[Repostagem temporária de algumas matérias que publiquei no Geekable].
[Matéria de 2017]
A trajetória da franquia Death Note
Death Note é uma história incrível. Com mais de 10 anos de existência, a franquia continua firme. Sua rica história já foi adaptada diversas vezes e já abriu espaço para expansão. Mas quantas adaptações de Death Note existem oficialmente? É o que será respondido aqui, numa breve trajetória da franquia.
A obra com roteiro de Tsugumi Ohba e arte de Takeshi Obata surgiu em 2003 como mangá e teve, ao todo, 12 volumes. Na trama, o estudante Light, adotando o nome de Kira, pune todos aqueles que considera podre para a sociedade. Para isso, ele usa um caderno sobrenatural, pertencente ao deus da morte Ryuk, onde aquele que tem seu nome escrito nele, morre. Não demora para que Light comece a ser perseguido pelo misterioso detetive L e mate muito além de criminosos.
As adaptações japonesas
2006
Com o sucesso, não tardou para as adaptações virem. Na verdade, muitas de uma vez. Só em 2006, poucos meses depois do fim do mangá, quatro adaptações foram lançadas.
O primeiro foi a light novel (basicamente um livro) Death Note - Another Note: O Caso dos Assassinatos em Los Angeles, com uma história inédita dentro do universo do mangá, contando o caso citado no mangá onde a agente Naomi Misora trabalhou ao lado do detetive L. O livro foi escrito por Nisio Isin (Monogatari), mas lançado como sendo escrito por M (Mello).
Logo depois, estreou a adaptação animada do mangá, com 37 episódios divididos em duas temporadas. O anime de mesmo nome, produzido pela Madhouse, dirigido por Tetsuro Araki (Attack on Titan) e fielmente adaptado (com exceção do final), fez tanto sucesso quanto o mangá e tornou a obra conhecida mundialmente.
Ainda no mesmo ano, duas adaptações com atores reais saíram: Death Note e Death Note: The Last Name, ambos sucesso de bilheteria no Japão, conquistando o público. Os filmes traziam uma versão diferente da história, seguindo a mesma trama, mas mudando alguns elementos. Os dois longas tiveram a direção de Shusuke Kaneko (GMK / Godzilla, Mothra and King Ghidorah) e roteiro de Tetsuya Oishi (Blade of the Immortal).
O papel de Light ficou com Tatsuya Fujiwara (Battle Royale). L ficou por conta de Kenichi Matsuyama (Nana), que muitos consideram até hoje a melhor adaptação do personagem. O curioso é que ele dublou o shinigami Gelus no anime. Misa, por sua vez, foi interpretada pela famosa Erika Toda (Liar Game). Foi o primeiro filme dela. Nakamura Shido II (Yamato), dublador do Ryuk no anime, voltou a dublar o personagem nos filmes.
2007 - 2008
Em 2007 foi lançado o filme animado Death Note: Relight - Visions of a God, que resumia até um pouco depois da primeira temporada do anime, contando com um final inédito. No mesmo ano, saiu a light novel do futuro filme derivado da franquia: L: Change the World, lançado em 2008, se passando antes do final do segundo filme. Apesar do livro sair antes, ele foi baseado no filme.
O longa foi dirigido por Hideo Nakata (Ring) e roteirizado Hirotoshi Kobayashi (Sweet Rain). A história dividiu opiniões, trazendo uma aventura onde L cuidava de duas crianças e enfrentava uma organização bioterrorista.
Ainda em 2008, foi lançado a continuação do filme animado anterior. Death Note: Relight 2 - L's Successors resumiu o restante da segunda temporada. Esse era o fim de uma era de adaptações por longos anos.
2015 -
Em 2015 a franquia ressurgiu. Um musical teatral ocorreu no Japão e outro na Coreia do Sul. As músicas foram compostas em inglês por Frank Wildhorn, famoso compositor do ramo, e depois adaptadas para as respectivas línguas. As críticas foram mistas. Os personagens foram atuados por atores de teatro, de tv e artistas musicais.
No mesmo ano, lançaram um dorama (seriado) de 11 episódios, também contando sua própria versão da história, mas com base na obra original. O dorama trouxe diversas mudanças para os personagens, mas, o que poderia ser arriscado, acabou ganhando apoio do público, sendo bem recebido. Ao fim, com o sucesso, foi revelado que um novo filme sairia.
Nessa versão, Light foi interpretado por Masataka Kubota (Rurouni Kenshin). A atuação rendeu o prêmio de melhor ator na 86th The Television Drama Academy Awards. Já L foi interpretado pelo ator-modelo Kento Yamazaki (Another), Misa pela atriz-modelo Hinako Sano (Akumu-chan) e Near/Mello pelo ator-modelo Mio Yuki (Assassination Classroom).
O esperado filme foi lançado em 2016. Death Note: Light Up the New World trazia a história para os dias atuais. Como uma fanfic virando realidade, ele mostrava o mundo uma década após o fim de Kira. Nele, seis cadernos foram espalhados pelo mundo, enquanto os "herdeiros" de Light e de L iniciavam uma nova batalha.
Leia também: Death Note: Iluminando o Novo Mundo
O longa foi acompanhado da minissérie New Generation, que tinha como objetivo conectar os filmes antigos com o novo, mas a verdade é que serviu apenas como prelúdio para o novo filme. Apesar de opcional, trouxe consigo cenas que enriqueceram a trama. Curiosidade: Algumas das cenas são exibidas durante a introdução do filme, que mostra em "flashback" o que aconteceu nesses dez anos.
No total, Death Note obteve, ao longo de uma década após o fim do mangá, doze adaptações: um anime, quatro filmes em live-action, dois filmes animados, dois livros, um dorama e duas peças teatrais.
A adaptação americana
Enquanto no Japão a franquia ia bem, ideias de uma versão americana surgiam. Dá para achar relatos de 2007 sobre isso. Sabe-se porém que a Warner é quem estava responsável pela adaptação. Devido a problemas internos e desavenças, o projeto acabou sendo engavetado. Shane Black (Homem de Ferro 3), que dirigiria o filme na época, chegou a dizer em 2011 que queriam tirar o shinigami e deixar o Light bondoso, o que quase fez o projeto ser cancelado.
Eis que, em 2015, a Warner confirmou que o filme finalmente sairia do papel, com Adam Wingard (Bruxa de Blair) como diretor e Jeremy Slater (Quarteto Fantástico) como roteirista, mas, devido a redução de custos, o projeto foi cancelado. Em 2016, a Netflix decidiu comprar os direitos da Warner, oferecidos pelo próprio Wingard, e seguir em frente com o projeto, mantendo a equipe que trabalhava nele. Agora, em 2017, o longa finalmente viu a luz do dia.
Leia também: Death Note (2017)
O futuro da franquia
Não se sabe o que o futuro reserva para Death Note. Enquanto não aparecem notícias sobre a franquia japonesa, espera-se que o novo filme seja o primeiro de muitos. Com potencial para ir além, o filme deixa gancho para isso e prepara o terreno para a nova geração. Dividindo opiniões, os filmes e o dorama continuam conquistando o público.
Do lado americano, existe projeto para uma continuação da adaptação. Cabe a Netflix aprovar ou não, já que, por parte do diretor, um novo filme já está garantido. A crítica e o público, entretanto, não estão satisfeitos com o resultado.
Linha do tempo
Dezembro de 2003 - Primeiro volume do mangá é lançado.
Maio de 2006 - Último volume do mangá é lançado.
Junho de 2006 - Primeiro live-action é lançado.
Agosto de 2006 - Primeira light novel é lançada.
Outubro de 2006 - Primeiro episódio do anime é exibido e segundo live-action é lançado.
Junho de 2007 - Último episódio do anime é exibido.
Agosto de 2007 - Primeiro filme animado é lançado.
Dezembro de 2007 - Segunda light novel é lançada.
Fevereiro de 2008 - Terceiro live-action é lançado.
Agosto de 2008 - Segundo filme animado é lançado.
Abril de 2015 - Primeira apresentação teatral japonesa ocorre.
Julho de 2015 - Primeiro episódio do dorama é exibido e primeira apresentação teatral sul-coreana ocorre.
Setembro de 2015 - Último episódio do dorama é exibido.
Setembro de 2016 - Todos os episódios da minissérie do quarto filme em live-action são lançados.
Outubro de 2016 - Quarto live-action é lançado.
Agosto de 2017 - Versão americana é lançada.
Aqui publico matérias que escrevi ao longo dos anos para sites e blogs e também rascunhos de publicações e outras aleatoriedades. Um espaço pessoal para textos diversos. Espero que gostem.
09 janeiro 2019
[GEEKABLE] Um breve resumo sobre k-pop para geeks (ou não)
[Repostagem temporária de algumas matérias que publiquei no Geekable].
[Matéria de 2017]
Um breve resumo sobre k-pop para geeks (ou não)
Já faz um tempo que eu quero trazer novidades lá daqueles países daquela região do canto da Ásia, mas me deparei com a necessidade de introduzir algum assunto e acabei escolhendo inicialmente o k-pop, visto o crescimento que o gênero obteve nos últimos anos. Outro problema foi: Como explicar k-pop para geeks? Um assunto relativamente conhecido e, a princípio, tanto quanto nada a ver com a área. Será mesmo? Após elaborar algumas ideias, veio a questão do formato. Percebe-se um linguajar mais elegantemente descontraído, diga-se de passagem, por parte de quem vos escreve. Por isso a coluna foi ideal para isso. Acabei por decidir escrever sobre a formação dos grupos de k-pop e a história do gênero, algo mais voltado para o lado "técnico". Então bora pro mundo além do passinho do cavalo. Para os preguiçosos, relaxem que o tamanho da matéria parece grande graças aos vídeos OPCIONAIS que ajudam a entender melhor algumas informações, mas fora isso o texto não é tão longo. Aproveitem.
O que é k-pop, como funcionam os grupos e estrangeiros no mercado
K-pop é um gênero musical sul-coreano que engloba ritmos ocidentais com o coreano, logo podemos encontrar tanto pop quanto rock, eletrônica, hip-hop, r&b, dance, reggae, folk, jazz, ballad, entre outros. O gênero é um grande resultado audiovisual, pelo menos atualmente, onde não só a música e a dança estão unidas, mas também toda a questão da imagem.
Outro ponto marcante é a grande presença de grupos, principalmente ou de homens ou de mulheres. E vão desde grupos com apenas quatro integrante até grupos com quinze. Geralmente os artistas entram em empresas e treinam por anos até estrearem. Com tanta gente querendo ser artista num país que tem até universidade para isso, não é difícil imaginar como é possível uma grande quantidade de pessoas em cada grupo. Para a economia do país, isso ajuda bastante. Não só espalha a cultura como também atrai turistas e vende produto. K-pop: Uma verdadeira fábrica de ídolos e dinheiro.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=U7mPqycQ0tQ[/embed]
Os grupos possuem diversos estilos, podendo até mesmo adotar qualquer um para si a cada retorno. Não é estranho um grupo estar num conceito fofo e no seguinte voltar com algo mais sensual, ou estar num conceito sério e no seguinte algo mais humorado. Ou até mesmo misturar. Claro que os grupos seguem padrões, podendo variar em ocasiões especiais ou após certo período, mas não é regra.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=vrdk3IGcau8[/embed]
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=T0iPB_JyS5g[/embed]
Há também a existência de subgrupos, que podem ser criados para aproveitar parte do grupo seguindo a mesma tendência do grupo completo ou para explorar uma outra área.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=Med2XipHJJM[/embed]
Os nomes dos grupos costumam ser exagerados de natureza. São chamativos e geralmente siglas de verdadeiras frases. As coisas vão desde nomes como 2ne1, trocadilho com to anyone (para ninguém) e twenty-one (21, se referindo ao século), e Sistar, junção de sister (irmã) + star (estrela), até coisas como BAP, abreviação de Best Absolute Perfect (Os Mais Perfeitos e Absolutos), e Teen Top, acrônimo para teenage emoboy emotion next generation talent object praise (algo como 'adolescentes emotivos objetos de elogio da próxima geração de talento', sei lá). Não estranhe, tem coisa mais bizarra. Alguns são inusitados para nós, como Spica, mas isso é detalhe. Outros parecem datados, como Super Junior. Até que esse nome soa bem, ou eu que me acostumei. Agora você já pode brincar de inventar nomes de grupos de k-pop.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=hc1RwpRfbT0[/embed]
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=q_krT35dgDM[/embed]
Uma coisa que muitos que não sabem desse universo pensam é que todos no k-pop são coreanos. Na verdade não. Em meio aos grupos há muitos estrangeiros, podendo ser chineses, japoneses, tailandeses, taiwaneses, americanos, canadenses, australianos, etc. O que acontece é que muitas das vezes eles possuem descendência coreana, mas também não é sempre. Quando ver um olho puxado no k-pop, cuidado, pode não ser coreano. E não diga que é tudo japonês, isso é considerado ofensivo, por mais que para nós, brasileiros, não soe. Recomendo essa matéria que identifica várias nacionalidades dos ídolos do k-pop.
As músicas costumam ser misturadas com algumas palavras em inglês, ato comum no mercado de lá. Pode ocorrer o caso de outras línguas, mas é mais raro. O que acontece normalmente é do grupo cantar tudo em outra língua. Japão e China são os dois mercados mais investidos, recebendo tanto versões traduzidas quanto músicas originais.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=8gzadsYCB7c[/embed]
Por outro lado, os covers estrangeiros, que ocorrem frequentemente em eventos e afins, costumam ser em inglês. É possível encontrar músicas em português também, visto que vários já passaram por aqui e sempre que possível fizeram covers.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=_x3EI_lr9As[/embed]
Para quem não é k-popper, pode estranhar tudo o que foi citado, além dos visuais extravagantes (embora hoje nem tanto) e o jeito dos artistas, principalmente em relação a homens afeminados e mulheres com rostos infantis. Acabam deixando de lado um detalhe: Assim como existem esses tipos, existem o contrário. É uma outra cultura, outro estilo de vida, outro pensamento. Sabiam que a Coreia do Sul é o país que mais consome maquiagem masculina? Pois é. Infelizmente esses casos acabam gerando o famoso preconceito homofóbico, independente dos caras serem ou não gays, como se isso importasse em algo. Nem preciso citar que no rock, ritmo considerado "de macho", tem artistas assumidamente gay e que nada disso influencia na qualidade nem define a sexualidade de quem ouve. Mas esse não é o foco do texto. Vamos prosseguir.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=X2mqrzKHb3w[/embed]
Um resumo da história e evolução do k-pop
O considerado primeiro grupo de k-pop no estilo que revolucionou o mercado musical coreano foi Seo Taiji & Boys, em 1992. Tudo aconteceu quando Seo Taiji, rockeiro que havia terminado de sair de uma banda de heavy metal, decidiu juntar um pessoal que soubesse dançar e cantar para formar um grupo com um novo estilo musical. Influenciado pela música americana e japonesa e estudando o mercado coreano, ele acabou misturando uns ritmos como pop, rock e hip-hop e assim surgiu o k-pop. Basicamente isso. O grupo acabou quatro depois, mas foi o suficiente pra iniciar a tendência.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=h3DWZijTbVY[/embed]
Em 1996, mesmo ano que o grupo acabou, surgiu o grupo H.O.T, o primeiro de vários outros que vieram logo depois, como Shinhwa, g.o.d, Sechs Kies, Baby V.O.X, etc. Depois de um começo reservado e incentivado a buscar outros países (lê-se: China e Japão) no final do século graças a crise da Ásia de 1997, o k-pop começou a se espalhar após a virada do século, com surgimento de grupos que ditariam o novo k-pop. Indo além da estreia da artista solo BoA em 2000, poucos anos depois até o fim da década vieram grupos como TVXQ, Super Junior, Girls' Generation, Big Bang, Kara, SHINee, Wonder Girls, 2ne1, etc.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=HtJS32n6LNQ[/embed]
A virada da década, considerado por muitos a Era de Ouro do K-pop (2009-2012), foi importante para a popularização do gênero graças a internet. Foi também o período em que o foco no Japão começou a dividir foco com os Estados Unidos (ainda existia um equilíbrio antes de desmoronar e os EUA sair vencedor). Foi a expansão da Hallyu Wave (Onda Hallyu), nome dado para o ocorrido, onde a cultura coreana começou a ser exportada com força, não só na música, mas no entretenimento geral. Em 2009, a música Nobody, do Wonder Girls, entrou para a Billboard Hot 100, sendo a primeira música de um grupo sul-coreano a entrar na lista. Em 2012 tivemos Gangnam Style, do PSY, contagiando o mundo e quebrando o contador do YouTube. Para se ter uma ideia, pouco antes desse período, a "onda" já estava resultando em grandes lucros internacionais. Depois aumentou absurdamente.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=QZBn1e9pr2Q[/embed]
Hoje em dia, com o k-pop extremamente em alta, grupos como BTS e Twice recebem destaque. Eles pertencem a nova geração do k-pop, a geração atual, que vem crescendo cada vez mais. Ora, antes o gênero estava iniciando e mesmo depois ainda não existia toda essa conexão com o mundo como existe hoje. É natural que grupos atuais façam mais sucesso, até porque os antigos ou estão acabando ou tentam se manter nesse novo mercado totalmente mudado. Mamamoo, GOT7, GFriend, EXID, EXO, Red Velvet, entre outros, estão aí fazendo sucesso também.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=ePpPVE-GGJw[/embed]
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=9DwzBICPhdM[/embed]
Além do k-pop
Uma das áreas que cresceu com o k-pop foi o dorama. Vindo da palavra japonesa para novela, os doramas (ou dramas) são uma espécie de novela/seriado. Na Coreia do Sul, eles costumam ter entre 16 e 20 capítulos, com mais ou menos 70 minutos cada. É uma temporada e acabou (quase sempre). Como se fossem uma mistura de série americana com novela mexicana, as obras de resultados mais variados que os conceitos do k-pop sempre contam com trilhas sonoras e até artistas do meio do pop coreano. Mas isso será assunto para outra matéria. O cinema também. E de forma mais específica em vez de geral.
Acréscimos
Ainda há muito o que falar sobre k-pop, mas o foco da matéria foi apresentar o funcionamento do k-pop e sua história. Para encerrar, deixo esse vídeo sobre como o k-pop está brincando com o aspect ratio (aquelas faixas que vemos nos filmes e afins):
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=i-DnK0dMWl4[/embed]
Recomendo bastante esse texto que analisa diversos exemplos.
E fiquem longe dos k-poppers treteiros. Toda a ideia de fã-grupos e ídolos realmente mexem com as cabeças desses seres. Mas isso é normal em qualquer lugar que se passe a cultuar algo fanaticamente. A realidade e a utopia se mesclam como a verdade e a mentira. O resultado é quase uma distopia. Não parece aqui porque não expliquei o mundo das apresentações musicais que tem todo dia, mas tem gente que leva as competições bem a sério.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=42Gtm4-Ax2U[/embed]
No mais, encerro a coluna dizendo que o k-pop poderá ser revisitado algumas vezes, mas através de temas específicos. Quem sabe algo como referências a cultura pop nos videoclipes?
[Matéria de 2017]
Um breve resumo sobre k-pop para geeks (ou não)
Já faz um tempo que eu quero trazer novidades lá daqueles países daquela região do canto da Ásia, mas me deparei com a necessidade de introduzir algum assunto e acabei escolhendo inicialmente o k-pop, visto o crescimento que o gênero obteve nos últimos anos. Outro problema foi: Como explicar k-pop para geeks? Um assunto relativamente conhecido e, a princípio, tanto quanto nada a ver com a área. Será mesmo? Após elaborar algumas ideias, veio a questão do formato. Percebe-se um linguajar mais elegantemente descontraído, diga-se de passagem, por parte de quem vos escreve. Por isso a coluna foi ideal para isso. Acabei por decidir escrever sobre a formação dos grupos de k-pop e a história do gênero, algo mais voltado para o lado "técnico". Então bora pro mundo além do passinho do cavalo. Para os preguiçosos, relaxem que o tamanho da matéria parece grande graças aos vídeos OPCIONAIS que ajudam a entender melhor algumas informações, mas fora isso o texto não é tão longo. Aproveitem.
O que é k-pop, como funcionam os grupos e estrangeiros no mercado
K-pop é um gênero musical sul-coreano que engloba ritmos ocidentais com o coreano, logo podemos encontrar tanto pop quanto rock, eletrônica, hip-hop, r&b, dance, reggae, folk, jazz, ballad, entre outros. O gênero é um grande resultado audiovisual, pelo menos atualmente, onde não só a música e a dança estão unidas, mas também toda a questão da imagem.
Outro ponto marcante é a grande presença de grupos, principalmente ou de homens ou de mulheres. E vão desde grupos com apenas quatro integrante até grupos com quinze. Geralmente os artistas entram em empresas e treinam por anos até estrearem. Com tanta gente querendo ser artista num país que tem até universidade para isso, não é difícil imaginar como é possível uma grande quantidade de pessoas em cada grupo. Para a economia do país, isso ajuda bastante. Não só espalha a cultura como também atrai turistas e vende produto. K-pop: Uma verdadeira fábrica de ídolos e dinheiro.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=U7mPqycQ0tQ[/embed]
Os grupos possuem diversos estilos, podendo até mesmo adotar qualquer um para si a cada retorno. Não é estranho um grupo estar num conceito fofo e no seguinte voltar com algo mais sensual, ou estar num conceito sério e no seguinte algo mais humorado. Ou até mesmo misturar. Claro que os grupos seguem padrões, podendo variar em ocasiões especiais ou após certo período, mas não é regra.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=vrdk3IGcau8[/embed]
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=T0iPB_JyS5g[/embed]
Há também a existência de subgrupos, que podem ser criados para aproveitar parte do grupo seguindo a mesma tendência do grupo completo ou para explorar uma outra área.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=Med2XipHJJM[/embed]
Os nomes dos grupos costumam ser exagerados de natureza. São chamativos e geralmente siglas de verdadeiras frases. As coisas vão desde nomes como 2ne1, trocadilho com to anyone (para ninguém) e twenty-one (21, se referindo ao século), e Sistar, junção de sister (irmã) + star (estrela), até coisas como BAP, abreviação de Best Absolute Perfect (Os Mais Perfeitos e Absolutos), e Teen Top, acrônimo para teenage emoboy emotion next generation talent object praise (algo como 'adolescentes emotivos objetos de elogio da próxima geração de talento', sei lá). Não estranhe, tem coisa mais bizarra. Alguns são inusitados para nós, como Spica, mas isso é detalhe. Outros parecem datados, como Super Junior. Até que esse nome soa bem, ou eu que me acostumei. Agora você já pode brincar de inventar nomes de grupos de k-pop.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=hc1RwpRfbT0[/embed]
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=q_krT35dgDM[/embed]
Uma coisa que muitos que não sabem desse universo pensam é que todos no k-pop são coreanos. Na verdade não. Em meio aos grupos há muitos estrangeiros, podendo ser chineses, japoneses, tailandeses, taiwaneses, americanos, canadenses, australianos, etc. O que acontece é que muitas das vezes eles possuem descendência coreana, mas também não é sempre. Quando ver um olho puxado no k-pop, cuidado, pode não ser coreano. E não diga que é tudo japonês, isso é considerado ofensivo, por mais que para nós, brasileiros, não soe. Recomendo essa matéria que identifica várias nacionalidades dos ídolos do k-pop.
As músicas costumam ser misturadas com algumas palavras em inglês, ato comum no mercado de lá. Pode ocorrer o caso de outras línguas, mas é mais raro. O que acontece normalmente é do grupo cantar tudo em outra língua. Japão e China são os dois mercados mais investidos, recebendo tanto versões traduzidas quanto músicas originais.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=8gzadsYCB7c[/embed]
Por outro lado, os covers estrangeiros, que ocorrem frequentemente em eventos e afins, costumam ser em inglês. É possível encontrar músicas em português também, visto que vários já passaram por aqui e sempre que possível fizeram covers.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=_x3EI_lr9As[/embed]
Para quem não é k-popper, pode estranhar tudo o que foi citado, além dos visuais extravagantes (embora hoje nem tanto) e o jeito dos artistas, principalmente em relação a homens afeminados e mulheres com rostos infantis. Acabam deixando de lado um detalhe: Assim como existem esses tipos, existem o contrário. É uma outra cultura, outro estilo de vida, outro pensamento. Sabiam que a Coreia do Sul é o país que mais consome maquiagem masculina? Pois é. Infelizmente esses casos acabam gerando o famoso preconceito homofóbico, independente dos caras serem ou não gays, como se isso importasse em algo. Nem preciso citar que no rock, ritmo considerado "de macho", tem artistas assumidamente gay e que nada disso influencia na qualidade nem define a sexualidade de quem ouve. Mas esse não é o foco do texto. Vamos prosseguir.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=X2mqrzKHb3w[/embed]
Um resumo da história e evolução do k-pop
O considerado primeiro grupo de k-pop no estilo que revolucionou o mercado musical coreano foi Seo Taiji & Boys, em 1992. Tudo aconteceu quando Seo Taiji, rockeiro que havia terminado de sair de uma banda de heavy metal, decidiu juntar um pessoal que soubesse dançar e cantar para formar um grupo com um novo estilo musical. Influenciado pela música americana e japonesa e estudando o mercado coreano, ele acabou misturando uns ritmos como pop, rock e hip-hop e assim surgiu o k-pop. Basicamente isso. O grupo acabou quatro depois, mas foi o suficiente pra iniciar a tendência.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=h3DWZijTbVY[/embed]
Em 1996, mesmo ano que o grupo acabou, surgiu o grupo H.O.T, o primeiro de vários outros que vieram logo depois, como Shinhwa, g.o.d, Sechs Kies, Baby V.O.X, etc. Depois de um começo reservado e incentivado a buscar outros países (lê-se: China e Japão) no final do século graças a crise da Ásia de 1997, o k-pop começou a se espalhar após a virada do século, com surgimento de grupos que ditariam o novo k-pop. Indo além da estreia da artista solo BoA em 2000, poucos anos depois até o fim da década vieram grupos como TVXQ, Super Junior, Girls' Generation, Big Bang, Kara, SHINee, Wonder Girls, 2ne1, etc.
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A virada da década, considerado por muitos a Era de Ouro do K-pop (2009-2012), foi importante para a popularização do gênero graças a internet. Foi também o período em que o foco no Japão começou a dividir foco com os Estados Unidos (ainda existia um equilíbrio antes de desmoronar e os EUA sair vencedor). Foi a expansão da Hallyu Wave (Onda Hallyu), nome dado para o ocorrido, onde a cultura coreana começou a ser exportada com força, não só na música, mas no entretenimento geral. Em 2009, a música Nobody, do Wonder Girls, entrou para a Billboard Hot 100, sendo a primeira música de um grupo sul-coreano a entrar na lista. Em 2012 tivemos Gangnam Style, do PSY, contagiando o mundo e quebrando o contador do YouTube. Para se ter uma ideia, pouco antes desse período, a "onda" já estava resultando em grandes lucros internacionais. Depois aumentou absurdamente.
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Hoje em dia, com o k-pop extremamente em alta, grupos como BTS e Twice recebem destaque. Eles pertencem a nova geração do k-pop, a geração atual, que vem crescendo cada vez mais. Ora, antes o gênero estava iniciando e mesmo depois ainda não existia toda essa conexão com o mundo como existe hoje. É natural que grupos atuais façam mais sucesso, até porque os antigos ou estão acabando ou tentam se manter nesse novo mercado totalmente mudado. Mamamoo, GOT7, GFriend, EXID, EXO, Red Velvet, entre outros, estão aí fazendo sucesso também.
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Além do k-pop
Uma das áreas que cresceu com o k-pop foi o dorama. Vindo da palavra japonesa para novela, os doramas (ou dramas) são uma espécie de novela/seriado. Na Coreia do Sul, eles costumam ter entre 16 e 20 capítulos, com mais ou menos 70 minutos cada. É uma temporada e acabou (quase sempre). Como se fossem uma mistura de série americana com novela mexicana, as obras de resultados mais variados que os conceitos do k-pop sempre contam com trilhas sonoras e até artistas do meio do pop coreano. Mas isso será assunto para outra matéria. O cinema também. E de forma mais específica em vez de geral.
Acréscimos
Ainda há muito o que falar sobre k-pop, mas o foco da matéria foi apresentar o funcionamento do k-pop e sua história. Para encerrar, deixo esse vídeo sobre como o k-pop está brincando com o aspect ratio (aquelas faixas que vemos nos filmes e afins):
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=i-DnK0dMWl4[/embed]
Recomendo bastante esse texto que analisa diversos exemplos.
E fiquem longe dos k-poppers treteiros. Toda a ideia de fã-grupos e ídolos realmente mexem com as cabeças desses seres. Mas isso é normal em qualquer lugar que se passe a cultuar algo fanaticamente. A realidade e a utopia se mesclam como a verdade e a mentira. O resultado é quase uma distopia. Não parece aqui porque não expliquei o mundo das apresentações musicais que tem todo dia, mas tem gente que leva as competições bem a sério.
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No mais, encerro a coluna dizendo que o k-pop poderá ser revisitado algumas vezes, mas através de temas específicos. Quem sabe algo como referências a cultura pop nos videoclipes?
[GEEKABLE] O remake indiano de Rambo é apenas o começo!
[Repostagem temporária de algumas matérias que publiquei no Geekable].
[Matéria de 2017]
O remake indiano de Rambo é apenas o começo!
Hollywood, o centro das atenções do cinema americano. Bollywood, o centro das atenções do cinema... indiano. A Índia é uma das maiores produtoras de filmes do mundo, com mais de mil filmes por ano. Dentre eles, alguns remakes surgem, mas não remakes normais, e sim remakes não necessariamente oficiais, baseados em obras, clássicas ou novas, de diversos países, como os Estados Unidos. Poderia citar dezenas, talvez centenas (pesquisando, claro). Isso se tornou algo tão natural que acontece sem alarde nenhum. Pense num filme. Talvez tenha uma versão indiana.
Quem não conhece o cinema indiano, pode estranhar tudo, desde o formato dos longas até as variações de línguas e termos, mas isso é questão pra outro texto, não é o foco desse. Eu, mero explorador novato desse mundo fantástico que vos escrevo, ainda estou descobrindo o universo. Uma coisa que notei ao assistir a alguns filmes é como os indianos são criativos, inclusive em remakes, releituras e afins. Se o resultado é bom ou ruim, varia. É óbvio que os indianos criam seus filmes originais, seria um erro absurdo e completamente preconceituoso pensar que não, mas o foco aqui é justamente nas obras indianas baseadas em obras estrangeiras. Ou melhor: Na parceria para Rambo e afins.
Estava eu de boa na internet quando li que a Índia faria um remake de Rambo. Até um poster havia sido divulgado (vide abaixo). O que me chamou a atenção, entretanto, não foi o anúncio do remake, mas sim a propagação da notícia em diversos portais. Ora, se os indianos vivem fazendo remake, Rambo seria apenas mais um, não? Não. Decidi pesquisar mais a fundo e descobri estar diante do primeiro filme de um projeto.
Em 2013, a Variety publicou uma matéria sobre um acordo em comemoração aos 100 anos do cinema indiano no Festival de Cannes. A proposta seria pegar franquias americanas de ação que foram bem sucedidas e refilmar numa versão indiana, aproveitando o crescimento do cinema indiano e o interesse mundial sobre eles. A Original Entertainment então fechou um acordo com a Millennium Films para o remake oficial de Rambo (Rambo), Os Mercenários (The Expendables), 16 Quadras (16 Blocks), Oitenta Oito Minutos (88 Minutes) e Atraídos pelo Crime (Brooklyn’s Finest). Remakes oficiais! Previa-se que Rambo e Os Mercenários começassem a produção até o fim do mesmo ano. Outras empresas e produtores também estão envolvidos na produção e co-produção do projeto.
Agora em 2017, durante a Marché du Film (Cannes), foi anunciado oficialmente o remake de Rambo. O longa será estrelado pelo ator e expert em artes marciais Tiger Shroff (Heropanti, Baaghi, A Flying Jatt, Munna Michael). A direção fica por conta de Siddharth Anand, que dirigiu em seu último trabalho Missão Índia (Bang Bang!), remake do americano Encontro Explosivo (Knight and Day). As filmagens devem começar em fevereiro de 2018, com lançamento previsto para o fim do mesmo ano. A trama seguirá a mesma do original, acompanhando a guerra do último membro sobrevivente de uma unidade secreta de elite. A diferença é que dessa vez o soldado será indiano.
O próprio Sylvester Stallone, que fez o Rambo na franquia original, comentou sobre o projeto. Primeiro, em seu Instagram, ele disse algo como "espero que não estraguem o personagem". Depois, em seu Twitter, ele desejou sorte a equipe envolvida no filme.
Por que acreditar que os remakes indianos de Rambo e os demais darão certo? Ora, como disse anteriormente, os indianos são criativos até mesmo quando se baseiam em algo já consolidado. Eles não fazem um remake qualquer, mas sim um remake do modo deles, podendo surgir desde algo semelhante a algo completamente diferente apenas se aproveitando da ideia do original. A cultura indiana ajuda no processo, sendo considerada "diferente" para muitos, com traços únicos e atraentes. Podemos esperar também cenários e figurinos grandiosos, cenas musicais que mais remetem a videoclipes e cenas de ação totalmente exageradas. Já imaginou o Rambo cantando e dançando ou dando uma voadora enquanto atira e mata diversos inimigos numa sequência de hits? Pois é. Então antes de julgar, dê uma chance. Você pode gostar.
[Matéria de 2017]
O remake indiano de Rambo é apenas o começo!
Hollywood, o centro das atenções do cinema americano. Bollywood, o centro das atenções do cinema... indiano. A Índia é uma das maiores produtoras de filmes do mundo, com mais de mil filmes por ano. Dentre eles, alguns remakes surgem, mas não remakes normais, e sim remakes não necessariamente oficiais, baseados em obras, clássicas ou novas, de diversos países, como os Estados Unidos. Poderia citar dezenas, talvez centenas (pesquisando, claro). Isso se tornou algo tão natural que acontece sem alarde nenhum. Pense num filme. Talvez tenha uma versão indiana.
Quem não conhece o cinema indiano, pode estranhar tudo, desde o formato dos longas até as variações de línguas e termos, mas isso é questão pra outro texto, não é o foco desse. Eu, mero explorador novato desse mundo fantástico que vos escrevo, ainda estou descobrindo o universo. Uma coisa que notei ao assistir a alguns filmes é como os indianos são criativos, inclusive em remakes, releituras e afins. Se o resultado é bom ou ruim, varia. É óbvio que os indianos criam seus filmes originais, seria um erro absurdo e completamente preconceituoso pensar que não, mas o foco aqui é justamente nas obras indianas baseadas em obras estrangeiras. Ou melhor: Na parceria para Rambo e afins.
Estava eu de boa na internet quando li que a Índia faria um remake de Rambo. Até um poster havia sido divulgado (vide abaixo). O que me chamou a atenção, entretanto, não foi o anúncio do remake, mas sim a propagação da notícia em diversos portais. Ora, se os indianos vivem fazendo remake, Rambo seria apenas mais um, não? Não. Decidi pesquisar mais a fundo e descobri estar diante do primeiro filme de um projeto.
Em 2013, a Variety publicou uma matéria sobre um acordo em comemoração aos 100 anos do cinema indiano no Festival de Cannes. A proposta seria pegar franquias americanas de ação que foram bem sucedidas e refilmar numa versão indiana, aproveitando o crescimento do cinema indiano e o interesse mundial sobre eles. A Original Entertainment então fechou um acordo com a Millennium Films para o remake oficial de Rambo (Rambo), Os Mercenários (The Expendables), 16 Quadras (16 Blocks), Oitenta Oito Minutos (88 Minutes) e Atraídos pelo Crime (Brooklyn’s Finest). Remakes oficiais! Previa-se que Rambo e Os Mercenários começassem a produção até o fim do mesmo ano. Outras empresas e produtores também estão envolvidos na produção e co-produção do projeto.
Agora em 2017, durante a Marché du Film (Cannes), foi anunciado oficialmente o remake de Rambo. O longa será estrelado pelo ator e expert em artes marciais Tiger Shroff (Heropanti, Baaghi, A Flying Jatt, Munna Michael). A direção fica por conta de Siddharth Anand, que dirigiu em seu último trabalho Missão Índia (Bang Bang!), remake do americano Encontro Explosivo (Knight and Day). As filmagens devem começar em fevereiro de 2018, com lançamento previsto para o fim do mesmo ano. A trama seguirá a mesma do original, acompanhando a guerra do último membro sobrevivente de uma unidade secreta de elite. A diferença é que dessa vez o soldado será indiano.
O próprio Sylvester Stallone, que fez o Rambo na franquia original, comentou sobre o projeto. Primeiro, em seu Instagram, ele disse algo como "espero que não estraguem o personagem". Depois, em seu Twitter, ele desejou sorte a equipe envolvida no filme.
Por que acreditar que os remakes indianos de Rambo e os demais darão certo? Ora, como disse anteriormente, os indianos são criativos até mesmo quando se baseiam em algo já consolidado. Eles não fazem um remake qualquer, mas sim um remake do modo deles, podendo surgir desde algo semelhante a algo completamente diferente apenas se aproveitando da ideia do original. A cultura indiana ajuda no processo, sendo considerada "diferente" para muitos, com traços únicos e atraentes. Podemos esperar também cenários e figurinos grandiosos, cenas musicais que mais remetem a videoclipes e cenas de ação totalmente exageradas. Já imaginou o Rambo cantando e dançando ou dando uma voadora enquanto atira e mata diversos inimigos numa sequência de hits? Pois é. Então antes de julgar, dê uma chance. Você pode gostar.
[GEEKABLE] A franquia japonesa Ghost in the Shell
[Repostagem temporária de algumas matérias que publiquei no Geekable].
[Matéria de 2017]
A franquia japonesa Ghost in the Shell
Ghost in the Shell (originalmente chamado de Mobile Armored Riot Police) é uma franquia japonesa iniciada como mangá, em 1989. Foi o quarto mangá lançado por Masamune Shirow, que antes havia feito Black Magic, Appleseed e Dominion, ainda nos anos 80. Com o sucesso da adaptação em longa animado, de 1995, a obra ganhou derivados e continuações rapidamente. A recente versão americana com atores reais chega tarde nesse vasto universo. E já confirmaram uma nova animação japonesa ainda sem previsão. No Japão, Ghost in the Shell já possui mais de dez produções. Bebendo de fontes como Blade Runner e servindo de fonte a obras como Matrix, a história do Setor 9 da agência de segurança pública revolucionou a ficção cyberpunk, trazendo questionamentos intrigantes sobre a relação humano-máquina.
Apesar das diversas "adaptações", a história costuma se focar no grupo secreto liderado pela Major Motoko Kusanagi, uma personagem que teve seu corpo trocado por partes robóticas. O universo da obra indaga questões complexas. Até onde o humano pode se modificar e continuar sendo humano? E se apenas a "alma" da pessoa se manter, trocando todo o resto do corpo? E vai além: E se o robô puder se questionar sobre sua existência? Isso o torna humano? Na trama a alma pode ser hackeada. O que sobra de humanidade então? Se a "alma" pode ser hackeada, isso não torna a pessoa algo semelhante a um robô? O que realmente torna alguém humano?
Por mais que décadas tenham se passado, a história continua bastante atual. Hoje existem pessoas com equipamentos robóticos no corpo (vulgo ciborgues), temos aparelhos autônomos surgindo (como os carros que dirigem sozinho), tudo está conectado na internet, temos hackers que podem invadir sistemas, e por aí vai. A trama futurista, por trás de toda ficção, possui sua verdade. E ter sido escrita numa época em que a internet estava caminhando para seu surgimento torna tudo ainda mais fascinante.
A seguir estão listadas as obras pertencentes a franquia japonesa de Ghost in the Shell. Lembrando que foi considerado apenas obras relacionadas a literatura e televisão. Cada franquia segue seu próprio rumo, não possuindo ligações diretas entre si. Entenda como se cada uma se passasse num universo paralelo.
Franquia original
Mangás:
Ghost in the Shell (1989): Mangá original. Num futuro distópico, as pessoas podem fazer melhorias em seus corpos. Para combater o crime nessa época, a Major Motoko lidera uma equipe especial contra crimes cibernéticos. O grande vilão é o Mestre dos Fantoches, um hacker considerado impossível de ser capturado. Além de suas obrigações, ela se questiona o quanto é humana, já que todo seu corpo foi trocado por partes robóticas, restando apenas sua "alma".
Ghost in the Shell 2: Man-Machine Interface (1997): Continuação do mangá original, se passando cinco anos depois. Major agora é chefe de segurança de um conglomerado multinacional e compartilha seus dados com ciborgues ao redor do mundo para enfrentar criminosos, até que os ensinamentos do professor de inteligência artificial Dr. Rahampol são pegos por piratas de dados, pondo tudo em risco, incluindo a própria Major.
Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor (2003): Coletânea com quatro casos de investigação do Setor 9 que ficaram de fora da continuação.
Franquia inicial adaptada
Animações (longas):
Ghost in the Shell (1995): Adaptação direta do mangá original.
Ghost in the Shell 2: Innocence (2004): Não é uma continuação direta do primeiro longa, mas a história se passa após os eventos. Foi baseado num dos capítulos do mangá original e conta com Bato como protagonista. Ele e Togusa são enviados para investigar misteriosas mortes de bonecas sexuais e acabam descobrindo que as "almas" delas são duplicatas artificiais ilegais.
Ghost in the Shell 2.0 (2008): Relançamento do primeiro longa, com remasterização e algumas cenas refeitas em computação gráfica.
Livro:
Ghost in the Shell 2: Innocence: After The Long Goodbye (2005): Prelúdio do segundo longa, onde Batou procura por seu cão Gabu.
Franquia Stand Alone Complex
Animações (seriados):
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex (2002): Primeira temporada. Major lidera o Setor 9. O vilão é o Homem que Ri, um hacker que revela a Major a verdade sobre as corporações que constroem micromáquinas e ligações com o governo.
Ghost in the Shell: S.A.C. 2nd GIG (2004): Segunda temporada. Se passa dois anos após a primeira e trata sobre os refugiados sobreviventes de guerras que aconteceram antes da história do anime. O Setor 9 consegue interromper uma crise de reféns causada pelo grupo terrorista Individual Onze e acaba por se envolver na história.
Ghost in the Shell: Stang Alone Complex: Tachikomatic Days: No fim de cada episódio do anime eram exibidos curtas focados nos pequenos tanques usados pelo Setor 9.
Animações (OVAs + longa):
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex The Laughing Man (2005): Primeira temporada editada como OVA.
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex Individual Eleven (2006): Segunda temporada editada como OVA.
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex - Solid State Society (2006): Dois anos após o fim do anime, Togusa agora lidera o Setor 9 e decide investigar as mortes dos refugiados da República de Siak, mas acaba por descobrir um sistema do governo que coordena o sequestro de vinte mil crianças, que tem suas mentes alteradas e são enviadas para idosos cuidarem delas. Os idosos, por sua vez, são comandados por outro programa do governo. Uma rede é descoberta.
Livros:
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex - The Lost Memory (2004): Primeiro livro. Investiga casos de jovens que cometem atos violentos quando alguma injustiça não identificada é mencionada.
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex - Revenge of the Cold Machines (2004): Segundo livro. Coletânea de três contos interligados relacionados a máquinas.
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex - White Maze (2005): Terceiro livro. Setor 9 investiga as mortes de pessoas encontradas com marcas no pescoço e sangue drenado, o que leva a população a acreditar num ataque de vampiros.
Mangás:
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex (2009): Adaptação da primeira temporada do anime.
Ghost in the Shell: S.A.C. - Tachikomatic Days (2010): Baseado nos curtas que eram exibidos com o anime.
Franquia Arise
Mangá:
Ghost in the Shell: Arise ~Sleepless Eye~ (2013): Conta como Batou e Kusanagi se conheceram durante a Guerra Civil.
Animações (OVAs + longa):
Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain (2013): Releitura da obra original. A história se passa um ano após a 4ª Guerra Mundial, onde uma bomba explode e mata um traficante de armas com possíveis ligações com a misteriosa Organização 501. O funcionário de segurança pública Daisuke Aramaki contrata a hacker Motoko Kusanagi para investigar o caso, mas Batou desconfia que ela possa ser uma criminosa. Enquanto isso, o detetive Togusa investiga uma série de assassinatos de prostitutas que pode estar ligado ao caso.
Ghost in the Shell: Arise - Border:2 Ghost Whispers (2013): Alguém hackeia o Locogimas e Batou pede ajuda externa. Começa também o recrutamento para o novo Setor 9 de segurança pública. A história envolve um caso de um homem que recebe falsas memórias de uma operação de transporte de refugiados.
Ghost in the Shell: Arise - Border:3 Ghost Tears (2014): Motoko e Batou investigam uma organização terrorista cujo símbolo é um Cila. Na mitologia grega, Cila era uma bela ninfa que se transformou em um monstro marinho. O longa acompanha também a investigação de Togusa sobre um assassinato de um homem que possuía uma prótese de perna.
Ghost in the Shell: Arise - Border:4 Ghost Stands Alone (2014): Com o Setor 9 criado, Motoko tenta rastrear um vírus contagioso que afeta cérebros cibernéticos.
Ghost in the Shell: Arise - Border:5 Pyrophoric Cult (2015): O Setor 9 está prestes a descobrir quem está por trás do vírus contagioso, até que eles são instruídos a agirem como meros expectadores.
Ghost in the Shell: The New Movie (2015): Continuação dos OVAs. O primeiro-ministro é assassinado e o Setor 9 precisa investigar o crime. O filho do político decide ajudar o grupo na investigação.
Animações (seriado):
Ghost in the Shell: Arise - Alternative Architecture (2015): Adaptação dos quatro longas, apenas divididos ao meio, e o acréscimo de uma quinta história, lançado posteriormente como longa.
Isso foi tudo o que consegui encontrar pertencente oficialmente a franquia. Conhecia todos? Faltou algum? Pretende ler/ver e se aprofundar mais? Deixe seu comentário.
[Matéria de 2017]
A franquia japonesa Ghost in the Shell
Ghost in the Shell (originalmente chamado de Mobile Armored Riot Police) é uma franquia japonesa iniciada como mangá, em 1989. Foi o quarto mangá lançado por Masamune Shirow, que antes havia feito Black Magic, Appleseed e Dominion, ainda nos anos 80. Com o sucesso da adaptação em longa animado, de 1995, a obra ganhou derivados e continuações rapidamente. A recente versão americana com atores reais chega tarde nesse vasto universo. E já confirmaram uma nova animação japonesa ainda sem previsão. No Japão, Ghost in the Shell já possui mais de dez produções. Bebendo de fontes como Blade Runner e servindo de fonte a obras como Matrix, a história do Setor 9 da agência de segurança pública revolucionou a ficção cyberpunk, trazendo questionamentos intrigantes sobre a relação humano-máquina.
Apesar das diversas "adaptações", a história costuma se focar no grupo secreto liderado pela Major Motoko Kusanagi, uma personagem que teve seu corpo trocado por partes robóticas. O universo da obra indaga questões complexas. Até onde o humano pode se modificar e continuar sendo humano? E se apenas a "alma" da pessoa se manter, trocando todo o resto do corpo? E vai além: E se o robô puder se questionar sobre sua existência? Isso o torna humano? Na trama a alma pode ser hackeada. O que sobra de humanidade então? Se a "alma" pode ser hackeada, isso não torna a pessoa algo semelhante a um robô? O que realmente torna alguém humano?
Por mais que décadas tenham se passado, a história continua bastante atual. Hoje existem pessoas com equipamentos robóticos no corpo (vulgo ciborgues), temos aparelhos autônomos surgindo (como os carros que dirigem sozinho), tudo está conectado na internet, temos hackers que podem invadir sistemas, e por aí vai. A trama futurista, por trás de toda ficção, possui sua verdade. E ter sido escrita numa época em que a internet estava caminhando para seu surgimento torna tudo ainda mais fascinante.
A seguir estão listadas as obras pertencentes a franquia japonesa de Ghost in the Shell. Lembrando que foi considerado apenas obras relacionadas a literatura e televisão. Cada franquia segue seu próprio rumo, não possuindo ligações diretas entre si. Entenda como se cada uma se passasse num universo paralelo.
Franquia original
Mangás:
Ghost in the Shell (1989): Mangá original. Num futuro distópico, as pessoas podem fazer melhorias em seus corpos. Para combater o crime nessa época, a Major Motoko lidera uma equipe especial contra crimes cibernéticos. O grande vilão é o Mestre dos Fantoches, um hacker considerado impossível de ser capturado. Além de suas obrigações, ela se questiona o quanto é humana, já que todo seu corpo foi trocado por partes robóticas, restando apenas sua "alma".
Ghost in the Shell 2: Man-Machine Interface (1997): Continuação do mangá original, se passando cinco anos depois. Major agora é chefe de segurança de um conglomerado multinacional e compartilha seus dados com ciborgues ao redor do mundo para enfrentar criminosos, até que os ensinamentos do professor de inteligência artificial Dr. Rahampol são pegos por piratas de dados, pondo tudo em risco, incluindo a própria Major.
Ghost in the Shell 1.5: Human-Error Processor (2003): Coletânea com quatro casos de investigação do Setor 9 que ficaram de fora da continuação.
Franquia inicial adaptada
Animações (longas):
Ghost in the Shell (1995): Adaptação direta do mangá original.
Ghost in the Shell 2: Innocence (2004): Não é uma continuação direta do primeiro longa, mas a história se passa após os eventos. Foi baseado num dos capítulos do mangá original e conta com Bato como protagonista. Ele e Togusa são enviados para investigar misteriosas mortes de bonecas sexuais e acabam descobrindo que as "almas" delas são duplicatas artificiais ilegais.
Ghost in the Shell 2.0 (2008): Relançamento do primeiro longa, com remasterização e algumas cenas refeitas em computação gráfica.
Livro:
Ghost in the Shell 2: Innocence: After The Long Goodbye (2005): Prelúdio do segundo longa, onde Batou procura por seu cão Gabu.
Franquia Stand Alone Complex
Animações (seriados):
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex (2002): Primeira temporada. Major lidera o Setor 9. O vilão é o Homem que Ri, um hacker que revela a Major a verdade sobre as corporações que constroem micromáquinas e ligações com o governo.
Ghost in the Shell: S.A.C. 2nd GIG (2004): Segunda temporada. Se passa dois anos após a primeira e trata sobre os refugiados sobreviventes de guerras que aconteceram antes da história do anime. O Setor 9 consegue interromper uma crise de reféns causada pelo grupo terrorista Individual Onze e acaba por se envolver na história.
Ghost in the Shell: Stang Alone Complex: Tachikomatic Days: No fim de cada episódio do anime eram exibidos curtas focados nos pequenos tanques usados pelo Setor 9.
Animações (OVAs + longa):
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex The Laughing Man (2005): Primeira temporada editada como OVA.
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex Individual Eleven (2006): Segunda temporada editada como OVA.
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex - Solid State Society (2006): Dois anos após o fim do anime, Togusa agora lidera o Setor 9 e decide investigar as mortes dos refugiados da República de Siak, mas acaba por descobrir um sistema do governo que coordena o sequestro de vinte mil crianças, que tem suas mentes alteradas e são enviadas para idosos cuidarem delas. Os idosos, por sua vez, são comandados por outro programa do governo. Uma rede é descoberta.
Livros:
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex - The Lost Memory (2004): Primeiro livro. Investiga casos de jovens que cometem atos violentos quando alguma injustiça não identificada é mencionada.
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex - Revenge of the Cold Machines (2004): Segundo livro. Coletânea de três contos interligados relacionados a máquinas.
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex - White Maze (2005): Terceiro livro. Setor 9 investiga as mortes de pessoas encontradas com marcas no pescoço e sangue drenado, o que leva a população a acreditar num ataque de vampiros.
Mangás:
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex (2009): Adaptação da primeira temporada do anime.
Ghost in the Shell: S.A.C. - Tachikomatic Days (2010): Baseado nos curtas que eram exibidos com o anime.
Franquia Arise
Mangá:
Ghost in the Shell: Arise ~Sleepless Eye~ (2013): Conta como Batou e Kusanagi se conheceram durante a Guerra Civil.
Animações (OVAs + longa):
Ghost in the Shell: Arise - Border:1 Ghost Pain (2013): Releitura da obra original. A história se passa um ano após a 4ª Guerra Mundial, onde uma bomba explode e mata um traficante de armas com possíveis ligações com a misteriosa Organização 501. O funcionário de segurança pública Daisuke Aramaki contrata a hacker Motoko Kusanagi para investigar o caso, mas Batou desconfia que ela possa ser uma criminosa. Enquanto isso, o detetive Togusa investiga uma série de assassinatos de prostitutas que pode estar ligado ao caso.
Ghost in the Shell: Arise - Border:2 Ghost Whispers (2013): Alguém hackeia o Locogimas e Batou pede ajuda externa. Começa também o recrutamento para o novo Setor 9 de segurança pública. A história envolve um caso de um homem que recebe falsas memórias de uma operação de transporte de refugiados.
Ghost in the Shell: Arise - Border:3 Ghost Tears (2014): Motoko e Batou investigam uma organização terrorista cujo símbolo é um Cila. Na mitologia grega, Cila era uma bela ninfa que se transformou em um monstro marinho. O longa acompanha também a investigação de Togusa sobre um assassinato de um homem que possuía uma prótese de perna.
Ghost in the Shell: Arise - Border:4 Ghost Stands Alone (2014): Com o Setor 9 criado, Motoko tenta rastrear um vírus contagioso que afeta cérebros cibernéticos.
Ghost in the Shell: Arise - Border:5 Pyrophoric Cult (2015): O Setor 9 está prestes a descobrir quem está por trás do vírus contagioso, até que eles são instruídos a agirem como meros expectadores.
Ghost in the Shell: The New Movie (2015): Continuação dos OVAs. O primeiro-ministro é assassinado e o Setor 9 precisa investigar o crime. O filho do político decide ajudar o grupo na investigação.
Animações (seriado):
Ghost in the Shell: Arise - Alternative Architecture (2015): Adaptação dos quatro longas, apenas divididos ao meio, e o acréscimo de uma quinta história, lançado posteriormente como longa.
Isso foi tudo o que consegui encontrar pertencente oficialmente a franquia. Conhecia todos? Faltou algum? Pretende ler/ver e se aprofundar mais? Deixe seu comentário.
[GEEKABLE] Os primeiros quadrinhos da nova Hanna-Barbera
[Repostagem temporária de algumas matérias que publiquei no Geekable].
[Matéria de 2016]
Os primeiros quadrinhos da nova Hanna-Barbera
Em 1940, dois funcionários da MGM (aquela da logo com o leão rugindo) lançaram o curta 'Puss Gets the Boot', que viria a iniciar o clássico desenho Tom & Jerry. William Hanna e Joseph Barbera continuaram por quase duas décadas trabalhando para a MGM, até que, em 1957, junto com o diretor George Sidney, decidiram fundar a própria empresa: Hanna-Barbera. Uma curiosidade é que, ainda na década de 40, Hanna e Barbera chegaram a procurar Walt Disney, que demonstrou interesse em suas produções, mas nunca apareceu para negociar.
O primeiro desenho do estúdio foi Jambo e Ruivão (1957). Depois veio Dom Quixote (1958), onde apresentou outros desenhos, como Zé Colméia. Com o sucesso cada vez maior, mais produções e negociações foram surgindo, rendendo desenhos como Os Flintstones (1960), Tartaruga Touché (1962), Os Jetsons (1962), Magilla o Gorila (1963), Jonny Quest (1964), Formiga Atômica (1965), Os Herculóides (1967), Quarteto Fantástico (1967), Corrida Maluca (1968), Scooby-Doo (1969), Josie e as Gatinhas (1970), Superamigos (1973), Capitão Caverna (1977), Godzilla (1978), entre muitos outros. Desenhos que marcaram gerações. Atualmente a empresa pertence a Time Warner.
Adaptações em quadrinhos não são novidade e com a Hanna-Barbera não foi diferente, tendo dezenas. Porém, o foco da matéria é a novidade que pegou muitos de surpresas, vinda pela DC Comics em janeiro de 2016, com o anúncio de 'Hanna-Barbera Beyond' uma espécie de remake/releitura sombria dos desenhos da Hanna-Barbera. Quatro títulos iniciais foram anunciados e começaram a sair em maio, que serão analisados a seguir, junto as suas respectivas primeiras edições.
Future Quest (Jonny Quest e outros)
Primeira edição: 18 de maio de 2016.
Quadrinistas e sinopse oficial: "O escritor Jeff Parker (Aquaman, Liga da Justiça Unida, Batman ’66) e o artista Evan 'Doc' Shaner (Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid: Lanterna Verde) juntam forças para trazer novos contos do mais icônico adolescente da aventura, Jonny Quest, junto com seu ajudante Hadji. Esta série combina a equipe Quest (Hadji, Race Bannon, Dr. Benton Quest e Jezebel Jade) com alguns dos mais conhecidos heróis de ação e aventura criados por Hanna-Barbera, incluindo Space Ghost, Os Herculóides, Homem-Pássaro, O Poderoso Mightor, Frankenstein Jr, entre outros."
Future Quest possui uma premissa aventuresca de união de personagens, como Vingadores e Liga da Justiça. Em sua primeira edição, porém, o foco vai totalmente para Jonny Quest. Tudo bem que é o desenho que serve como o fio condutor da história, e por isso a edição acaba servindo como uma introdução antes da aventura começar. Logo no começo já é mostrada uma guerra alienígena violenta e logo depois somos levados para a Terra, onde a história prossegue nos dias atuais. A forma de interligar os vários desenhos são os portais dimensionais que aparecem sem explicação na Terra. Clichê, porém válido e totalmente aceitável dentro das histórias de ficção dos quadrinhos. A presença de alguns pouquíssimos personagens da Hanna-Barbera na trama são visíveis, como o Homem-Pássaro, mas nenhum chega a ter sua importância ainda. Encontro dos personagens, possíveis lutas, tudo foi guardado para as próximas edições, tornando o lançamento sustentado apenas por sua ideia (e por quem gosta do desenho).
Scooby Apocalypse (Scooby-Doo)
Primeira edição: 25 de maio de 2016.
Quadrinistas e sinopse oficial: "Apresentando designs pelo artista veterano Kim Lee e uma história original por Jim Lee e Keith Giffen (Liga da Justiça 2001), o artista Howard Porter (Superman) irá fornecer sua própria visão única sobre Freddie, Velma, Daphne, Salsicha e Scooby-Doo. 'Essas crianças intrometidas' e sua Máquina do Mistério estão no centro de uma experiência bem-intencionada que deu errado e eles precisarão trazer todas as suas habilidades de solução de mistério para suportar (juntamente com a abundância de biscoitos Scooby), para encontrar uma cura para um mundo cheio de criaturas mutantes infectadas por um vírus nanite que aumenta seus medos, terrores e instintos mais baixos. Desta vez, os horrores são reais nesta terra ruim apocalíptica próxima ao futuro!"
Scooby Apocalypse entrega uma releitura diferente, mas com a essência dos personagens originais. A turma não existe, os personagens não se conhecem por completo. Velma é mesquinha, se considerando superior aos demais. Ela é doutora e trabalha numa empresa, que será a responsável por acabar com o mundo na trama. Salsicha é o adestrador de cães da empresa e não sabe de nada que acontece de secreto por lá. A hq chega a dar indícios de uma suposta relação entre ele e Velma, como já aconteceu nos últimos filmes e desenhos. Scooby é uma experiência. A hq inclusive chega a explicar o motivo dele conseguir falar e desenvolve sua relação de amizade com Salsicha de maneira saudosa. Daphne é apresentadora de um programa de tv. Ela é patricinha e vive dando broncas no Fred, que é seu câmera e faz besteira. Assim como em Future Quest, a edição não chega a adentrar no ponto principal da premissa. Na verdade aqui conta apenas como os personagens se conheceram e o que estava para acontecer. Não que isso seja ruim, pelo contrário, consegue render uma boa e agradável história, talvez a melhor dentre os títulos, que resgata elementos do desenho clássico e insere nesse novo universo de maneira curiosa e eficaz, misturando seriedade com leve toque de humor. A edição ainda conta com uma curta história secundária contando como Salsicha conheceu o Scooby.
The Flintstones (Os Flintstones)
Primeira edição: 6 de junho de 2016.
Quadrinistas e sinopse oficial: "Baseado nos designs de Amanda Conner (Arlequina, Estelar), o escritor Mark Russel, (Prez, God is Disappointed in You) fornece sua própria perspectiva única sobre a 'família da idade de pedra moderna'. Russell usará a família mais popular de Bedrock para iluminar os antigos costumes e instituições da humanidade em uma divertida história de origem da civilização humana. Fred ainda é o homem simples, esforçando-se para ser o rei do seu castelo, Wilma ainda é a esposa tolerante, mas não indulgente e Barney (com sua esposa Betty e filho infantil Bambam) ainda é o ala original, cuja lealdade a Fred frequentemente supera seu senso comum."
The Flintstones possui a premissa de contar a história da humanidade, e logo nas primeiras páginas deixam isso claro. A trama começa no presente, onde Fred está empalhado num museu de história. Somos levamos então para a época da idade das pedras, onde Bedrock é uma cidade erguida após uma grande batalha (que Fred participou). É o início da civilização! A história se foca em dois 'arcos': Um é o Fred obedecendo seu chefe, tendo de animar três novos moradores 'primitivos', e outro é a Wilma e sua obra de arte. No arco do Fred, o Sr. Pedregulho vive filosofando sobre a sociedade, sobre onde chegaram, sobre aquilo ser o futuro, ao mesmo tempo que demonstra ganância ao contratar os recém-chegados, que vivem incomodados com o jeito de viver daquelas pessoas. Há uma crítica social visível na história. No arco da Wilma há uma ironia ao que consideramos arte, mas também uma tentativa de transmitir um entendimento sobre uma obra que a princípio parece ter valor apenas para aqueles de "gosto refinado". Trama tranquila, com objetivo simples, consegue agradar, mas pode decepcionar um pouco por se utilizar de poucos personagens do desenho clássico (Fred, Wilma e Sr. Pedregulho, o resto só participação rápida) e ter certo foco em personagens inéditos (o trio que chegou à cidade), embora eles sejam importantes para a história desta edição e abram um significado maior para a trama.
Wacky Raceland (Corrida Maluca)
Primeira edição: 8 de junho de 2016.
Quadrinistas e sinopse oficial: "Pegue a Quadrilha da Morte, Penélope Charmosa e Dick Vigarista, misture uma dose saudável de 'Mad Max' e você terá essa visão sombria e corajosa sobre 'Corrida Maluca', de Hanna-Barbera, cortesia do escritor Ken Pontac (Reboot, Happy Tree Friends) e o artista Leonardo Manco (Hellblazer), com desenhos de veículos por Mark Sexton (Mad Max: Estrada da Fúria). Um tempo de esperança e inocência com Utopia na linha de chegada deu lugar ao Armageddon planetário e uma terra deserta cheia de lagos radioativos, tempestades de poeira nanotech e mutantes canibais. Contra este pano de fundo, os corredores malucos e seus veículos sensíveis continuam sua disputa, mas agora a competição é para a sobrevivência, e só pode haver um vencedor quando a bandeira quadriculada cair."
Wacky Raceland é insano! É possível notar a inspiração em Mad Max no quesito loucura, mas não que a história seja semelhante. O que a premissa não revela é que há uma voz intitulada de A Narradora. Ela é quem decide salvar alguns pilotos de corrida quando o mundo está acabando, sempre com a promessa do grande vencedor ir para Utopia. Acompanhamos os personagens num bar após uma corrida e, enquanto a trama se desenrola por lá, a história alterna com momentos da corrida que aconteceu naquele dia. Penélope Charmosa parece ser a principal, pelo menos nesta edição. Ela não é nada delicada como nos desenhos, demonstrando independência e raiva. Os personagens em geral estão bastante diferentes e não dá para avaliar cada um, já que poucos possuem foco, mas a essência do Dick Vigarista ser trapaceiro e perder continua. Mutley virou um cachorro normal mesmo, a princípio nesta edição. Os carros sofreram uma remodelagem, mas são os mesmos, só que agora falam (exatamente, eles possuem inteligência artificial). Em geral é uma história que empolga pela ideia, mas que segue uma linha narrativa incômoda e deixa a vontade por mais cenas de corrida. A edição conta com uma história secundária de Tio Tomás e seu amigo Chorão, que é humano neste universo, tratando sobre seu problema com o álcool e como ele ganhou a cabeça de urso.
Com apenas quatro títulos, os quadrinhos da Hanna-Barbera demonstraram enorme potencial. Apesar das primeiras edições, de forma geral, não conseguirem entregar toda sua premissa, todas as edições conseguem envolver com suas histórias de personagens outroras de desenhos animados infantis, agora numa versão quadrinizada adulta. Diferente de muitas releituras consideradas sombrias, aqui é feito com competência e sem esquecer das origens, entregando obras que lembram em algum ponto seus originais, mesmo que sejam bastante diferentes, resultando em histórias curiosas e deixando a ansiedade para continuar acompanhando. Lembrando que os quadrinhos saíram em maio e junho, já ganharam outras edições.
Novos títulos já foram anunciados para março de 2017: The Jetsons (Os Jetsons), Ruff and Reddy (Jambo e Ruivão) e The Banana Splits (Banana Slipts). Uma hq do Dick Vigarista & Mutley também está em projeto como derivado de Corrida Maluca, mas não há previsão. Ainda em março também terão quatro títulos de crossover dos desenhos da Hanna-Barbera com os heróis da DC: Adam Strange e Future Quest, com história secundária do Manda-Chuva; Gladiador Dourado e Os Flintstones, com história secundária dos Jetsons; Lanterna Verde e Space Ghost, com história secundária de Jambo & Ruivão; Esquadrão Suicida e Banana Splits, com história secundária do Leão da Montanha. Que surpresas o futuro do projeto Hanna-Barbera Beyond guarda? O que esperar dos crossovers? Quais desenhos você gostaria de ver numa versão mais 'adulta'?
[Matéria de 2016]
Os primeiros quadrinhos da nova Hanna-Barbera
Em 1940, dois funcionários da MGM (aquela da logo com o leão rugindo) lançaram o curta 'Puss Gets the Boot', que viria a iniciar o clássico desenho Tom & Jerry. William Hanna e Joseph Barbera continuaram por quase duas décadas trabalhando para a MGM, até que, em 1957, junto com o diretor George Sidney, decidiram fundar a própria empresa: Hanna-Barbera. Uma curiosidade é que, ainda na década de 40, Hanna e Barbera chegaram a procurar Walt Disney, que demonstrou interesse em suas produções, mas nunca apareceu para negociar.
O primeiro desenho do estúdio foi Jambo e Ruivão (1957). Depois veio Dom Quixote (1958), onde apresentou outros desenhos, como Zé Colméia. Com o sucesso cada vez maior, mais produções e negociações foram surgindo, rendendo desenhos como Os Flintstones (1960), Tartaruga Touché (1962), Os Jetsons (1962), Magilla o Gorila (1963), Jonny Quest (1964), Formiga Atômica (1965), Os Herculóides (1967), Quarteto Fantástico (1967), Corrida Maluca (1968), Scooby-Doo (1969), Josie e as Gatinhas (1970), Superamigos (1973), Capitão Caverna (1977), Godzilla (1978), entre muitos outros. Desenhos que marcaram gerações. Atualmente a empresa pertence a Time Warner.
Adaptações em quadrinhos não são novidade e com a Hanna-Barbera não foi diferente, tendo dezenas. Porém, o foco da matéria é a novidade que pegou muitos de surpresas, vinda pela DC Comics em janeiro de 2016, com o anúncio de 'Hanna-Barbera Beyond' uma espécie de remake/releitura sombria dos desenhos da Hanna-Barbera. Quatro títulos iniciais foram anunciados e começaram a sair em maio, que serão analisados a seguir, junto as suas respectivas primeiras edições.
Future Quest (Jonny Quest e outros)
Primeira edição: 18 de maio de 2016.
Quadrinistas e sinopse oficial: "O escritor Jeff Parker (Aquaman, Liga da Justiça Unida, Batman ’66) e o artista Evan 'Doc' Shaner (Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid: Lanterna Verde) juntam forças para trazer novos contos do mais icônico adolescente da aventura, Jonny Quest, junto com seu ajudante Hadji. Esta série combina a equipe Quest (Hadji, Race Bannon, Dr. Benton Quest e Jezebel Jade) com alguns dos mais conhecidos heróis de ação e aventura criados por Hanna-Barbera, incluindo Space Ghost, Os Herculóides, Homem-Pássaro, O Poderoso Mightor, Frankenstein Jr, entre outros."
Future Quest possui uma premissa aventuresca de união de personagens, como Vingadores e Liga da Justiça. Em sua primeira edição, porém, o foco vai totalmente para Jonny Quest. Tudo bem que é o desenho que serve como o fio condutor da história, e por isso a edição acaba servindo como uma introdução antes da aventura começar. Logo no começo já é mostrada uma guerra alienígena violenta e logo depois somos levados para a Terra, onde a história prossegue nos dias atuais. A forma de interligar os vários desenhos são os portais dimensionais que aparecem sem explicação na Terra. Clichê, porém válido e totalmente aceitável dentro das histórias de ficção dos quadrinhos. A presença de alguns pouquíssimos personagens da Hanna-Barbera na trama são visíveis, como o Homem-Pássaro, mas nenhum chega a ter sua importância ainda. Encontro dos personagens, possíveis lutas, tudo foi guardado para as próximas edições, tornando o lançamento sustentado apenas por sua ideia (e por quem gosta do desenho).
Scooby Apocalypse (Scooby-Doo)
Primeira edição: 25 de maio de 2016.
Quadrinistas e sinopse oficial: "Apresentando designs pelo artista veterano Kim Lee e uma história original por Jim Lee e Keith Giffen (Liga da Justiça 2001), o artista Howard Porter (Superman) irá fornecer sua própria visão única sobre Freddie, Velma, Daphne, Salsicha e Scooby-Doo. 'Essas crianças intrometidas' e sua Máquina do Mistério estão no centro de uma experiência bem-intencionada que deu errado e eles precisarão trazer todas as suas habilidades de solução de mistério para suportar (juntamente com a abundância de biscoitos Scooby), para encontrar uma cura para um mundo cheio de criaturas mutantes infectadas por um vírus nanite que aumenta seus medos, terrores e instintos mais baixos. Desta vez, os horrores são reais nesta terra ruim apocalíptica próxima ao futuro!"
Scooby Apocalypse entrega uma releitura diferente, mas com a essência dos personagens originais. A turma não existe, os personagens não se conhecem por completo. Velma é mesquinha, se considerando superior aos demais. Ela é doutora e trabalha numa empresa, que será a responsável por acabar com o mundo na trama. Salsicha é o adestrador de cães da empresa e não sabe de nada que acontece de secreto por lá. A hq chega a dar indícios de uma suposta relação entre ele e Velma, como já aconteceu nos últimos filmes e desenhos. Scooby é uma experiência. A hq inclusive chega a explicar o motivo dele conseguir falar e desenvolve sua relação de amizade com Salsicha de maneira saudosa. Daphne é apresentadora de um programa de tv. Ela é patricinha e vive dando broncas no Fred, que é seu câmera e faz besteira. Assim como em Future Quest, a edição não chega a adentrar no ponto principal da premissa. Na verdade aqui conta apenas como os personagens se conheceram e o que estava para acontecer. Não que isso seja ruim, pelo contrário, consegue render uma boa e agradável história, talvez a melhor dentre os títulos, que resgata elementos do desenho clássico e insere nesse novo universo de maneira curiosa e eficaz, misturando seriedade com leve toque de humor. A edição ainda conta com uma curta história secundária contando como Salsicha conheceu o Scooby.
The Flintstones (Os Flintstones)
Primeira edição: 6 de junho de 2016.
Quadrinistas e sinopse oficial: "Baseado nos designs de Amanda Conner (Arlequina, Estelar), o escritor Mark Russel, (Prez, God is Disappointed in You) fornece sua própria perspectiva única sobre a 'família da idade de pedra moderna'. Russell usará a família mais popular de Bedrock para iluminar os antigos costumes e instituições da humanidade em uma divertida história de origem da civilização humana. Fred ainda é o homem simples, esforçando-se para ser o rei do seu castelo, Wilma ainda é a esposa tolerante, mas não indulgente e Barney (com sua esposa Betty e filho infantil Bambam) ainda é o ala original, cuja lealdade a Fred frequentemente supera seu senso comum."
The Flintstones possui a premissa de contar a história da humanidade, e logo nas primeiras páginas deixam isso claro. A trama começa no presente, onde Fred está empalhado num museu de história. Somos levamos então para a época da idade das pedras, onde Bedrock é uma cidade erguida após uma grande batalha (que Fred participou). É o início da civilização! A história se foca em dois 'arcos': Um é o Fred obedecendo seu chefe, tendo de animar três novos moradores 'primitivos', e outro é a Wilma e sua obra de arte. No arco do Fred, o Sr. Pedregulho vive filosofando sobre a sociedade, sobre onde chegaram, sobre aquilo ser o futuro, ao mesmo tempo que demonstra ganância ao contratar os recém-chegados, que vivem incomodados com o jeito de viver daquelas pessoas. Há uma crítica social visível na história. No arco da Wilma há uma ironia ao que consideramos arte, mas também uma tentativa de transmitir um entendimento sobre uma obra que a princípio parece ter valor apenas para aqueles de "gosto refinado". Trama tranquila, com objetivo simples, consegue agradar, mas pode decepcionar um pouco por se utilizar de poucos personagens do desenho clássico (Fred, Wilma e Sr. Pedregulho, o resto só participação rápida) e ter certo foco em personagens inéditos (o trio que chegou à cidade), embora eles sejam importantes para a história desta edição e abram um significado maior para a trama.
Wacky Raceland (Corrida Maluca)
Primeira edição: 8 de junho de 2016.
Quadrinistas e sinopse oficial: "Pegue a Quadrilha da Morte, Penélope Charmosa e Dick Vigarista, misture uma dose saudável de 'Mad Max' e você terá essa visão sombria e corajosa sobre 'Corrida Maluca', de Hanna-Barbera, cortesia do escritor Ken Pontac (Reboot, Happy Tree Friends) e o artista Leonardo Manco (Hellblazer), com desenhos de veículos por Mark Sexton (Mad Max: Estrada da Fúria). Um tempo de esperança e inocência com Utopia na linha de chegada deu lugar ao Armageddon planetário e uma terra deserta cheia de lagos radioativos, tempestades de poeira nanotech e mutantes canibais. Contra este pano de fundo, os corredores malucos e seus veículos sensíveis continuam sua disputa, mas agora a competição é para a sobrevivência, e só pode haver um vencedor quando a bandeira quadriculada cair."
Wacky Raceland é insano! É possível notar a inspiração em Mad Max no quesito loucura, mas não que a história seja semelhante. O que a premissa não revela é que há uma voz intitulada de A Narradora. Ela é quem decide salvar alguns pilotos de corrida quando o mundo está acabando, sempre com a promessa do grande vencedor ir para Utopia. Acompanhamos os personagens num bar após uma corrida e, enquanto a trama se desenrola por lá, a história alterna com momentos da corrida que aconteceu naquele dia. Penélope Charmosa parece ser a principal, pelo menos nesta edição. Ela não é nada delicada como nos desenhos, demonstrando independência e raiva. Os personagens em geral estão bastante diferentes e não dá para avaliar cada um, já que poucos possuem foco, mas a essência do Dick Vigarista ser trapaceiro e perder continua. Mutley virou um cachorro normal mesmo, a princípio nesta edição. Os carros sofreram uma remodelagem, mas são os mesmos, só que agora falam (exatamente, eles possuem inteligência artificial). Em geral é uma história que empolga pela ideia, mas que segue uma linha narrativa incômoda e deixa a vontade por mais cenas de corrida. A edição conta com uma história secundária de Tio Tomás e seu amigo Chorão, que é humano neste universo, tratando sobre seu problema com o álcool e como ele ganhou a cabeça de urso.
Com apenas quatro títulos, os quadrinhos da Hanna-Barbera demonstraram enorme potencial. Apesar das primeiras edições, de forma geral, não conseguirem entregar toda sua premissa, todas as edições conseguem envolver com suas histórias de personagens outroras de desenhos animados infantis, agora numa versão quadrinizada adulta. Diferente de muitas releituras consideradas sombrias, aqui é feito com competência e sem esquecer das origens, entregando obras que lembram em algum ponto seus originais, mesmo que sejam bastante diferentes, resultando em histórias curiosas e deixando a ansiedade para continuar acompanhando. Lembrando que os quadrinhos saíram em maio e junho, já ganharam outras edições.
Novos títulos já foram anunciados para março de 2017: The Jetsons (Os Jetsons), Ruff and Reddy (Jambo e Ruivão) e The Banana Splits (Banana Slipts). Uma hq do Dick Vigarista & Mutley também está em projeto como derivado de Corrida Maluca, mas não há previsão. Ainda em março também terão quatro títulos de crossover dos desenhos da Hanna-Barbera com os heróis da DC: Adam Strange e Future Quest, com história secundária do Manda-Chuva; Gladiador Dourado e Os Flintstones, com história secundária dos Jetsons; Lanterna Verde e Space Ghost, com história secundária de Jambo & Ruivão; Esquadrão Suicida e Banana Splits, com história secundária do Leão da Montanha. Que surpresas o futuro do projeto Hanna-Barbera Beyond guarda? O que esperar dos crossovers? Quais desenhos você gostaria de ver numa versão mais 'adulta'?
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Sobre Mim
- Lucas
- Ninguém importante. Formado em jornalismo. Ex-colunista de cinema, quadrinhos e k-pop por aí.