sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O caso da senha 42 no Vampiral (história real)

Minha jornada desinteressante num local violento e misterioso, que possui ligações a hospitais. Sabe-se lá o que fazem, possuem uma tecnologia alienígena que descobre o que vc tem no sangue. Incrível. Mas prosseguindo:

Na foto, minha senha no Vampiral, famoso lugar onde as pessoas dão braçadas em agulhas assassinas que retiram o seu sangue.

Como fui a terceira pessoa, meu número acabou sendo 43, então eu pensei: "Por pouco!", mas aí minha mãe trocou de lugar comigo e recebi o 42, já era um sinal positivo. Por uma estranha coincidência de proporções a nível absolutamente zero, demorei mais de 40 minutos pra ser atendido e, em vez de ser a segunda pessoa a perder sangue (quem tira é a agulha e a mulher lá, não eu), acabei sendo a terceira.

Há corda, Brasil, 4+2=6 e 4+3=7, logo 6+7=13, e 13 é o famoso número do azar. Mas 42 é a resposta para a vida, o universo e tudo mais. 43 tb está em debate. Acabou que rolou um paradoxo no universo. Devo ter destruído uma realidade alternativa nessa confusão. E vai além, já que 1+3 dá 4, que adicionado o 0 depois, dá 40. '0'

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O lado negro do k-pop - sasaengs e anti-fãs

Postei isso no Blog a alguns anos e cheguei a postar no Kokyo durante a parceria com a revista SHAKIN’POP. Segue o sinistro e interessante texto na íntegra sobre fãs obcecados e anti-fãs, retirado da matéria ˜A fantástica fábrica do k-pop - parte 2˜ da edição 4 da revista "Shakin'Pop". Independente de k-pop ou não, isso é algo presente em vários fãs de diferentes grupos musicais. Vale a pena ler.



˜As Sasaengs

Antes de falar sobre as sasaengs, vamos retomar a discussão feita na primeira parte da série “A Fantástica Fábrica do K-pop” (vide 2ª edição da ShaKin’Pop). Na Coreia, o público costuma diferenciar “cantores” de “ídolos”. Cantores são artistas com mais tempo de estrada, com notável talento musical e que normalmente não fazem tanto sucesso entre os mais novos. Ídolos são todos os artistas mais conhecidos do k-pop, mais jovens, fisicamente mais atraentes e que criam diversas tendências entre o público adolescente.

Por mais talentosos que sejam, dificilmente esses ídolos são vistos como cantores pelo público da Coreia. Essa diferenciação agrava a ideia de que tais ídolos sejam seres especiais, fora da realidade e distantes de qualquer escândalo. Culturalmente, para um fã no Brasil, é bem mais fácil identificar um desses jovens astros como artistas talentosos, mas também como seres com diferentes qualidades e defeitos.

Infelizmente, para muitos fãs na Coreia não é tão fácil assim fazer essa distinção. A maioria tende a acreditar que seus ídolos são perfeitos e acabam se decepcionando quando o lado mais “real” deles vem à tona. Essa imagem de artista perfeito acabou fazendo com que diversas garotas se tornassem seguidoras que desejam ficar 24 horas por dia com seus amados ídolos.

Esse amor obsessivo se tornou um grande problema para os k-idols, que tem frequentemente sua privacidade invadida. A vida social desses artistas acaba prejudicada e muitas vezes é inibida por conta dessa perseguição constante. A insanidade dessas fãs, as sasaengs, já tomou proporções inimagináveis.

Apenas para citar alguns dos impropérios cometidos pelas sasaengs:

- Enviaram cartas escritas com seu próprio sangue para Lee Joon (MBLAQ), HongKi (FTISLAND) e TaecYeon (2PM), sendo a última tendo sido escrita com sangue do período menstrual;
- Perseguiram as vans de vários artistas como EXO, Big
Integrantes do JYJ são uns dos principais alvos das fãs sasaengs
Bang e o TVXQ, já tendo causado acidentes e ferindo artistas;
- Invadiram dormitórios de artistas como B2ST, FTISLAND e Shinhwa.

Essas são apenas algumas das atrocidades cometidas por essas fanáticas garotas, que invadem até mesmo os banheiros usados pelos ídolos. Talvez os artistas que mais tenham sofrido com as sasaengs sejam os integran- tes do JYJ. A privacidade do trio foi invadida a tal ponto que câmeras foram instaladas pelas sasaengs no estacionamento da casa de YooChun. Outra fã obsessiva já deu um “tapa na cara” do ídolo, com a esperança de que ele sempre se lembrasse dela.

Controvérsias entre o JYJ e as sasaengs trouxeram à tona os absurdos que essas garotas cometem e o assunto se tornou pauta na mídia coreana. O problema não é recente, mas apenas este ano a imprensa do país pareceu se dar conta da gravidade da situação.

Em entrevistas, essas garotas explicaram sobre o complexo sistema de organização das sasaengs, em que algumas delas muitas vezes se prostituem para conseguir manter essa vida de perseguição ao ídolo. Empresários de artistas relataram que já flagraram essas fãs urinando em frente ao dormitório dos ídolos, para “marcar seu território”. Tais atitudes fazem com que os responsáveis pelos ídolos tomem medidas drásticas contra essas garotas.

Essa constante perseguição faz com que as gravadoras se tornem ainda mais severas quanto à segurança de seus artistas e evitem qualquer forma de contato entre os cantores e o público. Os traumas causados pela invasão de privacidade fez com que diversos artistas se tornassem reclusos e receosos quanto ao contato com fãs. Não foram poucas as vezes que TaecYeon (2PM), LeeTeuk e HeeChul (Super Junior) e outros pediram no Twitter que os fãs respeitem seu espaço.

Por sua vez, BaekHo, do NU’EST, inocentemente comentou, logo após seu debut, que talvez as sasaengs não fossem tão ruins quanto a mídia tanto divulgava na época. “Eu não acho que as sasaengs são ruins. Na minha opinião, elas fazem isso porque gostam muito de nós. É fascinante para a gente”. A recente empolgação do debut e o pouco contato com essas garotas prova- velmente fez com que o jovem artista dissesse que esse tipo de comportamento de uma fã é fascinante.

A verdade é que todo fã quer sim estar perto de seu ídolo, falar com ele e ter qualquer tipo de contato. O problema das sasaengs é que essa vontade de estar com os artistas transcende o esperado por um fã normal e acaba ultrapassando os limites do respeito pela pessoa que “incorpora o ídolo” que essas jovens tanto idolatram.

Os anti-fãs

Enquanto uma das extremidades diz gostar tanto de um ídolo a ponto de acompanhá-lo em todos os momentos, a outra vertente do extremo fanatismo afirma ter um ódio profundo por algum artista. Normalmente fãs possuem um grande esforço para prestigiar e agradar seus ídolos e o que os “anti-fãs” fazem exatamente o contrário. Como? Eles fazem de tudo para afetar, ofender e até mesmo ferir aqueles ídolos que tanto detestam.

A ideia parece absurda. E na realidade é mesmo, bem pior do que se imagina. Como podem essas pessoas dedicarem seu tempo simplesmente para prejudicar artistas que não gostam? Pois é. É exatamente isso que os anti-fãs fazem.

Na Coreia, por exemplo, os grupos como B2ST, Big Bang, FTISLAND e INFINITE possuem um grande número de anti-fãs. Na maioria das vezes, o que eles fazem basicamente é frequentar páginas na internet para criticar e ofender esses artistas. Infelizmente, alguns desses “haters” não se limitaram a criticar os artistas e já causaram diversos problemas, como:

- Colocar vinagre em uma pistola de água e atirar nos olhos de Yoon EunHye, nos tempos da Baby V.O.X; - ChangMin (TVXQ) e JunHyung (B2ST) são alguns dos
artistas que já foram atacados com objetos enquanto desembarcavam em aerportos;
- YunHo (TVXQ) já foi hospitalizado após receber um suco de laranja de presente de alguém que pensou ser uma fã. Na verdade, o líquido trazia cola e pedaços de vidro;
- Anti-fãs do TVXQ, que se diziam fãs de Big Bang e Wonder Girls, compraram diversos ingressos para um show do quinteto da SM Entertainment sem qualquer intenção de frequentá-lo, apenas para que o estádio aparentasse estar vazio;
- Fizeram petições pedindo o suicídio de diversos artistas.

E a lista não para por aí. O grupo com o maior número de anti-fãs na Coreia é sem dúvida o 2PM. Os rapazes conquistaram a antipatia de um grande número de pessoas após a saída de Jay Park da banda. Parte dessas novas anti-fãs eram antes sasaengs dos artistas, que usaram informações sobre a vida pessoal dos integrantes, que haviam supostamente descoberto enquanto os perseguiam, para os atacar.

As anti-fãs do sexteto da JYP Entertainment já chegaram até mesmo a enviar flores de enterro e a queimar CDs do grupo em frente à gravadora. Outro artista que passou maus bocados por causa dos anti-fãs foi HanGeng, o eterno integrante chinês do Super Junior. Enquanto trabalhava na Coreia, o astro recebeu ameaças de morte, comidas envenenadas, bebidas com ácido sulfúrico e outras atrocidades. O cantor já teve até mesmo que fazer exames de urina para provar sua inocência de acusações de que ele estaria fazendo uso de anfetaminas. Acusações feitas, é claro, por anti-fãs.

Os ataques nem sempre são físicos, mas por vezes acabam atingindo os ídolos psicologicamente. LeeTeuk (Super Junior) e Mir (MBLAQ) já se mostraram extremamente afetados pelas críticas fervorosas dessas pessoas.

O que leva as sasaengs a perseguirem tanto esses ídolos, a ponto de deixarem de lado suas próprias vidas, e o que leva pessoas a dedicarem seu tempo para prejudicar tanto os artistas é algo que requer uma abordagem bem mais psicológica. O exagero desses fãs beira o fanatismo e atinge o lado “patológico” de uma obsessão por celebridades e é algo que deveria ser acompanhado de perto pela família desses jovens e pela sociedade sul-coreana.

Assume-se então a ideia de que, por mais que “defendam” ideais opostos, as sasaengs e os anti-fãs não sejam tão diferentes quanto se parece. Com a mesma facilidade em que estão perseguindo os ídolos, por me- nor que seja o motivo, essas obsessivas pessoas podem se voltar contra aqueles que antes idolatravam. Contudo, não é preciso nem dizer que esses dois grupos representam apenas uma parcela dos fãs coreanos. Em sua maioria, o público da Coreia do Sul é extremamente organizado e dedicado aos artistas que tanto admiram.

É preciso, no entanto, ressaltar que a invasão de privacidade dos ídolos infelizmente não é um problema que se limita as fronteiras coreanas. Os artistas coreanos já enfrentaram problemas semelhantes em países como os Estados Unidos e o Chile. É necessário, no entanto, a percepção de que, por traz de cada artista, existe uma pessoa que quer e tem direito a sua privacidade.



~Matéria republicada no Kokyo em 15 de setembro de 2014~

Sobre Mim

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Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brazil
Em 2008 criei um blog por experiência. Queria saber como era um blog. Inicialmente era apenas para reunir o que eu achava de legal pela internet. Dois anos depois, em 2010, criei meu blog com críticas de filmes, já que, embora eu não seja experiente nesse ramo, gosto de ver filmes, de entendê-los e tal. Em 2014 vieram as mudanças. O blog que reunia o melhor da internet virou um blog de matérias e histórias que eu mesmo escrevo. O blog que continha críticas de filmes, séries, curtas, shows, etc, agora são apenas filmes e séries devido a enorme demanda de conteúdo. Os modos de escrita também estão mudando para melhor. Fiquem ligados para novidades.