004, sendo ela/ele "o protetor dos potes plásticos", assombrando quem não cuida de seus potes (ou, como a HQ brinca, "tapauérs", uma referência aos Tupperware). Em Umbra, é dito que a Jumenta também protege as crianças. Mas as coisas vão muito além disso.

O sobrenatural não tarda a marcar presença. Com um vislumbre aqui e ali, com destaque para a cena da Menina do Rio dizendo pro Cebola que morreu no local onde eles estavam tomando banho, logo temos as primeiras revelações: Os filhos de Umbra, seres que possuem poderes sobrenaturais e fazem parte de algo maior. Os personagens do nosso quarteto principal são os primeiros no arco a serem assombrados por tais. Com isso, revelações cada vez mais macabras começam a surgir, mexendo com tudo o que se acredita sobre a lenda da Jumenta Voadora. 

Revelar mais que isso estraga as surpresas que a trilogia reserva. "Umbra" é uma palavra vindoura do latim, que significa "sombra", e tem tudo a ver com o arco, que mexe com um lado outrora pouco explorado na franquia ao nível do que foi aqui.

Terror + Comédia = Terrir

O clima da história é bom demais. Imaginar terror na Turma da Mônica é como um filme de Scooby-Doo: Temos monstros reais e momentos mais assustadores, mas o humor está sempre presente. É como uma marca registrada da turminha, sempre tem que haver esse lado mais cômico contracenando com o que quer que seja o gênero que esteja sendo trabalhado.

Um exemplo disso é quando a Magali é possuída por um dos filhos de Umbra e diz que o Cebola irá morrer, então o Cascão começa a comemorar por não ser ele. Ou quando a turma é assombrada a noite toda pelos filhos e a Berenice no dia seguinte pergunta se eles dormiram bem, sendo recebida com reclamações. São pequenos detalhes que fazem total diferença. São quebras de climas que funcionam tão bem que soam como uma fórmula do sucesso (ora, e é!).

O fim do mundo é logo ali

Ao longo de Umbra, sabemos mais sobre a profecia apocalíptica (a todo momento, os mortos anunciam que "a Serpente está voltando") e temos a revelação do segundo dos "cavalos do Apocalipse" (uma paródia aos "Cavaleiros do Apocalipse" bíblicos). O primeiro cavalo já havia sido anunciado no arco anterior da Supersaga, Sombras do Passado.

Emerson Abreu criou uma obra ousada para a Turma da Mônica que conquistou muitos fãs e que continua conquistando. Com uma pegada de terror, Umbra não tem medo de "polemizar", mexendo até com o Inferno e sabendo manter um peso sério e sombrio em meio a uma trama com intensos tons leves. Não é a toa que há páginas com as bordas todas pretas no lugar do tradicional branco. Umbra é um arco que merece ser lido tanto por quem é fã de Turma da Mônica quanto para aqueles que nunca se interessaram ou nunca leram a edição correta da Jovem.

As edições

A primeira temporada da Supersaga do Fim do Mundo é composta por: Sombras do Passado (edições 51 e 52), Dia das Bruxas (63), Umbra (74-76), Férias na Praia + Sombras do Futuro (78 e 79, respectivamente) e Herdeiros da Terra (83 e 84).

A segunda temporada iniciou com a trilogia A Torre Inversa (90-92) e segue em andamento. Entretanto, apenas uma edição foi lançada depois, O Parque Assombrado (99), uma óbvia paródia ao jogo de terror Five Nights at Freddy's. Desde 2016 os fãs esperam por uma nova edição da saga, que deve retornar em breve.

Capítulos

Capítulos de Umbra: 1. Sococó da Ema. 2. A Menina do Lago. 3. Realidades Paralelas. 4. Filhos de Umbra. 5. A Porta Para Lugar Nenhum. 6. A História se repete.

Capítulos de Umbra: Mistério Revelado: 7. A História se Repete. 8. A Chave de Ossos. 9. Segredos do Abismo. 10. Purgatório. 11. Os Manipulados Mortos. 12. O Artefato e o Receptor Vivo.

Capítulos de Umbra: A Última Batalha: 13. Necromancia. 14. Os Guardiões da Soleira. 15. O Fogo Caminha Comigo. 16. Mea Culpa. 17. A Marcha Fúnebre. 18. Voltar a Morrer.


02 maio 2021

Os curtas dos vagalumes do Bradesco

 O Bradesco não tá me pagando nada pra isso e eu não estou aqui para fazer propaganda do banco (a não ser que queiram), apenas para compartilhar os bem-feitos curtas/comerciais da série "Faça Acontecer".

Já foram três vídeos, acompanhando vagalumes trazendo a luz. Seguem: 


 2019: Faça acontecer 

   

   


 2020: Brilhe do seu jeito 

   

   


 2021: Volte a brilhar 

   

 


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Comentários rápidos sobre Jogos Mortais

 Comentários que publiquei em redes sociais quando vi os filmes da franquia Jogos Mortais.

Nada muito aprofundado, apenas para registro.

A franquia inicialmente é sobre um cara que faz um jogo mortal e aos poucos vamos descobrindo suas motivações e escolhas de vítimas. Após, seu legado é continuado.

1: Curti. Nunca tinha visto nenhum filme da franquia, tinha um pensamento errado sobre do que se tratava. Vendo agora achei a história interessante. O resultado é bom também, apesar de algumas coisas datadas.

2: Quase tão bom quanto o primeiro.

3: Inferior aos anteriores, mas encerra bem a trilogia dentro de seu contexto. Por um bom tempo tava achando morno e forçado, mas o plot twist justifica tudo. Não que isso o torne melhor, mas o torna menos pior. Não que seja ruim, porque não é. Acho que deu pra entender. Pena que o filme também faz o público de burro de tanto que quer reforçar as ligações com os anteriores.

4: Nesse ponto pra continuar gostando da franquia tem que curtir exageros e reviravoltas em excesso, porque a fórmula é repetida mais uma vez por baixo da trama que finge ser grandiosa. Há quem goste, há quem não. Tirando algumas cenas forçadas, incluindo aí mortes gratuitas, eu até que curti. É o legado da trilogia abrindo portas pra mais. Achei ok.

5: Achei fraco. Ele consegue se conectar aos anteriores, continuando o ciclo de reviravoltas exageradas, mas o filme em si achei muito morno. É como se não saísse do lugar. Gostei em parte dos desafios.

6: Bem melhor que os últimos, mas ainda assim "apenas mais um bom" Jogos Mortais. he O formato dos desafios é criativo pra franquia não ficar na mesma, apesar de no fundo a fórmula ser a mesma. Gostei desse. E encerra bem essa mediana segunda trilogia.

O Final: A falsa "conclusão" que na verdade é só mais um filme comum da franquia. Novamente temos mais reviravoltas e etc. A trama até que tem uma premissa boa, envolvendo os sobreviventes, e começa como se fosse mudar tudo e se tornar mais grandioso do que nunca, mas no fim o resultado é mais do mesmo e nada de tão surpreendente pra um suposto final. Filme ok. Não é o melhor nem o pior da franquia.

Jigsaw: Reviveram a franquia pra fazer mais do mesmo rs Parece os filmes antigos. Tirando as ligações forçadas, o filme em si segue o padrão de sempre, inclusive com alguns flashbacks e um plot twist impactante (apesar de ser reciclado também). Considerando o peso da trama pra saga, é o filme mais fraco, sendo apenas uma homenagem, um complemento opcional. Quero mais. he


[RASCUNHO] Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil

 ~ Apenas um rascunho ~

~ Publicado originalmente em redes sociais ~

Cena do Crime: Mistério e Morte no Hotel Cecil

Lembro da repercussão do caso da Elisa Lam pela internet na época. Se tornou um forte viral. Várias teorias da conspiração. O vídeo no elevador, a forma que ela morreu, etc. Era assustador. Enfim a Netflix fez um documentário sobre, carregado por muitos momentos de tensão. O doc trata sobre os crimes cometidos no hotel Cecil, com foco maior no caso da Elisa.

Ao todo é um doc bem produzido e segue a linha de narrativa de acompanharmos passo a passo as revelações, então é importante ver tudo antes de opinar. Entretanto, senti que quatro episódios tornaram alguns pontos bem repetitivos. Dava pra contar tudo em dois ou três. Ou que tratassem de mais conteúdo para justificar a duração. Mas ainda assim é tudo muito intrigante. O doc conta com compilado de crimes macabros cometidos no hotel, análise completa do vídeo do elevador, cenas de vídeos de youtubers que foram ao local na época, etc. Isso além de entrevistas com a equipe do hotel, a polícia, os "detetives de internet", os hóspedes, entre outros. Tem até de gente que sofreu direta e injustamente com o caso.

A internet criou um hype tão grandioso sobre o ocorrido no hotel, que no fim teve até gente se "decepcionando" com a verdade. É bizarro. A vida real é mais estranha que a ficção. Ao ignorar o peso do que aconteceu de verdade com a Elisa, ignora-se também toda a questão importantíssima que deveria ser tratada ao ela servir de um trágico exemplo para tal. No fundo, por baixo de toda a conspiração, é uma história que merece ser lembrada. RIP Elisa Lam.

[RASCUNHO] La Llamada

~ Apenas um rascunho ~

 ~ Publicado originalmente em redes sociais~ 


O Santo Acampamento

Polêmico. Achei por acaso e me interessei em ver "Deus cantando Whitney Houston". O filme não se vende como gospel porque ele sabe que não é. Na verdade é uma afronta ao conservadorismo e um abraço a novas mudanças de pensamentos e paradigmas que mantém Deus, mas exclui os pensamentos e ideais antigos.

Na maior parte do tempo tem um desenvolvimento interessante, tava bem curioso pra saber como resolveriam o choque cultural, mas a conclusão de toda essa saga soa como algo apenas apelativo mesmo, como se pegassem tudo o que fizeram e jogassem no lixo só pra provocar gratuitamente e com uma resolução de enredo fraca.

Na verdade eu entendi a mensagem, toda a ideia de "chamada" no sentido de mudança e tal, de abraçar seu eu verdadeiro, e inclusive concordo com algumas coisas mais liberais, mas pra isso o filme faz escolhas duvidosas.

Em relação as canções, as músicas em espanhol não curti tanto, mas as em inglês da Whitney estão sensacionais (óbvio). No mais, não duvido que se esse filme fosse mais famoso ou hollywoodiano daria uma treta global rs Ao fim é como ignorar a Bíblia e considerar a existência de Deus por outros meios, então cabe a quem tiver assistindo considerar isso ofensivo ou não.

Sobre Mim

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Ninguém importante. Formado em jornalismo. Ex-colunista de cinema, quadrinhos e k-pop por aí.