Unificação: O Blog do Lucas Cardozo e o Críticas do Lucas Cardozo agora são um só.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Sonho Misterioso

"Tive um sonho muito doido, envolvendo reboot do universo. Poucas coisas foram mudadas e eu fui um dos únicos que continuou com a memória do universo antigo.

Do que eu me lembro, eu tava num corredor com umas salas conversando com uma outra pessoa:

"- O que aconteceu com ela?
- Ela se cansou, se continuar assim pode morrer.
- E agora, o que vamos fazer?
- Vou pedir pra mudarem a realidade.
- Não, não faça isso. Pera, vc pode mudar a realidade?
- Não, mas sei quem pode.
- E vai mudar só por causa dela?
- O mundo será um lugar melhor, não tem a ver apenas com ela, e sim com todos.
- Mas...
- Não se preocupe, você terá um lugar especial."

Daí essa pessoa fez uma ligação e pronto, o mundo rebootou. Só senti um silêncio profundo por menos de um segundo, depois continuei em silêncio tentando entender a situação. Então a pessoa quebrou o silêncio:

"- Pronto.
- O que? Só isso? O mundo já reiniciou?
- Sim.
- E meus amigos? E minha família? Eles ainda me conhecem?
- A maioria.
- Como assim a maioria?
- Vamos. Te mostrarei o novo mundo... Aqui costumava ser sua casa, não se lembra? Agora está maior e diferente."

Acompanhei essa pessoa, que a essa altura já havia mudado de forma. Logo após sair do corredor e entrar em um outro, estava rolando um show. Estranhei, mas não me importei. A pessoa virou pra mim e disse:

"- Aqui era sua escola. Agora está maior e diferente.
- E pq tá tendo um show na sala de aula?
- O espaço foi reservado para um show especial pros alunos.
- Comigo não tinha isso. Vou entrar pra ver.
- Não entre. Fique aqui e ouça. E não estranhe se eles não tocarem alguma música que vc conheça. Nesse novo universo, nem todas as músicas existiram. Na sua mente vc perceberá as que nunca existiram.
- Qual é, sério isso? Logo as melhores? Não posso deixar assim, vou dizer a eles.
- Não. Não corrompa o equilíbrio do novo universo.
- Mas eu quero que eles saibam. A não ser que eu recomende ideias novas pra ele, embora eu me sinta mal pq estou tecnicamente roubando as próprias ideias dele ou da empresa.
- Se elas nunca existiram, não tem com o que se preocupar.
- Tá, mas existiram em outro universo, eu...
- Apenas aceite.
- Ok.
- Vamos, tenho algo pra te mostrar."

Saímos desse local e nos deparamos com um lugar repleto de pessoas, pareciam estar comemorando alguma festa. Era ao ar livre, espaço grande, no fim haviam duas portas grandes. Passei por elas, andei pelas ruas e a pessoa me pediu pra entrar em outro local. Quando entrei, fiquei surpreso com o local. Imenso, de altura incalculável, repleto de pessoas, como se fosse uma extensão da tal festa lá fora, ou melhor, a festa parecia extensão. A pessoa voltou a falar:

"- Chegamos ao ponto em que você ficará por enquanto.
- O que acontecerá aqui?
- Não posso revelar. Aqui ficava sua universidade. Agora está maior e diferente. O local que estamos é o salão de festas.
- Mas isso não... A sim, agora existe e tenho que aceitar.
- Sim.
- Meus amigos estão aqui?
- Alguns. Não só eles como seus familiares tb. Venha."

Caminhando entre as pessoas cheguei a um grupo de amigos que estavam sentados numa mesa. Reconheci todos e perguntei se eles se lembravam de mim. Eles disseram que sim. A pessoa me chamou a atenção cochichando:

"- Todos seus amigos presentes aqui se lembram de você. Não precisa perguntar isso. Não estranhe o equilíbrio.
- Me desculpe, não sabia.
- Tudo bem, erro meu por não avisar."

Perguntei sobre meus outros amigos e eles disseram que estavam na festa. A pessoa então me chamou e continuei andando.

"- Ela está aqui?
- Ela quem?
- Não ela o último motivo pra isso aqui acontecer, mas ela ela, sabe de quem falo. Ela.
- Sim, eu sei. Não, ela não está. É melhor assim.
- Tive esperança de que nós pudéssemos ser felizes aqui.
- De certa forma serão, nesse novo universo, mas não do jeito que pensam.
- Como assim?
- Quando chegar a hora entenderá. Me siga, quero te levar a algumas pessoas."

A pessoa me levou até minha família. Mais a frente, alguns conhecidos. Depois de conversar com boa parte, notei uma tela grande. Iam exibir filmes. Tive uma surpresa de passarem coisas que nunca haviam lançado no Brasil.

"- Alegre-se. Nesse universo, filmes de diversos países chegam aqui.
- Sério? Que legal. Como isso é possível?
- Não posso revelar mais do que o necessário."

Me sentei pra aproveitar o momento, mas algo aconteceu que me fez levantar. Caminhei entre as pessoas um tanto assustado, mas aparentando felicidade, até que uma calmaria me atingiu.

"- O que tá acontecendo?
- Você está acordando.
- Isso é um sonho?
- Sim.
- Isso explica toda essa viagem.
- Você está voltando para sua realidade.
- Eu gostaria de ficar um pouco mais. Por que estou calmo?
- Esse mundo te deixa feliz, deixa todos felizes, mas não é sua hora. Não agora.
- Hora de que?
- De vir pra cá. Deixe esse lugar, acorde, deixe que cada pessoa daqui enfrente seu próprio apocalipse. Esse local é apenas uma imaginação. Volte para o seu mundo. Tudo acabará aqui em outra realidade. É apenas um sonho..."

Acordei querendo voltar para o sonho, mas não consegui. Forcei. Rápidos flashbacks do sonho passaram na minha mente até eu chegar ao momento que acordei. O local parecia desaparecer lentamente. O mais surpreendente foi a pessoa dizer "Não adianta voltar, você acordou. Esse lugar está acabando, em breve não restará mais nada. Não aqui. Em outro local tudo está em ordem, mas aqui não. Aqui era apenas uma representação do verdadeiro local...". Foi algo do tipo. Daí me levantei e decidi relatar esse sonho."

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Vingadores: Era de Ultron

 ~Publicado originalmente em redes sociais~


Ah, Marvel... é assim que se faz!

Ia postar algo ontem de noite, mas peguei no sono quando cheguei em casa. Saí quase uma hora de casa pra tentar pegar uma das primeiras sessões. 10 minutos depois tava eu no cinema (é perto de casa). Cinema fechado, uma fila gigantesca dando a volta pela praça de alimentação. Cerca de uma hora depois consegui comprar ingresso "apenas" pra sessão das 16h15m. Até que a fila foi rápida, todos os caixas estavam funcionando. Lembro de filme que já fiquei até mais tempo na fila com uma fila menor pq tinha um ou dois caixas apenas. Mas não vem ao caso.

A fila pra entrar na sala deu volta no corredor atrás do cinema, lugar escuro, a iluminação vinha dos celulares das pessoas. Lá tinha uma passagem com escadas onde, no meio dela, tinha um poster da Mulher de Preto 2 em forma da... mulher de preto. Um pessoal ficou brincando com isso, uns se assustaram, eu tirei foto (do poster). Aquilo tinha sido proposital, só pode. Mas tb não vem ao caso.

Só passou trailer do Homem-Formiga. Esperava mais trailers. Mas vamos ao filme.

Antes de tudo, não me peçam pra dizer qual é o melhor, o primeiro e segundo Vingadores são bem diferentes, e isso dá pra notar desde o início. O primeiro era um filme divertido e humorado. Esse é divertido e humorado tb, mas com um clima mais sério, dá espaço pra várias cenas dramáticas. Há momentos em que o humor é nulo, mas não é sempre, afinal, Marvel é Marvel e sabemos que ela ama fazer piadinha em alguns momentos. Felizmente, tudo aqui funciona, assim como no primeiro.

Não há pressa pra apresentarem o Ultron. Primeiro temos os irmãos Maximoff e a Hydra, que ocorre no início do filme, com os Vingadores em sua "última missão" (acreditavam eles). Entretanto, o Ultron não demora pra aparecer. E quando aparece, já deixa sua marca, já mostra que aquilo sim é um vilão de verdade. Pronto, depois disso tudo vira um caos.

De um lado, os Vingadores se escondendo do Ultron procurando um meio de derrotá-lo, mesmo parecendo impossível. Do outro, Ultron construindo sua legião de outros Ultrons e os irmãos Maximoff ao lado dele.

A relação da Viúva Negra com o Hulk, bem ao estilo A Bela e a Fera, é retratada nesse filme, mostrando a paixão dos dois. A Viúva inclusive tem umas revelações tristes. O Gavião Arqueiro tb ganha seu destaque, se tornando o lado mais humano do filme. O Thor tá naquela de terminar aquilo e ir pra casa. O Homem de Ferro... bem, vcs sabem como ele é. O Capitão América idem. Os irmãos Maximoff tão bem representados. Há um motivo para eles fazerem o que fazem. Os outros personagens inseridos no filme, sejam novos, sejam antigos, tão bem inseridos, nada forçado e todos com seu momento.

O Ultron é sinistro. Ele não fica fazendo piadinhas como disseram, mas tb não é totalmente sério como nos trailers. Apesar disso, é bem moderado. Não há exagero, em alguns momentos ele se utiliza de ironias e altos pensamentos para falar com os humanos. É demais.

Claro que não poderia deixar de falar do Visão, personagem marcante. Só não vou endeusar ele como muitos estão fazendo, achei um bom personagem sim, muito bom, e cumpriu seu papel, mas não acho que tenha sido "o melhor personagem". Tá tudo muito grandioso nesse filme, fica difícil equiparar os personagens.

A famosa cena do Hulkbuster contra o Hulk é sensacional. Não acho que os trailers tenham estragado, continuou muito bom. Mesmo tendo sido a mais exposta das cenas, mas dá sim pra se divertir bastante. Muita coisa do filme continuou em segredo, mesmo com tanta exposição nos trailers. Então sim, dá pra se surpreender, e muito, com o filme.

O final é coisa de louco. Altos acontecimentos e reviravoltas. É curioso notar que os Vingadores apenas surgiram para cumprir uma missão, e eles continuam nessa vibe de encerrar tudo logo (a cena festiva ainda no início do filme seria uma despedida, se não fosse o Ultron pra unir os heróis novamente). Mas nós sabemos que, independente deles se separarem ou não, acabam voltando, o grande perigo ainda está por vir.

Por enquanto acho que só tenho isso pra falar. É um filmão da Marvel, obrigatório pros fãs, pra quem quer um bom filme de drama e ação com um toque de comédia, pra quem quer se divertir e se emocionar. E não se esqueçam da cena durante os créditos, que, apesar de simples, concluiu os pensamentos de muitos leitores de hqs. Infelizmente não temos citação do Aranha e só há uma cena depois do filme. Acreditam que tem gente que ainda não sabe quem é que apareceu na cena dos créditos? A essa altura do campeonato? Acontece. Agora é esperar por Homem-Formiga esse ano ainda. Mas to empolgado mesmo é pra Guerra Civil ano que vem. Enquanto isso, vamos aproveitar Vingadores 2, um dos melhores filmes da Marvel.

10/10

terça-feira, 21 de abril de 2015

[RASCUNHO] Sandman - Os Caçadores de Sonhos (livro)

~Publicado originalmente em redes sociais.
~Entende-se por crítica incompleta aquela crítica que não me aprofundo mas acho válida a postagem aqui no blog.


Livro de Sandman, do Neil Gaiman. Não confundir com a versão em quadrinhos, que também existe. Aqui Gaiman escreve mesmo um livro e conta com a participação de Yoshitaka Amano na arte (e que artes belas!).

A história faz uma releitura de um conto japonês onde uma raposa se apaixona por um monge e tenta protegê-lo de demônios que querem acabar com ele. Para isso, ela vai até Morfeu pedir ajuda...

É uma história simples e atraente, do mesmo nível dos quadrinhos. Para entender, basta ter noção de quem é Morfeus, no máximo quem é o corvo, embora a própria história revele essas informações (de forma bastante natural). A escrita é suave e as imagens são para apreciar.

Cartoon Network - Super Secret Crisis War (hq)

~Publicado originalmente em redes sociais.


Série em 11 edições, sendo 6 principais e 5 paralelos, para serem lidos entre as edições principais.

 A história já começa com uma equipe de vilões, liderado por Aku, capturando os heróis de seus universos. A ideia é dominar o mundo com a ajuda de vilões de outros universos, entregando a eles seus rivais (no caso, os heróis). Participam do crossover os desenhos Samurai Jack, As Meninas Super Poderosas, Ben 10, O Laboratório de Dexter e Du Dudu & Edu. As edições paralelas contam sobre os personagens que os robôs não conseguiram capturar. Participam de cada edição os desenhos Johnny Bravo, As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy, A Mansão Foster Para Amigos Imaginários, A Vaca e o Frango e KND A Turma do Bairro.

 As edições principais são como, em sua maior parte, uma grande cena única, dividida em partes pela limitação de páginas por edição. É uma boa história, decente, bem fiel a essência dos desenhos, segue até os traços de cada desenho (falo tanto no sentido de arte quanto de características pessoais). Tem um desenrolar de história adequado pra 6 edições. Já as edições paralelas, servem, em parte, mais por curiosidade pra saber pq alguns não apareceram. Tirando o primeiro, em que um 'personagem' acaba sendo levado pras principais, embora seja um personagem não relevante e sem importância pra história, os outros são mais "fanservice" mesmo, na falta de uma palavra melhor. Além das histórias, ao fim de cada edição paralela há uma parte do prelúdio das edições principais, mostrando Aku observando os universos e convocando os vilões.

 Senti falta de aliens clássicos do Ben, mal conheço os que apareceram. Tb senti falta do Coragem, se encaixaria muito bem numa edição paralela. Se bem que podiam juntar todo mundo no crossover principal, ia ser no mínimo inusitado. De qualquer forma, foi uma hq divertida de ler. Ao fim, há um anúncio de crossover das Meninas Super Poderosas com o universo do Cartoon, dentre eles, com o Coragem. Espero conferir. E gostaria de um crossover dos desenhos antigos com os atuais, só por curiosidade.

domingo, 19 de abril de 2015

Pinocchio (dorama)

~Publicado originalmente em redes sociais.


Que dorama! Uma história de amor, vingança, manipulação e jornalismo. Indicado a diversos prêmios, dos quais ganhou vários, e com uma boa audiência, Pinocchio logo se tornou um sucesso.

Como todo bom dorama que, de início, esconde seu potencial, Pinocchio em seus primeiros episódios não se mostra surpreendente. A única coisa que mantém a curiosidade é o flashback impactante de segurar o choro mostrando como Dal Po perdeu sua família, que falarei daqui a pouco, e o tal irmão querendo vingança. Tentam mostrar algo "leve" em geral mas tacam cenas pesadas aqui e ali mostrando que algo está por vir, que o dorama não é bem o que parece ser. Apenas pelo terceiro, quarto episódio é que as coisas começam realmente a melhorar. Depois disso, melhora a cada episódio, são diversas "reviravoltas", segredos vindo a tona, acontecimentos marcantes. E, embora o dorama tenha um foco, vai além. Muitas surpresas. Sim, é esse tipo de dorama. Não só, o dorama também é um daqueles em que todos os personagens possuem seu espaço, todos os personagens são bons e os personagens secundários chegam a ser "melhores" que os principais, mesmo os principais sendo bons.

História

O nome do dorama se dá pela doença (fictícia) chamada Pinóquio. O portador dessa doença não consegue mentir, já que, caso minta, soluça e acaba se denunciando. Nos dois primeiros epis, acompanhamos Choi Dal Po num programa de tv respondendo perguntas enfrentando o aluno mais inteligente de sua própria escola, sendo ele o mais "burro". Enquanto isso, In Ha e outros alunos acompanham tudo pela televisão na sala de aula. Durante, Dal Po relembra seu trágico passado, apresentando as primeiras revelações da série.

A muitos anos, o garoto Ha Myung perdeu o pai, chefe de bombeiro, numa explosão. Enquanto sua família estava de luto, a repórter Song Cha Ok acusou o chefe de bombeiro de ter fugido do local, já que, supostamente, um pinóquio o viu nas ruas. Isso tornou a vida da família um inferno, tudo por causa de um rumor não confirmado e incentivado pela tal repórter, que inclusive havia manipulado outras matérias. A situação chegou a um ponto tão grave que certo dia o irmão de Ha Myung, que disse que ficaria ao seu lado, não voltou mais para casa. Horas mais tarde, Ha Myung e sua mãe foram passear, onde ela cometeu suicídio, tentando levar ele junto. Ha Myung sobreviveu e foi achado por Choi Gong Pil, um senhor de idade com transtornos mentais, que o adotou. A partir desse dia, ele começou a ser chamado de Dal Po, mesmo nome do filho que esse senhor de idade tinha, que morreu a muito tempo. Logo depois, In Ha e seu pai, Choi Dal Pyung, foram morar na mesma casa. Dal Po e In Ha logo se apaixonaram, mas as coisas mudaram quando Dal Po descobriu que In Ha era filha da Song Cha Ok, a repórter que acabou com sua vida. Os anos se passam e In Ha decide se tornar repórter. Enquanto isso, Ki Jae Myung, o irmão de Dal Po, planeja vingar a morte do pai.

Após, acaba que Dal Po se junta a In Ha para se tornarem repórteres juntos, já que Dal Po quer derrubar Song Cha Ok sendo um repórter melhor que ela, com objetivo de destruir sua carreira e mostrar ao mundo a injustiça que ela fez ao seu pai. A partir daí são diversas reviravoltas e surpresas, já começando pelo Ki Jae Myung querendo fazer justiça com as próprias mãos, Song Cha Ok dando um fora na filha, um misterioso homem que envia mensagens pra In Ha, uma mulher dona de uma marca, etc. E isso tudo nos primeiros episódios. E mais uma coisa: caso não tenham percebido, Dal Po é tio de In Ha, portanto eles vivem um amor proibido.

Personagens

"Um pinóquio pode ser jornalista?", é a pergunta que fazem. Ora, um pinóquio não pode mentir, apenas dizer a verdade. Isso traz mais credibilidade ao jornalista? Tudo bem, traz, mas e se a emissora tiver algo a esconder? Como resolver? São questões que a personagem In Ha busca responder. Mas... os jornalistas não deveriam dizer apenas a verdade? Nessa parte entra a revolta de Dal Po.

A maioria dos atores foram novidade para mim, embora até agora só tenha reconhecido a atriz que fez a In Ha, que vi num filme. Mas não me focarei neles, e sim em seus personagens.

Todos os personagens possuem seu espaço no dorama. Eles se dividem entre momentos sérios e divertidos. Provavelmente apenas a repórter se fixa totalmente na seriedade. Até o irmão do Dal Po tem seus momentos divertidos, apesar da maior parte ser séria. Parte dos jornalistas se fixam em trazer os momentos mais divertidos, mesmo que involuntariamente. Rixa de emissora, briga com estagiário, estagiários fazendo planos, tentativa de conseguir uma exclusiva a qualquer custo, encontro com o repórter da outra emissora, todas essas ocasiões trouxeram situações cômicas. Mas, como disse, eles também trazem a parte séria do dorama. Matérias de tragédia, investigações, apurações dos casos, visita às vítimas, são tudo com eles. Os estagiários ainda contam com a ajuda de um policial amigo do Dal Po e da In Ha, outro bom personagem.

Gostaria de citar todos os personagens, até aqueles que aparecem pouco, mas deixaria meu texto muito longo (digo, maior do que já tá), então, além dos personagens já citados, cito meus dois preferidos: Yoon Yoo Rae, a garota linda e louca que acha que tão dando em cima dela, que reclama por ser deixada de lado, que bebe pra esquecer e dá ataque... deu pra rir bastante; e o capitão Hwang, que... faz o trabalho dele e ajuda Dal Po. Deixarei os outros para você descobrir quando assistir, caso assista.

Pinocchio conseguiu a proeza de trazer personagens secundários melhores que os principais, mesmo os principais sendo bons. Geralmente o que acontece é dos principais serem fracos, deixando os secundários salvarem o dorama, mas não é esse o caso. Sem querer ser repetitivo, mas todos são bons. Ok, não falo mais isso.

O poder da mídia

Depois de tudo explicado, não poderia deixar de dizer o quanto um jornalista tem o poder de mudar a vida de uma pessoa. A mídia domina o mundo, o jornal se tornou uma fonte de autoridade, onde, além de passar as informações para as pessoas, alguns ajudam a polícia nas investigações. As pessoas assistem o jornal para se atualizarem e saberem o que está acontecendo ao seu redor e ao redor do mundo. Elas acreditam fielmente no que é mostrado no jornal, sequer se indagam sobre a veracidade dos fatos. Por isso, as matérias devem ser muito bem apuradas para que nenhum erro ocorra. No dorama, o caso dos bombeiros é o que melhor mostra isso. Por causa de um rumor, toda a atenção se voltou para a família do bombeiro e trouxe consequências terríveis. Ao longo do dorama, quando são reveladas outras surpresas, o ódio do público só aumenta em relação a certos repórteres.

Muitos podem dizer logo que há manipulação de informação, mas não é apenas manipulação que ocorre. O problema é mais simples do que parece: apuração do caso. Durante o dorama outros exemplos ocorrem onde casos não são totalmente apurados e acarretam em situações problemáticas. A manipulação também não vem exatamente dos jornalistas, já que há todo um filtro na redação para que isso não ocorra. Aí sim as coisas são mais profundas do que pensamos. No fim, resta aos bons repórteres mostrarem que o jornalismo possui caráter e que o compromisso com a verdade não foi esquecido.

Conclusão

Pinocchio é recomendado não só para os dorameiros de plantão, mas também para quem aprecia uma boa história e, claro, para os jornalistas. Há ensinamentos de como um jornalista deve ser, o que não deve ser feito, dicas para atrair público, até mesmo como desviar o foco de notícias, como se safar de situações que manchem a imagem da emissora e do jornalista, etc, revelando truques muito usados na vida real.

Apesar do início parecer sem sentido em relação ao resto do dorama, saiba que tudo ali tem seu motivo, que será revelado posteriormente. O final do dorama é satisfatório, embora o último episódio sirva apenas para mostrar a vida dos personagens depois de tudo o que aconteceu. Pinocchio já entra na minha lista de melhores doramas que vi, com uma história envolvente, personagens marcantes, um bom roteiro e uma boa trilha sonora. Eis o resultado do sucesso.

Obs.: Todos os 20 episódio possuem como título nomes de contos.

Sobre Mim

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Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brazil
Formado em jornalismo e futuro escritor de livros. Colunista de cultura pop. Cinema, quadrinhos, k-pop. O blog surgiu em 2008 com a proposta de reunir o que eu achava de interessante pela internet e evoluiu até se tornar algo mais original. Atualmente serve como um local de divulgação de links de matérias que escrevo para outros sites, rascunhos e alguns textos aleatórios.